Refúgios de animais nos Estados Unidos permitem a caça

Por Rafaela Damasceno

Existem 567 refúgios nacionais da vida selvagem nos Estados Unidos, gerenciados pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem (FWS, na sigla em inglês). A missão do Sistema Nacional do Refúgio da Vida Selvagem é, segundo o site da FWS, administrar uma rede de terras e águas nacionais para a conservação, administração e, quando necessário, restauração dos animais e habitats dos Estados Unidos. Entretanto, a caça é permitida em 377 destes refúgios.

Um alce no meio da natureza

Foto: David McMillan/Shutterstock

Um refúgio não está respeitando seu objetivo se a vida selvagem estiver legalmente sendo morta, o que implica em não punir os caçadores. O governo atual está ainda menos preocupado em preservar a vida nos lugares onde deveria ser protegida.

A atual administração do governo americano propôs a abertura de mais 30 refúgios para a caça. O Secretário do Interior propôs expandir a pesca para 15 incubadoras de peixe, e levar a caça até 74 outros refúgios.

Uma petição foi criada para que a proposta não seja aprovada. Se você é contra e deseja que os refúgios sejam seguros para os animais, pode assinar aqui.

Governo Trump

Esse não foi o primeiro indício de que a administração do governo Trump não se preocupa com os animais ou o meio ambiente.

A administração de Trump autorizou, nos Estados Unidos, o uso de cianeto de sódio para matar animais selvagens, em um dispositivo chamado M-44. As “bombas de cianeto” receberam permissão da Environmental Protection Agency (EPA), apesar de matar cruelmente milhares de animais todos os anos.

Os dispositivos espirram cianeto de sódio na boca de coiotes, raposas e outros animais atraídos pela isca. Qualquer um que puxe a isca com o M-44 pode ser morto ou seriamente machucado.


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Coala órfão ganha bicho de pelúcia que simula ser sua mãe

Por Rafaela Damasceno

Recentemente, um bebê coala e sua mãe caíram de uma árvore de uma madeireira na Austrália. O filhote quebrou um dos braços e a mãe, infelizmente, faleceu. Ele foi levado ao Werribee Range Zoo, onde está recebendo tratamento.

Os coalas são marsupiais, ou seja, as fêmeas possuem uma pequena bolsa onde o filhote permanece até crescer e se desenvolver. O pequeno bebê tem apenas meio quilo e 150 dias, e ainda deveria estar na bolsa de sua mãe. Normalmente os filhotes nessas condições não têm uma grande taxa de sobrevivência sem suas mães.

Mas o bebê está lutando bravamente, mesmo com o mini-gesso que teve que ser colocado em seu braço (quebrado na queda da árvore). Um coala de pelúcia também foi dado a ele para simular sua mãe, já que vínculo e companhia são duas coisas muito importantes para coalas dessa idade.

O pequeno coala usando um gesso menor ainda e abraçado no coala de pelúcia

Foto: PR image

Frequentemente coalas resgatados são presenteados com brinquedos para ter um maior conforto e aprender a se pendurar como fariam se estivessem com suas mães.

Estima-se que o pequeno animal será liberado na natureza daqui um ano, quando estiver forte o suficiente para ser reintroduzido em seu habitat.


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Mais de 105 mil espécies entram em extinção pela primeira vez

Por Rafaela Damasceno

Mais de 100 mil espécies estão atualmente classificadas como “ameaçadas” pela primeira vez na história. Cerca de 9 mil espécies foram adicionadas à Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN) recentemente, elevando o número total para 105.732.

Uma espécie de macaco olhando para a câmera

Foto: LaetitiaC

Os principais motivos são as atividades humanas, como a caça e a pesca. “Esta atualização claramente mostra o quanto os seres humanos ao redor do mundo estão super-explorando a vida selvagem”, afirmou Grethel Aguilar, diretora geral da IUCN.

A diretora ainda chamou atenção para o fato de que conservar a diversidade da natureza é de interesse humano, além de fundamental para a sustentabilidade. “Estados, empresas e sociedades devem agir com urgência para deter a super-exploração da natureza, além de respeitar e dar suporte às comunidades e povos indígenas no fortalecimento da subsistência sustentável”, continuou.

Segundo Jane Smart, diretora do Grupo de Conservação da Biodiversidade da IUCN, esta atualização da Lista Vermelha confirma que a natureza está declinando mais rápido do que em qualquer outro momento.

“Tanto o comércio nacional quanto o internacional estão impulsionando a diminuição das espécies nos oceanos, na água doce e na terra. É necessária uma ação em escala decisiva para deter esse declínio”, concluiu Jane.


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Corredor vegano conquista título em competição nacional da Áustria

Por Rafaela Damasceno

O corredor vegano Andreas Vojta, da Áustria, aumentou seu número de títulos nacionais com mais uma vitória – totalizando 33, agora. Seu último título foi conquistado no mais recente campeonato nacional austríaco.

Dois corredores na pista, competindo

Foto: TLV/OLV

Segundo ele, foi fácil continuar se alimentando de produtos baseados em vegetais durante o campeonato. No hotel onde ficou, havia opções veganas e saudáveis. “Para um corredor, é importante comer alimentos ricos em carboidratos e que sejam fáceis de digerir. E massa, pizza, arroz, você pode encontrar em todos os lugares. Então não há razão para não continuar se alimentando de produtos baseados em vegetais durante as competições se você demonstra bons desempenhos”, declarou à Great Vegan Athletes (GVA).

O atleta se tornou vegano por questões éticas e ambientais, e afirma que nunca deixaria suas crenças de lado pelo tempo em que as competições ocorrem.

“Vegano significa vegano”, disse ele. “Não há exceções, mesmo quando as opções de comida veganas são uma porcaria nas acomodações dos atletas durante os eventos”.

Ele ainda afirmou que nunca havia pensado muito em sua saúde antes de aderir ao veganismo, mas agora realmente consegue sentir que suas escolhas alimentares são mais saudáveis.


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Cachorrinho leva tudo que encontra pelo abrigo para guardar em sua cama

Foto: Austin Animal Center

Foto: Austin Animal Center

A família de Kevin o entregou ao abrigo Austin Animal Center no início do ano, e ele está lá desde então. Recentemente, devido a alguns problemas de espaço, o cachorrinho mistura de labrador de 4 anos foi removido dos canis para um dos escritórios – e foi aí que as coisas começaram a desaparecer no escritório.

Não demorou muito para seus novos amigos do escritório descobrirem que o doce Kevin adorava pegar as coisas dos outros e “sumir com elas”.

Sempre que alguém no escritório deixava as coisas na mesa ou em algum canto, o cãozinho novo no escritório examinava sorrateiramente os pertences e levava o que quisesse de volta para a cama com ele. Mais tarde, ele seria encontrado descansando em pilhas de seus bens “furtados”, parecendo muito contente e orgulhoso de si mesmo.

Foto: Austin Animal Center

Foto: Austin Animal Center

“Tudo começou há algumas semanas, quando os membros da equipe que compartilham um escritório com Kevin notaram que ele estava adquirindo itens humanos”, disse Jennifer Olohan, membro da equipe do Austin Animal Center, ao The Dodo. “Todo o tipo de coisas! Definitivamente roupas, ele levou com ele moedas, uma bolsa, um sanduíche de caixa (ele não comeu, apenas pegou). Ele os leva para a cama e cria um pequeno ninho de seus tesouros.

Kevin não demonstra nenhum remorso por seu hábito de “roubar”, e todos logo perceberam que era porque ele estava pegando as coisas de seus amigos pelo motivo mais doce.

Foto: Austin Animal Center

Foto: Austin Animal Center

“Nosso palpite é que isso faz com que ele se sinta mais próximo das pessoas com quem passa seus dias”, disse Olohan. “Ele não pega nada quando alguém está com ele, apenas quando eles saem, e talvez ele esteja se sentindo sozinho. Então ele vai pegar uma camiseta que cheira como a pessoa que ele sente falta”.

Depois de tudo o que ele passou com a perda de sua família e não ter ideia de quando outra pessoa virá para adotá-lo, parece que Kevin está apenas tentando se agarrar às pessoas em sua vida – por todos os meios necessários. Seus itens “roubados” significam muito para ele, e ele é sempre muito relutante em devolvê-los aos seus legítimos donos.

“Kevin não quando nem um pouco quando as pessoas tentam pegar seus tesouros”, disse Olohan. “Ele vai guardar e defender seus itens, então quando ele for levado para uma caminhada é a melhor oportunidade para a equipe conseguir suas coisas de volta.”

Foto: Austin Animal Center

Foto: Austin Animal Center

Kevin adora estar perto de pessoas, e além de seu peculiar hábito de pegar coisas, ele é um típico labrador. Ele adora passear, brincar com brinquedos e, é claro, se aconchegar com as pessoas que o amam.

Kevin adoraria ter uma casa com outros irmãos animais para brincar e fazer companhia a ele, e é ótimo com gatos e cachorros. Fora isso, tudo que ele precisa é de uma família que o ama. É possível que o hábito de pegar coisas de Kevin desapareça quando ele se sentir seguro em sua nova casa – mas também é possível que os velhos hábitos sejam difíceis de serem vencidos.

“Eu sugiro uma família que não seja bagunceira, para que Kevin não seja capaz de roubar muitas coisas”, disse divertido Olohan.

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Dois coiotes são enforcados e pendurados em poste

Por Rafaela Damasceno

Dois coiotes foram enforcados e pendurados em um poste em uma casa na estrada principal de Bloomfield, em Vermont, nos Estados Unidos. As autoridades estaduais disseram que há pouco que possam fazer.

Os dois coiotes pendurados em um poste de cabeça para baixo

Foto: vtdigger

Brenna Galdenzi, presidente da Protect our Wildlife (Proteja nossa Vida Selvagem, disse que ficou profundamente triste ao ver as fotos do horror. “Eu não consigo imaginar que tipo de mentalidade alguém tem que ter para fazer uma coisa dessas, ainda mais sabendo que crianças verão”, declarou.

Caçar coiotes não é proibido em Vermont, então as autoridades dizem que o assassino não infringiu nenhuma lei. Em junho, o Conselho de Pesca e Vida Selvagem votou contra uma petição de um grupo de estudantes de direito de Vermont que pedia o fim da caça aos coiotes.

“Não podemos mudar o que aconteceu, os coiotes estão mortos. Tudo o que podemos fazer é aumentar a conscientização e tentar mudar as leis para evitar que aconteça novamente”, afirmou Brenna. Ela ainda disse que o caso mostra o quanto as coisas estão ruins para a vida selvagem em Vermont, que não pune atrocidades como essa.


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Agências estaduais e federais trabalham para salvar borboleta ameaçada de extinção

Por Rafaela Damasceno

O Departamento de Pesca e Vida Selvagem do estado de Washington (WDFW, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, está anunciando a abertura de inscrições para habitantes das Ilhas San Juan e Lopez que gostariam de ajudar a salvar uma espécie de borboletas que só existe em San Juan. A espécie é popularmente conhecida como marble butterfly, e seu nome científico é Euchloe.

Uma borboleta rajada, branca e dourada

Foto: The Islands Sounder

Ela foi declarada como extinta em 1908, mas foi redescoberta por biólogos em 1998. O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA (USFWS, na sigla em inglês) propôs listar a Echloe como uma espécie em extinção e designar um habitat crítico para as borboletas, antes que se tornem oficialmente extintas.

O WDFW e o USFWS estão convidando habitantes da Ilha San Juan, principalmente aqueles que possuem terras grandes com paisagens naturais, para participar de reuniões informativas sobre como salvar as borboletas. Os proprietários que se inscreverem receberão um Contrato de Conservação de Candidato com Garantia (CCAA, na sigla em inglês).

“Esses acordos oferecem uma oportunidade para os proprietários de terra contribuírem para a conservação da espécie”, disse Brad Thompson, supervisor estadual em serviço para a USFWS. “Trabalhar em conjunto – agências, organizações e habitantes – pode criar e manter o habitat para esta borboleta rara e bonita”.

A Euchloe pode ser vista na primavera; no resto do ano, permanece como ovo, lagarta ou crisálida. Sua fase como borboleta adulta dura poucos dias, o que a torna vulnerável a muitas ameaças.


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Pesquisadores concluem que animais em cativeiro sofrem intenso estresse

Por Rafaela Damasceno

Zoológicos e aquários se tornaram atrações famosas muito procuradas para o entretenimento humano. Para muitos, a experiência parece incrível – ver animais selvagens e exóticos que nunca seriam vistos fora da natureza. Infelizmente, o custo disso é muito alto para os animais.

Um urso polar em um recinto de zoológico

Foto: Carsten Tolkmit/Wikimedia

Os animais em cativeiro frequentemente apresentam comportamentos estereotipados, relacionados ao estresse. Mas como identificar os comportamentos que são normais e os que não são? Um grupo de pesquisadores se comprometeu a responder essa pergunta, realizando um estudo com 11 ursos polares presos em sete zoológicos diferentes.

Todos os ursos da pesquisa nasceram em cativeiro. Análises complexas de vídeos feitos durante o estudo concluíram que, na maioria dos casos em que os ursos exibiam comportamentos repetitivos, eles provavelmente estavam se desconectando de seus ambientes. Isso sugere que os comportamentos demonstrados devem ser considerados anormais.

Estudos semelhantes foram realizados no passado, mas este reforça o que várias pessoas, principalmente ativistas, afirmam há anos: o cativeiro é estressante para os animais.

A vida no cativeiro não pode ser comparada à vida na natureza. Na região do Ártico, os ursos polares passam o dia viajando no gelo do mar – que está sumindo devido às alterações climáticas – e caçando para se alimentar. A espécie também é conhecida por nadar muito bem e suportar temperaturas abaixo de zero. Já no cativeiro, normalmente os ursos vivem em áreas com uma piscina de concreto. Eles não podem percorrer distâncias que deveriam, caso estivessem na natureza, nem atravessar o gelo do mar. Também são forçados a viver em climas que não imitam o de seu habitat e não caçam.

A mesma coisa acontece com todos os animais em cativeiro. As orcas são forçadas a viver em piscinas minúsculas, onde podem apenas nadar em círculos – ao contrário da natureza, onde percorrem cerca de 160 quilômetros por dia. Elefantes, que costumam andar 50 quilômetros, também não possuem grande espaço para se locomover.

Sejam em gaiolas pequenas ou em espaços expositivos com grama e árvores, os animais ainda sim não incapazes de exibir comportamentos naturais, o que impacta diretamente em seu bem-estar psicológico e emocional.

É comum animais em cativeiro exibirem comportamentos repetitivos como andar de um lado para o outro, se balançar, sacudir a cabeça. Outros podem até mesmo se tornar mais extremos, ferindo a si mesmos ou destruindo coisas ao seu redor. Esses comportamentos são definidos como “zoocose”.

A zoocose é a condição comportamental que ocorre em animais em cativeiro, como os comportamentos estereotipados.

O estresse não é causado apenas por estarem confinados em recintos pequenos. Os animais, frequentemente, são insultados ou perturbados por visitantes, que podem bater nos vidros ou atirar coisas no local, tentando chamar a atenção deles. Os barulhos altos, as multidões e condições climáticas diferentes são coisas que eles não teriam contato na natureza.

Infelizmente, enquanto houver pessoas para visitar lugares como zoológicos e aquários, os animais continuarão sendo explorados para o entretenimento humano.


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Atividade humana força tubarões a se afastarem da costa dos continentes

Foto: Tom Letessier/Zoological Soceity of London

Foto: Tom Letessier/Zoological Soceity of London

Cada vez mais os tubarões estão passando a viver longe de áreas densamente povoadas, como resultado da ameaça humana para os animais marinhos.

Especialistas estudaram imagens de tubarões capturadas nos oceanos Índico e Pacífico e descobriram que seus números e tamanhos caíam perto de grandes cidades e mercados de peixes.

Os tubarões são intensamente capturados e mortos pelos humanos por sua carne e barbatanas.

Esses locais variavam na proximidade entre mercados de peixes e populações humanas, com alguns próximos a cidades e outros a até 932 milhas (1.500 quilômetros) de distância.



A equipe de cientistas estudou tubarões e outros predadores de natação livre usando câmeras que foram presas a vasilhas cheias de iscas – observando um total de 23.200 animais de 109 espécies, incluindo 841 tubarões individuais de 19 espécies diferentes.

“A atividade humana é agora a maior influência na distribuição de tubarões, superando todos os outros fatores ecológicos”, disse o principal autor e biólogo marinho Tom Letessier, da Zoological Society of London.

“Apenas 13% dos oceanos do mundo podem ser considerados ‘selvagens’, mas os tubarões e outros predadores são muito mais comuns e têm presenças significativamente maiores a distâncias superiores a 1.250 quilômetros das pessoas”.

“Isto sugere que os grandes predadores marinhos são geralmente incapazes de prosperar perto da presença humana e é outro exemplo claro do impacto da sobre-exploração humana nos nossos mares”.

A distância de 1.250 km (777 milhas) da humanidade foi a que os tubarões tiveram que se afastar e viver para que a civilização não tenha um impacto mensurável muito maior do que o calculado anteriormente – e provavelmente reflete o aumento das distâncias que os barcos de pesca podem agora viajar.

Como resultado disso, os tubarões só foram observados em 12% dos locais monitorados, disseram os pesquisadores.

Juntamente com a proximidade de seres humanos, a equipe também descobriu que as temperaturas da superfície do mar tinham uma forte influência no tamanho médio do corpo do predador, com uma diminuição acentuada em mais de 82 ° F (28 ° C).

Embora esta observação seja consistente com o que é conhecido, nas muitas espécies menores que vivem em águas tropicais, essa tendência pode se tornar um problema à medida que as temperaturas globais continuam a subir.

“Nosso estudo também descobriu que habitats de água menos profundos, com profundidades inferiores a 500 metros, são vitais para a diversidade de predadores marinhos”, disse Letessier.

“Portanto, precisamos identificar sites que sejam superficiais e remotos e priorizá-los para a conservação”.

“As Áreas Marinhas Protegidas, existentes e de grande porte, precisam ser melhoradas e ampliadas para se concentrar nos últimos refúgios onde os animais extraordinários são abundantes.”

“Grandes predadores marinhos e tubarões, em particular, desempenham um papel único e insubstituível no ecossistema oceânico”, acrescentou Letessier.

“Eles controlam as espécies de presas (cadeia alimentar), mantêm-se essas populações saúdáveis e removendo os animais doentes ou feridos e transportam nutrientes entre os habitats que conectam as grandes distâncias.”

Os resultados obtidos no estudo foram publicados na revista PLOS Biology.

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Vegetarianismo estrito pode reduzir drasticamente as emissões de gás carbônico na atmosfera

Por Rafaela Damasceno

Um resumo oficial do último relatório climático da ONU foi divulgado recentemente, visando informar as próximas negociações sobre o clima e aconselhar sobre a crise climática global.

Vários vegetais em uma mesa de madeira

Foto: Medical News Today

O resumo diz que, até 2050, mudar a alimentação global para uma dieta baseada em vegetais pode libertar milhões de quilômetros quadrados de terra e reduzir as emissões de gás carbônico na atmosfera em oito bilhões de toneladas por ano.

O relatório também pede uma revisão na forma que os recursos naturais da Terra são utilizados, além de recomendar um aumento na alimentação baseada em vegetais.

O estudo ainda destaca os efeitos devastadores do desmatamento, afirmando que a Amazônia pode se tornar uma área de desertos, capaz de liberar 50 bilhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera. Grande parte do desmatamento é causado para liberar terras para a pecuária.

“Precisamos de uma transformação radical, rumo a um sistema global do uso de terra e alimentação que atenda nossas necessidades climáticas”, afirmou Ruth Richardson, diretora da Aliança Global pelo Futuro da Alimentação.

O relatório garante que as dietas baseadas em vegetais possuem grandes oportunidades de adaptação, além de gerar benefícios para o meio ambiente e a saúde humana.

“Seria benéfico, para as pessoas e para o clima, se os países consumissem menos carne”, concluiu o ecologista Hans-Otto Pörtner.


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