Casal de caçadores tira foto se beijando em frente ao cadáver do leão morto por eles

Foto: Legelela Safaris

Foto: Legelela Safaris

Uma foto postada nas redes sociais mostra um casal canadense se beijando ao lado do cadáver um leão que haviam acabado de matar em um safári na África do Sul.

Darren e Carolyn Carter, de Edmonton, Alberta (Canadá), participaram de uma excursão organizada pela Legelela Safaris que comercializa a morte por encomenda desses animais indefesos.

A operadora de turismo regularmente compartilha fotos de animais mortos ao lado de caçadores orgulhosos, muitas vezes sorrindo enquanto seguram suas armas, em sua página no Facebook.

Sob a foto do beijo, eles escreveram: “Trabalho duro no sol quente do Kalahari, muito bem feito. Um leão gigantesco”.

Outras fotos mostram o mesmo casal na frente de outro leão morto, com a legenda: “Não há nada como caçar o rei da selva nas areias do Kalahari”.

“Parabenizamos a feliz caçadora e a equipe”.

O casal, que é dono de um negócio de taxidermia, descreveu a si mesmo como “conservacionistas apaixonados”, apesar de participar de caçadas, relata o Mirror.

Carter disse ao Mirror: “Não estamos interessados em comentar sobre isso. É pura politicagem”.

Foto: Facebook/Reprodução

Foto: Facebook/Reprodução

Eduardo Gonçalves, o fundador da Campaign to Ban Trophy Hunting (Campanha para Proibir a Caça ao Troféu, na tradução livre), acredita que esses leões foram capturados e criados com o único propósito de serem mortos por caçadores.

Ele acrescentou: “Parece que esse leão era um animal manso morto em um cativeiro cercado, criado com o único objetivo de ser o alvo de uma selfie presunçosa”.

“Esse casal deve se envergonhar de si mesmo, em vez de se exibir e e ficar se agarrando em frente às câmeras”.

A Legelela Safaris cobra £ 2.400 ( em torno de 11.200 reais)  pela caça à girafa e £ 2.000 (cerca de 9.400 reais) pela zebra. Eles também oferecem caçadas leopardo, elefante, rinoceronte e caças de leões.

A notícia vem em seguida do secretário do Meio Ambiente, Michael Gove, anunciar que quer proibir os caçadores que participam de caçadas particulares (por dinheiro) de trazer de volta os troféus de suas mortes.

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Prefeito do RJ promete regulamentar Código de Defesa dos Animais

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), prometeu ao presidente da Comissão de Defesa dos Animais da Câmara dos Vereadores, o parlamentar Luiz Carlos Ramos Filho (Pode), que vai publicar nesta terça-feira (16) o decreto que irá regulamentar o Código Municipal de Defesa dos Animais.

Foto: Pixabay

Caso a regulamentação realmente ocorra, a lei 6.435/2018, que instituiu o Código, entrará em vigor. A legislação é de autoria do vereador Célio Lupparelli (DEM). As informações são do portal Extra.

O Código estabelece regras para promover a proteção dos animais no Rio de Janeiro e proíbe, inclusive, que animais sejam mortos para comercialização de pele. A lei prevê ainda pagamento de multa para quem abandonar ou submeter um animal à crueldade.

A promessa feita pelo prefeito ao parlamentar ocorreu durante uma reunião, realizada na segunda-feira (15). O subsecretário de Bem Estar Animal, Roberto de Paula, e o assessor especial da prefeitura Ailton Cardoso também participaram do debate.

“É um grande avanço para a proteção animal. Agora quem maltratar os animais vai sofrer no bolso”, comemora Luiz Carlos Ramos Filho.


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Restam apenas 250 mil chimpanzés no continente africano

Restam apenas 250 mil chimpanzés na África. O número, quando comparado ao que foi registrado há 10 anos, quando cerca de 2 milhões desses animais viviam em 25 países do continente africano, expõe uma grave queda na população da espécie.

Foto: Pixabay

A diretora adjunta do Instituto Jane Goodall, Laia Dotras, afirmou à agência EFE o declive populacional drástico que os chimpanzés vivenciam é provocado “sobretudo pela perda do habitat” devido à “exploração de madeira e recursos minerais”. A espécie é vítima também da caça.

Segundo Dotras, essa é “uma das maiores crises de biodiversidade” atuais e se não forem tomadas medidas urgentes, os chimpanzés “não tardarão a desaparecer”. As informações são do portal Público.

A diretora afirma que é “essencial educar e fazer entender os problemas socioambientais locais” para evitar a extinção da espécie. Para “assegurar a sustentabilidade a longo prazo”, Dotras sugere que seja incentivado o desenvolvimento sustentável em diferentes regiões africanas.

“A pobreza e o desconhecimento induzem muitos africanos a usar os recursos do seu meio ambiente de forma insustentável”, asseverou Dotras, que citou como exemplo o desmatamento, que faz com que áreas fiquem “quase desertas e a terra já não se pode aproveitar para cultivar”.


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Estudo revela que cabras podem identificar as emoções umas das outras com base em seus balidos

Foto: Brian Squibb

Foto: Brian Squibb

Cabras podem ler as emoções de outros membros de seu rebanho por meio de mudanças sutis em suas vocalizações, de acordo com uma nova pesquisa.

Mais ainda, essa compreensão tem um efeito sobre o seu próprio humor – mostrando uma capacidade humana de empatia.

Isso pode melhorar os laços sociais e impulsionar a cooperação, dizem os cientistas.

As descobertas notáveis acrescentam somam-se às demais evidência de que a reputação de estupidez do animal, alegada por algumas pessoas, é extremamente injusta.

Foto: Marianne Mason

Foto: Marianne Mason

O líder do estudo Dr. Alan McElligott, da Universidade de Roehampton, sudoeste de Londres, disse: “Perceber o estado emocional de outro indivíduo através de suas vocalizações e ser afetado por eles tem implicações importantes na forma como cuidamos dos animais domésticos e em particular das espécies como bois, vacas, porcos e cabras”.

As cabras foram as primeiras espécies de animais entre bois vacas e porcos a serem domesticadas, cerca de 10 mil anos atrás. Existem 100 mil cabras só na Grã-Bretanha e um bilhão em todo o mundo, mas sua inteligencia começou a ser descoberta e estudada apenas recentemente.

A frase preconceituosa “tão idiota quanto uma cabra” é usada em muitos países do mundo como um insulto.

Então, o psicólogo experimental Dr. McElligott e seus colegas mediram as mudanças comportamentais e fisiológicas nos animais enquanto escutavam diferentes chamados (balidos) ligados a sentimentos positivos e negativos.

Foto: Alan McElligott

Foto: Alan McElligott

Eles descobriram até mudanças sutis e súbitas no som o que os levou a procurar a origem daquele som – sugerindo que as cabras estavam identificando as emoções de outras cabras.

O estudo publicado na revista Frontiers in Zoology também mostrou que a variação no tempo entre os batimentos cardíacos de cada indivíduo era maior para as chamadas positivas do que negativas.

É a primeira evidência forte de que as cabras podem captar o humor de outros animais do grupo e isso também pode fazê-los felizes ou tristes.

O principal autor do estudo, Luigi Baciadonna, estudante de doutorado na Universidade Queen Mary de Londres, disse: “Apesar de sua importância evolutiva, a comunicação social de emoções em animais não humanos ainda não é compreendida em sua totalidade”.

“Nossos resultados sugerem que animais não humanos não são apenas atenciosos, mas também podem ser sensíveis aos estados emocionais de outros indivíduos”.

Muitos animais sociais vivem sob condições de ambientes onde os indivíduos nem sempre estão em contato visual uns com os outros durante o dia ou a noite.

Portanto, eles poderiam adquirir uma vantagem evolutiva através da discriminação do conteúdo emocional das chamadas de outros de sua espécie.

A co-autora do estudo, Dra. Elodie Briefer, agora na Universidade de Copenhague, disse: “Expressar emoções usando vocalizações e ser capaz de detectar e compartilhar o estado emocional de outro animal pode facilitar a coordenação entre os indivíduos em um grupo e fortalecer social vínculos e coesão do grupo”.

A equipe internacional registrou comunicações (balidos) de cabras que transmitiam emoções positivas ou negativas.

Eles então tocaram um através de um alto-falante para outra cabra, antes de expô-la a uma ligeira variação do mesmo tipo de balido associado à emoção oposta. Isto foi seguido por um chamado final que foi selecionado aleatoriamente.

Os pesquisadores também controlaram outras variáveis frequentemente negligenciadas neste campo de pesquisa, avaliando o estado emocional tanto do emissor quanto do receptor do balido (comunicação).

Além disso, apenas as chamadas de contato entre as cabras eram usadas para que a reação do receptor fosse puramente dependente das emoções codificadas, em vez da função de vocalizações.

Autor Dr. Livio Favaro, da Universidade de Turim, disse: “Estes resultados podem contribuir para a nossa compreensão da evolução da percepção emocional em animais não humanos.”

No ano passado, outro estudo conduzido pelo Dr. Alan McElligott, na época na Universidade de Queen Mary em Londres, descobriu que cabras se dirigiam à humanos com expressões faciais felizes.

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Cachorra é amarrada em carro e arrastada até a morte

Uma cachorra da raça buldogue francês foi amarrada na traseira de um veículo e arrastada pela estrada até morrer em um ato terrível de crueldade.

Inspetores da ONG RSPCA estão pedindo informações para rastrear as pessoas envolvidas na morte do animal indefeso.

O corpo do cachorro foi encontrado ainda com um longo pedaço de arame preso ao pescoço em Bootle, Merseyside, por volta das 6:30 da manhã em 17 de junho.

Seus ferimentos sugerem que ela correu ao lado do veículo até que não conseguiu mais se manter em pé, ponto em que ela caiu no chão e foi arrastada pela estrada.

A inspetora da RSPCA, Joanne McDonald, disse que as feridas profundas e horríveis vistas no animal, que recentemente deu origem a uma ninhada de filhotes, eram consistentes com o fato de ela ter sido arrastada pela rua.

Acredita-se que o cão tinha por volta de dois anos.

Joanne disse: “Eu acredito que alguém tenha deliberadamente amarrado a cachorra a um carro e, em seguida, saiu dirigindo levando esse pobre animal a correr até a morte.

“Há pele faltando em seus pés e parece que ela correu para tentar acompanhar o veículo em movimento até que não conseguiu mais, também há feridas no corpo dela que devem ter acontecido quando ela não conseguiu se manter de pé e foi arrastada. A coleira também está presa no alto de sua cabeça, sugerindo que ela foi puxada”.

“Este é um dos atos mais bárbaros e cruéis que já presenciei – esta pobre cadelinha tão jovem ainda, deve ter ficado aterrorizada e sofrido imensamente durante este ato hediondo”.

“Eu realmente quero encontrar que fez isso e estou esperando que o público possa me ajudar com as informações que nos levem aos culpados”.

A cachorra era microchipada, mas os detalhes não estavam atualizados.

A inspetora McDonald espera agora que alguém tenha visto o incidente acontecer e seja capaz de identificar quem realizou o ataque ou pode saber quem era o tutor da cachorra.

Ela disse: “Eu estou apelando para qualquer um que possa ter visto este crime, pois eles podem ter informações vitais que poderiam identificar quem fez isso”.

“Estamos aguardando que alguém, identifique o tutor ou tutora do animal e espero que alguém ao menos reconheça a cachorra e possa nos fornecer essa informação”.

As autoridades estão em busca dos criminosos e pediram que qualquer pessoa com informações sobre o incidente deve entrar em contato com a polícia.

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Morre a porquinha que inspirou Miley Cyrus a se tornar vegana

Foto: Instagram/Miley Cyrus

Foto: Instagram/Miley Cyrus

A porquinha doméstica de Miley Cyrus faleceu. A cantora e compositora vegana homenageou Pig Pig, anteriormente conhecida como Bubba Sue, em suas redes sociais.

“É muito triste dizer … minha querida amiga Pig Pig faleceu”, escreveu Cyrus em seu stories no Instagram. “Eu sentirei falta de você para sempre. Obrigado por tantas risadas e bons momentos menina”.

Cyrus adotou a porquinha em 2014, na época ela revelou em um post no Instagram que estava dando boas vindas ao “mais novo membro da família”.

A porca foi nomeado Bubba Sue, mas foi renomeado mais tarde naquele mesmo ano de “Pig” ou “Pig Pig” (ela respondia a ambos, de acordo com Cyrus, mas não a “Pig Pig Pig”). A cantora disse que a própria porquinha foi quem “legalmente mudou seu nome”.

A adição à família fez Cyrus a “mamãe mais feliz de todas”, de acordo com seu Instagram. Pig Pig acompanhou a artista em seu jato particular, apareceu na capa de revistas com Cyrus, e até impediu a cantora de sair em turnê.

Cyrus disse a Howard Stern em 2017: “Literalmente, a única razão pela qual eu não estou em turnê é por causa desses porcos. Isso mostra o quanto eu amo esses animais”.

Pig Pig morou na casa de Cyrus até que a porca ficou grande demais e a casa se tornou pequena para ela. Pig Pig foi então levada para um grande recinto ao ar livre, em parte para mantê-la mais confortável e em parte porque os cães de Cyrus estavam “ficando um pouco aterrorizados” com o animal.

No ano passado, Cyrus tinha 16 animais vivendo com ela, incluindo vários cães resgatados, um dos quais, era um beagle que foi resgatado de um laboratório de testes em animais.

O amor de Cyrus pelos animais foi o que motivou sua alimentação à base de vegetais, que ela adotou no mesmo ano em que Pig Pig entrou em sua vida. Quando ela parou de comer carne anos atrás, a cantora comentou no Instagram que as pessoas não precisam comer “animais mortos” e acrescentou que “tudo o que entra no meu corpo está vivo”.

Ano passado Cyrus recebeu o prêmio “Celebrity Advocate Award” (Prêmio de Celebridade Ativista, na tradução livre) no Animal Rights National Conference (Conferência Nacional dos Direitos Animais) por ter “uma voz forte em defesa dos animais”.

Os organizadores da conferência disseram que a estrela “não apenas fala em defesa dos animais, mas também promove o estilo de vida vegano”.

Celebridades veganas e porcos

A cantora e compositora vegana Ariana Grande também tem uma porca doméstica em sua vida (assim como vários cães resgatados). A porquinha se chama Piggy Smallz e apareceu no clipe da música de Grande, “Breathin”. Piggy Smallz tem seu próprio Instagram, onde ela acumula quase 600 mil seguidores.

Grande disse aos fãs que Piggy Smallz é sua “porca de apoio emocional”. No começo deste ano, a cantora deu uma festa para celebrar seu álbum “Thank u, next”. Piggy Smallz estava presente ao lado de alguns petiscos de bacon vegano.

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Passagens de fauna tornam estradas mais seguras para animais

A construção de túneis subterrâneos em estradas brasileiras tem ajudado a salvar a vida de animais selvagens e colaborado com a redução de acidentes. Pesquisadores estão filmando e acompanhando o deslocamento desses animais.

A onça parda caminha desconfiada. O motivo da preocupação vem logo atrás: quatro pequenos filhotes seguem a mãe. A família busca uma área de mata para se proteger.

Foto: Reprodução / Jornal Nacional

Muitas vezes, a floresta fica ao lado da rodovia e a travessia é um perigo. Não é raro o atropelamento de animais silvestres. Muitos ficam mutilados ou morrem quando tentam atravessar as rodovias.

O Brasil tem mais de 90 mil quilômetros de rodovias federais. Nos últimos quatro anos, em mais de cinco mil quilômetros, 500 passagens de fauna estão sendo instaladas. O número ainda é pequeno, representa apenas 6% da malha rodoviária do país.

“Onde nós temos maior parte de vegetação preservada, há uma tendência de existência mais massiva de fauna silvestre. Ali seria um ponto onde a gente deveria ter mais dispositivo desses para que a fauna possa atravessar, não por cima da rodovia, mas por baixo”, afirmou João Felipe Lemos Cunha, coordenador-geral de Meio Ambiente do Dnit.

Trinta passagens de fauna são monitoradas por câmeras 24 horas por dia. Num período de pouco mais de um ano, as câmeras fizeram o registro de mais de seis mil animais silvestres.

O monitoramento revelou a riqueza de vida selvagem: uma anta, maior mamífero terrestre brasileiro; o veado catingueiro foi visto durante o dia, assim como a raposinha do campo, animal ameaçado de extinção.

As onças pardas também foram flagradas. Mãe e filhote têm usado a passagem com frequência.

O investimento deu resultado, a concessionária que administra a rodovia registrou em um ano e meio a redução de 86% no número de acidentes com animais silvestres.

“Você imagina um usuário que está trafegando na rodovia a cem, 110 quilômetros por hora e colide com uma anta. A partir do momento em que esse animal tem uma opção segura por debaixo da rodovia, além de todo o ganho ambiental, o usuário trafega com mais segurança, com menor probabilidade de acabar se envolvendo em um acidente”, afirmou Osnir Giacon, gerente de Meio Ambiente da concessionária.

Em algumas rodovias, principalmente as que cortam parques ecológicos, foram construídas passagens aéreas para os animais. Macacos, esquilos e outros animais não precisam nem descer das árvores para passar do outro lado da floresta.

“Cada vídeo que a gente vê dos animais utilizando as passagens de fauna deve ser comemorado porque todo mundo ganha: o animal que passou em segurança e o usuário que trafegou em segurança”, contou a bióloga Fernanda Abra.

Fonte: Jornal Nacional


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Cacatuas caem mortas do céu na Austrália e ONG denuncia envenenamento

Cacatuas mortas caíram do céu na Austrália, assustando moradores da pequena cidade de One Tree Hill. Membros da ONG de proteção animal Casper’s Bird Rescue suspeitam de envenenamento. Segundo a entidade, 60 animais caíram enquanto voavam pelo município.

(FOTO: SARAH KING/CASPER’S BIRD RESCUE)

De acordo com equipes de resgate da entidade, a cena pareceu com “algo saído de um filme de terror”. As aves sangravam pelos olhos e bico durante a queda e algumas delas ainda estavam vivas quando foram encontradas.

“Não é uma morte instantânea. Isso causa sofrimento. Leva algumas semanas para funcionar. Começa internamente e tem hemorragia interna. É uma morte horrível e lenta”, disse Sarah King, fundadora da ONG, ao falar sobre a morte por envenenamento, em entrevista ao The Guardian.

Um conselho local propôs, em março, que uma espécie específica de cacatua, que se reproduziu em larga escala no país, fosse morta. No entanto, de acordo com King, a maior parte das aves encontradas mortas eram de outra espécie, que é protegida pelo governo.

(FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

“É um fato importante para ser exposto. Dos 60 e poucos que encontramos, apenas três eram de espécies não protegidas. Esta não é a maneira de lidar com nada. Também é contra a lei”, afirmou.

As autoridades locais propuseram que as aves fossem mortas sob a cruel justificativa de que elas incomodam a comunidade. Ativistas pelos direitos animais discordam do governo e sugerem outras alternativas para lidar com o problema, sem matar os animais.

De acordo com King, o caso das 60 cacatuas encontradas mortas após caírem do céu será investigado para que os responsáveis pelo envenenamento sejam identificados.


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Atriz Kim Basinger protesta contra consumo de carne de cachorro na Coreia do Sul

Um ativista pelos direitos animais segura um filhote morto em frente ao Parlamento da Coreia do Sul, na capital Seul, na sexta-feira (12), pedindo o fim da indústria de carne de cachorro.

Foto: Reprodução / CNN

A poucos metros de distância, um grupo de criadores de cães come carne de cães explorados para consumo, alegando que é sua tradição e sustento.

Dezenas de policiais separam essas duas faces nitidamente contrastantes da Coreia do Sul – imagens evocativas de uma prática de décadas de exploração de cães para consumo humano.

No protesto, a atriz norte-americana Kim Basinger se juntou a ativistas do grupo de direitos animais Last Laise for Animals (LCA) para lutar contra o comércio de carne de cachorro no chamado “dia da carne de cachorro” ou “Boknal”, data em que a carne era tradicionalmente consumida no país.

Durante décadas, a Coréia do Sul enfrentou críticas sobre o tratamento dado aos animais e sobre o costume do país de consumir carne de cachorro. Ativistas dos direitos animais sul-coreanos têm estado na vanguarda da tentativa de encerrar o comércio.

Agora, está sendo proposto um projeto de lei que quer proibir a matança de cães para consumo.

Foto: Reprodução / CNN

Segurando um corpo de cachorro morto para as câmeras, Basinger disse: “às vezes as imagens falam mais de 1.000 palavras do que as nossas vozes”. Basinger há muito faz campanha pelos direitos animais, mas esta é sua primeira vez na Coreia do Sul. Ela foi ao país para somar forças para pressionar os legisladores a angariar apoio ao projeto.

“Eu acho que o governo vai ter que não fechar os olhos e realmente chegar a soluções como esta”, disse ela. “A Coréia do Sul vai ser a líder disso, será conhecida por isso”, completou.

O deputado sul-coreano Pyo Chang-won está fazendo pressão para aprovar o projeto de lei que tornaria ilegal o assassinato de cães e gatos, mas ele reconhece que só tem apoio da minoria na Assembléia Nacional.

Foto: Reprodução / CNN

Pyo disse que tem o apoio do Presidente Moon Jae-in – que é conhecido por ser um amante de cães e adotou um cão de abrigo quando chegou ao poder -, mas afirmou que essa não é uma política oficial do partido de Moon e, por isso, os legisladores podem tomar decisões individuais.

“Muitos dos congressistas estão em áreas rurais onde existem fazendas de cães e eles estão sob pressão para não falar sobre o projeto, para não apoiar a lei e não permitir que a lei chegue à mesa”, disse ele à CNN.

Basinger se reuniu com legisladores e governadores locais na esperança de levar o projeto adiante. Chris DeRose, fundador da LCA, dirigiu-se a ele na sexta-feira (12) declarando que “a Coreia do Sul não está mais sozinha, isso é um movimento global”. As declarações foram abafadas pelo campo adversário e o parlamento recebeu críticas de agricultores favoráveis à matança de cães.

Foto: Reprodução / CNN

A Humane Society International (HIS) disse que em 2016 cerca de 2 milhões de cães estavam sendo mantidos em cerca de 17 mil instalações na Coréia do Sul, mas houve mudanças desde então. No ano passado, o maior matadouro de cães do país foi fechado por autoridades locais em Taepyeong, em uma cidade satélite de Seul. De acordo com a HIS, milhares de cães foram mortos por eletrocussão a cada ano nesta instalação e seus restos mortais foram vendidos para consumo.

No início deste mês, o mercado de carne de cachorro Gupo, na cidade de Busan, uma das maiores do sul do país, foi fechado com a ajuda de seu prefeito, Oh Seo-don. Ele disse publicamente aos moradores de Busan: “Acho que vocês são pessoas que têm uma filosofia de respeitar a vida. Sem essa filosofia, isso nunca poderia ser feito”.

Para aqueles que apoiam a indústria de carne de cachorro, esses fechamentos geram grande preocupação.

Fonte: CNN


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Congresso aborda questões éticas e jurídicas da relação entre humanos e animais

O V Congresso Brasileiro e II Congresso Latino-americano de Bioética e Direito dos Animais será realizado de 4 a 6 de setembro na Universidade Federal de Sergipe (UFS). O evento será promovido pela UFS em parceria com o Instituto Abolicionista Animal (IAA) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Subseção Sergipe e contará com o apoio da Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA), do Departamento de Zootecnia (DZO) da UFS, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), da Universidade Católica de Salvador (UCSAL), da Universidade Tiradentes (UNIT) e da Universidade Sete de Setembro (FASETE).

Congresso será realizado em Aracaju (SE) (Foto: Reprodução)

O objetivo do Congresso é transformar Aracaju no maior pólo difusor da temática, aproveitando a experiência desses eventos realizados desde 2008. Expandir temas relacionados à bioética e ao direito dos animais, evidenciando “a possibilidade de convivência pacífica entre todas as espécies”, conforme explicou o coordenador científico do evento, o jurista pós-doutor pela Pace University, Tagore Trajano, professor da Universidade Federal da Bahia, em entrevista exclusiva à ANDA. Confira abaixo.

ANDA: Qual é intuito do Congresso?

Tagore Trajano: A ideia do evento é fazer com que o Brasil se torno o maior pólo difusor da temática da bioética e dos direitos dos animais na América Latina. Estes eventos itinerantes colaboram com a expansão da temática, capacitação de professores e estudantes, bem como fortalecimento dos grupos de defesa da bioética e dos animais. Tudo começou com os congressos mundiais em 2008, sempre bienais, sendo realizados nos intervalos os congressos brasileiros e, agora também, o latino-americano.

ANDA: Qual é a sua expectativa para o evento que será realizado em setembro?

Tagore Trajano: A melhor possível. Primeiro porque cada vez mais, no Brasil, grandes grupos vão surgindo dentro da área do direito animal. Já somos referência para o mundo sobre a questão animal e seus estudos. A região Nordeste, em especial, tem tido um grande protagonismo nessa discussão, tendo o apoio de grandes universidades e de seus pesquisadores.

ANDA: O que tem motivado, no seu ponto de vista, uma discussão maior dessas pautas no Nordeste?

Tagore Trajano: Creio que seja por causa da Universidade Federal da Bahia (UFBA), este centro do conhecimento em pouco tempo se tornou o maior pólo de conhecimento da temática, tendo realizado os dois primeiros congressos mundiais, promovido a Revista Brasileira de Direito Animal e capacitado pessoas que, como eu, hoje difundem o tema. Fui estudante da UFBA e participei de iniciação científica, grupos de pesquisa sobre a temática. Hoje, estando como professor da cadeira, tento promover e estimular tudo que aprendi ali. Da mesma forma, outras instituições do Nordeste estiveram engajadas nesse processo, foi o que aconteceu com as Universidade Federais de Pernambuco e Paraíba. Mas não se pode esquecer que esse debate não se limita a uma região. Por exemplo, os congressos brasileiros já rodaram o Brasil, tendo tido como sede Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre e Niterói, no Rio de Janeiro. Creio que todos estão imbuídos a fazer essa causa crescer.

ANDA: Qual tipo de público é esperado para o Congresso?

Tagore Trajano: Todos sem restrição. O público em geral. Ativistas, defensores e pessoas que têm afeição pelos animais, graduados, mestres, doutores e estudantes de graduação e pós-graduação. O que queremos é dialogar com todos os setores que pensam a relação com o não humano. Queremos ensinar, mas também aprender muito com os participantes sempre com intuito de melhorar o convívio entre todos os seres.  

ANDA: Qual será a estrutura do evento no que se refere à programação e aos profissionais e temas que farão parte do Congresso?

Tagore Trajano: Esse evento será o maior desde os eventos da Bahia e Curitiba. Contaremos com grupos de trabalho, minicursos – nos quais professores vão oferecer capacitação para grupos pequenos de alunos – e dois auditórios grandes com palestras ocorrendo de maneira simultânea, a fim de que o participante possa eleger qual tema lhe toca. A abertura do Congresso será feita pelo jurista e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto. O encerramento ficará por conta do juiz e ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça José de Castro Meira e o Professor Doutor Andreas Krell, da Federal de Alagoas. Entre os profissionais que irão debater temas relativos à bioética e ao direito dos animais estão médicos veterinários, médicos, juristas, zootecnistas, biólogos, engenheiros e filósofos. O objetivo é promover um diálogo entre todas as áreas do conhecimento.

ANDA: O que são e o que farão os grupos de trabalho?

Tagore Trajano: Os grupos de trabalho funcionarão como uma espécie de iniciação científica que farão a apresentação dos debates que irão ocorrer durante o evento. Todo participante pode submeter seu artigo para apresentar no evento. As inscrições estão abertas no site. Nesses espaços, outros participantes, com o apoio de um professor-coordenador, debaterão sobre o artigo proposto, seus pontos positivos e negativos e como aprimorá-lo. 

ANDA: Qual é o tema do evento deste ano e o que ele significa? 

Tagore Trajano: O tema do evento é Mãe-Terra: Direito da Natureza e dos Animais: diagnósticos e perspectivas. Trata-se de uma defesa da natureza em relação a todos os seres vivos. O objetivo é passar a mensagem de que vivemos num mesmo habitat e que somos seres importantes – todos nós, sem distinções – e que devemos fortalecer e defender, cada vez mais, a relação entre humanos e não humanos. Um chamamento para os participantes fazerem sua parte nessa luta. 

Tagore Trajano (Foto: Arquivo Pessoal)

ANDA: Como você enxerga a evolução do direito animal no ordenamento jurídico brasileiro?

Tagore Trajano: Venho acompanhando atentamente este debate desde 2005, tendo tido momentos de avanços e outros de retrocesso. Por exemplo, acompanhamos uma caminhada de passos largos até 2017, congressos ao redor do país, decisões favoráveis aos não-humanos, evolução dos centros de pesquisa e de seus pesquisadores, bem como da legislação ao redor do mundo. No entanto, desde a promulgação da Emenda nº 96/2017, no caso da vaquejada, temos que nos alertar para os próximos passos a serem dados, uma vez que podem gerar um retrocesso sem precedentes. A crise política e institucional que acometeu o Brasil foi ruim para todos, inclusive para os não humanos que tiveram seus direitos limitados pela inserção de um novo parágrafo na Constituição. Gosto do dizer do Supremo Tribunal Federal (STF), nas palavras da Presidente da Corte na época, Carmen Lúcia, que disse que o Direito tem um papel de estimular condutas positivas na sociedade, e, eventos como a vaquejada não parece um exemplo a ser seguido. Contudo, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem dado decisões importantes na seara animal, possibilitando o que se chama de família multi-espécie, guarda compartilhada para animais domésticos e a evidencia de uma certa politica de proteção ao determinar que os animais não podem ser tratados de forma desrespeitosa. 

ANDA: Você apontou retrocessos promovidos pelo STF. Neste cenário, o V Congresso Brasileiro e II Congresso Latino-americano de Bioética e Direito dos Animais pode ser considerado uma forma de resistência a tais retrocessos? 

Tagore Trajano: Não só uma forma de resistência, mas uma maneira de trazer também elementos novos para o debate. Temos grandes pesquisadores participando desses eventos: Paula Brugger, Luciano Santana, Vânia Tuglio, Fernanda Medeiros, Ângela Ferreira, Francisco Figueiredo, Heron Gordilho, Carlos Machado, Ilzver Matos, dentre outros. São essas pessoas que ajudam a formar um novo senso de moralidade em nossa sociedade, colaborando com o avanço da proteção dos animais e das desigualdades do povo. O papel do Direito é dar tráfego social a todos que precisam. É garantir que as pessoas tenham segurança e paz para poderem oferecer o que há de melhor no humano, o respeito para com o outro. Sendo assim, o Congresso ajuda a estimular, acreditar e perceber que existem condutas positivas que devem existir não só entre os seres humanos, mas também entre as demais espécies. O Congresso finca uma bandeira que mostra que está na hora de olhar além do próprio espelho, além do próprio umbigo. Vivemos com outras espécies e é importante que essas espécies sejam atendidas também.

ANDA: Além da evolução do direito animal no ordenamento jurídico, há também uma evolução no que se refere aos profissionais não só do Direito, mas de diversas áreas. Como você vê esse processo?

Tagore Trajano: Acredito que esse evento evidencia isso ainda mais, o que é outro lado positivo do Congresso. Estamos fazendo o evento em colaboração com as ciências agrárias, então a gente está rediscutindo a forma de pensar a economia de nosso país. Já está na hora do Brasil não ser mais a fazenda do mundo, o espaço de utilização do outro, seja o não humano, o trabalhador, a natureza. Pode-se mais, se quer mais. O Brasil tem como base econômica o agronegócio, em uma relação de antagonismo com a proteção do não humano e do ambiente, isso faz com que haja uma série de conflitos agrários, devastação ambiental e exploração animal. Ao realizar o debate com a participação das ciências agrárias, estamos revendo a forma de pensar a relação com os animais. Por isso acredito no avanço. Se o veterinário, o zootecnista, os advogados penalista e civilista estão vindo debater com a gente para questionar o que é o direito animal é porque eles querem se informar sobre o tema e repensar sua forma de pensar o outro, seja a natureza, seja os demais animais. Esse é o legado do evento: pensar as bases para uma sociedade mais justa e solidária.

ANDA: Você acredita que a proposta de repensar nossa relação com a natureza como um todo, o que inclui os animais, beneficia também seres humanos e possibilita a criação de uma sociedade mais compassiva? 

Tagore Trajano: Sim, constrói-se uma sociedade melhor. Se conseguimos ter uma relação respeitosa com os animais, vamos conseguir perceber nossa relação de forma positiva com qualquer outro ser, inclusive com a natureza e com outros seres humanos. E é isso que a gente pretende. A gente não quer uma sociedade separada, queremos uma sociedade unida, com todos os seres que fazem parte dela vivendo em harmonia. Não há problema ser diferente ou que exista discordância, o problema é a imposição de um estilo, de uma ideologia a todos sem pensar, sem questionamentos.

Um evento como esse ajuda a gente a perceber a mudança que devemos promover na sociedade. Por exemplo, um zootecnista, acostumado a tratar o animal como um produto, vai ao Congresso pra repensar essa relação. Quando a gente chama todo esse grupo para esse debate, a gente começa a promover mudanças e, assim, conseguimos chegar ao ponto de mudar uma decisão do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça. Isso porque o Direito estimula condutas, o que faz com que as cortes, ao perceberem que a sociedade tem um novo tipo de relação com os animais, comecem a emitir decisões favoráveis a eles. Gosto de pensar o básico, o simples, pois são essas relações que transformam e fazem com que compreendamos que apenas juntos seremos mais fortes.

As inscrições para o V Congresso Brasileiro e II Congresso Latino-americano de Bioética e Direito dos Animais, que será realizado em Aracaju (SE), estão abertas e devem ser feitas no site oficial do evento.