Santuário da atleta vegana Fiona Oakes fechará por falta de doações

Por Rafaela Damasceno

Fiona Oakes, apesar de ser uma das atletas veganas mais bem sucedidas do mundo, é pouco conhecida dentro da comunidade vegana e menos ainda na comunidade geral. Além de ser recordista mundial em corridas de longa distância, ela ainda completou diversas maratonas consideradas os mais difíceis desafios de corrida de resistência.

Um cabritinho de pé

Foto: Tower Hill Stables Animal Sanctuary

Fiona também é bombeira voluntária e opera o Tower Hill Animal Sanctuary, que abriga quase 500 animais. Infelizmente, o lugar não recebe tanta ajuda quanto precisa, e isso faz com que esteja prestes a fechar.

“Estamos muito gratos a todos os nossos apoiadores que ajudaram com as contas de alimentação ao longo dos anos, mas infelizmente o nível de apoio não é o suficiente para que possamos continuar”, comunicou o santuário em uma publicação do Facebook.

No ano passado, Fiona foi o destaque do documentário Running for Good e esperava que o filme trouxesse mais visibilidade para o santuário, ampliando as doações e alcançando um público maior. Infelizmente, apesar de o número de apoiadores ter aumentado, ele continuou abaixo do necessário. O crescimento não foi o suficiente para fazer o santuário funcionar.

A equipe do Tower Hill tinha esperança que a participação de Fiona no próximo documentário de James Cameron, The Game Changers, trouxesse mais visibilidade para o lugar. Infelizmente, essa parte foi cortada da edição final.

Sem arrecadar uma quantia significativa de dinheiro, o local será obrigado a fechar. Se quiser ajudar, você pode encontrar mais informações sobre a doação aqui.


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United Airlines para de vender atrações do SeaWorld

Por Rafaela Damasceno

Mais uma empresa entrou para a lista das companhias que cortaram parceria com o SeaWorld. United Airlines se juntou a Virgin Holidays, Delta, JetBlue, SouthWest, Spirit, Sunwing e WestJet depois de uma campanha organizada pela organização PETA.

Baleias performando em um show no SeaWorld

Foto: SeaWorld

Além de deixar de vender qualquer coisa relacionada ao parque, a empresa ainda retirou todas as menções do SeaWorld de seu site United Vacations.

“United Airlines fez a coisa certa ao cortar laços com um parque que confina orcas e golfinhos em tanques de concreto que, para eles, são como banheiras”, afirmou a vice-presidente da PETA, Lisa Lange, em entrevista a Plant Based News.

A organização disse que, na natureza, as orcas nadam cerca de 140 milhas (mais de 225 quilômetros) por dia, e os golfinhos-nariz-de-garrafa costumam nadar até 60 milhas (96,5 quilômetros). No SeaWorld, tudo o que podem fazer é nadar em círculos por um espaço pequeno, e 140 golfinhos são distribuídos em apenas 7 pequenos tanques.

Foto: Golfinhos performando no SeaWorld

Foto: SeaWorld

No início deste mês, dois ex-treinadores do parque denunciaram diversos casos de maus-tratos, inclusive o uso de drogas para acalmar os animais, o que causava úlceras em seus estômagos e outros ferimentos ocasionados por autoagressão.

Apesar de o SeaWorld negar todas as acusações, é fato que manter as orcas e golfinhos em espaços pequenos, forçar os animais a realizar truques e afastá-los da liberdade não é correto. Além de estressados e sob intensa pressão psicológica, eles ainda vivem assustados e depressivos.

As atitudes tomadas pelas empresas demonstram um avanço no pensamento do público, que enxerga cada vez mais os impactos da exploração animal e não compactua mais com a crueldade.


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Todos os anos, 121 milhões de porcos são mortos pela indústria da carne nos EUA

Por Rafaela Damasceno

Quanto mais os anos passam, mais a indústria da carne cresce, ampliando as fazendas e colocando cada vez mais porcos em lugares cada vez mais apertados. Pouca ou nenhuma consideração pelo bem-estar animal é demonstrada.

O olho de um porco parecendo assustado, triste e aflito

Foto: Andrew Skowron

Desde 1978, o número de porcos explorados pelas indústrias aumentou para 60 milhões. As fazendas industriais de porcos eram 20 vezes maiores em 2007 do que em 1978, de acordo com a Humane Society.

A demanda pelos produtos derivados dos porcos nunca foi tão alta, o que explica o aumento da prática cruel. Um americano costuma comer, em média, 31 porcos durante a vida. Estima-se que 121 milhões de porcos são mortos por comida todos os anos nos Estados Unidos. No mundo, o número chega a 1,5 bilhão.

Uma investigação recente da PETA encontrou mais de mil porcas vivendo em gaiolas de parto no Reino Unido. Lá, elas eram obrigadas a permanecer com seus filhotes, sem poder realizar funções básicas como se locomover, se virar ou cuidar de suas crias.

A criação nas fazendas industriais suprime toda a personalidade carinhosa, amigável e leal da espécie. Eles vivem em espaços superlotados, os leitões são separados das mães aos dez dias de idade, as porcas dão à luz sem descanso por quatro anos antes de serem assassinadas.

Uma porca desesperada e separada de seus filhotes

Foto: Andrew Skowron

Quando levados para os matadouros, a situação é ainda pior. Em uma instalação na Austrália, foi descoberto que os funcionários afogavam os animais em água fervente enquanto eles lutavam para escapar.

Os porcos são inteligentes, sociáveis e emocionais. E as indústrias apenas ignoram toda a senciência presente neles e os tratam como meros objetos, como mercadoria e unidades de produção.

A câmara de gás é considerada o método mais “gentil” de matar os animais. Alguns porcos são colocados nelas para entrar em um estado de inconsciência antes de serem mortos. Um ativista em defesa dos direitos animais, James Aspey, visitou um matadouro no Canadá para relatar como é a morte desses animais, e o que viu foi aterrador.

Os porcos nas câmaras de gás batem violentamente nas laterais, buscando uma saída. Assustados, eles gritam e colocam seus narizes através das barras, tentando escapar.

“Se esse é o método mais humano”, disse o ativista, “talvez não devêssemos tentar nenhum método”.

No Brasil, um porco morre a cada segundo.


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Veganismo aumenta entre jovens na Arábia Saudita

Por Rafaela Damasceno

O número de lojas que oferecem alimentos veganos e vegetarianos está aumentando na Arábia Saudita. Como consequência, mais pessoas estão adotando as dietas baseadas em vegetais, especialmente os jovens.

Dois hambúrgueres veganos

Foto: Supplied

Um dos maiores influenciadores é Khaled bin Al-Waleed, filho do príncipe bilionário Al-Waleed bin Talal, que prometeu abrir no mínimo dez restaurantes veganos no Oriente Médio até 2020. Com o aumento dos estabelecimentos oferecendo mais opções de alimentos baseados em vegetais, mais jovens estão se sentindo encorajados a adotar o estilo de vida.

Preocupações com a saúde, os direitos animais e o meio ambiente estão sendo fatores essenciais para motivar os sauditas a mudarem suas alimentações e pararem de usar quaisquer produtos de origem animal, adotando o estilo de vida livre de crueldade.

A saúde é o primeiro fator no ranking dos principais impulsionadores, com a obesidade crescente no país incentivando muitas pessoas a adotarem alimentações mais saudáveis.

Logo em seguida, vem os direitos animais; cortar as carnes e os produtos de origem animal de todos os aspectos de sua vida é um protesto contra práticas antiéticas e cruéis de exploração animal.

Antigamente, as opções, principalmente de alimentação, eram escassas no país. Banan Al-Sultan adotou o veganismo em 2011, mas decidiu abandoná-lo seis meses depois – infelizmente, não havia pratos veganos nos restaurantes, e os mercados também não exibiam grandes coisas. Hoje, com o aumento dos estabelecimentos focados no veganismo, Banan pôde voltar a adotar o estilo de vida e está contente com sua escolha.

Loulwa Almarshad contou ao Arab News que ser vegano não é difícil como as pessoas parecem pensar. “Pode ter sido difícil, sim, no começo, mas não agora. Hoje em dia, há uma certa consciência dos estabelecimentos de que a demanda está crescendo, o que também aumenta o número de produtos veganos no comércio”, afirmou.

Banan disse que, ao longo da história do país, a carne foi imposta como símbolo de riqueza e costumava mostrar que uma pessoa pode alimentar sua família. “Mas os tempos estão mudando e, se você não aceita nosso estilo de vida, deve pelo menos respeitá-lo”, concluiu.


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Cachorro que teve duas patas cortadas por antigo tutor ganha novo lar

Por Rafaela Damasceno

Um cachorro que foi cruelmente maltratado por um tutor abusivo teve uma segunda chance de encontrar carinho e amor. Seu antigo guardião, que deveria cuidar dele, amputou suas duas patas como forma de castigo por ter cavado um buraco no quintal.

True, que era apenas um filhote na época, conseguiu se arrastar até a casa vizinha, onde o morador chocado rapidamente o levou até um abrigo. Lá, True começou seu tratamento e sua recuperação. As coisas foram muito difíceis, mas o bravo cachorrinho enfrentou tudo com determinação, e sobreviveu. Aos dois anos de idade, ele se curou fisicamente. Seu antigo tutor, que era usuário de drogas, morreu de overdose.

O abrigo, então, compartilhou sua história nas redes sociais e pediu ajuda a uma ONG parceira do Canadá (Cause 4 Paws), para receber ajuda nas contas médicas de True. Foi assim que Erin Blaak e Romain Avril conheceram a história do cachorrinho e se apaixonaram por ele.

True deitado em um sofá

Foto: MDWfeatures

True foi levado para Toronto, no Canadá, onde encontrou a nova família. O casal já possuía outro cachorro, então True ganhou, da noite para o dia, uma mãe, um pai, um irmão e amor. Muito amor.

Na maior parte do tempo, o cachorrinho precisa ser carregado e se cansa rapidamente, mas o casal se certifica que ele faça exercícios regularmente para se manter forte e saudável. Em seu novo lar, ele até mesmo aprendeu a andar se apoiando somente nas patas traseiras e a pular no sofá e na cama. Mas quando sai, ele se locomove com a ajuda de uma cadeira de rodas projetada para ele.

True usando as rodas para se locomover ao lado de sua nova família

Foto: MDWfeatures

“True se encaixou muito bem na nossa família e ama todas as pessoas e cachorros. Ele só quer ser amado de volta”, declarou Erin ao Daily Mail.

Erine e Romain tiveram um triste exemplo de maus-tratos aos animais, que os motivou a ajudá-los ainda mais. Hoje em dia, se esforçam para arrecadar fundos que ajudem cachorros que sofreram abuso no passado.

True fazendo fisioterapia

Foto: MDWfeatures

A aquisição da cadeira de rodas foi feita recentemente, no começo de 2019, e ainda é um desafio para True. Mesmo assim, ele demonstra gostar dela e se esforça para aprender a usá-la. Ele também está testando próteses temporárias para usar futuramente.

Erin demonstrou preocupação com a falta de punições para os maus-tratos aos animais. “Matar por esporte, crueldade ou entretenimento deveria ser acabar. Deveria haver mais consequências”, disse ela. “É triste o quanto de abuso e crueldade contra os animais existe. Há uma falta de leis em relação a isso”.

“Temos muita sorte de ter cachorros em nossas vidas e não merecemos o amor incondicional deles”, concluiu.


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Parlamento proíbe a exploração de animais silvestres em circos na Inglaterra

Por Rafaela Damasceno

Após anos de protestos de organizações em defesa dos direitos animais – inclusive a PETA -, o Parlamento do Reino Unido aprovou um projeto de lei para proibir a exploração dos animais silvestres em circos na Inglaterra. A lei começa a valer para todo o país a partir do dia 19 de janeiro de 2020.

Ativistas protestam contra a exploração dos animais em circos e seguram cartazes

Foto: PETA

Circos não são lugar para animais silvestres em pleno século 21 e estou feliz que essa legislação colocará um fim nessa prática”, declarou o secretário do Meio Ambiente, Michael Gove.

A campanha contra os animais em circos incluiu ações por e-mail, segundo a PETA, em que a organização contatou parlamentares em 2011, 2014, 2016 e 2017. Até mesmo celebridades protestaram no Parlamento, o que foi difícil de ser ignorado.

A petição da PETA teve dezenas de milhares de assinaturas, a prova de uma mudança na visão da população em relação a exploração dos animais. A organização também fez anúncios ao longo dos anos, que foram apoiados por artistas como a banda Little Mix.

Em 2012, a PETA também divulgou uma imagem do primeiro ministro David Cameron, maquiado como um palhaço. O anúncio pedia para que ele parasse de fazer palhaçada e aprovasse a lei que havia prometido, que livraria os animais dos circos.

Foram anos de luta, mas a lei finalmente entrará em vigor. Os animais silvestres não pertencem aos circos. Forçá-los a realizar truques é uma prática cruel e bárbara, além de toda a pressão psicológica e estresse a que são submetidos. Eles não devem viver enjaulados, assustados e abusados.

No Brasil, há diversas leis locais para a proibição da prática, mas a federação nunca emitiu uma lei válida para todo o país. Alguns estados que adotam a proibição são Rio de Janeiro, Pernambuco, São Paulo, Rio Grande do Sul, Goiás, Paraná etc. O projeto de lei 7.291, que visa erradicar a prática em todo o Brasil, corre no Congresso desde 2009.


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Tartaruga é encontrada com estômago cheio de plástico

Por Rafaela Damasceno

Os impactos que o plástico já causou e ainda causará no meio ambiente não podem ser medidos. O material demora cerca de 400 anos para se decompor na natureza e, além de poluir as florestas e os oceanos, também afeta incontáveis animais. As tartarugas são uma das maiores vítimas: o plástico, muitas vezes presente em produtos maleáveis e pequenos, é facilmente ingerido por elas. As sacolas, por exemplo, costumam ser confundidas com algas marinhas.

Tartaruga morta na praia

Foto: ViralPress

Recentemente, mais uma tartaruga foi encontrada morta com o estômago cheio de plástico. O caso aconteceu na praia de Somprasong, na Tailândia.

A tartaruga estava já em um processo inicial de decomposição e especialistas acreditam que deva ter morrido uma semana antes de ser encontrada. Ela tinha cinco anos e possuía diversas sacolas em seu estômago, assim como outras embalagens plásticas.

Várias embalagens de plástico, as encontradas dentro da tartaruga

Diversos pedaços de plástico foram encontrados dentro da tartaruga | Foto: ViralPress

“Temos certeza que a quantidade de plástico presente dentro da tartaruga contribuiu para a sua morte”, afirmou o veterinário Kirin Sornpipatcharoen, que fez a necropsia no animal.

O plástico normalmente obstrui o trato gastrointestinal, já que não é digerido. Funções fisiológicas básicas param de ser possíveis, então, como evacuar ou se alimentar, o que leva o animal a um emagrecimento gradativo e uma morte lenta e dolorosa.


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Primeiro ministro do Reino Unido sugere punições violentas a ativistas anti-caça

Por Rafaela Damasceno

O primeiro ministro do Reino Unido, Boris Johnson, que declarou em seu primeiro discurso que queria promover o bem-estar animal, sugeriu que as regras aplicadas ao contra-extremismo poderiam ser aplicadas contra o “Hunt Sabbing” – a prática de sabotar uma caçada baseando-se no fato de que animais não devem ser caçados por seres humanos. No passado, ele sempre votou contra a proibição da caça à raposa, um esporte sangrento que consiste em perseguir a espécie com cavalos e cachorros treinados para caçar.

Duas fotos: No lado esquerdo, o ministro; no direito, uma raposa

Foto: Andrew Parsons/ i-Images

Em sua campanha de liderança conservadora, Johnson foi questionado por uma pessoa a favor dos esportes violentos – incluindo a caça. “Você se comprometerá a combater os extremistas dos direitos animais, incluindo quaisquer recomendações da Comissão do Governo para combater o extremismo?”, perguntou.

“Embora eu esteja comprometido com o bem-estar animal, não tolerarei extremismo, intimidação e abuso, independentemente dos motivos”, respondeu Johnson.

Em entrevista ao Plant Based News, um ativista disse que o “Hunt Sabbing” é sobre ação direta não violenta usada para salvar vidas. “Comparar isso ao extremismo é chocante, mas é o tipo de retórica que já estamos acostumados vindo da Aliança do Campo”, afirmou.

Ele ainda citou o fato de Johnson querer promover o bem-estar animal, mas também dizer que aqueles que interferem na caça são violentos e merecem punições fortes, o que demonstra uma controvérsia.

“Se ele quer falar sobre violência, deveria assistir os cachorros de caça destroçando uma raposa. Isso é violência”, concluiu


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Romênia quer exportar 70 mil ovelhas vivas para o Golfo Pérsico

Por Rafaela Damasceno

A Romênia causou atrito na União Europeia ao querer exportar cerca de 70 mil ovelhas vivas para o Golfo Pérsico, mesmo contra a vontade de Bruxelas, que afirmou que temperaturas extremas tornariam impossível que os animais não sofressem no caminho.

Três pessoas colocam uma ovelha no porta-malas de um carro

Foto: Animals International

“Recebemos imagens mostrando condições terríveis em que os animais foram transportados por navios para o Golfo Pérsico durante o verão”, afirmou Vytenis Andriukaits, comissário da União Europeia para Saúde e Segurança Alimentar. Ele pediu, em uma carta ao ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Romênia (Petre Daea), que impedisse a exportação. A previsão do tempo no Golfo Pérsico em julho informa temperaturas de até 46° C. Petre Daea afirmou que não impedirá a exportação sob nenhuma circunstância.

De acordo com o Eurogroup for Animals, as 70 mil ovelhas estão sendo enviadas para participar do “Festival do Sacrifício”, em agosto.

A Austrália, que já foi o maior país exportador de ovelhas, anunciou uma proibição de três meses (durante a temporada de intenso verão) na prática direcionada ao Oriente Médio. Ela ainda planeja eliminar completamente essa forma de comércio nos próximos cinco anos.

Em contrapartida, as exportações de ovelhas e cabras na Romênia estão em ascensão desde 2015, segundo dados do International Trade Center.

“Achamos lamentável que, enquanto outros países estão reconhecendo os horrores da exportação de animais vivos, a Romênia está ignorando completamente as centenas de milhares de animais que sofrem longas viagens ao Oriente Médio enfrentando calor intenso e sofrendo muito”, declarou Vanessa Hudson, líder do Partido do Bem-Estar Animal, à Euronews.

Ela ainda disse que o país se mostra em regresso, além de totalmente desconectado com o resto do mundo, que demonstra um crescente interesse na proteção dos animais.

Ativistas em defesa dos direitos animais consideram o transporte dos animais vivos uma crueldade sem tamanho, visto que eles viajam em navios lotados por mais de uma semana sob um calor escaldante, e são praticamente cozinhados vivos. Apesar de a União Europeia proibir a exportação de animais vivos quando as temperaturas excedem 30 °C, muitos continuam com a prática muito além disso.

Gravações da Animal International mostram que as ovelhas e outros animais morrem com as temperaturas elevadas, são brutalmente descarregados dos navios, espremidos em carros e mortos ainda conscientes por açougueiros despreparados no meio das ruas. As imagens foram apresentadas ao governo romeno.

Alguns países, como Israel, decidiram suspender as importações da Romênia. Devido às condições precárias, muitos animais chegavam mortos ou doentes ao seu destino. O país declarou que está atualizando suas legislações para evitar problemas futuros relacionados ao transporte dos animais.

Mesmo corrigindo alguns problemas em relação ao péssimo tratamento que os animais recebem em suas exportações, ainda sim eles serão enviados para a morte sob condições extremamente cruéis.


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Beyoncé fala sobre os benefícios de uma alimentação vegetariana estrita

Por Rafaela Damasceno

A cantora e compositora Beyoncé postou recentemente um vídeo no Youtube contando como perdeu peso adotando uma dieta baseada em vegetais. Ela adotou a dieta por motivos estéticos, esperando emagrecer após o nascimento de seus filhos gêmeos.

Beyoncé no clipe da sua música de Rei Leão

Foto: Youtube

A dieta, que deveria ser seguida por 22 dias, foi prolongada para 44 e incluía alimentos como sopas, saladas, shakes e barras de proteína. O fisiologista Marco Borges, que criou a dieta, explicou no vídeo o benefício dos alimentos vegetais.

“Uma dieta vegetariana estrita consiste em realmente eliminar todos os alimentos processados em excesso que não nos fazem bem. Quando você está se alimentando à base de vegetais, você definitivamente terá mais energia. Seu humor vai mudar por completo”, disse ele.

A mudança na alimentação de Beyoncé certamente divulga o veganismo e o vegetarianismo e faz as pessoas se interessarem mais pelo assunto. Entretanto, o veganismo é muito mais do que uma dieta e tem um propósito muito maior do que a estética.

A cantora demonstra certa controvérsia ao divulgar a importância de uma dieta livre de crueldade e, mesmo assim, usar roupas de couro animal – além de lançar uma linha de sapatos produzidos com pele de cobra, crocodilo, avestruz e arraia.

O veganismo é um estilo de vida. Ao se comprometer com ele, uma pessoa deixa de consumir quaisquer produtos que venham da exploração animal – sejam eles na alimentação, roupas, produtos de beleza etc.


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