Cuidar de animais exige cautela com a saúde mental para não desencadear transtornos psicológicos

O trabalho exercido pelos defensores dos animais e pelos veterinários é exaustivo e, em muitos casos, causador de transtornos psicológicos como a depressão. A empresária e ativista pelos direitos animais Andressa Ciccone, 29 anos, é uma das pessoas que vivenciam a dor que a luta pelos animais traz devido aos tantos casos de maus-tratos, descaso, exploração e morte envolvendo cães, gatos, bois, vacas, galinhas e outros.

Doenças mentais atingem pessoas que cuidam de animais (Foto: Getty Images)

“Muitas vezes, você está de frente a animais que sabe que não tem como salvar e que vão morrer. Você fica de olhos com olhos com aqueles animais. Nossa, isso é muito triste e frustrante. Machuca”, desabafou Andressa. Vegana, ela se considera “ativista independente” e participa há 10 anos de ações como invasões a matadouros de porcos para registrar o horror promovido contra os animais, manifestações contra a exportação de bois vivos e resgate de animais vítimas de abandono e de maus-tratos.

“Pessoas veganas e que lutam pelos animais costumam ser mais sensíveis, empáticas. Como tem muita maldade no mundo, essas coisas afetam muito a gente. Nas transmissões ao vivo que faço, às vezes não consigo falar, de tanto chorar”, contou. As informações são da BBC News Brasil.

“Sabemos que isso afeta, mas o amor fala mais alto. Eles (os animais) precisam da nossa ajuda, não podemos simplesmente cruzar os braços. A força também vem da empatia: não tem nada no mundo que pague salvar vidas”, completou.

Em tratamento para a depressão – doença causada, em parte, pelas experiências vividas no ativismo animalista -, Andressa toma alguns cuidados para suavizar as emoções difíceis de lidar.

Estudos

Os efeitos psicológicos da atuação das pessoas em casos difíceis e tristes envolvendo animais foi tema da convenção anual da Associação Americana de Psicologia, realizada no último fim de semana em Chicago.

Durante o evento, estudos sobre o assunto foram apresentados, como uma revisão de pesquisas feitas e reunidas por Angela Fournier, pesquisadora da Universidade de Bemidji, em Minnesota.

“Pessoas que trabalham com animais ou se voluntariam para isso são muitas vezes motivadas por que veem (isso) como uma missão de vida”, explicou Fournier em um comunicado à imprensa no qual são expostos os riscos para a saúde mental da pessoa, que pode sofrer com problemas como a ansiedade e a depressão.

“A força também vem da empatia: não tem nada no mundo que pague salvar vidas”, afirmou a ativista Andressa Ciccone (Foto: Arquivo pessoal)

“No entanto, elas encaram rotineiramente o sofrimento e a morte de animais, o que pode levar ao burnout (síndrome despertada por um esgotamento físico e mental), à dita fadiga por compaixão e a outras questões de saúde mental”, completou.

“Estudos sugerem que pessoas dedicadas ao bem-estar animal carregam um peso ainda maior do que outras pessoas que trabalham com algum tipo de assistência por conta de particularidades do trabalho com animais, como a possibilidade de sacrifício e o contato com seres que viveram dor e sofrimento, mas não podem comunicar suas necessidades e experiências”, explicou.

A especialista sugere que pacientes e terapeutas busquem estratégias para reenquadrar experiências negativas e para criar uma fronteira saudável entre a vida pessoal e o trabalho ou ativismo.

“Pode ser importante fazer com que o paciente se concentre no quadro geral do quanto estão fazendo a diferença e nos animais que foram salvos, em vez de focar em histórias individuais de crises e perdas”, disse Fournier.

Dentre as estratégias executadas por Andressa para cuidar da própria saúde mental estão: exercícios físicos; pausas no uso das redes sociais, que no seu caso têm muitos pedidos de ajuda e de imagens de animais maltratados; e conversas com outros ativistas e veganos para buscar apoio e compreensão.

Transtornos psicológicos

Dentre os transtornos que a imersão na luta pelos direitos animais pode causar, estão a ansiedade, a fadiga por compaixão, a depressão e o burnout. Entenda, abaixo, o que é cada um deles, de acordo com informações fornecidas pelo Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA e pela Organização Mundial da Saúde.

Compaixão move o cuidado dispensado aos animais (Foto: Pixabay)

Ansiedade: quando sentimentos de apreensão e nervosismo passam a ser frequentes na vida de uma pessoa, eles podem se transformar em um distúrbio. A rotina, situações determinadas – como estarem uma multidão e encontrar um animal -, ou uma imprevisibilidade – muitas vezes relacionada a temores pré-existentes – podem gerar cansaço, mente agitada, palpitações, dificuldades de respirar, suor, rubor e sensação de descontrole.

A ansiedade, segundo classificações internacionais se dividem em vários tipos, como ansiedade generalizada, fobias e transtorno de pânico.

Burnout: Ligada ao mundo do trabalho, essa síndrome pode ser fonte para um estresse crônico que leva à exaustão, distanciamento e sentimentos negativos em relação à função exercida e queda na eficiência.

Depressão: Trata-se de um estado contínuo de incômodo e perda de interesse por coisas da vida, afetando questões básicas do dia a dia, como dormir, comer e se relacionar.

Estimativas indicam que mais de 300 milhões de pessoas no mundo sofram de depressão atualmente, o que representa um aumento de 18% entre 2005 e 2015. A World Mental Health Survey realizou uma pesquisa em 17 países e revelou, em 2012, que 1 a cada 20 pessoas, em média, relatou ter tido depressão em algum momento do ano anterior.

Entre os tipos de depressão estão: a distimia, pós-parto e depressão psicótica. Episódios e sintomas depressivos também fazem parte do transtorno bipolar. Além disso, ansiedade e depressão se associam.

Fadiga por compaixão: Apesar de não estar consolidada na literatura científica ou em classificações internacionais, essa denominação é defendida por pesquisadores norte-americanos como Charles Figley, especialista em trauma.

A fadiga de compaixão seria uma combinação entre características do burnout com o trauma “vicárioou secundário”, que nada mais é do que o momento em que uma pessoa se sensibiliza com o testemunho ou narrativa de dor alheia, como profissionais da saúde ou agentes da Justiça.

Incidência de suicídio entre veterinários é alta

Estimativas de vários países já mostraram que veterinários têm uma propensão maior ao suicídio. Um estudo publicado no periódico Journal of the American Veterinary Medical Association revelou que, nos Estados Unidos, a incidência de suicídio entre veterinários foi de 2 a 35, vezes maior, entre 1979 e 2015, do que na população norte-americana em geral.

Uma monografia apresentada em 2012 por Tatiana Guimarães, então graduanda orientada pelo sociólogo Ignacio Cano, estudou dados sobre suicídio em profissões que, na literatura científica mundial, tendem a apresentar maior incidência. Dentre elas, os veterinários, que registraram incidência duas vezes maior na comparação com a população brasileira em geral.

“Mais pesquisas estão sendo feitas para compreender melhor por que os veterinários podem ter este risco aumentado, mas uma combinação de traços de personalidade, demandas profissionais e o ambiente de aprendizado da veterinária podem contribuir”, explicou a veterinária Katherine Goldberg durante a convenção da Associação Americana de Psicologia.

Ajuda a animais abandonados pode afetar saúde mental do protetor , ativista ou veterinário quando cuidados não são tomados (Foto: Pixabay)

Essa maior propensão ao suicídio entre os profissionais da medicina veterinária também pode ser explicada pelo contato frequente com o sacrifício de animais; o acesso a fármacos; uma rotina intensa de trabalho, muitas vezes sem remuneração e benefícios à altura das expectativas do profissional.

Especializado no atendimento a animais em estado crítico, o médico veterinário intensivista Rodrigo Cardoso Rabelo estuda e escreve sobre saúde mental na medicina veterinária e implementa ações na Intensivet, clínica na qual ele atende em Brasília.

Dentre as ações, estão a aplicação periódica de um formulário que pode detectar o burnout e que, segundo o veterinário, tem três indicadores principais: realização profissional; despersonalização (distanciamento que o profissional mantém do paciente); e esgotamento emocional.

Segundo Rabelo, ao se debruçar sobre as respostas dos formulários é possível concluir que o esgotamento tende a pesar mais entre os veterinários brasileiros.

“O veterinário lida não só com os animais, mas com seu tutor (humano). Diferente dos europeus e americanos, nós brasileiros, latinos, temos uma relação muito mais próxima da família e dos animais. Às vezes deixamos a parte profissional e financeira de lado, de tanto que nos envolvemos emocionalmente. Isso fica difícil em uma rotina diária, considerando o volume de pacientes que a gente recebe”, explicou.

“Eu mesmo cheguei a um nível de estresse muito alto. O luto que via no consultório acabava se refletindo em um medo de perder pessoas queridas em casa. Somente neste ano, perdi amigos (veterinários) neste tipo de situação (suicídio)”, relatou.

“Hoje, reduzi o número de pacientes, inclusive para prestar um atendimento de melhor qualidade a eles e também para estar bem comigo mesmo”, completou.

Para o veterinário, alguns cuidados com a saúde mental podem ser tomados por aqueles que cuidam de animais. Rabelo recomenda evitar jornadas longas de trabalho e prezar por intervalos; realizar uma rotatividade de funções no trabalho; praticar exercícios físicos; ter uma alimentação e hidratação equilibradas; manter um hobby e apoio emocional, como em terapias e práticas espirituais; conversar com pessoas próximas e colegas; e reduzir o uso de celular e redes sociais.


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Mulher mata cachorros e arara-azul a tiros em Itapemirim (ES)

Uma mulher matou três cachorros e uma arara-azul a tiros em Itapemirim, no Espírito Santo. O crime aconteceu no último sábado (20) e a mulher, que sofre de depressão, afirmou que estava em surto quando matou os animais.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Após ser denunciada, a mulher foi encaminhada para uma delegacia de Polícia Civil. As informações são do portal Gazeta Online.

A mulher disse que pretendia tirar a própria vida e decidiu matar os animais porque gostava muito deles e sabia que, se ela cometesse suicídio, não haveria ninguém para cuidar deles.

A Polícia Civil emitiu uma nota por meio da qual explicou que a mulher assinou um termo circunstanciado de ocorrência e foi liberada em seguida. Ela responderá por crime ambiental.

A arma utilizada no crime era registrada e foi apreendida, assim como as munições. Os itens foram encaminhados para exame de balística e uma perícia foi realizada no domingo (21) no local do crime.

Os policiais orientaram a mulher a procurar ajuda psicológica, segundo o portal Aqui Notícias.


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Gorila de 30 anos permanece em zoo mesmo após protestos por sua liberdade

Por Rafaela Damasceno

Pata Zoo, o único zoológico da Tailândia localizado em uma loja de departamentos, foi condenado a fechar em 2015 por falta de documentações necessárias. Até hoje nada foi feito e o lugar permanece funcionando. Os animais, que deveriam ter sido soltos há quatro anos, continuam em cativeiro. Bua Noi, uma gorila de 30 anos, está presa há 27 e nunca saiu de sua gaiola desde que chegou ao local.

O zoológico funciona dentro em um shopping, em Bangkok, e também abriga orangotangos, chimpanzés, répteis, leopardos, entre outros. Turistas relatam que os ambientes em que os animais vivem são imundos e insalubres, as jaulas são apertadas, há goteiras e calhas sujas e os animais parecem completamente desesperados e infelizes.

Imagens gravadas por um visitante chocado com a situação mostram a gorila puxando seus pelos, rolando pelo chão e até mesmo chorando. “Me senti muito triste. É horrível porque ela parece não ter mais esperança”, disse ele, em entrevista ao Daily Mail. “Muitas pessoas tentaram salvá-la e ela teve sua chance de liberdade, mas isso não aconteceu. Estou preocupado que as pessoas tenham se esquecido dela”, completou.

Bua Noi, presa, segurando as barras da sua cela com um olhar muito triste

Foto: Daily Mail

Bua Noi deveria ter sido libertada em 2015, quando pedidos foram feitos para que o zoológico fechasse. Mas, por algum motivo, nenhuma das duas coisas aconteceu, e a gorila não voltou a sentir a terra sob seus pés; sua jaula, com chão de concreto, é a única coisa que ela conhece desde os três anos de idade.

Acredita-se que Bua Noi é o único gorila presente na Tailândia. Ela foi comprada da Alemanha em 1992.

Quando ativistas dos direitos animais protestaram, há quatro anos, o Departamento de Parques Nacionais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas descobriu que o zoológico não tinha a documentação necessária para funcionar. Foi decidido, então, que os animais fossem removidos da instalação pelos donos do local. Ao invés disso, eles assinaram um acordo prometendo que cuidariam melhor de Bua Noi, e o local permaneceu aberto.

Bua Noi, presa, com o rosto triste. Parece ter lágrimas em seus olhos

Foto: Daily Mail

Kanit Sermsirimongkol, o dono do zoológico, afirmou que não há nenhum problema com os animais presentes na instalação e que a expressão triste no rosto de Bua Noi é sua expressão natural. A afirmação foi reforçada pelo diretor do local.

“Sei que um dia ela precisará ir embora, mas não é uma boa ideia devolvê-la imediatamente à vida selvagem sem ensiná-la a sobreviver sozinha”, disse Kanit.

Nenhuma providência está sendo tomada para que Bua Noi aprenda a viver por conta própria na natureza, onde ela verdadeiramente pertence.

 

Cachorro fica deprimido após ser abandonado amarrado a poste

Um cachorro foi abandonado preso a um poste de energia elétrica. Deixado pelo tutor, ele ficou bastante deprimido, o que era visível em sua feição e expressão corporal. Olhando para a rua, ele parecia esperar pelo retorno de quem o abandonou.

Foto: Vida Loca/YouTube

Max, como é chamado o cão, foi encontrado por Graham Dobson, de 43 anos, que passava pelo local onde o animal foi deixado enquanto ia para o trabalho. As informações são do portal I Love My Dog.

O homem, então, fotografou o cachorro e publicou a foto na internet. A imagem viralizou e chegou ao tutor de Max, que apareceu para se explicar, afirmando que abandonou o animal porque não tinha mais condições de arcar com as despesas dele. Ao ser descoberto, ele pegou o cão e entregou oficialmente para o diretor de um abrigo para animais.

No abrigo, Max tem se mostrado um cachorro muito doce e comportado, mas ele demonstra se sentir solitário e, por isso, precisa encontrar uma nova família. Potenciais adotantes já tem conversado com os membros da ONG e em breve ele pode ser adotado.

Foto: Hull City Council news/Facebook

Animais órfãos podem ter depressão e morrer mesmo após resgate

Filhotes de animais resgatados sem a mãe correm um risco de vida maior que outros animais e podem até desenvolver depressão. O coordenador do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) de Campo Grande (MS), Marlon Cezar Cominetti, que recebe filhotes órfãos com frequência, conta que a ausência da mãe pode prejudicar a vida do animal.

Foto: Marina Pacheco / Campo Grande News

“A onça pode morrer por conta disso, não conseguimos prever, o animal entra em depressão”, disse. As informações são do portal Campo Grande News.

Um dos casos relatados por Cominetti é de um bugio que morreu de tristeza após ser resgatado. “Recebemos um há algum tempo que morreu, provavelmente, de tristeza, porque não tinha nada fisiologicamente. A gente não consegue dizer que é uma tristeza igual do ser humano, mas notamos na aparência. Ele fica apático, não brinca”, contou.

Entre os animais órfãos recebidos pelo CRAS, estão um beija-flor, tamanduás e papagaios. “Cuidamos do beija-flor no biquinho, mas quando está quase pronto para sair e pegar voo morre sem ter nenhum problema aparente. Tá perfeito, porém o que falta é a mãe. Recebemos ainda muitos tamanduás que se tivessem a mãe seria mais fácil. Filhotes de papagaio a gente dá comida dentro do papo, igual os pais fariam. Faz falta para todos. Alguns são mais sensíveis a ausência, diferente dos répteis que não costumam ter cuidado parental”, explicou.

Foto: Marina Pacheco / Campo Grande News

Para tentar salvar o animal que fica deprimido, os cuidadores do CRAS dão carinho para ele. “Damos carinho, mas não podemos deixar que façam laços com humano. Temos que manter o equilíbrio entre carinho e isolamento para o bem deles”, afirmou.

O CRAS abriga atualmente cerca de 400 animais. Segundo Cominetti são répteis, aves e felinos. Na terça-feira (2), dois filhotes de onça-parda chegaram ao local.

“Aqui era para ser uma passagem rápida. Recebemos cinco animais por semana, mas nesse ano soltamos poucos desde janeiro”, falou o coordenador, que explicou ainda que há espécies mais fáceis de serem devolvidas à natureza do que outras.

Foto: Marina Pacheco / Campo Grande News

“Os mais fáceis são os répteis, com eles não têm muito problema. Agora, mamífero já é mais complicado assim como as aves, isso num panorama geral. No entanto, de espécie a onça é mais difícil ainda por conta do espaço”, afirma. “Temos um exemplo das aves. Elas precisam voar, mas vão se aproximar das pessoas porque são sociáveis. Precisamos ver isso na hora de soltar também”, complementa.

De acordo com ele, apesar de terem sido resgatados e levados para o CRAS, os animais não perdem o instinto. “O problema é que estão acostumados com a gente. Aqui não temos um recinto para a onça ficar, pois precisa de espaço de no mínimo 1 hectare. Outra questão é que é a mãe que ensina os filhotes a abaterem, sobreviverem”, disse.

Dependendo da época, o CRAS recebe filhotes com bastante frequência. “Nessa semana já chegou um filhote de tamanduá e outro de capivara, que morreu logo depois, pois deve ter sofrido um trauma interno que ninguém percebeu”, relatou.

Cão faz amizade com vaca e desenvolve depressão ao ser separado dela

Um cachorro e uma vaca criaram um forte vínculo de amizade quando passaram a viver juntos em uma fazenda. Rookie, como é chamado o cão, corria e brincava na maior parte do dia e também se divertia com os tutores. Nos outros momentos, estava ao lado da vaca e já foi flagrado, inclusive, dormindo em cima das costas dela. A grande amiga dele, no entanto, foi vendida. E a dolorosa separação dos dois levou o cachorro a desenvolver depressão.

Foto: Reprodução / YouTube

A família não estava conseguindo arcar com as despesas da vaca e, por isso, decidiu vendê-la. O que ninguém imaginava era que Rookie sofreria tanto ao ficar distante da companheira. Assim que a vaca foi levada da fazenda, o cachorro começou a uivar e latir. As informações são do portal APost.

Passados alguns dias, Rookie ouviu os mugidos da vaca vindos de algum local próximo e saiu correndo, à procura da amiga. O tutor do cachorro tentou impedi-lo, mas não foi possível. Seguindo o barulho, o cão encontrou a vaca amarrada em um estábulo. Ele pulou e lambeu o rosto dela, feliz pelo reencontro que, no entanto, durou pouco.

Foto: Reprodução / YouTube

Levado de volta para casa, Rookie piorou. A depressão tomou conta do animal, que até parou de comer, preocupando o tutor. Diariamente, o cachorro andava pelo lugar onde a vaca ficava na fazenda, tentando encontrá-la. O sofrimento dele comoveu o tutor, que decidiu se sacrificar para comprar a vaca e trazê-la para perto do cão. Surpreendido por um mugido familiar, Rookie reencontrou a vaca, desta vez para nunca mais se separar.

Morre em zoo espanhol o “elefante mais triste do mundo”

A elefanta Flavia sozinha em seu cativeiro | Foto: Pacma

A elefanta Flavia sozinha em seu cativeiro | Foto: Pacma

A elefanta conhecido como “mais triste do mundo” morreu aos 47 anos, após mais de quatro décadas vivendo em confinamento solitário no zoológico de Córdoba (Espanha).

Flavia foi separada de sua família na selva aos 3 anos e passou ao todo 43 anos vivendo sozinha em seu cativeiro e faleceu na semana passada.

Grupos de defesa dos direitos animais tentaram por diversas vezes junto ao zoológico conseguir que Flavia se mudasse para um local onde ela pudesse ter contato com outros elefantes, mas não tiveram sucesso a tempo.

A saúde da elefanta vinha se deteriorando há vários meses, suspeitava-se que ela sofria de depressão, segundo informações do jornal The Local.

Ela desmaiou em seu cativeiro na sexta-feira, e após os veterinários atestarem que Flavia não conseguia mais ficar em pé, a elefanta foi eutanasiada.

Amparo Pernichi, vereador encarregado de questões ambientais da prefeitura de Córdoba, disse que a morte de Flavia foi “um tremendo golpe para a equipe toda do zoológico”, segundo o site.

“Nos últimos seis meses, a condição física de Flavia se deteriorou muito, mas especialmente nas duas últimas semanas esse declínio foi mais acentuado”.

Pernichi chamou Flávia de “ícone da cidade” e declarou que sua ausência seria muito sentida.

Os elefantes são seres altamente sociais que vivem em grupos cm estruturas familiares na natureza.

Os elefantes africanos vivem em bando com uma média de 11 membros ou mais por grupo, porém, alguns “mega-bandos”, de mais de mil indivíduos vivendo juntos, já foram observados na natureza.

Um estudo de 2009 apontou que a interação com outros elefantes propicia “a forma mais significativa de enriquecimento e bem estar” para os animais que vivem em cativeiro.

Há relatos de elefantes vivendo sozinhos que chegaram a recorrer a “auto-mutilação” como forma de alívio da solidão, praticando atos como morder-se, ou adotar comportamentos que indicam problemas de saúde mental, como o balançar rítmico de pernas e cabeça.