Moradores denunciam morte de 16 gatos por envenenamento no Paraná

Moradores da Vila Americana, que fica no bairro Sítio Cercado, em Curitiba (PR), denunciaram a morte de pelo menos 16 gatos. Os casos teriam ocorrido no intervalo de um mês. Segundo as testemunhas, os animais estão sendo envenenados.

Indignados com a crueldade cometida contra os gatos, os moradores fizeram cartazes de protesto. “Se você não gosta de gatos, o problema é seu. Agora se você mata gatos, aí o problema é nosso”,  diz um deles ao G1.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Em alguns cartazes os moradores afirmam que há um assassino cruel na rua e pedem que o restante da vizinhança fique atenta e que, caso descubra quem é o responsável pelas mortes, denunciem, já que envenenamento de animais configura maus-tratos, o que é crime.

Um dos gatos mortos foi levado até uma clínica veterinária e a causa da morte, por envenenamento, foi confirmada. Segundo a tutora do animal, a médica veterinária que o socorreu informou que ele morreu intoxicado por chumbinho.

Para tentar evitar a saída dos gatos, no intuito de protegê-los, tutores começaram a colar telas nos portões. Eles pedem que a polícia investigue o caso.

Central 156

A Prefeitura de Curitiba informou que registra cerca de 30 denúncias de maus-tratos a animais por dia. A Polícia Civil orienta a denunciar os casos para o Disque Denúncia, através do telefone 181. O crime é passível de detenção de três meses a um ano.

“A denúncia pode ser anônima, o que a gente precisa mesmo é a maior quantidade de informação possível, com foto, vídeo. Quanto maior a quantidade de informações, mais fácil para a polícia conseguir identificar a autoria e responsabilizar quem está praticando esses crimes”, explicou o delegado Matheus Laiola.

Trezentos animais explorados para venda foram resgatados este ano no PR

Cerca de 300 animais foram resgatados de 11 canis clandestinos que os exploravam para reprodução e venda apenas este ano em Curitiba e na Região Metropolitana, no Paraná. Os resgates foram iniciados no final de janeiro e realizados pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) da Polícia Civil do Paraná.

Foto: Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente

Nos últimos meses, 14 cachorros foram encontrados doentes e feridos em um canil em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Outros 43 cães foram encontrados na região norte de Curitiba e, nesta semana, 17 yorkshires que eram explorados para venda, sendo comercializados pela internet de forma irregular, foram resgatados de um canil na capital. As informações são da Gazeta do Povo.

O Código de Saúde do Estado do Paraná proíbe, desde 2001, que animais sejam criados para venda em área urbana. Em Curitiba, cidade que não tem área rural, a proibição foi reforçada pela Lei Municipal 13.914, de 2011. Denúncias anônimas de canis que reproduzem animais para venda, feitas pela Central 156 ou através da Rede de Proteção Animal, ambas ligadas à Prefeitura de Curitiba, são comuns.

“Se tiver um canil comercial em Curitiba, ele está ilegal. Mas não é necessariamente crime: só vai ser crime se o estabelecimento estiver praticando maus-tratos”, explica o delegado de Proteção ao Meio Ambiente da PCPR Matheus Laiola.

“Toda a questão que envolve animais e sofrimento animal tem tido mais atenção da sociedade, as pessoas estão denunciando mais situações de sofrimento animal”, diz a presidente da Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba (SPAC), Soraya Simon, que acredita que a visibilidade dada às ações de fiscalização motiva as pessoas a denunciar.

“Curitiba é um município que ainda precisa de muito mais apoio e estrutura, mas que tem conseguido trabalhar bastante, com boas condições de fazer muita coisa, o que não acontece em outros lugares onde até existe boa vontade, mas os órgãos não conseguem agir”, aponta.

A Rede de Defesa e Proteção Animal da Cidade de Curitiba promove não só a fiscalização, como também a prevenção ao abandono e a conscientização sobre o tema, além de ser responsável por realizar intervenções conjuntas para coibir irregularidades e crimes.

Segundo a chefe da rede, Vivien Morikawa, as denúncias recebidas pelo órgão aumentaram a ponto de quase dobrar. “Ter mais denúncias não é uma coisa ruim, embora gere mais trabalho e a gente precise de mais estrutura. As denúncias querem dizer que eu tenho uma sociedade mais atenta e que não quer colaborar com situações de maus-tratos”, afirma.

De acordo com a professora Rita Garcia, do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que é pesquisadora do bem-estar animal e do controle populacional de cães e gatos, existem diversos níveis maus-tratos. “Eles vão de negligência aos cuidados com os pelos e falta de banho até casos bem graves, que interferem na liberdade nutricional, ambiental, comportamental e sanitária do animal”, lista.

Alimentação inadequada das fêmeas que estão grávidas ou amamentando e doenças relacionadas a isso, como desnutrição, configura maus-tratos, segundo a pesquisadora. Sobre a questão ambiental, é preciso que os animais tenham camas confortáveis e estejam em um ambiente seguro e que os proteja de frio, calor e chuva.

Condições como superlotação do local onde o animal é mantido ou privar os filhotes do convívio com os irmãos e com a mãe também caracteriza maus-tratos por ferir a liberdade comportamental do animal, levando-o a ficar estressado. “Estudos mostram que animais retirados desse convívio antes dos 60 dias de vida têm mais predisposição a ter distúrbios comportamentais”, afirma a veterinária.

Falta de banhos e de higiene nos canis e ausência de vacinação são casos de maus-tratos que prejudicam a liberdade sanitária do animal. “Como pode ter um maior risco de doenças, o protocolo de vacinas nessas situações é mais intensificado. Mas esses criadores de fundo de quintal fazem protocolos que não têm uma orientação veterinária, aplicando eles mesmos as vacinas. No entanto, ter um veterinário responsável é obrigatório para todos os estabelecimentos que mantêm animais”, pontua Rita.

Adoção

A opção pela adoção é sempre melhor do que pela compra, é o que defendem os protetores de animais e as ONGs. Além do alto número de animais abandonados, que precisa encontrar um lar, os maus-tratos frequentes no comércio de animais são mais um motivo para que os ativistas defendam a adoção.

Ainda há, no entanto, preconceito com determinados animais. Sem raça, pretos, idosos, com alguma deficiência, todos sofrem na busca por uma nova casa. Até mesmo os de raça, resgatados de canis, encontram dificuldades quando não são mais animais novos, ativos e saudáveis. “Precisa existir uma forma de acelerar, de responsabilizar essa pessoa [dona do canil clandestino] por tudo até que os animais sejam adotados”, opina Soraya.

“A maioria [dos criadores irregulares] ‘não está nem aí’ e trata os animais de qualquer jeito, sem acompanhamento veterinário. É dinheiro fácil para eles e isso tem que acabar. A fiscalização tem que ser muito forte para impedir que esse tipo de coisa aconteça”, ressalta a presidente da SPAC.

Em todo o país, milhões de animais esperam por um novo lar. Especificamente em Curitiba, protetores e ONGs, além do Centro de Referência para Animais em Risco (Crar), da prefeitura, tem dezenas cães e gatos prontos para serem adotados, à espera de alguém que os queira. São eles: Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba (SPAC), Associação Vida Animal (AVAN), Tomba Latas, Adote Com Consciência Curitiba, Beco da Esperança, Associação Ajude Focinhos Curitiba, Grupo Força Animal, Animalia Curitiba e Animais Sem Teto. Quem não puder adotar, mas tiver interesse em ajudar de alguma forma, pode doar ração, medicamentos veterinários, cobertores, jornal, entre outros itens.

Curitiba (PR) terá ambulância para socorrer animais em situação de emergência

A cidade de Curitiba, no Paraná, terá uma ambulância para socorrer animais em situação de emergência. O anúncio foi feito pelo prefeito Rafael Greca (DEM) através do Facebook. Segundo ele, a ambulância deve estar disponível em três meses e vai ampliar os serviços prestados pelo Centro de Atendimento de Animais em Situação de Risco (Crar).

Foto: Pixabay

“Estamos com licitação em andamento para contratar serviços de apoio veterinário e suporte às atividades do Crar, que incluirá veículo de resgate para as situações mais graves. A expectativa de prazo para que mais esse serviço entre em operação é para os próximos três meses”, escreveu Greca. As informações são da Gazeta do Povo.

O edital prevê ainda a contratação de serviços de apoio veterinário para permitir o funcionamento de um centro de atendimento para situações emergenciais, para onde os animais resgatados pela ambulância serão levados.

“A intenção é de que com o suporte, animais atropelados ou em situação de rua sejam resgatados e encaminhados a um local que tenham os serviços necessário para o atendimento emergencial”, explicou o diretor de Pesquisa e Conservação da Fauna da prefeitura de Curitiba, Edson Evaristo.

O prefeito disse também que, em casos mais graves, os animais serão encaminhados aos hospitais veterinários das universidades. Evaristo, no entanto, afirmou que a intenção é que seja possível, com a licitação, contratar um serviço próprio de atendimento nesses casos.

Centro de atendimento

O Centro de Atendimento de Animais em Situação de Risco de Curitiba trabalha, atualmente, com a fiscalização de casos de animais que vivem em situação de risco. O órgão multa tutores que praticam maus-tratos a animais e também faz o resgate daqueles que não têm como permanecer sob a tutela do responsável.

“A demanda que chega para nós hoje é de animais que precisam de cuidados não emergenciais, como vacinação, castração e uso de vermífugos”, contou Evaristo.

Os animais resgatados são, depois, disponibilizados para adoção. Com a licitação, que ainda está sendo elaborada, a intenção é promover uma rotatividade de adoção. “Nós esperamos dinamizar a rotatividade de adoção. Temos vagas para 30 cães e 20 gatos, mas a intenção é que eles ganhem um lar muito mais rápido”, disse o diretor.

Interessados em conhecer ou adotar animais resgatados pelo Crar devem ir até a unidade, na rua Lodovico Kaminski, 1381, na Cidade Industrial de Curitiba. O atendimento ocorre todos os dias da semana, das 9h30 às 12h e das 13h30 às 17h30.

Cerca de 200 animais vítimas de maus-tratos são resgatados em 3 meses em Curitiba (PR)

Aproximadamente 200 animais foram resgatados em situação de maus-tratos em três meses na cidade de Curitiba, no Paraná, segundo a prefeitura. As aves nativas ameaçadas de extinção e os animais domésticos estão entre os animais maltratados. Os resgates foram feitos pela Rede de Proteção Animal, que é da administração municipal, e pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMM) da Polícia Civil, que passaram a trabalhar em conjunto em 2019.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

De acordo com a prefeitura, ocorreram, em média, duas operações de resgate por semana. Os animais começaram a ser resgatados em fevereiro. Ao todo, 27 autos de infração foram registrados e as multas aplicadas ultrapassam os R$ 250 mil. As informações são do G1.

Levados para ONGs e protetores independentes, os animais domésticos foram tratados para, depois, serem encaminhados para adoção. Os silvestres foram encaminhados para o Centro de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS).

Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

Denúncias

Para denunciar casos de maus-tratos a animais em Curitiba, ou cativeiro de silvestres, basta ligar para a Central da Prefeitura de Curitiba, pelo telefone 156.

Cerca de 30 denúncias referentes a esse tipo de crime são recebidas por dia pela Rede de Proteção Animal, segundo a administração municipal.

Em Curitiba, recuos e canteiros de calçadas se transformam em hortas

A iniciativa favorece a qualidade de vida dos moradores de Curitiba (Foto: Divulgação)

Desde outubro do ano passado, a Prefeitura de Curitiba permite a prática da agricultura ecológica urbana na cidade. A iniciativa surgiu depois que inúmeras pessoas foram multadas por irregularidades na implementação de hortas comunitárias.

Sob o respaldo da Lei Municipal nº 15.300/2018, de autoria do vereador Goura Nataraj (PDT), a lei permite inclusive a utilização de recuos e canteiros das calçadas para a implementação de hortas e jardinagem urbana, desde que sem o uso de agrotóxicos.

A iniciativa tem boas condições de favorecer à educação e segurança alimentar, a qualidade de vida dos moradores de Curitiba e a valorização do meio ambiente, além de um melhor reaproveitamento dos espaços urbanos, inclusive do ponto de vista estético.

Meme da “Bettina” é usado para incentivar a adoção de animais

A Prefeitura de Curitiba, no Paraná, decidiu inovar e usar o meme da “Bettina” para incentivar a adoção de animais abandonados. Bettina Rudolph se transformou em meme e viralizou na internet após aparecer em um vídeo publicitário no YouTube. Nas imagens, da campanha da empresa Empiricus, a jovem conta como conquistou um milhão de reais. Aproveitando a repercussão, a administração municipal de Curitiba criou um vídeo seguindo o mesmo modelo, mas para incentivar a adoção de cachorros e gatos.

Foto: Reprodução / Facebook / Prefeitura de Curitiba

Nas imagens produzidas pela prefeitura, aparece uma cadela que conversa com o telespectador. Ela conta que o sonho dela de ser adotada por uma família que a ame se concretizou e que ela deseja o mesmo para outros animais.

“Oi, meu nome é Betina. Tenho dois anos de idade e um milhão de lambidinhas de amor de patrimônio acumulado”, diz a cadela. As informações são do blog Coisas de Pet, do portal NE10.

“Tem gente que acha normal encontrar um caãzinho abandonado, mas sabe o que chama a minha atenção? É que adotar não tem nenhum segredo”, continua. “Se você for uma dessas pessoas que está buscando um companheiro para a vida, você vai acessar o site da rede de proteção animal e procurar uma instituição de adoção para visitar”, acrescenta.

Na campanha de adoção, a prefeitura disponibiliza ainda o endereço do abrigo de animais de Curitiba, localizado na rua Lodovico Kaminski, 1.381, e um site para os interessados em levar um cachorro ou gato para casa.

Confira o vídeo:

ONCA realiza intervenção contra o consumo de animais em Curitiba

Ativistas imitaram bandejas com pedaços de carne humana, em referências às carnes comercializadas em açougues e mercados (Foto: ONCA)

No último sábado, ativistas da ONCA, comunidade voluntária que divulga os direitos animais e o veganismo, se reuniu no centro de Curitiba (PR) para realizar a intervenção artística “E se fosse você?”.

Com um grande apelo visual, e simulando o destino final dos animais criados para consumo, os ativistas imitaram bandejas com pedaços de carne humana, em referências às carnes comercializadas em açougues e mercados.

“A nossa intenção foi transmitir ao público a sensação de como seria estar no lugar dos animais não humanos explorados todos os dias para o prazer humano”, informam.

O grupo conseguiu atrair boa atenção e aproveitou para distribuir material sobre direitos animais e veganismo, e também para conversar com os transeuntes.

Além disso, ofereceram degustação de alimentos veganos preparados por eles mesmos. “Mostramos como, além de mais baratos e saudáveis, os pratos veganos podem ser deliciosos”, destacam.

Fundada no Paraná em setembro de 2004, a ONCA também atua no Rio Grande do Sul desde 2011. No ano passado, o grupo, que defende o fim da exploração animal, participou de diversas manifestações contra a exportação de animais vivos – inclusive realizando passeatas e coletando assinaturas pedindo o fim da atividade comercial.

Acompanhe o trabalho da ONCA:

Facebook: OncaAnimal

Instagram: @oncaanimal

Clínica é denunciada por atuar com falsa veterinária

Reprodução Google Street View

A Polícia Civil investiga uma falsa médica veterinária que estaria exercendo irregularmente a profissão em uma clínica do Bairro Alto, em Curitiba. De acordo com denúncia que chegou à Banda B na última segunda-feira (18), Yanê de Carvalho atua em períodos com menor risco de flagrante, como à noite e fins de semana, na Vetsol Clínica Veterinária. Este local de atendimento aos animais, inclusive, é conveniado com a Prefeitura de Curitiba para a realização gratuita de castrações. A investigada nega todas as denúncias.

Entre os procedimentos realizados irregularmente na clínica estariam consultas, vacinações e até mesmo cirurgias. Uma denunciante, que optou por não ser identificada, relatou que a investigada atua na área há pelo menos três anos e já chegou a ser autuada pelo exercício irregular. “Ela age sem conhecimentos técnicos e fiscalização. Isso é um risco para os animais e os donos acabam nem sabendo o que acontece ali”, lamentou a denunciante.

Em áudio que circula por redes sociais, Yanê chega a admitir que faz castrações por ter aprendido com a prática. “Se a gente sabe fazer, fez bem feito. É aquele ditado: eu ouvi, eu esqueci! Eu vi, eu lembrei! Eu fiz, eu sei”, diz.

Clínica investigada desde 2015
Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV), desde 2015 são nove autos de fiscalização realizados no local e cinco de infração contra a clínica. Em 12 de julho de 2016, o conselho e a Polícia Militar chegaram a realizar uma abordagem à Vetsol. Na ocasião, Yanê assinou um termo circunstanciado no 5° Distrito Policial. De um processo judicial relacionado a esta abordagem, um segundo inquérito foi aberto por falsificação de documentos, segundo a Polícia Civil.

Atualmente, um dos autos de infração segue em aberto no CRMV. Ele trata da falta de médicos veterinários no horário de funcionamento da clínica. Os outros quatro, já encerrados, envolviam questões documentais, de publicidade de condições de funcionamento. Leia a nota do CRMV na íntegra abaixo.

No ano passado, em agosto, o Conselho enviou um relatório de fiscalização ao Ministério Público do Paraná (MP-PR) apontou irregularidades, incluindo problemas com a higiene.

Um processo contra Yanê estaria em trâmite no 8° Fórum Criminal de Curitiba

Convênio com a Prefeitura
Conhecida pela defesa das causas animais, a vereadora Fabiane Rosa lamentou que a investigada esteja atuando irregularmente como médica veterinária, ainda mais tendo convênio com o poder público. “É lamentável que algo assim esteja ocorrendo, porque é um crime. Sempre lembro que não é o barato ou o caro que significa qualidade e o médico veterinário precisa ter uma relação de pediatra com os tutores. As pessoas precisam tomar cuidado e saber quem atende e quem orienta cada procedimento, isso é um direito”, disse.

Fabiane também destacou que o caso é pontual e que, em geral, as castrações públicas tem gerado ótimos resultados. “Tivemos mais de 23 mil castrações e o índice de mortalidade é mínimo. Não dá para pensar que o que tudo que é gratuito não é de qualidade”, comentou.

Questionada sobre o convênio, a Prefeitura de Curitiba informou que a Rede de Proteção Animal realiza fiscalização nas clínicas credenciadas para os serviços de castração. “A clínica em questão já foi autuada e providenciou as mudanças solicitadas. Em relação às investigações, acompanha o caso para verificar que medidas serão necessárias”, informou a administração municipal.

Outro lado
Diante das denúncias, a Banda B procurou Yanê, que garantiu que as denúncias são “mentirosas”. “A denúncia é falsa e tenho uma das clínicas com a documentação mais em dia. O CRMV já confirmou que isso já foi investigado em uma denúncia falsa e eu tenho tudo certo. Estou ok perante a Vigilância Sanitária e ao Conselho”, afirmou.

Contrariando as informações do CRMV, a proprietária da Vetsol garante ter a aprovação para funcionamento, com veterinários que trabalham para ela. “Isso já foi julgado e eu fui inocentada. Essa denúncia é para me prejudicar e a investigação cabe à Delegacia do Meio Ambiente”, concluiu.

Nota do CRMV

“O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná (CRMV-PR), como órgão orientador e fiscalizador do exercício da medicina veterinária e da zootecnia, tem como atribuição fiscalizar a atuação destes profissionais no Estado, conforme disposto nas Leis 5.517/68 e 5.550/68.

Neste sentido, presta esclarecimentos referentes ao processo administrativo nº 9810, de 12 de julho de 2016, contra o estabelecimento VETSOL CLINICA VETERINÁRIA LTDA ME:

Na mesma data de recebimento da denúncia (12 de julho de 2016), o CRMV-PR e a Polícia Militar realizaram uma fiscalização conjunta in loco na clínica veterinária para verificar a procedência das alegações, entre elas a de que a proprietária, a Sra. Yane de Carvalho, estaria exercendo medicina veterinária ilegalmente. Também na mesma data, a denunciante lavrou um boletim de ocorrência sobre o fato.

Por se tratar de uma contravenção penal, a investigação e andamento de denúncias de exercício ilegal não competem ao CRMV-PR. Desta forma, mesmo após o registro da ocorrência no órgão policial, a Autarquia acompanhou o andamento do processo até receber a confirmação, da própria denunciante, de que a denúncia havia sido encaminhada para o Ministério Público do Paraná. A partir desta confirmação, o processo foi encerrado no CRMV-PR.

O Conselho informa ainda que, de 2015 em diante, emitiu nove termos de fiscalização contra o estabelecimento. Também foram emitidos cinco autos de infração, sendo os mesmos referentes a:

– 1 questões documentais;
– 1 publicidade;
– 2 condições de funcionamento;
– 1 falta de médico veterinário durante o horário de funcionamento de clínica. Estando este último em andamento, na fase de recurso.

Ainda referente às fiscalizações do CRMV-PR no estabelecimento em questão, foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná no dia 28 de agosto de 2018 um relatório de fiscalização apontando as irregularidades encontradas, em especial de questões higiênico-sanitárias.

O CRMV-PR destaca por fim que, cumprindo sua responsabilidade de zelar pelo bem-estar da sociedade ao orientar e fiscalizar o exercício de ambas as profissões, conforme previsto em lei, sempre ao encontrar irregularidades que não são de sua alçada, as encaminha para os órgãos competentes.“, diz a nota enviada à Banda B.

Fonte: Banda B