Homem vegano há mais de 50 anos fala sobre os benefícios de um estilo de vida saudável e compassivo

Por Rafaela Damasceno

John Machin, de 63 anos, abandonou os produtos de origem animal ainda criança. Vários médicos disseram aos seus pais que, se ele fizesse isso, não passaria dos 10 anos. Entretanto, ele ainda está vivo e saudável.

John com muitos músculos na academia

Foto: Plant Based News

John é um amante dos exercícios físicos: treina cerca de duas horas todos os dias. Ele não levanta pesos, mas usa seu próprio corpo para adquirir força.

“Há uma crença de que os veganos devem ser pálidos, magros e fracos. Espero mostrar que o completo oposto pode ser verdade. Tendo 63 anos, também posso ser um exemplo de que viver uma vida toda comendo apenas produtos de origem vegetal oferece resultados físicos duradouros e maravilhosos”, declarou à Plant Based News.

Ele afirmou que se tornou vegano ainda criança porque não suportava os alimentos de origem animal. Se seus pais ofereciam a ele carne, leite ou produtos do gênero, John se sentia enojado e fisicamente doente. “Aos cinco anos de idade, fui informado pelo nosso médico de que, se não começasse a comer carne, não viveria até os dez. Acho que ele errou um pouco a previsão”, brincou.

John revelou que não era saudável quando criança. Sua dieta consistia basicamente em batatas fritas, feijão e ervilha enlatada. Foi na adolescência que ele tomou consciência da amplitude dos alimentos veganos e se interessou por uma vida saudável – temas que ele agora ensina e passa adiante.

“Os alimentos vegetais são ideais para a saúde e forma física. Agora, me aproximando da minha sétima década, nunca me senti tão saudável. Amo o veganismo e a maneira que ele faz eu me sentir”, disse.

John acredita que nunca foi tão fácil se tornar vegano quanto agora. Tendo aderido ao estilo de vida há mais de 50 anos, ele viu a evolução do veganismo. “Há tantos estudos sobre saúde e meio ambiente, tantos alimentos veganos deliciosos nas prateleiras dos mercados, não há mais razões para não tentar o veganismo. Apenas desculpas”, garantiu.

Atualmente, John apoia uma campanha da Vegetarian for Life, Memory Care Pledge, que é dedicada a apoiar vegetarianos e veganos mais velhos. A campanha visa garantir que, mesmo aqueles que forem para casas de repouso, continuem se alimentando de acordo com suas crenças.

Ele acredita que ignorar a dieta e estilo de vida daqueles que tinham suas crenças antes de sofrerem alguma doença (como aqueles que perdem a memória ou ficam confusos) é imoral e insensível.

Por fim, John também falou um pouco dos benefícios do estilo de vida. “O veganismo é melhor para nossa saúde, para os seres humanos, para o planeta e, principalmente, para nossos maravilhosos animais”, concluiu.


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Petição pede para que o canal BBC transmita documentários veganos

Por Rafaela Damasceno

Uma petição criada recentemente pede para que a BBC transmita os documentários veganos Cowspiracy e Earthlings para aumentar a conscientização das pessoas sobre as crueldades infligidas contra os animais e questões de sustentabilidade.

A capa do documentário Cowspiracy, que mostra uma vaca atrás de um cercado

Foto: Totally Vegan Buzz

No início deste ano, o Reino Unido se tornou o primeiro país do mundo a declarar uma emergência climática oficial.

“Nos avisaram que teríamos apenas 18 meses para salvar o planeta. Mesmo assim, não parece que muita coisa está sendo feita além de falar sobre isso”, diz a petição. “Mudar sua alimentação para uma dieta baseada em vegetais é a melhor maneira de reduzir as emissões do gás carbônico, e os melhores documentários que destacam a ligação entre o consumo de produtos de origem animal e o meio ambiente são Cowspiracy e Earthlings”.

A petição ainda aponta para o fato de que, apesar de os documentários estarem disponíveis online, a maioria das pessoas que os assiste já está ciente dos impactos envolvidos e já possui um estilo de vida vegano ou vegetariano.

Ela ainda propõe que o canal BBC transmita os documentários para que muitas pessoas vejam e tomem uma decisão para salvar o planeta.

“É hora de pararmos de compartilhar nossos pontos de vista com pessoas que já possuem a mesma opinião que a nossa e trabalhar para alcançar um público mais amplo que talvez não saiba a diferença que a mudança de sua alimentação faria para a saúde geral e sobrevivência da Terra”, continua a petição.

“Sem uma ação climática, não há futuro para nenhum de nós. Precisamos encontrar uma maneira de incentivar as massas a entrarem em ação”. Você pode ajudar também, assinando a petição aqui.


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Aids felina: doença pouco conhecida pode levar gatos à morte

A Aids felina (FIV, na sigla em inglês para feline immunodeficiency virus) é uma doença grave que pode destruir a imunidade dos gatos e levá-los à morte, assim como a leucemia felina. A enfermidade impede que o organismo do animal combata qualquer doença, o que pode ser fatal.

Foto: Divulgação/ Dr. Adelmo Miguel

Pouco conhecida dos tutores, a doença é causada pelo vírus da imunodeficiência felina, do mesmo gênero do HIV. Essa relação faz com que existam várias semelhanças entre a doença que atinge os gatos e a que acomete os humanos.

A Aids felina é um problema de saúde que atinge exclusivamente os gatos, sem afetar humanos e outros animais, como cães. “O diagnóstico é feito através de amostras de sangue de animais, que detectam anticorpos contra o vírus na corrente sanguínea. Apesar das semelhanças, a Aids felina não é contagiosa a outros animais e aos seres humanos”, explicou ao G1 médico veterinário Adelmo Guilhoto Miguel.

Dentre os sintomas da doença, estão: inúmeras infecções, febre, pneumonia, perda de peso, insuficiência renal, diabetes e hipertireoidismo. De acordo com Adelmo, alguns gatos podem hospedar o vírus no organismo durante toda a vida, sem manifestar sintomas.

“Apesar desta condição, de não manifestar nenhum sintoma, os animais hospedeiros transmitem a doença para outros animais, o que pode complicar na hora da identificação de quem está propagando o vírus, principalmente em locais com grande quantidade de gatos, como os abrigos”, disse.

A saliva é o principal meio de transmissão da doença, seja por meio de mordidas durante brigas, lambeduras ou compartilhamento de bebedouros e comedouros. “Alguns estudos indicam a transmissão através da amamentação dos filhotes, por via da placenta durante a gestação e por transfusões de sangue”, complementou Adelmo.

Vital, um gato tutelado pela técnica em segurança do trabalho Erika Russo, moradora de Sorocaba (SP), foi diagnosticado com FIV.  “Ele começou a ficar muito magro, muito fraco e com secreção nos olhos. Algumas feridas surgiram na ‘almofadinha’ da patinha dele, e não curava. Levei até o veterinário e foi feito, entre outros exames, o teste para a FIV, onde deu positivo. Achei que fosse perder ele. Durante uma semana eu o levava todos os dias na clínica veterinária pra que ele pudesse tomar soro. Como ele é adotado, acreditamos que já tenha chegado com a doença. Hoje ele está em casa e está super bem, seguimos com um protocolo de tratamento, alimentação correta e cuidados pro resto da vida dele, mas estamos aliviados com a melhora”, contou.

A Aids felina, assim como a humana, não tem cura, apenas tratamento paliativo para aliviar a dor do animal. Não há, no entanto, grandes possibilidades de sucesso no tratamento. Segundo Adelmo, a expectativa de vida de um gato com FIV varia bastante porque podem existir portadores que não apresentem sintomas.

Foto: Bruna Russo/Arquivo pessoal

“Uma vez que o gato apresente sintomas, o tempo de vida é muito curto, pois o animal tende a apresentar grave perda de peso, anemia, tumores e infecções diversas”, explicou.

Não há, também, vacina para a doença. Experimentos têm sido feitos, segundo Adelmo, por cientistas, mas ainda há a necessidade de evolução nos estudos para a fabricação de um produto eficiente e seguro.

“Para a prevenção, os gatos devem ser castrados, mantidos dentro de casa e não serem expostos a gatos recém-adotados, animais de rua, abandonados ou perdidos, a menos que estes animais tenham sido testados previamente através de exames laboratoriais”, orientou.. É recomendado, também, separar gatos com FIV daqueles que estão saudáveis e evitar que bebedouros e comedouros sejam compartilhados com animais desconhecidos.

Sem acesso à rua

A orientação do veterinário Adelmo Guilhoto Miguel sobre a criação de gatos dentro de casa é a melhor maneira de não só evitar determinadas doenças – inclusive a FIV -, mas também de proteger o animal de riscos como atropelamento, envenenamento, agressão, brigas com outros animais e, no caso de gatos não castrados, de impedir que gravidezes ocorram e filhotes nasçam na rua, contribuindo para o aumento do abandono.

Casos de animais que foram vítimas da crueldade humana são comuns. Notícias de envenenamento são divulgadas frequentemente. Moradores de um bairro de Linhares (ES) denunciaram recentemente a morte de ao menos sete cachorros e três gatos, todos envenenados. De 10 de janeiro a 15 de fevereiro deste ano, 36 casos de morte por envenenamento foram registrados em Alta Floresta (MT). De acordo com os tutores, os animais não apresentavam sintomas de doença e, antes de morrerem, tinham convulsões e saía uma baba espessa branca da boca deles.

Na última semana, uma jovem foi flagrada por uma câmera de segurança ao jogar uma gata na direção de um cachorro em Sorocaba (SP). A gata tem tutora, mas estava na rua, sozinha, no momento em que foi vítima dos maus-tratos. Ao comentar o caso, que classificou como um ato de “muita maldade”, a advogada Regina Santos Ferreira de Almeida reconheceu os perigos que a rua oferecem à Bela, como é chamada a gata. “Ela é danada, vive na rua e a gente vive recolhendo. Não posso deixar ela ir para a rua. Ela é amorosa”, afirmou ao G1.


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Herói salva a vida de gatinha usando técnica de ressuscitação cardiopulmonar e a adota

Foto: Twitter/CapaMagGundem

Foto: Twitter/CapaMagGundem

Uma pequena vida acabou de ser salva – tudo graças a um homem que largou tudo para ajudá-la.

Uma gatinha aparentemente sem vida estava sendo arrastada pela correnteza causada fortes chuvas em Istambul, na Turquia, quando um funcionário municipal, Metin Keskin, a notou e a arrebatou das águas.

Ela estava “inconsciente”, disse Keskin ao Daily Sabah. “[Ela] não estava emitindo nenhum som nem se mexendo”.

Bem ali no meio da rua, Keskin se ajoelhou sobre o minúsculo animal branco e decidiu tentar a RCP (técnicas de ressuscitação cardiopulmonar). Keskin começou a respirar gentilmente na boca da gatinha e massagear seu corpinho para ajudar a expelir a água de seus pulmões.

O pensamento rápido heroico de Keskin foi capturado em vídeo:

Alguns momentos tensos depois – para grande alívio de todos – a gatinha soltou um leve miado.

Keskin correu a gatinha para um hospital de animais, onde ela poderia se recuperar totalmente.

Mas deixar a gatinha no veterinário não significa que foi a última vez que Keskin a veria – longe disso.

“[Ela] se tornou nossa gatinha agora”, disse ele aos repórteres em uma entrevista coletiva no hospital de animais logo após o resgate do gato. “Estou tão feliz.”

Foto: Twitter/CapaMagGundem

Foto: Twitter/CapaMagGundem

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Aumento no valor do marfim representa uma ameaça aos elefantes

Por Rafaela Damasceno

Desde a proibição comercial do marfim de 1989 pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITIES), o preço do material aumentou dez vezes. O estudo foi feito pela Escola de Veterinária da Universidade de Bristol e é o primeiro a analisar as tendências dos valores globais do marfim desde a proibição.

Um elefante andando sozinho

Foto: Monique Sosnowski

Quanto mais alto o preço, mais lucrativo o comércio, o que encoraja os caçadores a assassinar os animais em busca do marfim. A proibição nunca impediu o sofrimento e a morte dos animais, e estima-se que 8% da população mundial de elefantes morre a cada ano.

Utilizando um grande conjunto de dados dos preços de marfim de 1989 a 2017 os pesquisadores foram capazes de determinar os fatores que impulsionam o aumento do preço de marfim. Até 2014, o valor aumentou dez vezes, mas começou a diminuir lentamente desde então.

“Com caçadores matando cerca de 100 elefantes, dos 350.000 restantes, a cada dia, acreditamos que nossas descobertas são significativas”, afirmou Monique Sosnowski, autora principal da pesquisa.

“Esperamos que uma maior compreensão dos fatores que determinam o preço do marfim leve a intervenções políticas melhores informadas que ajudem a criar um futuro mais seguro para os elefantes e outros animais que sofrem pelo comércio do marfim”, continuou.

Os pesquisadores confiam que os estudos podem inspirar melhores decisões em relação às políticas globais de marfim. Os dados apresentados podem informar conservacionistas, autoridades e criadores de política sobre onde concentrar esforços em campanhas anti-comércio, conservação da vida selvagem e educação.


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Pit bulls abandonados dormem abraçados em abrigo enquanto aguardam por um lar

Foto: Pima Animal Care Center

Foto: Pima Animal Care Center

Você pode conhecer o amor de sua vida nos lugares mais inesperados – basta perguntar a Agatha e Jukebox, dois pit bulls que atualmente vivem no Pima Animal Care Center em Tucson, Arizona, nos Estados Unidos.

Os dois cachorros entraram no abrigo separadamente: Agatha foi entregue pela tutora que não a queria mais e Jukebox chegou como cão em situação de rua. Mas assim que se encontraram, a conexão dos dois foi inquestionável.

“Normalmente, quando um par de cães se aproxima no abrigo, eles passam a vida toda juntos”, disse Kristen Hassen-Auerbach, diretora de serviços animais, ao The Dodo. “Mas com esses dois, eles não se conheciam. Eles se conheceram em um grupo de brincadeiras um dia e, a partir do segundo em que colocaram os olhos um no outro, tornaram-se inseparáveis”.

Foto: Pima Animal Care Center

Foto: Pima Animal Care Center

Ambos os filhotes estavam lutando para se adaptar à vida de abrigo, mas a crescente amizade rapidamente entre os dois acalmou qualquer ansiedade e depressão. “Apesar do fato de que eles estão vivendo esta vida de confinamento, o que é super estressante para a maioria dos cães, eles se confortam muito na presença um do outro”, disse Hassen-Auerbach.

Os dois filhotes agora compartilham um único canil, o que lhes permite passar todo o tempo juntos. Eles não se importam muito com o espaço pessoal de cada um, preferindo se aconchegar em uma cama única quando é hora de apagar as luzes.

“Há muito espaço para eles se estenderem”, disse Nikki Reck, responsável pela informação pública do Pima Animal Care Center, ao The Dodo, “mas eles dividem aquela pequena cama juntos porque é assim que a preferem”.

Uma foto dos dois cachorros aconchegados recentemente se tornou viral depois que Reck postou no Facebook. Os funcionários do abrigo estão esperançosos que a atenção nas mídias sociais possa ajudar a proporcionar a Agatha e Jukebox uma vida maravilhosa em uma lar amoroso juntos.

Normalmente, não dizemos “estes dois têm que ser adotados juntos”, porque dessa forma leva mais tempo para eles encontrarem um lar”, disse Reck. “Mas com esses dois, nós simplesmente não podemos separá-los, então esperamos, de verdade, encontrar um lar para eles juntos, porque os dois estão destinados a ficar juntos”.

Foto: Pima Animal Care Center

Foto: Pima Animal Care Center

Enquanto isso, a Agatha e a Jukebox estão fazendo perfeitamente a sua parte ao fazer com que os potenciais adotantes que passam por seu canil se apaixonem por eles.

“Toda vez que as pessoas vêm ao abrigo, eles chamam sua atenção”, disse Hassen-Auerbach. “Você passa pelo canil deles e eles estão sempre fazendo uma das 20 coisas fofas que fazem o dia todo: ou eles estão de cabeça para baixo, ou de costas, ou um deles está lambendo o outro”.

É um milagre que os dois cães tenham se encontrado: o Pima Animal Care Center recebe 17 mil animais por ano e atualmente abriga mais de 400 cães. Com tantos cães no abrigo para cuidar, quanto mais cedo os filhotes puderem encontrar um lar, melhor. No entanto, a equipe do abrigo está ciente de que aceitar dois cães grandes e cheios de energia não é para todos.

“Estamos procurando uma família que os aprecie tanto quanto nós”, disse Hassen-Auerbach. “Eles são como a uma TV canina para nós. Quando qualquer um está tendo um dia difícil ou se sentindo para baixo, nós apenas assistimos Agatha e Jukebox juntos e você se sente mais feliz instantaneamente”.

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Centenas de renas morrem devido às mudanças climáticas

Por Rafaela Damasceno

Cerca de 200 renas morreram no Ártico, no arquipélago norueguês de Svalbard. As mudanças climáticas fazem com que chova muito mais na região do que o usual, formando camadas de gelo sobre a grama e dificultando a alimentação das renas, que morrem de fome.

Várias renas correndo na neve

Foto: Anadolu Agency / Getty Images

As mortes foram registradas pelo Instituto Polar Norueguês durante o mapeamento anual das renas selvagens das ilhas. A alta taxa de mortalidade foi atribuída à falta de comida causada pelas mudanças climáticas, duas vezes mais rápidas no Ártico do que no restante do mundo.

Além da grama, as renas também se alimentam de um líquen extraído da neve pelos seus cascos. As geadas e os degelos formam camadas de gelo impossíveis de serem penetradas pelos animais, o que acaba tornando impossível extrair o líquen do chão.

As populações de renas no arquipélago da Noruega também dobraram de tamanho desde os anos 80, chegando agora a 22.000 animais, o que também diminui a quantidade de alimento.


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Cão em situação de rua solta outro cachorro que estava amarrado aguardando o tutor

Foto: Dmitriy Timchenko

Foto: Dmitriy Timchenko

Recentemente, Dmitriy Timchenko testemunhou uma cena tocante de solidariedade canina no melhor exemplo possível.

Timchenko e um amigo estavam visitando uma loja no início desta semana na cidade de Novorossiysk, na Rússia, quando notaram um pit bull amarrado na frente do estabelecimento.

O filhote havia apenas ficado lá apenas momentaneamente aguardando por sua tutora, que estava dentro da loja fazendo compras – mas esse fato aparentemente não teve importância alguma para um cão em situação de rua que circulava pelo local.

O cachorro notou o companheiro preso, e talvez tendo ficado preocupado com o fato de o filhote amarrado ter sido abandonado, resolveu agir.

“Eu vi esse cachorro abandonado andando pela cidade muitas vezes”, disse Timchenko ao The Dodo. “Ele sempre usa a faixa de pedestres para atravessar a rua. Ele é um cachorro muito inteligente.”

E, como se vê, ele é muito atencioso também. Enquanto Timchenko observava, o cão em situação de rua aproximou-se do animal doméstico que aguardava pacientemente e começou a afrouxar o nó que mantinha-o preso – e em pouco tempo ele estava livre, para ir embora (embora com relutância no início) e se juntar ao novo amigo em alguma aventura canina.

Aqui está o vídeo desse momento especial:

Vendo o animal doméstico já prestes a sair com seu novo amigo, Timchenko e seu amigo rapidamente intervieram. Afinal de contas, a tutora do pit bull o havia colocado lá apenas momentaneamente e por segurança.

“Entramos na loja e chamamos o tutor do cão pelo alto-falante”, disse Timchenko. “Ela então veio correndo para fora da loja para pegar seu cachorro.”

Tudo tinha sido um grande mal entendido – mas o ato do cachorro em situação de rua não perdeu sua beleza e altruísmo.

Foto: Dmitriy Timchenko

Foto: Dmitriy Timchenko

Embora as origens desse cão que vive nas ruas não sejam exatamente conhecidas, Timchenko disse que ele aparenta estar bem de saúde, e aproveitando sua liberdade nas ruas.

No entanto, só podemos esperar que um dia, em breve, alguém lhe ofereça a mesma bondade que ele demonstrou – adotando-o em uma casa própria com uma família amorosa.

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Golfinhos são explorados como pranchas de surf em atração turística

Por Rafaela Damasceno

Investigação descobre que animais são forçados a exibir comportamentos antinaturais e participar de atrações humilhantes, forçados a aprender truques que resultam em uma vida toda de sofrimento. Elefantes são forçados a jogar basquete em um zoológico, golfinhos são utilizados como pranchas de surf (o que prejudica suas colunas), chimpanzés são obrigados a andar de moto etc.

Elefantes jogando basquete

Foto: WAZA

Pesquisadores da Fundação Mundial de Proteção Animal e da Change for Animals descobriram irregularidades em instalações que são membros da Associação Mundial de Zoológicos e Aquários (WAZA), que foi criada com o objetivo de incentivar e apoiar o bem-estar animal.

“O que pode ser visto como uma simples atividade agradável para uma família, significa uma vida toda de sofrimento para esses animais”, afirmou o Dr. Neil D’Cruze, conselheiro da vida selvagem da World Animal Protection.

A investigação descobriu que, dos 1.200 membros da WAZA, 75% possuíam alguma atração ou atividade prejudiciais para os animais envolvidos. Os pesquisadores orientam os visitantes a reconsiderar sua ida a lugares onde ocorrem práticas irresponsáveis e cruéis contra os animais.

Os investigadores descobriram que, no começo deste ano, um bebê elefante desnutrido foi forçado a performar danças sob ameaças em um zoológico tailandês. Imagens gravadas mostraram o filhote acorrentado e sugando sua tromba repetidamente, em sinal de aflição. Um mês depois da criação de uma petição para salvá-lo, o elefante de 3 anos morreu de uma infecção que nunca foi tratada.


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Testes em animais caem para o nível mais baixo em 12 anos

Foto: PCRM

Foto: PCRM

Os testes em animais no Reino Unido atingiram seu nível mais baixo desde 2007.

O número de procedimentos concluídos em animais vivos em 2018 foi 7% menor do que em 2017, de acordo com dados do Ministério do Interior.

A maioria dos procedimentos envolveu camundongos, peixes e ratos –assim como na última década – no entanto, o uso de ratos em experimentos diminuiu em 27%.

O número de experimentos com gatos também diminuiu, caindo em 20%.

Cerca de 56% dos procedimentos foram realizados para pesquisa, tipicamente estudos envolvendo o sistema imunológico, o sistema nervoso e o câncer.

Os procedimentos para criação e reprodução caíram 10% e os procedimentos experimentais caíram 4%.

De acordo com a Understanding Animal Research, dez organizações são responsáveis por quase metade de todas as pesquisas com animais no Reino Unido.

O Medical Research Council, o Francis Crick Institute, a University of Oxford, a University of Edinburgh, a University College London, a University of Cambridge, a University of Glasgow, o King’s College London, a University of Manchester e o Imperial College London são as organizações realizando uma grande quantidade de pesquisas em animais.

O problema com testes em animais

Embora o número de procedimentos em animais no Reino Unido tenha caído nos últimos 12 anos, 3,52 milhões de procedimentos ainda foram conduzidos em animais vivos na Inglaterra, na Escócia e no País de Gales no ano passado.

Enquanto algumas taxas de uso de animais diminuíram em testes, outras aumentaram. O número de experimentos com aves aumentou de 130 mil para 147 mil, o número de testes em cães aumentou 16% e o número de testes em primatas cresceu 8%.

O teste em animais é amplamente impopular entre o público, particularmente por razões de crueldade contra os animais. Cerca de 72% dos consumidores acreditam que os testes em animais são “desumanos ou antiéticos”, segundo pesquisas.

Foto: Istock

Foto: Istock

Experimentos com animais também podem não ser confiáveis. A organização de bem-estar animal PETA afirma que mais de 90% das experiências realizadas em animais pelos Institutos Nacionais de Saúde – a principal agência governamental responsável pelo financiamento da pesquisa científica – não levam a tratamentos humanos eficazes, o que significa que os testes são “inúteis”. Ele acrescenta que mais de 95% dos testes de drogas farmacêuticas são tão seguros e eficazes em animais, mas falham em testes em humanos.

As dez organizações responsáveis por cerca de metade dos testes em animais do Reino Unido estão comprometidas com os “3Rs” – substituição, redução e refinamento. Isso significa que eles trabalham para substituir o uso de animais quando possível, reduzindo o número de animais explorados e refinando a experiência dos animais usados nos testes.

Outros grupos estão trabalhando para desenvolver métodos de experimentação livres de animais, como o modelo organ-on-a-chip (órgãos em chips) que simula as respostas fisiológicas de órgãos humanos.

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