Ativistas em defesa dos direitos animais são definidos como “terroristas domésticos” na Austrália
Por Rafaela Damasceno
Ativistas em defesa dos direitos animais que invadem fazendas australianas para protestar serão multados a partir de agora pelo governo do sudoeste da Austrália, depois de serem definidos como “terroristas domésticos” por um dos políticos da região, John Barilaro.

Foto: EPA
O governo de Nova Gales do Sul introduziu multas de mil dólares (3.750 reais) para cada ativista flagrado em terras agrícolas privadas. Outras punições também foram impostas (corporações podem ter de pagar 440 mil dólares – 1,65 milhões de reais – por violarem as regras da Lei de Biossegurança), e as novas regras entram em vigor a partir do dia primeiro de agosto.
As penalidades foram criadas para tentar conter uma onda de protestos realizadas por ativistas dos direitos animais realizadas em fazendas privadas e matadouros nos últimos meses.
“Esta é apenas uma primeira parte de um pacote mais completo de reformas que o governo está trabalhando, e a prisão será incluída nas próximas legislações”, afirmou Barilaro.
O grupo Aussie Farms diz que as novas multas incluídas pelo governo são muito pesadas. “Mais uma vez, a biossegurança está sendo usada como desculpa para limitar a consciência do consumidor sobre a crueldade que acontece em fazendas e matadouros do país”, informou o diretor, Chris Delforce.
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