Vida selvagem no Reino Unido está mudando devido às alterações climáticas

Por Rafaela Damasceno

Um estudo descobriu que há cerca de 55 novas espécies no Reino Unido. Desde 2008, os animais vêm buscando novos habitats adequados, já que seus antigos lares estão se tornando inabitáveis.

Uma garça-vermelha sobrevoando um lago

Garça-vermelha, uma das espécies que mudou de região | Foto: Shutterstock / Wang LiQiang

Muitos migram para o norte em busca de lugares mais frios, devido ao aquecimento global que torna suas casas mais quentes. Algumas das aves do Reino Unido estão sendo forçadas a se digerirem a regiões totalmente diferentes do que estão acostumadas, por causa das mudanças climáticas e das migrações de espécies estrangeiras, que afetam toda a cadeia alimentar do ecossistema.

Um total de 54 animais, marinhos e terrestres, migraram em torno do Reino Unido desde 2008, de acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade de Zoologia de Londres.

O estudo analisou relatórios ambientais do governo do Reino Unido e 111 artigos científicos para saber quais espécies estavam migrando devido ao aumento da temperatura. Os pesquisadores também vasculharam as redes sociais em busca de termos como “espécie incomum” e “primeiro aparecimento”, para descobrir em que lugares dos países as pessoas postaram fotos de espécies consideradas incomuns na região.

16 das 54 espécies foram consideradas negativas para o novo ambiente. Em contrapartida, foi concluído que 11 terão impacto positivo de alguma forma.

A principal pesquisadora do Instituto de Zoologia da ZSL disse que o Reino Unido não está preparado para a mudança dessas espécies.

“A falta de uma plataforma nacional integrada dedicada a rastrear e comunicar sobre as espécies deslocadas não nos permite ter total noção dos impactos ecológicos, econômicos e sociais que isso causará”, declarou.


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Grupo ativista propõe criação de santuário para orcas

Por Rafaela Damasceno

O Projeto Santuário das Baleias pretende “esvaziar todos os tanques”, ou seja, levar as baleias presas em cativeiro para um lugar onde possam ter mais liberdade e conforto. A criação de um santuário nas ilhas de San Juan, nos Estados Unidos, foi a proposta feita para que isso fosse possível.

Uma baleia em um show ao lado de um treinador

Foto: Harley Soltes

A região foi o primeiro local a apresentar ao mundo uma atração envolvendo orcas em cativeiro, e a ONG pretende ajudar a encerrar os shows para sempre.

A instalação, que prevê o gasto de 15 milhões de dólares (mais de 56 milhões de reais), espera ser um local onde as orcas podem se “aposentar”.

“Devemos isso a elas”, declarou o diretor do projeto, Charles Vinick, ao Metro. “Elas geraram milhões de dólares para as pessoas que as exploram e é nosso dever devolver a elas parte da qualidade de vida que merecem”.

Infelizmente, não é tão simples levar o projeto em frente. As orcas geram muito dinheiro para os aquários em que vivem, e não é tão simples soltá-las. Além disso, 15 milhões de dólares precisariam ser levantados para a criação do santuário.

As baleias começaram a ser capturadas e exploradas para o entretenimento no ano de 1965, em Seattle. Namu, a baleia presa em cativeiro que foi forçada a fazer truques não naturais, foi uma sensação mundial. Logo encomendas começaram a ser feitas para a captura de baleias em Puget Sound.

O crime aconteceu até 1976, quando um acordo proibiu o SeaWorld de capturar orcas da região.

Segundo Vinick, as orcas que nasceram em cativeiro ou estiveram nele pela maior parte da sua vida teriam uma alternativa no santuário, já que a maioria dos animais permaneceu tanto tempo presa que não conseguiria mais se adaptar ao mar. Ele promete que as orcas seriam bem cuidadas, teriam um espaço confortável para viver e nunca mais teriam que se apresentar novamente.

Mas o verdadeiro objetivo do santuário, segundo ele, é servir de exemplo e mostrar aos outros que isso pode ser feito. Os animais não precisam ficar em cativeiro, sendo explorados.

A criação de um santuário para as belugas na Costa Leste também está sendo avaliado. Audiências públicas estão ocorrendo neste mês pela região, para decidir os possíveis locais da instalação.


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Assembleia mantém proibida a alimentação de animais abandonados em Portugal

A Assembleia da República de Portugal manteve uma medida que proíbe que animais abandonados sejam alimentados e recusou um projeto de lei do partido político PAN que visava por fim à proibição vigente em muitos municípios do país.

Foto: Pixabay

A proposta recebeu votos contrários dos partidos PSD, do CDS e do PCP, abstenção do PEV e votos favoráveis do PAN, do PS e do BE. As informações são do portal Público.

O projeto foi apresentado à assembleia em junho de 2018. Na época, o PAN argumentou que “a grande maioria dos municípios em Portugal estabelece, através de regulamento próprio, a proibição de alimentar animais na via pública, ignorando quaisquer circunstancialismos pertinentes, como os casos das colônias de gatos controladas por programas de esterilização municipais”.

“O PAN defende que não faz sentido o Estado investir na esterilização e tratamento dos animais, determinando simultaneamente que os mesmos devem morrer de fome”. O projeto do partido previa a instalação de “abrigos e comedouros”.

“Não é moralmente defensável, na época que vivemos, ordenar uma população, que se quer mais sensível e compassiva, a abster-se de alimentar um animal, agindo contra uma das cinco liberdades básicas de bem-estar animal: a de não ter fome e sede”, salientou o partido.


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Gata e seu tutor se reencontram após ele sofrer um derrame

Por Rafaela Damasceno

Tony tinha uma vida maravilhosa ao lado de Little Angel, sua gatinha, quando sofreu um derrame e teve que ficar internado. Ele sabia que, mesmo depois que tivesse alta, não poderia cuidar dela da mesma forma. Um de seus vizinhos foi designado para encontrar um novo lar para Little Angel.

Tony se reencontrando com sua gatinha

Foto: Amanda Hassam

Amanda Hassan tinha seu nome em listas de espera de alguns abrigos de animais pela cidade, aguardando ser aprovada, quando viu o post que o vizinho de Tony fez no Facebook. Ele explicava sobre sua missão de encontrar uma família nova para Little Angel, e não demorou para que Amanda se apaixonasse pela gatinha. Ela logo fez os arranjos necessários para ganhar a tutela de Little Angel, que foi rebatizada e agora se chama Chicken Little.

“Resolvemos chamá-la assim porque ela fala muito”, explicou ao The Dodo.

Depois que Tony recebeu alta, foi morar em uma casa de repouso para que pudesse receber toda a assistência que precisasse. Amanda sabia que, mesmo que a gatinha estivesse feliz em seu novo lar, ela deveria sentir falta de sua primeira família. Com a ajuda do vizinho de Tony ela organizou uma visita especial para reunir os dois.

Tecnicamente, animais não eram permitidos na casa de repouso, mas todos os funcionários do local se empenharam em fazer o reencontro acontecer. “A equipe de enfermagem finge que não vê”, contou Amanda.

Chicken Little ficou um pouco tímida quando entrou no local, insegura com o ambiente desconhecido. Mas foi só ver Tony que ela correu ao seu encontro, recebendo prontamente carinhos e afagos. Os dois ficaram muito felizes em se reunir.

Tony abraçando sua gatinha na casa de repouso

Foto: Amanda Hassam

Tony e a gatinha se abraçaram muito durante a visita, e quando a hora de ir embora chegou, permaneceram animados por muito tempo. Amanda quer manter as visitas regulares, determinada a deixar os dois felizes.

“Queremos levá-la a cada duas semanas. Esperamos manter seus corações quentinhos com os encontros”, completou.


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Mudanças no gelo do mar ocasionam a morte de baleias cinzentas

Por Rafaela Damasceno

As baleias cinzentas estão morrendo o dobro que o usual em seu período de migração. Aparentemente desnutridas, 18 apareceram mortas na Costa de Washington, nos Estados Unidos, e 57 na Costa Oeste, desde que começaram sua migração do México até o Alasca.

Uma baleia encalhada na areia de uma praia

Foto: Star2

O número de baleias encalhadas é o maior em 20 anos e intrigou especialistas, que buscam uma resposta. Até agora, a explicação mais provável é que as mudanças climáticas que causaram o aquecimento dos oceanos podem estar contribuindo para as mortes.

As baleias cinzentas realizam uma das maiores migrações entre os mamíferos, totalizando mais de 16 mil quilômetros em alguns casos. Desde o final dos anos 90, quando uma proibição entrou em vigor para proibir a caça das baleias cinzentas, a população da espécie cresceu de 20 mil para quase 30 mil animais.

Os especialistas acreditam que a quantidade de baleias aumentou, mas a comida diminuiu. Uma corrente de água morna começou a se formar no nordeste do Oceano Pacífico em 2013, destruindo consideravelmente a cadeia alimentar oceânica. Além disso, o gelo do mar recua com o clima quente, forçando as baleias a nadarem mais para o norte em busca de comida.

Depois, quando iniciam a migração para o sul, o caminho é ainda mais longo e a gordura não é suficiente para sustentá-las durante a jornada (as baleias não comem quando estão migrando para o sul).

Frances Gulland, membro da Comissão de Mamíferos Marinhos, demonstra preocupação com as mudanças e os motivos dos encalhes. “As pessoas precisam acordar para o fato de que todos os lugares são impactados pelas mudanças climáticas”.

As baleias cinzentas foram retiradas da lista federal de espécies ameaçadas em 1994. Elas são protegidas da caça desde 1949 pela Comissão Internacional da Baleia. Simples e simpáticas, elas são geralmente vistas na época de migração nadando próximas da costa, onde escolhem as lagoas Baja para dar à luz.

Atualmente, elas são a prova dos problemas causados pelo aquecimento global e do quanto isso afeta as formas de vida da Terra.


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PETA compra ações do Facebook para aumentar visibilidade dos direitos animais

A organização pelos direitos animais PETA comprou ações do Facebook na esperança de promover suas campanhas de defesa aos animais e aumentar a visibilidade da causa na rede social. Essa medida foi tomada depois de uma série de conteúdos postada pela PETA ter sido reprimida, censurada e até mesmo tirada do ar – acusada de “fake news”.

Duas pessoas protestam vestida dentro de uma gaiola, com roupas de presidiários e máscaras de macacos

Foto: PETA

As ações adquiridas permitem agora que a organização participe das reuniões anuais do Facebook, faça pergunta aos executivos e envie resoluções aos acionistas.

Em 2015, a plataforma começou a colocar mensagens de avisos em vídeos considerados chocantes, violentos ou ofensivos. Os usuários passaram a escolher se queriam assistir aos conteúdos dos vídeos ou não. Em um comunicado, a PETA afirmou que a censura limitou consideravelmente o alcance de suas publicações.

“O objetivo da PETA é parar o sofrimento dos animais, e contamos com as redes sociais para levar informações para as pessoas”, declarou a organização. O Instagram, que é propriedade do Facebook, também costuma censurar suas publicações.

O compartilhamento de vídeos, fotos e informações pelas redes sociais desempenhou nos últimos anos um papel enorme na missão da PETA de acabar com a exploração dos animais. “As pessoas devem ver o que os animais enfrentam em laboratórios, fazendas e matadouros”, afirmou a vice-presidente da PETA, Tracy Reiman.

A organização pediu para que o Facebook se espelhe na política do Twitter, onde os usuários podem escolher por conta própria se querem ou não os avisos de conteúdo sensível em seu feed.


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Traficantes de marfim posam em foto sobre corpo de elefante mutilado

Por Rafaela Damasceno

O comércio do marfim é crime em muitos países. Infelizmente, o tráfico ainda é comum. O marfim é muito lucrativo e a taxa de mortalidade dos elefantes já é muito maior do que a natalidade. Em junho, dois homens foram presos no Congo pelo tráfico, após serem encontrados com quatro presas de elefante (44 kg de marfim). Elas valeriam milhares de libras no mercado negro.

Dois traficantes presos, segurando as presas de marfim

Foto: Eagle Network

Fotos foram encontradas no celular de um dos homens. Em uma das imagens, seis caçadores se encontravam presentes sobre um elefante caído, orgulhosos do assassinato cruel. As autoridades não sabem dizer se as fotos mostram dois animais diferentes, mas acreditam que sim, já que os traficantes possuíam dois pares de presa quando foram encontrados.

Os outros quatro homens foram rastreados pela Eagle Network, agência que fiscaliza o tráfico de animais. Ela monitora a prática criminosa na África Subsaariana.

Dois traficantes em cima do elefante morto

Os homens posam sobre o corpo do elefante | Foto: Eagle Network

Perrine Odier, coordenadora da PALF (Project for the Application of Law for Fauna), agência parceira da Eagle, disse que as imagens foram encontradas no celular do principal traficante do grupo.

“Ele guarda as imagens como arquivo pessoal. Ele não precisa mostrar aos clientes como matou para fazer negócio. Eles tiraram as fotos porque estavam orgulhosos em posar com armas em cima de um cadáver de elefante”, afirmou ela.


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Pescador corta barriga de filhote de tubarão-martelo e o joga de volta ao mar para morrer

Por Rafaela Damasceno

Ryan Dowling foi testemunha de um assassinato cruel em Queensland, na Austrália. Ele afirma ter visto um pescador rindo enquanto cortava um filhote de tubarão-martelo, espécie ameaçada de extinção, da cauda até a cabeça. Depois, o homem jogou o animal agonizante de volta à água, sabendo que ele morreria.

O pescador segura o tubarão-martelo pequeno em uma das mãos

Foto: Ryan Dowling , Facebook

Ryan disse ao Yahoo News que o ato era assombroso e que não havia motivo algum que pudesse justificá-lo. Ele ainda contou que conseguiu tirar fotos do crime e levará às autoridades.

Ele postou a foto em seu Facebook com a legenda: “Que diabos há de errado com as pessoas atualmente?”. Um outro pescador respondeu que odeia os tubarões quando está pescando, mas que sempre os solta quando se prendem em suas iscas. “É rápido tirá-los do anzol e devolvê-los ao mar”, escreveu ele.

O doutor Leo Guida, da Sociedade Australiana de Conservação Marinha, reconheceu o animal como um tubarão-martelo-recortado. A espécie está ameaçada de extinção e precisa ser extremamente protegida, porque além de tudo ajuda a manter o ecossistema marinho sob controle.

“Os tubarões-martelo-recortados diminuíram aproximadamente 84% nas águas de Queensland”, afirmou ele.

O pequeno filhote de tubarão-martelo é segurado pelo pescador

Foto: Ryan Dowling, Facebook

A espécie, assim como os outros tubarões, é essencial para a saúde da Grande Barreira de Corais, porque mantém a cadeia alimentar regular. A barreira tem mais de dois quilômetros de extensão e é considerada o maior organismo vivo da Terra. Além disso, abriga diversas espécies – entre elas peixes, estrelas-do-mar, moluscos, tartarugas, golfinhos e tubarões.

A pesca é sempre prejudicial ao ecossistema. Ela afeta diretamente na cadeia alimentar dos animais e pode prejudicar permanentemente as vidas marinhas.


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Imagens de drone mostram corpo de elefante mutilado por motosserra

Por Rafaela Damasceno

Os elefantes correm sérios riscos devido ao tráfico do marfim, material presente em suas presas. Nesta semana, seis caçadores foram presos ao serem identificados como os homens (posando sobre o corpo de um elefante) em uma foto encontrada no celular de um deles. O cineasta Justin Sullivan encontrou e fotografou, com um drone, a horrível imagem do elefante assassinado por eles no norte de Botsuana, país africano.

Foto tirada de cima do corpo do elefante desmembrado. Sua tromba está caída, separada do corpo

Foto: Justin Sullivan / Magnus News

“Este animal em específico foi morto de uma forma especialmente brutal”, disse ele. O elefante teve parte de sua cabeça cortada com uma motosserra, para que as presas fossem retiradas. “A foto representa, mais do que a maneira que o elefante está desconectado no momento, o jeito que nós mesmos nos desconectamos desse tipo de situação”, declarou.

Justin mora na Cidade do Cabo, mas estava em Botsuana para um projeto de filme. Ele escutou alguns caçadores falando sobre o corpo, então pediu para ser levado até lá e fotografou o crime na esperança de chamar atenção para o impacto e a crueldade da caça.

Estima-se que cerca de 30 mil elefantes são mortos todos os anos no mundo, com milhões de libras sendo geradas pelo comércio do marfim adquirido através do assassinato. A caça é um problema global, mas é especialmente elevada em Botsuana.

A quantidade de elefantes mortos no país aumentou cerca de 600% de 2014 a 2018. A caça era proibida, então, mas a proibição foi vetada neste ano. Justin afirma que sua foto gerou um debate público, o que ele espera que possa promover resoluções para as atuais crises ecológicas do mundo.

Os caçadores do elefante fotografado foram presos há alguns dias, encontrados pelas autoridades na posse de marfim. Eles tinham fotos que atestavam sua participação no crime. Ainda não se sabe se as imagens encontradas em seus celulares envolviam mais de um assassinato.

Dois traficantes na posse dos marfins

Foto: Eagle Network

A Eagle Network, organização responsável por proteger a vida selvagem, ajudou no rastreamento e captura de todos os envolvidos no grupo de caça. Só em junho, ela auxiliou na prisão de 22 traficantes de animais silvestres em quatro países diferentes.

Perrine Odier, a coordenadora de uma ONG parceira da Eagle (PALF), disse que os caçadores estavam orgulhosos dos assassinatos e felizes em matar animais tão grandes e majestosos.

“Espero que a justiça condene os criminosos com a pena máxima, e que isso os impeça de continuar com estas atividades devastadoras”, declarou ela.


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Mais de 500 animais são beneficiados por projeto que distribui ração e vacinas

O projeto Cão sem Fome, criado pela empreendedora Glaucia Lombardi, de 49 anos, garante ração e vacinas, entre outras doações, para mais de 500 animais.

Mais de 500 cachorros recebem ajuda mensalmente (Foto: Reprodução / Pequenas Empresas Grandes Negócios)

A iniciativa foi criada após a empreendedora tomar conhecimento sobre o trabalho dos protetores de animais, que resgatam cachorros e gatos abandonados. O objetivo dela, ao criar a Cão sem Fome, foi de ajudar os animais mantidos por esses protetores.

“São pessoas de diferentes áreas que cuidam dos animais com recursos próprios”, afirma, em entrevista ao portal Pequenas Empresas Grandes Negócios.

Autora de livros infantis desde 1996, Glaucia manteve o projeto com recursos próprios por sete anos. No entanto, quando a demanda passou a aumentar, ela viu a necessidade de captar recursos. “A Cão sem Fome se tornou mais do que um trabalho social. Hoje, é uma empresa”, diz. O projeto recebe e repassa, mensalmente, entre duas e quatro toneladas de ração.

Com o alto número de animais abandonados – mais de 2 milhões na Região Metropolitana de São Paulo -, a empresa também realiza feiras de adoção para encontrar novos lares para aqueles que já foram retirados das ruas, colaborando com a redução do abandono.

Glaucia criou o projeto Cão sem Fome para ajudar protetores de animais (Foto: Reprodução / Pequenas Empresas Grandes Negócios)

A empresa também fiscaliza se as doações estão sendo usadas de maneira correta. “Fazemos a ponte entre quem precisa de ajuda e quem quer ajudar, mas não sabe como”, diz. “Nós identificamos a necessidade de ajuda e vamos atrás dos recursos, de acordo com o que o protetor precisa”, completa.

Atualmente, a Cão sem Fome conta com 12 voluntários fixos, entre advogados, médicos veterinários, captadores de recursos e outros. Voluntários pontuais também integram o grupo durante as feiras de adoção.

O projeto atende três protetores mensalmente e outros 20 quando é preciso. “Faltam recursos e sobram necessidades”, afirma.

A falta de políticas públicas e a dificuldade na captação de recursos são, segundo Glaucia, os principais desafios para quem atua na área do empreendedorismo social. “As vezes parece que estamos enxugando gelo”, diz.

Toneladas de ração são distribuídas por mês pelo projeto (Foto: Reprodução / Pequenas Empresas Grandes Negócios)

“Empreendedorismo social é engajamento”, conta. “Se a pessoa doa dinheiro para comprar remédio, avisamos desde quando ele é comprado até o momento em que o animal melhora ou morre. É uma forma de materializar as doações”, completa.

Ração e medicamentos são comprados pela empresa em atacado e os atendimentos veterinários são feitos no local onde vivem os animais, em sistema de mutirão.

Para se manter, o projeto busca também parcerias com empresas de dentro e fora da área. “Muita gente gosta de animais e a questão do abandono envolve toda a sociedade”, conclui.


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