Grupo formado por 40 ONGs vai criticar retrocessos ambientais do governo em evento da ONU

Um grupo formado por 40 ONGs brasileiras vai fazer críticas ao governo de Jair Bolsonaro (PSL) durante um fórum internacional que será promovido pela ONU, em julho, em Nova York, nos Estados Unidos.

(Foto: AP/Andre Penner)

O grupo monitora a Agenda 2030 – uma plataforma que estabelece medidas transformadoras a serem seguidas pelos países signatários para promoção do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza.

De acordo com as entidades, as políticas públicas promovidas pelo governo de Bolsonaro contrariam as metas definidas pela Agenda 2030. As informações são da coluna do jornalista Lauro Jardim, do O Globo.

O grupo irá denunciar os retrocessos ambientais articulados pelo governo, dentre eles o desmonte do Ministério do Meio Ambiente e a liberação recorde de novos agrotóxicos. Além da questão ambiental, as ONGs vão criticar também os cortes na educação.

Como o governo brasileiro adiantou que não vai entregar o Relatório Nacional Voluntário sobre os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) durante o fórum, as entidades afirmaram que pretendem apresentar também um estudo sobre o assunto.


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Jornalista diz que sente nojo de proposta que quer tornar o jumento um patrimônio nacional

O jornalista Eduardo Oinegue, âncora do Jornal da Band, afirmou, na quarta-feira (12), que sente nojo de um projeto de lei que pretende transformar o jumento em patrimônio nacional. Para o jornalista, proteger o animal para que ele não sofra maus-tratos e não seja morto é razão de desprezo.

Foto: BAND

A atitude do âncora foi reforçada pela jornalista Lana Canepa, que divide a bancada do jornal com ele. Antes de Oinegue falar sobre a proposta relacionada ao jumento, Canepa afirmou que parlamentares “gastam tempo e dinheiro apresentando propostas que são discutíveis e outras que são absolutamente inúteis”. “Tem até projeto pra tornar o jumento um patrimônio nacional”, completou o âncora.

Após os jornalistas emitirem seus posicionamentos acerca do tema, foi mostrada uma reportagem sobre projetos de leis considerados inúteis por eles. Na notícia, o repórter explicou que o projeto que visa proteger os jumentos foi apresentado após ser registrada uma redução de 25% da população desse animal, no Nordeste, entre 2006 e 2011.

PL 1218/2019

De autoria do deputado Ricardo Izar (PP/SP), o Projeto de Lei 1218/2019 torna o jumento patrimônio nacional e proíbe que o animal seja morto em todo o território nacional.

No texto da proposta, Izar afirma que há atualmente, na Bahia, três matadouros que matam jumentos para exportar a carne deles para a China. O parlamentar cita casos de maus-tratos registrados – como os jumentos encontrados mortos às margens de uma rodovia – e lembra que, no final de 2018, a Justiça da Bahia proibiu que esses animais fossem mortos. Em outubro do mesmo ano, o município de Itapetinga (BA) – onde jumentos abandonados em uma fazenda arrendada para uma empresa chinesa morreram de fome – já havia sido proibido de confinar esses animais.

Em entrevista à Band, o parlamentar afirmou que o objetivo da proposta é chamar atenção para a matança desenfreada de jumentos no Nordeste e garantir uma proteção maior à espécie.

Foto: BAND

Apesar das explicações sobre a proposta apresentadas por Izar a um repórter da emissora, o jornalista Oinegue voltou a fazer críticas ao projeto, deixando claro que o sofrimento dos jumentos é irrelevante para ele. “Não sei se isso dá vergonha, se dá raiva ou se dá nojo, mas pelo gosto ruim que fica na boca vendo esta reportagem, acho que é uma mistura dos três”, finalizou o âncora.

Frente Nacional de Defesa dos Jumentos

Constituída por ONGs e ativistas pelos direitos animais, a Frente Nacional de Defesa dos Jumentos foi fundada em 2016 com o intuito de garantir proteção aos jumentos. O grupo foi criado para combater a matança de jumentos em diversos locais do Brasil.

A Frente – que conta com profissionais de diversas áreas, como advogados, pedagogos, sociólogos, veterinários, dentre outros – foi criada na Bahia após o governador do estado autorizar que jumentos fossem mortos para consumo humano.

A sociedade brasileira repudia o extermínio desses animais, que são mortos para que sua carne seja exportada para outros países, como a China.

Mais preconceito e desinformação 

O desserviço propagado pela Band vai além do descaso com os jumentos. Isso porque um dos projetos de lei criticados pela reportagem apresentada pela emissora e, inclusive, citado por Oinegue, é o PL 2425/2015, do deputado Veneziano Vital do Rêgo (PMDB/PB), que pretende abolir o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) da rapadura.

A rapadura foi, no passado, alimento dos escravos por possuir muitos nutrientes e ser uma das poucas fontes de energia. Ela é também essencial na alimentação de todos, especialmente daqueles que são mais pobres e que têm na rapadura uma fonte de energia que lhes permite ter força para executar cansativos trabalhos braçais. A rapadura tem carboidrato, minerais como ferro, cálcio, potássio, fósforo e magnésio, e vitaminas do complexo B, como Tiamina, Riboflavina e Niacina.

Foto: Divulgação

Devido ao contexto em que a rapadura está inserida, a crítica feita pela reportagem da Band e reforçada pelos apresentadores do telejornal ao PL é carregada de preconceito, elitismo e falta de conhecimento. A isenção do IPI sobre a comercialização da rapadura é um benefício social que facilita o acesso das camadas mais pobres da população a um produto essencial na mesa dos nordestinos com menor poder aquisitivo e que hoje também é consumida por todas as classes da sociedade em substituição ao açúcar e por ter vitaminas minerais e proteínas. Dizer, portanto, que o projeto de lei que prevê essa isenção é “inútil” ou “discutível”, como sugeriu a jornalista Lana Canepa e o âncora Eduardo Oinegue, é uma falta de humanidade, empatia e consciência em relação às famílias carentes do Nordeste e de todos o país.

Nota da Redação: antes de fazer chacota, os jornalistas têm por obrigação conhecer o assunto que abordam. Entretanto, isso não basta. Os meios de comunicação atuam como agentes educacionais no sentido lato de formação de valores. O filósofo Karl Popper enfatiza que a civilização consiste essencialmente na redução da violência; é essa a sua função principal e também o objetivo que visamos quando tentamos elevar o nível de civismo na nossa sociedade. A mídia pode ter um papel preponderante na promoção de uma nova cultura uma vez que as palavras, na esfera da informação, podem manter as velhas estruturas ou afirmar novas. Tais questões apontam para a necessidade urgente de mudanças na formação de profissionais da área de comunicação, a fim de transcender os limites de nossa prisão especista. Jumentos são seres sencientes (vide Declaração de Cambridge sobre Consciência). Logo, seu assassinato é algo deplorável em todos os sentidos. Profissionais da área de comunicação não deveriam externar, ao bel prazer, as suas convicções pessoais – sem lastro ético ou científico.

Confira o vídeo do momento em que os jornalistas comentam o caso:


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Documentário conta a história da mulher que arriscou tudo para resgatar e abrigar aves

Foto: Supplied

Foto: Supplied

O documentário premiado, For The Birds (Pelos Pássaros, na tradução livre), dirigido pelo cineasta vegano Richard Miron, tem atraído a atenção do publico e da crítica por onde passa.

O filme consta a história de Kathy cujo amor por seus patos, galinhas, gansos e perus – todos os 200 deles – chama a atenção de resgatadores de animais locais e coloca seu casamento em perigo”, diz a sinopse do filme.

Miron conheceu Kathy em 2011, quando ele estava trabalhando como voluntário para o santuário Woodstock Farm Sanctuary. Miron seguiu com sua câmera enquanto os trabalhadores do abrigo tentavam negociar com Kathy a liberação de seus animais domésticos.

Mas a devoção de Kathy a seus pássaros – e seu fervor em proteger a vida que construiu com eles – logo fascinou Miron, cujo filme contempla o impacto do amor de Kathy pelas aves.

“For the Birds” permanece com Kathy por mais de cinco anos, documentando as consequências pessoais e jurídicas da paixão de Kathy, observando sem julgamentos sua luta, seu sofrimento e suas alegrias, segundo o site Plant Based News.

“Quando fui fazer esse filme, meu plano inicial era contar uma história sobre resgate de animais, mas apresentá-lo sob de vários pontos de vista”, diz Miron.

“Mas como a história teve incontáveis reviravoltas nos últimos cinco anos, ela se transformou em algo que eu nunca poderia ter previsto. Quanto mais eu filmava, mais inspirado eu era para me aprofundar na história humana permeando a história dos pássaros.”

Mas o que faz “For the Birds” se destacar é sua edição primorosa de acordo com o New York Times, que cuidadosamente constrói uma história a partir de múltiplas perspectivas, simpatizando com Kathy, Gary e os trabalhadores do santuário Woodstock Farm Sanctuary. Miron evita conclusões fáceis sobre o que leva Kathy a resgatar as aves e seu amor por elas, e ele fica com ela o tempo suficiente para a sua história surpreender.

A recompensa de sua paciência é um retrato psicológico que desenvolve mais mistérios quanto mais revela. De sujeira e do abandono, brota a vida – não menos preciosa por suas origens enlameadas ou tristes.

O documentário, que foi exibido em mais de 20 festivais de cinema ao redor do mundo, recebeu o Grande Prêmio do Júri de Melhor Documentário no New Orleans Film Festival e no Ridgefield Independent Film Festival.

Rapper Big Boi usa casaco de pele no Super Bowl e é criticado por ONG

A PETA, organização internacional de defesa dos direitos animais, criticou o rapper Big Boi por usar um casaco de pele no show feito no intervalo do Super Bowl LIII, no último domingo (3).

Imagem: Kevin Winter/AFP

“Nossos corações afundaram quando você [Big Boi] subiu ao palco com um casaco de peles. Você tem fãs, muitos fãs aqui na PETA e em todo o país; fãs que amam a sua música e ficaram emocionados quando você foi anunciado como uma das atrações. Podemos convence-lo de que será sua última aparição com um casado de pele?”, questionou a entidade em um comunicado ao site TMZ.

A entidade pediu ao cantor que os casacos de pele dele fossem doados para a entidade para que fossem redistribuídos para pessoas em situação de rua e refugiados sírios. As informações são do UOL.

“Prometemos enviar um lindo casaco de pele ‘falsa’ que mostra que nenhum animal precisou morrer. Os animais precisam de você no time deles, o que diz?”, escreveu a ONG em carta assinada por Rachel Stotts.

A entidade já teve a mesma postura com artistas como Mariah Carey e Sharon Osbourne – que foram convencidas pelo apelo da PETA e doaram os casacos de pele à ONG.

Até o momento, o rapper não respondeu ao pronunciamento da organização de direitos animais.

ONG repudia exploração de cães em buscas por vítimas em Brumadinho (MG)

A União Internacional Protetora dos Animais (UIPA) publicou nota, através das redes sociais, por meio da qual repudiou a exploração de cachorros em buscas por vítimas em Brumadinho (MG) e expôs o risco ao qual esses animais são submetidos. A entidade lembrou ainda que solicitou ao Comando Operacional do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais para que não levasse cães “nas buscas por desaparecidos”, mas que foi “desatendida”.

Foto: MAURO PIMENTEL / AFP

“Sabe-se que os bombeiros se valem de roupas e de aparatos de segurança próprios para atuarem em ocorrências de risco, ao passo que os cães são expostos, sem segurança alguma, à nocividade dos rejeitos tóxicos. A absorção, pela pele, de metais pesados é certa”, escreveu a ONG. “Animal algum deveria ser obrigado a enfrentar um risco, capaz de lesar sua integridade física e até a sua vida, como aconteceu a vários cães usados pelas equipes de salvamento do World Trade Center”, completou.

A ONG disse também que policiais e bombeiros trabalham no resgate de vítimas “por opção, consentindo no risco de aquisição de sequelas e até de morte”. Ao contrário de um cachorro, “que não tem escolha, que não consente no enfrentamento de uma situação de risco. Sem capacidade de entender e de reagir, simplesmente aceita uma conjuntura que lhe é imposta”.

A UIPA citou, também, a vedação à crueldade animal contida na Constituição Federal. “A vida do animal também é tutelada, inclusive juridicamente. Vale lembrar que a Constituição da República impõe ao Poder Público vedar as práticas que submetam animal à crueldade. Cabe, pois, às autoridades, salvaguardá-lo de riscos, e não submetê-lo, diretamente, a tal situação”, disse.

O parecer de especialistas, que reforçam que cães atolados não farejam por se sentirem ameaçados, já que a preocupação com a sobrevivência fala mais alto, também foi apontada pela entidade. “E a lama, por sua liquefação, também não permite a subida à superfície dos gases da putrefação”, escreveu a ONG, que lembrou que “não existe justificativa moral nem técnica” para explorar cachorros em buscas por corpos e sobreviventes.

“Triste exploração sem fim a dos animais. Sem defesa e sem protesto”, finalizou.

Mulher abandona quatro cães mesmo após ser criticada por testemunha

Uma mulher abandonou quatro cachorros em um terreno baldio em San Antônio, no Texas, Estados Unidos. Enquanto cometia o ato cruel, ela foi criticada por uma moradora da região, que sugeriu que a tutora deixasse os animais em um abrigo.

(Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução / ViralHog)

“Eu estava me preparando para o trabalho quando vi um carro em uma rua sem saída tirando coleiras de dentro do carro. Eu coloquei meus sapatos rapidamente e corri para a estrada e comecei a gravar o ato”, disse a moradora.

A todo tempo, a tutora dos cães os impediu de retornar ao veículo que os trouxe até o local. E mesmo tendo sido criticada repetidas vezes, ela não desistiu do abandono e foi embora, deixando os cães no local. Desesperados, os animais começaram a chorar.

(Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução / ViralHog)

“Estou cansada de pessoas fazendo isso continuamente na área. Eu gravei para educar e eu os aconselho a fazer a coisa certa”, disse a moradora ao ViralHog.

Após o abandono, três dos cães deixados no local foram encontrados pelas autoridades. O quarto desapareceu.

Atriz Thaila Ayala critica morte a tiros de animais em Brumadinho (MG)

A atriz Thaila Ayala criticou a decisão da Vale de matar a tiros animais ilhados ou presos à lama em Brumadinho (MG), após rompimento de uma barragem da empresa.

(FOTO: Reprodução/Instagram)

“Assassina! Pelo amor de Deus. Ajudem, seus monstros! Caos: não há outro termo para descrever o que ocorre em Brumadinho com as pessoas e animais. Ontem, vários boatos de tiros disparados dos helicópteros em animais corriam por toda a cidade”, escreveu.

Thaila afirmou que gostaria de acreditar que a notícia de que os animais foram mortos a tiros era falsa, mas não era. “Do alto de helicópteros, animais estão sendo baleados. Sem precisão de tiro, após dias sofrendo, muitos podem estar agora caídos, baleados e vivos agonizando”, continuou.

A atriz lembrou ainda que profissionais que trabalham como atiradores evitam atirar à distância por saber dos riscos dessa ação. “Até snippers profissionais evitam o uso de helicóptero para tiros a distância quando podem, justamente pela falta de precisão causada pelo movimento e deslocamento do ar causado pela hélice. Mas em Brumadinho, parece que tanto faz”, disse.

“Nos acusam de estarmos ‘destruindo provas’ por tentarmos salvar vidas. Um grupo que sempre tem opinião sobre tudo, mas quase sempre está detrás de uma mesa apontando o dedo. De onde deveria haver apoio, vem críticas. No meio de tudo isso, os únicos inocentes: os animais.”, concluiu.