Príncipe Charles tenta convencer Trump sobre a importância de agir contra as mudanças climáticas

Donald Trump resistiu à defesa do Príncipe Charles de que é preciso agir ainda mais contra as mudanças climáticas (Fotos: Getty)

Donald Trump resistiu à defesa do Príncipe Charles de que é preciso agir ainda mais contra as mudanças climáticas (Fotos: Getty)

Por David Arioch

Hoje, durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Príncipe Charles passou a maior parte do tempo tentando convencê-lo sobre os perigos das mudanças climáticas, segundo o jornal britânico The Guardian.

No decorrer do encontro em Londres com duração de 90 minutos, o príncipe ressaltou que hoje em dia uma das suas principais preocupações é o aquecimento global, e que é preciso agir contra as mudanças climáticas.

Trump defendeu que os Estados Unidos não têm culpa disso, mas sim países como China, Rússia e Índia, além de outras nações.

“Eles não têm um ar muito bom, a água não é muito boa e há uma sensação de poluição. Se você vai a determinadas cidades, você nem consegue respirar, e agora esse ar está subindo. Eles não assumem a responsabilidade”, disse durante participação no programa Good Morning Britain, da iTV, em entrevista ao jornalista Piers Morgan.

“Ele realmente está por dentro das mudanças climáticas, e eu acho ótimo. Ele quer que as futuras gerações tenham um bom clima, em oposição a um desastre, e eu concordo”, disse Donald Trump em referência ao encontro com o Príncipe Charles.

Por outro lado, o presidente disse que não acha que os EUA têm que fazer mais do que já têm feito em relação às mudanças climáticas, e defendeu que os Estados Unidos têm um dos melhores climas, “segundo todas as estatísticas”.

Questionado se reconhece os estudos científicos sobre as mudanças climáticas, Donald Trump disse que acredita que “há uma mudança no clima”, e lembrou que antes a mudança climática era chamada de aquecimento global, mas que, segundo ele, como não estava atraindo a atenção houve uma mudança.

O presidente dos EUA não pareceu muito à vontade falando sobre o assunto e quando Morgan perguntou se o Príncipe Charles conseguiu convencê-lo a dar mais importância ao assunto, ele desconversou e disse apenas que o que o comoveu foi a paixão do príncipe pelo futuro das próximas gerações.

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Mudança climática agrava conflitos entre seres humanos e animais

Reprodução | Paul Nicklen

O ego e a ganância humana são atualmente os únicos obstáculos que precisam ser ultrapassados para que o planeta ainda tenha a chance de sobreviver até o próximo século. Apenas nos últimos 10 anos, a temperatura do planeta Terra aumentou ao equivalente a 100 milhões de bombas de Hiroshima. O aquecimento global é uma realidade e suas consequências são aterradoras.

Enquanto cabe a cada ser humano lutar para preservação do meio ambiente em que vive e explora, na outra ponta do iceberg temos as verdadeiras vítimas, nossos companheiros de evolução e existência: os animais. Indefesos, eles sofrem duplamente, pois cada vez menos reconhecem seus habitats e cada vez mais são forçados a cruzarem os caminhos de seres humanos, o que muitas vezes pode significar sua morte.

Ursos-polares são considerados os “garotos-propaganda” do aquecimento global, mas são apenas uma entre milhões de espécies que sucumbirão nos próximos anos devido à falta de alimento e abrigo causados pelo desastre ambiental promovido pela máquina capitalista. Dados apocalípticos apontam que pelo menos metade de toda fauna mundial está fadada à extinção. A biodiversidade será uma palavra constante nos livros de História daqui a alguns anos.

O aumento da temperatura do planeta deixa marcas cada vez mais evidentes. Um caso recente, foi a migração de populações de ursos-polares para cidades russas devido à escassez de alimento eu seus habitats. A foto dos grandes e belos animais magérrimos revirando latas de lixo chocou o mundo e causou ondas de pânico. O maior receio de biólogos, especialistas da vida selvagem e ativistas em defesa dos direitos animais, é que o medo seja usado como justificativa para matar animais selvagens que estão apenas confusos e famintos.

Na África e na Ásia os dados não são mais animadores, conflitos entre elefantes e seres humanos estão causando baixas em ambos os lados. Aldeões destroem os habitats dos elefantes para criar plantações, com fome, os elefantes comem as plantações e por conta disso são envenenados ou incendiados. Na Ásia, principalmente na Índia, não é incomum que elefantes sejam vítimas de descargas elétricas ou atropelamentos. Ao que tudo indica, o maior continente do mundo já não é suficiente para abrigar a todos.

Sociólogos e historiadores acreditam que as próximas décadas serão repletas de guerras e miséria. Embora tudo que seja produzido no mundo seja suficiente para alimentar toda a população do planeta, não será suficiente para a gula capitalista-industrial. A fauna e flora podem talvez ser extintas para sempre e com isso, a espécie humana também está com os dias contatos.

No entanto, nem tudo está perdido. A ONU (Organizações das Nações Unidas) faz um apelo à população mundial e sugere pequenas mudanças que serão fortes aliadas para a manutenção da vida na Terra. Entre as recomendações estão a abolição do consumo de carne e derivados de origem animal, reciclagem e reutilização, redução do uso de plástico e empatia por todas as outras espécies que dividem esse planeta conosco. Toda pequena ação fará muita diferença, para nós e para o mundo.

Animais perceberam que a barragem da Vale estava prestes a se romper


Animais já sabiam que algo muito grave aconteceria (Foto: Wilton Júnior/Estadão)

Esta semana, inúmeros sobreviventes relataram que antes do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), animais como bovinos, aves e cães começaram a agir de forma estranha.

Em entrevista ao UOL, o professor de zoologia e comportamento animal da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Carlos Alberts explicou que os movimentos gerados pelo rompimento da barragem emitem infrassons ou sons extremamente baixos que vibram em uma frequência que o ouvido humano não consegue captar.

“A barragem não rompe de uma vez só. Ela tem movimentos anteriores ao rompimento completo”, explicou. Segundo Alberts, o que também pode ter influenciado a percepção dos animais foi o contato direto das patas ou dos pés com a terra.

“A galinha é uma ave, pode ter notado a mudança do ar. As massas de ar são deslocadas quando a barragem é rompida. Também podem notar modificações de cheiro. Elas são muito sensíveis e dependem de perceber essas coisas para sobreviver. Os animais não erram, eles percebem antes da gente”, enfatizou o professor ao UOL.

Quem também endossou a justificativa de Carlos Alberts foi o sondador Lieuzo Luis dos Santos em entrevista à TV Globo. O sobrevivente relatou que não ouviu nenhum som antes do rompimento da barragem, mas percebeu que bois e vacas correram antes que o chão abrisse.

Fonte: Vegazeta

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Centenas de animais são atingidos no desmoronamento da barragem em Brumadinho (MG)

Desde o rompimento da barragem da Vale do Rio Doce em Brumadinho que ocorreu nesta sexta-feira (25), ativistas da Brigada Animal se encaminharam ao local para socorrer os animais atingidos pelo acidente. O número de animais que morreram no desastre ainda não foi divulgado.

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(Foto: Reprodução)

O desastre transformou a região num imenso lamaçal e dezenas de animais foram vistos atolados na lama. Pelo tamanho do acidente inúmeros animais devem ter morrido. Outros devem ainda morrer porque a empresa disse em nota que “a prioridade total da Vale, neste momento, é preservar e proteger a vida de empregados e de integrantes da comunidade”. Em nenhum momento os animais da região foram mencionados no plano de resgate da Vale.

O rompimento da barragem acontece pouco mais de três anos após a cidade mineira de Mariana viver a maior tragédia ambiental já registrada no Brasil. Em novembro de 2015, a barragem de Fundão, da Samarco, empresa de propriedade da Vale e da BHP, rompeu-se e matou 19 pessoas, além de causar imenso prejuízo para a fauna e flora local. Na época, a lama avançou sobre a bacia do rio Doce e chegou ao litoral do Espírito Santo.

Segundo relatos, o acesso para a realização dos primeiros resgates de animais foi liberado de forma restrita, apenas para socorristas com experiência, pois há o risco de novos rompimentos. O grupo Veterinários na Estrada, que atuou no desastre em Mariana, já está a caminho de Brumadinho para efetuar os resgates e oferecer cuidados veterinários às vítimas.

O Movimento Mineiro pelos Direitos Animais (MMDA) se pronunciou imediatamente após a notícia do rompimento da barragem, e não medirá esforços para salvar os animais do lamaçal. “Nossa força-tarefa que atuou em Mariana e Rio Casca está articulando toda a logística e frentes de trabalho para em breve divulgarmos o que será necessário,” disse Adriana Araújo, na página oficial do MMDA no Facebook.

Foi lançada uma campanha de financiamento coletivo para ajudar as famílias e os animais que foram vítimas desse grave crime ambiental. O dinheiro arrecadado será destinado a ações emergenciais como a compra de medicamentos para humanos e animais, assim como produtos de necessidade básica.

Estudantes universitários de Belo Horizonte e região fizeram uma ação coletiva para a arrecadação de água, alimentos, medicamentos, rações e itens de primeiros socorros. Os itens doados serão destinados às vítimas do desastre. Os postos de arrecadação são o Hospital Veterinário UNIBH, o Diretório Acadêmico de Medicina Veterinária da UFMG, e as unidades de Carlos Luz, Buritis e Silva Lobo do Centro Universitário Newton Paiva.

Doações também estão sendo recolhidas na Clínica Veterinária Santo Agostinho, localizada na Avenida Amazonas. Uma lista de itens de urgência, tais como medicamentos para os animais, já foi disponibilizada no Facebook.

A Associação Mineira do Ministério Público (AMMP) disse em nota: “Há três anos, a AMMP, junto à sociedade, envidou esforços para aprovação do PL Mar de Lama Nunca Mais. A iniciativa, que recolheu 56 mil assinaturas de eleitores de todo o Estado, ainda se encontra tramitando na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.”

“O ocorrido em Brumadinho demonstra que não é possível ignorar a realidade sobre o impacto ambiental e social de barragens com risco de rompimento,” continuou.

Uma das maiores preocupações em relação à tragédia de Brumadinho é que o rio onde houve o desabamento da barragem desemboca no São Francisco, um dos mais importantes cursos d’água do Brasil e da América do Sul. O rio São Francisco percorre os cinco estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas, e sua bacia envolve 521 municípios distribuídos em sete estados.

Tsunami na Indonésia ameaça rinoceronte javanês já quase extinto

O tsunami, que atingiu a costa da Indonésia na semana passada, aumentou o temor de que outra onda mortal possa eliminar as poucas dúzias de rinocerontes javaneses que ainda vivem na natureza.

O mais recente tsunami na Indonésia pressionou os conservacionistas a criar um plano de longa data para encontrar um habitat secundário adequado para o rinoceronte javanês.

Acredita-se que existam menos de 70 espécies criticamente ameaçadas em um parque nacional, perto do vulcão que provocou a onda assassina.

Acredita-se que nenhum dos animais tenha sido morto no desastre – que deixou mais de 400 pessoas mortas -, mas as autoridades estão alertando que outra onda letal poderá atingir a região.

Segundo o Daily Mail, isso está colocando pressão sobre os conservacionistas no Parque Nacional Ujung Kulon, na ponta ocidental da principal ilha de Java, na Indonésia, para desenvolver um plano a longo prazo  para encontrar um habitat secundário adequado para os rinocerontes.

“É nosso dever trabalhar mais para encontrar um segundo habitat, porque o perigo é real”, disse à AFP o chefe do parque nacional, Mamat Rahmat.

“Temos sorte que o tsunami não tenha afetado os rinocerontes javaneses desta vez. Mas a ameaça está lá e precisamos agir de acordo.”

Widodo Ramono, chefe da Rhino Conservation Foundation of Indonesia, acrescentou: “Se você tiver apenas um habitat e houver outro tsunami, os rinocerontes poderão ser exterminados completamente”.

Os planos para encontrar um segundo lar para as espécies estão sendo trabalhados há cerca de oito anos, com conservacionistas examinando áreas em toda a região de Java e na vizinha Sumatra, mas até agora sem sucesso, disse ele.

O tamanho do habitat, clima, alimentos e fontes de água e segurança dos caçadores furtivos estão entre os principais critérios, disse Rahmat. “Ainda há muitos problemas a serem resolvidos”, acrescentou.

O santuário atual dos rinocerontes no parque compreende cerca de 5.100 hectares (12.600 acres) de florestas exuberantes e riachos de água doce.

Vários anos atrás, três filhotes foram filmados no parque nacional, aumentando as esperanças para o futuro do rinoceronte mais raro do mundo, após anos de declínio populacional.

A criatura tímida, cujas dobras de pele solta dão a aparência de usar armaduras, uma vez numeradas aos milhares e percorriam o sudeste da Ásia. Mas, como outras espécies de rinocerontes em todo o mundo, a caça furtiva e a invasão humana em seu habitat levaram a um dramático declínio populacional.

A caça furtiva, em particular, representa uma ameaça severa, com chifres de rinoceronte usados ​​na medicina tradicional asiática buscando preços cada vez mais altos no mercado negro, apesar da falta de evidências científicas mostrando que a trompa tem algum valor medicinal.