Quase 300 golfinhos apareceram mortos este ano na costa do Golfo do México

Quase 300 golfinhos nariz de garrafa apareceram mortos – três vezes mais do que o normal – trazidos pela maré até as praias da Costa do Golfo este ano. Os cientistas não conseguem explicar o súbito aumento de mortes na espécie, mas alguns pelo menos têm teorias.

Desde fevereiro, 282 corpos de golfinhos foram encontrados em quatro estados em diferentes graus de decomposição, segundo Erin Fougeres, cientista especialista em mamíferos marinhos da NOAA – Administração Nacional Oceânica e Atmosférica.

O estado do Mississippi (EUA) tem visto o maior número de golfinhos mortos, acompanhado de perto pelos estados de Louisiana, Flórida e Alabama.

A NOAA declarou o fenômeno como um “Evento de Mortalidade Incomum”, ou UME, o que significa que o número de golfinhos mortos é alarmante o suficiente para garantir uma resposta oficial.

Uma UME foi declarada pela última vez na área após o derramamento de óleo da plataforma da Deepwater Horizon em 2010; a declaração durou até julho de 2014.

Especialistas externos que trabalham com a NOAA apontaram fatores como a quantidade anormalmente grande de chuva e neve despejada no Sul neste inverno e os efeitos remanescentes do vazamento da Deepwater Horizon como causas potenciais.

“Nós sabemos que este é o inverno mais chuvoso no vale do Mississippi em 124 anos”, diz Fougeres à Time. A precipitação pesada pode diminuir os níveis de sal no Golfo, causando problemas para os golfinhos de água salgada (os golfinhos-nariz-de-garrafa são uma espécie de água salgada).

De acordo com Fougeres, apenas um quarto dos golfinhos mortos tinha “lesões na pele que são consistentes com a exposição de água doce”. Embora não seja incomum encontrar essas lesões em golfinhos nesta época do ano,o grande número descoberto tem deixado Fougeres e seus colegas preocupados, segundo ela.

Fougeres também está considerando outros fatores ambientais que podem contribuir para as altas taxas de mortalidade de golfinhos no Golfo do México, incluindo uma “zona hipóxica” do tamanho de Massachusetts que a NOAA previu no Golfo no início deste mês. Essas zonas são criadas quando o excesso de nutrientes das atividades agrícolas e humanas contamina os corpos de água e reduz os níveis de oxigênio – os cientistas os chamam de “zonas mortas” porque sufocam e matam a vida marinha.

A NOAA acredita que a zona morta do Golfo deste ano será de 7.829 milhas quadradas. Isso é mais de 2.000 milhas acima da média de cinco anos e está próximo do tamanho recorde de 2017, de 8.776 milhas quadradas.

Enquanto Fougeres não sabe se essas “zonas mortas” afetam diretamente os golfinhos, ela acha que isso poderia afetar a disponibilidade de seus alimentos.

O trecho do Golfo, onde os golfinhos foram encontrados, é também a área mais diretamente afetada pelo vazamento da Deepwater Horizon. Na época, quatro milhões de barris de petróleo contaminaram o Golfo por mais de 87 dias antes que o vazamento fosse contido, e Fougeres sugere que a população de golfinhos da região ainda experimenta “algumas condições de saúde adversas contínuas e prolongadas”, o que poderia torná-las mais vulneráveis ao estressores e doenças do meio ambiente, como doença pulmonar e adrenal. O estado de decomposição de muitos dos golfinhos tornou os diagnósticos desafiadores; a NOAA está esperando por relatórios completos de necropsia para confirmar do que os golfinhos estão morrendo.

Esses mamíferos extremamente inteligentes tiveram um ano difícil em outras partes do mundo também. Em março passado, mais de mil golfinhos mutilados foram levados para a costa da França. Acredita-se que eles foram mortos por atividades de pesca comercial.

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Elefantes tocam e acariciam seu amigo morto com as trombas em sinal de luto

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Este é o momento tocante em que imagens flagram uma manada de elefantes em luto lamentando a perda de seu falecido amigo.

Durante a filmagem recém-divulgada, que foi capturada no Parque Nacional Serengeti, na Tanzânia (África), os elefantes caminham diretamente em direção a seu amigo em cenas que lembram uma “procissão fúnebre” antes de se reunir em torno do corpo imóvel do animal.

A manada de elefantes gentilmente toca o amigo, como se o chamasse ou tentasse despertá-lo. O animal morreu de causas desconhecidas, os demais membros do grupo descansam suas trombas no corpo do animal morto enquanto prestam sua última homenagem.

Durante a cena rara e extraordinária, os elefantes lideram uma marcha em direção ao seu amigo morto antes de parar perto de seu corpo.

O grupo circula em torno do corpo do elefante e olha para seu companheiro morto enquanto os abutres observam a cena de uma árvore próxima.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

À medida que mais elefantes continuam a se reunir ao redor da criatura morta, um é visto pressionando e passando a cabeça contra a pele do animal enquanto outro coloca sua tromba gentilmente sobre o corpo do animal.

Depois de levantar as trombas no ar e “saudar” seu amigo morto, a manada lentamente caminha até a borda do campo.

Enquanto os animais se afastam, um elefante permanece ao lado do animal morto e mantém sua tromba pressionada no corpo do animal.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Esta não é a primeira vez que elefantes foram filmados lamentando a perda de um ente querido.

No início deste mês, imagens de tirar o fôlego postadas no Twitter pelo guarda florestal indiano Serviço Exterior da Índia, Parveen Kaswan, mostraram uma manada de elefantes carregando o corpo de um filhote de elefante morto por uma estrada na Índia.

Luto e perda

De acordo com o Smithsonian Institution, o maior complexo de museus, educação e pesquisa do mundo, os elefantes costumam lamentar seus parentes mortos e são conhecidos por terem um grande interesse nos ossos de seus falecidos.

Se os elefantes choram ou não por seus entes queridos perdidos que faziam parte damanada é uma questão que os cientistas vêm tentando responder.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Como os animais vivem em grupos sólidos e têm uma longa expectativa de vida, eles formam fortes laços entre si. Quando alguém morre, é possível que o restante da manada tenha lamentado sua morte.

Em 2016, um vídeo de três diferentes famílias de elefantes visitando o corpo de uma matriarca morta e repetidamente cheirando e tocando o corpo foi compartilhado por um estudante de doutorado.

Ele sugeriu que os animais podem ter tido uma profunda ligação emocional com o corpo e poderiam estar sofrendo a dor da perda.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Outro vídeo deste ano mostra o momento comovente em que um bebê elefante tenta acordar sua mãe, que desmaiou e morreu depois de vagar por uma aldeia na Índia.

O pequeno elefante usava a tromba para acariciar a cabeça da mãe enquanto ela permanecia imóvel, o fato aconteceu em Odisha, no leste da Índia.

Islândia é considerada o país mais amigável aos veganos no mundo

Foto: Grape Vine

Foto: Grape Vine

A Islândia esta sendo considerada o país mais amigável aos veganos no mundo. O país insular nórdico ficou em primeiro lugar no ranking mundial de popularidade do veganismo no ano passado, segundo dados do Google Trends.

O site de culinária, Chef’s Pencil, explorou o “crescimento contínuo do veganismo” mundialmente no início deste ano, analisando quais os países que mais se interessavam pela vida livre de crueldade e baseada em vegetais. O levantamento reuniu dados do Google Trends e constatou que o número de pesquisas relacionadas a produtos vegans cresceu 11% em relação a 2017 e 35% em relação a 2016.

O Google analisa quantas pessoas em diferentes países estão pesquisando “veganismo”, “restaurantes veganos” e “receitas veganas”, entre outras pesquisas. Verificou-se que a Austrália foi o país mais popular para o veganismo em 2018, com o Reino Unido e a Nova Zelândia ficando em segundo e terceiro lugar, respectivamente. Suécia, Canadá, Israel e os Estados Unidos também ficaram entre os dez primeiros.

No entanto, as configurações padrão do Google Trend não incluem países com populações menores. Quando o Chef’s Pencil analisou os dados de todos os países, a Islândia surgiu como o lugar mais popular do mundo para o veganismo.

Ilhas Jersey e Guernsey também apareceram no top cinco com as novas configurações.

“Um olhar mais atento à Islândia mostra que pesquisas relacionadas ao veganismo, como uppskriftir vegan (ou seja, receitas veganas), fegan vegan (ou seja, dieta vegana), ou veganistur (turismo vegano) aumentaram constantemente desde 2013 e estão atualmente em alta,” explica o site. “Os níveis de pico são geralmente no início do ano – provavelmente influenciados pelo Veganuary.”

Veganismo na Islândia

A Islândia nem sempre foi um país amigo dos veganos – o local tem uma longa história de consumo de carne. Mas, de acordo com os principais atores do movimento vegano do país, o crescente interesse do público pelo estilo de vida não pode ser negado.

Foto: Quirky Jerk

Foto: Quirky Jerk

Linnea Hellström, chefe de cozinha e proprietária de uma lanchonete vegana chamada Veganæs, tem “uma missão para veganizar a Islândia”. Hellström ajudou muitas empresas locais a criar pratos veganos e convenceu um café a remover todos os produtos de origem animal de seu cardápio. Ela lançou seu próprio negócio vegano no ano passado e está tão ocupada que o estabelecimento já exige uma expansão.

Ragnar Freyr, o criador do aplicativo Vegan Iceland, disse que “quase não há restaurante na Islândia que não ofereça uma opção vegana”.

Ele destacou que um dos grupos veganos do Facebook na Islândia possui mais de 22 mil membros – cerca de 6,5% da população do país.

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Câmera flagra gatinho confortando cachorro ansioso enquanto o tutor de ambos está fora

Foto: Instagram/ginger_cat_and_vizslas

Foto: Instagram/ginger_cat_and_vizslas

O apoio de um amigo pode ser uma ferramenta poderosa para combater a ansiedade e a solidão – alguém que gentilmente mostra que você não está sozinho e que tudo ficará bem.

Ninguém sabe disso melhor do que Joule – um cachorrinha de natureza doce que odeia ser deixada à própria sorte.

Joule percorreu um longo caminho desde que foi resgatada há quatro anos por Brenna Eckert.

Foto: Instagram/ginger_cat_and_vizslas

Foto: Instagram/ginger_cat_and_vizslas

“Joule sentia muita ansiedade quando a adotamos pela primeira vez”, disse Eckert ao The Dodo. “Nós trabalhamos intensamente com um especialista em comportamento canino para ajudar a resolver alguns de seus problemas nervosos”.

“Ela é certamente um cão bem grudado na gente”, disse Eckert. “Quando estamos em casa, ela sempre precisa estar perto de nós o tempo todo”.

Logo depois que Joule se juntou à família, Eckert adotou outro animal doméstico: um gatinho malhado laranja que ela chamou de Kelvin. Joule e Kelvin se deram muito bem desde o começo – o que parecia ser o destino que os havia unido.

Foto: Instagram/ginger_cat_and_vizslas

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“Os abrigos de animais deram a cada um deles um nome temporário antes de adotá-los”, disse Eckert. “O nome do abrigo de Kelvin era Socks (Meias) e o nome do abrigo de Joule era Sandals (Sandálias). Que irônico que meias e sandálias formassem um par tão perfeito! ”

Mas Eckert nunca poderia ter previsto o quão profundo seria o laço e o vínculo que a cachorrinha e o gato formariam – até que um dia, ela decidiu instalar câmeras de segurança em sua casa toda para monitorar as coisas enquanto ela estava no trabalho.

Foto: Instagram/ginger_cat_and_vizslas

Foto: Instagram/ginger_cat_and_vizslas

Quando Eckert assistiu a filmagem, ela não pode acreditar no que viu. Seu gato descontraído estava docemente consolando sua cachorra tensa. Não apenas por um momento – mas por todo o dia.

“Percebemos que Kelvin e Joule estavam no sofá juntos quase todos os dias”, disse Eckert. “Mudei a câmera para ter uma visão mais próxima do sofá e fiquei impressionada ao ver que eles não estavam apenas compartilhando o sofá, mas eles estavam se aconchegando um no outro também”.

Foto: Instagram/ginger_cat_and_vizslas

Foto: Instagram/ginger_cat_and_vizslas

Eckert ficou tão emocionada que ela postou um dos vídeos no Reddit (plataforma de vídeos, mídia social) com o comentário: “Isso acontece literalmente todos os dias da semana durante as 8 horas que estamos fora de casa”.

Mas Joule não é a única que se beneficia desse arranjo repleto de carinhos. Kelvin também pode ficar sozinho quando Eckert está fora – e Joule preenche essa lacuna perfeitamente.

“A personalidade de Kelvin é muito suave e doce”, explicou Eckert. “Ele adora dormir e ficar quentinho, e ele fica aconchegado ao Joule durante o dia”.

Foto: Instagram/ginger_cat_and_vizslas

Foto: Instagram/ginger_cat_and_vizslas

Se Eckert nunca tivesse instalado as câmeras, esse relacionamento especial teria permanecido apenas entre Joule e Kelvin. Mas Eckert está feliz em saber que alguém está cuidando da cachorrinha ansiosa enquanto ela está longe – mesmo que Joule nem sempre pareça grata a Kelvin.

“Eles só se abraçam assim quando não estamos por perto”, disse Eckert. “Se estamos em casa, Joule quer estar conosco, então ela basicamente ignora o gato.”

A única exceção é se Eckert se deita no sofá – então toda a família se aninha junta.

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Empresa anuncia possibilidade de paralisar operação de balsa para passagem de baleias

A Dersa, responsável pelo serviço de travessias litorâneas, anunciou que é possível que sejam feitas paralisações na operação da balsa entre São Sebastião e Ilhabela, no litoral de São Paulo, devido à quantidade de baleias-jubarte que tem passado pelo canal.

No último final de semana, pelo menos 16 animais foram vistos na região. O projeto Baleia à Vista avistou sete baleias no local no sábado (22) e emitiu um alerta via rádio para o comandante da balsa, que teria feito um desvio no percurso da embarcação para proteger as baleias, impedindo que elas fossem atingidas. As informações são do portal Nova Imprensa.

“Vamos precisar de um sistema de alertas e de intervenção rápida nesses casos, mas o mais importante é uma campanha de educação, treinamento e conscientização para que todos os navegantes respeitem sempre as regras de aproximação a baleias e golfinhos, que aliás são baseados em Leis e Portarias Federais”, alertou o projeto.

O artigo 24 da Estrutura Regimental do Ibama, que segue a Lei nº 7643, de 18 de dezembro de 1987, define regras para prevenir e coibir o molestamento intencional de cetáceos em águas jurisdicionais brasileiras. A lei proíbe que embarcações com o motor engrenado fiquem a menos de 100 metros de distância dos animais; que a embarcação persiga, com o motor ligado, qualquer baleia por mais de 30 minutos, ainda que respeitadas as distâncias; que o curso de deslocamento do cetáceo seja interrompido; que se entre intencionalmente em grupos de cetáceos de qualquer espécie, dividindo-o ou dispersando-o; que se produza ruídos excessivos, tais como música, percussão de qualquer tipo, ou outros, além daqueles gerados pela operação normal da embarcação, a menos de 300 metros; que qualquer tipo de detrito, substância ou material seja despejado a menos de 500 metros do animal.

Período de reprodução

De espécie migratória, a baleia-jubarte procura, todos os anos, águas tropicais mais quentes, onde faz o acasalamento e tem filhotes. Para que esses animais cheguem ao destino, o litoral norte é rota quase certa.

Após o período de reprodução, quando chega o verão, as baleias retornam às águas polares para buscar alimento.


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Reino Unido registra quase mil mortes de galgos explorados em corridas em 2018

Quase mil cachorros da raça galgo explorados em corridas morreram ou foram mortos em 2018 no Reino Unido, segundo a Greyhound Board of Great Britain (GBGB), entidade reguladora desses eventos.

O dado deu força aos pedidos de proibição das corridas. No entanto, segundo o jornal The Guardian, o objetivo da entidade ao divulgar os números é dar início a uma transformação nas corridas, o que ONGs de direitos animais afirmam não ser possível. As informações são do portal 4MEN Magazine.

AFP/Arquivos

Mudar a forma como esses eventos são feitos não é o bastante. De acordo com as associações, é preciso proibir a prática, já que, entre outras razões, as próprias pistas de corrida apresentam riscos para os galgos, que invariavelmente sofrem lesões que impedem que, depois, sejam facilmente adotados.

Muitos dos cães que foram mortos poderiam estar vivos se tivessem encontrado pessoas comprometidas em dar a eles uma chance. Isso porque boa parte dos quase mil cães mortos tiveram suas vidas tiradas devido “aos custos elevados dos tratamentos médicos” e por serem considerados inúteis para os treinadores e competidores, que não tinham mais como explorá-los.

Mais de 200 cães foram mortos nas pistas no ano passado e outros sofreram morte súbita. As mortes, segundo a GBGB, são “evitáveis e desnecessárias”.

“A verdade é que centenas de cães registados como reformados pela GBGB continuam num ambiente comercial, confinados aos canis dos treinadores que continuam a não cumprir com as especificações exigidas, usados para procriação e regularmente forçados a doar sangue ou simplesmente a aguardarem adoção. Outras centenas são vendidos ou dados para criação, para correrem em pistas estrangeiras ou usados para pesquisa e dissecção”, denuncia ao “The Guardian” Trudy Baker, uma organização não-governamental que combate a exploração dos galgos.

A PETA, entidade internacional de defesa animal, também luta contra as corridas. “A indústria das corridas de galgos trata os cães como máquinas. Fora os minutos que passam na pista durante a corrida, passam quase 23 horas do dia confinados a uma jaula ou a um canil”, alertou a organização.

Os galgos são forçados a começar a correr nas pistas aos 18 meses e muitos deles não chegam a idade em que param de ser obrigados a competir – aos 4 ou 5 anos de idade -, pois morrem antes.

Dados da GREY2K USA, citados pela PETA, indicam que os galgos sofreram mais de 15 mil lesões entre 2008 e 2018, desde pernas e colunas partidas até eletrocuções.

Atualmente, as corridas de galgos alimentam casas virtuais de apostas, por meio das quais apostadores podem fazer suas apostas em todo o mundo, especialmente no Reino Unido e na Irlanda, mas também na África do Sul, na Austrália e nos Estados Unidos.

Corridas em Portugal

A exploração e a crueldade animal promovida pelas corridas teve um crescimento, em Portugal, em 2016. As técnicas cruéis de treino, as coleiras que dão choque nos cães mais lentos, os casos de doping e as inevitáveis lesões – que frequentemente os condenam ao abandono e à morte – chegaram ao país português vindas do exterior.

Segundo uma reportagem do portal Visão, aos dois anos de idade os cachorros explorados em Portugal “já se encontram de tal forma desgastados que são aposentados”, revela a reportagem.

As consequências das corridas na vida dos animais são terríveis e alarmantes. De acordo com o jornal Público, muitos cães são abandonados, quase todos com sequelas físicas e psicológicas. Assustados, amedrontados e com cicatrizes pelos corpos, eles são deixados à própria sorte, conforme explicou ao portal Cristina Gonçalo, fundadora da Katefriends, entidade que luta contra o abandono de galgos em Portugal.

Projeto de lei

Em Portugal, um projeto de lei, de autoria do deputado André Silva (PAN), que visa proibir as corridas de galgos em todo o território nacional, foi entregue à Assembleia da República no início de 2019. A proposta estabelece multas e penas de prisão para quem desobedecê-la.

Existem seis pistas, todas amadoras, no país, além de um campeonato nacional e mais de 20 criadores de galgos que os exploram em corridas.

O partido do deputado criou ainda uma petição contra as corridas. O abaixo-assinado conta com 6.499 adesões. “Sendo criados com o único propósito de correr e vencer, muitos cães jovens e saudáveis são descartados e mortos. Os cães que vão para as pistas enfrentam um duro programa de treino e, durante os treinos e as corridas, sofrem riscos significativos de lesões, como fraturas de pernas ou traumatismos cranianos. Alguns chegam a morrer de ataque cardíaco devido ao intenso desgaste físico. Os danos físicos são muitas vezes considerados ‘inviáveis financeiramente’ para serem tratados e o treinador – que se diz ‘tutor’ – opta por matar o cão”, afirma a petição.


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Cinco rinocerontes negros mantidos em cativeiro na Europa serão libertados em Ruanda

Manny é um dos cinco rinocerontes que estão sendo transferidos | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Manny é um dos cinco rinocerontes que estão sendo transferidos | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Os animais estão sendo transferidos por via área, são 6 mil quilômetros de distância, a operação representa o maior transporte de rinocerontes da Europa para a África já realizado, e só ocorre após anos de preparativos.

Menos de 5 mil rinocerontes negros selvagens e apenas mil rinocerontes negros orientais restaram na África e permanecem sob ameaça de caça.

Três rinocerontes negros do sexo feminino e dois do sexo masculino, com idades entre dois e nove anos, foram escolhidos para a mudança para o Parque Nacional de Akagera.

Todos os cinco nasceram e cresceram na Europa e estiveram em cativeiro por toda a vida.

Jasmina esta sendo transferida para a reserva africana com os demais | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Jasmina esta sendo transferida para a reserva africana com os demais | Foto: Simona Jirickova/Safari Park Dvur Kralove

Jasiri, Jasmina e Manny nasceram no Safari Park Dvur Kralove na República Tcheca, Mandela vem do Ree Park Safari na Dinamarca, e Olmoti é da Flamingo Land no Reino Unido.

Eles foram doados ao Conselho de Desenvolvimento de Ruanda em um esforço para impulsionar a população de rinocerontes negros na África Oriental.

Espécie em extinção

Na década de 70, haviam milhares desses magníficos animais por toda a África, mas atualmente, os rinocerontes negros e brancos foram levados à beira da extinção pela caça implacável e cruel da espécie.

Alimentada pela demanda das classes médias cada vez mais ricas da China e do Vietnã, a caça aos rinocerontes por seus chifres tem crescido.

Após cortado do corpo dos animais, o chifre é comercializado ilegalmente no mercado paralelo.

Alguns compradores ignorantemente acreditam que o item possa curar o câncer, enquanto outros querem o objeto apenas para ostentar como símbolo de status social.

Acredita-se que esse comércio gere em torno de 13 bilhões de libras por ano.

O Projeto Botsuana de Conservação aos Rinos advertiu que se a caça ao animal continuar no ritmo atual, eles estarão extintos até 2024.

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Adolescente é filmado pelos amigos agredindo um gambá repetidas vezes

Foto: Snapchat

Foto: Snapchat

Um adolescente foi acusado legalmente de crueldade com os animais após um vídeo em que ele arranca um gambá de uma árvore durante a noite e ataca-o brutalmente ter sido divulgado nas redes sociais.

O jovem de 19 anos que mora em Cannonvale nos Whitsundays (Austrália) foi filmado por amigos segurando o gambá de cabeça para baixo pelo rabo e repetidamente perfurando-o no rosto e no corpo.

Outra pessoa que não foi incluída na gravação também atacou gambá, que em determinado momento pareceu se afastar dos agressores.

Ele então começou a jogar o gambá sem a menor cerimônia na sacada.

Foto: Snapchat

Foto: Snapchat

A filmagem foi enviada para o Snapchat e vista pela polícia pouco tempo depois, que confirmou que o adolescente havia sido acusado de crueldade com animais.

A polícia disse que o caso continuaria a ser investigado.

A filmagem do Snapchat foi legendada como “missão cumprida” quando foi compartilhada na conta do infrator.

Michael Beatty, porta-voz da RSPCA da austrália com sede em Queensland, disse ao 7News que a filmagem era preocupante.

“É terrível”, disse ele.

“É um ato de crueldade premeditado e mostra uma total falta de empatia com os animais”

Ele também disse que estava preocupado que os adolescentes parecessem ter prazer em causar dor aos animais.

O infrator principal deve comparecer ao tribunal em 16 de julho para responder por seu crime.

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Rinocerontes tem os chifres envenenados para não serem mortos por caçadores

Foto: Caters/Teagan Cunniffe

Foto: Caters/Teagan Cunniffe

Conservacionistas “envenenaram” os chifres dos rinocerontes numa tentativa de protegê-los da ameaça constante de morte que os animais enfrentam dos caçadores da região.

Eles costumam vender os chifres em toda a Ásia para utilização na medicina tradicional chinesa e podem conseguir mais de 50 mil dólares no mercado negro por chifre.

Foto: Caters/Teagan Cunniffe

Foto: Caters/Teagan Cunniffe

O Rhino Rescue Project (Projeto de Resgate de Rinocerontes) usa toxinas amigáveis aos animais (ectoparasiticidas) e corante indelével no processo de “envenenamento”, que pode causar sintomas como náuseas, vômitos e convulsões graves aos humanos em graus variados, dependendo da quantidade consumida.

O tratamento é perfeitamente seguro para os rinocerontes, sem efeitos prejudiciais registrados neles ou em seus descendentes subsequentes.

O trabalho do Rhino Rescue Project na África do Sul foi captado pelas lentes do fotógrafo Teagan Cunniffe, de 28 anos, semana passada.

Ele disse: “O tratamento dura entre três e cinco anos, um ciclo completo de crescimento de chifre. Depois disso, ele precisa ser administrado novamente. “Isso custa de 500 dólares por toda a operação, incluindo equipe e materiais de campo.

“Minhas fotografias mostram o processo de tratamento do chifre pelo Rhino Rescue Project e The Ant Collection, desde a localização e passando pela sedação do rinoceronte, até a recuperação de Mokolo (rinoceronte).

Foto: Caters/Teagan Cunniffe

Foto: Caters/Teagan Cunniffe

O Rhino Rescue Project vem realizando esses procedimentos desde 2011, e até hoje apenas 2% dos rinocerontes que foram tratados morreram – e isso levando em conta uma combinação de caça e causas naturais.

Teagan, da Cidade do Cabo, acrescentou: “Minha foto favorita é a imagem do drones que mostra as pessoas envolvidas no processo de tratamento de Mokolo”.

“Eu queria que as sombras dos humanos fossem a principal característica: os guardiões sem rosto de um rinoceronte vulnerável. Nós somos os únicos que podem salvar esta espécie da extinção”.

“Este é um esforço anti-caça proativamente muito bem-sucedido, e acredito que todos os rinocerontes devem passar por esse processo de tratamento”, concluiu ele.

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Cão que era “filho único” ganha irmão filhote e não gosta muito da ideia

Kevin parece dizer aos pais com sua expressão: O que vocês fizeram? | Foto : Carleigh Johnson Stroup

Kevin parece dizer aos pais com sua expressão: O que vocês fizeram? | Foto : Carleigh Johnson Stroup

Por quatro anos Kevin, foi o único membro canino de sua família. Isso significava que ele era alvo de todos os carinhos, atenções, cuidados e mimos dos demais moradores de seu lar.

O cãozinho nunca teve que dividir a atenção de sua família com ninguém. Então, de repente, tudo mudou. E ele não gostou muito disso.

O cão ciumento e adorável é o querido animal doméstico de Carleigh Johnson Stroup e seu marido. Eles se apaixonaram por ele desde o começo. “Kevin é tão doce e amoroso”, disse a mamãe coruja Stroup ao The Dodo.

Kevin enquanto era "filho único" | Foto : Carleigh Johnson Stroup

Kevin enquanto era “filho único” | Foto : Carleigh Johnson Stroup

“Nós nunca podemos nos deitar sem que ele imediatamente se deite junto com um de nós, ele está sempre conosco”. Pode-se dizer que Kevin era realmente o rei da casa. Mas as coisas mudaram e isso não é assim mais agora.

Algumas semanas atrás, Stroup e seu marido decidiram aumentar sua família adotando um novo cãozinho filhote – esse novo membro escolhido foi um cachorrinho agitado e ansioso por atenção, chamado Lyle.

Lylo | Foto : Carleigh Johnson Stroup

Lylo | Foto : Carleigh Johnson Stroup

Acontece, no entanto, que eles se esqueceram de consultar Kevin antes sobre a questão.

E com isso, o estilo de vida tranquilo e relaxado que Kevin desfrutava na casa – livre de aborrecimentos ou competição por afeição – acabou.

Lyle trouxe com ele toda uma nova energia e dinâmica para a casa. Uma vibração de cachorro filhote e brincalhão ao extremo.

Kevin, inicialmente, não foi tímido em demonstrar seus sentimentos sobre o assunto. Aqui está o vídeo da reação de Kevin:

“A cara que ele fez, sua expressão é absolutamente sua assinatura registrada. É como se ele tivesse dito: ‘O que foi que vocês fizeram’?”, disse a tutora e mãe de Kevin.

“Desculpe Kevin. Esta é sua vida agora”, responderam os pais de Kevin à sua expressão de descontentamento explícita.

Apesar de ser, como diz Stroup, “o oposto absoluto de Kevin”, o pequeno Lyle simplesmente adorou seu novo irmão mais velho. O pequenino, encantando com o outro, seguia-o por toda parte, copiando o irmão nas mínimas coisas.

Foto: Carleigh Johnson Stroup

Foto: Carleigh Johnson Stroup

“Ele só quer ir para onde Kevin vai, se Kevin come, ele come, se Kevin deita, ele deita”, disse Stroup. “Lylo é absolutamente obcecado por ele”.

Todo o tempo sem descanso de Kevin agora é coisa do passado.

Lyle é como um gêmeo conjugado, não larga o irmão por nada. “Até as necessidades eles fazem juntos”, conta a tutora bem-humorada.

Foto: Carleigh Johnson Stroup

Foto: Carleigh Johnson Stroup

Stroup disse que, embora tenha levado algum tempo para Kevin a se acostumar, ele também passou a gostar dos encantos juvenis do recém-chegado.

“Mesmo depois de todas as tentativas de Lyle de arruinar a paz e tranquilidade de Kevin, eles se tornaram inseparáveis, os melhores amigos”, disse Stroup. “Kevin gosta de ter um irmão para ficar com ele quando estamos fora”.

“Um não vive sem o outro”.

Foto: Carleigh Johnson Stroup

Foto: Carleigh Johnson Stroup

Com o tempo, Lyle sem dúvida amadurecerá para um nível de energia mais adequado ao que Kevin está acostumado. Até então, pelo menos, ele parece estar aproveitando a diversão.

E quanto ao amor e carinho de seus pais?

Felizmente, ainda há muito para amor transbordando por todos os lados para todos os membros da família.

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