Burros são chicoteados, espancados e forçados a carregar turistas

Foto: PETA UK

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Imagens fortes divulgadas recentemente mostram burros na ilha grega de Santorini sendo chicoteados enquanto transportam turistas pelos mais de 500 degraus ladeira acima.

Um clipe divulgado pela ONG PETA mostra burros e mulas sendo usados como táxis para transportar turistas de férias pelos paralelepípedos irregulares da ilha.

Um vídeo mostra os animais sendo maltratados enquanto moscas rastejam sobre feridas abertas causadas por selas e surras. Um condutor é flagrado batendo em um dos animais indefesos com uma vara ou chicote e puxando violentamente suas rédeas que prendem sua boca.

O grupo de defesa dos direitos animais acusa os oficiais de “violarem claramente” as leis gregas de bem-estar animal, “negando água aos animais ou um lugar para esfriar”.

A PETA também afirmou que oficiais da ilha estão bloqueando suas campanhas para colocar placas em ônibus e táxis com a frase “Burros sofrem por culpa de turistas. Por favor, não os monte”.

Os burros, que são decorados com adereços de cores vivas e sinos, carregam multidões de turistas por caminhos íngremes.

Foto: PETA UK

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Muitos visitam a ilha vindo de navios de cruzeiro, pagam 5,37 libras para uma viagem do porto até a capital da ilha.

Os burros não são se mexerem e obedecerem, eles são chicoteados, como mostram as imagens.

Em abril, uma nova campanha foi lançada para conscientizar os turistas a pararem de montar nos burros, apesar de décadas de esforços e campanhas para impedir essa prática cruel completamente feitas grupos de defesa dos animais.

Os animais fazem quatro ou cinco viagens de ida e volta pelos 520 degraus largos de paralelepípedo no caminho lateral do penhasco que leva à cidade de Fira.

Foto: PETA UK

Foto: PETA UK

A situação dos jumentos, que são retirados dos campos ao amanhecer, em temperaturas regularmente superiores 30ºC, tem sido chamada de “o pequeno segredo sujo de Santorini”.

Nos últimos anos, tem havido um aumento de burros que sofrem lesões na coluna vertebral, feridas causadas pelas selas e exaustão. Muitos deles que acabam feridos demais para serem montados são abandonas para morrer, de acordo com PETA.

Quando um teleférico foi instalado na ilha, os burros eram usados com menos frequência pelos viajantes que subiam os degraus.

Foto: PETA UK

Foto: PETA UK

Mas à medida que o turismo na ilha aumentava, até 17 mil turistas tem chegado ao porto todos os dias vindos dos navios de cruzeiro, e a demanda pelos passeios de burro crescia mais e mais.

Os animais que sobem em filas de dois a dez burros de cada vez, descarregam os turistas em uma “estação de burros” logo antes do cume dos degraus e depois voltam para a próxima carga, muitas vezes esbarrando em pedestres ou espremendo-os em paredes que olham para quedas íngremes.

Foto: PETA UK

Foto: PETA UK

Santorini, que se estende por 30 milhas quadradas e tem uma população de 25 mil habitantes, cresceu em popularidade ao ponto em que o prefeito Nikolos Zorzos limitou o número de passageiros de cruzeiros que podem desembarcar na ilha a 8 mil por causa da superlotação. Em 2016 o número de turistas atingiu um pico de 18 mil pessoas por dia.

Foto: PETA UK

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Mais de 108 mil pessoas assinaram uma petição online no ano passado, condenando o que foi descrito como uma “tortura desmedida e desnecessária” com os animais sendo explorados e obrigados e levar turistas nas costas para subir os degraus.

Foto: PETA UK

Foto: PETA UK

Houve ainda mais revolta quando foram postadas fotos nas redes sociais mostrando turistas com excesso de peso montando burros que subiam as escadas.

Em resposta, o governo grego introduziu uma legislação que torna ilegal os animais carregarem com “qualquer carga superior a 100 kg, ou um quinto do [seu] peso corporal”.

Foto: PETA UK

Foto: PETA UK

No entanto, o grupo ativista diz que os burros deveriam estar carregando no máximo metade disso.

“De acordo com recomendações veterinárias, os burros não devem carregar mais de 20% do seu peso corporal, aproximadamente 50kg”, explica o site da ONG.

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Cachorro é enterrado vivo em área de mata em Catalão (GO)

Um cachorro foi enterrado vivo em uma área de mata em Catalão, no estado de Goiás. O animal foi encontrado na última semana por três pessoas que, comovidas com a situação, decidiram ajuda-lo.

Foto: Arquivo pessoal

O eletricista Hugo Galdino Vieira, de 26 anos, contou que encontrou o animal, junto com um primo e uma tia, e que o cão chorava e estava apenas com a cabeça para fora da cova. Socorrido com vários ferimentos pelo corpo, ele foi levado para um hospital veterinário.

A tia de Hugo ouviu, na manhã de quarta-feira, o cachorro chorando. Saiu de casa para averiguar a situação, mas não encontrou nada. No entanto, quando entrou novamente na residência, ouviu o choro de novo e iniciou novas buscas, foi quando encontrou o cão.

Resgatado por Hugo, o cachorro recebeu o nome de Vitório. “Ela viu duas pessoas na mata perto da casa dela. Então ela e meu primo foram lá e ajudaram a desenterrá-lo. Ele estava quase morto, piscando os olhos bem fracos. Então ela me chamou, pegamos ele e levamos para a clínica”, disse ao G1.

 O eletricista, que decidiu acolher o animal, não consegue entender como alguém foi capaz de enterrar Vitório vivo.  “É muito revoltante as pessoas fazerem isso, não tem coração. Um animal indefeso. Deveriam ter ajudado ele”, desabafou.

De acordo com Hugo, o cachorro sofreu fraturas, está internado e terá que passar por cirurgia. Para arcar com os custos do tratamento, de aproximadamente R$ 3 mil, o eletricista pede doações.

Foto: Arquivo pessoal

“Ele precisa ser operado, colocar pinos. Além disso, tem os custos com exames, medicamentos e as diárias de internação. Não temos condições de arcar com tudo”, afirmou.

Desde que o caso se tornou público, Hugo arrecadou pouco mais de R$ 700, doados por empresas e pessoas físicas. Outros contatos do eletricista também prometeram ajudar. O montante arrecadado, no entanto, ainda não é suficiente e, por isso, Vitório segue precisando de mais ajuda financeira.

O caso configura crime de maus-tratos a animais e, segundo o titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), o delegado Luziano de Carvalho, a situação deve ser investigada pela polícia de Catalão.


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Operação internacional resgata milhares de animais e prende cerca de 600 suspeitos

Uma operação internacional realizada em junho pela Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) e pela Organização Mundial de Alfândegas (OMA) em 109 países resgatou milhares de animais silvestres e prendeu 582 suspeitos. Entre os animais resgatados estão felinos, primatas, tartarugas, répteis, aves e até tubarões.

Novas prisões podem ser executadas nas próximas semanas e meses, segundo a Interpol. A organização tem sede em Lyon, na França. As informações são da agência AFP.

Golfinhos estavam entre os animais resgatados pela operação (Foto: Pixabay/Ilustrativa)

Foram resgatados 23 primatas, 30 felinos, mais de 4,3 mil aves, quase 10 mil animais marinhos – incluindo corais, cavalos marinhos, golfinhos e tubarões -, cerca de 10 mil tartarugas e 1,5 mil répteis. Todos os animais estavam com traficantes.

Além dos animais silvestres, foram apreendidas 440 presas de elefante, 2,6 mil plantas, mais de meia tonelada de objetos feitos com marfim e 2.550 metros cúbicos de madeira. Foram encontradas ainda peles de crocodilo no Reino Unido.

Dezenas de papagaios, aprisionados em uma pequena gaiola, estão entre os animais encontrados pela operação. As aves estavam na Índia. Peixes-zebras não tiveram a sorte de serem encontrados com vida pela Interpol e pela OMA. Eles morreram durante um transporte ilegal e inadequado feito para o Brasil.

Na Nigéria, meia tonelada de escamas de pangolim foram apreendidas. O pangolim é um dos animais mais traficados do mundo. A espécie é vitima dos asiáticos, que traficam esses animais devido a um suposto benefício para a saúde humana – que nunca teve a eficácia comprovada.

A operação é a terceira de grande porte a ser realizada pela Interpol pelo terceiro ano consecutivo.


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Atriz Kim Basinger protesta contra consumo de carne de cachorro na Coreia do Sul

Um ativista pelos direitos animais segura um filhote morto em frente ao Parlamento da Coreia do Sul, na capital Seul, na sexta-feira (12), pedindo o fim da indústria de carne de cachorro.

Foto: Reprodução / CNN

A poucos metros de distância, um grupo de criadores de cães come carne de cães explorados para consumo, alegando que é sua tradição e sustento.

Dezenas de policiais separam essas duas faces nitidamente contrastantes da Coreia do Sul – imagens evocativas de uma prática de décadas de exploração de cães para consumo humano.

No protesto, a atriz norte-americana Kim Basinger se juntou a ativistas do grupo de direitos animais Last Laise for Animals (LCA) para lutar contra o comércio de carne de cachorro no chamado “dia da carne de cachorro” ou “Boknal”, data em que a carne era tradicionalmente consumida no país.

Durante décadas, a Coréia do Sul enfrentou críticas sobre o tratamento dado aos animais e sobre o costume do país de consumir carne de cachorro. Ativistas dos direitos animais sul-coreanos têm estado na vanguarda da tentativa de encerrar o comércio.

Agora, está sendo proposto um projeto de lei que quer proibir a matança de cães para consumo.

Foto: Reprodução / CNN

Segurando um corpo de cachorro morto para as câmeras, Basinger disse: “às vezes as imagens falam mais de 1.000 palavras do que as nossas vozes”. Basinger há muito faz campanha pelos direitos animais, mas esta é sua primeira vez na Coreia do Sul. Ela foi ao país para somar forças para pressionar os legisladores a angariar apoio ao projeto.

“Eu acho que o governo vai ter que não fechar os olhos e realmente chegar a soluções como esta”, disse ela. “A Coréia do Sul vai ser a líder disso, será conhecida por isso”, completou.

O deputado sul-coreano Pyo Chang-won está fazendo pressão para aprovar o projeto de lei que tornaria ilegal o assassinato de cães e gatos, mas ele reconhece que só tem apoio da minoria na Assembléia Nacional.

Foto: Reprodução / CNN

Pyo disse que tem o apoio do Presidente Moon Jae-in – que é conhecido por ser um amante de cães e adotou um cão de abrigo quando chegou ao poder -, mas afirmou que essa não é uma política oficial do partido de Moon e, por isso, os legisladores podem tomar decisões individuais.

“Muitos dos congressistas estão em áreas rurais onde existem fazendas de cães e eles estão sob pressão para não falar sobre o projeto, para não apoiar a lei e não permitir que a lei chegue à mesa”, disse ele à CNN.

Basinger se reuniu com legisladores e governadores locais na esperança de levar o projeto adiante. Chris DeRose, fundador da LCA, dirigiu-se a ele na sexta-feira (12) declarando que “a Coreia do Sul não está mais sozinha, isso é um movimento global”. As declarações foram abafadas pelo campo adversário e o parlamento recebeu críticas de agricultores favoráveis à matança de cães.

Foto: Reprodução / CNN

A Humane Society International (HIS) disse que em 2016 cerca de 2 milhões de cães estavam sendo mantidos em cerca de 17 mil instalações na Coréia do Sul, mas houve mudanças desde então. No ano passado, o maior matadouro de cães do país foi fechado por autoridades locais em Taepyeong, em uma cidade satélite de Seul. De acordo com a HIS, milhares de cães foram mortos por eletrocussão a cada ano nesta instalação e seus restos mortais foram vendidos para consumo.

No início deste mês, o mercado de carne de cachorro Gupo, na cidade de Busan, uma das maiores do sul do país, foi fechado com a ajuda de seu prefeito, Oh Seo-don. Ele disse publicamente aos moradores de Busan: “Acho que vocês são pessoas que têm uma filosofia de respeitar a vida. Sem essa filosofia, isso nunca poderia ser feito”.

Para aqueles que apoiam a indústria de carne de cachorro, esses fechamentos geram grande preocupação.

Fonte: CNN


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Mais de 20 cães mortos são encontrados em estrada e dentro de rio em MT

Ossadas de animais e corpos de mais de 20 cachorros mortos foram encontrados às margens da MT-208 e dentro do rio que abastece a cidade de Alta Floresta, em Mato Grosso. A descoberta foi feita por moradores na terça-feira (9).

Corpos de cães foram encontrados dentro de rio (Foto: Daiane Carvalho/ Arquivo pessoal)

De acordo com a Associação Amamos Animais, moradores que vivem em chácaras nas proximidades do rio estão incomodados com o mau cheiro e preocupados com a qualidade da água.

“Eles disseram que há um mau cheiro há dias na estrada e resolveram entrar na mata para ver o que estava acontecendo, foi quando encontraram os animais”, informou ao G1.

A Secretaria de Meio Ambiente de Alta Floresta (Sema) afirmou não ter recebido nenhuma denúncia sobre o caso. A companhia de água que abastece a cidade e a Polícia Civil foram contactadas pelo G1, mas não se posicionaram até a publicação desta reportagem.

Há animais e ossadas em sacos de lixo e outros a céu aberto.

Mortes por envenenamento

Em janeiro, aproximadamente 30 animais foram encontrados mortos com sinais de envenenamento em Alta Floresta. Os tutores deles afirmaram que os animais não apresentavam sintomas de doença e tiveram convulsões antes de morrer, além de terem apresentado uma baba espessa branca na boca na hora da morte.

Foram confirmadas 29 mortes de cachorros e de um gato. Porém, o número pode ter chegado a 40, segundo a presidente da Associação Amamos Animais, Leir Ribeiro.

Não se sabe ainda se os corpos e ossadas encontrados na rodovia e no rio têm relação com os casos de mortes registrados no início de 2019.


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Animais são encontrados mortos com sinais de envenenamento em São Luís (MA)

Dezoito animais, entre cães e gatos, foram encontrados mortos nas últimas duas semanas em São Luís, no Maranhão. Moradores de três bairros da cidade encontraram pacotes de veneno que foram jogados nos quintais de suas casas com o objetivo de envenenar os animais.

No bairro João Paulo, 17 gatos que viviam em uma mesma casa foram mortos. Foi encontrado veneno também nos bairros Renascença I e Planalto Vinhais II. As informações são do portal O Imparcial.

(Foto: Divulgação / Imagem Ilustrativa)

“Não tem como resolver, pois já perdi minha cadela. Mas quero descobrir quem está fazendo isso”, afirmou a esteticista Amanda Matias, do Renascença I. O animal foi envenenado e uma ocorrência foi registrada em uma delegacia. Segundo ela, os responsáveis pelo ato cruel não foram seus vizinhos, pois eles estavam viajando.

“Uma coisa dessa não tem como descrever. Tenho 10 cachorros, agora 9. Participo de várias ONGs e é triste”, desabafou a esteticista. “Sinceramente, acho que foram pessoas que não gostam de animal, que querem exterminar. Principalmente nesses lugares que ajudamos, o que mais vemos é isto: gente perversa, que faz isso só para maltratar o animal. Sem nenhuma razão aparente”, completou.

A advogada Larissa dos Santos encontrou seis pacotes de veneno abertos e espalhados em seu quintal. O gato dela, no entanto, não chegou a ingerir a substância.

“Peguei o Simba [nome do gato] e saí correndo, gritando e chorando”, relatou Larissa, que registrou um boletim de ocorrência para denunciar a tentativa de envenenamento.  “Se ele tivesse lambido, ele já tinha morrido. Eu vi porque acordei cedo. E se eu tivesse uma criança em casa?”, questionou.

De acordo com a advogada Camilla Maia, membro do Núcleo de Defesa dos Animais da OAB, a orientação nestes casos é levar o corpo do animal a um hospital veterinário para que a causa da morte por envenenamento seja comprovada e, em seguida, registrar o crime na Delegacia do Meio Ambiente (DEMA), na região do Calhau.

“Já foi comprovado que pessoas que cometem maus-tratos com animais tem potencial de fazer isso com seres humanos”, alegou a advogada.

De acordo com a Polícia Civil, casos que envolvam morte de animais são encaminhados à DEMA para investigação.


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Comissão da Flórida (EUA) incentiva população a matar iguanas

A Comissão de Conservação de Peixes e Animais Selvagens (FWC, na sigla em inglês) da Flórida, nos Estados Unidos, está incentivando a população a tomar a cruel iniciativa de matar iguanas como método de controle populacional da espécie, que está se multiplicando rapidamente.

(FOTO: PIXABAY)

A FWC argumenta que os animais são não nativos da região e estão ameaçando o ecossistema. A Comissão, no entanto, ignora e desrespeita o direito à vida das iguanas.

“Os donos de imóveis não precisam de autorização para matar iguanas em suas próprias propriedades, e o FWC encoraja os proprietários a matar iguanas verdes em sua própria propriedade sempre que possível”, disse a agência.

Além de incentivar a matança desses animais e de indicar 22 locais públicos onde há animais dessa espécie vivendo, para que sejam mortos, a Comissão não abordou maneiras de matar as iguanas, deixando que a população aja livremente, o que pode gerar inúmeros casos de maus-tratos não só para esses répteis, mas para outras espécies que vivam no mesmo local que eles. As informações são da revista Galileu.

A defesa da propriedade privada em detrimento da vida de animais sencientes foi usada como argumento para respaldar a crueldade incentivada pela agência. “Algumas iguanas verdes causam danos à infraestrutura escavando tocas que corroem e colapsam calçadas, fundações, paredões, bermas e margens de canais”, disse a comissão.

A organização internacional de defesa animal PETA se posicionou contra a medida. “Iguanas, como a maioria das espécies consideradas ‘invasivas’, foram retiradas de seus territórios nativos para o comércio exótico de animais de estimação, e, depois disso, são liberadas ou abandonadas para cuidar de si mesmas”, criticou.

De acordo com a PETA, ao invés de matar as iguanas, “as autoridades da Flórida deveriam proibir sua importação e posse como meio de diminuir a guerra contra esses animais, que agora estão apenas tentando sobreviver”.


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País de Gales está a um passo de proibir animais selvagens em circos

Uma legislação que proíbe o uso de animais selvagens em circos itinerantes no País de Gales entra em votação essa semana.

A nova legislação, escrita para alinhar o País de Gales com a Escócia, será apresentada à assembleia na segunda-feira (8).

O ministro de Assuntos Agropecuários do governo de Gales, Lesley Griffiths, disse que os animais selvagens devem ser “tratados com respeito”.

Suas propostas foram bem recebidas pela RSPCA, mas um homem descrito como o último domador de leões da Grã-Bretanha, Thomas Chipperfield, disse que a nova lei era “não-aprovável”.

O governo galês disse que a nova lei foi “apoiada de forma esmagadora” em uma consulta recente que teve mais de 6.500 respostas positivas.

Existem agora apenas dois circos que visitam regularmente o País de Gales e viajam pelo Reino Unido com animais selvagens.

Leis semelhantes foram aprovadas na Escócia e na Irlanda, enquanto a legislação para proibir a prática na Inglaterra está atualmente passando pelo Parlamento.

A legislação de Gales tornará ofensivo o proprietário de um circo itinerante usar ou permitir que outra pessoa use um animal selvagem em um circo itinerante.

Qualquer pessoa condenada por infringir a lei enfrentaria uma multa ilimitada nos tribunais.

Ms Griffiths disse que os animais selvagens não devem “ser explorados para o nosso entretenimento”.

“A introdução deste projeto de lei envia uma mensagem clara de que este governo e o povo de Gales acreditam que esta prática está ultrapassada e eticamente inaceitável”, disse ela.

No entanto, Thomas Chipperfield, que trabalhou e se apresentou com circos itinerantes no Reino Unido, disse que o projeto era “um movimento muito pouco liberal”.

Ele disse que conviveu com grandes felinos nos últimos oito anos, mas atualmente possui dois rinocerontes africanos, um tigre de Bengala do sexo masculino, cavalos e cachorros. E que os animais estão “acostumados a esse estilo de vida”.

O sofrimento e a exploração de animais em circo já foi exposto mundialmente e diversos países já possuem legislação que proíbe essa prática cruel. Para citar apenas alguns deles: Áustria, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Croácia, Chipre, Grécia, Guatemala, Israel, Itália, México, Paraguai, Peru, Escócia, Luxemburgo, Noruega, Cingapura, Romênia, entre outros.

Em sua evidência apresentada ao comitê de assembléia, Chipperfield disse que a questão dos animais selvagens em circos não era “uma grande preocupação” para o público britânico.

Enquanto isso, Claire Lawson, da RSPCA, disse que manter animais selvagens em circos itinerantes “não tem lugar no País de Gales moderno”.

“É ótimo que o governo galês tenha aceitado isso e agido em prol desses animais”, disse ela.

O chefe de assunto relacionados bem-estar animal e animais cativeiro da ONG Born Free Foundation, dr. Chris Draper, disse que o País de Gales se juntaria a uma “longa e crescente lista” de países para proibir a prática.

“A Grã-Bretanha pode em breve estar livre de circos com animais selvagens”, acrescentou ele.

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Touros são perseguidos pela multidão e obrigados a pular no mar

Foto: AFP/Getty Images

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Fotos fortes e perturbadoras mostram multidões perseguindo touros até forçá-los a pular no mar próximo à cidade portuária de Alicante, uma estância turística espanhola popular.

Os animais são incitados ao mar por aqueles que celebram a chegada do festival de touros “Bous a la mar” (touros no mar), na costa mediterrânea da Espanha.

Uma das imagens divulgadas mostra um enorme touro marrom pulando de cabeça no mar, enquanto um folião acena com uma bandeira branca para o animal.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Outra foto mostra um touro negro lutando para nadar enquanto seus cascos, chifres e cabeça podem ser vistos se debatendo na água.

As fotos, tiradas na costa de Denia, fazem parte do festival cruel e bárbaro que acontece no primeiro fim de semana do mês de julho anualmente.

Uma imagem mostra cinco homens tentando domar um touro na água para retirá-lo do mar e colocá-o em um barco.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Dois homens seguram o touro por trás enquanto outro tenta amarrá-lo ao barco e um terceiro e um quarto empurram.

As imagens aparecem em seguida ao segundo dia de outro festival bárbaro em Pamplona, no norte da Espanha, que foi criticado e denunciado por ativistas dos direitos animais e causou pelo menos 10 vítimas entre pessoas com ferimentos graves e leves.

O festival, que acontece a 400 quilômetros ao norte de Alicante, causa a morte de dezenas de touros a cada ano.

A tradição ultrapassada e secular das touradas tem sido uma questão controversa na Espanha.

Foto: AFP/Getty Images

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As Ilhas Canárias se tornaram a primeira região espanhola a proibir a tradição “bárbara” em 1991. Vinte anos depois, a Catalunha seguiu o exemplo.

Enquanto os grupos pró-touradas lutaram contra as restrições, protegendo a tradição sob a lista do patrimônio cultural da Unesco, as touradas seguem em declínio.

Houve 810 lutas em 2008, mas esse número caiu mais da metade para apenas 369 no ano passado.

Esta semana em Pamplona, uma mulher de 19 anos foi ferida na região da coluna e quatro outras também ficaram feridas no segundo dia do festival de touros da cidade.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Dois homens e uma mulher foram hospitalizados com ferimentos na cabeça e hematomas graves, enquanto milhares de pessoas tomaram as ruas na segunda edição no evento deste ano.

Um deles foi atingido nas costas pelos chifres de um touro e sofreu uma lesão na coluna, mas não precisou ir ao hospital.

Outro recebeu um golpe na cabeça e foi levado ao hospital ainda consciente.

Acredita-se que um terceiro tenha quebrado o ombro esquerdo e outro tenha sido chutado nas costas. Um quinto foi tratado por contusões.

Foto: AFP/Getty Images

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Acredita-se que nenhuma das lesões seja fatal.

Os seis touros da fazenda Cebada Gago, conhecida por criar touros ferozes (por meio de sofrimento e assédio), foram cercados por bois mansos durante a maior parte da rota de 850 metros até a praça de touros, enquanto corredores brigavam por um lugar no espaço limitado perto de seus chifres.

A corrida durou dois minutos e 23 segundos.

A notícia de mais feridos chega apenas um dia depois que mais cinco pessoas ficaram feridas no dia de abertura do festival.

Foto: AFP/Getty Images

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Um deles, um americano de 23 anos, esta em estado “grave” no hospital depois de ter sido ferido na perna esquerda.

As outras vítimas foram são californiana de 46 anos, que sofreu um ferimento superficial no pescoço, e um homem de 40 anos da província de La Rioja, no norte da Espanha, também ferido na perna esquerda.

Um jovem de 18 anos da cidade basca de San Sebastian e um atleta de 23 anos de Barcelona também foram levados para o hospital com ferimentos na cabeça.

Embora a condição deles não seja grave, a equipe do hospital disse que um deles saiu do local inconsciente e só recobrou os sentidos na ambulância.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Imagens divulgadas por um rede de televisão mostraram um homem sendo levantado no ar e atingido no traseiro depois de ser surpreendido por trás por um dos animais de meia tonelada enquanto corria ao longo do percurso de meia milha pelas ruas de Pamplona.

Um dos seis touros da corrida, que correu cercado por seis novilhos, caiu logo no começo.

Outro se separou do resto do bando no final e foi levado para a baia após completar a corrida, em dois minutos e 40 segundos e cerca de meio minuto depois dos outros animais.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

Um porta-voz do Hospital de Pamplona disse inicialmente que havia recebido apenas um homem com ferimentos na perna esquerda, confirmando depois que outros dois pacientes foram trazidos para o hospital com ferimentos na cabeça.

Uma das pessoas que foi levada para o hospital com ferimentos na cabeça foi retirada da cena inconsciente, mas o porta-voz do hospital disse que ele havia recobrado os sentidos na ambulância.

O porta-voz da Cruz Vermelha, José Aldaba, disse que os mais gravemente feridos foram tratados no domingo no principal hospital regional após a corrida, que durou 2 minutos e 41 segundos.

Os seis touros, acompanhados de touros mansos mais novos, correram juntos em grupo durante a maior parte do percurso até a praça de touros da cidade.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

A corrida que ocorreu sábado de manhã foi a primeira das oito corridas de touros que acontecem durante o festival anual de nove dias, conhecido na Espanha como San Fermin.

Todos os dias, touros são obrigados a correr todas as manhãs e mortos em touradas à tarde.

Dezesseis pessoas já fora mortas no festival anual, que termina em 14 de julho.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

A morte mais recente foi em 2009, quando Daniel Jimeno, de 27 anos, de Madri, foi ferido no pescoço por um touro chamado Capuchino.

Vários estrangeiros, de australianos a americanos, passando por britânicos e irlandeses, estão normalmente entre os feridos.

Entre 200 e 300 pessoas são feridas a cada ano no festival durante as corridas de touros.

Foto: AFP/Getty Images

Foto: AFP/Getty Images

A abertura das festividades no sábado foi cercada de polêmica após defensores dos direitos animais invadiram a arena de uma das primeiras lutas de touros quando um touro foi espetado até a morte.

A filmagem do incidente foi divulgada pela Peta UK no Twitter, que pode ser vista acima.

Mas são as oito corridas matinais, chamadas “encierros” em espanhol, que formam o destaque do festival, e que são os principais palcos de mortes de humanos e touros, cercadas de agonia, desespero e sofrimento dos animais.

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Prefeitura de Taubaté (SP) aumenta multa para abandono de animais em vias públicas

A Prefeitura de Taubaté, no interior de São Paulo, aumentou as multas para tutores que abandonarem animais de grande porte em vias públicas e tornou as regras sobre o tema mais rígidas. As mudanças foram aprovadas pela Câmara Municipal, sancionadas e promulgadas pelo Executivo Municipal no final de junho. As novas normas entraram em vigor neste mês de julho.

Foto: Divulgação/PMT

O artigo 444-A da Lei Complementar 442, de 28 de junho de 2019, proíbe o abandono de animais de grande porte – equinos, muares, bovinos, caprinos, ovinos, bubalinos, suínos – nas vias públicas, em áreas verdes, nos logradouros públicos ou em locais de livre acesso ao público. Soltos nesses locais, os animais podem se envolver em acidentes de trânsito que podem ferir e tirar a vida deles e dos motoristas. As informações são do portal O Vale.

No que se refere à rigidez das novas regras, a lei estabelece, em parágrafo único do artigo 565, que o tutor terá que comprovar a tutela do animal, mediante apresentação do registro do animal nos órgãos competentes, carteira de vacinação ou outro documento que possa comprovar a tutela para poder retirar o animal do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), para onde ele será levado após ser resgatado pela administração municipal. Além de comprovar a tutela, o animal só sairá do CCZ se o tutor pagar a taxa de resgate, no valor de cinco UFMTs (R$ 973,35) e a taxa de permanência, no valor de uma UFMT (R$ 194,67) a cada três dias.

Em 2018, 31 animais de grande porte foram resgatados pelo CCZ. No primeiro semestre de 2019, foram 9.

Ao encontrar um animal de grande porte abandonado em via pública, o morador deve acionar a Secretaria de Mobilidade Urbana da cidade, para que medidas de reforço à segurança no trânsito sejam tomadas, e o CCZ. A Secretaria deve ser comunicada através do telefone 156. O contato do CCZ, que funciona das 8h às 17h, é o 5704-8048, e o endereço é Estrada Particular dos Remédios, nº 2.764, Bairro dos Remédios.


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