Cães obesos podem ter a vida reduzida em mais de dois anos, diz estudo

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Liverpool e do Centro de Nutrição e Bem-Estar Animal WALTHAM™, da Mars Pet Care, concluiu que cachorros obesos podem ter a vida reduzida em até dois anos e meio quando comparados aos cães saudáveis.

Foto: Pixabay

A pesquisa, que foi publicada no ‘Journal of Veterinary Internal Medicine’, foi realizada durante 20 anos e acompanhou mais de 50 mil cães. Doze raças foram avaliadas e, embora todas tenham demonstrado redução do tempo de vida quando há excesso de peso, houve variação. No caso do pastor alemão macho, a redução registrada foi de cinco meses. Os machos da raça yorkshire, porém, atingiram uma redução de dois anos e seis meses.

O co-autor do estudo, Alex German, Professor de Medicina Veterinária de pequenos animais na Universidade de Liverpool, lembrou que “para muitos tutores, oferecer alimentos, particularmente restos de comidas e petiscos, é uma forma de demonstrar afeição pelo animal. Ter cuidado com o que você oferece ao seu cão pode ajudar a mantê-lo em boa forma e permitir que ele esteja por perto por muitos anos”. As informações são do blog Coisas de Pet.

Dados recentes indicam que um em cada três cães e gatos está acima do peso nos Estados Unidos. Além disso, segundo outro estudo da Mars Pet, 54% dos tutores de cachorro e gatos sempre ou frequentemente os alimentam se eles pedem e 22% oferecem comida em excesso para fazer o animal feliz.

Outra pesquisa, feita em 2018 pelo Centro de Nutrição e Bem-estar Animal WALTHAM™, concluiu que 59% dos cachorros e 52% dos gatos em todo o mundo estão acima do peso ideal. Mas apenas 24% dos tutores admitem que os animais estão com peso excessivo. O estudo descobriu também que 59% dos tutores se sentem recompensados ao alimentar o animal e que 77% percebe que o animal fica feliz ao ser alimentado.


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Mais de 20 cães mortos são encontrados em estrada e dentro de rio em MT

Ossadas de animais e corpos de mais de 20 cachorros mortos foram encontrados às margens da MT-208 e dentro do rio que abastece a cidade de Alta Floresta, em Mato Grosso. A descoberta foi feita por moradores na terça-feira (9).

Corpos de cães foram encontrados dentro de rio (Foto: Daiane Carvalho/ Arquivo pessoal)

De acordo com a Associação Amamos Animais, moradores que vivem em chácaras nas proximidades do rio estão incomodados com o mau cheiro e preocupados com a qualidade da água.

“Eles disseram que há um mau cheiro há dias na estrada e resolveram entrar na mata para ver o que estava acontecendo, foi quando encontraram os animais”, informou ao G1.

A Secretaria de Meio Ambiente de Alta Floresta (Sema) afirmou não ter recebido nenhuma denúncia sobre o caso. A companhia de água que abastece a cidade e a Polícia Civil foram contactadas pelo G1, mas não se posicionaram até a publicação desta reportagem.

Há animais e ossadas em sacos de lixo e outros a céu aberto.

Mortes por envenenamento

Em janeiro, aproximadamente 30 animais foram encontrados mortos com sinais de envenenamento em Alta Floresta. Os tutores deles afirmaram que os animais não apresentavam sintomas de doença e tiveram convulsões antes de morrer, além de terem apresentado uma baba espessa branca na boca na hora da morte.

Foram confirmadas 29 mortes de cachorros e de um gato. Porém, o número pode ter chegado a 40, segundo a presidente da Associação Amamos Animais, Leir Ribeiro.

Não se sabe ainda se os corpos e ossadas encontrados na rodovia e no rio têm relação com os casos de mortes registrados no início de 2019.


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Pesquisadores encontram animais antes considerados extintos em Honduras

Um grupo de pesquisadores encontrou em Honduras várias espécies raras de animais, outras que se acreditava estarem extintas e uma aparentemente desconhecida. As descobertas foram feitas nas ruínas milenares de um assentamento que alguns acreditam ser a chamada Cidade Branca, também conhecida como “Cidade Perdida do Deus Macaco”, na floresta de La Mosquita.

Sapo de vidro (Foto: Trond Larsen)

Os animais foram encontrados durante uma expedição organizada pela “Conservation International”, com o apoio do governo de Honduras. As informações são do G1.

Uma das zonas menos exploradas das florestas da América Central, a La Mosquita é a maior área protegida de Honduras e tem 350 mil hectares. Segundo os biólogos da expedição, o local conta com uma biodiversidade “excepcional”, com aves, mamíferos, insetos, peixes, anfíbios e plantas – o que, para os especialistas, indica que a floresta está “intacta e saudável”

“Nossas descobertas enfatizam o papel fundamental da conservação dos ecossistemas intactos da Cidade Branca para garantir a conectividade da paisagem e a continuidade a longo prazo de espécies ameaçadas”, diz um comunicado da “Conservation International”.

Morcego de cara pálida (Foto: Trond Larsen)

“Em geral, nossas descobertas mostram que a área tem importância ambiental e arqueológica global”, disse Trond Larsen, diretor do Programa de Avaliação Rápida da “Conservation International”.

“Com esse conhecimento em mãos, as partes interessadas podem agora começar a desenhar e implementar estratégias de conservação para proteger esse ecossistema.”


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Cães ficam “preocupados” com seus problemas antes de dormir, diz estudo

Cachorros ficam “preocupados” com seus próprios problemas antes de dormir. É o que descobriu um estudo húngaro que analisou 16 cachorros de diferentes raças.

O estudo descobriu também que as dificuldades emocionais dos animais resultam em um sono de pior qualidade. As informações são da revista Galileu.

Foto: Pixabay

Os cachorros foram submetidos, com a ajuda dos tutores, a acontecimentos bons e ruins – como, no caso das coisas boas, receber carícias e brincar ou, como exemplo de experiência ruim, ficar preso em um cômodo por um tempo sendo ignorado pelo tutor e ter um pesquisador olhando diretamente em seus olhos.

Equipados com sensores, os cães foram autorizados a ir para um local para dormir após viver as experiências positivas e negativas. Os que ficaram estressados dormiram duas vezes mais rápido que os que estavam relaxado – comportamento já registrado antes.

Os que viveram experiências ruins registraram 20 minutos a menos, em média, de sono profundo, o que indica que a qualidade do sono deles foi inferior.

“Esse resultado fornece a primeira evidência direta de que os estímulos emocionais afetam a fisiologia do sono subsequente em cães”, afirmaram os pesquisadores.

“A descoberta de que tratamentos emocionais breves influenciam a macroestrutura do sono também sugere que a pesquisa do sono poderia ser implementada de maneira útil no campo do bem-estar canino”, completaram.


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Espécies de animais podem diminuir em 25% devido à ação humana, diz estudo

Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, concluíram que as espécies de animais podem sofrer uma redução de 25%, no próximo século, devido à ação humana. O estudo foi publicado na revista Nature Communications.

Foto: Pixabay

Com o aumento da população de seres humanos, áreas originalmente ocupadas por animais podem passar a ser usadas pelas pessoas – como já tem acontecido há bastante tempo. As informações são do portal All That’s Interesting.

A redução do habitat dos animais, segundo o estudo, pode levar muitos deles à extinção. Os mais pequenos, que ocupam menos espaço, terão mais chances de sobreviver, enquanto os grandes mamíferos e as aves serão, provavelmente, os mais afetados.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores estudaram a massa corporal, o tamanho da ninhada, o habitat, a dieta e a vida útil de mais de 15 mil mamíferos e aves. Depois, as informações obtidas foram cruzadas com o conteúdo da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, da União Internacional para a Conservação da Natureza.

“De longe, a maior ameaça aos pássaros e mamíferos é a humanidade – com os habitats a serem destruídos devido ao nosso impacto no planeta, como desmatamento, caça, agricultura intensiva, urbanização e os efeitos do aquecimento global”, disse o autor do estudo, Rob Cooke.

O estudo concluiu ainda que as espécies com mais chances de sobrevivência são as que se alimentam de insetos, têm grandes ninhadas e suportam diferentes tipos de clima.

“O ‘encolher’ substancial de espécies que previmos poderia gerar impactos negativos adicionais para a sustentabilidade a longo prazo da ecologia e da evolução”, acrescentou Cooke.

Além da perda direta de espécies, se animais como o rinoceronte e o condor desaparecerem, outros também irão sofrer de maneira indireta. “Se os perdermos, outras espécies que dependem deles também podem ser extintas”, explicou o cientista.


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Seis novas espécies de tamanduás são descobertas no Brasil

De pelagem curta e sedosa, com coloração amarelo-dourada, o tamanduaí (Cyclopes didactylus) é a menor e mais rara espécie de tamanduá do mundo. O pequeno habitante das florestas tropicais do continente americano mede cerca de 15 centímetros e pesa até 250 gramas. De hábitos noturnos, se alimenta de formigas e cupins.

Descrito pela primeira vez em 1758, o tamanduaí, tamanduá-anão ou tamanduá-seda, nomes pelos quais também é conhecido, habita florestas da América Central e do Sul.

Foto: Conexão Planeta

No Brasil, até então, só era conhecida a espécie Cyclopes didactylus, com ocorrências no Nordeste brasileiro, única entre os tamanduaís.

Agora, um grupo de brasileiros, liderado pela pesquisadora Flávia Miranda, acaba de anunciar a descoberta de seis novas espécies de tamanduaí no Brasil, duas delas endêmicas daqui, ou seja, só existem em nosso país e em nenhum outro lugar do mundo.

O artigo sobre a descoberta foi publicado no último dia 11 de dezembro, na publicação científica Zoological Journal of The Linnear Society.

Há doze anos Flávia estuda estas espécies, que são observadas em regiões da Mata Atlântica e da Amazônia. Durante todo este tempo, foram realizadas diversas expedições e coletadas amostras de animais do Pará, Pernambuco e Amazônia e, também, México e Bolívia.

Por meio de estudos taxonômicos, que analisaram características físicas como coloração e tamanho em mais de 280 espécimes, além de 33 amostras genéticas, que passaram por testes minuciosos, foram identificadas as seis novas espécies, pertencentes ao gênero Cyclopes: C. ida; C. dorsalis; C. catellus; C. thomasi; C. rufus e C. xinguensis.

Segundo a pesquisadora, o próximo passo é mapear os lugares exatos de ocorrência desses animais. “Com o mapeamento seguro e exato, será possível identificar qual é o nível de preservação dessas espécies, se alguma delas encontra-se sobre o risco de extinção e traçar estratégias de conservação, estimulando também o cuidado e o zelo pelos locais onde são encontradas”, explica a coordenadora do projeto.

Flávia Miranda é zoóloga e coordenadora da ONG Projeto Tamanduá, organização sem fins lucrativos que trabalha em prol da preservação não somente dos tamanduás, mas também de tatus e preguiças.

Em novembro, em entrevista ao Conexão Planeta, a pesquisadora já havia comentado sobre a descoberta, que em breve, seria divulgada.

A pesquisa que resultou no artigo publicado na Zoological Journal of The Linnear, contou com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). “Tão importante quanto a descoberta dessas espécies, é ressaltar o trabalho de todas as pessoas envolvidas no processo, que foram muitas ao longo destes 10 anos dedicados ao estudo”, destaca Flávia.

Fonte: Conexão Planeta

Oceano subterrâneo com 160 trilhões de metros cúbicos é descoberto na Amazônia

Um oceano subterrâneo foi descoberto na Amazônia. A reserva de água tem volume de aproximadamente 160 trilhões de metros cúbicos. A descoberta foi debatida durante a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no campus da Universidade Federal do Acre (UFAC).

O depósito de água doce subterrânea tem volume 3,5 vezes maior que o Aquífero Guarani. Com 1,2 milhão de quilômetros quadrados, ele abrange os territórios do Uruguai, Argentina, Paraguai e Brasil. A informação é de João Lara Mesquita, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Foto: Pixabay

A reserva subterrânea representa mais de 80% do total da água presente na Amazônia. As águas atmosféricas e dos rios amazônicos representam, cada uma, somente 8% do sistema hidrológico desse bioma.

É necessário, porém, aprimorar o conhecimento sobre o oceano amazônico para avaliar a possibilidade de uso para abastecimento humano e também para ter maiores condições de preservá-lo. Falta ter informações sobre a qualidade da água para entender se ela é apropriada para consumo.

As pesquisas sobre o Aquífero da Amazônica tiveram início há 10 anos e indicaram que ele está situado em meio ao cenário de uma das mais belas praias fluviais do país e teria um depósito de água doce subterrânea com volume aproximado de 86,4 trilhões de metros cúbicos. O aquífero começou a ser formado há cerca de 135 milhões de anos, a partir do período Cretáceo.

Denominado como Sistema Aquífero Grande Amazônia (Saga), o local tem como uns dos obstáculos para ser estudado a complexidade que possui, segundo Ingo Daniel Wahnfried, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

Composto por grandes rios, com camadas sedimentares de diferentes profundidades, o reservatório de água tem áreas permanentemente livres, ao contrário do Aquífero Guarani, que é acessível apenas pelas bordas.

De acordo com Wahnfried, a água subterrânea é amplamente distribuída e disponível na Amazônia, representando 71% do abastecimento público dos 62 municípios do estado. No Acre, das 22 cidades, quatro são totalmente abastecidas com água subterrânea.