Singapura faz apreensão histórica de nove toneladas de marfim

Por Rafaela Damasceno

Singapura fez recentemente sua maior apreensão de marfim contrabandeado e confiscou cerca de nove toneladas de presas, retiradas de cerca de 300 elefantes africanos, segundo as autoridades.

Vários marfins de elefante enfileirados no chão

Foto: AFP/Getty

A carga ilegal foi descoberta na República Democrática do Congo, em um contêiner, e também havia escamas de pangolim – a terceira apreensão em poucos meses – entre os marfins. As autoridades afirmaram que o contêiner deveria estar carregado de madeira, que se dirigiria até o Vietnã, com uma parada em Singapura.

O carregamento de marfim foi avaliado em cerca de 13 milhões de dólares (quase 44 milhões de reais) e essa foi a maior apreensão de presas de elefante em Singapura até hoje. As escamas de pangolim pesavam cerca de 12 toneladas, vindas de 2.000 animais, e foram avaliadas em 35,7 milhões de dólares (quase 134 milhões de reais).

Desde abril, Singapura apreendeu 37,5 toneladas de escamas de pangolim. Esses mamíferos, conhecidos como tamanduás escamosos, estão ameaçados de extinção. Eles costumam ser caçados por sua carne, considerada uma iguaria, e sua escamas, que alguns acreditam possuir qualidades medicinais.

Já o marfim de elefante é muito usado em ornamentos, jóias, pingentes etc. A espécie também está ameaçada de extinção.

Singapura declarou que irá destruir todas as cargas apreendidas.


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ONG resgata quase 2 mil cachorros de fazendas de carne na Coreia do Sul

Por Rafaela Damasceno

Uma ONG em defesa dos direitos animais salvou cerca de 1800 cachorros na Coreia do Sul, que seriam assassinados e vendidos como comida. 30 dos filhotes foram adotados por famílias no Reino Unido e estão se desenvolvendo.



O resgate ocorreu quando um fazendeiro de 71 anos pediu ajuda da organização para fechar sua fazenda. Se não tivessem sido salvos, os cachorros fariam parte do grupo de um milhão da espécie, que serão eletrecutados, mortos e comidos em um festival chamado Bok Nal. A Humane Society UK acolheu os animais.

Em uma crença popular da região, os dias 12 e 22 de julho, assim como o dia 11 de agosto – conhecidos como Bok Nal -, são considerados os dias mais quentes do ano. Muitos sul-coreanos então se alimentam de sopa de carne de cachorro, que é popularmente conhecida como uma espécie de fortalecedor – eles acreditam que a carne de cachorro ajuda a aumentar a energia.

Vários cachorrinhos presos em uma gaiola enferrujada

Foto: Jean Chung / For HSI

O consumo da carne da espécie está diminuindo entre os habitantes do país, mas mesmo aqueles que nunca comeriam o fazem durante o Bok Nal.

Os cachorros criados pela sua carne são confinados em gaiolas pequenas e imundas, segundo o Daily Mail. Elas não possuem proteção contra o frio intenso do inverno ou o calor escaldante do verão. Muitas ainda têm o piso feito de arame, o que machuca as patas e os corpos dos cachorros.

Uma voluntária carrega um cachorrinho resgatado, que parece feliz

Foto: Jean Chung / For HSI

Até cerca de um ano de idade, os animais são criados sem cuidados veterinários, sem água suficiente e com restos de comida. Depois, são mortos eletrocutados.

Nara é uma das cachorrinhas resgatadas que teve a chance de ter um lar e uma família. “Nós a adoramos! Ela é uma cachorrinha feliz e curiosa, uma excelente companheira que lentamente supera seus medos”, contou Judy Hartshorn, a nova tutora de Nara.


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Protestantes que comeram carne de esquilo crua na frente de veganos são multados

Por Rafaela Damasceno

Os protestantes Deonisy Khlebnikov e Gatis Lagzdins, que comeram carne de esquilo crua na frente de veganos foram multados no valor de 600 libras (cerca de 2.800 reais). Eles foram presos em março deste ano após morderem os animais em frente ao Soho Vegan Food Market, um mercado vegano.

O protesto realizado por eles foi filmado por algumas pessoas. Em um dos vídeos, várias pessoas indignadas podem ser vista em volta da dupla. Um dos espectadores chegou a perguntar o porquê de eles estarem fazendo isso. “A mensagem é que veganismo é igual a desnutrição. A razão pela qual eu e outras pessoas comemos carne crua é pra lembrar vocês do que os seres humanos comem na natureza”, respondeu Lagzdins.

A dupla negou ter usado um comportamento perturbador que possa ter causado angústia, alarme ou assédio, no Tribunal da Cidade de Londres. Eles alegaram que eram contra o veganismo, e por isso resolveram conscientizar as pessoas sobre o perigo de não comer carne (enquanto publicamente mordiam esquilos crus). Eles foram considerados culpados.

Um dos homens segura o esquilo nas mãos no meio do protesto

Foto: Twitter / DioraBoros

O tribunal considerou que a escolha de protestar em frente a um mercado vegano e ter continuado a exibir um comportamento repugnante e desnecessário mostraram falta de respeito e o desejo de causar angústia ao público. Além dos adultos, algumas crianças também viram a cena, e ficaram perturbadas com o protesto. Khlebnikov foi multado em 200 libas (933 reais), além dos custos e sobretaxas. Lagzdins não compareceu à audiência, o que conferiu a ele uma multa ainda maior: 400 libras (1.866 reais), além de custos e sobretaxas. Ao todo, a dupla recebeu uma multa de 600 libras (2800 reais).

As alegações da dupla de que veganismo é igual a desnutrição são falsas. Inúmeros estudos comprovam que, além de seres humanos poderem sobreviver de maneira saudável seguindo uma dieta baseada em vegetais, eles ainda possuem menos riscos de desenvolver várias doenças, como diabetes e problemas cardíacos.

Um dos protestantes segura o esquilo morto em suas mãos

Foto: Twitter / DioraBoros

A própria Associação Dietética Britânica comprova que as dietas baseadas em vegetais são ideais para todas as pessoas, em qualquer idade e fase da vida.

Lagzdins é youtuber e já participou de outros protestos como esse antes. Em um festival de comida vegana, ele comeu uma cabeça de porco cru, e também um frango cru em outro mercado vegano.

Tim Barford, gerente da Vegfest no Reino Unido, afirmou que muitas vezes esse tipo de protesto tem o efeito contrário. Segundo ele, algumas pessoas que viram Lagzdins mordendo uma cabeça de porco iniciaram uma jornada de conhecimento pelo veganismo.


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Dois filhotes de elefante-marinho superam as expectativas e retornam ao oceano

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Os dois elefantes-marinhos tinham muita coisa contra eles quando foram resgatados por uma equipe do Pacific Marine Mammal Center (PMMC, na sigla em inglês) em Laguna Beach, na California (EUA).

Um dos filhotes, uma menina apelidada pelo centro de Fat Tuesday (Terça-feira Gorda, na tradução livre), foi achada perto da Rua 24ª na Praia de Newport no dia 10 de março pesando 28 kg – pelo menos 4 kg a menos do que o que ela estaria provavelmente pesando quando nasceu.

O bebê foi o menor animal que o centro resgatou este ano, ela teve dificuldade em se manter com os outros filhotes de elefante-marinho maiores e em um ponto quase se afogou em uma piscina.

Depois, apareceu Theon, encontrado em 28 de abril na Orange Street, em Newport Beach, pesando cerca de 37 kg. Ele estava desidratado e tinha uma ferida cheia de pus.

Depois de ficar no centro por um mês, Theon teve pneumonia e quase morreu. Ele esteve em estado crítico por várias semanas.

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Mas na segunda-feira, 15 de julho, a Fat Tuesday, agora com 74 kg, e Theon, com 80 kg, estavam prontos para voltar ao oceano. Acompanhados pela equipe da PMMC, os elefantes-marinhos, foram levados a bordo de um barco de Patrulha do Porto do Xerife e levados para o mar aberto perto de Dana Point.

A cerca de uma milha (cerca de 1,6 km) de distância, o barco parou e os funcionários abriram as portas do compartimento onde os animais estavam.

A cabeça de Fat Tuesday apareceu primeiro. Ela acariciou Theon ainda dentro da gaiola dele. Então eles se aproximaram do degrau de mergulho do barco. Fat Tuesday – mais próxima da água – parecia insegura. Depois de alguns minutos, pareceu que Theon a empurrou para o lado e mergulhou.

Então Fat Tuesday, começou a balançar para frente e para trás, um sinal de que ela estava estressada, disse Wendy Leeds, uma coordenadora de cuidados com animais que estava assistindo tudo de um segundo barco. Mas Keith Matassa, que lidera a pesquisa animal para PMMC, estava lá para ajudar.

“Vamos lá menina, entra na água”, ele chamou Fat Tuesday a partir do segundo barco. Ela olhou para ele e em poucos segundos, pulou na água. Ao contrário de Theon, ela ficou na superfície nadando em direção a Matassa. Enquanto ele afastava o barco, ela mergulhou de cabeça na água – fazendo o que os elefantes-marinhos fazem.

Em comparação com os leões-marinhos, que nascem nas colônias de Channel Island em junho e julho e permanecem com suas mães por seis a nove meses, os elefantes-marinhos ficam por conta própria depois de apenas quatro semanas.

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Normalmente, os elefantes-marinhos, nascidos em viveiros perto de San Simeon, ao norte de Santa Cruz e Point Reyes, estariam no mar alto do Pacífico, nadando a milhares de milhas das praias neste momento.

Desde 2017, centros de resgate de mamíferos marinhos ao longo da costa da Califórnia têm visto um aumento no número de elefantes-marinhos que precisam de ajuda. Os animais também começaram a chegar em maior número no início deste ano, com maior frequência do que o habitual, disse Kristen Sakamaki, veterinária da PMMC. Fat Tuesday foi um dos primeiros elefantes-marinhos que o centro recebeu este ano.

Até agora, o centro resgatou 35 elefantes-marinhos em 2019. O SeaWorld San Diego resgatou 20, o Centro de Mamíferos Marinhos de Los Angeles, em 86, e o Centro de Mamíferos Marinhos, em Sausalito, em 157.

Sakamaki disse que o alto número de encalhes pode ser atribuído a fortes ondas e tempestades durante a época de reprodução dos elefantes-marinhos, de janeiro a março.

Alguns dos filhotes podem ter ficado órfãos e então foram para o mar com menos reservas de gordura do que o necessário. Alguns, incluindo Fat Tuesday e Theon, podem não ter descoberto como caçar peixes.

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Foto: Mindy Schauer, Orange County Register/SCNG

Este ano, a PMMC recebeu 170 animais, o mais recente deles um leão-marinho resgatado terça-feira, 16 de julho, em Huntington Harbor. Além dos elefantes-marinhos, o centro recebeu 119 leões-marinhos, oito focas, três focas de Guadalupe e cinco golfinhos.

“A quantidade de tempo, cuidado e atenção aos detalhes realmente faz a diferença”, disse Sakamaki sobre a recuperação dos animais. Ela disse que o vínculo de Matassa com a Fat Tuesday é provavelmente a razão pela qual o filhote pode ser libertado com segurança.

“Custou muito tempo e esforço extra com ela e com Theon”, disse ela. “Eu acho que Fat Tuesday e Keith desenvolveram um respeito mútuo e amor.”

A experiência de segunda-feira foi especial, disse Matassa.

“É uma sensação indescritível ter um animal olhando para você entre outras 13 pessoas”, disse ele. “Isso remonta à Bíblia. Devemos ser guardiães do meio ambiente e proteger as espécies também”.

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Los Angeles está a um passo de proibir as corridas de cavalo

Foto: Livekindly

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Los Angeles pode em breve se tornar a maior cidade dos Estados Unidos a proibir corridas de cavalo depois de uma série de mortes de cavalos em uma das maiores pistas do sul da Califórnia.

O comissário Roger Wolfson apresentou recentemente uma moção ao Conselho de Serviços Animais de Los Angeles pedindo a proibição. A moção, intitulada “Oposição à Corrida de Cavalos no Estado da Califórnia”, aparece na agenda de terça-feira para votação.

“Espero que possamos tomar uma posição real e definitiva – nenhuma cidade que eu conheça tomou uma posição sobre isso”, disse Wolfson ao City News Service.

“Somos o departamento de serviços de animais, não o departamento de serviços de animais domésticos, e qualquer coisa que afete o bem-estar dos animais em Los Angeles está sob nossa alçada”, disse Wolfson.

Mortes de cavalos em Santa Anita

O movimento segue as mortes de 30 cavalos nos últimos seis meses na pista de corridas de Santa Anita, localizada em Arcadia. Santa Anita tem sido considerada uma das pistas mais prestigiadas do país. A causa das mortes de cavalos ainda está sob investigação, mas especialistas do setor acreditam que pode ter algo a ver com o inverno excepcionalmente chuvoso da Califórnia e seu impacto na superfície da pista.

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

“Santa Anita teve 111 corridas em sua pista principal quando a superfície estava classificada como ‘barrenta’, ‘desleixada’ ou ‘fora de serviço’, em comparação com apenas 18 durante o mesmo período do inverno anterior, de acordo com registros da indústria”, de acordo com relatos do The New York mês passado.

“Sessenta e duas dessas corridas foram executadas quando a pista estava selada, o que significa que trenós pesados comprimiram a superfície para evitar que a umidade penetrasse nos níveis mais baixos, criando uma superfície mais dura. Isso pode significar uma enorme dificuldade de pisar para os frágeis cavalos de 490 kg com tornozelos tão finos quanto as garrafas de Coca-Cola”.

A medida tornaria Los Angeles a maior cidade dos EUA a se posicionar contra as corridas de cavalos, um esporte já denunciado por ativistas pelos direitos animais como cruel e desumano. Fraturas e lesões são as principais causas de morte de cavalos de corrida.

E apesar de Los Angeles não ser o local onde fica a pista em que ocorreram as mortes, Wolfson enfatizou a importância do movimento. “Veja, 30 cavalos morreram em Santa Anita; essa é uma cidade próxima de nós. Estamos preocupados com isso”.

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Cachorrinho fez amizade com uma borboleta

Por Rafaela Damasceno

A paz na Terra é algo distante, improvável – mas, por alguns momentos, uma cachorrinha e sua nova amiga deixaram o mundo em harmonia perfeita.

O cachorrinho olhando para a borboleta

Foto: Rylee Boland

Recentemente, Rylee Boland e sua cachorrinha estavam em casa quando uma borboleta colorida resolveu visitá-las. Ela pousou nas paredes da casa para aquecer suas asas no sol. Imediatamente, a cachorrinha Mochi correu para dar as boas-vindas à nova visitante.

Embora seja uma cachorrinha muito arteira, sua tutora disse que ela parecia saber que a borboleta precisava de uma recepção mais delicada. “Mochi não queria machucá-la”, contou ao The Dodo. “Ela é super comportada e tem um coração gentil”.

O cachorrinho olhando para a borboleta

Foto: Rylee Boland

Em troca, a borboleta deixou que Mochi a cheirasse à distância, e percebeu que a cachorrinha não queria lhe fazer nenhum mal. A interação durou cerca de 15 minutos, tempo que Rylee aproveitou para tirar várias fotos do momento doce. Depois, a borboleta levantou voo – tranquila, até mesmo pousou em Rylee antes de seguir seu caminho.

A tutora enxergou a beleza na cena protagonizada pelas duas amigas improváveis, e disse que o mundo pareceu perfeito naquele momento. “Foi uma experiência incrível”, revelou.


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Caçadores estão vasculhando redes sociais em busca de selfies tiradas em safári para rastrear rinocerontes

Por Rafaela Damasceno

Caçadores estão se aproveitando do Instagram e outras redes sociais repletas de selfies para que possam rastrear e planejar os assassinatos dos animais. Os rinocerontes são a espécie em maior risco, devido o valor de seu chifre.

Um rinoceronte com o chifre cortado

Foto: Real Limoges

Apenas na África do Sul, por volta de 1200 rinocerontes foram mortos em 2017 – em torno de 3 mortes por dia. Os caçadores costumam atirar na cabeça do animal, arrancar seu chifre e deixá-lo agonizando até morrer.

Essa espécie é uma das “cinco grandes” – leão, leopardo, rinoceronte, elefante e búfalo – que os turistas mais buscam nos safáris. As viagens para safáris costumam ser repletas de fotos dos animais. Da mesma forma que a inteligência artificial consegue construir perfis e identificar pessoas nas redes sociais, também pode identificar animais e descobrir a localização utilizando dados online.

“Por causa da maneira que os celulares rastreiam sua localização agora, você não precisa criticar a foto de uma pessoa para descobrir onde ela estava em algum momento”, explicou Tarah Wheeler, pesquisadora de segurança, para o NBC News. “Metadados, incluindo exatas longitudes e latitudes, estão contidos no fundo da foto”. Segundo ela, se o usuário tiver a função de localização do celular ativada, as informações são acopladas às fotos automaticamente;

Estima-se que o preço da libra de um chifre de rinoceronte é cerca de 27 mil dólares (mais de 100 mil reais), ou seja, o chifre médio de um rinoceronte pode chegar a 1 milhão de dólares (cerca de 3 milhões e 750 mil reais).

Ian Harmer, da African Warnderer Safaris, afirma que é um símbolo de status. “Em certos mercados asiáticos, se você possui um chifre de rinoceronte, você automaticamente demonstra quanto dinheiro você tem”.

Recentemente a China revogou a lei que proibia o uso de chifres de rinoceronte para pesquisas médicas, o que significa que o material chega legalmente até o país.

No final de 2017, cerca de 17 mil rinocerontes brancos e 5 mil rinocerontes negros habitavam a Ásia. Em março de 2018, o último rinoceronte branco macho do mundo morreu.

O Rhodes Matapos é um lugar onde os guardas florestais costumam cortar os chifres dos rinocerontes, estocando o produto para regular o mercado e evitar a caça e a morte dos animais.

“Os guardas voam em um helicóptero e atiram um sedativo no animal, então demoram cerca de 35 segundos com uma motosserra para cortar o chifre – que é como uma unha humana, então, o animal não sente nada”, explicou Harmer.

Apesar de algumas organizações acreditarem que essa é a solução para salvar os rinocerontes da extinção, a comunidade de conservação debate sobre as consequências de dar credibilidade à crença popular de que os chifres de rinoceronte possuem poderes curativos, além de como a legalização do comércio poderia aumentar a demanda nos mercados asiáticos.

Atualmente, cientistas buscam alternativas para evitar a extinção dos rinocerontes. Este ano, por exemplo, nasceu o primeiro rinoceronte desenvolvido através da inseminação artificial do mundo. Uma empresa de biotecnologia, Pembient, está fabricando chifres de rinoceronte de queratina usando uma impressora 3D.

Harmer disse que todos os tipos de besouros, lagartos, pequenos mamíferos, além da fauna e da flora, dependem da existência dos rinocerontes para sobreviver. Dessa forma, a extinção da espécie afetaria profundamente a natureza.

Ele ainda acrescentou que as pessoas não parecem se importar tanto assim com os rinocerontes, e parte dessa negligência contribui para que a possibilidade da extinção completa desta espécie não seja motivo de alarme mundial. “Eles não têm o fator fofo. Pessoas não fazem bichinhos de pelúcia bonitinhos de rinocerontes – e não há filmes da Disney sobre eles”, concluiu.


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Milhares de bois aguardam embarque da Nova Zelândia para a China

Por Rafaela Damasceno

Recentemente, um grupo ativista em defesa dos direitos animais afirmou que cerca de 5.400 bois seriam enviados da Nova Zelândia para a China. O Ministério das Indústrias Primárias (MPI) foi informado e recebeu um pedido para que a exportação acontecesse, mas concluiu que isso não era correto.

Alguns bois presos em uma carreta

Foto: Getty

O governo está, atualmente, revisando as leis de exportação de animais vivos. “Há um processo a ser trabalhado para mudar as leis e é isso que estamos fazendo”, declarou a MPI em um comunicado.

O ministro da agricultura da Nova Zelândia, Damien O’Connor, disse em junho que o governo já estava considerando proibir a exportação de animais vivos. “Chegou a hora de repensar sobre isso e considerar se é algo que se encaixa nos nossos valores como país”, afirmou o ministro.

Damien ainda explicou que, por mais que cuidados sejam tomados, acidentes acontecem no transporte dos bois. Quando os animais deixam o país, não há muita coisa que possa ser feita para garantir seu bem-estar. “Isso é algo inaceitável para mim e para um grande número de neozelandeses”, disse.

Esse assunto será discutido no Comitê de Desenvolvimento Econômico do Gabinete, para considerar os impactos de uma proibição absoluta ou condicional. Por enquanto, todas as exportações de animais do país permanecem suspensas.

Mais de dez mil neozelandeses assinaram uma petição no mês passado, pedindo a proibição da exportação dos animais vivos para países com padrões mais baixos de bem-estar animal do que o país.


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Ativistas em defesa dos direitos animais são definidos como “terroristas domésticos” na Austrália

Por Rafaela Damasceno

Ativistas em defesa dos direitos animais que invadem fazendas australianas para protestar serão multados a partir de agora pelo governo do sudoeste da Austrália, depois de serem definidos como “terroristas domésticos” por um dos políticos da região, John Barilaro.

Um grupo de pessoas protestam a favor do veganismo em uma rua, segurando cartazes

Foto: EPA

O governo de Nova Gales do Sul introduziu multas de mil dólares (3.750 reais) para cada ativista flagrado em terras agrícolas privadas. Outras punições também foram impostas (corporações podem ter de pagar 440 mil dólares – 1,65 milhões de reais – por violarem as regras da Lei de Biossegurança), e as novas regras entram em vigor a partir do dia primeiro de agosto.

As penalidades foram criadas para tentar conter uma onda de protestos realizadas por ativistas dos direitos animais realizadas em fazendas privadas e matadouros nos últimos meses.

“Esta é apenas uma primeira parte de um pacote mais completo de reformas que o governo está trabalhando, e a prisão será incluída nas próximas legislações”, afirmou Barilaro.

O grupo Aussie Farms diz que as novas multas incluídas pelo governo são muito pesadas. “Mais uma vez, a biossegurança está sendo usada como desculpa para limitar a consciência do consumidor sobre a crueldade que acontece em fazendas e matadouros do país”, informou o diretor, Chris Delforce.


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Nove cavalos morreram em pistas de corrida de Nova York em dez dias

Por Rafaela Damasceno

Nove cavalos morreram recentemente em Nova York, em um período de dez dias, despertando a preocupação de ativistas em defesa dos direitos animais. A corrida de cavalos já vem sendo analisado com mais cuidado desde o início do ano, quando uma série de mortes aconteceu em uma pista da Califórnia.

Uma pista de corrida de cavalos, cheia de espectadores

Foto: The Associated Press

As mortes aconteceram em quatro pistas diferentes, e algumas pessoas afirmaram que isso foi mais um indício de que a prática, considerada esporte, é perigosa.

“As mortes não são incomuns. Isso é algo já ligado ao sistema”, disse o fundador e presidente da Horse Racing Wrongs, Patrick Battuello. A organização sem fins lucrativos busca o fim das corridas de cavalos.

Um total de 50 cavalos, a maioria puro-sangues (aqueles que não tiveram contato com material genético de outras raças), morreram ou foram sacrificados desde janeiro em 11 pistas de corrida de Nova York.

Trinta cavalos morreram nesta primavera em uma pista da Califórnia, o que gerou um debate nacional em relação aos perigos da prática.

Um porta-voz da Comissão de Jogos declarou que a agência analisa as condições de cada morte e vai usar as informações para evitar futuras ocorrências semelhantes.

Um total de 1.357 mortes foram registradas entre 2009 e 2018, uma média de 180 mortes por ano.

Patrick acredita que as mortes recentes na Califórnia abriram os olhos do público e os pedidos para que o esporte seja banido ganhou força. Neste ano, pistas fecharam permanentemente no país e o número de puro-sangues sendo reproduzidos por ano diminuiu, o que demonstra uma indústria em declínio. Ele está planejando protestos em 17 estados para aumentar a visibilidade da causa.

Apesar de reformas acontecerem, tentando diminuir o número de mortes, elas continuam acontecendo – juntamente com os ferimentos. A única forma de realmente manter os cavalos seguros é banir a exploração disfarçada de esporte.


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