A Justiça de Mato Grosso proibiu a realização de provas de laço com animais em um evento que acontece até o próximo domingo (2) em Cuiabá. A decisão atende a um pedido formulado pelo Ministério Público Estadual (MPE).
Foto: Rogério Aderbal
Em caso, de descumprimento, os organizadores devem pagar multa de R$ 5 mil por dia.
Como argumento para pedir a proibição, o MPE apontou os maus-tratos aos animais que participam das provas.
A constatação baseia-se em estudos científicos e técnicos realizados em todo o país. As provas em laço envolvem diversas modalidades, onde o objetivo é imobilizar o animal por meio do laço.
A Polícia Ambiental acompanha o caso para garantir que a decisão judicial seja respeitada.
Doze animais, sendo 11 gatos e um cachorro, foram encontrados mortos no condomínio Jardim Botânico, na região do Coxipó, em Cuiabá (MT). O caso foi denunciado à Polícia Civil, na segunda-feira (6), por moradores que suspeitam de envenenamento.
Foto: Jenifer Gonçalves/Arquivo pessoal
A ativista Jenifer Gonçalves conta que a morte de animais é comum no local. Ela reforça, porém, que antes os casos eram mais esporádicos e agora estão acontecendo de forma mais frequente.
“A semelhança entre os casos é que todos os animais são encontrados mortos no mesmo local ou próximo”, afirmou Jenifer ao G1.
O tutor do cachorro que morreu contou que o animal passou mal após ingerir algo que estava próximo ao meio-fio. Ele foi socorrido, mas não resistiu. Na clínica, foi comprovada a ingestão de substância tóxica.
“Não conseguimos comprovar que substância é essa, porque não há exames disponíveis no estado, mas diante das evidências e da forma como são encontrados, suspeitamos que estejam sendo envenenados”, explicou ela.
Os moradores afirmam que todos os animais encontrados mortos apresentam as mesmas características: baba na boca e corpo inchado. As regras do condomínio permitem que os moradores criem animais e que eles circulem pelo local.
Após os moradores efetivarem denúncia, a polícia informou que irá investigar o caso.
Uma tatuadora arrecadou 700 kg de ração em dois meses de uma campanha feita para ajudar uma ONG de animais abandonados. A campanha continua e Rayza Peralta oferece duas tatuagens, uma no valor de R$ 90 com qualquer quantidade de ração, e a segunda é feita gratuitamente caso sejam doados 6 kg de ração para cães ou gatos. A ONG beneficiada, de Cuiabá (MT), é a Organização para Proteção ao Meio Ambiente e aos Animais (OPAA).
Foto: Rayza Peralta/ Arquivo pessoal
Foram mais de 100 tatuagens feitas entre março e abril, na campanha. A vontade das pessoas em contribuir com a causa surpreendeu a tatuadora. “Fiquei muito feliz e animada e, mais ainda, em ajudar e ver que tem muita gente disposta a ajudar’”, disse.
A ideia de criar a campanha surgiu após Rayza assistir uma reportagem sobre animais abandonados. O objetivo do projeto da tatuadora é ajudar os animais e dar visibilidade para a adoção. As informações são do G1.
Com a campanha, Rayza não só arrecadou ração, como conseguiu que alguns animais da ONG fossem adotados. Segundo ela, o sucesso do projeto tem motivado outros tatuadores a fazerem o mesmo.
De acordo com a tatuadora, um festival de adoção em parceria com a ONG está sendo planejado e deve ser realizado no segundo semestre. A campanha das tatuagens continuará durante todo o ano, com etapas de fechamento bimestrais, para que possa ser feito um controle de arrecadação e atendimentos.
Foto: Rayza Peralta/ Arquivo pessoal
Os próximos agendamentos de tatuagens devem ser feitos a partir de 20 de abril. Os trabalhos serão feitos, através do projeto, em maio e junho.
A tatuagem oferecida segue um padrão de 7 cm de tamanho para frases ou palavras, com traços finos, ou desenhos minimalistas com coloração preta. A segunda tatuagem, gratuita em caso de doação de 6 kg de ração, poderá ser feita em outra pessoa.
O estúdio de tatuagem de Rayza fica na rua Botafogo, no bairro Jardim Guanabara, em Cuiabá. A Organização para Proteção ao Meio Ambiente e aos Animais (OPAA) foi fundada há 6 anos e mantém atualmente cerca de 200 animais.
Sete filhotes de capivara e aproximadamente 20 gatos foram encontrados mortos no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. ONGs de proteção animal suspeitam de envenenamento.
(Foto: Pixabay / Ilustrativa)
A universidade publicou nota por meio da qual repudiou casos de maus-tratos a animais e afirmou que está aberto ao diálogo com todos os setores para buscar soluções para o problema. As informações são do G1.
“As denúncias recebidas pela UFMT são transformadas em processo e, a partir do empenho de suas unidades administrativas, apuradas”, diz a UFMT.
O campus da UFMT é foco não só de mortes de animais, possivelmente envenenados, mas também de abandono. Em períodos de feriados prolongados, como o carnaval, o abandono de gatos aumenta no local.
Estimativas de ONGs e protetores indicam que existam entre 700 e 800 gatos vivendo em situação de abandono no campus atualmente. Número que tende a aumentar cada vez mais, já que muitos deles não são castrados e, por isso, acabam se reproduzindo. Além do abandono, que não para de ocorrer.
Diretora do projeto Lunnar, Yedda Fonseca Vivela afirmou que a entidade sente falta do apoio da universidade no trabalho de resgate e ajuda aos animais abandonados, já que a instituição possui um hospital universitário que poderia ser usado em prol desses animais. A ONG se sustenta com a ajuda da sociedade e a partir da venda de frascos de desodorante recolhidos pelos membros.
Seis gatos foram encontrados mortos na última semana no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O caso foi denunciado por protetores de animais ligados ao Projeto Luta e União de Amigos para Animais em Risco (Lunaar), que cobrou um posicionamento da universidade.
(Foto: Reprodução / Olhar Direto)
A protetora Susielene Rodrigues Monteiro contou que não havia registros de envenenamento de animais na universidade desde o ano passado. “Isso já tinha parado de acontecer, mas só essa semana já encontramos seis gatos mortos lá no campus. As pessoas têm que saber que isso está acontecendo, são animais que estão sendo maltratados e mortos na UFMT. Gastamos em torno de R$ 2 mil por mês com ração e sabemos que tem gente lá dentro jogando as rações fora e olhando feio para os protetores que vão lá para ajudar os animais”, afirma.
Imagens feitas pelos protetores registraram corpos de gatos mortos no local. “No ano passado fizemos manifesto contra o envenenamento e inclusive pedimos uma ação da universidade em prol desses animais. Ação para tentar alimentar e castrar esses animais, ações em prol da adoção, contra o abandono e contra o envenenamento, mas não tivemos respostas, a reitora não quis se reunir conosco”, diz. As informações são do portal Olhar Direto.
Além dos casos de envenenamento e maus-tratos, muitos animais são abandonados na universidade, segundo a protetora. Na última semana, uma caixa com filhotes de gato foi deixada no local. “Diversos gatinhos recém-nascidos são abandonados lá, muitos morrem de fome por não terem a mãe para amamentar, é um desespero. Os que são abandonados junto com a mãe muitas vezes morrem atacados por gatos machos. Ficam na chuva, passam frio, é desesperador”, conta.
“Eles não fazem mal para ninguém, são abandonados lá, passam fome e sede, não merecem morrer. As pessoas precisam ter mais compaixão com os animais que não pediram para estar lá, essa gatinha preta que morreu envenenada era um amor, super dócil”, lamenta.
Além dos gatos mortos, a protetora lembrou que dois filhotes de capivara também foram encontrados sem vida na universidade. A suspeita é de que os animais tenham ingerido veneno. “É muito triste, olha essa mãe do lado do filhote morto. As pessoas precisam saber que isso está acontecendo e fazer alguma coisa, isso não pode continuar assim”, afirma.
A universidade se pronunciou sobre o caso e afirmou que as denúncias sobre crimes de maus-tratos contra animais dentro do campus serão apuradas. Confira a nota na íntegra:
“A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) repudia quaisquer atos de maus tratos aos animais, que se configuram crimes, com pena de detenção e multa previstas em lei, e devem ser denunciados às autoridades competentes. As denúncias recebidas pela UFMT são transformadas em processo e, a partir do empenho de suas unidades administrativas, apuradas.
A Universidade também discute a temática, visando a promover conscientização e reduzir as ocorrências de violência, de qualquer espécie, contra animais. Como foi o caso da realização da palestra “Manejo de animais abandonados em campi universitários: o que fazer?”, ministrada por especialista convidado pela UFMT, que teve por objetivo ampliar a discussão e envolver a sociedade em geral nessa luta que é de todos. O referido evento foi resultado de grande mobilização da comunidade universitária, incluindo a Administração, o Hospital Veterinário (Hovet) da Faculdade de Medicina Veterinária, entidades e militantes de defesa dos animais.
A UFMT segue aberta ao diálogo com todos os setores – poder público, comunidade acadêmica e entidades não-governamentais – para buscar soluções para o abandono de animais no Câmpus de Cuiabá, uma vez que, além de um problema de responsabilidade social, é de saúde pública. Além disso, a Instituição pede a colaboração de todos para denunciar os maus tratos.”
Cachorros e gatos em busca de novos lares participaram de um ensaio fotográfico em Cuiabá, no Mato Grosso. As fotos foram produzidas no sábado (16) por dois professores e uma estudante universitária, em parceria com a ONG Cão Cuidado Cão Amor. O objetivo é facilitar a adoção dos animais.
Foto: ONG Cão Cuidado Cão Amor/ Divulgação
O projeto foi idealizado pelos professores do curso de fotojornalismo, Rogério Florentino Pereira e Vinicius Appolari, e contou com a participação da aluno do curso Vitória Sobral. As informações são do portal G1.
A ideia é, por meio da divulgação do curso de fotografia da instituição, ajudar a entidade a doar os cães e gatos. A sessão fotográfica durou quatro horas, produziu aproximadamente 200 fotos e cerca de 15 animais foram fotografados.
De acordo com Rogério, os direitos autorais das imagens serão cedidos à ONG para divulgação dos animais.
A fundadora da entidade, Ângela Furtado, elogiou o projeto e disse que ele contribui para divulgar os cachorros e gatos que estão à espera de um lar.
A ONG Cão Cuidado Cão Amor foi fundada há seis anos por Ângela, que é professora. O local abriga 200 gatos e 80 cachorros. A entidade já resgatou cerca de 600 animais e conseguiu adoção para mais de 300 desde a fundação.
Um projeto de lei criado pela Prefeitura de Cuiabá, Mato Grosso, e divulgado na última sexta-feira (11) prevê aplicar recursos financeiros em programas de proteção aos animais. O Fundo de Bem Estar Animal (Funbea) será custeado, a princípio, pela própria prefeitura.
Foto: Mídia News
No entanto, segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Juarez Samaniego, o projeto deve ser ampliado e o dinheiro aplicado no Funbea passará a ser uma contribuição da população aplicado nas contas de luz, água, IPTU, entre outras.
“A partir da ampliação do projeto, que ainda não tem uma data prevista, não será mais necessário tirar dinheiro do fundo geral da prefeitura, pois o dinheiro arrecadado com a população será destinado diretamente ao Funbea”,
Para receber a ajuda do projeto, as ONGs de proteção animal devem procurar a diretoria do Bem Estar Animal e provar a legalidade da instituição. Além disso, Juarez disse que será feita uma avaliação de quantos animais a ONG possui e quais são as necessidades.
“Pode ser que uma ONG receba uma ajuda mensal com um valor mais alto que outra. Isso vai depender da necessidade e da quantidade de animais que o local possui”, ressaltou.
O projeto prevê ainda que o dinheiro do fundo possa ser utilizado para custear ações de controle e fiscalização de planos, programas e projetos especificamente voltados às políticas públicas em prol dos animais.