Golfinhos são explorados como pranchas de surf em atração turística

Por Rafaela Damasceno

Investigação descobre que animais são forçados a exibir comportamentos antinaturais e participar de atrações humilhantes, forçados a aprender truques que resultam em uma vida toda de sofrimento. Elefantes são forçados a jogar basquete em um zoológico, golfinhos são utilizados como pranchas de surf (o que prejudica suas colunas), chimpanzés são obrigados a andar de moto etc.

Elefantes jogando basquete

Foto: WAZA

Pesquisadores da Fundação Mundial de Proteção Animal e da Change for Animals descobriram irregularidades em instalações que são membros da Associação Mundial de Zoológicos e Aquários (WAZA), que foi criada com o objetivo de incentivar e apoiar o bem-estar animal.

“O que pode ser visto como uma simples atividade agradável para uma família, significa uma vida toda de sofrimento para esses animais”, afirmou o Dr. Neil D’Cruze, conselheiro da vida selvagem da World Animal Protection.

A investigação descobriu que, dos 1.200 membros da WAZA, 75% possuíam alguma atração ou atividade prejudiciais para os animais envolvidos. Os pesquisadores orientam os visitantes a reconsiderar sua ida a lugares onde ocorrem práticas irresponsáveis e cruéis contra os animais.

Os investigadores descobriram que, no começo deste ano, um bebê elefante desnutrido foi forçado a performar danças sob ameaças em um zoológico tailandês. Imagens gravadas mostraram o filhote acorrentado e sugando sua tromba repetidamente, em sinal de aflição. Um mês depois da criação de uma petição para salvá-lo, o elefante de 3 anos morreu de uma infecção que nunca foi tratada.


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Aquários e zoos forçam animais a reproduzir comportamentos humilhantes e antinaturais

Por Rafaela Damasceno

Ativistas em defesa dos direitos animais vêm criticando zoológicos que obrigam os animais a participarem de apresentações humilhantes e não naturais – isso inclui forçar leões e tigres a performarem em atrações ao estilo “gladiador”.

Leão forçado a performar em atração de gladiador

Foto: World Animal Potection

As ONG’s World Animal Protection (Proteção Mundial dos Animais) e a Change for Animals Foundation (Fundação para Mudança dos Animais) investigaram instituições que são direta ou indiretamente ligadas a Associação Mundial de Zoológicos e Aquários (WAZA), uma organização que oferece critérios de direitos animais aos seus membros.

Esses critérios afirmam que todos os membros da organização não devem envolver animais em shows, exibições, ou experiências interativas em que eles são obrigados a exibirem comportamentos humilhantes e não naturais. Infelizmente, algumas instituições parecem estar violando esses critérios.

Audrey Mealia, diretora da World Animal Protection, comunicou que ver animais silvestres sendo explorados para o entretenimento público é como assistir um show de horrores. A pesquisa feita, segundo ela, deixa claro que a WAZA precisa urgentemente agir para que as atrações cruéis parem de existir. “Os turistas que visitam os lugares ligados a WAZA deveriam ter certeza de que não estão apoiando um lugar que maltrata os animais. Infelizmente, hoje em dia esse não é o caso”, afirmou.

A pesquisa destacou, dentre todos os lugares, o SeaWorld de San Antonio, no estado do Texas, Estados Unidos. De acordo com o relatório elaborado, os golfinhos do parque são obrigados a dançarem break, forçando suas caudas e pressionando seus corpos de uma maneira antinatural.

Os golfinhos também foram treinados para pularem da água até a praia, servindo como decorações para as fotos dos turistas. Isso pode causar ferimentos como arranhões ou até mesmo coisas mais sérias, como a destruição de órgãos internos. Os mamíferos ainda são mantidos em pequenos tanques, sem muito espaço para nadar.

Nesta mesma instalação do SeaWorld, baleias belugas foram forçadas a servir de montaria para seres humanos e orcas foram treinadas para jogar bola.

“É preocupante que em 2019 ainda existam lugares como o SeaWorld, que impõe esse nível de sofrimento aos animais silvestres e chama de entretenimento”, disse Alesia Soltanpanah, diretora executiva da World Animal Protection, em um comunicado.

Ela também expôs o fato de que todos os maus-tratos são travestidos de conservação. “Essas atrações humilhantes não são naturais e levam a uma vida toda de sofrimento. Elas não deveriam ter lugar em nenhum zoológico ou aquário enquanto se escondem sob o rótulo de ‘conservação’. Não é conservação prender animais em tanques pequenos e forçá-los a performar todos os dias. O nome disso é ‘crueldade’”, concluiu.

As investigações também descobriram diversos zoológicos ligados a WAZA forçando os animais a situações cruéis. Os fatos incluem leões e tigres obrigados a performarem em espetáculos ao estilo gladiador; golfinhos sendo usados como pranchas de surf; focas forçadas a lutar com sabres de luz (recriando cenas de Star Wars – Guerra nas Estrelas); elefantes jogando basquete; chimpanzés usando fraldas e dirigindo motos.

Os responsáveis pela pesquisa explicam que todas as atrações exigiram formas extremamente cruéis de treinamento.

“Essas atividades ridículas representam uma ameaça aos animais envolvidos. Normalmente essas atrações envolvem treinamentos severos e todo o conjunto pode causar um forte estresse e lesões”, afirmou Harry Eckman, diretor da Change for Animals Foundation.


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Macacos transportados em ônibus são salvos após choro de um deles alertar a polícia

Três filhos de macaco-prego foram resgatados pela Polícia Rodoviária após o choro de um deles alertar os agentes. Os animais eram transportados em um ônibus, no qual estavam também 143 aves, sendo 126 pássaros-curiós, dez pássaros-preto e sete patativas. O crime ambiental foi descoberto durante uma ação de fiscalização. O ônibus foi parado pelos policiais na base da corporação em Santa Rita do Passa Quatro (SP), no domingo (28).

Foto: Reprodução/EPTV

Os macacos estavam confinados em uma caixa de madeira embaixo de um dos bancos de passageiro do ônibus. As aves foram colocadas em gaiolas de madeira apertadas e improvisadas. Todos os animais foram encontrados em condições de maus-tratos. As informações são do G1.

Um homem foi detido durante a operação e recebeu uma multa, aplicada pela Polícia Ambiental, de R$ 542,5 mil por maus-tratos e transporte ilegal de animais silvestres.

O ônibus saiu de São Luís, no Maranhão, com destino a São Paulo e foi parado na Rodovia Anhanguera (SP-330) durante a operação “Ônibus Pontual”. O homem que foi detido já era procurado por crime ambiental. Ele foi levado para a delegacia de Porto Ferreira e, após prestar depoimento, ficou preso no Centro de Triagem de São Carlos.

Os macacos foram levados para a base da Polícia Ambiental em São Carlos para passar por avaliação veterinária. Já as aves puderam retornar à liberdade e foram soltas no Parque Estadual de Porto Ferreira.

Foto: Felipe Lazzarotto/EPTV


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Autoridades apreendem 1,2 tonelada de escama de pangolim na Turquia

Autoridades confiscaram 1,2 tonelada de escama de pangolim no aeroporto de Istambul, na Turquia, segundo o  Ministério de Comércio do país.

O crime só foi descoberto porque agentes da alfandega suspeitaram dos itens que eram levados no aeroporto classificados como “osso”. As escamas de pangolim, animal protegido por lei, estavam dentro de pacotes.

Maria Diekmann/Flickr

Estima-se que as escamas valem no mercado turco 8,5 milhões de liras, o correspondente a US$ 1,4 milhão. No mercado asiático elas poderiam ser vendidas por até US$ 3 milhões, de acordo com nota do Ministério.

Mesmo sem qualquer comprovação científica sobre a eficácia das escamas, elas são traficadas para serem usadas em remédios. No entanto, com a redução das populações asiáticas desse animal, o tráfico tem sido direcionado cada vez mais às espécies africanas. As informações são da agência EFE.

É preciso tirar a vida de cerca de 1,8 mil pangolins para se obter uma tonelada de escamas. Dados indicam que aproximadamente 68 toneladas foram exportadas desde a África apenas em 2017.

O pangolim é um mamífero que se alimenta principalmente de formigas. Coberto de escamas, esse animal habita grande parte da Ásia, havendo populações da espécie da China e Índia até a Indonésia. Da Guiné até a África do Sul, no continente africano, também é possível encontrar pangolins.

Das oito espécies conhecidas, as quatro que têm origem asiática estão sob ameaça de extinção ou criticamente ameaçadas. As quatro africanas são consideradas vulneráveis. Os dados são da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

Entre 2000 e 2016, um milhão de pangolins foram traficados. A espécie é a mais traficada do mundo.


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Mais de 130 mil animais vivem em situação de rua em Fortaleza (CE)

Estimativas da Coordenadoria Especial de Proteção e Bem-Estar Animal (Coepa) de Fortaleza (CE) indicam que 132 mil animais, entre cachorros e gatos, vivem em situação de rua na cidade. Outros 425 mil têm lares.

Foto: Thiago Gadelha

“Quem abandona os animais são os tutores que não levam para vacinar ou para consulta. Quando o animal envelhece, adoece ou procria, eles abandonam”, analisa a titular da Coepa, Toinha Rocha, em entrevista ao jornal Diário do Nordeste.

Segundo ela, dentre os locais onde esses animais vivem, em situação de total negligência, estão universidades, cemitérios e lagoas como a da Parangaba e da Messejana.

De acordo com Heloísa Andrade, moradora do bairro Vila Velha, basta colocar ração em um pote na rua que “aparecem vários animais, que não são cuidados”. Abrigos são feitos por moradores comovidos com o sofrimento dos animais. No entanto, outros se incomodam com as casinhas colocadas nas calçadas – embora elas não atrapalhem em nada no dia a dia das pessoas. No entanto, os que se solidarizam, segundo Heloísa, fazem o que podem, inclusive alimentando e oferecendo água aos animais usando parte de seus orçamentos pessoais.

“A solução que eu acho que deveria ter é a construção de espaços que possam receber esses animais e aumentar as castrações”, aponta.

Crimes contra a natureza

Fortaleza dispõe, há quase um ano, de uma Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). De acordo com o titular da unidade, o delegado Hugo Linard, “o abandono de animais pode repercutir no âmbito penal. A Lei de Crimes Ambientais, no artigo 32, prevê duas condutas de maus-tratos”, detalha.

As denúncias, segundo Linard, podem ser feitas de maneira presencial ou encaminhadas, anonimamente, por telefone ou e-mail. O próximo passo é executado por uma equipe da delegacia, que apura a informação e, caso necessário, encaminha à Justiça. Os profissionais da equipe, de acordo com o delegado, recebem formação ambiental e contam, inclusive, com biólogos.

O delegado considera que o abandono animal precisa ser uma preocupação da sociedade e tem que abranger vários setores, desde a saúde pública até o trânsito, já que o atropelamento de um animal pode não só feri-lo ou matá-lo, como prejudicar também o motorista do veículo.

“Quem se propõe a cuidar de um animal tem de estar ciente das suas necessidades”, ressalta Linard.

Programa de castração

Aproximadamente 4 mil animais foram castrados, entre junho de 2018 e julho deste ano, pelo VetMóvel, da Prefeitura de Fortaleza. Trata-se de um caminhão que, além da castração, faz vacinação, palestras e campanhas de adoção em bairros da cidade.

“Todos os dias surgem novos pontos de abandono. Tem de ter educação e fiscalização”, finaliza Toinha Rocha.


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Cachorro encontrado agonizando em casa vazia morre após ser resgatado

Um cachorro morreu após ser resgatado pela Polícia Militar Ambiental em Cassilândia, no Mato Grosso do Sul. Ele foi deixado em uma casa vazia pela tutora, que estava viajando, junto de um papagaio. Os dois animais estavam sem água e alimento e foram resgatados no sábado (28). Devido ao estado grave do cão, que estava agonizando quando foi encontrado pelos policiais, não foi possível garantir sua sobrevivência.

Foto: Pixabay

A mulher, de 28 anos, foi multada em R$ 6 mil e autuada pelos crimes de maus-tratos a animais, com pena de três meses a um ano de detenção, e de cativeiro de animal silvestre, com pena de seis meses a um ano de detenção. As informações são do G1.

O caso foi descoberto após a polícia receber uma denúncia, feita por uma ONG de proteção animal, que relatou aos agentes que um cão estava debilitado, sem água e sem alimento em uma casa da cidade. Ao chegar no local indicado, os militares confirmaram a denúncia. Eles encontraram o cachorro deitado no chão, extremamente fraco, agonizando em meio a fezes, num ambiente insalubre.

O papagaio estava em uma área dos fundos da casa, também sem água e alimento. Ele foi resgatado e ficou sob a responsabilidade do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), com sede em Campo Grande. O cão também chegou a ser resgatado, mas morreu, devido à desnutrição, logo ao chegar em uma clínica veterinária.

Foto: Divulgação/PMA


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Animais aprisionados em zoológico de hotel desativado sobrevivem graças a voluntários

Mais de 200 animais que vivem em cativeiro no zoológico do Tropical Hotel, em Manaus (AM), são alimentados com a ajuda de voluntários. O hotel fechou as portas em maio, por conta de dívidas trabalhistas e com a concessionário de energia elétrica. Ainda não há destino certo para o local, que seria leiloado na quinta-feira (25).

Foto: Reprodução / JAM / Rede Amazônica / G1

Ao todo, são 230 animais, entre macacos, caititus, quatis e araras, para alimentar todos os dias. Uma onça pintada chamada Manoel é um dos animais que vivem em um cativeiro no zoológico do Tropical Hotel há cinco anos. Ele come, em média, 15 kg de carne por dia.

A alimentação de todos os animais que ainda estão no zoológico é mantida com a ajuda de voluntários. Segundo o Tropical Hotel, os voluntários buscam a sobrevivência dos animais, até que um novo local seja encontrado.

“Em princípio, não temos muito o que fazer. Temos que lutar para manter esses animais vivos, porque estão sob nossa responsabilidade. É um termo de adoção. Já tentamos até devolvê-los pra o Ibama, mas eles também não tem espaço para receber os animais”, informou um membro da equipe de comunicação do hotel.

Leilão suspenso

O Tropical Hotel havia sido colocado em leilão. Porém, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11) suspendeu o leilão do hotel, na quarta-feira (24). Ele seria leiloado na quinta-feira (25).

Segundo informações do órgão, a suspensão aconteceu por divergência entre o valor inicial de arremate (R$ 60 milhões) e a avaliação de mercado (R$ 300 milhões).

Nota da Redação: zoológicos são prisões de animais inocentes que deveriam viver em liberdade, desfrutando da vida na natureza, ou em santuários, no caso daqueles que não têm condições de sobreviver no habitat. Trancafiá-los em zoológicos, expondo-os como objetos para os visitantes, é uma prática cruel que desrespeita a condição de sujeito de direito e ser senciente de cada um deles.

Fonte: G1


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Autoridades apreendem 125 kg de chifres de rinoceronte no Vietnã

Autoridades do Vietnã apreenderam 125 quilos de chifres de rinoceronte. Pelo menos 55 peças foram encontradas após serem escondidas em gesso no Aeroporto Noi Bai, de Hanói. A apreensão foi feita na última quinta-feira (25), mas o caso só foi divulgado neste domingo (28).

Foto: Reprodução / Pixabay / Ilustrativa

“Precisamos de metade do dia para tirá-los de onde estavam escondidos”, disse uma fonte de segurança à AFP.

No mesmo dia em que os chifres foram encontrados, três pessoas foram presas por envolvimento num caso em que corpos congelados de tigre foram localizados em um veículo parado em um estacionamento.

Partes de animais silvestres, como chifres de rinoceronte e de elefante, são vendidas dentro do Vietnã e enviadas para a China. Os produtos costumam ser usados, em muitos casos, na medicina tradicional. Não há, no entanto, nenhum estudo científico que comprove qualquer benefício dessa prática cruel que tira a vida de inúmeros animais.

As autoridades vietnamitas lutam contra o tráfico de partes de animais, mas o comércio, que chega a lucrar até 60 mil dólares por quilo de chifre, persiste.


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Congresso americano aprova lei que proíbe técnica “soring” para cavalos

Foto: Livenkindly

Foto: Livenkindly

O fim da técnica “soring” utilizada para estimular cavalos artificialmente em corridas, apresentações e desfiles onde são covardemente explorados, se aproxima na medida em que a Câmara dos Representantes Americana acaba de aprovar um projeto de lei que acaba com a prática cruel.

A Lei de Prevenção de Todas as Táticas de “Soring” (PAST) (H.R. 693) foi aprovada por 333 a 96 votos bipartidários, informou a ONG Humane Society (HSUS) dos Estados Unidos.

O que é “soring” de cavalos?

A cruel e desumana técnica de “soring” é usada em cavalos explorados em corridas, para “melhorar” seu desempenho, e também em cavalos que são obrigados a desfilar em exposições e eventos públicos, para que marchem de forma antinatural.

Foto: HSUS

Foto: HSUS

Esse método cria uma forma de caminhar antinatural chamada de “grande lambida”. Materiais corrosivos são aplicados nas pernas do cavalo. As pernas dos animais são então embrulhadas por dias com correntes ao redor dos membros aplicadas para criar dor quando os cavalos pisam. Isso os força a adotar a marcha usada nos desfiles.

Entre as práticas, outra particularmente cruel a “calçada de pressão”. Nessa técnica o casco do cavalo é quase todo cortado, chegando até a parte sensível (carne) do animal. O treinador pode então atolar objetos duros no casco ou forçá-lo a usar esses objetos (ferraduras de pressão), o que causa nos animais uma dor excruciante.

“Stewarding” é outra prática comum: batidas e tratamentos de choque forçam os cavalos a se levantarem (empinar) enquanto estão com dor. Os métodos também forçam os cavalos a não recuar durante a inspeção (competições).

O Congresso tomou medidas para proibir o “soring” de cavalos na década de 1970 através da aprovação da Lei de Proteção aos Cavalos. Mas o subfinanciamento e a pressão de especialistas internos dificultaram a execução. Não há orçamento suficiente para enviar inspetores a todos os shows de cavalos. Investigações secretas da HSUS mostram que a soring ainda está viva e atuante em todo o Tennessee, Kentucky e outros estados do sudeste americano.

“Como resultado, eles instituíram um sistema que permite às organizações de cavalos (HIOs) treinar e licenciar seus próprios inspetores, conhecidos como DQPs (Pessoas qualificadas designadas) para examinar cavalos em busca de sinais de soring”, escreve HSUS.

“Com a exceção de alguns que estão comprometidos em acabar com a “soring”, a maioria dos HIOs é formada por especialistas do setor que têm uma participação clara na preservação do status quo”.

O PAST Act aproximaria as brechas que permitiram que a utilização da “soring” de cavalos continuasse por mais de 50 anos. O projeto de lei que agora tramita no senado tem atualmente 41 co-patrocinadores.

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Wallabies são atingidos por flechas na Tasmânia

Por Rafaela Damasceno

Dois wallabies foram atacados com um arco e flecha na Tasmânia, Austrália. Um deles se afogou e morreu, o outro foi encontrado a 25 km de distância, com uma flecha na cabeça. O Santuário da Vida Selvagem de Bonorong está oferecendo mil dólares (3.750 reais) para qualquer pessoa que tenha alguma informação sobre o ocorrido.

Um dos wallabies machucados na água, com uma flecha nas costas

Foto: Bonorong Wildlife Sanctuary

Greg Irons, o diretor do santuário, criticou o caçador (ou caçadores) pela prática cruel. “Como alguém pode fazer isso por diversão é algo que está além da minha compreensão”, afirmou à ABC. Segundo ele, mesmo as pessoas que são pegas em flagrante no crime não costumam receber punições sérias.

De acordo com o Departamento de Indústrias Primárias, Parques, Água e Meio Ambiente (DPIPWE), a caça com arco é ilegal dentro da Tasmânia com o objetivo de capturar vida selvagem. A Austrália está investigando os ataques.

Todos os danos causados à vida selvagem são considerados extremamente sérios pelo DPIPWE, com multas de até 50.400 dólares (189 mil reais) ou uma sentença máxima de um ano na prisão.

O Departamento encorajou os habitantes da Tasmânia a entrarem em contato se tiverem qualquer informação sobre os ataques, lembrando que as denúncias são anônimas.

Wallaby é uma designação dada a várias espécies de marsupiais que são menores que os cangurus. Atualmente a maior ameaça destes animais é a caça para a obtenção de suas peles para produção de vestimentas e acessórios. Na Tasmânia, existem duas espécies: wallaby-de-bennet e pademelon.


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