Cachorro surdo reencontra família após ficar desaparecido por 10 anos

Snoopy voltou para casa após ficar 10 anos desaparecido. Encontrado na rua, surdo, ele foi resgatado e teve a chance de reencontrar sua família uma década depois do dia em que fugiu. O caso aconteceu em Curitiba, no Paraná.

O cão, que ficou conhecida como Fumaça por ser um pouco bravo, foi encontrado pela consultora comercial Karina Bremm. Ele estava deitado dentro de uma poça de água no meio da rua, no bairro Marinoni, em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.

Foto: Arquivo pessoal/Karina Bremm

“Eu estava passando de carro quando vi o cachorro. Quase atropelei ele, buzinei, fiz de tudo e nada. Parei o carro e tentei chamar para tirá-lo da rua, mas percebi que ele era surdo”, contou ao G1. Karina pegou ração no carro e usou o alimento para atrair o cão e colocá-lo no veículo.

“Chegando em casa não sabia o que fazer e, como tenho gato, ficou complicado. Decidi, então, publicar nas redes sociais que havia encontrado o cão. Ainda na internet, encontrei uma pessoa que me indicou um hotel para abrigá-lo”, explicou Karina.

Após levar o cão para o hotel, ela continuou procurando o tutor do animal por meio das redes sociais. Karina acreditava que não conseguiria encontrar um novo lar para o cachorro porque ele é idoso e bravo.

Na semana passada, quando completou um mês e meio do resgate de Snoopy, um homem enviou uma mensagem para Karina no Facebook afirmando que o cachorro poderia ser o cão que fugiu da casa dele há 10 anos.

“Ele perguntou: ‘É macho?’. Falei que era. Aí ele me perguntou como que eu tinha resgatado, e ele, emocionado, me disse: ‘Nossa, minha família morou nesse bairro há muito tempo. Pelas características que você falou, é ele. É o Snoopy’. E eu senti verdade na fala dele”, relatou Karina.

Karina disse que Snoopy rosnava até quando ofereciam comida para ele, mas que entrou imediatamente dentro do carro do tutor assim que o viu.

“Quando o tutor pegou na corrente, ele já foi andando do lado. Reconheceu mesmo, e aí vimos que era real a história. Eles abriram a porta do carro, e ele já entrou, como quem diz: ‘Achei finalmente a minha família’. Foi tão lindo”, disse.

O tutor de Snoopy, que preferiu não ser identificado, contou que a família acreditava que nunca mais veria o cão.

Foto: Arquivo pessoal/Karina Bremm

“Ele e outro cachorro que tínhamos fugiram há dez anos, quando meu filho tinha poucos meses de vida. Um dos cães voltou, mas o Snoopy, não. Na época, não tinha redes sociais, nem nada, então perdemos ele mesmo”, disse.

O homem disse ainda que só viu a publicação da Karina no Facebook porque um outro cão apareceu na frente de sua casa e ele decidiu divulgar o caso na rede social.

“É engraçado, né? Parece coisa de Deus, era para ter esse reencontro. Eu vi que era ele pelos traços familiares, pelo olhar, mesmo estando com os pelos mais brancos”, explicou. De acordo com o rapaz, a mãe de Snoopy fez parte da família por muito tempo.

Atualmente, a família do cão mora no bairro Sítio Cercado. “O Snoopy morou 11 anos conosco, então agora deve ter 21 anos, é bem velhinho. Talvez tenha voltado para se despedir mesmo. Ele está meio mal, deve ter sofrido muito enquanto estava na rua. Eu duvido que ele tenha morado com outra família justamente por causa da sua personalidade forte”, concluiu o tutor.


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Pesquisadores acreditam que orcas desaparecidas no Canadá estejam mortas

Por Rafaela Damasceno

Orcas desapareceram na Colúmbia Britânica, província ao sul do Canadá. O Centro de Pesquisa de Baleias, que tem sua sede nos Estados Unidos e costuma monitorar os animais, acredita que elas estão mortas. Pesquisadores descobriram que, no inverno passado, as baleias adultas da costa da região estavam doentes e machucadas.

Uma orca saltando no mar

Foto: Dave Ellifrit/Center for Whale Research

Uma das orcas desaparecidas, uma fêmea de 42 anos denominada J17, foi registrada pela última vez com a cabeça e o pescoço disformes em virtude da fome.

Um macho, K25, tinha 28 anos e deveria estar no auge de sua vida, segundo o Centro de Pesquisa de Baleias. Ele foi visto pela última vez em janeiro, desnutrido. Outro, L84, de 29 anos, desapareceu antes do verão começar.

Com os desaparecimentos e possíveis mortes, a população de orcas no Sul caiu para 73. As baleias estão listadas como ameaçadas de extinção no Canadá e lutam para encontrar comida, devido à escassez de salmão, um dos alimentos mais consumidos pelas orcas.

Segundo um estudo recente, a reprodução da espécie vem sendo prejudicada pela escassez de comida. Há um estresse nutricional causado pela pequena disponibilidade de salmão, o que acaba acarretando em problemas na gravidez.

Muitos produtos químicos também acabam contaminando as águas e sendo absorvidos pelo salmão, contaminando as baleias que se alimentam do peixe. Algo em torno de 85% desses produtos tóxicos é passado para os filhotes durante o período de amamentação, o que torna as baleias mais suscetíveis a doenças e diminui suas chances de sucesso reprodutivo.


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Gatos agonizam e morrem com suspeita de envenenamento em Arraial do Cabo (RJ)

Pelo menos oito gatos morreram na tarde desta sexta-feira (28) em Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, com suspeita de envenenamento. Uma gata conseguiu sobreviver e está sob os cuidados de veterinários. O grupo vivia em um pesqueiro da Praia Grande. E, segundo o Projeto Animal de Arraial, mais de dez felinos estão desaparecidos.

Gata sobrevivente está internada em clínica veterinária (Foto: Projeto Animal de Arraial do Cabo / Divulgação)

A veterinária Fabíola Brandão fez o atendimento emergencial da gatinha sobrevivente e disse que o estado dela é estável.

“Ela estava babando, com tremores musculares, vomitou um pouco e evacuou um pouco. Também estavam com a coordenação motora toda desfigurada e sistema neurológico afetado. Todos os sintomas apontam envenenamento. Agora, ela se encontra estabilizada, sem tremores, sem salivação, mas não sabemos como foi o estrago interno”, disse Fabíola.

O vice-presidente do Projeto Animal, Ramon Amorim, contou ao G1 que a associação trabalha no local para evitar a proliferação de gatos.

“A gente tem feito um trabalho de castração ali, com os próprios recursos. De 8 a 10 gatas já pegamos ali para castrar. A gente faz campanha de ração, para levar ração para eles lá. Na medida do possível, a gente faz o que pode”, relatou.

Maus-tratos contra os animais é crime pela Lei de Crimes Ambientais. O artigo 32 deixa claro que a pena é de “detenção, de três meses a um ano, e multa”.

Gatos foram encontrados mortos (Foto: Projeto Animal de Arraial do Cabo / Divulgação)

Ramon acredita que foi colocado chumbinho no local. “Parece que hoje colocaram chumbinho lá na comida dos animais. Não sei porque cargas d’água, não sei quem faria tamanha maldade, não sei se é gente dali, se é gente de fora. Os pescadores dali ajudam bastante a gente. Eu sei que a situação é muito complicada”, revelou.

Ainda de acordo com o projeto, o processo de castração dos animais estava pronto desde janeiro e não foi assinado pela Secretaria de Saúde.

O G1 tenta contato com a Prefeitura de Arraial do Cabo para um posicionamento em relação ao caso e aguarda uma resposta.

O caso deve ser relatado à Polícia Civil, segundo a equipe do projeto.

Fonte: G1


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Espécies de animais podem diminuir em 25% devido à ação humana, diz estudo

Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, concluíram que as espécies de animais podem sofrer uma redução de 25%, no próximo século, devido à ação humana. O estudo foi publicado na revista Nature Communications.

Foto: Pixabay

Com o aumento da população de seres humanos, áreas originalmente ocupadas por animais podem passar a ser usadas pelas pessoas – como já tem acontecido há bastante tempo. As informações são do portal All That’s Interesting.

A redução do habitat dos animais, segundo o estudo, pode levar muitos deles à extinção. Os mais pequenos, que ocupam menos espaço, terão mais chances de sobreviver, enquanto os grandes mamíferos e as aves serão, provavelmente, os mais afetados.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores estudaram a massa corporal, o tamanho da ninhada, o habitat, a dieta e a vida útil de mais de 15 mil mamíferos e aves. Depois, as informações obtidas foram cruzadas com o conteúdo da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, da União Internacional para a Conservação da Natureza.

“De longe, a maior ameaça aos pássaros e mamíferos é a humanidade – com os habitats a serem destruídos devido ao nosso impacto no planeta, como desmatamento, caça, agricultura intensiva, urbanização e os efeitos do aquecimento global”, disse o autor do estudo, Rob Cooke.

O estudo concluiu ainda que as espécies com mais chances de sobrevivência são as que se alimentam de insetos, têm grandes ninhadas e suportam diferentes tipos de clima.

“O ‘encolher’ substancial de espécies que previmos poderia gerar impactos negativos adicionais para a sustentabilidade a longo prazo da ecologia e da evolução”, acrescentou Cooke.

Além da perda direta de espécies, se animais como o rinoceronte e o condor desaparecerem, outros também irão sofrer de maneira indireta. “Se os perdermos, outras espécies que dependem deles também podem ser extintas”, explicou o cientista.


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Cerca de 17% dos animais marinhos podem desaparecer até 2100 devido à emissões de CO2

Uma avaliação internacional publicada, na terça-feira (11), na revista americana PNAS, alertou para a possibilidade de cerca de 17% dos animais marinhos desaparecerem até 2100, caso as emissões de CO2 sigam no ritmo atual.

O estudo avalia apenas o impacto dos efeitos do clima, sem incluir a pesca e a poluição. A perda de animais, segundo o levantamento, já começou. As informações são do Estado de Minas.

Foto: Pixabay

A avaliação foi feita por 35 pesquisadores de quatro continentes, agrupados no consórcio “FishMIP” (Fisheries and Marine Ecosystem Model Intercomparison Project), que avaliaram, de maneira global, os efeitos do aquecimento global nos animais marinhos.

Segundo os cientistas, caso as emissões de gases causadores do efeito estufa se mantiverem da forma como estão atualmente, a população de animais será reduzida em 17% até 2100, em relação à média registrada entre 1990 e 1999.

Para que a taxa de desaparecimento de animais fique em 5%, é preciso que o aquecimento global permaneça abaixo de 2ºC, segundo o estudo. Para cada grau de aquecimento acumulado, 5% adicional de biomassa animal pode ser perdida.

“Seja qual for a hipótese das emissões, a biomassa global dos animais marinhos vai cair, devido ao aumento da temperatura e ao retrocesso da produção primária”, diz a pesquisa.

Após, em 2015, vários países se comprometerem, em um acordo feito em Paris, a manter a temperatura mundial abaixo de 2ºC, em relação à era pré-industrial, as emissões e concentrações de gases causadores do efeito estufa atingiram um novo recorde mundial, em 2018, antecipando um cenário futuro de 4ºC a mais.

Os pesquisadores concluíram que o impacto nos animais marinhos será maior nas zonas temperadas e tropicais e que em muitas regiões polares, especialmente na Antártica, a biomassa marinha poderá aumentar.

“O futuro dos ecossistemas marinhos dependerá em grande parte da mudança climática”, resume Yunne-Jai Shin, biólogo do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD).

Quatro animais desapareceram da América Latina nos últimos 15 anos

Apesar dos esforços de ONGs de defesa animal, quatro espécies desapareceram por completo da América Latina nos últimos 15 anos, devido à ação humana.

Ararinha-azul (Foto: Getty Images)

Uma dessas espécies é a ararinha-azul. Famosa por ter sido um personagem da animação Rio, ela foi extinta no habitat em 2000 devido ao desmatamento e a caça. No entanto, segundo um estudo de setembro de 2018 da organização Bird Life, ainda restam entre 60 e 80 ararinhas em cativeiro. Em 2016, uma ave da espécie foi vista em liberdade, na natureza, em Curaçá, na Bahia. A origem dela é um mistério. As informações são do UOL.

A tartaruga gigante de Galápagos é outro animal que sumiu da América Latina. A última tartaruga, que vivia nas ilhas Galápagos, no Equador, e era conhecida como George Solitário, morreu de velhice, com mais de 100 anos, em 2012. A caça para consumo da carne do animal o levou à extinção.

Tartaruga gigante de Galápagos (Foto: Getty Images)

O início da ação humana contra essa espécie teve início no século 18, quando piratas descobriram que as tartarugas conseguiam sobreviver em navios sem água e comida por meses. A partir de então, os navegadores que frequentaram Galápagos no século 19 começaram a capturar grandes quantidades de tartarugas vivas para levá-las nos barcos e consumir a carne delas, segundo Linda J. Cayot, da organização Galapagos Conservancy.

Sapo dourado (Foto: Getty Images)

Além da caça, outros fatores interferem na sobrevivência das espécies. Como é o caso do sapo dourado, que desapareceu devido às mudanças climáticas. Esse animal precisa de um certo nível de umidade para se reproduzir, por isso alterações no clima extinguiram a espécie, que vivia nos pântanos da floresta nublada em Monteverde, na Costa Rica. O habitat desse animal secou por causa de uma mudança drástica na temperatura da região, que impediu a formação da neblina que protegia a espécie, segundo informações do Centro Científico Tropical da Costa Rica. Em 1989 foi última vez em que a presença do anfíbio foi registrada. Em 2008, uma expedição buscou por sobreviventes da espécie, mas não encontrou nenhum.

Entre os animais que desapareceram na América Latina também está a foca-monge-do-caribe, um mamífero marinho que nadava pelas correntes do Golfo do México e foi declarado extinto em 2008. Causas humanas causaram a extinção, de acordo com a Administração Nacional Atmosférica Oceânica (NOAA, na sigla em inglês). Essas focas eram caçadas pela indústria pesqueira e tinham sua pele e gordura comercializadas.

Foca-monge-do-caribe (Foto: NOAA)