Pescador é detido após ser flagrado com 19 tartarugas debilitadas

Um pescador foi flagrado com 19 tartarugas debilitadas na quarta-feira (14) no Parque Estadual do Cantão, em Caseara, no Tocantins.

O homem foi detido e as tartarugas foram resgatadas e devolvidas à natureza. As informações são do portal G1.

Foto: Divulgação/PM Ambiental

A abordagem que levou ao resgate das tartarugas faz parte da operação Cantão, da Polícia Militar Ambiental e do Instituto de Natureza do Tocantins (Naturatins).

O pescador é do Pará, segundo os policiais, e foi notificado. Ele deve comparecer à delegacia em um prazo de sete dias.

Adailton Glória, gestor do Parque Estadual do Cantão, explicou que a pesca é frequente. “Há muitas famílias que moram dentro do parque e que residem na cidade de Barreira do Campo, no Pará, que é vizinha de Caseara. Muitas pessoas praticam a pesca de quelônios porque é tradição por lá. É muito difícil irmos para esta região e não pegarmos alguém cometendo este tipo de crime ambiental”, informou.

As tartarugas foram soltas em uma área segura do rio Araguaia.


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Tutores de cão denunciam policial por matar o animal após se incomodar com latidos

Tutores de Hulk, um cachorro da raça boxer, denunciam um caso de violência que levou o animal à morte. Segundo eles, o cão foi morto a tiros na terça-feira (13) em Belém (PA) após latir no portão da casa de um policial militar que, irritado com os latidos, atirou nele.

Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal

O caso aconteceu no bairro Cabanagem e foi denunciado por meio de um boletim de ocorrência.

O relato dado à polícia indica que o policial se irritou com os latidos e atirou três vezes contra Hulk. A assessoria de imprensa da PM não se pronunciou sobre o caso até a publicação desta notícia.

A tutora do cachorro disse que o filho, de 14 anos, passeava com o cão na rua quando os dois passaram em frente à casa do policial. Segundo ela, os cães do PM latiram de dentro de casa e Hulk se aproximou do portão.

“Ele (o atirador) deu o primeiro tiro de dentro da casa dele e mandou meu filho se afastar. Ele gritava pra não matarem o cachorro, mas aí ele veio e deu mais dois tiros”, afirmou.

De acordo com o boletim de ocorrência, o policial não estava fardado. Após matar o cão, ele teria puxado o corpo para manchar de sangue o espaço de dentro da casa, de acordo com a denúncia. Vizinhos teriam visto a ação do militar.


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Cães explorados para venda são encontrados dentro de gaiolas sujas em canil em SP

A Polícia Civil encontrou 14 cachorros explorados para venda presos em gaiolas sujas, em meio aos seus próprios excrementos, em um canil clandestino em Diadema, na Grande São Paulo.

Reprodução/RecordTV

O caso foi descoberto graças a uma denúncia anônima. De acordo com o denunciante, o proprietário do canil visita o local apenas uma vez por mês para alimentar os animais, que eram mantidos atrás de um tapume de madeira.

Os filhotes apresentavam quadro de anemia, infecção no ouvido e na pele e um deles estava cego de um olho. As informações são da Record TV.

No local, havia marcas de sangue no chão, animais com patas feridas e princípios de tumores na barriga – problemas de saúde comuns em casos de maus-tratos e em animais resgatados de canis.

Reprodução/RecordTV

Laudos da perícia criminal e da veterinária do Centro de Controle de Zoonoses confirmaram os maus-tratos. Das raças maltês, bulldog inglês e shih tzu, os cães foram resgatados e encaminhados para uma ONG de proteção animal. Após receberem os cuidados necessários, eles serão doados.

Maltratar animais é crime e tem como punição detenção de até um ano, além de multa. Em caso de morte do animal, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço.


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Homem mata cão com golpe de foice após animal comer galinha no Paraná

Um homem de 70 anos foi detido na segunda-feira (12) após matar um cachorro com golpes de foice em Ponta Grossa (PR). Ele afirmou, segundo a Guarda Municipal (GM), que o animal era da família e foi morto porque estava comendo galinhas que vivem na propriedade da irmã dele.

Imagens registraram a agressão (Foto: Guarda Municipal/Divulgação)

A Guarda Municipal foi acionada pela filha do acusado e um boletim de ocorrência foi registrado. As informações são do G1.

Ao chegar no local, os guardas descobriram que o cachorro já havia sido enterrado. O homem foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Ponta Grossa e foi liberado após prestar depoimento.

Aos policiais, o homem contou que não conseguia ter um cachorro que matava galinhas porque gastou dinheiro para tê-las. De acordo com a Polícia Civil, o acusado demonstrou que não sabia que matar o cão era errado. Ele responderá pelo crime de maus-tratos a animais.

Por meio de rede social, o prefeito Marcelo Rangel (PSDB) afirmou que a Prefeitura de Ponta Grossa vai autuar o homem por crime ambiental.

A Guarda Municipal informou que 193 casos de maus-tratos foram registrados em 2019 na cidade.


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Cadela é baleada na cabeça e filhote é ferido com golpe de facão no RJ

Uma cadela foi baleada na cabeça e um filhote sofreu um ferimento causado por um golpe de facão no bairro Duarte da Silveira, em Petrópolis (RJ). Encontrados por moradores, os animais foram resgatados e internados em uma clínica veterinária. O estado de saúde deles é estável.

Reprodução/RJ Inter TV

O crime aconteceu, segundo a prefeitura, na quarta-feira (7). Ninguém foi preso. Agentes da Coordenadoria de Bem-Estar Animal confirmaram os maus-tratos. As informações são do G1.

O veterinário Luis Antonio Bento explicou que a cadela foi alvejada com um tiro a uma curta distância. “Havia uma queimadura no local de entrada dessa munição, o que faz a gente pensar que tenha sido a um curta distância. À queima-roupa, porque como essa munição dispersa, se fosse a uma distância razoável, a munição teria espalhado”, disse.

Segundo o profissional, por muito pouco o tiro teria matado a cadela. “Sorte porque pegou em tecido mole. Se pega um pouquinho mais centralizado, ia pegar no crânio e ia ser fatal”, explicou.

Reprodução/RJ Inter TV

O filhote, contou o veterinário, tem um corte nas costas com cerca de 20 centímetros.

Dois suspeitos da agressão promovida contra os cães foram denunciados por moradores. O caso foi registrado pela prefeitura na 105ª Delegacia de Polícia e será encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.


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Cadela debilitada é resgatada de casa onde ficava sem comer em Goiás

A Polícia Civil resgatou, após denúncia anônima, uma cadela da raça dogue alemão que vivia em condição de maus-ratos em Morrinhos (GO). Examinada por um veterinário, ela foi diagnosticada com desnutrição.

Foto: Polícia Civil/Divulgação

Muito debilitada, a cadela foi resgatada na quarta-feira (7). A responsável por ela foi buscada pelos policiais no trabalho para abrir a casa, permitindo que o animal fosse examinado. Não foi encontrada ração ou qualquer alimento para ela no local.

“Ela estava muito magra. O veterinário que agora está cuidando dela disse que ela está mal de saúde, pode estar até com pneumonia. Além disso, a mulher contou que outro cachorro da mesma raça, um macho de cor preta, havia morrido dias antes. Acreditamos que também por falta de comida”, avaliou o delegado Fabiano Jacomellis.

A mulher prestou depoimento em uma delegacia e, após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), foi liberada. As informações são do G1.

“Ela negou que deixava eles sem comida, não queria colaborar muito. Nesses casos, ela pode pegar pena de até um ano que geralmente é convertida em algum serviço comunitário ou multa”, detalhou o delegado.

A cadela está sob os cuidados do veterinário em uma clínica veterinária, onde foi internada para ser submetida a exames.


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Tribunal julga tutor que espancou cachorra até a morte

A cachorrinha de 11 meses, Lexi | Foto: BNPS

A cachorrinha de 11 meses, Lexi | Foto: BNPS

O tutor de um animal doméstico espancou e chutou seu filhote da raça pastor alemão de apenas 11 meses até a morte no que ele chamou de “ataque de raiva”, depois do crime o agressor ainda tentou esconder o corpo do animal na floresta, segundo um tribunal da cidade de Dorset, na Inglaterra.

Jon-Luc McLoughlin, de 26 anos, espancou tão severamente sua cachorra, chamada de Lexi, que ela morreu quase que instantaneamente.

Quando a cachorra morreu ele então carregou o corpo com a intenção de jogá-lo em uma área de árvores perto de sua casa em Poole, Dorset.

Mas o animal doméstico morto foi descoberto por algumas crianças moradoras da região que ficaram “traumatizadas” com o que encontraram.

McLoughin tinha adquirido a cachorra de um criador e convivia com ele há apenas um mês depois de comprá-lo com seu parceiro.

Na quinta-feira, ele apareceu na Corte de Magistrados de Poole, onde se confessou culpado de “causar sofrimento desnecessário a um animal protegido”.

O tribunal ouviu que um exame post mortem realizado no corpo de Lexi descobriu que ela tinha sofrido “trauma de força contundente”, incluindo uma laceração no fígado, sangue no abdômen e uma ruptura no estômago.

Durante uma entrevista policial, McLoughlin inicialmente tentou colocar a culpa pelas lesões em uma colisão no trânsito, mas depois confessou a morte, dizendo aos policiais que “ficou com muita raiva e não sabe o que aconteceu com ele”.

A morte foi relatada à RSPCA que levou a acusação contra McLoughlin ao tribunal.

Matthew Knight, o promotor do caso, disse: “Ele socou ou chutou o cachorro até a morte e jogou o corpo em algumas árvores perto de sua casa para camuflar o crime”.

Foto: Jon-Luc McLoughlin | Foto: BNPS

Foto: Jon-Luc McLoughlin | Foto: BNPS

“O corpo de Lexi foi encontrado por moradores locais e a cena perturbou as crianças que o viram”, disse Knight antes de acrescentar que, devido à gravidade dos ferimentos infligidos, “é provável que o cão não tenha sobrevivido por muito tempo”.

A equipe de defesa de McLoughlin argumentou que ele estava sob significativo estresse no momento devido a ser um “cuidador de seu pai doente”.

Como se houvesse alguma justificativa para a prática de um ato covarde e cruel como o assassinato a um ser indefeso que ele próprio trouxe para morar em sua casa.

Defendendo, James Moore disse: “Este episódio de raiva cega é onde o estresse levou a melhor sobre ele e tomou conta de seus atos”.

“Este não é apenas um bandido violento que acha que não há problema em tratar mal o seu próprio animal doméstico.”

Um assassino frio e calculista que matou um ser indefeso que só queria lhe dar amor, e ainda tentou esconder o corpo para sair impune com a atitude.

Durante a audiência, o magistrado Martin Arthur disse que as opções de condenação eram “completamente abertas” e que uma sentença de prisão não estava “fora da mesa”.

O caso foi adiado até o dia 5 de setembro.

As ações de McLoughlin foram criticadas pelo grupo de defesa dos direitos animais PETA, que pediu a prisão do assassino.

Elisa Allen, diretora da PETA, disse: “A dor e o medo que este filhote deve ter sofrido são quase inimagináveis”.

“Imploramos ao Tribunal de Magistrados de Poole que dê ao Sr. McLoughlin a sentença máxima, incluindo tempo de prisão, aconselhamento e uma proibição vitalícia de manter animais.”

“Como as ofensas repetidas são a regra e não a exceção entre os agressores de animais – que muitas vezes prejudicam também os seres humanos – esses atos devem ser tratados com a máxima seriedade”.

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Oito cavalos são sacrificados após descoberta de caso severo de negligência

Foto: MEN Media

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Os oito cavalos tiveram que ser sacrificados depois de terem sido encontrados aleijados em um estábulo minúsculo “amontoados” uns nos outros e com estrume por todo lado em um caso criminoso de negligência .

Oficiais de bem-estar animal descobriram dez animais que vivem em um estábulo imundo cercado por suas próprias fezes e urina, em um caso de negligência que o inspetor do departamento disse ser “o pior que já viu”.

Para chegar até dois dos cavalos os funcionários tiveram que escavar a sujeira, pois os dejetos estavam bloqueando a porta do estábulo.

Os cavalos não tinham um ferrador para aparar os cascos por pelo menos 12 meses, quando isso deveria acontecer a cada seis semanas.

Isso fez com que os cascos dos animais crescessem descontroladamente, deixando os cavalos aleijados e tendo que lutar para conseguir se locomover.

Foto: MEN Media

Foto: MEN Media

Cinco cavalos estavam em tal estado de sofrimento que um veterinário independente decidiu que a melhor coisa era sacrificá-los imediatamente.

Outros três foram encaminhados para uma cirurgia de emergência antes de ser decidido que eles também precisavam ser sacrificados para acabar com seu sofrimento.

Um tribunal proibiu o homem responsável pelos cavalos de manter todos os animais em seu poder depois que sua negligência foi descoberta.

Carl Kawka, 57 anos, de Greenbank Road, na cidade de Rochdale, Inglaterra se declarou culpado de duas acusações de crueldade e atentado ao bem-estar animal quando compareceu ao tribunal de magistrados de Tameside na última quinta-feira.

O tribunal ouviu como a RSPCA (ONG que atua em defesa dos direitos animais) foi enviada para investigar Kawka devido a preocupações sobre 10 cavalos que ele tinha sob seus cuidados em seus estábulos em Oldham.

Foto: MEN Media

Foto: MEN Media

O inspetor Danni Jennings e os oficiais do World Horse Welfare descobriram que oito cavalos tinham cascos enormes e deformados que os deixaram aleijados.

Em mitigação, o tribunal ouviu que Kawka estava com dificuldades devido a problemas de saúde.

Felizmente, após um longo tratamento, dois dos cavalos estão a caminho da recuperação.

Um deles, chamado Ronnie, agora foi realocado, e outra égua chamada Celine está se recuperando bem e deve voltar para casa em breve.

Kawka foi proibido de manter todos os animais, recebeu uma sentença de 18 semanas de prisão suspensa por 12 meses e um toque de recolher de cinco meses entre as 19h e as 7hs da manhã.

“Este é o pior caso de negligência que já vi em minha carreira de 11 anos como inspetor da RSPCA.

“Os cavalos estavam claramente sofrendo e estavam aleijados, lutando para andar e se mexer e era óbvio que não tinham visto a luz do dia por um longo período de tempo.

“O modo como foram negligenciados foi horrível – foi um dia muito triste e deprimente para todos os envolvidos”.

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Gangue de criminosos mata 40 cães envenenados em uma única noite

Foto: James Pyatt/News LTD

Foto: James Pyatt/News LTD

Criminosos matam mil cães por semana na África do Sul, para que possam invadir casas e roubar os donos das residências sem serem atacados por seus leais animais domésticos.

Cerca de 40 cães foram envenenados em uma cidade durante uma única noite na semana passada.

Imagens chocantes foram divulgadas mostrando como cães fiéis estão sendo massacrados por gangues nos jardins da frente e dos fundos de suas próprias casas.

O Dr. Gerhard Verdoon, diretor do Griffon Poison Information Centre, em Port Elizabeth, revelou que os cães estão sendo alimentados com carne contaminada com veneno mortal.

Foto: James Pyatt/News LTD

Foto: James Pyatt/News LTD

O especialista observou que o veneno é tão poderoso que mata um cão pequeno em apenas 5 minutos e um cachorro grande em menos de 15 minutos.

Ele acrescentou que poucos animais domésticos sobrevivem a uma dose do veneno.

“O veneno usado é muito potente – cerca de 97% dos animais envenenados morrem”, disse Verdoon.

“Eles usam o Aldicarb, conhecido como ‘two-step’ (dois passos, na tradução livre), porque você come, dá dois passos e morre.

“Os criminosos geralmente colocam o veneno em cachorros-quentes ou misturam com picadinho e dão para os cães comerem. Depois que os cães morrem, as casas são alvos fáceis de invasão ou roubo.

Foto: James Pyatt/News LTD

Foto: James Pyatt/News LTD

“O veneno é normalmente usado em cães que dormem fora, no quintal, para proteger a família e, nas primeiras horas da manhã, jogam a carne por cima da cerca e observam enquanto o cão come a carne”.

“Eles deixam o veneno agir por uma hora para se certificar de que quando voltarem para realizar um assalto à mão armada ou um roubo, muitas vezes atacando os moradores da residência e roubando dinheiro, valores e carros.

“O número de até 1000 cachorros mortos por semana é extremamente absurdo e cruel e está aumentando”, disse ele.

Verdoon disse que o veneno é proibido na África do Sul, mas é contrabandeado através da fronteira do Zimbábue por sindicatos do crime e vendido ilegalmente a criminosos para matar cães.

Ele continuou: “O que acontece é que o sistema nervoso do animal é desligado e o cão fica paralisado e então ele sufoca até a morte. É uma maneira muito sofrida de um cachorro morrer”.

Foto: James Pyatt/News LTD

Foto: James Pyatt/News LTD

“Isso está afetando todo o país pois o veneno é usado em ataques em fazendas também”, disse ele.

Cora Bailey, diretora do Community Led Animal Welfare, disse que 40 cães foram mortos na Flórida, um subúrbio de Johanesburgo, na última quarta-feira por criminosos que invadiram casas.

“Os criminosos não querem entrar em uma propriedade onde um cachorro pode alertar os moradores”, disse ela.

A África do Sul é classificada como um dos países mais perigosos do mundo para se viver, com quase 20 mil assassinatos por ano, 50 mil estupros e 275 mil roubos e assaltos em casas particulares.

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Hospital veterinário de universidade registra aumento de animais baleados no DF

O Hospital Veterinário da Universidade de Brasília (UnB) registrou um aumento no número de animais baleados no Distrito Federal e no seu entorno. Cinco aves e um macaco foram resgatados nos últimos 30 dias após serem atingidos por projéteis de chumbo. Deles, apenas um tucano e um carcará sobreviveu.

Todos os animais, encontrados em áreas urbanas de Taguatinga, Cidade Ocidental (GO) e Valparaíso (GO), estavam com membros fraturados. “Foram dois carcarás, um papagaio-galego, um falcão quiriquiri, um tucano e um sagui-de-tufos-pretos”, explicou a médica veterinária Júlia Vieira Herter, residente em clínica e cirurgia de animais silvestres.

Foto: Arquivo Pessoal

No caso do tucano, que sobreviveu, um projétil de chumbo ficou alojado em sua cabeça. Outro sobrevivente, o carcará aguarda cirurgia para remoção de parte da asa, alvejada por um tiro. As informações são do portal Metrópoles.

“É possível encontrar esses animais em propriedades particulares, na área urbana. Não acho que alguém cace os animais para comer, então só consigo imaginar que o pretexto é diversão”, lamentou Júlia. Ela disse ainda que outros casos com indícios de caça chegaram ao hospital, mas que a instituição ainda não compilou os dados.

Em junho, moradores de Águas Claras denunciaram um caso em que patos e gansos do parque ecológico da região administrativa foram mortos. Na época, a superintendente de Unidade de Conservação do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Rejane Pieratti, levantou a hipótese de que pessoas mataram os animais após pular o muro do local. Segundo ela, o caso foi pontual e seria investigado pela polícia ambiental.

A caça e a manutenção de animais silvestres em cativeiro é proibida por uma lei de 2007. Caçadores podem ser punidos com multas e processo judicial por maus-tratos.

O Hospital Veterinário da UnB pede que a população denuncie a caça de animais silvestres através da ouvidoria do governo, no número 162, ou pelo número 197, da Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema).


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