Cães são resgatados após passarem fome a ponto de praticar canibalismo

A Polícia Ambiental resgatou seis cachorros em Pirassununga (SP) nesta terça-feira (13). Os animais estavam debilitados por falta de alimentação e viviam em uma casa no Jardim Margarida. O tutor foi multado em R$ 24 mil.

Foto: Polícia Ambiental/Divulgação

O caso foi descoberto após denúncia. Ao chegar no imóvel, a polícia descobriu que dois filhotes foram comidos pelos outros animais tamanha era a fome que sentiam. As informações são do G1.

O tutor alegou, de acordo com a polícia, que está desempregado, vive de bicos e só alimentava os cachorros à noite. Disse também que tentou doar os filhotes, mas não teve êxito.

Os seis cachorros foram resgatados e encaminhados para uma clínica veterinária.


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Prefeitura de Vilhena (RO) resgata corujas raramente encontradas na região

Seis filhotes de coruja da espécie suindara, conhecida popularmente como coruja-das-torres ou coruja-de-igreja, foram encontrados dentro de uma caixa d’água na área rural da cidade de Vilhena, em Rondônia. A espécie é considerada rara na região.

Foto: Reprodução/Rede Amazônica

As aves estão sob os cuidados do veterinário Luiz Gustavo, da Secretaria de Meio Ambiente. Elas foram encontradas após a caixa d’água ser levada para a cidade para manutenção. Quando o objeto foi aberto, os responsáveis pela limpeza se depararam com as duas ninhadas de corujas.

A suindara, quando adulta, é conhecida por ter um disco facial em forma de coração. De beleza exuberante, as corujas chamam atenção por onde passam. Os filhotes resgatados devem crescer até 35 centímetros. As informações são do portal G1.

De acordo com o biólogo Thiago Baldine, quando estiverem preparadas para a soltura, as corujas serão devolvidas à natureza.

Animais silvestres só devem ser resgatados se estiverem em situação de risco e o resgate só deve ser feito por equipe especializada. Ao encontrar animais precisando de ajuda, deve-se acionar o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Militar Ambiental.


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Projeto voluntário garante qualidade de vida a animais abandonados

Há pouco mais de um ano, o estudante do 6º período do curso de medicina veterinária João Sarmanho, 33, começou a realizar um sonho: o de salvar a vida de animais em situação de rua, que são os que mais precisam de ajuda, principalmente quando sofrem algum acidente.

Foto: Reprodução / Amazonas1

Atualmente, como estagiário da clínica PetHouse, que fica no Parque 10, zona Centro-Sul em Manaus (AM), o estudante desenvolve um projeto voluntário cujo foco é a proteção de animais em estado de total vulnerabilidade.

O projeto ‘Protetor dos Animais’ funciona com uma equipe de profissionais qualificados e que toparam o desafio feito por João. O veterinário ortopedista, Dr. Marcio Nunes, o anestesista Diogo Costa, a médica veterinária, Steffany Mourão e mais alguns estudantes do curso de medicina veterinária participam do projeto de forma voluntária e ainda informam que é fácil colaborar.

“A causa principal do projeto é a proteção do animal em situação de rua que não tem acesso aos procedimentos médicos-veterinários. Se o animal sofre algum acidente e alguém vê e o socorre, nós oferecemos ajuda com um trabalho voluntário, realizando vaquinhas online”, destaca o estudante.

O estudante conta que o projeto conseguiu uma parceria com a Delegacia do Meio Ambiente (Dema), que ajuda a conscientizar a população para que não machuquem os animais, e na realização do Boletim de Ocorrência (BO) contra atos de maus-tratos aos animais.

Prestação de Contas

O projeto, além de oferecer qualidade no serviço de proteção aos animais, é realizado com total transparência, pois, segundo João, garante mais segurança aqueles que querem ajudar, mas que não se sentem seguros na hora de realizar alguma transferência bancária ou ajuda em dinheiro.

“A prestação de contas é uma questão muito importante em nossos projetos, pois é por meio dela que conseguimos conquistar a confiança de quem nos oferece ajuda. Funciona da seguinte forma: um animal precisa de ajuda e tem que realizar uma cirurgia, então vamos às redes sociais fazer uma vaquinha; deixamos a conta bancária à disposição para quem quiser nos ajudar. Feito isso e conquistado a meta de arrecadação, realizamos a cirurgia do animal e todos os gastos que tivemos passamos a informar com notas fiscais que comprovem o valor”, relata o estudante que diz que muitas vezes é preciso tirar do próprio bolso para tentar salvar a vida de um animal.

Banho legal

A preocupação com o animal abandonado não envolve somente a questão de abandono, como também o bem-estar. Para isso, o projeto Banho Legal é desenvolvido pelo estudante em parceria com a distribuidora de shampoo Batistella, que beneficia animais em situação de rua.

“O Banho Legal é um projeto que visa os animais com problema de pele, principalmente os que vivem em locais próximos a feiras, como uma forma de evitar a proliferação de doenças infectobacteriosas”, disse o estudante que também planeja ir à luta para que os animais tenham acesso a vacinas contra doenças virais.

“Trabalhar com os animais é a realização de um sonho”

O veterinário ortopedista, Dr. Marcio Nunes, que é responsável técnico da clínica veterinária PetHouse, relembra a importância que a causa voluntária representa, principalmente se tratando de animais abandonados, que não costumam ter o que comer.

Para o veterinário, o trabalho precisa ser de qualidade. “Os animais em situação de rua necessitam e precisam de um serviço com qualidade. Não é aquele que é feito de qualquer jeito só porque é um animal abandonado. Eles merecem tratamento igual aos outros e é por isso que prezamos”, disse.

Marcio, que também é professor universitário na Universidade Nilton Lins, enfatiza como é gratificante quando ele vê um animal com o estado de saúde melhor depois de uma cirurgia sua ou por simplesmente ter sido medicado por ele e sua equipe.

“Eu sempre quis isso na minha vida toda. Se eu não puder estar oferecendo um serviço de qualidade e de bem-estar para o animal, eu não deveria estar nesta profissão. Estar ajudando eles é o que mais me motiva. Fazer um animalzinho voltar a andar através do meu trabalho é uma realização”, finalizou.

Fonte: Amazonas1


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OAB-AL constata que animais da ONG Pata Voluntária existem e estão recebendo cuidados

Membros da Comissão de Bem Estar Animal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção Alagoas estiveram no abrigo da ONG Pata Voluntária, cujas fundadoras foram presas por suspeita de fraude, e constataram que há animais no local. Médicos veterinários voluntários estão prestando atendimento aos cerca de 200 cães e gatos. O abrigo fica no bairro do Trapiche, em Maceió (AL).

Foto: Reprodução/TV Gazeta

Os integrantes da OAB fizeram fotos e vídeos dos animais no abrigo para comprovar a existência deles. A entidade dispõe de dois abrigos, o segundo está vazio e foi apontado pelas proprietárias da ONG como o local onde um assalto aconteceu.

De acordo com a presidente da Comissão do Bem Estar Animal da OAB, Rosana Jambo, os animais existem. “Existem todos os animais citados. Existe um sistema com a contagem dos animais. Eu fiz várias fotos deles [dos animais]. São animais doentes, que estão sendo devidamente assistidos por médicos veterinários. Não apenas um, mas uma equipe de médicos veterinários, assistentes, funcionários. Eu perguntei sobre a necessidade desses animais. Eles não estão precisando de absolutamente nada, porque estão sendo devidamente mantidos com o que já tem. Mas vai precisar futuramente de pagamento de funcionários, de mais ração, de mais tratamentos. Existem tratamentos que foram interrompidos por conta dessa denúncia apurada pela polícia e hoje na Justiça. Então, vai ser preciso futuramente ajuda para esse abrigo. Eu espero, realmente, que tudo seja resolvido. Se houve crime, que elas paguem pelo crime, mas que os animais em nenhum momento sejam prejudicados pela ação de suas gestoras”, disse Rosana Jambo ao portal G1.

Uma médica veterinária, que preferiu não ser identificada, trabalha de maneira voluntária no abrigo da entidade há três anos. Ela contou que está vivendo momentos de muita aflição desde que as responsáveis pelo Pata Voluntária foram presas.

“A gente recebeu ameaças. Eu, particularmente, como prestadora de serviço também recebi ameaças. As pessoas estão muito revoltadas, indignadas com o acontecido, que é de se esperar. Mas as pessoas precisam entender que também fomos pegos de surpresa. Somos voluntários, prestadores de serviço. E a gente também não imaginava”, disse a veterinária.

De acordo com os delegados Fábio Costa e Leonam Pinheiro, algumas pessoas que fizeram doações à entidade e outras que fazem voluntariado no abrigo estão procurando a polícia. Costa e Pinheiro foram os responsáveis, junto com o delegado Thiago Prado, por prender as três mulheres.

“Essas pessoas estão sendo ouvidas. Até mesmo para tirar o vínculo de algumas que estavam somente de boa fé como voluntárias, mas não tinha acesso ao patrimônio, à gestão daquela ONG”, disse o delegado Leonam Pinheiro.

Doadores de fora do estado de Alagoas também procuraram a polícia. “Nós fomos procurados por um rapaz de São Paulo, que doou sozinho R$25 mil. Ele será ouvido lá mesmo em São Paulo. E através de carta precatória nós iremos colecionar o depoimento deste aos autos”, explicou o delegado Leonam.

“Nós estamos orientando as pessoas que se sentiram lesadas, prejudicadas, com essa situação, que através de um boletim de ocorrência noticiem essa situação e demonstre a pertinência das suas doações com esse suposto assalto”, concluiu o delegado.


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Tartaruga e gaivota são encontradas com objetos presos ao corpo em SP

Em menos de uma semana, dois animais marinhos foram encontrados com objetos presos ao corpo na região da Baixada Santista, no litoral do estado de São Paulo. Os casos, relacionados a uma tartaruga-cabeçuda e uma gaivota, foram registrados pelo Instituto Biopesca.

Foto: Kaio Nunes/Instituto Biopesca

O médico veterinário Rodrigo Valle afirmou ao G1 que, recentemente, a tartaruga foi encontrada em Mongaguá, com uma corda presa na boca por um fio grosso, que se estendia até seu trato gastrointestinal, e que a gaivota estava em Peruíbe com uma linha de pesca enroscada em sua pata esquerda, já praticamente decepada. Após ser examinada, a ave teve que ser submetida a um procedimento de amputação da pata.

“Tivemos registros de muitos casos desse tipo de interação causada pelas ações humanas, tanto de animais marinhos com resíduos presos aos corpos, como de casos de animais que ingerem esses lixos descartados nos oceanos”, explica Valle, que é coordenador geral do Instituto Biopesca.

Os objetos, segundo Valle, podem levar o animal à morte ou provocar impactos que o deixem mais vulnerável a doenças. Destinar o lixo de maneira correta, por parte da administração pública, é uma das maneiras de combater esse problema, de acordo com o especialista.

“O mais importante ainda é a mudança na conscientização da sociedade. Não só em não descartar o lixo consumido no mar, separar ou reciclar, mas também em mudar a forma de consumo, já que o mercado se molda de acordo com o que o consumidor procura”, destaca.

Foto: Kaio Nunes/Instituto Biopesca

O coordenador do Instituto lembrou que a quantidade de lixo produzida pelos brasileiros é muito grande. “Temos que deixar de utilizar os descartáveis e ter consciência que esses impactos podem acarretar na extinção de espécies marinhas. A mudança deve partir, principalmente, da consciência de cada um”, finaliza.

Projeto de monitoramento

O Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) é executado por instituições, dentre elas o Instituto Biopesca. O PMP-BS é realizado para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, conduzido pelo Ibama.

Foto: Kaio Nunes/Instituto Biopesca

O projeto avalia os impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, as tartarugas e os mamíferos marinhos por meio do monitoramento das praias e do atendimento veterinário aos animais vivos, além da necropsia dos que são encontrados mortos.

O Trecho 8, entre Peruíbe e Praia Grande, é de responsabilidade do Instituto Biopesca. Para solicitar o resgate de golfinhos, tartarugas e aves marinhas, a orientação é de que a população ligue para os telefones 0800 642 3341 (horário comercial) ou (13) 99601-2570 (chamada a cobrar).


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Projeto incentiva escolas a adotar animais abandonados em Juiz de Fora (MG)

O projeto “Amicão – Cão na Escola”, de iniciativa do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb) de Juiz de Fora (MG), está incentivando escolas a adotar animais abandonados. O proposta surgiu após a Escola Municipal Professor Augusto Gotardelo adotar o cachorro Guto.

Foto: Escola Municipal Professor Augusto Gotardelo/Arquivo

O objetivo da Demlurb é oferecer assistência aos animais – desde a castração até atendimento veterinário – para incentivar as escolas a acolhê-los. As ações, que incluem orientação aos diretores das instituições, serão feitas pelos departamentos de Educação Ambiental (DEA) e de Controle Animal (Dcan).

A Escola Municipal Professor Augusto Gotardelo, que conta com 400 estudantes, da educação infantil ao 9º ano do Ensino Fundamental e também turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), adotou Guto para dar qualidade de vida a ele e escolheu esse nome para homenagear o professor Augusto Gotardelo. O animal ganhou até uma casinha, que foi construída com verba do Dcan.

“Guto chegou em um dia de chuva, se escondendo, em dezembro de 2018. A escola acolheu, ele está lá, feliz. A saúde dele está muito melhor. As crianças se revezam nos cuidados. Está sendo uma experiência maravilhosa”, contou gerente do Departamento de Controle Animal (Dcan), Miriam Neder.

Foto: Escola Municipal Professor Augusto Gotardelo/Arquivo

Outras duas escolas já aderiram à iniciativa: a Escola Municipal Marília de Dirceu, que adotou o cachorro Dirceu, e a Escola Municipal George Rondebach, que adotou a gata Nina.

“Nós estamos tentando trabalhar com as crianças nas escolas, porque, como todos sabemos o abandono é, ainda, infelizmente muito grande. A nossa esperança de um futuro melhor são as crianças. Elas aprendem, mesmo quem não tem muita afinidade, a respeitar, que aquele animal precisa de carinho, de comida, de cuidado veterinário. Eu acho que vai ser muito bacana. Acredito que vai dar muitos bons frutos”, disse Míriam ao G1.

Para participar do projeto, as escolas devem procurar o Departamento de Educação Ambiental do Demlurb pelo telefone (32) 3690-3571.

Foto: Escola Municipal Professor Augusto Gotardelo/Arquivo


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Filhote de espécie rara de onça resgatado em MT recebe tratamento para cegueira

O filhote de onça-pintada melânica resgatado na quinta-feira (13) em Paranaíta, no Mato Grosso, está recebendo tratamento para tentar reverter um quadro de cegueira. O animal foi levado para o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Sinop, a 503 km de Cuiabá.

Foto: Sema-MT/Assessoria

A espécie, que também é conhecida como onça preta ou pantera-negra, é rara e está ameaçada de extinção. O filhote tem cerca de três meses de idade e foi encontrado por um morador da cidade em uma região de pastagem. Ele manteve o animal em casa por uma semana, mas decidiu pedir ajuda da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) quando notou que o filhote estava bastante debilitado.

De acordo com professora da UFMT, Elaine Conceição, a onça está com cegueira devido a um desequilíbrio nutricional. Exames constataram também que o animal apresenta desidratação. As informações são do G1.

“Em consequência desse estado, ela apresenta um quadro de cegueira, que agora estamos priorizando para ver se ocorre a reversão desse quadro, o que é um pouco difícil”, explicou.

O destino do animal já é estudado pelos profissionais da universidade. “Estamos vendo se ele deverá ser solto ou se será destinado para um cativeiro, pois é uma espécie de bastante valor biológico”, disse Elaine.

Foto: Sema-MT/Assessoria

A cor escura da onça se deve a uma alteração genética rara que esconde as pintas comuns da espécie. Trata-se de uma condição rara que acomete apenas de 5% a 10% das onças.

“Esse animal é precioso por conta da pelagem. Dentre as onças-pintadas, ele se torna uma raridade”, ressaltou Elaine.

Nota da Redação: caso o filhote se recupere, a ANDA se posiciona veementemente contra a manutenção dele em cativeiro. O “valor biológico” do animal, apontado pela professora, não pode ser considerado motivo para manter um animal silvestre aprisionado. Onças nasceram para viver no habitat e a natureza delas deve ser respeitada, assim como seu direito à liberdade.


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Raro e ameaçado de extinção, filhote de onça preta é encontrado em MT

Um filhote de onça-pintada melânica foi resgatado, na quinta-feira (13), no município de Paranaíta, a 849 km de Cuiabá (MT). De acordo com a equipe da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), que fez o resgate, o animal de cerca de três meses é macho, estava sem a mãe e muito debilitado.

O animal também é conhecido como onça preta ou pantera negra. A aparição da pantera negra é motivo de celebração para os biólogos de todo o Brasil. Segundo os pesquisadores, a espécie está ameaçada de extinção.

Foto: Sema-MT/Assessoria

A onça tem melanismo, que é uma alteração genética rara. A concentração de pigmento preto na pele ‘esconde’ as pintas comuns nesta espécie.

O animal foi encontrado em uma região de pastagem por um morador da região. Ele chegou a ficar com o filhote por uma semana, mas percebendo que ele estava muito debilitado, decidiu pedir apoio à Sema.

Em razão da desnutrição, o animal foi encaminhado para o Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) de Sinop, a 503 km de Cuiabá.

Foram feitos alguns exames de sangue, clínico e morfobiometria. Os primeiros resultados apresentaram desidratação e desequilíbrio nutricional, além de uma baixa visão.

A ‘cegueira’ seria consequência do quadro nutricional, segundo a professora Elaine Conceição, responsável pelo setor de atendimento de animais silvestres do hospital.

Agora, ela vai receber medicação para reposição de vitaminas e, se melhorar, posteriormente será preparada para voltar à natureza.

Fonte: G1


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Cãozinho é encontrado com corpo coberto de piche em Barretos (SP)

Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Um cãozinho foi resgatado após ter seu corpo coberto de piche de asfalto na cidade de Barretos, no interior de São Paulo. O responsável pelo crime foi identificado como um homem de 49 anos que foi multado em R$ 3 mil por crime de maus-tratos contra animais. Durante seu depoimento à polícia, o acusado afirmou que tentava tratar um quadro de sarna do cachorro e não tinha intenção de maltratá-lo.

O cãozinho, agora carinhosamente chamado de Chocolate, foi resgatado pela protetora de animais Mirella Assef após a denúncia de um vizinho. Ele foi levado para uma clínica veterinária emergencialmente. Chocolate sentia tanta dor que para tomar banho para a retirada da substância tóxica ele precisou ser sedado com morfina para suportar o procedimento.

As luvas usadas para a retirada do piche da pele do cãozinho derreteram durante o procedimento. O momento foi registrado em um vídeo pela médica veterinária e enviada para a protetora. “O piche é um produto químico tão forte que chegou a derreter a luva durante o banho. Imagina isso na pele do cachorro?”, disse Mirella em entrevista ao G1.

Estima-se que o cãozinho tenha ficado com a substância no corpo por dois dias até ser resgatado. Além dos maus-tratos, Chocolate também não recebia alimento há muito tempo. Após ser sedado, o cãozinho vomitou ossos, pedaços de plástico e de alumínio usados em embalagens de quentinhas. Agora, Chocolate está internado sem previsão de alta.

O cãozinho ainda será submetido a exames e quando se recuperar será disponibilizado para adoção responsável. O suposto tutor do cão responderá pelo crime de maus-tratos contra animais e não poderá criar mais nenhum animal nos próximos cinco anos.

Homem coloca carro à venda para pagar cirurgia para salvar a vida de cadela

Milton Alves andou de veterinário em veterinário para tentar salvar a vida da sua cadela Myna, uma Grand Danois. Ele colocou o carro à venda para pagar o tratamentom, mas quando alguns dos seus amigos souberam o que ele tinha feito, criaram uma conta solidária, para que possa salvar Myna e manter o carro que tanto gosta.

O que aconteceu foi que a cadela, Myna, foi operada do coração, uma operação que levou mais ou menos três horas. E teve de ser operada duas vezes.

Foto: Reprodução / Portal do Animal

Milton explica que foi buscá-la às 18 horas, mas quando eram 23 horas viu que alguma coisa não estava bem com ela, e a levou à clínica veterinária mais uma vez. As coisas acabaram por se complicar e o veterinário o aconselhou a levá-la para o Porto, contatando assim o hospital, para já estarem preparados para receber Myna.

As últimas informações sobre o caso foram divulgadas durante a cirurgia. A cadela estava sedada e entubada e as próximas horas seriam decisivas.

Milton confessou que já teve problemas com ela, pois quando Myna era nova nem tinha forças para se segurar nas patas traseiras. Mas o seu amor pela sua amiga de quatro patas nunca diminuiu, apenas cresceu, pois Milton está disposto a vender o carro para ajudar a cadela.

Ele já tem comprador para o carro, mas está aguardando por uma eventual solidariedade vinda de outras pessoas, para ver se consegue manter o carro. “A malta sabe que gosto do MK1 [o carro], mas gosto ainda da Myna”, disse.

O tutor da cadela publicou um vídeo por meio do qual mostra duas faturas, sendo a primeira de 1588 euros e a segunda de 298 euros.

Fonte: Portal do Animal