População de girafas sofre declínio acentuado

Foto: Nature Picture Library

Foto: Nature Picture Library

Uma das espécies de girafas que sempre teve uma população saudável e numerosa foi oficialmente declarada ameaçada de extinção, o que significa que os números de indivíduos da espécie estão extremamente baixos. A girafa Masai foi listada como ameaçada de extinção fato que agora lança uma luz sobre a gravidade da situação desses animais e a urgência de medidas para proteção das girafas.

Esta raça específica de girafa que vive no Quênia e na Tanzânia sempre teve uma população saudável, apesar de outras raças de girafas lutarem para sobreviver na natureza, graças a ameaças como caça, comércio ilegal de animais selvagens e caçadas de troféus.

A listagem da espécie como ameaçada é um apelo imediato para que sejam tomadas medidas de regulamentação do comércio de girafas, bem como, uma razão forte para proibir imediatamente a caça de girafas por troféus.

Estudo apontam que, das nove espécies de girafa, duas delas foram listadas como ameaçadas de extinção e duas como criticamente ameaçadas, o que significa que as girafas precisam ser protegidas com urgência ou a situação pode ficar perigosamente difícil de ser revertida.

Os animais selvagens da África são algumas das espécies mais ameaçadas do planeta, com diversas variedades de espécies enfrentando futuros incertos, principalmente devido a questões relacionadas a humanos.

Elefantes, leões, tigres, leopardos, girafas, rinocerontes, etc., esses animais estão todos correndo o risco de serem extintos do planeta como resultado das ações humanas. As autoridades responsáveis caminham de forma muito lenta quando se trata de resolver os problemas que levaram a essa ameaça tão presente.

A caça para a venda de partes do corpo desses animais e a caça particular de troféus representam ameaças diretas aos animais selvagens, ambas movimentadas por indústrias criminosas que visam apenas o lucro e ambição. Outra medida de impacto seria a proibição da exportação de produtos feitos de derivados de girafa. O comércio de partes de animais selvagens possui uma demanda alta que estimula os caçadores a matarem

A África está a caminho de perder alguns dos animais mais reconhecidos e icônicos do planeta porque, como comunidade global, simplesmente não está fazendo o suficiente para protegê-los.

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Morre o último rinoceronte-de-sumatra na Malásia

Tam, ó último rinoceronte-de-sumatra morre na Malásia | Foto: AFP

Tam, ó último rinoceronte-de-sumatra morre na Malásia | Foto: AFP

O último sobrevivente do sexo masculino dos rinocerontes-de-sumatra da Malásia, chamado de Tam, morreu na segunda-feira (27), afirmaram autoridades da vida selvagem, deixando apenas uma fêmea no país e colocando a espécie criticamente ameaçada para mais próximo da extinção.

Descoberto rondando de uma plantação de dendezeiros em 2008, Tam foi capturado e transferido para a Reserva de Vida Selvagem de Tabin, no estado de Sabah (Malásia). Esforços para que ele se reproduzisse com dois rinocerontes do sexo feminino – Puntung, capturado em 2011, e Iman, capturado em 2014 – não tiveram sucesso.

Com a eutanásia de Puntung em 2017 devido ao câncer, o Iman (uma fêmea) é agora o único membro remanescente de sua espécie na Malásia. Devido a décadas de perda de habitat e caça, acredita-se que existam menos de 80 rinocerontes de Sumatra na natureza, a maioria na ilha vizinha de Sumatra. O resto está espalhado por Kalimantan, no Bornéu indonésio.

Uma vez com uma espécie tão populosa que atingia todo o leste da Índia e toda a Malásia, o rinoceronte da Sumatra foi quase dizimado, restando menos de 80 indivíduos no mundo, de acordo com o World Wildlife Fund.

Apenas um punhado dessas belas criaturas permanece nas selvas da Indonésia.

Os rinocerontes-de-sumatra são tão poucos que, de fato, os especialistas acreditam que o isolamento é a maior ameaça à existência da espécie. Isso ocorre porque as fêmeas dessa espécie podem desenvolver cistos e miomas em seus tratos reprodutivos se ficarem muito tempo sem acasalamento.

Segundo os especiaistas envolvidos, essa foi a causa da infertilidade de Iman. A incapacidade de Puntung em transportar fetos pareceu se originar de ferimentos causados por armadilhas de caçadores e uma gravidez fracassada quando estava na natureza.

O diretor do Departamento de Vida Selvagem de Sabah, Augustine Tuuga, disse que o macho malaio Tam vivia em uma reserva natural na ilha de Bornéu para protegê-lo de ser caçado.

A causa da morte do animal não foi imediatamente esclarecida, mas relatos anteriores sugeriram que ele sofria de problemas renais e hepáticos.

A condição de Tam estava em constante declínio desde o final de abril, quando seu apetite e estado de alerta diminuíram, disse Tuga ao jornal malaio The Star. Testes de urina revelaram que os rins do rinoceronte e talvez outros órgãos haviam começado a falhar.

As autoridades ainda não sabem dizer por que Tam se deteriorou tão rapidamente, mas pode ter sido apenas a velhice. Estima-se que Tam tivesse trinta e poucos anos, e esses animais só têm uma expectativa de vida de 35 a 40 anos, disse Tuuga ao jornal de Singapura The Straits Times.

A morte de Tam vem de encontro a um esforço contínuo de conservacionistas na esperança de usar técnicas de fertilização in vitro (FIV) para criar descendentes do último rinoceronte-de-sumatra da Malásia, Iman, e um macho indonésio.

Tuuga disse que houve problemas com o útero de Iman e que ela era incapaz de engravidar, mas ainda era capaz de produzir óvulos.

“Nós apenas temos que cuidar do último rinoceronte remanescente. É tudo o que podemos fazer e tentar, se possível, trabalhar em conjunto com a Indonésia”, disse ele.

*Uma nova esperança*

Por mais trágica que a morte de Tam seja, ela representa um alerta para buscar mais animais em estado selvagem, diz Kinnaird, que tem coordenado os esforços de rinocerontes de Sumatra na WWF International nos últimos dois anos.

A boa notícia é que no final do ano passado a coalizão já havia conseguido capturar uma nova fêmea chamada Pahu. Sua transferência para uma nova instalação de criação em Kelian foi tão importante que o rinoceronte recebeu uma escolta da polícia e dos tratores de limpeza de deslizamentos de terra.

Até onde os especialistas podem dizer, Pahu parece ser reprodutivamente saudável, diz Kinnaird; ela está se adaptando bem em sua nova casa e, com alguma sorte, poderá em breve ter companhia.

“Nossas pesquisas mais recentes indicam que há outros rinocerontes ainda andando pelas florestas de Kalimantan”, diz Kinnaird, “o que me dá esperança renovada”.

“Precisamos continuar focados no laser para salvar os restantes 80 rinocerontes-de-sumatra, usando uma combinação de proteção intensiva e criação em cativeiro, e trabalhando com a população local para incutir orgulho de que o rinoceronte faça parte de sua herança biológica”, diz Ellis. “Esta é uma batalha que não podemos perder”.