ONG denuncia envenenamento de animais à polícia em Crato (CE)

A Associação de Proteção à Vida (Aprov), em conjunto com moradores de Crato (CE), registrou um boletim de ocorrência para denunciar o envenenamento de animais no município. Foram pelos menos 11 envenenamentos.

(Foto: Pixabay / Imagem Ilustrativa)

Os casos são recorrentes, segundo Antônia Ferreira, representante da Aprov. “Isso é muito comum de acontecer em toda a cidade. Nos bairros Seminário, Vila Alta e Centro, acontece muito essa questão do envenenamento. É prática muito cruel, lembrando que é crime ambiental e dá cadeia”, pontua.

Os moradores afirmam que, após a abertura do boletim de ocorrência, há duas semanas, novos casos de envenenamento foram registrados. As informações são do Diário do Nordeste.

O presidente da Sociedade Protetora Ambiental no Ceará (SPA-CE), Márcio Sousa, incentiva a população a acionar a polícia caso tome conhecimento de casos de abandono, maus-tratos ou envenenamento de animais.

A pena para crimes contra animais é de até um ano de detenção, além de multa. A punição pode ser maior caso o animal morra.

“Quanto mais detalhada a denúncia, com evidências como fotos e vídeos, melhor a formalização da mesma”, destaca Márcio.

Cadela comunitária morre após ser agredida a pauladas em Manaus (AM)

Uma cadela comunitária morreu na terça-feira (23) após ter sido espancada no bairro Cidade de Deus, na Zona Norte do município de Manaus, no Amazonas. Pretinha, como era conhecida, foi brutalmente agredida a pauladas por um morador do bairro. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

O caso foi denunciado pelo Grupo de Protetores dos Animais e pela Comissão da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Amazonas (OAB-AM) e é investigado pela Polícia Civil. As informações são do portal G1.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

A OAB-AM informou que o Grupo Protetores dos Animais de Manaus recebeu no último sábado (20), por meio das redes sociais, uma denúncia de que um animal havia sido espancado e estava gravemente ferido. Membros do grupo foram até o local e encontrou a cadela, que estava bastante debilitada. A maior parte dos golpes de madeira foi dada na região da cabeça do animal.

“Um amigo nosso que é membro do grupo foi até lá e encontrou a cadela. Ela estava muito mal e havia sido muito agredida. No momento, ele nos informou sobre a situação e pedimos para que ele a levasse para uma clínica”, disse Marinete Moura, fundadora do Grupo de Protetores dos Animais.

Levada para uma clínica veterinária, Pretinha apresentava muita dor decorrente de um trauma na cabeça e tinha uma fratura no membro posterior direito.

Apesar de ter recebido todos os cuidados necessários, pouco mais de 50 horas após a internação, a cadela morreu. Um exame de necrópsia indicou que Pretinha sofreu traumatismo craniano grave com perda de conteúdo cefálico, fratura do fêmur direito e edema pulmonar.

“Ela tinha apenas 7kgs e foi agredida com uma ‘perna manca’. Não conseguimos imaginar como uma pessoa pode fazer uma coisa dessas. Buscamos primeiro a saúde dela mas, infelizmente, ela morreu e buscamos tomar as providências para que outros animais não sofram esta maldade. Vamos fazer justiça pela Pretinha”, finalizou Moura.

Depois que a cadela morreu, o Grupo Protetores dos Animais de Manaus e a Comissão da OAB-AM registraram o caso na Delegacia Especializa em Crimes contra Animais e o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema).

“Eu vi o caso nas redes sociais e nos solidarizamos em ajudar o Grupo, com a Comissão Especializada em Proteção aos Animais (CEPA), da OAB. Decidimos levar o caso adiante e registramos o Boletim de Ocorrência na Dema, para que a investigação seja feita”, disse o advogado Carlos de Campos Neto.

Segundo a delegada titular da Dema, Carla Biaggi, o caso passou a ser investigado na terça-feira (23). “Vamos juntar todas as provas que trouxeram e ouvir as testemunhas para identificarmos o suspeito. Depois disso, vamos reunir todos os elementos e encaminhar para a vara do meio ambiente. Lá, o caso deve ser processado e julgado”, explicou.

A delegada informou que o agressor pode ser condenado a detenção de três meses a um ano e pagamento de multa. Devido à morte da cadela, a pena pode sofrer aumento. No entanto, por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo, a condenação não costuma levar o criminoso à prisão, com substituição da pena, por exemplo, por prestação de serviços à comunidade.

De acordo com Biaggi, 171 casos de maus-tratos a animais foram efetuados na delegacia em 2018. Neste ano, em menos de quatro meses, já foram 119 casos, segundo dados registrados até a terça-feira (23).

“Podem nos procurar aqui na delegacia, para investigarmos. Preservamos as pessoas que não desejam aparecer. Isto é preciso para que tenhamos todas as informações necessárias para investigar estes crimes”, finalizou a delegada.

Denúncias de maus-tratos a animais crescem 40% em Volta Redonda (RJ)

O número de denúncias de maus-tratos a animais aumentou 40% neste ano em Volta Redonda (RJ), segundo Igor Reis, vice-presidente da Sociedade Protetora dos Animais de Volta Redonda (SPA). Para ele, os casos de maus-tratos não aumentaram e a explicação para o crescimento nas denúncias é a conscientização e indignação da população, que está registrando mais denúncias.

Reis lembrou que as denúncias devem ser feitas através da Secretaria de Meio Ambiente de Volta Redonda, pelo telefone 3339-9073, por meio do número 3350-7123, também através do aplicativo Fiscaliza VR. É importante ter provas como fotos e vídeos e acionar a Polícia Militar imediatamente após flagrar uma ação de maus-tratos. As informações são do Diário do Vale.

Foto: Pixabay

“É importante frisar que as ONGs e protetores dos animais não têm poder de polícia, ou fiscalização para agir em casos de maus tratos. Os casos devem ser denunciados nas delegacias e juntamente aos órgãos responsáveis da prefeitura de sua cidade. Se o cidadão presenciar um flagrante, a pessoa pode ligar para o 190, a Polícia Militar tem por dever agir. E em algumas cidades, como, por exemplo, Volta Redonda e Barra Mansa, possuem a Secretaria de Meio Ambiente, na qual podem ser encaminhadas também as denúncias. É importante informar que Volta Redonda tem site e aplicativo (Fiscaliza VR), que tem sido uma ferramenta importante de registro de denúncia online, podendo ser de forma anônima. O contato gera um protocolo que é enviado para a secretaria e a pasta tem que atender a essa solicitação” disse. “Desde o caso Machinha [do Carrefour], e principalmente, quando o programa Fantástico começou a gerar algumas reportagens relatando os maus-tratos e criação clandestina de animais, as pessoas estão se conscientizando mais e sendo estimuladas a denunciar. São marcas importantes à mídia incentivar as denúncias”, relatou.

Membro do Conselho Municipal de Proteção e Defesa Animal de Volta Redonda, Reis comentou que pautas em prol dos animais, como a cultura do abandono, são debatidas dentro do órgão. “Abandono e maus-tratos são culturais e precisamos trabalhar isso com educação, reeducando as crianças e jovens que são influenciados pelo comportamento dos pais. Eu já ouvi isso de uma pessoa: “meu cachorro ficou doente eu abandono e depois pego outro”. Isso é cultural, precisamos de educação para combater isso. A questão de pássaros na gaiola também. Nossa luta não é só para o cão e gato, é para todas as espécies de animais”, disse.

Segundo ele, há uma melhora na fiscalização da prefeitura. “Outra coisa é a fiscalização que tem que funcionar, antes a fiscalizando não estava funcionando de forma efetiva em Volta Redonda. Algumas coisas têm mudado e apresenta uma mudança, sinal de melhora. A polícia também tem que investigar e punir os agressores assim como a prefeitura”, apontou.

O controle populacional dos animais é outro problema vivido na cidade, segundo o vice-presidente da ONG. A castração, lembrou Reis, é a solução. No Centro de Controle de Zoonoses do município esterilizações gratuitas são feitas. A SPA também conta com um projeto de castração a preço acessível destinado a famílias carentes.

“É fundamental a castração dos animais não só para o controle da natalidade, mas também para evitar doenças, como o câncer de mama, nas fêmeas, por exemplo. Um animal castrado vive mais, fica mais tranquilo com outros, só tem a contribuir para a qualidade de vida dele”, disse.

Outro ponto abordado por Reis foi a adoção responsável. Ele lembra que, ao adotar, a pessoa beneficia o animal adotado e também outro animal, que ocupará a vaga deixava vaga por aquele que encontrou um lar. ” Sobre guarda responsável. É muito importante, antes de escolher ter um animal, que a pessoa entenda as responsabilidades disso. É importante pensar o que fazer quando for viajar, se mudar de casa por exemplo. Além disso, se atentar que os animais envelhecem, ficam doentes, choram. A pessoa precisa ter tanto condição financeira, para cumprir com os custos de se ter um animal, quanta condição psicológica e moral. Muita gente nos devolve cães adotados porque o animal late ou chora”, contou.

Ainda no que se refere à casa animal, Reis fez críticas a projetos votados na Câmara Municipal que, segundo ele, não condizem com a necessidade dos animais. “O povo de Volta Redonda não precisa de cachorrodromo, nesse momento. O valor de uma obra dessas, você aluga um castramóvel por um ano, ou até compra um. Mas infelizmente temos visto alguns projetos na Câmara que não condizem nem com a realidade nem com a necessidade da cidade. É preciso conversar com a proteção animal, ONGs, grupos, protetores independentes, essa galera que arregaça a manga e põe a mão na massa fazendo o trabalho que seria do Estado”, citou.

A entidade

A SPA foi fundada em 1998 e se mantém até os dias atuais por meio de doações feitas pelos sócios. As contribuições, no entanto, sofreram uma queda recentemente. “Promovemos evento e campanha de doações, há pessoas esporádicas, incluindo voluntário, que contribuem sempre é o que vem mantendo a SPA neste momento”, disse Carminha Marques.

A entidade já atendeu mais de 20 mil animais. “O atendimento da ONG nem sempre é o recolhimento. Muitos animais foram castrados na SPA, que já auxiliou também animais de diversas espécies mico, ouriço, cavalo, burro, pássaros e etc”, disse.

O abrigo da ONG está atualmente superlotado, o que inviabiliza novos resgates. No entanto, a entidade tem ajudado alguns casos, divulgando-os em rede social com a finalidade de arrecadar recursos para custeio de tratamento veterinário.

O vice-presidente da SPA, Igor Reis, lembrou já ter presenciado diversos casos de crueldade contra animais. “É difícil dizer um caso em específico que me chocou, porque foram muitos. Tem a Vilma, que inclusive eu adotei, que era abusada sexualmente, teve um problema na pata e teve que amputar. Ela era cheia de feridas pelo corpo por conta de uma sarna demodécica. Dos oito cães que vivem comigo, ela é a única que não se ressocializou ainda. Já aceita nosso contato, está conosco há uns 3 ou 4 anos e mesmo assim ainda tem medo do contato humano. Teve também o caso de uma cadela que acabou sendo adotada pela Carminha. O ex-tutor deu com um objeto tipo um machado, facão ou enxada na cabeça dela e a jogou fora ali na beira rio. Como se estivesse morta, mas ela não morreu. Foi resgatada muito fraca, com o crânio rachado, olhos pressionados, etc. Sobreviveu um tempo, um dia morreu do nada na casa da Carminha. Acreditamos que foi algo referente a pancada que sofreu”, finalizou.

Cerca de 200 animais vítimas de maus-tratos são resgatados em 3 meses em Curitiba (PR)

Aproximadamente 200 animais foram resgatados em situação de maus-tratos em três meses na cidade de Curitiba, no Paraná, segundo a prefeitura. As aves nativas ameaçadas de extinção e os animais domésticos estão entre os animais maltratados. Os resgates foram feitos pela Rede de Proteção Animal, que é da administração municipal, e pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMM) da Polícia Civil, que passaram a trabalhar em conjunto em 2019.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

De acordo com a prefeitura, ocorreram, em média, duas operações de resgate por semana. Os animais começaram a ser resgatados em fevereiro. Ao todo, 27 autos de infração foram registrados e as multas aplicadas ultrapassam os R$ 250 mil. As informações são do G1.

Levados para ONGs e protetores independentes, os animais domésticos foram tratados para, depois, serem encaminhados para adoção. Os silvestres foram encaminhados para o Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS).

Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

Denúncias

Para denunciar casos de maus-tratos a animais em Curitiba, ou cativeiro de silvestres, basta ligar para a Central da Prefeitura de Curitiba, pelo telefone 156.

Cerca de 30 denúncias referentes a esse tipo de crime são recebidas por dia pela Rede de Proteção Animal, segundo a administração municipal.

Abrigo é arrombado e cinco cães são encontrados mortos no RS

Cinco cachorros foram encontrados mortos no domingo (21) em um abrigo em Encruzilhada do Sul, no Rio Grande do Sul. Marcio Morais, que trabalha no local, encontrou sinais de arrombamento no abrigo. A suspeita é de que os cães tenham sido mortos a pauladas.

Foto: Marcio Morais/Arquivo Pessoal

“Nos fins de semana e feriados, vamos de manhã e de tarde alimentar, limpar, ver se está tranquilo. Quando ele [colega] chegou domingo, se deparou com a cena. Nem entrou, me ligou e disse que tinham arrombado. Eu moro perto, cheguei ali e me deparei com essa cena também”, conta.

O colega de Marcio esteve no abrigo no sábado e tudo estava normal. O lugar acolhe animais desde 2017 e os disponibiliza para adoção. As informações são do G1.

Ao encontrar os cães mortos, a dupla acionou a Brigada Militar e foi orientada a fazer um boletim de ocorrência em uma delegacia. Na manhã da segunda-feira (22), o registro do crime foi feito.

Foto: Marcio Morais/Arquivo Pessoal

Além dos cachorros terem sido mortos, ração, medicamentos e produtos de limpeza foram levados pelos criminosos.

O caso é investigado pela Polícia Civil, que apura os crimes de furto qualificado e crueldade contra animais. Segundo a delegada Raquel Schneider, uma denúncia está sendo apurada. “Já teve uma denúncia que está nos auxiliando, estamos tentando identificar o autor ou os autores. Mas continuamos pedindo que, se alguém tiver mais informação, que nos passe, não precisa se identificar”, salienta. A delegada lembra que se alguém tentar comercializar um saco de ração de 25 kg, é para desconfiar. “Foram levados 10 sacos do local”, diz.

Denúncias sobre o caso podem ser feitas através dos números (51) 37331042 ou final 1976, além do 197 da Polícia Civil e 190, da Brigada Militar. No abrigo, não há câmeras de segurança.

Foto: Marcio Morais/Arquivo Pessoal

Estudantes da UFPI criam aplicativo para denunciar crimes contra animais silvestres

Professor Wedson Medeiros e alunos de biologia e computação que desenvolveram o aplicativo (Foto: Wedson Medeiros/Divulgação)

Cinco estudantes do curso de biologia e dois do curso de computação da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina, criaram recentemente um aplicativo para denunciar crimes contra animais silvestres. Por meio do app, é possível denunciar ações de caça e de maus-tratos.

Por enquanto o aplicativo está em fase de registro, mas deve ser disponibilizado para smartphones com sistema Android até o segundo semestre deste ano. Em homenagem ao célebre personagem folclórico brasileiro que protegia os animais dos caçadores, os estudantes deram ao software o nome de Curupira.

Segundo o professor Wedson Medeiros, o processo de utilização é bem simples e permite ao usuário enviar informações, fotos e a localização geográfica por meio do GPS do smartphone.

Cadela atropelada duas vezes é operada e pode voltar a andar em MG

A cadela atropelada duas vezes por um motorista em João Monlevade (MG), em março deste ano, ganha agora uma nova oportunidade de voltar a andar. De acordo com a Associação Cãopanhia do Bem, a cadela teve “destruídas” as duas patas traseiras, o fêmur de uma, a tíbia e a fíbula de outra. Na última sexta-feira (19), a ONG anunciou que a cadela, agora chamada de Maria Tereza, foi operada por um ortopedista em Belo Horizonte.

Foto: Reprodução / De Fato Online

O caso aconteceu na tarde de um domingo, na saída do estacionamento externo de um hipermercado. O motorista de um Fiat Argo teria passado em cima do animal duas vezes com o veículo e deixado o local sem prestar socorro. A cadela foi internada sob tutela da ONG em uma clínica veterinária em João Monlevade. Devido à complexidade do caso, a Cãopanhia do Bem iniciou uma campanha para arrecadar recursos e levar o animal para ser operado em Belo Horizonte.

“Nós conseguimos! Gratidão a todos que colaboraram para que a Maria Tereza volte a andar. Ela foi operada por um ortopedista em Belo Horizonte. Cirurgia extremamente delicada em virtude do estrago causado pelo homem que a atropelou. ‘Sem querer’ ele destruiu suas duas patas. Fêmur de uma, tíbia e fíbula de outra. Foram dias difíceis, sofrimento para Maria, angústia para nós, voluntárias. Mas, como o bem é maior do que a crueldade, vencemos!”, informou a ONG através das redes sociais.

Maria Tereza vivia em situação de rua, nos arredores do hipermercado e era conhecida por funcionários e clientes. As pessoas que testemunharam o atropelamento acionaram a Polícia Militar e as voluntárias da Associação Cãopanhia do Bem.

A ONG chamou atenção ainda para que novos casos de atropelamento de animais e omissão de socorro, que são considerados crimes de maus-tratos. Em dezembro do ano passado, o Governo de Minas Gerais regulamentou a lei que pune os praticantes de maus-tratos contra os animais no estado. Pelas regras, quem maltratar um animal está sujeito a multa de até R$ 3 mil. Além disso, o agressor não está livre de sanções penais.

“Estejamos atentos. Anotem placas, divulguem, denunciem. Atropelamentos podem ocorrer, mas não socorrer é crime, além de uma desmonstração clara de falta de compaixão”, declarou a ONG, que pretende alterar seu estatuto de forma que seja possível buscar na Justiça punição para crimes contra animais.

Fonte: De Fato Online

Lei pune maus-tratos a animais com multa de R$ 3 mil em Osasco (SP)

Além de ser contra a lei, o abandono de animais e maus-tratos agora também vai ter multa para quem praticar essas ações, pelo menos no município de Osasco, na Grande São Paulo. A medida faz parte do Projeto de Lei Substitutivo 8/2018, que quer proteger ainda mais os animais da região.

Foto: Shutterstock/Reprodução

A multa para quem praticar maus-tratos e abandono de animais é de R$3.146,60, e se o animal morrer, o valor dobra. Vale acrescentar que a medida vale para abandono em lugares públicos e privados.

Além disso, o projeto também prevê o pagamento de R$ 619,28 para quem não vacinar o seu animal e de R$ 314, 64 para quem não recolher as fezes do animal. Também é proibida a criação, alojamento e manutenção de cavalos, mulas, asnos, bois, cabras, ovelhas e porcos no município. Quem desobedecer pagará R$ 1.573,20.

Agora, além de serem indiciados por abandono de animais, quem praticar a ação vai ter uma perda de dinheiro grande, o que pode tornar a ação menos atrativa, e fazer quem pretendia abandonar o animal pensar duas vezes antes de realiza-lo.

Fonte: Canal do Pet

Gatos são mortos em praça de São Luís (MA) e voluntários pedem justiça

Um crime que se repete há três dias, com requinte de crueldade. As vítimas são gatos que vivem da ajuda de cuidadores, mas também da própria sorte. No local chamado “Sítio dos Gatos”, na Avenida Vitorino Freire, animais tem sido encontrados mortos. Nesta sexta-feira (19), foram encontrados os corpos de um gato adulto e dois filhotes. A Prefeitura de São Luís não se manifestou sobre o assunto.

Foto: Reprodução / TV Mirante

“Há um ritual que ele (autor das mortes) faz questão de continuar. Ele mata os animais e coloca enfileirados. O instrumento que ele utiliza é um pedaço de pau, que fica ensaguentado ao lado. O chão fica ‘banhado’ de sangue”, disse Jô Veras, uma das voluntárias que cuidam dos gatos abandonados.

Toda estrutura que existe no local foi investimento de grupo de cuidadores. É o ORNI que cuida todos os dias do local e chegou encontrar o criminoso maltratando os gatos.

Praticar atos como abuso, maus tratos, ferir ou mutilar animais é crime no Brasil. A pena varia de três meses a um ano de prisão e a punição pode ser ainda maior em caso de morte dos animais.

A morte de animais que são abandonados e acabam encontrando abrigo e cuidados no “Sítio dos Gatos” acontece há anos. Em 2016, mais de 30 gatos morreram após serem mordidos por cães no local. Em 2017, vários foram encontrados mortos do mesmo jeito, o que provocou uma inspeção judicial na área.

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) entrou com uma ação pedindo que a Prefeitura de São Luís tomasse conta do local, mas nada foi feito até hoje.

“Aqui são dois crimes que acontecem. Um crime de ação, pelo assassinato desses animais, e um crime de omissão, que pra mim ainda é o mais perigoso. É a omissão dos poderes constituídos, das autoridades”, disse a ativista Diana Serra.

A Prefeitura de São Luís foi questionada, mas não respondeu as perguntas sobre a situação dos animais.

Fonte: G1

Homens são presos por matar macaco e transmitir ato pela internet

Três homens foram presos no Vietnã por terem matado um macaco e transmitido o ato pela internet. O animal pertence a uma espécie protegida.

Os homens foram declarados culpados de “violar a lei de proteção de fauna selvagem rara e de valor”, segundo o portal VNExpress. Eles foram condenados a penas de prisão de 12 a 15 meses por um tribunal da província de Ha Tinh, no centro do país.

Foto: Mogens Trolle/VC no TG

O crime ocorreu em dezembro. Um dos envolvidos vendeu o macaco ao principal acusado, Thai Kim Hong, de 51 anos, que convidou o vendedor e outras quatro pessoas para matar e comer o animal, ato que foi transmitido por rede social. As informações são da agência de notícias EFE.

Segundo as autoridades vietnamitas, o animal era um douc-de-canelas-vermelhas (Pygathrix nemaeus). A espécie consta na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza como espécie ameaçada.

A caça deste macaco e a comercialização dele é proibida por lei. A espécie vive entre o Vietnã, o Laos e o Camboja e está ameaçada pela caça e pela perda de seu habitat, devido à expansão da construção e da agricultura.