Investigação revela aves deformadas e aleijadas como resultado do crescimento artificial

Foto: Humane League UK

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A dor e s sofrimento infligidos a frangos criados em fazendas industriais, foram revelados após a divulgação de filmagens feitas em uma investigação secreta.

Vídeos feitos pouco antes da morte das aves mostram que as galinhas estão lutando para andar enquanto suas pernas se dobram e elas desmoronam sob seu peso enquanto batem as asas desesperadamente.

Criados para crescer mais rápido que o normal, eles muitas vezes se tornam coxos, sofrem problemas cardíacos e doenças de pele.

Outros vídeos mostram os animais apertados em gaiolas superlotadas com quase nenhum espaço para se mover, algumas delas pressionadas contra paredes e outros aparentemente em pé uns sobre os outros, enquanto ativistas disfarçados disseram ter encontrado também caixas cheias de cadáveres ou outros animais mortos deixados ali por horas, às vezes durante a noite toda.

As galinhas foram filmadas em fazendas operadas por dois dos maiores fornecedores do Reino Unido, a Hook 2 Sisters em Devon e a Moy Park em Lincoln, cujos clientes incluem cadeias gigantes de supermercados como Tesco, Aldi e Sainsbury.

Foto: Humane League UK

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Cenas “foram consistentes com a dor significativa que esses animais convivem”, disse Andrew Knight, professor de bem-estar animal e ética, e diretor fundador do centro de bem-estar animal da Universidade de Winchester.

Ele acrescentou que as imagens da Moy Park mostraram “frangos criados por sua carne com problemas sérios de mobilidade”.

“Uma filmagem de animais em colapso, sobrecarregados pelo seu próprio peso é descoberta praticamente toda semana”, disse o CEO da Open Cages, Connor Jackson, que divulgou os vídeos secretos.

Foto: Humane League UK

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Os animais pertencem a raças muito específicas chamadas Ross 308 e Ross 708, as raças de frango de crescimento rápido mais comuns, que segundo a Open Cages representam cerca de 70% de toda a produção de carne de frango na União Europeia.

As galinhas de crescimento rápido foram selecionadas artificialmente ao longo dos anos para que os frangos criados por sua carne crescessem de maneira não-natural, permitindo que os agricultores maximizassem os lucros.

As aves podem levar cerca de 35 dias para atingir o peso alvo para que sejam mortas 2-2,5 kg, enquanto no crescimento normal pode levar até 70 a 90 dias, segundo um relatório da Comissão Europeia de 2016.

Foto: Humane League UK

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O relatório disse que as taxas de crescimento de frango quadruplicaram em apenas 60 anos, com as aves demorando apenas 30 dias para alcançar o peso de 1,5 kg hoje – em comparação com os 120 dias da década de 1950.
“Se as pessoas crescessem tão rápido, uma criança de cinco anos pesaria 150 kg”, disse Jackson.

A taxa de crescimento extraordinariamente rápida das galinhas pode fazer com que seus corpos prematuros tenham dificuldades para lidar com o peso.

O relatório afirma que anormalidades nas pernas, doenças de pele e má estrutura óssea são comuns entre as galinhas de crescimento rápido, enquanto a causa mais comum de morte é a síndrome da morte súbita (SDS), que ocorre quando o frango não consegue absorver tanto oxigênio como seu corpo superdimensionado requer.

Foto: Humane League UK

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“Infelizmente, esta filmagem é um reflexo da criação industrial de frangos, onde a demanda por crescimento rápido – alcançando o maior rendimento de carne no menor tempo – continua a ser o foco principal”, disse a RSCPA em um comunicado. Knight, o veterinário, disse que as galinhas nas fazendas também estavam “muito apertadas em gaiolas lotadas” e incapazes de exercer comportamentos naturais.

“Nossas câmeras expuseram o sofrimento grosseiro presente nas fazendas de criação de aves social – condições severas e precárias, abuso e deformidades”, disse Palmer. “Muitas galinhas ‘de crescimento normal’ nem vêem o exterior. Não há maneira humana de cultivar frangos nessa escala atual. ”

Ela diz que a única maneira de impedir isso é que os consumidores escolham produtos veganos e que os governos parem de subsidiar a indústria e apoiem os agricultores em seu movimento em direção a um sistema alimentar baseado em vegetais.

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Desmatamento na Amazônia em julho cresceu 278% em relação a 2018

O desmatamento da Amazônia em julho apresenta crescimento de 278% quando comparado ao mesmo mês de 2018. Foram 2.254,8 km² desmatados neste ano e 596,6 km² no ano passado. O desmate registrado em julho equivale a mais de um terço de todo o volume desmatado nos últimos 12 meses, de agosto de 2018 a julho de 2019, período em que 6.833 km² foram desmatados – o número é 33% maior do que o registrado nos 12 meses anteriores.

Os dados são do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter), ferramenta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) responsável por fiscalizar o desmatamento.

(Foto: Vinícius Mendonça)

Os dados levam em consideração apenas três categorias de corte de vegetação, como medida para evitar distorções. As categorias, identificadas pelo próprio governo como desmatamento efetivo, são: desmatamento com solo exposto, desmatamento com vegetação e mineração.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL), conhecido por promover um desmonte na agenda ambiental, em parceria com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, tem atacado desde maio os dados divulgados pelo Inpe. Recentemente, Bolsonaro declarou que “maus brasileiros” divulgam números mentirosos sobre a Amazônia.

Os dados, no entanto, são verídicos, e o Inpe é um instituto renomado com credibilidade reconhecida. Além disso, não há “maus brasileiros” entre os que expõe o desmatamento da Amazônia. Pelo contrário, esses são os brasileiros realmente comprometidos com o Brasil e com as riquezas naturais do país. As verdades sobre os fatos, porém, não impediram que Ricardo Galvão fosse exonerado da chefia do órgão.

Para o lugar de Galvão, foi indicado o coronel da reserva da Aeronáutica Darcton Policarpo Damião, que assume o cargo interinamente. Em entrevista à VEJA, o militar afirmou que o Inpe divulgará dados com antecedência ao governo – conforme Bolsonaro havia solicitado, numa tentativa de exigir que qualquer estatística passe pelo crivo presidencial.


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80% do consumo total de antibióticos ocorre na agropecuária

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), em diversos países, 80% do consumo total de antibióticos ocorre na agropecuária. E a maior parte é utilizada para estimular o crescimento em animais que não estão doentes.

(Foto: Getty)

Segundo a OMS, o uso excessivo e indevido de antibióticos em animais e seres humanos tem agravado o problema da imunidade de certos agentes infecciosos a determinados tratamentos.

Alguns tipos de bactérias que causam infecções graves em humanos já desenvolveram resistência à maioria ou a todos os remédios disponíveis — e há poucas opções promissoras de pesquisa em etapa de desenvolvimento para uso clínico.

“A falta de antibióticos eficazes é uma ameaça de segurança tão séria como um surto de uma doença súbita e mortal”, afirma o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

E acrescenta: “Uma ação forte e sustentada em todos os setores é vital se quisermos reverter a maré da resistência antimicrobiana e manter o mundo seguro.”

O diretor do Departamento de Segurança Alimentar e Zoonoses da OMS, Kazuaki Miyagishima, enfatiza que a evidência científica demonstra que o uso excessivo de antibióticos em animais pode contribuir para o aparecimento de resistência a esses medicamentos.

“O volume de antibióticos utilizado em animais continua a aumentar em todo o mundo, impulsionado por uma crescente demanda por alimentos de origem animal, muitas vezes produzidos por meio de sua criação intensiva”, alerta Miyagishima.

Fonte: Vegazeta


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Oferta de produtos sem ingredientes de origem animal triplica na Austrália

O número de produtos alimentícios sem ingredientes de origem animal triplicou na Austrália nos últimos cinco anos, segundo relatório da empresa de pesquisa de mercado Roy Morgan. A mudança nos hábitos de consumo é associada ao crescimento do veganismo no país.

De acordo com a organização Vegan Australia, hoje a Austrália tem de 400 a 500 mil pessoas que se identificam como veganas (Foto: Vegan Australia)

De acordo com a organização Vegan Australia, como não é possível informar o número exato de veganos no país, hoje a estimativa é de que a Austrália tem de 400 a 500 mil pessoas que se identificam como veganas.

“Em resposta à tendência crescente, restaurantes tradicionais e cadeias de fast food agora oferecem opções vegetarianas e veganas”, publicou este mês um dos portais de notícias mais visitados da Austrália – news.com.au.

Roy Morgan aponta também que quase 2,5 milhões de australianos abdicaram do consumo de carne. “Muitos são jovens mulheres preocupadas com o bem-estar animal e com a crueldade contra os animais”, destaca.

A página Vegan Australia, por exemplo, tem um total de 30 mil seguidores e 75% são mulheres na faixa etária dos 20 aos 35 anos. O diretor da organização, Greg McFarlane, diz que o Google Trends mostra que nos últimos 12 meses a Austrália foi o segundo país onde os internautas mais realizaram pesquisa envolvendo a palavra “vegano”.

Na Austrália, a maioria das buscas foi registrada em Victoria, seguida pela Austrália Meridional e Tasmânia. Os protestos realizados por ativistas veganos em março e no mês passado também ajudaram a chamar mais atenção para o veganismo e a atrair mais adeptos, inclusive dando origem a novos sites e páginas em mídias sociais.

Outro ponto de mudança é que atualmente 8,7% dos produtos disponíveis no mercado australiano trazem um selo declarando que são adequados para veganos, conforme informações da empresa de pesquisa Mintel. O que representa um aumento significativo considerando os 5,9% em relação a 2016 e 3,2% em 2014.

Em entrevista ao news.com.au, Jane Barnett, da Mintel, avalia que realmente as pessoas estão revendo seus estilos de vida. E outra prova disso é que na última pesquisa realizada, 14% dos australianos disseram que planejam uma transição para o vegetarianismo ou veganismo e 22% afirmaram que vão reduzir o consumo de carne.

Fonte: Vegazeta


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Mercado de queijos vegetais deve registrar crescimento sem precedentes nos próximos anos

Por David Arioch

“Espera-se que o mercado global de queijo vegano testemunhe um crescimento substancial, devido à crescente demanda da população vegana” (Foto: iDeliciate)

De acordo com uma pesquisa publicada recentemente pela MarketResearch.biz, o mercado de queijos vegetais deve registrar crescimento sem precedentes nos próximos anos.

Entre os países que o relatório aponta como promissores em relação a esse mercado está o Brasil. “Espera-se que o mercado global de queijo vegano testemunhe um crescimento substancial, devido à crescente demanda da população vegana e da população intolerante à lactose”, informa o relatório.

A pesquisa aponta que até 2027 as empresas que estão investindo nesse mercado têm condições bastante favoráveis de crescimento, considerando o aumento da população que está optando por queijos sem ingredientes de origem animal por fatores diversos.

No entanto, um dos obstáculos desse mercado ainda é o custo de produção mais elevado do que do queijo convencional, o que exige soluções que começam na seleção da matéria-prima.

Por enquanto, em âmbito global, os queijos vegetais que estão em maior evidência e atraindo mais consumidores são baseados em soja, amêndoas, coco, castanha-de-caju, amendoim e avelãs.

O mercado hoje se divide principalmente em tipos de queijos como muçarela, parmesão, cheddar, cream cheese e ricota. A expectativa é de que em especial a muçarela vegetal registre crescimento mais significativo.

Isto porque há uma demanda crescente por alternativas de queijos vegetais na preparação de pizzas e hambúrgueres – o que deve ser alavancado por redes de fast food.

O relatório aponta também que supermercados, hipermercados, lojas especializadas e de conveniência estão abrindo espaço para esse tipo de produto. Há inclusive hipermercados que estão investindo na fabricação de queijos vegetais.

Outro relatório da Research and Markets prevê que esse mercado deve registrar taxa de crescimento anual composta de pelo menos 8% até 2023.

Denúncias de maus-tratos a animais crescem 40% em Volta Redonda (RJ)

O número de denúncias de maus-tratos a animais aumentou 40% neste ano em Volta Redonda (RJ), segundo Igor Reis, vice-presidente da Sociedade Protetora dos Animais de Volta Redonda (SPA). Para ele, os casos de maus-tratos não aumentaram e a explicação para o crescimento nas denúncias é a conscientização e indignação da população, que está registrando mais denúncias.

Reis lembrou que as denúncias devem ser feitas através da Secretaria de Meio Ambiente de Volta Redonda, pelo telefone 3339-9073, por meio do número 3350-7123, também através do aplicativo Fiscaliza VR. É importante ter provas como fotos e vídeos e acionar a Polícia Militar imediatamente após flagrar uma ação de maus-tratos. As informações são do Diário do Vale.

Foto: Pixabay

“É importante frisar que as ONGs e protetores dos animais não têm poder de polícia, ou fiscalização para agir em casos de maus tratos. Os casos devem ser denunciados nas delegacias e juntamente aos órgãos responsáveis da prefeitura de sua cidade. Se o cidadão presenciar um flagrante, a pessoa pode ligar para o 190, a Polícia Militar tem por dever agir. E em algumas cidades, como, por exemplo, Volta Redonda e Barra Mansa, possuem a Secretaria de Meio Ambiente, na qual podem ser encaminhadas também as denúncias. É importante informar que Volta Redonda tem site e aplicativo (Fiscaliza VR), que tem sido uma ferramenta importante de registro de denúncia online, podendo ser de forma anônima. O contato gera um protocolo que é enviado para a secretaria e a pasta tem que atender a essa solicitação” disse. “Desde o caso Machinha [do Carrefour], e principalmente, quando o programa Fantástico começou a gerar algumas reportagens relatando os maus-tratos e criação clandestina de animais, as pessoas estão se conscientizando mais e sendo estimuladas a denunciar. São marcas importantes à mídia incentivar as denúncias”, relatou.

Membro do Conselho Municipal de Proteção e Defesa Animal de Volta Redonda, Reis comentou que pautas em prol dos animais, como a cultura do abandono, são debatidas dentro do órgão. “Abandono e maus-tratos são culturais e precisamos trabalhar isso com educação, reeducando as crianças e jovens que são influenciados pelo comportamento dos pais. Eu já ouvi isso de uma pessoa: “meu cachorro ficou doente eu abandono e depois pego outro”. Isso é cultural, precisamos de educação para combater isso. A questão de pássaros na gaiola também. Nossa luta não é só para o cão e gato, é para todas as espécies de animais”, disse.

Segundo ele, há uma melhora na fiscalização da prefeitura. “Outra coisa é a fiscalização que tem que funcionar, antes a fiscalizando não estava funcionando de forma efetiva em Volta Redonda. Algumas coisas têm mudado e apresenta uma mudança, sinal de melhora. A polícia também tem que investigar e punir os agressores assim como a prefeitura”, apontou.

O controle populacional dos animais é outro problema vivido na cidade, segundo o vice-presidente da ONG. A castração, lembrou Reis, é a solução. No Centro de Controle de Zoonoses do município esterilizações gratuitas são feitas. A SPA também conta com um projeto de castração a preço acessível destinado a famílias carentes.

“É fundamental a castração dos animais não só para o controle da natalidade, mas também para evitar doenças, como o câncer de mama, nas fêmeas, por exemplo. Um animal castrado vive mais, fica mais tranquilo com outros, só tem a contribuir para a qualidade de vida dele”, disse.

Outro ponto abordado por Reis foi a adoção responsável. Ele lembra que, ao adotar, a pessoa beneficia o animal adotado e também outro animal, que ocupará a vaga deixava vaga por aquele que encontrou um lar. ” Sobre guarda responsável. É muito importante, antes de escolher ter um animal, que a pessoa entenda as responsabilidades disso. É importante pensar o que fazer quando for viajar, se mudar de casa por exemplo. Além disso, se atentar que os animais envelhecem, ficam doentes, choram. A pessoa precisa ter tanto condição financeira, para cumprir com os custos de se ter um animal, quanta condição psicológica e moral. Muita gente nos devolve cães adotados porque o animal late ou chora”, contou.

Ainda no que se refere à casa animal, Reis fez críticas a projetos votados na Câmara Municipal que, segundo ele, não condizem com a necessidade dos animais. “O povo de Volta Redonda não precisa de cachorrodromo, nesse momento. O valor de uma obra dessas, você aluga um castramóvel por um ano, ou até compra um. Mas infelizmente temos visto alguns projetos na Câmara que não condizem nem com a realidade nem com a necessidade da cidade. É preciso conversar com a proteção animal, ONGs, grupos, protetores independentes, essa galera que arregaça a manga e põe a mão na massa fazendo o trabalho que seria do Estado”, citou.

A entidade

A SPA foi fundada em 1998 e se mantém até os dias atuais por meio de doações feitas pelos sócios. As contribuições, no entanto, sofreram uma queda recentemente. “Promovemos evento e campanha de doações, há pessoas esporádicas, incluindo voluntário, que contribuem sempre é o que vem mantendo a SPA neste momento”, disse Carminha Marques.

A entidade já atendeu mais de 20 mil animais. “O atendimento da ONG nem sempre é o recolhimento. Muitos animais foram castrados na SPA, que já auxiliou também animais de diversas espécies mico, ouriço, cavalo, burro, pássaros e etc”, disse.

O abrigo da ONG está atualmente superlotado, o que inviabiliza novos resgates. No entanto, a entidade tem ajudado alguns casos, divulgando-os em rede social com a finalidade de arrecadar recursos para custeio de tratamento veterinário.

O vice-presidente da SPA, Igor Reis, lembrou já ter presenciado diversos casos de crueldade contra animais. “É difícil dizer um caso em específico que me chocou, porque foram muitos. Tem a Vilma, que inclusive eu adotei, que era abusada sexualmente, teve um problema na pata e teve que amputar. Ela era cheia de feridas pelo corpo por conta de uma sarna demodécica. Dos oito cães que vivem comigo, ela é a única que não se ressocializou ainda. Já aceita nosso contato, está conosco há uns 3 ou 4 anos e mesmo assim ainda tem medo do contato humano. Teve também o caso de uma cadela que acabou sendo adotada pela Carminha. O ex-tutor deu com um objeto tipo um machado, facão ou enxada na cabeça dela e a jogou fora ali na beira rio. Como se estivesse morta, mas ela não morreu. Foi resgatada muito fraca, com o crânio rachado, olhos pressionados, etc. Sobreviveu um tempo, um dia morreu do nada na casa da Carminha. Acreditamos que foi algo referente a pancada que sofreu”, finalizou.

Mercado que explora roedores para venda cresce 10% ao ano na Bahia

O mercado que explora roedores para venda, tratando-os como meras mercadorias, tem registrado um crescimento de 10% ao ano na Bahia. Em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, funciona o Caviário Dakadu, o maior do estado. O local cria 250 animais de cinco espécies, dentre elas o porquinho-da-índia, os hamsters e os gerbis.

Foto: Caviário Dakadu

“A procura tem sido grande e nos últimos cinco anos aumentou mais de 50%. As pessoas foram perdendo o medo de criar roedores, e eles foram se popularizando. Principalmente por serem muito independentes e não exigirem carinho o tempo todo. Se colocar comida uma vez por dia eles já ficam quietinhos”, afirma Kátia Santa Rosa, do Caviário Dakadu, que foi fundado há 10 anos pelos pais dela.

No criadouro, há também minicoelhos, espécie vítima de abandono após a Páscoa. Comprados por impulso neste período, eles costumam ser descartados na rua, sofrem e morrem.

O aumento do comércio dos roedores foi tamanho que motivou a criação da Associação Brasileira de Roedores e Lagomorfos (ABRL), com sede no Maranhão. Há mais de 30 associados em todo o Brasil, segundo o portal Correio 24 Horas.

“Já há uma grande aceitação em relação aos porquinhos-da-índia. Mas nosso objetivo é ajudar a difundir também a criação de outros roedores. Porque as pessoas ainda confundem e têm preconceito, por exemplo, com as ratazanas que vivem nos esgotos e são consideradas pragas. Queremos mostrar que se esses animais forem criados da forma correta, eles também podem ser animais de estimação, assim como gatos e cachorros”, diz Arthur Mendes, presidente da ABRL, ao demonstrar o interesse em fazer com que mais espécies de roedores sejam tratadas como objetos passíveis de venda e não como seres vivos sensíveis.

(Foto: Kátia Santa Rosa)

Os criadores também emitem um registro geral para os animais, uma espécie de carteira de identidade. Até o momento, mais de 500 roedores, ligados a associação, têm registro no Brasil.

Além do comércio, a associação planeja explorar animais em shows e concursos, nos quais eles serão expostos para entretenimento humano, em mais uma face da exploração animal. O objetivo é julgar a beleza do animal para verificar até que ponto os animais reproduzem as características da cada raça.

Na Bahia, em 2017, foi criada a União dos Roedores da Bahia, que conta atualmente com 114 criadores. O grupo se reúne mensalmente para realizar palestras e trocas de experiências.

Nota da Redação: animais não vieram ao mundo para servir e beneficiar humanos, tampouco para serem tratados como mercadorias. Vender roedores para obter lucro com a vida deles é imoral e antiético. Vidas não devem, em hipótese alguma, ser vendidas, tampouco expostas em feiras agropecuárias, shows e concursos, como se fossem objetos de exposição. É preciso respeitar os animais, garantindo a eles a dignidade de serem tratados como sujeitos de direito, sem explorá-los para o comércio ou eventos de entretenimento humano.

Mercado de iogurtes vegetais deve valer US$ 2,53 bilhões até 2025

O mercado global de iogurtes vegetais deve valer US$ 2,53 bilhões até 2025. Segundo projeção da empresa de pesquisa de mercado Hexa Research, há uma crescente procura por alternativas mais saudáveis e sem ingredientes de origem animal.

No Brasil, recentemente a marca Vida Veg lançou iogurte grego vegano nos sabores morango e tradicional (Foto: Divulgação)

“O iogurte vegano deverá continuar sendo uma das escolhas favoráveis entre as empresas de alimentos e nutrição, também devido à ausência de conteúdo químico sintético”, informa o relatório, acrescentando ainda que o aumento da intolerância à lactose também tem contribuído na busca por iogurtes vegetais.

“Além disso, a mudança de hábitos alimentares entre os profissionais da classe trabalhadora, como resultado do aumento da conscientização em relação aos produtos alimentícios enriquecidos com proteínas, deve favorecer a demanda por iogurte vegano em um futuro próximo”, informa a Hexa Research. Outra observação é que os iogurtes vegetais lançados recentemente no mercado contam com 25% menos açúcar e ingredientes não transgênicos.

No ano passado, um relatório divulgado pela Data Bridge Market Research destacou que os iogurtes vegetais têm condições de superar os iogurtes lácteos a partir de 2025, pelo menos na América do Norte. A DBMR considera em proporcionalidade a queda no consumo de laticínios e a procura por alternativas baseadas em vegetais.

Segundo o relatório, o que tem favorecido o crescimento do mercado de iogurtes vegetais é o aumento do número de consumidores se abstendo do consumo de laticínios por questões de saúde e o crescimento do veganismo.

No Brasil, a empresa mineira Vida Veg, que já lançou 34 produtos veganos no mercado, tem experimentado um bom crescimento nesse segmento. Prova disso é que os produtos mais vendidos da marca são os iogurtes à base de coco e amêndoas, além dos leites vegetais. O próximo passo é disponibilizá-los nas grandes redes de supermercados.

“Nós triplicamos o volume de produção de um ano para o outro desde 2015 até 2018 e temos a intenção de continuar triplicando”, revela o diretor-executivo Anderson Rodrigues.

Iogurte Grego Veg

Zero lactose, zero glúten e zero colesterol são atributos do iogurte Grego Veg. Nos sabores tradicional e morango, a novidade chega ao mercado brasileiro no momento em que o consumo de produtos veganos cresce cada vez mais no Brasil, seguindo uma tendência mundial. Cada embalagem tem 130g e tem o preço sugerido de R$ 7,98.

A Vida Veg está presente em todo o Brasil com seu amplo portfólio: iogurtes, queijos, requeijões, leites vegetais, shakes proteicos e sorvetes. Todos tem o certificado de produto vegano da Sociedade Vegetariana Brasileira.

Saiba onde encontrar em: https://vidaveg.com.br/onde-encontrar/.

Desmatamento na Amazônia cresce 54% no primeiro mês de 2019

Dados do do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), divulgados pelo Instituto Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), indicam que o desmatamento na Amazônia Legal – território que abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão – cresceu 54% em janeiro de 2019, em comparação com o mesmo período do ano passado.

(Andre Penner/AP/VEJA)

O aumento alarmante confirma as projeções feitas por ambientalistas, pesquisadores e cientistas políticos sobre os efeitos negativos das políticas propostas pelo governo Bolsonaro. Inclusive, os municípios da Amazônia que elegeram Bolsonaro em primeiro turno foram os que mais desmataram nos últimos 17 anos.

Foram registrados 108 km² de desmatamento na Amazônia Legal, sendo o Pará o estado que mais desmatou, com 37% do total, seguido de Mato Grosso (32%), Roraima (16%), Rondônia (8%), Amazonas (6%) e Acre (1%). As informações são do Greenpeace Brasil.

De acordo com os dados, 67% do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. Outros 5% de área desmatada correspondem a Unidades de Conservação e 7% a terras indígenas, o que gera preocupação nos ambientalistas e pode indicar que a sinalização de que o novo governo irá afrouxar a fiscalização e paralisar desmarcações já tem gerado desmatamentos.

Os dados, apesar de alarmantes, já eram esperados. Isso porque Bolsonaro dava sinais claros, desde a campanha eleitoral, de que promoveria retrocessos na agenda socioambiental caso se tornasse presidente do Brasil. Logo no primeiro dia do mandato, uma medida provisória transferiu a responsabilidade pela identificação, delimitação, reconhecimento e demarcação de terras indígenas para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), comandado pela ministra Tereza Cristina, líder da bancada ruralista. Além disso, a Funai foi retirada do Ministério da Justiça e passou a ser subordinada ao novo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

Ao colocar a demarcação de terras indígenas sob a responsabilidade do MAPA, Bolsonaro gera um conflito de interesses, já que esse ministério é conhecido por defender, historicamente, os interesses da bancada ruralista, que em nome do lucro dos proprietários de terra lidera ataques às áreas protegidas do país.

“Combater o desmatamento é uma responsabilidade do Brasil e deveria ser tratada pelo governo como uma prioridade, já que esta é a principal fonte de emissões de gases do efeito estufa do país”, afirmou Carolina Marçal, da campanha de Amazônia do Greenpeace. “Ao protagonizar a imposição de uma agenda que viola os direitos dos povos indígenas e populações tradicionais, o novo governo nos conduz a um cenário ainda mais desolador de avanço da violência no campo e destruição ambiental, confirmados pelos primeiros dados do SAD”, completou.

Número de veganos tem dobrado a cada dois anos

Cerca de cinco milhões de pessoas se identificam como veganas no Brasil, de acordo com a Sociedade Vegetariana Brasileira (Foto: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo)

De acordo com a organização britânica The Vegan Society, o número de veganos, ou seja, de pessoas que não consomem produtos de origem animal e que fazem oposição à exploração animal para qualquer fim, tem dobrado a cada dois anos desde 2014. No ano passado, só no Reino Unido, o total de veganos chegou a 600 mil, superando de longe os 300 mil de 2016.

Nos Estados Unidos, 1% da população se identificava como vegana em 2014, e em 2017 o número já havia subido para 6%, segundo informações da empresa de pesquisa GlobalData. Em 2018, uma pesquisa realizada pela HealthFocus informou que a demanda por produtos veganos já corresponde a 17% da população dos Estados Unidos.

No Brasil, o IBOPE Inteligência revelou em 2018 que 14% da população se identifica como vegetariana, o que corresponde a 30 milhões de pessoas; e que cerca de cinco milhões se identificam como veganas, de acordo com a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).

E como reflexo desse aumento, há uma estimativa de que o mercado brasileiro de produtos veganos tem crescido 40% ao ano. Uma pesquisa realizada pela Mintel apontou que o Brasil é o sexto país que mais lançou produtos veganos entre junho de 2017 e julho de 2018.

A posição é dividida com outras nações que estão vivenciando a emergência do veganismo, como Canadá, Austrália, Itália e Áustria. Ponderando que até a década passada, quando se falava em produtos para veganos, o mercado se restringia mais ao Reino Unido e Estados Unidos, o aumento da demanda no Brasil e em outros países acaba por ser um reflexo do crescimento do veganismo.

Fonte: Vegazeta