Comissão do Senado aprova projeto que considera animais sujeitos de direitos

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou, na quarta-feira (10), um projeto de lei que considera os animais sujeitos de direitos, com acesso à tutela jurisdicional. O objetivo do projeto é impedir que os animais continuem a ser tratados como objetos inanimados.

Foto: Pixabay

O PL 27/2018, de autoria do deputado Ricardo Izar (PP-SP), prevê que os animais passem a ter natureza jurídica sui generis, como sujeitos de direito despersonificados, e sejam reconhecidos como seres sencientes – isso é, dotados de natureza biológica e emocional e passíveis de sofrimento. A proposta segue agora para o Plenário.

A matéria adiciona ainda um dispositivo à Lei de Crimes Ambientais (9.605/1998) para estabelecer que os animais não sejam mais considerados bens móveis para fins do Código Civil (10.402/2002). As informações são da Agência Senado.

O projeto, no entanto, lamentavelmente não protege animais como bois, vacas, porcos e outros que são diariamente explorados, torturados e mortos pela indústria alimentícia. Conforme explicou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que foi relator da proposta, a medida não interfere em hábitos alimentares ou práticas culturais. Mas, segundo ele, o projeto contribuirá para elevar a compreensão da legislação brasileira a respeito do tratamento dado aos animais.

A referência feita pelo senador a práticas culturais preocupa. Isso porque, recentemente, um projeto que classifica a vaquejada, o rodeio, a prova de laço, a cavalgada e similares como manifestações culturais, foi aprovado na Câmara dos Deputados e outra proposta, que considera a vaquejada um patrimônio cultural do Brasil, tornou-se lei em 2016. Isso pode significar que, caso a medida apresentada por Izar se torne uma legislação, ela pode deixar de proteger não só os animais explorados para consumo, mas também aqueles que são vítimas de atividades que se travestem de cultura para perpetuar o sofrimento animal.

“É uma elevação de status civilizatória. Não há possibilidade de pensarmos na construção humana se a humanidade não tiver a capacidade de ter uma convivência pacífica com as outras espécies. Eles devem ser tratados com dignidade”, afirmou Randolfe.

O projeto seguiria para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), mas a CMA conseguiu aprovar um requerimento de Randolfe que faz com que a matéria siga direto para o Plenário, em caráter de urgência.


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Vestido de Batman, homem encontra novos lares para animais que seriam sacrificados

Chris Van Dorn, fundador da ONG Batma4Paws (Batman 4 Patas, em tradução livre), resgata animais que seriam sacrificados em abrigos nos Estados Unidos e os leva para novos lares, dando-lhes uma nova chance de vida. O diferencial de Chris, no entanto, está na aparência: eles faz as ações solidárias vestido de Batman.

Foto: Arquivo Pessoal / Chris Van Dorn

Entre os animais salvos por ele está Koko, uma pit bull vítima de abandono. Resgatada pelo Pet Resource Center de Tampa, ela foi levada para o abrigo. Devido à superlotação do local, a cadela foi colocada na lista para ser sacrificada.

Uma hora antes de Koko ser sacrificada, Chris chegou ao abrigo, vestido de Batman, e a resgatou. Após tirá-la do local, ele a levou para um novo lar em Gatlinburg, no Tennessee.

Até chegar na nova casa, Koko viajou oito horas na companhia do Batman, seu novo amigo.

Foto: Arquivo Pessoal / Chris Van Dorn

“Eu diria que sou apenas o intermediário”, disse Chris ao The Dodo. “Os verdadeiros heróis são as pessoas que dão a esses cães um lar bom e amoroso”, completou.

Segundo ele, a ideia de fazer o trabalho voluntário em prol dos animais fantasiado de Batman tem o intuito de despertar o interesse das pessoas pela adoção. ”O traje apenas deixa todo mundo feliz e sorrindo”, disse. “É especial ver o Batman andando por aí e, quando descobrem que ele está fazendo uma boa ação no mundo, ficam ainda mais impactados”, concluiu.


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Famosos se engajam na causa animal e mudam a vida de cães abandonados

Famosos tem se engajado cada vez mais na causa animal, transformando, assim, a vida de cachorros e gatos vítimas do abandono e dos maus-tratos. O exemplo dado por essas pessoas é importante, já que elas são formadoras de opinião e acabam por influenciar seu público sobre a necessidade de combater o comércio de animais e praticar a adoção.

As atrizes Giovanna e Thaila (Fotos: Reprodução / Instagram)

Em abril, a atriz Fiorella Mattheis publicou uma foto no Instagram na qual aparece segurando dois cães no colo. Segundo ela, os animais foram abandonados, junto da mãe deles, no portão de sua casa. “Graças a minha mãe, pudemos ficar e cuidar desses bichinhos abandonados, mas nem sempre isso é possível! Por favor, castrem seus animais e jamais abandonem uma fêmea recém-parida…. Tem outros jeitos de resolver esse “problema”: entregue para um protetor, ONG ou veterinário, disse. Além das possibilidades apresentadas pela atriz, resolver o caso por conta própria, seja sozinho ou com a ajuda de amigos e pessoas sensíveis à causa animal é outra saída, já que a gravidez de um cão ou gato é de responsabilidade do tutor dele.

Outro animal que teve a vida transformada por um famoso foi Brisa. A cadela sem raça definida foi adotada pelo ator José Loreto. Além de adotar a cadela, que é o xodó do ator, Loreto também costuma divulgar notícias sobre feiras de adoção, animais perdidos e projetos relacionados à causa animal. Ele também já participou, na companhia de Brisa, da campanha #Adotei, que tem como objetivo incentivar a adoção de animais. As informações são do Observatório dos Famosos.

Giovanna Ewbank também tem envolvimento com a causa. A atriz adotou dois cachorros e chegou a realizar um bazar com a amiga Fiorella para a campanha “Adotar é Tudo de Bom”. Em maio, Giovanna usou as redes sociais para incentivar a adoção de animais ao contar a história de Favela, um de seus cães adotados.

“Esse aqui é o Favela, meu amigo que adotei pra vida! Na verdade, foi ele quem me adotou me dando amor, carinho, parceria e felicidade. Te amo tanto, Favelinha!!! Como a @pedigreebr diz há dez anos: ADOTAR É TUDO DE BOM! E eu também acredito nisso. Você já pensou em adotar um bichinho? Eu recomendo!!!”, escreveu.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Esses são os bebês que contei pra vcs nos stories, que deixaram no portão da minha casa em Petrópolis! Encontramos eles recém nascidos, com olhos fechados e cordão umbilical junto da mãezinha mto cuidadosa mas desesperada! Foram quase 2 meses de cuidados e hoje estão prontos pra adoção! Se vc se apaixonou por eles e quer adotar, mande uma msg pra @protecaocaoamor e fale com a Andreia ( parabéns por todo seu emprenho com os animais aqui em Petrópolis, o mundo precisa de pessoas como vc, obrigada!) A maezinha ainda precisa tratar anemia pra poder ser castrada e depois adotada! Graças a minha mãe, pudemos ficar e cuidar desses bichinhos abandonados mas nem sempre isso é possível! Por favor, castrem seus animais e jamais abandonem uma fêmea recém parida…. Tem outros jeitos de resolver esse “problema”: entregue para um protetor, ong ou veterinário (no Google vc pode achar um perto de vc!). CASTRAÇÃO É A ÚNICA SOLUÇÃO. Por favor me ajudem a divulgar ❤️

Uma publicação compartilhada por Fiorella Mattheis (@fiorellamattheis) em

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Entre os famosos que apoiam a causa animal estão ainda as atrizes Thaila Ayala e Cleo Pires. Thaila integra a mesma ONG de proteção animal que a amiga Fiorella e, em entrevista ao Gshow, dividiu com o público um pouco da sua história de amor pelos animais.

“Eu cresci convivendo com animais. Meu pai tirava todos da rua e levava pra casa, então, aprendi o que era amor sem pedir nada em troca. Meu sonho nem é ter minha própria ONG. Quero ter um pedaço bom de terra para tirá-los da rua. Se Deus quiser, isso vai acontecer”, falou.

Cleo Pires, por sua vez, faz parte da Associação das Mulheres Protetoras dos Animais (AMPARA Animal) – ONG em que Fiorella é madrinha. “O maior objetivo é conscientizar as pessoas para que façam suas escolhas de forma consciente. E que estas escolhas sejam preservar os animais. O trabalho é feito por amor e de forma inteligente, focado no lado positivo da causa”, disse Cleo ao falar sobre a entidade.


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Miley Cyrus faz discurso apaixonado em prol do meio ambiente

Foto: NME/Carolina Faruolo

Foto: NME/Carolina Faruolo

No final do Festival Tinderbox em Odense, na Dinamarca, no mês passado, a artista responsável pelo album “She Is Coming” falou sobre a poluição dos oceanos em um apelo explícito à ação imediata e ao ativismo.

“Todos vocês sabem o quanto é importante que todos vocês se envolvam na política”, disse Cyrus. “A juventude, esta geração, nós somos a última esperança neste planeta moribundo. Ele está implorando para que nós limpemos os oceanos”.

Sua mensagem pró-ambiente foi recebida com aplausos da multidão, relata a iHeart Radio.

A estrela pop de 26 anos de idade continuou: “Eu não aceito que haja mais lixo na água do que animais vivos que merecem por direito estar lá, que não têm mais para onde ir. E pelo jeito, nós não temos nenhum outro lugar para ir também! Não há planeta B, então não fique sem fazer nada!”.

O estado dos oceanos

Cyrus está certa – não há “Planeta B.” A poluição dos oceanos chegou à linha de frente das mensagens dos ambientalistas. Estima-se que haja bilhões de quilos de lixo na água, colocando em risco a vida das aves marinhas e da vida marinha em geral, que ingerem ou se emaranham no lixo. O Centro para a Diversidade Biológica estima que o lixo plástico superará os peixes até 2050.

Enquanto as proibições de plástico de uso único se tornaram um símbolo da preservação dos oceanos, estima-se que as redes de pesca, e não os canudos, constituam 50% do lixo.

Miley ativista

Cyrus segue uma alimentação vegana, então o peixe está fora de seu prato. A fashionista frequentemente fala sobre os animais quando fala sobre suas escolhas de guarda-roupa.

“Eu quero trazer uma mensagem, que é o veganismo, e que não tem que existir nenhuma forma de tortura para fazer uma moda fabulosa”, disse ela no ano passado no Met Gala, onde a cantora usou um vestido da designer de moda sustentável Stella McCartney e sapatos personalizados MINK.

Garantir que suas escolhas de roupas tenham impacto mínimo no planeta é muito importante para ela.

“Escolher viver como uma ativista vegana sustentável significa usar mais vintage (menos desperdício; usando as roupas por mais tempo)”, disse ela em entrevista à Vanity Fair.

“Brincando com os mais novos materiais ecológicos e tecnologia, e fazendo peças veganas personalizadas com alguns dos meus designers favoritos.”

Durante seu show de Glastonbury 2019 no mês passado, Cyrus usou botas veganas feitas sob medida pela Bradley Kenneth, misturadas com calças de vinil, uma regata branca e acessórios vintage.

Cyrus também fala regularmente sobre outras questões sociais, como lacunas salariais e discriminação contra a comunidade queer. A cantora refere-se a si mesma como “gender fluid”(identidade de gênero em que o gênero varia) e é pansexual. Falando sobre seu casamento com o ator vegano Liam Hemsworth, ela disse à Vanity Fair: “Estamos nos redefinindo, para sermos francos, parece estranho para as pessoas que uma pessoa queer (livre de definições de gênero) como eu eu esteja em um relacionamento hetero. Uma grande parte do meu orgulho e minha identidade é ser uma pessoa queer”.

O videoclipe recente da estrela vegana, “Mother Daughter”, mostra pessoas de diferentes tamanhos, habilidades, cores, formas e expressões de gênero.

O discurso do Tinderbox Festival de Cyrus incluía uma mensagem adicional:

“Disseram-me nos bastidores que eu poderia ofender algumas pessoas chamando meu país de lixo”, acrescentando: “Meus amigos que são gays, se sentem inseguros para andar na rua”.

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Aumenta em 469% o interesse dos consumidores britânicos na alimentação vegana

Os consumidores britânicos estão mais curiosos sobre o veganismo do que nunca. Uma nova pesquisa revelou um aumento de 469% no número de pessoas interessadas em estilos de vida livres de crueldade.

O Ceuta Group, uma empresa de serviços que mapeia marcas e consumidores, reuniu dados do Google para descobrir que o número de britânicos pesquisando produtos veganos cresceu 469%. O Ceuta Group também descobriu que o Reino Unido é o quarto maior país europeu para aqueles que procuram alimentos e bebidas à base de vegetais e produtos de saúde e cuidados pessoais sem crueldade, precedidos pela Holanda, Grécia e Portugal.

Por que as pessoas estão se tornando veganas?

Embora o bem-estar animal tenha sido há muito tempo um motivador para aqueles que abandonam produtos de origem animal – sendo esta a principal razão pela qual 79 mil consumidores de carne participaram no Veganuary no ano passado – as preocupações com saúde e meio ambiente estão agora liderando os motivos de mudança entre os britânicos.

O Ceuta Group descobriu um aumento de 159% no número de pessoas pesquisando o impacto ambiental de uma vida vegana. A agropecuária é uma das principais causas do uso (e exaustão) da terra, da água, poluição, extinção de espécies e emissões de gases de efeito estufa.

A análise mais abrangente do impacto da agropecuária no planeta revelou que os alimentos à base de vegetais são a escolha mais eficaz para combater as mudanças climáticas. O pesquisador da Universidade de Oxford e autor do estudo, Joseph Poore, disse que a adoção de uma alimentação vegana é “a melhor maneira de reduzir seu impacto no planeta Terra”.

A pesquisa do Ceuta Group descobriu que o número de britânicos explorando os benefícios de saúde do veganismo aumentou em 61%, tornando-se o segundo motivo mais popular entre a população para abandonar os produtos de origem animal. Pesquisas sobre o veganismo e o bem-estar animal tiveram um aumento de 30%.

Ficar à frente da curva

O Grupo Ceuta, desde então, tem motivado as empresas a expandir a sua gama de produtos para acompanhar as mudanças nas preferências dos consumidores.

Annette D’Abreo, diretora do Grupo Ceuta, disse a Bdaily: “Os consumidores estão prestando mais atenção ao que colocam sobre seus corpos e dentro de em seus corpos quando pensam em saúde, beleza, comida e bebida. Essa mudança sísmica está forçando os donos de marcas a pensar de maneira diferente ”.

“A sustentabilidade, os ingredientes de origem ética, a redução de plástico e a pegada de carbono são temas importantes para as marcas e as escolhas mais saudáveis estão agora na vanguarda das mentes dos compradores”, continuou D’Abreo. Ela acrescentou que é responsabilidade dos varejistas “ficar à frente da curva”.

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Deputados aprovam PL que considera vaquejada, rodeio e prova do laço patrimônios culturais

A Câmara dos Deputados aprovou, por 402 votos a 34, o texto-base do projeto de lei 8240/17, de autoria do senador Raimundo Lira (PMDB-PB), que regulamenta a vaquejada, o rodeio, a prova de laço e outras atividades equestres como manifestações culturais, elevando-os à condição de “bens de natureza imaterial integrantes do patrimônio cultural brasileiro”. A aprovação representa um retrocesso para a luta pelos direitos animais.

A votação da proposta gerou discussões no plenário da Câmara entre os defensores dessas práticas que submetem animais à crueldade e os parlamentares que condenam a exploração e o sofrimento animal promovidos por rodeios, vaquejadas e similares.

(Foto: Reprodução / Portal Amazonas Atual)

A proposta estabelece regras para garantia do bem-estar animal nestas atividades, o que, na teoria, não há como ser aplicado. No rodeio, por exemplo, é impossível realizar a montaria sem usar apetrechos como o sedém, que aperta a barriga do animal, gerando desconforto e dor a ponto de fazê-lo pular. Na vaquejada, um boi é solto em uma arena. Desesperado, ele foge enquanto é perseguido por dois vaqueiros, montados em cavalos, que tentam derrubar o boi puxando-o pelo rabo, o que lhe causa dor. No caso da prova do laço, o objetivo é laçar um bezerro pelo pescoço – o que além de causar dor ao animal, pode provocar lesões graves.

É impossível que essas atividades sejam realizadas de maneira diferente, já que retirar o sedém, parar de puxar um boi pelo rabo ou de laçar um bezerro pelo pescoço impediria que as provas fossem executadas. E manter essas práticas impede a garantia do bem-estar animal, já que todas elas causam intenso sofrimento físico e psicológico aos animais. Portanto, o trecho da proposta que estabelece a garantia do bem-estar animal é impraticável, tendo sido colocado no projeto provavelmente apenas para passar uma boa imagem diante das denúncias recorrentes de maus-tratos contra animais explorados em rodeios, vaquejadas e similares.

Além disso, o texto-base prevê que serão aprovados regulamentos específicos relacionados ao bem-estar animal, com sanções em caso de descumprimento, para cada uma dessas atividades por meio de suas respectivas associações ou entidades legais reconhecidas pelo Ministério da Agricultura. Essas instituições não têm qualquer compromisso com a proteção animal e visam apenas explorar animais para gerar entretenimento humano e lucro para os realizadores dos eventos. Dessa forma, ao colocar nas mãos dessas entidades a responsabilidade pela aprovação de regulamentos de bem-estar animal sobre rodeios, vaquejadas e afins, o projeto condena os animais a viver situações cada vez mais cruéis.

Ao tratar especificamente da vaquejada, a proposta diz que os organizadores devem: assegurar aos animais água, alimentação e local apropriado para descanso; prevenir ferimentos e doenças por meio de instalações, ferramentas e utensílios adequados e da prestação de assistência médico-veterinária; utilizar protetor de cauda nos bovinos; garantir quantidade suficiente de areia na faixa onde ocorre a pontuação, respeitada a profundidade mínima de 40 (quarenta) centímetros. Nenhuma dessas regras, no entanto, impede a crueldade imposta ao animal, que continuará suportando dor física e sofrimento psicológico ao ser perseguido em uma arena e derrubado ao ser puxado pelo rabo.

Além das crueldades relacionadas ao rodeio, à vaquejada e à prova do laço, a proposta também considera modalidades esportivas equestres tradicionais atividades como o adestramento, o polo equestre e a cavalgada. Todas essas práticas tem um ponto em comum: a crueldade e os maus-tratos cometidos contra os animais, que são reduzidos a meros objetos a serem explorados para garantir entretenimento e lucro às pessoas, tendo suas condições de sujeitos de direito e seres sencientes completamente ignoradas.

Para que a análise do projeto seja concluída, os deputados precisam apreciar os destaques – isso é, propostas de alterações ao texto original – apresentados. Após a apreciação, a proposta seguirá para avaliação do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que, devido ao seu histórico de defesa de práticas que exploram e maltratam animais e a sua presença em rodeios durante à campanha eleitoral, certamente sancionará o projeto, tornando-o lei.

Emenda à Constituição

Em 2017, uma emenda à Constituição promulgada pelo Congresso Nacional viabilizou a prática da vaquejada no Brasil após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter declarado a atividade inconstitucional.  Na época, a maioria dos ministros do STF acompanhou o voto do relator, ministro Marco Aurélio, que considerou haver “crueldade intrínseca” aos animais na vaquejada.

No ano anterior, uma lei que tornou a vaquejada manifestação cultural já havia sido aprovada pelo Senado.


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Foca grávida é encontrada morta com um tiro no coração

Foto: SWNS

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O corpo de uma foca grávida foi encontrado em um banco de lama de um rio na quinta feira última (5), autoridades da vida selvagem apuraram que o animal foi baleado no coração por um rifle.

A descoberta anterior dos corpos de outras duas focas grávidas nos remansos do Canal Walton, em Essex, na Inglaterra no início do ano, provocou indignação e um apelo público pedindo que seus assassinos fossem encontrados.

Suspeita-se que os animais foram mortos por pescadores que estavam com raiva das focas por elas estarem interferindo em sua pescaria.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Uma recompensa de £ 3.000 (cerca de 14 mil reais) também foi oferecida pela Sea Shepherd UK, uma ONG de conservação que visa prevenir e desencorajar a matança de focas.

Agora, o grupo voluntário Essex Marine Mammal Resgate e Pesquisa anunciou as descobertas de um post-mortem – ou necropsia – no corpo de uma das focas.

Um porta-voz do grupo disse: “Em janeiro, duas focas mortas foram encontrados com o que parecia ser ferimentos de bala. “Uma das focas foi levada para o Programa de Investigação de Encalhe de Cetáceos (CSIP) para uma necropsia a ser realizada.

Foi confirmado que todas as suposições sobre a morte das focas estavam de fato corretas.

Um relatório escrito por Rob Deaville da CSIP afirma: “Esta foca adulta estava em muito bom estado nutricional na morte e também estava grávida de um feto de dois a três meses.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

“Foi relatado que ela encalhou no canal junto com outra foca e vários relatórios ligaram as mortes a tiros”.

“O exame constatou que a causa da morte era consistente com tiro, com uma única entrada da bala entre as nadadeiras”.

“A bala penetrou parte do coração e a borda do pulmão esquerdo. A bala foi recuperada durante o exame e parecia estar praticamente intacta”.

“O projétil foi provisoriamente identificado como sendo de uma arma calibre 22 e foi retida para análise”. Tony Haggis, que realiza tours pelos remansos dos canais de agua doce, encontrou as focas mortas na época.

Ele disse: “É tão triste, eu espero 12 meses para ver as mães focas darem à luz”.

“Acreditamos que quatro focas foram vistas mortos na água por pescadores, mas apenas duas foram encontradas mortas.

“Infelizmente eles não têm evidências de quem fez isso e o assunto esfriou.

Foto: Hugh Ryono

Foto: Hugh Ryono

“Mas uma vez que foi tornada pública a morte das focas, quem quer que tenha feito isso sabe que todo mundo está olhando e vigiando”.

Tony disse que atualmente aparecem muitos filhotes de focas mortos nos remansos dos rios, embora ele acredite que alguns nasceram prematuros e morreram, o que ele diz ser causado por pessoas que perturbam e incomodam as mães.

Ele acrescentou: “Eu tento dizer às pessoas para manter distância e não perturbá-las, é muito importante que elas possam descansar.

“É uma atitude de respeito.”

Um porta-voz da RSPCA disse: “Aplaudimos os esforços para tentar descobrir o que aconteceu com as focas e aguardamos que os criminosos sejam pegos o quanto antes”.

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Dia Mundial da Lei: legislações criadas para defender animais são ineficazes

Hoje, dia 10 de julho, celebra-se o Dia Mundial da Lei. O ordenamento jurídico é um recurso imprescindível na construção de uma sociedade ética, mas é falho e não protege os animais como deveria.

(Foto: ThinkStock)

Atualmente, muitos municípios brasileiros, principalmente as metrópoles, dispõe de legislações que punem maus-tratos a animais. A nível federal, existe ainda a Lei de Crimes Ambientais, que além de punir práticas ilegais promovidas contra o meio ambiente, combate casos de violência e negligência promovidos contra os animais.

No entanto, nenhuma lei brasileira costuma levar para cadeia aqueles criminosos que praticaram maus-tratos a animais. O caso de Dalva Lina da Silva, a serial killer de animais de São Paulo, foi o primeiro a haver condenação de prisão – mas não em regime fechado. Em 2017, ela foi condenada a 16 anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto. Após ficar cerca de quatro meses foragida, ela foi presa em fevereiro de 2018.

Antes de Dalva, os crimes eram punidos apenas com aplicação de multas e obrigatoriedade do condenado executar serviços comunitários. A condenação da serial killer, no entanto, não mudou o cenário brasileiro e, após a Justiça emitir a decisão de manter Dalva em regime semiaberto por mais de 16 anos, novos casos continuaram a receber penas alternativas que passam bem longe da prisão.

Essas condenações brandas se devem à forma como estão estruturadas as legislações brasileiras relacionadas aos direitos animais. A legislação federal, por exemplo, tem como pena máxima um ano de detenção. Um projeto, que foi aprovado pelo Senado e seguiu para a Câmara dos Deputados, quer aumentar a punição para até quatro anos de detenção. O aumento, porém, não impediria as punições ineficazes. Isso porque, segundo o artigo 44 do Código Penal, a prisão pode ser substituída por alternativas – como multas e prestação de serviços comunitários – se a pena for menor do que quatro anos.

A falta de conhecimento e o descaso das autoridades policiais no combate aos crimes aos quais os animais são submetidos também contribui para este cenário alarmante. É comum que denúncias de maus-tratos a animais não sejam fiscalizadas, assim como a ausência de estrutura do governo, que obrigatoriamente deveria dispor de local, profissionais e insumos para abrigar animais vítimas de violência e abandono, também dificulta a aplicação correta da lei, uma vez que são registrados casos de animais que permanecem em situação de risco devido à impossibilidade de destiná-lo para um lugar adequado.

Todas essas questões favorecem os criminosos e dão força à impunidade, gerando um ciclo vicioso no qual animais são diariamente agredidos, abusados sexualmente, explorados, abandonados, negligenciados e violentados de diversas formas sem que seus algozes paguem por isso.


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Empresas veganas de carne à base de vegetais contribuem para salvar o planeta

Foto: Impossible Foods

Foto: Impossible Foods

O sucesso sem precedentes de empresas veganas como a Impossible Foods e a Beyond Meat foram noticiados e comentados no mundo todo. Um artigo recente no Independent discute a rápida ascensão de mercado das alternativas à base de vegetais para a carne de origem animal, citando as duas companhias como exemplo e comprovando em números que as opções veganas se tornaram uma tendência sólida de mercado.

O texto diz ainda que com esse potencial cresce continuamento o movimento vegano “poderia impulsionar um rápido declínio em relação a contribuição da carne para a crise climática”.

O pesquisador de consumo sustentável Malte Rödl escreve no artigo, originalmente publicado no The Conversation, que “a carne vegana pode reduzir massivamente a pesada carga de emissões e o sofrimento dos animais causados pela agropecuária”.

A agricultura animal libera mais emissões que todo o transporte mundial combinado; a criação de animais para consumo humano é responsável por mais de 51% de todas as emissões mundiais de gases de efeito estufa, sendo sua principal emissão o metano animal, que é 25 a 100 vezes mais destrutivo que o CO2 em um período de 20 anos.

Com esta urgência ambiental, não há desculpa para os consumidores não experimentarem a imensa gama de produtos recém-disponíveis, que têm o mesmo gosto que carne de origem animal, mas sem seu impacto ambiental devastador. E de acordo com os dados acumulados, o público está fazendo exatamente isso – com o GrubHub afirmando que o veganismo é a principal tendência e o líder de pedidos no horário noturno nos EUA é o Impossible Burger.

Além disso, o CEO da Impossible, Pat Brown, falou à New Scientist na semana passada, argumentando que os governos deveriam introduzir impostos sobre carnes para encorajar os consumidores a ficarem atentos às suas compras e perceberem a importância de reduzir seu impacto nas mudanças climáticas.

Brown afirmou à publicação que seu objetivo é acabar com a produção mundial de carne bovina até 2035. Seu produto, o Impossible Burger, gera 87% menos emissões de gases do efeito estufa do que as produzidas a partir de vacas.

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Gatinho resgatado que nasceu com 4 orelhas e perdeu olho vence o abandono e encontra uma família

Foto: frank_n_kitten/Instagram

Foto: frank_n_kitten/Instagram

Este é Frankie, seu nome é uma abreviação de Frankenkitten (Gato Frankestein). Como as fotos mostram, Frankie é um pouco diferente dos demais gatos. Ele nasceu com quatro orelhas e teve que remover um de seus olhos.

No entanto, se alguém dissesse a ele que ele não se encaixava na norma, Frankie provavelmente não entenderia nada. Depois de passar por tudo o que o destino reservou para ele, o gatinho se adaptou a viver no mundo cheio de desafios a ele e mais tarde sua família adotiva para ajuda-lo quando ele fica um pouco sobrecarregado.

“Frankie nasceu em casa suburbana de uma mãe selvagem”, disse o tutor de Frankie, Georgi Anderson, ao Bored Panda. “Ele foi encontrado com um irmão vivo, mas pode ter havido mais gatinhos na ninhada que não sobreviveram.

As pessoas que encontraram os gatinhos, acolheram Frankie e seu irmão por várias semanas para socializá-los e cuidar deles antes de trazê-los para o abrigo para cuidados médicos e adoção”.

Foto: frank_n_kitten/Instagram

Foto: frank_n_kitten/Instagram

Suas quatro orelhas são a primeira coisas que as pessoas veem nele. “Ele também tem uma mandíbula superior (mordida) muito grande que dá ao seu rosto uma aparência muito angulosa.

O gatinho entrou no abrigo de animais com dois olhos, mas um olho se rompeu e precisou ser removido. A remoção do olhos permitiu que ele sobrevivesse, já que se a infecção se tornasse séptica, ela o mataria.

Frankie também tem problemas nas articulações das patas traseiras – os joelhos (rótulas) não ficam fixados no lugar, então ele anda de pernas abertas e os joelhos muitas vezes entram e saem do lugar.

“Por causa da sobre mordida, seus caninos inferiores estavam perfurando o céu de sua boca. Ele também precisa que seus joelhos sejam operados para estabilizar as articulações, mas estou economizando o dinheiro para isso, é muito caro”, disse Georgi.

Foto: frank_n_kitten/Instagram

Foto: frank_n_kitten/Instagram

“Ele também precisa fazer tratamento odontológico para cortar seus caninos inferiores a apenas alguns milímetros acima da linha da gengiva.”

Sua mãe conta que trabalhava no abrigo de animais na época em que Frankie chegou lá: “Eu também era uma cuidadora e oferecia lar temporário, então pediram que eu o abrigasse por uma semana enquanto ele se recuperava da remoção do olho”.

“Não foi tanto o seu visual único que o ligou a mim – foi o seu comportamento doce, a maneira como ele explorou o seu entorno, e buscou conforto de mim”

Foto: frank_n_kitten/Instagram

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“Fui vê-lo antes de seu procedimento e imediatamente fiquei impressionada com o quão doce ele era. Depois de apenas algumas horas em que ele estava em casa para sua recuperação, eu sabia que ele era especial de uma forma que eu não conseguia descrever”.

Foto: frank_n_kitten/Instagram

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“O aspecto físico de sua condição tem algum impacto em sua vida cotidiana. As pequenas orelhas frontais afetam levemente sua audição direcional, já que elas quase funcionam como pequenos protetores de ouvido em seus ouvidos. Ele se ajustou bem com apenas com um olho, mas posso dizer que a visão noturna dele não é tão boa quanto a dos outros gatos. Suas pernas o fazem andar de pernas abertas, mas não causam dor ou afetam a maneira como ele brinca ou pula. Sua boca provavelmente é o maior fator físico de incômodo – ele se esforça para comer ração úmida porque não consegue mastigar muito bem. Ele está em uma dieta só de comida seca e aprendeu a pegar a ração com a língua e trazê-la até sua boca ao invés de usar os dentes”.

Foto: frank_n_kitten/Instagram

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Sua tutora conta que um dia normal para Frankie envolve escolher lugares diferentes para se aconchegar e dormir, emboscando ela todas as manhãs enquanto faz o café da manhã.

“Ele gosta de tentar subir na minha perna e depois sair correndo como um lunático”

“Frankie adora brincar com seu irmão Lucius Malfoy e irritar seus irmãos mais velhos, Minako e Toothless”.

Foto: frank_n_kitten/Instagram

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“Ele dorme um pouco mais e então irrita os cachorros. Ele é um gatinho muito atrevido”, conta ela.

“Sua personalidade é muito agitada, mas ele se sai bem porque também é muito doce. Ele não é excessivamente inteligente, o que tem sido um traço observado em alguns outros gatos com 4 orelhas. Duvido que ele se saísse bem do lado de fora. Ele via um carro e achava que era algo para brincar. Mas Frankie é tão amoroso e carinhoso e parece sentir quando tive um dia difícil. Eu quase poderia dizer que ele tem uma personalidade de cachorro”.

Foto: frank_n_kitten/Instagram

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Frankie é a prova viva de que a beleza de um animal está dentro dele, cada um tem a sua. Ele e seus humanos têm sorte de ter um ao outro e logo ele vai terminar seus tratamentos médicos e tudo vai ficar bem.

Foto: frank_n_kitten/Instagram

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Muitas pessoas já se apaixonaram por Frankie, incluindo suas perfeitas imperfeições, ele tem vários seguidores em suas redes sociais que se desmancham em elogios quando sua tutora posta suas fotos de suas aventuras.

Esse gatinho realmente, nasceu para brilhar.

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