Integrantes da Polícia Civil resgataram, nesta quinta-feira (16), dois cães sem raça definida vítimas de maus-tratos. Os animais estavam abandonados em uma residência no bairro Céu Azul, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte (MG). Uma denúncia anônima levou os agentes até o local.
Divulgação/Polícia Civil
De acordo com a corporação, os cães foram encontrados com sinais de anemia, infestados de carrapatos e pulgas, além de sofrerem com queda de pelos. Um deles ainda tinha lesões nos dois olhos.
Os policiais da Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Contra a Fauna fizeram contato com o proprietário do imóvel. Ele informou que o espaço é alugado e passou os dados a respeito da inquilina. A mulher não foi encontrada, mas será intimada e pode ser autuada por maus-tratos. O crime é previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais.
Ainda segundo a Polícia Civil, uma adotante temporária compareceu ao local e os animais foram encaminhados para atendimento veterinário.
A delegada Carolina Bechelany, Chefe da Divisão Especializada Operacional do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Meio Ambiente (Dema), destacou os resultados dos trabalhos.
“Conseguimos resgatar mais dois cães indefesos vítimas de maus-tratos. A população precisa se conscientizar que este tipo de situação é intolerável. É extremamente essencial denunciar. Iremos continuar trabalhando com compromisso e dedicação para ajudar e resgatar estes animais”, frisou.
Maus-tratos contra animais é crime
Em 2016, o então governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), promulgou a Lei n° 2.230,que tipifica maus-tratos contra animais em todo o Estado. A lei define maus-tratos como quaisquer ações ou omissões que atentem contra a saúde ou a integridade física ou mental de animal, como abandono, privação de necessidades básicas, lesão e ainda submissão ao trabalho excessivo — em caso atividades que envolvam tração animal.
Rinhas de galos, cães dentre outros animais também são passivas de multas, segundo a lei, assim como manter animais em ambientes sujos, desprovidos de segurança ou desinfecção.
O indivíduo que maltratar animais será multado em R$ 1,5 mil além de ser obrigado a custear despesas com assistência veterinária e demais gastos decorrentes dos maus-tratos. A multa poderá ser ainda mais alta caso os atos de maus-tratos levem o animal ao óbito — a sanção, nesse caso, pode chegar a R$ 3 mil.
Foto real de Buddy, o cão mostrado no vídeo agora aos cuidados da ONG Nassau SPCA | Foto: Nassau SPCA
As imagens no vídeo mostram um pequeno cão de pelos cor de caramelo, com orelhas enormes, sobre uma mesa abanando o rabo. Então, uma voz ordena: “Vá”.
Em um movimento rápido, um homem agarra o cão pelo meio do corpo levanta-o e o vira de ponta-cabeça sobre um barril de prata.
“Vamos lá, keg stand!” alguém grita enquanto outro homem segura uma torneira (esguicho) preta perto da boca do cachorro. O cão agora se contorce e chuta com suas patas no ar. De repente, uma corrente de líquido espumoso esguicha da torneira, batendo na cara e na boca do cachorro.
Keg stand é um termo usado para descrever uma atividade ligada a ingestão de bebida alcoólica em que o participante usa normalmente um barril de cerveja para beber o máximo possível de uma vez ou beber pelo máximo de tempo possível. Outras pessoas ajudarão a segurar as pernas do bebedor e segurarão a torneira do barril na boca do participante.
Embora grotesco, o comportamento de ingestão da bebida em jatos entre humanos, conta com o poder da escolha, mas no caso do cão, o animal foi claramente obrigado e submetido de forma covarde à uma situação cruel da qual não tinha como escapar enquanto os demais participantes riam da situação.
O incidente, que foi gravado em vídeo e compartilhado nas mídias sociais no fim de semana, não foi nada engraçado para a Sociedade do Condado de Nassau para a Prevenção da Crueldade contra os Animais ou para os administradores da Universidade de Hofstra (EUA).
A Universidade que ficam em Long Island confirmou no início da semana que suspendeu o membro da fraternidade Alpha Epsilon Pi (responsável pela festa), aguardando os resultados de uma investigação após o vídeo de cinco segundos envolvendo supostamente alguns dos membros da mesma fraternidade, que provocou uma reação violenta nas redes sociais.
O vídeo, que foi visto mais de 100 mil vezes no Twitter no momento da publicação, também chamou a atenção da SPCA do condado de Nassau, levando a organização a iniciar sua própria investigação.
“Foi muito errado e em tantos níveis diferentes”, disse Gary Rogers, porta-voz da SPCA do condado de Nassau, ao Washington Post. “É óbvio que não foi ideia do cachorro, ‘Ei, eu quero um pouco de cerveja’.” Animais não fazem essa escolha “.
O cão, raça cavalier king charles spaniel que se acredita ter entre 5 e 10 meses de idade, estava morando em uma casa associada à fraternidade, mas agora está sob os cuidados da ONG SPCA, disse Rogers.
O filhote pertence a um veterano de 21 anos que vive em Hofstra (universidade), e que era uma das pessoas mostradas no vídeo, disse ele.
“Nossa maior preocupação é a segurança do cão”, disse Rogers. “O cachorro não está mais nesse ambiente”. Ele acrescentou que quando os investigadores visitaram a casa na segunda-feira, o cão “parecia estar em boas condições” e tinha comida, água e uma cama.
Foto real de Buddy, o cão mostrado no vídeo agora aos cuidados da ONG Nassau SPCA | Foto: Nassau SPCA
O vídeo do filhote teria sido filmado em uma casa de fraternidade fora do campus em Hempstead, Nova York, no sábado e compartilhado no Snapchat (aplicativo de vídeos), segundo a NBC News. No fundo do vídeo, as pessoas podiam ser vistas em pé em um quintal.
Não demorou muito para que uma gravação do vídeo postada no Snapchat fosse enviada ao Twitter, onde foi rapidamente alvo de críticas severas e condenações dos espectadores.
“Aparentemente está tudo bem em forçar os cães a beber cerveja, mesmo que isso possa matá-los?” a pessoa que postou o clipe escreveu, marcando as contas oficiais do Twitter da Hofstra, a sede internacional da fraternidade e a ONG que atua em prol dos direitos animais, PETA.
O tweet já foi retweetado quase 1.400 vezes, com pessoas expressando repulsa pelo tratamento do cão filhote e acusando os estudantes envolvidos de “crueldade animal”.
“Horas já se passaram desde que eu vi esse vídeo e meu estômago ainda está embrulhado”, escreveu uma pessoa nos comentários da publicação.
Em uma declaração ao The Post, A universidade de Hofstra disse que o comportamento mostrado no vídeo é “inaceitável” além de ser uma “violação do Código de Padrões Comunitários da Universidade”.
A universidade disse que tem estado em contato com a sede internacional da Alpha Epsilon Pi, bem como com demais membros da fraternidade.
Além da suspensão do membro da fraternidade, o comunicado dizia que “qualquer aluno identificado no vídeo também estará sujeito ao código da universidade, o que pode resultar em várias ações, dependendo da investigação”.
A sede internacional da fraternidade disse que o membro mostrado no vídeo também foi colocado em “cessar e desistir” (status de suspençao) devido a suspeitas de violações das políticas de saúde e segurança da entidade.
Alpha Epsilon Pi é uma fraternidade judaica fundada em 1913.
“Durante este período de investigação, não pode haver atividades entre os membros da fraternidade”, disse Jon Pierce, porta-voz da Alpha Epsilon Pi, em uma declaração ao The Post. “Esperamos poder usar isso como um momento de aprendizagem para ajudar a construir jovens melhores e comprometidos com nossas políticas e nossa missão de desenvolver os futuros líderes das comunidades judaicas do mundo”.
Na segunda-feira, o Sr. Rogers disse que a investigação da SPCA sobre o incidente ainda está em andamento. Uma vez que todas as provas tenham sido reunidas, uma “resolução será tomada” sobre se as acusações serão apresentadas, disse ele.
“Foi uma péssima atitude e deve ser desconsiderada”, disse ele. “Você simplesmente não segura um animal assim e coloca cerveja na boca dele”.
Embora não seja claro pelo vídeo se alguma cerveja chegou a ser ingerida pelo filhote, especialistas dizem que há riscos potenciais à saúde associados ao consumo de bebidas alcoólicas, desde deixá-los “um pouco agitados” até uma internação hospitalar, segundo o petMD.
Mas os casos de intoxicação alcoólica em cães são raros, disse Steven Friedenberg, professor assistente do departamento de ciências clínicas veterinárias da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Minnesota, ao petMD.
“Não vemos muito disso na medicina veterinária porque o álcool tende a ser desagradável (não atraente) para a maioria dos animais”, disse Friedenberg. “Eles não costumam procurar bebidas alcoólicas, e a maioria dos donos não oferecem deliberadamente álcool a seus animais.”
Em suas décadas de experiência, o Sr. Rogers disse ao The Post que assistir ao vídeo do “keg stand” foi a primeira vez que ele viu um cachorro naquela situação.
“Já vimos muito e lemos muito sobre trotes de fraternidade, mas por que eles estavam fazendo isso com um animal?” ele disse.
“Violência gera violência e a atitude deliberada desse estudante mostra um caráter propenso à crueldade e desrespeito. Medidas punitivas e correcionais são esperadas e bem vindas”, disse o professor.
Talvez a melhor forma de compreender o trauma desse animal seja nos colocando em seu lugar. Imagine passar todo o seu tempo fora de casa amarrado a uma árvore. A corrente pesada em volta do seu pescoço pesando constantemente e você mal tem qualquer proteção contra os elementos incontroláveis, chuva, frio, sol, calor.
Essa era a triste realidade de um cão acorrentado que foi encontrado recentemente amarrado a uma árvore na floresta da Geórgia (EUA) com uma pesada corrente de madeira e um colar de couro de quatro polegadas de espessura em volta do pescoço.
Depois que ele foi encontrado, o cão foi resgatado e levado para um abrigo local, o Grupo de Resgate e Reabilitação de Animais com Necessidades Especiais (SNARR, na sigla em inglês) foi chamado para ajudar o animal traumatizado.
Foto: One Green Planet
O cachorro estava apavorado e mantinha a cabeça firmemente apoiada contra a dura parede de concreto do abrigo quando as pessoas tentavam se aproximar.
Inacreditavelmente, ele tinha uma coleira pesada e extremamente grossa ao redor do pescoço. Não é de admirar que ele estivesse morrendo de medo dos humanos.
O SNARR gentilmente deu a ele seu passe para a liberdade e o cachorro está agora em uma clinica veterinária na Geórgia. Com o tempo esse doce menino vai aprender que nem todos os humanos são maus.
Foto: One Green Planet
Aos poucos, com carinho, paciência e muito amor ele vai se abrir e reencontrar o caminho de volta para a felicidade. Mas nem todos os cães tem esse destino.
Se você estiver procurando por um novo membro da família, adote sempre. Há milhões de animais de companhia entrando em abrigos todos os anos e todos nós podemos fazer a nossa parte para acabar com a crise de superpopulação de animais simplesmente adotando.
Ao castrar os animais você pode ajudar ainda mais a reduzir a população de animais abandonados.
É igualmente importante denunciar quando qualquer abuso de animais for presenciado. A polícia é obrigada a atender ocorrências que configurem maus-tratos aos animais, isto é crime previsto em lei. Nunca silencie, a omissão também causa vítimas.
O argumento de Sabino é que muitos animais, domesticados ou silvestres, poderiam ser salvos se recebessem socorro em tempo hábil (Foto: SunnyS/Fotolia)
De autoria do deputado Celso Sabino (PSDB-BA), o Projeto de Lei 1362/19 quer tornar obrigatório o socorro a animais atropelados. A matéria do PL também prevê alteração no Código de Trânsito Brasileiro, que versa apenas sobre seres humanos enquanto vítimas.
O argumento de Sabino é que muitos animais, domesticados ou silvestres, poderiam ser salvos se recebessem socorro em tempo hábil. Com a aprovação do PL 1362/19, quem atropelar um animal terá de pagar multa, “caso não constitua elemento de crime mais grave”.
O deputado aponta que há casos em que a vítima pode ser um animal silvestre e, temendo pela própria segurança, o condutor resolve não fazer nada. No entanto, ele destaca que é responsabilidade do condutor entrar em contato com autoridades que possam fazer algo a respeito, também evitando mais acidentes no mesmo local.
O projeto de lei elaborado em março deve ser encaminhado em breve para as Comissões de Viação e Transportes; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Constituição e Justiça e de Cidadania.
475 milhões de animais mortos nas estradas brasileiras em 2018
Aproximadamente 475 milhões de animais foram mortos nas estradas brasileiras em 2018. A estimativa do atropelômetro do Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) é de que 15 animais silvestres foram mortos por segundo, chegando a 1,3 milhão de mortes por dia. Os maiores índices de atropelamentos se concentram em rodovias federais de pista simples.
A região Sudeste responde pelo maior número de mortes de animais por atropelamento, seguida pelas regiões Sul, Nordeste e Centro-Oeste. Cerca de 430 milhões de vítimas são animais de pequeno porte. Os de médio porte correspondem a 40 milhões e os de grande porte a cinco milhões, segundo o CBEE.
Um jovem de 17 anos foi detido pela Polícia Militar após matar um gato, esquartejá-lo e publicar o caso na internet. O crime ocorreu na cidade de Bom Despacho, em Minas Gerais.
Foto: Reprodução / Diário da Amazônia
As imagens mostram o adolescente sufocando o gato e depois esquartejando-o. Ao divulgar o vídeo, ele confessou o crime. “Asfixiei meu gato, abri ele, tirei todos os órgãos e comi o coração dele. Sim, eu sou psicopata”, afirmou.
A mãe do rapaz confirmou que ele cometeu o crime. Segundo ela, o jovem faz tratamento psiquiátrico, toma medicação controlada e é dependente químico. As informações são do Diário da Amazônia.
O delegado Rodrigo Noronha, responsável pelo caso, disse que o rapaz precisa de tratamento especializado. De acordo com ele, um inquérito foi instaurado. O delegado afirmou ainda que espera decisão do Judiciário sobre uma possibilidade de internação compulsória do jovem em um hospital psiquiátrico.
Na internet, o caso gerou comoção. “Estudos comprovam que muitos assassinos possuem histórico de maus-tratos a animais”, disse uma internauta. “Pode ter certeza que ele tem coragem de fazer com um ser humano”, disse outra.
Um homem foi preso na quinta-feira (9) em Rio Largo (AL) após matar um cachorro a facadas. À polícia, ele afirmou que esfaqueou o animal após ser mordido por ele. A versão, no entanto, é desmentida por testemunhas.
Foto: Pixabay / Ilustrativa
De acordo com o 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o homem aparenta ter aproximadamente 50 anos e trabalha como ambulante, vendendo facas e tesouras.
O cachorro morreu no local e pessoas que assistiram o crime tentaram agredir o ambulante, mas foram impedidas por funcionários da Câmara de Vereadores, que chamaram a polícia. Segundo as testemunhas, o homem agrediu o cão sem motivo.
A tutora do animal, Vitória da Silva Morais, esteve na delegacia. Ao G1, ela contou que o cachorro se chamava Ralph, tinha dois anos e costumava andar sozinho na rua.
“Eu fiquei sabendo pelas pessoas que viram. Meu cachorro andava por todo canto, todo mundo gostava dele. Nunca aconteceu nada parecido com isso antes. Estou muito triste porque ele era um ótimo cachorro”, relata Vitória.
O agressor foi levado ao 12º Distrito Policial (DP), na Mata do Rolo, para prestar depoimento. Ele deve ser autuado pelo crime de maus-tratos a animais, com pena de três meses a um ano de detenção, além de multa.
Aproximadamente 60 gatos foram encontrados mortos no bairro Acampamento, na cidade de Caicó, no Rio Grande do Norte. Os animais recebiam cuidados de uma protetora de animais da cidade.
Foto: Divulgação
O caso, classificado como “um verdadeiro extermínio de gatos”, foi repudiado pela Associação Caicoense de Proteção aos Animais e Meio Ambiente (ACAPAM), que divulgou uma nota sobre as mortes.
“No primeiro momento, a notícia causou muita angustia em toda a população. O que mais chamava atenção era que esses indefesos tinham a proteção de uma moradora da localidade que os alimentava e cuidava diariamente”, disse a ONG.
Foto: Divulgação
A entidade afirmou ainda que “todas as medidas judiciais para o esclarecimento do crime foram tomadas” e que qualquer informação que a população possa ter sobre o caso deverá ser repassada à Polícia Civil, que as manterá em sigilo.
“Ressaltamos ainda que todos os protetores de animais repudiam qualquer tipo de crueldade, sendo nosso dever, enquanto representantes da causa animal, defender todos os seres vivos de qualquer espécie, com todas as forças necessárias”, afirmou a associação.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) registrou um aumento de 110,8% no sequestro de cachorros na cidade de São Paulo entre 2017 e 2018. Foram 137 casos no ano passado, contra 65 no retrasado. A maior parte dos animais foram levados de residências.
Foto: Pixabay / Ilustrativa
Uma das vítimas foi Pierre, um buldogue francês de 10 anos que foi levado por criminosos que invadiram a casa onde ele vivia no final de 2018. “Não sumiu um palito da casa, só o Pierre”, disse sua tutora, a advogada Daniela Costa e Silva. As informações são do G1.
O cachorro ficou desaparecido durante 15 dias e foi encontrado graças a uma campanha feita na internet. O animal já estava com um novo tutor, que aceitou devolvê-lo. Os criminosos não foram identificados.
Os casos de cachorros levados dos tutores na rua ou de dentro de carros são minoria quando comparados aos ocorridos em residências, mas sofreram um aumento de 227%, passando de 15 em 2017 para 49 em 2018.
Para tentar proteger os animais, tutores tem recorrido ao microchip, que é colocado no cão e guarda informações sobre ele e a família que o tutela. O equipamento tem o tamanho de um grão de arroz e custa, em média, cerca de R$ 200. De acordo com uma clínica veterinária, a adesão ao chip cresceu 20% desde o começo de 2019.
O microchip é utilizado para facilitar a identificação do cão. “O veterinário passa o leitor e ele é capaz de identificar de quem é aquele animalzinho”, disse a veterinária Fernanda Fragata.
Além do chip, outras formas de tentar proteger o animal são: não deixá-lo em local visível, aos olhos da rua; evitar passear de noite e em ruas mal iluminadas; dar preferência a locais mais movimentados; organizar saídas em grupo.
De acordo com a SPP, no último ano as polícias Civil e Militar reduziram em 3% o número de sequestros de animais em todo o estado de São Paulo e combateu maus-tratos e canis clandestinos.
Um projeto de lei que obriga pet shops, clínicas e hospitais veterinários a denunciar à Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) casos de maus-tratos a animais atendidos nesses estabelecimentos foi aprovada na Assembleia Legislativa do Estado do Mato Grosso e sancionada pelo governador Mauro Mendes.
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“Traçando um paralelo com o ser humano, pratica-se crime de maus-tratos contra animais sempre que ele é exposto a perigo em relação à sua vida e saúde”, afirmou a titular da Delegacia do Meio Ambiente, Alessandra Cozzolino, por meio da assessoria.
Segundo a delegada, crimes de maus-tratos podem ter origem em uma atitude que exponha o animal a risco de morte e prejuízo a saúde ou em uma omissão deliberada, como privação de alimento. As informações são do portal Só Notícias.
“Além da Lei de Crimes Ambientais, a própria Constituição Federal, em seu artigo 225, já protege todos os animais em relação a qualquer abuso ou maus-tratos”, explicou.
Segundo a nova lei, a comunicação do crime à Dema ou a qualquer outra delegacia deve ser feita de forma imediata, por meio de ofício físico ou comunicação digital.
Na denúncia, deve ser comunicado: nome, endereço e contato do responsável pelo animal, relatório de atendimento prestado, com espécie, raça e características físicas do animal e descrição do estado de saúde dele no momento do atendimento, além dos procedimentos adotados.
A Polícia Civil irá investigar a morte e o desaparecimento de 10 gatos em Santos (SP). Animais foram encontrados com sinais de envenenamento entre 17 de abril e a última quarta-feira (24), na rua Professor Arnaldo Amado Ferreira, no bairro Areia Branca. Quatro gatos também foram encontrados mortos no Cemitério da Areia Branca.
Gatos foram encontrados mortos em Santos (Foto: Arquivo Pessoal)
A moradora Adriana Lourenço da Silva era tutora de cinco gatos que foram mortos. Outro animal era tutelado pela vizinha dela. Segundo ela, no dia 17 de abril uma das gatas apareceu morta e outro animal desapareceu. No domingo (21), ele também foi encontrado morto. Os outros três gatos também morreram da mesma forma.
“O Algodão passou o dia em casa, brincando e, perto das 17h, saiu e foi até o telhado de casa. Poucos minutos depois, ele voltou agitado, passando mal”, disse ao G1.
“Meu filho achou estranho e levou ele ao veterinário. O gato chegou até a urinar no carro no caminho do médico. No dia seguinte, o veterinário me ligou e disse que ele havia sido envenenado e não resistiu, que o quer que tenham dado para ele machucou por dentro. É muito triste e revoltante saber que tem alguém que provavelmente é aqui do bairro fazendo isso”, completou.
Apesar da suspeitas, ainda não há informações sobre o autor dos crimes. “Os moradores desconfiam de uma pessoa, mas ninguém tem certeza. A cada um ou dois dias, um gato está aparecendo morto por aqui, é uma situação muito ruim, não sabemos mais o que fazer”, lamentou.
“É revoltante porque cuidamos muito bem de todos eles, tratamos com carinho, e alguém faz uma maldade dessa, envenena esses gatos. E quem tem coragem de fazer isso com um gato, pode facilmente fazer isso com uma criança, dando um doce ou alguma coisa parecida. A gente fica com medo”, concluiu.
A Prefeitura de Santos afirmou, por meio de nota, que não tem registro de denúncia na administração sobre envenenamento de gatos no bairro Areia Branca e que apenas um gato foi achado morto em 2019 dentro do cemitério da região. Não há levantamentos sobre animais mortos em vias públicas.
Nestes casos, a administração municipal orienta a população a denunciar os casos à polícia, com lavratura de boletim e ocorrência. A comprovação do envenenamento só pode ser feita por meio e laudo veterinário ou exame laboratorial.