Ativistas protestam contra exportação de animais vivos no Brasil

Por David Arioch

Só em 2018, o Brasil exportou cerca de 700 mil bovinos nessas condições (Fotos: Reprodução)

Hoje (21), às 10h, ativistas dos direitos animais vão se reunir na Praça Major João Fernandes, perto do Hotel Roma, em São Sebastião (SP), em manifestação contra a exportação de animais vivos. Depois seguirão para protestar em Ilhabela.

São Sebastião, no litoral norte paulista, tem um dos portos brasileiros de onde com mais frequência tem partido navios com grandes quantidades de animais vivos enviados ao Oriente Médio para serem mortos seguindo os preceitos do abate halal. Enquanto em 2016 eram embarcados cerca de 46 mil bovinos por ano, em 2017 o total já havia ultrapassado 92 mil – ou seja, o dobro.

Já em 2018, a média foi de 10 mil animais embarcados por mês, movimentando 300 mil reais por dia de embarque, embora o Porto de São Sebastião não cumpra as exigências ambientais do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

No Brasil, o assunto hoje é bastante polêmico, considerando episódios de laudos comprovando crueldade contra animais, más condições de higiene e espaço, calor extremo, bovinos mortos, moídos e descartados em alto mar; e poluição das águas em decorrência dos dejetos gerados pelos animais ao longo de 21 dias – que é o tempo médio que dura uma viagem de navio que transporta “carga viva” até o Oriente Médio.

Só em 2018, o Brasil exportou cerca de 700 mil bovinos nessas condições. E tudo indica que este ano o volume será maior, levando em conta acordos que o governo vem firmando para que o país amplie as exportações de “gado em pé” para Egito, Turquia, Jordânia, Iraque, Líbano e Irã. Além disso, deve começar a exportá-los para o Vietnã e Uruguai.

Ainda que haja uma alegação de suposta contribuição à economia, vale lembrar que no início deste ano sete desembargadores que analisaram recurso interposto pelo Fórum Animal no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) em São Paulo reconheceram que a exportação de gado vivo é irrelevante para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, além de trazer consequências negativas para o meio ambiente e para os animais.

Um trabalho que também apresenta inúmeras razões pelas quais a exportação de gado vivo já deveria ter chegado ao fim no Brasil é o documentário de curta-metragem “Exportando Vidas”, lançado em julho de 2018 pelo movimento Nação Vegana Brasil.

No filme, que representa manifesto e voz de milhões de animais exportados no mundo todo para serem mortos em outros países, o advogado Ricardo de Lima Cattani afirma que a alegação comum de ruralistas, inclusive políticos, de que a exportação de animais vivos interfere substancialmente na economia, é mentirosa, porque se um animal não é embarcado vivo para outro país, o dono do gado vai abatê-lo e lucrar do mesmo jeito.

“Ele quer ganhar mais dinheiro vendendo o animal vivo, e mesmo que custe o mal-estar, a crueldade contra os animais. Assim ele ganha mais dinheiro, sem imposto, porque quando vende para o frigorífico ele tem os encargos”, frisa Cattani. O documentário produzido pelo grupo Nação Vegana Brasil também mostra imagens reais e inclusive atuais da exportação de animais. É possível ver animais apreensivos, assustados e sujos dentro de navios – em um perceptível cenário de negligência e imundície.


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Investigação expõe sofrimento e crueldade com porcos em fazenda de criação

Ativistas ocuparam uma fazenda de criação de porcos na Inglaterra no início desta semana para protestar contra o sofrimento, abuso e as más condições de vida a que os animais são submetidos.

Cerca de 100 militantes do movimento Meat The Victims (um trocadilho com a palavra carne em inglês e o verbo conhecer que possuem a mesma pronúncia na língua inglesa meat/meet: Conheça as Vítimas ou Vítimas da Carne) participaram da ação no Moss Rose Piggeries em Lancashire, uma fazenda de criação de porcos que existe desde 1963.

Seguiu-se uma investigação de três meses realizada pelo grupo, que descobriu animais “cobertos com suas próprios fezes em baias imundas” com prolapsos e outros ferimentos. Um ativista disse que havia mais de 30 centímetros de urina e fezes em algumas áreas onde os porcos ficavam confinados.

Nada a esconder

Apesar das fotos da ação mostrarem compartimento de contenção e gaiolas imundas e pelo menos um animal com um prolapso, o fazendeiro Wayne Baguley disse que não tem “nada a esconder”, e que as autoridades competentes inspecionaram minuciosamente a fazenda.

“Os ativistas da Meat The Victims vieram esta manhã. Pedi a eles que saíssem educadamente. Eles disseram que não iam sair e eu teria que telefonar para a polícia, e foi o que eu fiz”, acrescentou Baguley.

Foto: Virtue for Animals

Foto: Virtue for Animals

“Eles disseram que os porcos não foram mantidos em bom estado e tentaram me confrontaram. É o direito deles protestarem se quiserem fazer isso, mas eu não acho que eles deveriam ter o direito invadir minha fazenda”.

“O grupo deles deve ter vindo aqui antes, uns dois ou três meses atrás, mas foi durante a noite. Eu fui inspecionado três vezes desde que eles supostamente vieram e houve um incidente em uma inspeção que dois dos 90 bebedores de água estavam bloqueados.

Ação

“Moss Rose é uma instalação intensiva de criação de porcos que abriga centenas de indivíduos vistos vivendo em condições insalubres, com muitos deles cobertos com suas próprias fezes (e urina) em baias de concreto imundas. Um certo número de animais no local também foi visto alojado em pisos de azulejos sujos e molhados, causando um claro risco de deslizamento para os animais”, disse um porta-voz do Meat the Victims.

“Longe das baias principais, os ativistas também encontraram indivíduos com o que pareciam ser prolapsos dolorosos em pequenos cercados sem acesso à cama, sem sinais visíveis de comida, e manchas de sangue eram vistas no chão e nas paredes”.

“Outro motivo de preocupação é o número de baratas que cobrem as paredes e infestam os compartimentos de comida nas instalações. Isso vai expor ao público a realidade da pecuária e conscientizar a população sobre como eles podem ajudar a impedir a exploração e a morte desses animais de criação adotando um estilo de vida vegano”.

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Testes realizados em beagles aumentam no Reino Unido

Por Rafaela Damasceno

Os testes de laboratório realizados em cachorros aumentaram no Reino Unido. Os números chegaram a quase 5 mil só em 2019, um aumento de 16% em relação ao ano passado. Apesar dessa elevação, a maior parte dos testes ainda é realizada em outros animais, como camundongos e peixes. Ao todo, 3,52 milhões de procedimentos foram realizados no país em 2017.

Um beagle preso em uma gaiola

Imagem ilustrativa | Foto: Getty

Os beagles são os cachorros mais explorados nos testes. A maior parte dos procedimentos (71%) visava experimentar a segurança de produtos medicinais, odontológicos e veterinários.

Gatos, cachorros, macacos e cavalos são normalmente considerados espécies protegidas e compõe ao todo 1% dos testes no mundo. O número de gatos explorados diminuiu em 20%, mas o número de macacos cresceu 8%.

Em 2017, cerca de metade dos procedimentos foram experimentais, mas 1,72 milhões de animais foram explorados para estudos envolvendo criação de espécies geneticamente modificadas.

Todos os lugares que fazem testes em animais recebem uma licença para isso. A maior parte, 51%, foram realizados em universidades de medicina.

Desde 2014, os testes são classificados de acordo com a quantidade de sofrimento que causa. Há cinco categorias: sublimiar, sem recuperação, leve, moderada e grave.

Lindsay Marshall, cientista da Sociedade Humana Internacional, afirma que as pesquisas médicas da Grã-Bretanha são ultrapassadas e irracionais. Já a Dra. Frances Rawle, diretora do Conselho de Pesquisa Médica, acredita que os testes em animais ainda são essenciais para a pesquisa progressiva.

“Essas figuras compõem um sistema ultrapassado, cujos experimentos drogam, envenenam, mutilam e matam certos animais apenas porque sempre fizeram isso”, declara a consultora política da PETA, Julia Baines. Ela ainda chama atenção para o fato de que camundongos, ratos e peixes têm menos proteção do que cachorros e gatos, mesmo tendo a mesma capacidade de sentir dor.

“O governo do Reino Unido tem uma obrigação moral de proteger os animais e podem continuar promovendo a saúde humana trocando os testes em seres vivos pelas tecnologias atuais, como os chips que recriam órgãos”, completou.


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Cachorra é encontrada com vida após ser enterrada

Por Rafaela Damasceno

Leialoha, uma valente cachorrinha, foi resgatada após sobreviver a momentos de terror. PAWS of Hawaii (PATAS do Havaí), organização de resgate de animais, foi informada sobre ela por uma pessoa anônima, que viu a cachorra ser enterrada por um homem na areia.

Leialoha enterrada apenas com sua cabeça de fora na areia

Foto: PAWS of Hawaii

Além de ser enterrada viva com apenas sua cabeça para fora, Leialoha tinha apenas 90% de sua pele quando foi resgatada. Ela tinha queimaduras de sol e cortes em sua pata esquerda da frente, que devem ter sido feitos por um facão enferrujado.

Após PAWS postar em seu Facebook as fotos chocantes da crueldade infligida a Leialoha, uma mulher se apaixonou pela cachorrinha e resolveu adotá-la. 

Leialoha, com a pele vermelha e coberta de areia, deitada em um cobertor depois de ter sido resgatada

Foto: PAWS of Hawaii

“Ela estava gravemente queimada, cheia de feridas e quase sem pele. Meu coração estava partido e eu sabia que ela precisava de nós para ajudá-la”, afirmou Amanda, a nova tutora de Leialoha. Segundo ela, a cachorrinha sangrou muito quando tomou seu primeiro banho e tinha medo de sair do canil, mesmo podendo conhecer sua casa nova.

Felizmente, agora Leialoha parece estar começando a se sentir mais confiante. “Ontem a noite, ela saiu para ver o que havia para o jantar enquanto tínhamos visitas e ficou em baixo da nossa mesa do café. Ela tem um longo caminho a percorrer, mas o pior já passou”, assegurou Amanda, certa de que o carinho e os cuidados começarão a dar resultado futuramente.

Leialoha, com a pele ainda vermelha, mas limpa. Ela está em sua nova casa

Leialoha em sua nova casa | Foto: PAWS of Hawaii 

A PAWS acredita que o homem que enterrou Leialoha é o responsável pelas suas feridas, mas ele infelizmente ainda não foi encontrado.


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Assembleia mantém proibida a alimentação de animais abandonados em Portugal

A Assembleia da República de Portugal manteve uma medida que proíbe que animais abandonados sejam alimentados e recusou um projeto de lei do partido político PAN que visava por fim à proibição vigente em muitos municípios do país.

Foto: Pixabay

A proposta recebeu votos contrários dos partidos PSD, do CDS e do PCP, abstenção do PEV e votos favoráveis do PAN, do PS e do BE. As informações são do portal Público.

O projeto foi apresentado à assembleia em junho de 2018. Na época, o PAN argumentou que “a grande maioria dos municípios em Portugal estabelece, através de regulamento próprio, a proibição de alimentar animais na via pública, ignorando quaisquer circunstancialismos pertinentes, como os casos das colônias de gatos controladas por programas de esterilização municipais”.

“O PAN defende que não faz sentido o Estado investir na esterilização e tratamento dos animais, determinando simultaneamente que os mesmos devem morrer de fome”. O projeto do partido previa a instalação de “abrigos e comedouros”.

“Não é moralmente defensável, na época que vivemos, ordenar uma população, que se quer mais sensível e compassiva, a abster-se de alimentar um animal, agindo contra uma das cinco liberdades básicas de bem-estar animal: a de não ter fome e sede”, salientou o partido.


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Égua explorada por carroceiro é forçada a carregar montanha de mato

Uma égua explorada por um carroceiro foi forçada a transportar uma montanha de mato em Urupês (SP). O caso aconteceu no Jardim Novo Mundo e foi flagrado por uma moradora, que se revoltou com a cena de maus-tratos e questionou o tutor do animal.

A moradora afirmou à TV TEM que um carroceiro colocou o mato sob a égua e que ao questioná-lo sobre o peso e a quantidade do material carregado pelo animal, recebeu a resposta de que a égua é idosa e que ele já iria descarregar os restos de podas.

Foto: Arquivo Pessoal

De acordo com a mulher, que não quis ser identificada, além de ser forçada a carregar o mato, a égua também estava com uma pata machucada.

A Polícia Militar foi procurada pela reportagem e afirmou que não recebeu nenhuma denúncia, mas que vai tentar identificar e localizar o carroceiro. De acordo com a PM, o homem pode responder pelo crime de maus-tratos a animais.

A Prefeitura de Urupês disse que o caso está sendo investigado e que providências serão tomadas. Ainda de acordo com a administração municipal, o carroceiro estava desrespeitando as leis que estabelecem regras para o trânsito de carroças na cidade.

Casos de maus-tratos promovidos contra animais podem ser denunciados pelos moradores de Urupês através do telefone (17) 3552-1282.


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Cachorro morre após ser baleado e queimado em Sobral (CE)

Um cachorro foi brutalmente morto no distrito de Jordão, em Sobral, no Ceará. Após ser alvejado com tiros de arma de fogo, o animal foi queimado. Ele era tutelado por um casal de idosos.

Totó era tutelado por um casal de idosos (Foto: Reprodução / Diário do Nordeste)

De acordo com moradores da comunidade sítio Croatá, onde o crime aconteceu, um homem teria armado uma emboscada para o animal nas proximidades da casa dos tutores dele, na segunda-feira (15), e o capturado.

Ao ser questionada, a Polícia Civil alegou que não está investigando o caso porque não foi feita uma denúncia na delegacia. Moradores da região, no entanto, contam que os tutores de Totó, como era chamado o cão, não denunciaram o crime por medo de sofrerem represália por parte do agressor. As informações são do Diário do Nordeste.

A Agência Municipal do Meio Ambiente (AMA) de Sobral, responsável pela “Política de Bem Estar Animal” da prefeitura, afirmou, por meio da assessoria de comunicação, ter tomado conhecimento do caso e iniciado buscas por mais informações.

O crime foi confirmado pela ONG de proteção animal Anjos de Patas. A entidade disse que está coletando informações para formalizar uma denúncia junto aos órgãos públicos.

A Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais (CDDA) da OAB-CE lembrou que o crime cometido contra Totó está previsto no Artigo 23 da Lei de Crimes Ambientais (9.605 de 1998) e tem como pena detenção de até um ano, além de multa. Caso o animal morra, a pena pode aumentar de um sexto a um terço.


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Traficantes de marfim posam em foto sobre corpo de elefante mutilado

Por Rafaela Damasceno

O comércio do marfim é crime em muitos países. Infelizmente, o tráfico ainda é comum. O marfim é muito lucrativo e a taxa de mortalidade dos elefantes já é muito maior do que a natalidade. Em junho, dois homens foram presos no Congo pelo tráfico, após serem encontrados com quatro presas de elefante (44 kg de marfim). Elas valeriam milhares de libras no mercado negro.

Dois traficantes presos, segurando as presas de marfim

Foto: Eagle Network

Fotos foram encontradas no celular de um dos homens. Em uma das imagens, seis caçadores se encontravam presentes sobre um elefante caído, orgulhosos do assassinato cruel. As autoridades não sabem dizer se as fotos mostram dois animais diferentes, mas acreditam que sim, já que os traficantes possuíam dois pares de presa quando foram encontrados.

Os outros quatro homens foram rastreados pela Eagle Network, agência que fiscaliza o tráfico de animais. Ela monitora a prática criminosa na África Subsaariana.

Dois traficantes em cima do elefante morto

Os homens posam sobre o corpo do elefante | Foto: Eagle Network

Perrine Odier, coordenadora da PALF (Project for the Application of Law for Fauna), agência parceira da Eagle, disse que as imagens foram encontradas no celular do principal traficante do grupo.

“Ele guarda as imagens como arquivo pessoal. Ele não precisa mostrar aos clientes como matou para fazer negócio. Eles tiraram as fotos porque estavam orgulhosos em posar com armas em cima de um cadáver de elefante”, afirmou ela.


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Pescador corta barriga de filhote de tubarão-martelo e o joga de volta ao mar para morrer

Por Rafaela Damasceno

Ryan Dowling foi testemunha de um assassinato cruel em Queensland, na Austrália. Ele afirma ter visto um pescador rindo enquanto cortava um filhote de tubarão-martelo, espécie ameaçada de extinção, da cauda até a cabeça. Depois, o homem jogou o animal agonizante de volta à água, sabendo que ele morreria.

O pescador segura o tubarão-martelo pequeno em uma das mãos

Foto: Ryan Dowling , Facebook

Ryan disse ao Yahoo News que o ato era assombroso e que não havia motivo algum que pudesse justificá-lo. Ele ainda contou que conseguiu tirar fotos do crime e levará às autoridades.

Ele postou a foto em seu Facebook com a legenda: “Que diabos há de errado com as pessoas atualmente?”. Um outro pescador respondeu que odeia os tubarões quando está pescando, mas que sempre os solta quando se prendem em suas iscas. “É rápido tirá-los do anzol e devolvê-los ao mar”, escreveu ele.

O doutor Leo Guida, da Sociedade Australiana de Conservação Marinha, reconheceu o animal como um tubarão-martelo-recortado. A espécie está ameaçada de extinção e precisa ser extremamente protegida, porque além de tudo ajuda a manter o ecossistema marinho sob controle.

“Os tubarões-martelo-recortados diminuíram aproximadamente 84% nas águas de Queensland”, afirmou ele.

O pequeno filhote de tubarão-martelo é segurado pelo pescador

Foto: Ryan Dowling, Facebook

A espécie, assim como os outros tubarões, é essencial para a saúde da Grande Barreira de Corais, porque mantém a cadeia alimentar regular. A barreira tem mais de dois quilômetros de extensão e é considerada o maior organismo vivo da Terra. Além disso, abriga diversas espécies – entre elas peixes, estrelas-do-mar, moluscos, tartarugas, golfinhos e tubarões.

A pesca é sempre prejudicial ao ecossistema. Ela afeta diretamente na cadeia alimentar dos animais e pode prejudicar permanentemente as vidas marinhas.


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Cachorro é resgatado após ser encontrado com orelha decepada no RS

Um cachorro foi encontrado com a orelha esquerda decepada e ferimentos pelo corpo em Araricá (RS). O animal foi resgatado por uma ONG de proteção animal na última sexta-feira (12), mas o casos só foi denunciado à polícia três dias depois.

Foto: Reprodução / Jornal Repercussão

O tutor do animal pediu que o cachorro fosse devolvido, mas a ONG se negou a entregar o animal devido ao histórico de maus-tratos.

Voluntária da ONG SOS Animais, Kelly Emarine, esteve no local para ajudar o cachorro após o caso repercutir na internet. Luck foi encontrado no bairro Canoa.

“Quando encontramos o Luck, ele estava em um terreno baldio, muito sujo, com centenas de carrapatos, muitas bolas de pelo, e uma orelha completamente comida por larvas que já estavam comendo seu ouvido interno e sua cabeça. Além de um cheiro forte de carne podre”, relata Kelly, em entrevista ao Jornal Repercussão.

“O antigo tutor se apresentou e entrou em contato conosco, com uma postura bem agressiva, reivindicando a tutela do animal. Eu pessoalmente me neguei a devolvê-lo, devido à negligência nítida com a qual o animal foi tratado”, completou.

Luck recebeu cuidados veterinários e já apresenta melhora, tendo inclusive voltado a se alimentar.


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