Islândia é considerada o país mais amigável aos veganos no mundo

Foto: Grape Vine

Foto: Grape Vine

A Islândia esta sendo considerada o país mais amigável aos veganos no mundo. O país insular nórdico ficou em primeiro lugar no ranking mundial de popularidade do veganismo no ano passado, segundo dados do Google Trends.

O site de culinária, Chef’s Pencil, explorou o “crescimento contínuo do veganismo” mundialmente no início deste ano, analisando quais os países que mais se interessavam pela vida livre de crueldade e baseada em vegetais. O levantamento reuniu dados do Google Trends e constatou que o número de pesquisas relacionadas a produtos vegans cresceu 11% em relação a 2017 e 35% em relação a 2016.

O Google analisa quantas pessoas em diferentes países estão pesquisando “veganismo”, “restaurantes veganos” e “receitas veganas”, entre outras pesquisas. Verificou-se que a Austrália foi o país mais popular para o veganismo em 2018, com o Reino Unido e a Nova Zelândia ficando em segundo e terceiro lugar, respectivamente. Suécia, Canadá, Israel e os Estados Unidos também ficaram entre os dez primeiros.

No entanto, as configurações padrão do Google Trend não incluem países com populações menores. Quando o Chef’s Pencil analisou os dados de todos os países, a Islândia surgiu como o lugar mais popular do mundo para o veganismo.

Ilhas Jersey e Guernsey também apareceram no top cinco com as novas configurações.

“Um olhar mais atento à Islândia mostra que pesquisas relacionadas ao veganismo, como uppskriftir vegan (ou seja, receitas veganas), fegan vegan (ou seja, dieta vegana), ou veganistur (turismo vegano) aumentaram constantemente desde 2013 e estão atualmente em alta,” explica o site. “Os níveis de pico são geralmente no início do ano – provavelmente influenciados pelo Veganuary.”

Veganismo na Islândia

A Islândia nem sempre foi um país amigo dos veganos – o local tem uma longa história de consumo de carne. Mas, de acordo com os principais atores do movimento vegano do país, o crescente interesse do público pelo estilo de vida não pode ser negado.

Foto: Quirky Jerk

Foto: Quirky Jerk

Linnea Hellström, chefe de cozinha e proprietária de uma lanchonete vegana chamada Veganæs, tem “uma missão para veganizar a Islândia”. Hellström ajudou muitas empresas locais a criar pratos veganos e convenceu um café a remover todos os produtos de origem animal de seu cardápio. Ela lançou seu próprio negócio vegano no ano passado e está tão ocupada que o estabelecimento já exige uma expansão.

Ragnar Freyr, o criador do aplicativo Vegan Iceland, disse que “quase não há restaurante na Islândia que não ofereça uma opção vegana”.

Ele destacou que um dos grupos veganos do Facebook na Islândia possui mais de 22 mil membros – cerca de 6,5% da população do país.

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Reino Unido registra quase mil mortes de galgos explorados em corridas em 2018

Quase mil cachorros da raça galgo explorados em corridas morreram ou foram mortos em 2018 no Reino Unido, segundo a Greyhound Board of Great Britain (GBGB), entidade reguladora desses eventos.

O dado deu força aos pedidos de proibição das corridas. No entanto, segundo o jornal The Guardian, o objetivo da entidade ao divulgar os números é dar início a uma transformação nas corridas, o que ONGs de direitos animais afirmam não ser possível. As informações são do portal 4MEN Magazine.

AFP/Arquivos

Mudar a forma como esses eventos são feitos não é o bastante. De acordo com as associações, é preciso proibir a prática, já que, entre outras razões, as próprias pistas de corrida apresentam riscos para os galgos, que invariavelmente sofrem lesões que impedem que, depois, sejam facilmente adotados.

Muitos dos cães que foram mortos poderiam estar vivos se tivessem encontrado pessoas comprometidas em dar a eles uma chance. Isso porque boa parte dos quase mil cães mortos tiveram suas vidas tiradas devido “aos custos elevados dos tratamentos médicos” e por serem considerados inúteis para os treinadores e competidores, que não tinham mais como explorá-los.

Mais de 200 cães foram mortos nas pistas no ano passado e outros sofreram morte súbita. As mortes, segundo a GBGB, são “evitáveis e desnecessárias”.

“A verdade é que centenas de cães registados como reformados pela GBGB continuam num ambiente comercial, confinados aos canis dos treinadores que continuam a não cumprir com as especificações exigidas, usados para procriação e regularmente forçados a doar sangue ou simplesmente a aguardarem adoção. Outras centenas são vendidos ou dados para criação, para correrem em pistas estrangeiras ou usados para pesquisa e dissecção”, denuncia ao “The Guardian” Trudy Baker, uma organização não-governamental que combate a exploração dos galgos.

A PETA, entidade internacional de defesa animal, também luta contra as corridas. “A indústria das corridas de galgos trata os cães como máquinas. Fora os minutos que passam na pista durante a corrida, passam quase 23 horas do dia confinados a uma jaula ou a um canil”, alertou a organização.

Os galgos são forçados a começar a correr nas pistas aos 18 meses e muitos deles não chegam a idade em que param de ser obrigados a competir – aos 4 ou 5 anos de idade -, pois morrem antes.

Dados da GREY2K USA, citados pela PETA, indicam que os galgos sofreram mais de 15 mil lesões entre 2008 e 2018, desde pernas e colunas partidas até eletrocuções.

Atualmente, as corridas de galgos alimentam casas virtuais de apostas, por meio das quais apostadores podem fazer suas apostas em todo o mundo, especialmente no Reino Unido e na Irlanda, mas também na África do Sul, na Austrália e nos Estados Unidos.

Corridas em Portugal

A exploração e a crueldade animal promovida pelas corridas teve um crescimento, em Portugal, em 2016. As técnicas cruéis de treino, as coleiras que dão choque nos cães mais lentos, os casos de doping e as inevitáveis lesões – que frequentemente os condenam ao abandono e à morte – chegaram ao país português vindas do exterior.

Segundo uma reportagem do portal Visão, aos dois anos de idade os cachorros explorados em Portugal “já se encontram de tal forma desgastados que são aposentados”, revela a reportagem.

As consequências das corridas na vida dos animais são terríveis e alarmantes. De acordo com o jornal Público, muitos cães são abandonados, quase todos com sequelas físicas e psicológicas. Assustados, amedrontados e com cicatrizes pelos corpos, eles são deixados à própria sorte, conforme explicou ao portal Cristina Gonçalo, fundadora da Katefriends, entidade que luta contra o abandono de galgos em Portugal.

Projeto de lei

Em Portugal, um projeto de lei, de autoria do deputado André Silva (PAN), que visa proibir as corridas de galgos em todo o território nacional, foi entregue à Assembleia da República no início de 2019. A proposta estabelece multas e penas de prisão para quem desobedecê-la.

Existem seis pistas, todas amadoras, no país, além de um campeonato nacional e mais de 20 criadores de galgos que os exploram em corridas.

O partido do deputado criou ainda uma petição contra as corridas. O abaixo-assinado conta com 6.499 adesões. “Sendo criados com o único propósito de correr e vencer, muitos cães jovens e saudáveis são descartados e mortos. Os cães que vão para as pistas enfrentam um duro programa de treino e, durante os treinos e as corridas, sofrem riscos significativos de lesões, como fraturas de pernas ou traumatismos cranianos. Alguns chegam a morrer de ataque cardíaco devido ao intenso desgaste físico. Os danos físicos são muitas vezes considerados ‘inviáveis financeiramente’ para serem tratados e o treinador – que se diz ‘tutor’ – opta por matar o cão”, afirma a petição.


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Curitiba (PR) registra 30 denúncias de maus-tratos a animais por dia

Uma média de 30 denúncias de maus-tratos a animais é registrada por dia em Curitiba, no Paraná. Os dados foram divulgados por Matheus Araujo Laiola, delegado responsável pela Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil do Paraná.

Foto: Pixabay

Especialista em investigação criminal, segurança pública, gestão pública e direito constitucional, Laiola participou de um evento na Câmara Municipal de Curitiba para abordar a atuação policial no combate a crimes de maus-tratos a animais. O delegado participou do debate a convite da vereadora Fabiane Rosa (DC). As informações são do portal Jornale.

Laiola assumiu a Delegacia de Meio Ambiente em janeiro. De acordo com o delegado, os casos presenciados por ele e por sua equipe foram chocantes, já que eles estavam acostumados a lidar com crimes da Delegacia de Furtos e Roubos.

“Policiais acostumados a lidar com traficantes passaram a ter de capturar cobras de 7 metros”, contou o delegado. “Houve o objetivo de se mudar algumas dinâmicas e, nesse curto espaço de tempo, obtivemos resultados expressivos”, completou.

Devido à necessidade de encaminhar para locais adequados os animais resgatados em ocorrências policiais, a Delegacia de Meio Ambiente atua em parceria com a Rede de Proteção Animal.

“A função da Delegacia de Meio Ambiente é penal e a da Rede de Proteção Animal é administrativa e fiscal. O resultado dessa atuação em conjunto é que nos últimos cinco meses 300 animais em situação de maus-tratos foram resgatados”, concluiu.


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Golfinhos criam vínculos com base em afinidades como humanos

Considerados os mamíferos mais inteligentes entre as criaturas marinhas, os golfinhos tem sido comparados em muitos estudos aos seres humanos. Agora os cientistas descobriram outro ponto de semelhança entre seres humanos e seus primos cetáceos: como nós, os golfinhos fazem amigos com base em interesses mútuos ou afinidades.

No caso do golfinho-nariz-de-garrafa do Indo-Pacifico (Tursiops aduncus), os indivíduos tendem a sair em conjunto com outros que usam a mesma ferramenta para procurar por alimento.

Essa ferramenta é uma esponja do mar. Nas águas da Shar Bay (Baía dos Tubarões), na costa oeste da Austrália, os golfinhos foram observados usando esponjas como um dedal para proteger seus bicos enquanto se alimentam, permitindo que eles tenham acesso a alimentos em canais de águas mais profundas do que os golfinhos que não usam as esponjas.

Foto: Stephanie King

Golfinho “esponjador” | Foto: Stephanie King

Este é o único lugar no mundo em que esse comportamento foi visto, e tem sido bem documentado em golfinhos do sexo feminino que adotam as esponjas ao longo das linhas matrilineares, passando o truque de mãe para filha. Eles também tendem a se associar com outros “esponjadores” ou utilizadores de esponja.

Os machos parecem usar a técnica muito menos. Os cientistas acreditam que isto poderia ser porque a esponja – que se consome com o tempo – estava possivelmente a afastar-se de comportamentos adultos específicos do sexo masculino, como fazer amigos com outros golfinhos do sexo masculino.

Mas, depois de um extenso estudo sobre o uso de esponjas entre os golfinhos machos de Shark Bay (Baía dos Tubarões na Austrália), os pesquisadores descobriram que poderia haver um benefício na atividade, e parece ser um benefício social, afinal.

“Forragear (procurar alimento) com uma esponja é uma atividade demorada e em grande parte solitária, então foi considerado incompatível com as necessidades dos golfinhos machos em Shark Bay – investir tempo na formação de alianças próximas com outros machos”, disse o biólogo Simon Allen, da Universidade de Bristol.

“Este estudo sugere que, como suas contrapartes femininas e de fato como os humanos, os golfinhos machos formam laços sociais baseados em interesses compartilhados”.

Foto: David Tipling

Foto: David Tipling

A equipe analisou diversos dados coletados em 124 golfinhos do sexo masculinos em Shark Bay de 2007 a 2015, incluindo dados fotográficos, genéticos e comportamentais. Para os propósitos do estudo, eles identificaram 37 golfinhos dentro desse grupo que eram ou esponjosos (faziam uso da esponja) adultos ou não-esponjosos adultos – 13 dos primeiros e 24 dos últimos.

Eles descobriram que os golfinhos que faziam uso da esponja tendiam a passar mais tempo com outros esponjadores do que com não-esponjadoras – e essa relação não podia ser facilmente atribuída a outros fatores. Por exemplo, o quanto os dois golfinhos machos pareciam próximos não parecia ter um impacto significativo no tempo de folga.

Seu interesse comum em esponjas, no entanto, teve. Embora os esponjadores (aqueles que fazem uso da esponja) passassem mais tempo sozinhos, quando eram vistos com outros machos, na maior parte das vezes, seria com outro utilizador de esponja.

Isso sugere que os esforços associados ao uso da esponja para os golfinhos do sexo masculino podem ser compensados pelos benefícios de uma forte ligação entre golfinhos.

“Golfinhos machos em Shark Bay exibem um fascinante sistema social de formação de alianças”, explicou a bióloga marinha Manuela Bizzozzero, da Universidade de Zurique.

“Esses laços fortes entre os machos podem durar por décadas e são fundamentais para o sucesso de acasalamento de cada um deles. Ficamos muito entusiasmados em descobrir alianças de esponjadores, golfinhos formando amizades próximas com outros com traços similares aos deles”.

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Encalhe em massa de baleias na América do Norte atinge recorde em 2019

O encalhe em massa de baleias-cinzentas na América do Norte atingiu um recorde em 2019. A última vez em que uma situação semelhante ocorreu, segundo o ecologista da NOAA, Elliott Hazen, foi há duas décadas, durante um El Niño particularmente forte.

“Nós simplesmente não temos tantos exemplos de mortes de baleias-cinzentas como essas no passado. Agora estamos em uma situação parecida, já que em 2015 também houve um forte El Niño”, afirmou Hazen.

Baleia-cinzenta encalhada em praia da Califórnia, nos EUA (FOTO: ACADEMY OF SCIENCES/ NOAA)

Desde janeiro deste ano, cerca de 70 baleias-cinzentas apareceram mortas em praias da América do Norte, segundo dados da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA). Diante da situação, o governo dos Estados Unidos anunciou que iniciará uma investigação para entender o episódio, classificado como um Evento de Mortalidade Unusual (UME). As informações são da revista Galileu.

Uma das situações que podem explicar os encalhes é o El Niño. O fenômeno natural é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico e ocorre em intervalos médios de quatro anos, geralmente no mês de dezembro. Como o fenômeno registrado em 1999 teve efeitos que duraram 20 anos, os desdobramentos do El Niño de 2015 podem estar sendo sentidos nos ecossistemas apenas agora.

O fenômeno natural, porém, não é o único problema. Segundo Hazen, o aquecimento global também tem afetado as baleias. “Estamos vendo um recorde de nível baixo no mar gelado do Ártico, onde as baleias-cinzentas se alimentam, e há ainda derretimento extremo e precoce do gelo do mar”, explicou.

As mudanças nos padrões de derretimento estão mudando a forma de destruição dos alimentos nos ecossistemas da região, de acordo com o ecologista. “No caso das baleias-cinzentas, a maioria dos encalhes foram de baleias desnutridas, o que sugere falta de alimento, especialmente no Ártico”, disse.

Shawn Johnson, diretor veterinário do Centro de Mamíferos Marinhos da Califórnia, relatou ao site IFLScience casos de desnutrição de baleias que tem buscado comida na baía de São Francisco, onde passam cada vez mais tempo – o que é considerado anormal e as coloca em risco, devido aos navios que circulam pelo local e podem atingi-las.


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Número de porcos mortos devido à peste suína sobe para 3.638 milhões na Ásia

O número de porcos mortos devido à peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) na Ásia subiu para 3.638.592, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), contabilizados até 14 de junho. São 300 mil animais a mais do que a quantidade registrada em 7 de junho.

Foto: Pixabay

O levantamento da organização compila dados de órgãos federais dos países. O aumento se deve ao número de casos registrados no Vietnã, onde a quantidade de porcos mortos passou de 2,2 milhões para 2,5 milhões. A epidemia atingiu mais duas províncias no país, que já tem 56 regiões afetadas desde 19 de fevereiro, segundo o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural local. As informações são da Isto É.

A China, porém, é o país com a situação mais crítica, em termos de extensão. Com um novo foco da doença identificado, o território chinês conta com 139 focos em 32 províncias, incluindo a região administrativa de Hong Kong. Desde agosto de 2018, quando o surto foi identificado, 1,133 milhão de porcos foram mortos, de acordo com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país.

Um único foco foi identificado na Coreia do Norte, em 23 de maio, em uma província do país, levando 77 porcos à morte. Na Mongólia, 11 surtos já foram registrados em seis províncias e em uma cidade, o que fez com que 3,1 mil animais fossem mortos. Com um foco detectado, em 2 de abril, em uma província, 2,4 mil porcos foram mortos no Camboja. Em todos esses países, os números se mantiveram estáveis em relação aos resultados anteriores.

Os dados da organização da ONU divergem das estimativas de mercado. Isso porque o levantamento contabiliza apenas números divulgados por órgãos oficiais dos países.


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Número de produtos veganos lançados na Austrália triplica em 5 anos

Foto: alfexe/Adobe Stock

Foto: alfexe/Adobe Stock

O número de novos produtos alimentares veganos lançados na Austrália quase triplicou nos últimos cinco anos. O país conhecido como o terceiro mercado vegano que mais cresce no mundo, de acordo com dados da empresa de pesquisas Roy Morgan em 2018.

Agora, novos números da consultoria mostram que quase 2,5 milhões de australianos ou 12,1% da população têm alimentações onde quase toda a comida é vegetariana. Esse número supera os 2,2 milhões apurados em 2014.

Em resposta à tendência crescente, restaurantes tradicionais e cadeias de fast food estão oferecendo mais e mais opções vegetarianas e veganas, incluindo Domino´s Pizza, McDonalds, Hungry Jacks e Mad Mex, para citar apenas alguns deles.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Embora os números sobre o número exato de veganos na Austrália não sejam fáceis de apurar, a Vegan Australia estima que existam cerca de 400 a 500 mil veganos em todo o país.

A IBISWorld, uma empresa de pesquisa do setor, declarou que – com base nas tendências atuais – o número de pessoas que seguem uma alimentação vegana deve continuar aumentando nos próximos cinco anos.

Mercado vegano na economia mundial

Antes um estilo de vida pouco comum, combativo e diferente, o veganismo agora não só é popular como sinônimo de consciência e compaixão. De acordo com o Rabobank, banco líder global em financiamento dos setores alimentício e agrícola, o mercado de alimentos a base de vegetais, é um dos que mais cresce no mundo.

Em apenas cinco anos o consumo de proteína não animal deve corresponder a um terço de toda a proteína consumida na União Europeia – e, em 30 anos, deve significar um terço de toda a proteína consumida no planeta.

Paralelamente, nos Estados Unidos, sete das 15 startups do setor alimentício com os maiores investimentos são focadas em comidas e bebidas veganas, com anjos do porte de Bill Gates e Google Ventures. “A indústria da carne moída por si só é enorme nos Estados Unidos, movimentando aproximadamente 30 bilhões de dólares por ano.

“Por isso o nosso primeiro produto foi o Impossible Burger”, explica Nick Halla, CSO da Impossible Foods, uma das startups dessa lista, desenvolvedora do hambúrguer vegano campeão de vendas em lanchonetes americanas, inclusive na tradicional rede de fast-food White Castle.

Carne de origem não animal

Com sede localizada a cerca de 20 quilômetros do Vale do Silício, na Califórnia, a Impossible Foods foi criada em 2011 por Patrick O. Brown, Ph.D. e professor de bioquímica aposentado da escola de medicina da Stanford University.

Com todo o know-how de uma notória carreira de 30 anos de pesquisas de nível molecular, Brown desenvolveu o chamado Impossible Burger, um hambúrguer feito 100% a partir de vegetais (além de trigo, batata e óleo de coco), que, surpreendentemente, “sangra” e vem convencendo, carnívoros convictos em todo o país.

A título de curiosidade, o “sangue” vem de uma substância chamada heme, encontrada naturalmente em abundância em tecidos animais e criada no laboratório da Impossible Foods a partir da fermentação de levedura. Com essa “arma sanguinária” e o ambicioso objetivo de, até 2035, substituir todas as proteínas animais, Brown conseguiu captar quase 400 milhões de dólares em financiamentos e já vende seus hambúrgueres impossíveis para mais de 1.300 restaurantes nos Estados Unidos e já lançou seu negócio em Hong Kong.

“A Ásia consome aproximadamente 44% de toda a carne produzida no mundo e o consumo está crescendo. Precisamos levar alternativas a esse mercado”, afirma Nick Halla.

O empresário sabe do que está falando: de acordo com a Statista, empresa americana de pesquisa de mercado, a previsão de crescimento na venda de produtos veganos só na China é de 17% entre 2015 e 2020.

No Brasil

Enquanto isso, no Brasil, um dos maiores produtores e o maior exportador de carne bovina do mundo, o veganismo segue crescendo menos, mas a demanda por carne vermelha está em queda.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 2018, apontam que, entre janeiro e março do ano passado, o número de bois e vacas mortos no país caiu 6,9% em relação ao último trimestre de 2017 e o de porcos, 4,7% no mesmo período – o de frango, no entanto, subiu 2,6%.

Para o presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), Ricardo Laurino, esses números podem tanto ser um resquício da crise deflagrada no setor pela Operação Carne Fraca – que mirou fraudes laboratoriais no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e irregularidades cometidas por frigoríficos de grandes companhias – quanto demonstrar uma vontade da população em diminuir o consumo de carne, seja essa escolha motivada por questões econômicas, socioambientais ou de saúde.

“É difícil apontar uma razão ou outra, mas é evidente que houve uma diminuição na demanda por carne em geral, não só pela vermelha como o aumento no abate de frangos pode sugerir. Se todas as pessoas que deixaram de comprar carne de vaca e de porco tivessem comprado frango, o crescimento da produção desse tipo de carne teria sido muito maior. Os brasileiros estão, sim, buscando alternativas”, diz ele.

Fundada em 2003, a SVB vem assistindo a um crescimento constante do interesse dos brasileiros por um estilo de vida a base de vegetais, o que invariavelmente aquece o mercado vegano no país. Um dos medidores mais eficientes desse processo é o Selo Vegano, que certifica produtos livres de ingredientes de origem animal em sua composição.

Acidentes com animais em rodovias no Piauí diminuem em 2018

O número de acidentes envolvendo animais em rodovias do estado do Piauí diminuiu em 2018, em comparação ano ano anterior, em torno de 25%. Em contrapartida, o resgate de animais teve um crescimento de 187%, sendo esse um resultado do aumento das operações policiais. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal do Piauí (PRF).

(Foto: Reprodução/ Fernando Tatagiba)

Períodos em que o brasileiro viaja mais tornam as estradas mais perigosas. Isso porque o maior fluxo de veículos nas pistas aumenta o risco de acidentes entre veículos, inclusive envolvendo animais. Por essa razão, a PRF já se prepara para realização de operações sistemáticas devido à aproximação da Semana Santa.

O objetivo das operações da Polícia Rodoviária Federal é diminuir a quantidade de acidentes com animais nas rodovias. Os trabalhos dos agentes são realizados de norte a sul do estado do Piauí e compreendem as rodovias federais, estaduais e municipais. As informações é do portal ViAgora.

De acordo com a PRF, todos os animais resgatados são encaminhados a currais nos municípios conveniados. O tutor que deseja ter o animal de volta precisa arcar com as despesas da estadia e do transporte dele, além de pagar uma multa.

Para evitar acidentes, a orientação é dirigir com cautela, especialmente em trechos de rodovias localizados nas proximidades de rios e matas, nos quais a presença de animais é constante.