Elefante é acorrentado por três meses por ser considerado “agressivo”

Foto: Mathrubhumi

Foto: Mathrubhumi

Um elefante tem sido torturado por três meses na Índia, mantido acorrentado em uma plantação, exposto ao sol e à chuva, mal conseguindo se mover, o animal chora o dia todo, segundo os vizinhos da propriedade onde o abuso acontece.

O elefante, conhecido pelos nomes Kochu Ganeshan e Bharathi Balanarayanan, foi acorrentado em uma plantação de coco em Mundakkara, na cidade de Balussery, na Índia desde abril, segundo relatos do jornal Mathrubhumi.

De acordo com o responsável pelo elefante, Dileep Kumar, ele estaria passando pelo período de “musth” (alta dos níveis de hormônios reprodutivos em elefantes do sexo masculino, que causa agressividade) e por isso teria sido acorrentado e torturado.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Priya Davidar

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Priya Davidar

Infelizmente na Índia é permitido manter elefantes em cativeiro porém, existem normas para esse tipo de procedimento. De acordo com o regulamento vigente, para se manter um elefante – no período de “musth” – cativo no país, ele deve ser colocado em acampamentos cobertos, protegido e ser alimentado ter acesso a água.

Lembrando que cativeiros, sejam eles em alojamentos cobertos, zoos ou qualquer tipo de privação da liberdade, causam sempre sofrimento a qualquer espécie, além de ser uma crueldade com animais selvagens, acostumados a viver livremente na natureza e em grupos ao invés de cerceados por interesses humanos.

A forma como Kochu Ganeshan vem sendo mantido viola todas as regras relativas aos cuidados com elefantes durante o período do “musth”. Segundo os especialistas nesta fase os níveis hormonais de testosterona se elevem tanto nos animais que cheguem a ficar 60 vezes mais altos que o normal. Para animais que vivem livres, o período é utilizado para reprodução e eles passam por essa fase de forma natural em seus habitats. Já os cativos se tornam agressivos e violentos por não poderem manifestar sua natureza ou seguir seus instintos.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Estar afastado de seu grupo e de seu ambiente natural é uma agressão anti-natural e cruel para com os elefantes por si só.

Ainda segundo relatos do jornal Mathrubhumi foram identificadas feridas profundas na pele do elefante causadas pelas de correntes que prendem suas pernas.

Vítima da humanidade

O elefante de 25 anos foi acorrentado a um coqueiro. O animal havia sido trazido para a terra de Vadakkedathu Sankaran (fazendeiro) para ficar por 10 dias. Ao final desse tempo, quando ele pediu para que os responsáveis levassem o elefante embora, Dileep Kumar disse que o animal estava em “musth” e não poderia ser transportado por três meses.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Quando um grupo de homens começou a acampar e se embebedar nas terras do fazendeiro alegando estar ali para cuidar do elefante, o proprietário demoliu o galpão construído no local.

O grupo entrou com uma queixa policial contra o proprietário da terra por destruir o galpão. Com isso, Sivasankaran teve que pedir ajuda da polícia para lidar com a situação.

Segundo relatos de moradores vizinhos da propriedade onde Kochu Ganeshan esta preso, o elefante chora sem parar, dia e noite, “num murmúrio de cortar coração”, devido às feridas profundas nas pernas e ao sofrimento de ficar amarrado o tempo todo.

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Elefantes na Índia (imagem ilustrativa) | Foto: Nature Conservation Fundation

Sivasankaran e sua família disseram que apesar de terem feito uma queixa à polícia e ao DFO denunciando que o elefante está sendo torturado, nenhuma ação foi tomada.

Os responsáveis pelo elefante só levaram mahouts (cuidadores de elefante) até o local depois que ele apresentou uma queixa no tribunal de Koyilandi e uma comissão veio para inspecionar o animal e as condições em que ele tem sido mantido.

O tutor do elefante, Dileep Kumar, respondeu que o animal é tratado de acordo com as instruções do “Madangaleela” (livro indiano sobre elefantes que tem mais de 200 anos) e será deslocado do local quando o certificado de aptidão (fim do “musth”) for emitido.

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Cães estão abandonados há um mês em casa vazia e suja no interior de SP

Uma família mudou de endereço e abandonou dois cachorros em uma casa fechada em Araraquara, no interior de São Paulo. Os animais estão sozinhos no local, em meio à sujeira, há pelo menos um mês e só não morreram de fome e sede porque vizinhos, comovidos com a situação, passaram a dar água e comida para eles.

Tutores se mudaram e abandonaram os cachorros em casa vazia (Foto: Paulo Chiari/EPTV)

A dona de casa Fabiana da Motta Gimenez denunciou o caso à Polícia Militar Ambiental, mas nenhuma providência foi tomada. Ela não mora no bairro, mas vai duas vezes ao dia no local para cuidar dos animais e dar carinho para eles. “Não é ser humano. É um animal, mas é uma vida”, disse Fabiana, em entrevista ao G1.

A Gerência de Zoonoses, da Prefeitura de Araraquara, disse que vistoriou o local na quinta-feira (1º) e que a família dos antigos moradores da casa foi orientada a ficar responsável pelos animais. A Zoonoses vai acompanhar a situação e, se os cães não receberem os cuidados devidos, os parentes serão responsabilizados por maus-tratos.

Ao ser questionada, a Polícia Militar Ambiental informou que foi chamada duas vezes ao local, mas que não possui registro de maus-tratos a animais.

Fabiana da Motta Gimenez cuida dos cachorros (Foto: Paulo Chiari/EPTV)

A casa onde os cães, um macho e uma fêmea, estão abandonados fica na rua Comendador Pedro Morganti, no bairro São José. Vizinhos relatam que os moradores do local se mudaram e deixaram o portão trancado.

Além de Fabiana, a auxiliar de cozinha Silvana Sass de Souza também ajuda a cuidar dos cães. “Eles eram maltratados já com os donos na casa. Se nós não estivéssemos dando água e comida eles já estariam mortos”, lamentou.

A propriedade era alugada e, até o momento, o dono do imóvel não tomou qualquer atitude para resolver a situação. “Eles têm direito de ter um lar, amor”, disse Silvana.

Cães estão vivendo em meio à sujeira (Foto: Paulo Chiari/EPTV)

O estudante Jhonatans Azevedo, que mora nos fundos, é irmão do homem que vivia na casa e se mudou. Ele afirma que tem pouco contato com o irmão, mas que telefonou para ele e questionou o motivo dos cães ainda estarem na residência.

“Doaram os cachorros, mas foi passado para gente que eles escaparam e voltaram aqui”, afirmou. Os cães teriam passado pelas grades do portão e entrado no quintal quando estavam mais magros.

“Queria entrar limpar, dar uma ajeitada e dar um lar para eles, para não ficarem assim”, disse Fabiana.


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Mais de 130 mil animais vivem em situação de rua em Fortaleza (CE)

Estimativas da Coordenadoria Especial de Proteção e Bem-Estar Animal (Coepa) de Fortaleza (CE) indicam que 132 mil animais, entre cachorros e gatos, vivem em situação de rua na cidade. Outros 425 mil têm lares.

Foto: Thiago Gadelha

“Quem abandona os animais são os tutores que não levam para vacinar ou para consulta. Quando o animal envelhece, adoece ou procria, eles abandonam”, analisa a titular da Coepa, Toinha Rocha, em entrevista ao jornal Diário do Nordeste.

Segundo ela, dentre os locais onde esses animais vivem, em situação de total negligência, estão universidades, cemitérios e lagoas como a da Parangaba e da Messejana.

De acordo com Heloísa Andrade, moradora do bairro Vila Velha, basta colocar ração em um pote na rua que “aparecem vários animais, que não são cuidados”. Abrigos são feitos por moradores comovidos com o sofrimento dos animais. No entanto, outros se incomodam com as casinhas colocadas nas calçadas – embora elas não atrapalhem em nada no dia a dia das pessoas. No entanto, os que se solidarizam, segundo Heloísa, fazem o que podem, inclusive alimentando e oferecendo água aos animais usando parte de seus orçamentos pessoais.

“A solução que eu acho que deveria ter é a construção de espaços que possam receber esses animais e aumentar as castrações”, aponta.

Crimes contra a natureza

Fortaleza dispõe, há quase um ano, de uma Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA). De acordo com o titular da unidade, o delegado Hugo Linard, “o abandono de animais pode repercutir no âmbito penal. A Lei de Crimes Ambientais, no artigo 32, prevê duas condutas de maus-tratos”, detalha.

As denúncias, segundo Linard, podem ser feitas de maneira presencial ou encaminhadas, anonimamente, por telefone ou e-mail. O próximo passo é executado por uma equipe da delegacia, que apura a informação e, caso necessário, encaminha à Justiça. Os profissionais da equipe, de acordo com o delegado, recebem formação ambiental e contam, inclusive, com biólogos.

O delegado considera que o abandono animal precisa ser uma preocupação da sociedade e tem que abranger vários setores, desde a saúde pública até o trânsito, já que o atropelamento de um animal pode não só feri-lo ou matá-lo, como prejudicar também o motorista do veículo.

“Quem se propõe a cuidar de um animal tem de estar ciente das suas necessidades”, ressalta Linard.

Programa de castração

Aproximadamente 4 mil animais foram castrados, entre junho de 2018 e julho deste ano, pelo VetMóvel, da Prefeitura de Fortaleza. Trata-se de um caminhão que, além da castração, faz vacinação, palestras e campanhas de adoção em bairros da cidade.

“Todos os dias surgem novos pontos de abandono. Tem de ter educação e fiscalização”, finaliza Toinha Rocha.


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Animais aprisionados em zoológico de hotel desativado sobrevivem graças a voluntários

Mais de 200 animais que vivem em cativeiro no zoológico do Tropical Hotel, em Manaus (AM), são alimentados com a ajuda de voluntários. O hotel fechou as portas em maio, por conta de dívidas trabalhistas e com a concessionário de energia elétrica. Ainda não há destino certo para o local, que seria leiloado na quinta-feira (25).

Foto: Reprodução / JAM / Rede Amazônica / G1

Ao todo, são 230 animais, entre macacos, caititus, quatis e araras, para alimentar todos os dias. Uma onça pintada chamada Manoel é um dos animais que vivem em um cativeiro no zoológico do Tropical Hotel há cinco anos. Ele come, em média, 15 kg de carne por dia.

A alimentação de todos os animais que ainda estão no zoológico é mantida com a ajuda de voluntários. Segundo o Tropical Hotel, os voluntários buscam a sobrevivência dos animais, até que um novo local seja encontrado.

“Em princípio, não temos muito o que fazer. Temos que lutar para manter esses animais vivos, porque estão sob nossa responsabilidade. É um termo de adoção. Já tentamos até devolvê-los pra o Ibama, mas eles também não tem espaço para receber os animais”, informou um membro da equipe de comunicação do hotel.

Leilão suspenso

O Tropical Hotel havia sido colocado em leilão. Porém, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11) suspendeu o leilão do hotel, na quarta-feira (24). Ele seria leiloado na quinta-feira (25).

Segundo informações do órgão, a suspensão aconteceu por divergência entre o valor inicial de arremate (R$ 60 milhões) e a avaliação de mercado (R$ 300 milhões).

Nota da Redação: zoológicos são prisões de animais inocentes que deveriam viver em liberdade, desfrutando da vida na natureza, ou em santuários, no caso daqueles que não têm condições de sobreviver no habitat. Trancafiá-los em zoológicos, expondo-os como objetos para os visitantes, é uma prática cruel que desrespeita a condição de sujeito de direito e ser senciente de cada um deles.

Fonte: G1


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Prefeitura destrói abrigo para animais e é criticada por moradores de Fortaleza (CE)

A Prefeitura de Fortaleza (CE) demoliu uma estrutura que servia de abrigo para cachorros e gatos em situação de rua e recebeu críticas de moradores do bairro Vila Velha, onde está localizada a Praça do Tancredo Neves, na qual viviam os animais.

O abrigo foi demolido pela prefeitura (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

Moradores da região criticam a ação da prefeitura, que fez a demolição na terça-feira (23) sem avisá-los, mesmo tendo combinado de fazer o aviso previamente. As informações são do portal Diário do Nordeste.

“O combinado era retirar os animais primeiro para depois demolir. Eles chegaram de surpresa e não deu tempo de levar os animais para nenhum canto”, contou a voluntária Edjoana Bastos, que é uma das responsáveis por prover alimentação e cuidados veterinários aos animais.

Após a demolição, seis cachorros foram levados para uma entidade de proteção animal e os gatos, que permaneceram na praça, receberam estruturas de alvenaria para se abrigarem.

A Assessoria de Comunicação da Regional I afirmou apenas que os animais foram castrados, vacinados e microchipados e disse que eles devem participar de campanhas de adoção.

Gatos permaneceram na praça (Foto: Reprodução/Diário do Nordeste)

O ativista da causa animal Valdemar Pinheiro disse que uma reunião, da qual ele participou, foi feita com a prefeitura para definir um plano de ação em relação aos animais que vivem na praça, mas que a administração municipal não cumpriu com o combinado.

“O que tinha ficado combinado é que a gente ia marcar um dia para que pudéssemos acompanhar a retirada dos animais. O que aconteceu e que eles apareceram sem avisar a ninguém”, disse.

Valdemar afirmou ainda que o abrigo, construído por uma moradora do bairro, de fato não poderia permanecer na situação em que estava, mas que isso não dá aval para a prefeitura demolir a estrutura sem antes encaminhar os animais para local seguro.

“A gente sabia que aquilo não podia continuar, mas o combinado era preservar a vida do animais”, reforçou.


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Cachorro atropelado por trem agoniza por horas até ser resgatado em SP

Um cachorro foi atropelado na quarta-feira (17) por um trem nas proximidades da estação Grajaú da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em São Paulo. O animal agonizou por pelo menos 4 horas até ser resgatado.

A ativista Luísa Mell denunciou que seguranças da CPTM impediram que o cachorro fosse resgatado. Segundo ela, a Companhia só acionou o Corpo de Bombeiros e permitiu o resgate quando a ativista seguiu para o local e começou a fazer pressão, abordando o caso em rede social.

Foto: Reprodução/Instagram/@luisamell

Imagens divulgadas por Luísa mostram o cachorro debilitado, com o rabo mutilado e sangrando.

A CPTM afirmou que “os funcionários no local orientaram os passageiros a não se aproximarem” do animal porque ele “estava agressivo”. No entanto, um vídeo divulgado pela ativista desmente o argumento da empresa. Na filmagem, que mostra o momento em que os bombeiros iniciam o resgate, o cachorro não demonstra qualquer agressividade. Um dos militares, inclusive, faz carinho na cabeça do animal, que aceita o gesto e se mantém calmo.

De acordo com nota da CPTM, o cachorro foi resgatado “por volta de 17h40 pela ONG Súplica Animal, que levou o animal para o hospital veterinário da Universidade de Santo Amaro (Unisa)”. Segundo Luísa, o animal foi atropelado às 13h30.

Através das redes sociais, a ativista contou que o Instituto Luísa Mell ficou responsável pelo caso do cachorro. Luísa esteve na Unisa e, após conversar com um veterinário do local, informou que o cão estava estável, mas que teria que ser submetido a um cirurgia de emergência que resultaria na amputação de duas de suas pernas.

“Amigos o cachorro atropelado por um trem já está sendo operado e ficará no @institutoluisamell. Para quem ainda não sabe da história…Hj [quarta-feira] um cachorro foi atropelado por um trem 13:30 da tarde. E NÃO recebeu socorro e ainda os funcionários da @cptm_oficial não deixavam ninguém resgatá-lo!!!! E ainda zombaram da situação! Só quando eu fiquei sabendo e estava a caminho (e comecei a causar) é que chamaram os bombeiros e permitiram o resgate. Fui até o local, mas demorei cerca de uma hora para chegar, uma veterinária o resgatou junto com protetores e levou para a Unisa. Fui até lá, ele está sendo operado por grandes profissionais e depois será encaminhado para o @institutoluisamell para ficar internado e receber todo o tratamento!”, escreveu a ativista.


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Sem socorro, cavalo agoniza por mais de oito horas após ser atropelado

Um cavalo, atropelado na madrugada de quarta-feira (17), ficou mais de oito horas agonizando na avenida Edílson Brasil Soares, no bairro Sapiranga, em Fortaleza, no Ceará. Até às 9h da manhã, ele permanecia no local.

O motorista do veículo que atropelou o animal afirmou que deixou o funcionário de uma empresa na região e, ao retornar, tentou frear o veículo no momento em que o cavalo cruzou a via, mas não conseguiu parar a tempo. Sete pessoas estavam no automóvel, mas não se feriram.

Foto: Rafaela Duarte/ Sistema Verdes Mares

Objetos foram colocados na avenida por moradores para sinalizar que havia um animal caído na pista. As informações são do portal G1.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas afirmou que não realiza atendimento a animais de grande porte e, por isso, buscou o apoio do hospital universitário da Universidade Estadual do Ceará, que afirmou que não tinha condições de fazer o resgate.

O Tenente Romário Fernandes argumentou que os bombeiros atendem apenas cães e gatos e que, no caso dos silvestres, dependendo da espécie, encaminham o animal para um órgão responsável, como o Ibama, ou fazem a soltura na natureza.

Luciana Waleska, representante da Comissão de Defesa do Direito dos Animais da OAB (CE), afirmou à emissora Verdes Mares que o resgate estava sendo providenciado. Segundo ela, em caso que a perda progressiva dos movimentos do cavalo é diagnosticada, a recomendação dos veterinários que trabalham em conjunto com a instituição é de realizar o sacrifício do animal.

Foto: Rafaela Duarte/ Sistema Verdes Mares


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Denúncia de descaso da polícia no resgate de cachorro-do-mato é apurada

Após a empresária Ana Maria Immer tornar público o caso do cachorro-do-mato resgatado por ela, depois de um pedido de socorro à Polícia Militar Ambiental ter sido negado, o órgão abriu uma investigação para apurar a conduta tomada em relação ao caso. O animal foi atropelado no domingo (19), no distrito de Sousas, em Campinas (SP).

Foto: Reprodução / EPTV

Ana Maria passava pelo local com o marido e, com a ajuda de mais duas pessoas, colocou o animal ferido em um carro e o levou até a Associação Mata Ciliar. Ela conta que, antes, entrou em contato com a fundação responsável pela Mata Santa Genebra, que a orientou a pedir auxílio para a PM Ambiental. O órgão, no entanto, não prestou socorro ao cachorro-do-mato.

Ana disse que a polícia foi omissa e disse que era pra ela “deixar o animal lá [na via] ou levar o animal para a minha casa […]”. As informações são do G1.

O comandante do Pelotão Ambiental de Campinas, Matheus Zanchetta, disse que o caso será investigado em um prazo de dez dias. Ele disse que, apesar do resgate ser feito pela corporação, é necessário acionar o órgão responsável pela rodovia para a contenção do trânsito no local e também para evitar o contato com animais silvestres.

O resgate

Ana Maria e o marido transportaram o animal, que foi colocado dentro de uma caixa de papelão, até a Associação Mata Ciliar, 40 minutos distante do local do atropelamento.

Foto: Reprodução / EPTV

A coordenadora da ONG, no entanto, faz um alerta. “Ninguém é apto para socorrer um animal silvestre. Pode ser que aquele animal estivesse doente e veio a ser atropelado posteriormente […] É claro que órgãos públicos são competentes, o que acontece muito em fim de semana principalmente é que um empurra para o outro”, disse Cristina Harumi Adania.

Levado dentro do porta-malas de um veículo, o cachorro-do-mato chegou à entidade e recebeu atendimento. Ele foi diagnosticado com ferimentos internos graves e a sobrevivência dele é incerta.

“Bastante preocupante”, falou a veterinária da Associação Mata Ciliar Ana Beatriz de Oliveira Gomes.

Empresária resgata cachorro-do-mato atropelado e relata omissão da polícia

A empresária Ana Maria Immer encontrou uma fêmea de cachorro-do-mato atropelada em Campinas (SP), em uma estrada que dá acesso ao distrito de Sousas, quando passava pelo local com o marido. Ela ajudou a salvar o animal, mas denunciou o descaso da polícia. O caso aconteceu no domingo (19).

Foto: Reprodução / EPTV

Ana Maria ligou para a fundação responsável pela Mata Santa Genebra para buscar ajuda, mas foi informada de que deveria ligar para a Polícia Ambiental. Porém, o órgão não tomou providências.

“Aí veio o pior da história porque a orientação da polícia foram duas opções: deixar o animal lá [na via] ou levar o animal para a minha casa […]”, ressaltou. As informações são do G1.

Com a ajuda de outras duas pessoas, Ana Maria e o marido transportaram o animal, que foi colocado dentro de uma caixa de papelão, até a Associação Mata Ciliar, 40 minutos distante do local do atropelamento.

Foto: Reprodução / EPTV

A coordenadora da ONG, no entanto, faz um alerta. “Ninguém é apto para socorrer um animal silvestre. Pode ser que aquele animal estivesse doente e veio a ser atropelado posteriormente […] É claro que órgãos públicos são competentes, o que acontece muito em fim de semana principalmente é que um empurra para o outro”, disse Cristina Harumi Adania.

Levado dentro do porta-malas de um veículo, o cachorro-do-mato chegou à entidade e recebeu atendimento. Ele foi diagnosticado com ferimentos internos graves e a sobrevivência dele é incerta.

“Bastante preocupante”, falou a veterinária da Associação Mata Ciliar Ana Beatriz de Oliveira Gomes.

A assessoria da prefeitura de Campinas disse que a Polícia Ambiental é responsável por resgatar animais silvestres. A EPTV, afiliada à TV Globo, tentou contato com a corporação, mas não obteve respostas.

Mais de 150 mil animais morrem em fazendas por negligência

Uma relatório recente do Animal Welfare Institute (AWI) revelou que mais de 150 mil animais morreram por incêndios em celeiros, nos Estados Unidos em 2018, que eram potencialmente evitáveis.​​ O número de incêndios e mortes de animais provavelmente excede o total divulgado, porque as leis e regulamentos variam por estado, e os municípios geralmente não são obrigados a relatá-los.

Foto: Getty Images

Segundo o World Animals News, o registro dos acontecimentos em 2018 segue um relatório da AWI divulgado em outubro do ano passado, que destacou os mais de 2,7 milhões de animais que morreram em 326 incêndios de 2013 a 2017. Eles ocorreram com maior frequência no Upper Midwest e Northeast e, segundo o estudo, eles foram mais comuns nos meses de inverno devido ao mau funcionamento ou a má colocação de dispositivos de aquecimento.

“Dada a escala maciça da agricultura industrial e o potencial dela, centenas de milhares de animais podem morrer em um único incêndio. É urgente que a prevenção e a supressão de incêndios se tornem uma prioridade na indústria de agricultura animal”, disse Alicia Prygoski, Associada de Política de Animais Agrícolas da AWI, em uma declaração.

Em 2018, os cinco incêndios de celeiros com o maior número de mortes de animais em fazenda, conforme relatado pela mídia, foram:

4 de dezembro: 50.000 galinhas no Back Acres de Mussman em Grant Park, IL.

22 de outubro: 26.000 patos em uma fazenda desconhecida em Waynesboro, PA.

18 de junho: 25.000 frangos em Draper Valley Farms em Tenino, WA.

26 de fevereiro: 14.000 filhotes em Draper Valley Farms no Monte. Vernon, WA.

26 de dezembro: 10.000 perus em uma fazenda desconhecida em Washington, IN.

Atualmente, não há leis ou regulamentações nos Estados Unidos destinadas a proteger os animais dos incêndios em celeiros.

Incêndio em Puslinch, no Canadá. Foto: Hannah Yoon | The Canadian Press via AP

A AWI oferece várias recomendações para minimizar o risco dessas chamas devastadoras, como a instalação de alarmes de incêndio e fumaça, implementação de treinamento para incêndio aos funcionários das fazendas e solicitação de inspeções anuais nos celeiros pelos bombeiros locais. Recomendações adicionais estão incluídas no recente relatório de incêndio em celeiros da AWI.

“Esperamos reduzir o sofrimento dos animais”, disse Prygoski, “aumentando a conscientização sobre a prevalência e a gravidade dos incêndios em celeiros e oferecendo recomendações sobre segurança contra eles em todas as fazendas“.