Piloto vegano Lewis Hamilton condena matança bárbara de baleias e golfinhos

Foto: f1i.com

Foto: f1i.com

O atleta de ponta e amante dos animais se manifestou contra a crueldade com os animais mais uma vez nas redes sociais

O campeão de Fórmula 1 vegano, Lewis Hamilton, condenou o massacre bárbaro de baleias e golfinhos para seus 11,4 milhões de seguidores no Instagram.

O atleta, que criticou a indústria da carne por “tortura animal” no ano passado, republicou uma imagem gráfica da Save The Reef da matança anual de cetáceos que ocorre nas Ilhas Faroe.

Enojado

Hamilton, que primeiro revelou que adotou uma dieta baseada em vegetais em 2017, escreveu: “Isso é tão perturbador. Como você pode honestamente fazer isso com outro ser? Nojo!”.

Imagem das Ilhas Faroe | Foto: Sea Shepherd

Imagem das Ilhas Faroe | Foto: Sea Shepherd

Ele também incluiu a legenda original da foto, que descreve como os animais são mortos – uma ‘tradição’ que supostamente vem acontecendo desde 1584.

Perfurados com uma lança na coluna

“Os pescadores entram na água em barcos e assim que os grupos de baleias chegam perto da baía, os caçadores as cercam e as levam para a terra para serem encurraladas e mortas”, diz o post do Instagram.

Imagem das Ilhas Faroe | Foto: Sea Shepherd

Imagem das Ilhas Faroe | Foto: Sea Shepherd

“Quando as baleias estão próximas o bastante, um gancho é inserido em seus orifícios respiratório para arrastá-los até a costa e seus pescoços são esfaqueados com uma lança serilhada e suas medulas espinhais cortadas, o que reduz ainda mais o suprimento de sangue para o cérebro.

“A baleia perde a consciência e morre em poucos segundos”.

Porquinha resgatada pede carinhos na barriga da forma mais doce

Foto: Catskill Animal Sanctuary

Foto: Catskill Animal Sanctuary

Inúmeros vídeo tem mostrado porcos que, com seu temperamento doce, desafiam todos os estereótipos imerecidos que as pessoas tendem a ter sobre eles. Como sujos ou burros. Além de muito inteligentes (cientificamente mais que os cães, inclusive), os porquinhos adoram tomar banho e são muito limpos.

Qualquer um que se desejar levará apenas um momento para aprender de verdade como são os porcos, quando estão em um ambiente seguro e amoroso, verá que animais doces eles podem ser e quão errados são os equívocos divulgados sobre eles.

Basta olhar para a Irmã Mary Frances, a porquinha resgatada do vídeo, para perceber como esses animais são expressivos, carinhosos e dóceis, mas além de tudo isso Mary ganha de muitos animais quando se trata da quantidade de carinhos e “coçadas” que ela quer. E ela não se esquiva de exigir essa atenção tão necessária para sua felicidade. Ela tem muita sorte em ter um cuidador que esteja pronto para lhe dar todas as “coçadinhas” na barriga que ela precisa.

A porquinha simplesmente se joga no chão mostrando sua protuberante barriguinha para receber as “coçadinhas” tão preciosas e necessárias para sua felicidade. Irmã Mary Frances adora explorar pelo santuário e se divertir com seus demais amigos animais.

Esta adorável porquinha barriguda chegou ao Santuário pouco antes do Natal de 2014. Um apoiador de longa data resgatou a Irmã Mary Frances quando seus guardiões perderam a casa e não puderam levá-la consigo quando se mudaram.

Foto: Catskill Animal Sanctuary

Foto: Catskill Animal Sanctuary

Irmã Mary Frances foi criada como um porco doméstico e viveu sempre dentro de casa. No auge da dificuldade de perder sua família, ela teve que fazer a transição para viver a vida lá fora.

A princípio, a irmã Mary Frances passava muito tempo dentro de casa, escondendo-se na cozinha enquanto a equipe do santuário se movimentava em torno dela. Jasmine, a primeira amiga da porquinha, ajudou-a a sair da sua concha e desfrutar do ar livre.

Ela agora é livre para correr por onde quiser, vive como quiser durante o dia e se aconchega sob cobertores no celeiro à noite.

A Irmã Mary Frances mora no santuário Catskill Animal Sanctuary – uma organização sediada em Nova York que resgata animais de fazenda e se esforça para inspirar a mudança social. Nem todo porco é tão sortudo quanto ela. Em todo o mundo, há numerosos animais de fazenda vivendo em condições terríveis e sofrendo abusos intermináveis.

Oito fatos curiosos sobre os porcos

Segundo a ONG de proteção animal, World Animal Protection, os porcos são vítimas de preconceito estereótipos equivocados e injustos, seguem os oitos fatos que desacredita essas ideias falsas:

1. Porcos são nossos parceiros de longa data

Os porcos são umas das espécies mais antigas de animais de fazenda. Eles foram domesticados pelo homem antes mesmo das vacas, há cerca de seis mil anos. Atualmente, existe um bilhão de porcos no mundo (aproximadamente) e eles podem ser encontrados em todos os continentes.

Embora a maior parte dos suínos esteja concentrada no campo, eles conquistam o coração de muita gente nas cidades, onde são criados como animais domésticos. Max, o porco de estimação do galã George Clooney, viveu por 18 anos com o ator em sua mansão em Hollywood.

2. Porcos são muito sociáveis

Eles são capazes de formar laços com pessoas e outros animais e de demonstram afeto. Gostam de viver em grupo e de dormir juntos, às vezes aninhando-se nariz com nariz.

Aliás, encostar um nariz no outro é seu jeito preferido de cumprimento!

3. Porcos são bons de garfo

Sua fama de comilão não é à toa. Por serem animais onívoros, os porcos comem praticamente qualquer coisa – até pequenos répteis! Mas isso não quer dizer que não saibam apreciar um bom prato. Eles comem devagar e saboreiam a comida. Seus alimentos preferidos são grama, raízes, frutas e sementes, mas podem se adaptar à dieta de acordo com a disponibilidade de alimento.

Descansar também é sua praia. Eles dormem 5 horas por dia, mas podem passar até 19 horas deitados.

4. Porcos são bastante eloquentes

Eles se comunicam entre si o tempo todo, e não é só para dizer “óinc”. São mais de 20 tipos de sons, usados em diferentes situações – um simples “olá, amigo” ou um “estou com fome”.

E eles sabem se fazer ouvir: o grunhido de um porco adulto pode chegar a 115 decibéis – quase tão alto como uma buzina de carro!

Os leitões podem reconhecer a voz de suas mães os chamando para o jantar, e, enquanto os amamenta, elas cantam para acalmar seus bebês.

5. Porcos são – sim! – muito limpinhos

Eles nunca utilizam o local em que comem e dormem como banheiro. Isso só acontece quando não há espaço suficiente. Os porcos também adoram tomar banho em água:

E por que ficam na lama, então? Os suínos usam a terra molhada por outra razão: como não conseguem transpirar, a lama os ajuda a se refrescar nos dias mais quentes e funciona como um protetor solar para suas peles delicadas. Quando ouvir a expressão “suando como um porco”, saiba que isso é impossível.

(Aliás, existe uma teoria de que a expressão ‘suando como um porco” não se refira ao animal, mas a um instrumento utilizado para fundição de ferro que também recebe esse nome).

6. Porcos são muito inteligentes

Eles são curiosos e perspicazes, e têm uma excelente memória. Estão em 4º lugar entre as espécies mais inteligentes do planeta, à frente até mesmo dos cães.

Seu nível de inteligência cognitiva (semelhante à de uma criança de três anos) permite que eles reconheçam seus nomes, obedeçam a comandos, sonhem e usem espelhos para localizar comida.

Estudos mostraram que os porcos são capazes de lembrar direções e encontrar o caminho de casa mesmo a longas distâncias, além de se recordar de pessoas e outros porcos.

7. Porcos adoram se divertir

Como as crianças, os porcos também amam brincar de jogar bola, pega-pega, corrida e outros jogos. Eles transformam em brinquedos caixas de pape

8. Porcos são heróis

Existem muitas histórias de porcos que salvaram a vida de pessoas. Eles já salvaram humanos e outros animais de incêndios, afogamentos e até assaltos.

Eles também têm um grande coração. Quando veem um outro animal ou uma pessoa em sofrimento, demonstram desconforto e tentam fazer com que se sintam melhor.

Por que você deve saber mais sobre porcos?

Atualmente, muitos porcos são criados em locais nos quais não podem expressar seus comportamentos naturais, como brincar, manter-se limpo ou socializar com outros animais. Conhecer as características de uma espécie nos ajuda a compreender suas necessidades físicas e mentais, e a proporcionar a ela melhores condições de vida.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA


 

Projeto indiano incentiva as pessoas a contarem histórias sobre as mudanças climáticas e a poluição do ar

“Queríamos simplificar o processo de divulgação dessas histórias e compartilhamos (isso) com as pessoas” (Foto: PLUC/Getty)

“Queríamos simplificar o processo de divulgação dessas histórias e compartilhamos (isso) com as pessoas” (Foto: PLUC/Getty)

Por David Arioch

Tamseel Hussain acompanhou com atenção a escalada da poluição do ar na Índia, que atingiu níveis alarmantes quatro anos atrás. Ele estava tão interessado em documentar o problema que, com um grupo de especialistas em redes sociais e storytelling, construiu a plataforma Let Me Breathe (Me deixe respirar, em tradução livre para o português).

O que começou como uma hashtag, usada pelos moradores de Nova Déli que queriam criar blogs para registrar a elevada poluição do ar, transformou-se hoje numa plataforma central, unindo histórias fragmentadas sobre poluição, mudanças climáticas e sustentabilidade em toda a Índia.

“Queremos ser parte da solução. A maioria das pessoas na Índia tem celulares. Pela resposta que estávamos vendo nas redes sociais, era evidente que as pessoas queriam contar as suas próprias histórias sobre poluição. Eram essas vozes que queríamos amplificar por meio da nossa plataforma e da nossa rede”, informa Hussein.

Hussein criou a iniciativa People Like Us Create (Pessoas como nós criam, em tradução livre), que utiliza vários formatos, incluindo TV e as plataformas Let Me Breathe, para contar histórias sobre poluição compartilhadas por todos — de agricultores a estudantes e catadores de lixo.

O projeto já teve a participação, por exemplo, de estudantes que falaram sobre como descobriram a existência de florestas ao redor das suas casas e sobre como a poluição afetava as árvores. Com isso, os jovens conectavam as suas histórias à narrativa global sobre sustentabilidade e a emergência climática.

Também contribuíram agricultores em Punjab, que queimavam raízes e caules dos arrozais após a colheita. “Percebemos que a queima estava causando muita poluição. E é importante destacar as histórias imparciais de agricultores envolvidos na prática”, conta Hussain.

De acordo com o indiano, em vez de culpar uns aos outros, esses agricultores aprenderam, com cursos sobre storytelling em celulares, a se manifestar e expressar suas preocupações.

“Queremos inspirar as pessoas a usarem os seus celulares para contarem histórias de poluição que talvez não recebam uma cobertura suficiente da mídia tradicional, mas que são cruciais para que as pessoas tomem decisões informadas”, reforça o idealizador.

E acrescenta: “Além disso, queríamos simplificar o processo de divulgação dessas histórias e compartilhamos (isso) com as pessoas, em apenas alguns passos simples. Foi aí que entrou a plataforma”.

Cinco trilhões de sacolas plásticas serão usadas em 2019

Poderíamos cobrir a França com a quantidade de sacolas plásticas consumidas por ano (Foto: Shutterstock)

Poderíamos cobrir a França com a quantidade de sacolas plásticas consumidas por ano (Foto: Shutterstock)

Por David Arioch

De acordo com a organização Ocean Watch e o site The World Counts, a estimativa é de que cinco trilhões de sacolas plásticas serão usadas no mundo todo em 2019.

Isso significa 160 milhões de sacolas plásticas utilizadas por segundo e um total de plástico que poderia cobrir duas vezes a França ou, se colocarmos uma sacola atrás da outra, poderíamos dar a volta ao mundo sete vezes.

No Brasil, a qualquer compra, por mínima que seja, até mesmo de um artigo do tamanho de um dedo, há o costume de colocar o produto em uma sacolinha antes de entregá-lo ao consumidor.

Outra prática usual é não colocar produtos diferentes na mesma sacola, demandando inúmeras sacolas plásticas para produtos que caberiam somente em uma, e que, para benefício do meio ambiente, poderia ser basicamente uma ecobag.

Além disso, os consumidores poderiam ser reeducados a não exigirem inúmeras sacolas em qualquer circunstância, e até mesmo a motivarem comerciantes a estimularem outros consumidores a optarem por uma alternativa menos nociva ao meio ambiente. Quem sabe, oferecendo ecobags ao lado do caixa, que já é uma realidade crescente no mundo.

Sabemos também que há produtos e itens que não demandam sacolas. É apenas uma questão de costume, e que pode ser facilmente adaptado. Não é novidade também que a maioria das sacolas plásticas passa por descarte incorreto e pode levar pelo menos 200 anos para se decompor.

Até lá, muitas são jogadas em qualquer lugar, entopem bueiros, dificultam o escoamento da chuva e potencializam inundações, além de pararem nos oceanos, interferindo na vida marinha.

E podem ainda criar uma camada plástica que impermeabiliza o solo, além de liberar toxinas na atmosfera. E se você é vegano, é válido ponderar que muitas das sacolinhas plásticas trazem gordura animal na composição.

As matérias-primas mais comuns são o petróleo e o gás natural, mas a gordura animal é usada com a finalidade de facilitar o processamento dos polímeros brutos e reduzir a fricção do material – o que também é um bom motivo para abolir ou pelo menos desacelerar esse consumo.

Sacerdote cubano faz campanha no Brasil contra sacrifício animal em rituais religiosos

O sacerdote cubano Dagoberto Isaac Cordero Chirino, de 66 anos, conhecido como Alawowwo, está fazendo uma campanha no Brasil contra o sacrifício animal em rituais religiosos. O objetivo dele é convencer pais e mães de santo a parar de matar animais.

Alawowwo veio ao Brasil a convite de mãe Solange, uma ialorixá proprietária do terreiro de canbomblé Roça dos Oxirás Afro-brasileiros, em Guarulhos (SP). Os dois se aproximaram, após se conhecerem em Cuba, porque mãe Solange queria parar de fazer sacrifícios de animais nos trabalhos que realiza.

O sacerdote Alawowwo (Foto: Eduardo Knapp / Folhapress)

Adepto do culto yezam (Ozaín), uma religião africana de 4,5 mil anos que nunca fez sacrifício animal, Alawowwo veio ao Brasil com a esposa, Marta de Armas Sotolongo, com quem é casado há 35 anos e tem três filhos. Os dois se hospedaram em uma casa a meio quarteirão do terreiro Roça dos Oxirás Afro-brasileiros.

Em 2016, Alawowwo iniciou mãe Solange no culto yezam. “Desde então não faço mais sacrifício animal em minha casa”, afirma ela, em entrevista exclusiva ao jornal Folha de S. Paulo.

Com algumas similaridades com a umbanda e o candomblé, o yezam nasceu no Benin, na África, e chegou a Cuba e a outros países da América Latina ao ser trazido por escravos africanos. A religião deve chegar, também, ao Brasil, caso os planos de mãe Solange e Alawowwo derem certo.

“Yezam é mais antigo que o candomblé e a umbanda, e tem alternativas para o uso do sangue”, afirma Alawowwo. Essas alternativas, porém, não podem ser expostas a quem não for iniciado no culto.

“Todas as religiões um dia fizeram sacrifício animal, os cristãos, os muçulmanos, os budistas. Mas se adaptaram às mudanças da sociedade e não fazem mais isso”, diz Alawowwo. “Até hoje nas missas católicas os padres falam ‘o sangue de Cristo’ quando levantam o copo, mas não é mais sangue que tem ali. Agora está na hora das religiões de origem africanas se adequarem aos tempos modernos”, completa.

A mãe de santo Solange Buonocore (Foto: Eduardo Knapp / Folhapress)

Os animais são mortos durante os rituais de iniciação, quando o sangue deles é usado, e para despachos oferecidos aos orixás. A justificativa para os sacrifícios é o uso do sangue na comunicação com as entidades. São mortos galinhas, patos, pombos, bodes, carneiros e bois e, depois, a carne é assada e consumida. Até mesmo o couro é utilizado para fabricação de instrumentos de percussão.

O sacrifício animal é legal, segundo a legislação brasileira. Em março deste ano, o Supremo Tribunal Federal decidiu, após realizar uma discussão sobre o tema que se iniciou em agosto de 2018, que a prática é constitucional. A lei, no entanto, determina que não pode haver crueldade nos sacrifícios, cabendo punição de até um ano de detenção em caso de maus-tratos. Não são, no entanto, todos os terreiros que praticam o sacrifício. Aqueles denominados “mesa branca” não o fazem.

“Na Europa já é proibido matar animais em cerimônias religiosas. As religiões africanas no mundo todo sofrem pressão das organizações de defesa dos animais e dos governos, e o culto de Yezam é um caminho”, diz Alawowwo.

O objetivo, agora, é conscientizar os pais e mães de santo brasileiros através de palestras e encontros, que serão organizados por mãe Solange. Até o momento, Alawowwo não tem compromissos agendados no Brasil, mas permanecerá no país pelo menos até meados de agosto. “É um trabalho complicado, mas estamos apelando à inteligência, à sensibilidade e à fé de integrantes de outros cultos”, concluiu o sacerdote.

Candomblé vegetariano

No Brasil, a mãe de santo Iya Senzaruban, decidiu parar de usar o sangue de animais em rituais do candomblé e começou a dar palestras e cursos sobre o que ela chama de “candomblé vegetariano”. Em entrevista exclusiva à ANDA, Iya afirmou que “a proposta do vegetarianismo no candomblé é fazer de uma outra forma, sem prejudicar o tipo de energia que a gente trabalha, sem mudar muito. As mudanças são muito poucas”. De acordo com ela, “não são eliminados os elementos da natureza, que é o que o candomblé trabalha, as forças da natureza”, mas são feitas mudanças “que vão desde a comida de santo, que não usa nem camarão ou ovo, nada de origem animal”.

A mãe de santo Iya Senzaruban (Foto: Divulgação)

“Não dá para buscar a mesma energia, porque a energia de sangue é muito pesada. Ela traz muita proteção mas ao mesmo tempo traz muita sujeira espiritual. Hoje em dia eu procuro ter uma limpeza espiritual e conseguir a mesma coisa sem ter que fazer uma matança: livrar as pessoas de problemas, principalmente na área de saúde, de doenças graves”, disse.

Estudos já comprovaram que o consumo de produtos de origem animal é prejudicial para a saúde humana. A mãe de santo, porém, lembra que eles fazem mal também para a espiritualidade de quem os consome. “Matar os animais é algo que espiritualmente não faz bem, pois você está tirando a vida e depois comendo cadáveres”, afirmou. Por outro lado, os vegetais, lembrou Iya, “não atingem a aura da pessoa”.

“O vegetarianismo é um estilo de vida para o bolso, para a saúde mental, espiritual e psicológica, pois tudo está ligado”, afirmou a mãe de santo.

Ao ser questionada sobre o que pretende o candomblé vegetariano, Iya respondeu: “a minha função, assim como para quem se sente nesta situação, é encontrar uma nova forma de louvar os orixás sem ofender os outros seres vivos. Eu acho que é uma demonstração de boa vontade para com Deus.”


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Famílias ribeirinhas protegem desovas de quelônios no Acre

Eles registram o número de ninhos, de ovos e de filhotes vivos e soltos nos rios (Foto: SOS Amazônia/Divulgação)

Eles registram o número de ninhos, de ovos e de filhotes vivos e soltos nos rios (Foto: SOS Amazônia/Divulgação)

Por David Arioch

Desde 2003, e com o apoio da associação SOS Amazônia, famílias ribeirinhas do Acre protegem voluntariamente desovas de quelônios como tartarugas, tracajás e iaçás em praias do Rio Juruá, situadas na região do Parque Nacional da Serra do Divisor e da Reserva Extrativista Alto Juruá.

Nas duas maiores Unidades de Conservação (UC) do Acre, que concentram grande diversidade biológicas na fronteira com o Peru, os ribeirinhos têm desempenhado papel fundamental na proteção das praias e no monitoramento da desova, eclosão dos ovos e da soltura dos filhotes.

“Demonstram muito amor pela causa. As crianças acompanham os pais nessa atividade, o que as aproxima da prática de conservação dessas espécies. Eles registram o número de ninhos, de ovos e de filhotes vivos e soltos nos rios”, destaca a SOS Amazônia.

As informações coletadas e registradas em fichas de campo são repassadas à associação que analisa e monitora os resultados. “Por outro lado, e muito importante também, são as pessoas e empresas que, mesmo de longe, ajudam esse trabalho a acontecer, fazendo doações no nosso site institucional”, informa.

Com os recursos arrecadados a SOS Amazônia consegue mobilizar mais famílias na proteção de quelônios – entregando kits de proteção das praias, realizando visitas técnicas e distribuindo material para registro e mapeamento, além de acompanhar o período de soltura dos filhote de quelônios.

A expressão zangada desse gato está fazendo dele uma estrela da internet

Foto: LouisandMonae/Instagram

Foto: LouisandMonae/Instagram

A expressão de raiva e braveza do gato Louis engana muita gente, mas é tudo só aparência pois ele é um amor em todos os aspectos.

O gato persa de 6 anos de idade, que ostenta uma carranca permanente desde que era um gatinho filhote, está ganhando fama no Instagram graças à sua expressão zangada.

E enquanto nunca poderia haver outro “Grumpy Cat”, isso não impediu que os fãs o chamassem exatamente desso nome.

A expressão de Louis, com boca virada para baixo e os grandes olhos amarelos apertados, que ele tende a piscar frequentemente, fazem com que o gato pareça um “velho mal-humorado”, de acordo com sua mãe, Michelle Alexis. Mas quando se trata da personalidade de Louis, a aparência pode ser enganadora.

“Louis é agora chamado de o novo “Grumpy Cat”, falecido em maio último, disse Alexis ao LADbible. “Mas ele é realmente muito doce, feliz e brincalhão”.

Foto: LouisandMonae/Instagram

Foto: LouisandMonae/Instagram

“Ele adora se aconchegar na gente e esfregar a cabeça; ele persegue lasers e brinca com seus brinquedos o dia todo”, acrescenta ela.

Alexis é frequentemente questionada se a expressão dramática de Louis é o resultado de uma deformidade genética. No entanto, nariz arrebitado de Louis e bochechas rechonchudas são apenas como ele é mesmo.

Seu longo e esvoaçante pelo precisa de uma boa quantidade de escovação diária e o ocasional “corte de leão”. Mas ele tem um guarda-roupa cheio de suéteres e camisas para mantê-lo quente e confortável quando seu pelo está mais curto.

Foto: LouisandMonae/Instagram

Foto: LouisandMonae/Instagram

Louis mora com sua mãe em Austin, Texas (EUA), e gosta de sair em aventuras ao ar livre e brincar com sua irmã, Monae.

No entanto, quando Monae se juntou à família em 2015, a gatinha resgatada da ONG Austin Pets Alive atormentou seu irmão mais velho.

Felizmente, os dois cresceram e se tornaram os melhores amigos, felizes em ficar juntos no pé da cama de sua mãe ou se unir para pedir guloseimas. “Ela até provoca e aborrece ele”, disse Alexis, “mas na verdade ela o ama”.

Louis atualmente tem mais de 4 mil seguidores no Instagram e está a caminho de se tornar uma sensação na Internet (quer esteja satisfeito com isso ou não).

O Grumpy Cat nunca poderá ser substituído, mas talvez Louis e seu rosto peculiarmente furioso possam ajudar a preencher o vazio deixado por ele.

Como Louis diz em um post no Instagram: “Deixe-me tranquilizá-lo. Estou muito longe de ser mau-humorado, mas pode me chamar assim se quiser”.

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Músico e produtor Simon Cowell defende os animais e adota o veganismo

Foto: Getty Images

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O músico, produtor e juiz do programa American Idol, Simon Cowell, tem dado passos significantes em defesa dos animais.

Cowell que disse recentemente em um entrevista ao The Sun que estava se tornando vegano em comemoração ao seu aniversário de 60 anos (em outubro), conta que abandonou a carne, os laticínios, o trigo e açúcar e alega que sua nova dieta o tornou mais bonito – dizendo “Eu ganharia uma nota oito [numa escala de 10] e agora eu sou um 11!”.

O músico revela que graças a sua alimentação tem se sentido mais disposto e ainda perdeu 10 kg desde que mudou seus hábitos alimentares.

Mas não é só na alimentação que o produtor e executivo tem agido em prol dos animais, ano passado Cowell doou 49 mil dólares para a Humane Society International (HSI) para salvar 200 cães de uma fazenda de carne de cachorro sul-coreana.

A HSI disse que os cães estavam amontoados em gaiolas minúsculas e imundas. Alguns eram animais domésticos e ainda usavam coleiras.

Os cães financiados por Cowell chegaram a St. Catharines no início de outubro.

“Estamos orgulhosos por fazer parte da parceria com a Humane Society International e Simon Cowell, e temos o prazer de ajudar esses cães que certamente merecem casas amorosas”, disse o diretor executivo da ONG Kevin Strooband.

“A generosa doação de Simon significa muito para nós e dá um enorme impulso ao nosso apelo para fechar esta horrenda fazenda de carnes de cães”, disse a diretora-executiva da HSI UK, Claire Bass, em um comunicado.

“Mais de 200 cães estão definhando nas condições mais terríveis imagináveis, mas temos uma chance real de salvá-los.”

Uma vez que tenham sido apanhados na fazenda, os cães serão levados para o Canadá e adotados em novas casas. Ms Bass diz que é um pequeno passo no caminho para fechar toda a indústria.

“Com todas as fazendas de cães que fechamos e todos os criadores que ajudamos a mudar para um negócio mais lucrativo e humano, estamos mostrando ao governo sul-coreano que é possível acabar com esse comércio cruel”.

“Esses pobres cães tiveram as piores vidas até agora, então estamos desesperados para tirá-los daquelas terríveis gaiolas e mostrar-lhes amor, camas macias e braços amorosos pela primeira vez em suas vidas.”

De acordo com a HIS, os criadores sul-coreanos normalmente criam 2,5 milhões de cães por ano para comer. Mas a carne de cachorro diminuiu em popularidade nos últimos anos. A carne é mais frequentemente consumida durante os meses de verão em uma sopa chamada bosintang, que a crença popular acredita aumentar a resistência.

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Mais de 70 baleias cinzentas apareceram mortas em menos de 6 meses preocupando cientistas

Foto: NOAA

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Mais de 70 baleias cinzentas surgiram na costa oeste da América do Norte causando preocupação aos cientistas. Mas por que tantas baleias cinzentas estão morrendo de repente?

Desde janeiro deste ano, mais de 70 baleias cinzentas morreram na costa dos estados da Califórnia, Oregon, Washington, Alasca e também do Canadá. Isso é o máximo de mortes ocorridas em um único ano desde 2000, e os especialistas afirmam que tem motivos para se preocuparem.

Na semana passada, a NOAA – Administração Nacional Oceânica e Atmosférica – classificou esses encalhes como parte de um evento de mortalidade incomum (UME). Sob a lei de Proteção aos Mamíferos Marinhos dos EUA, a designação de uma UME significa que mais recursos e perícia científica serão dedicados a investigar o que está causando tantas mortes de baleias.

O avistamento de diversas baleias cinzentas (Eschrichtius robustus) nadando ao longo da costa oeste nesta época do ano é esperado. De março a junho, esses grandes mamíferos marinhos nadam para o norte a partir da costa da Baja California, no México, até as águas frias e ricas em alimentos dos mares de Bering e Chukchi, ao norte do Alasca. Eles vão começar sua viagem de volta ao sul em novembro.

Esses belos gigantes marinhos já foram severamente ameaçados por baleeiros. Havia apenas cerca de 2 mil deles em 1946, quando um acordo internacional para parar a caça às baleias cinzentas foi iniciado com o objetivo de ajudar a população da espécie a se recuperar, segundo o Centro de Mamíferos Marinhos, uma ONG que resgata e reabilita mamíferos marinhos na Califórnia.

As baleias cinzentas foram retiradas da lista de espécies ameaçadas dos EUA em 1994, quando a população era estimada em cerca de 20 mil membros.

Uma UME anterior de 1999 a 2000 derrubou essa população, chamada população do Pacífico Norte Oriental, para cerca de 16 mil indivíduos, mas as baleias se recuperaram. Em 2016, os cientistas estimaram que havia cerca de 27 mil baleias cinzentas.

“Sabemos com base em dados passados que essa população é capaz de se recuperar de uma perda na ordem de pelo menos 6 mil, talvez”, disse David Weller, biólogo especializado em pesquisa da vida selvagem do Centro de Ciências da NOAA Southwest. Mas ainda não está claro o que está causando tantas mortes de baleias.

Por enquanto, a prioridade é aprender o máximo possível com os animais mortos que chegam as praias, disse Weller. “Os números são alarmantes e precisamos continuar a monitorá-los de perto”.

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Mãe leva sua filha de nove meses nas costas quando sai para caçar animais

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Uma caçadora revelou que leva sua filha de nove meses em suas caçadas, e até veste a criança uma “roupa especial de caça” para as expedições onde diversos animais são mortos.

A mãe em tempo integral, Rebekah Stephens, 30 anos, de Ohio (EUA), tinha apenas sete anos quando acompanhou pela primeira vez o pai em uma de suas caçadas e passou a realizar a atividade frequentemente desde então.

Agora Rebeca, que caça com arco e flecha, contou como levou sua filha junto com ela durante as expedições, carregando-a nas costas, e até comprou uma roupa “fofa” para a menina usar nas viagens de caça.

Ela disse: “Espero que ela goste de caçar e pescar como eu; ela já adora o ar livre”.

Rebekah cresceu alimentando-se dos animais que seu pai caçava, e ela teve sua primeira caçada (matou por si mesma) em 1999, quando ela tinha 10 anos de idade.

Ao longo dos anos, ela tem caçado veados, perus, coelhos e seu maior “troféu” foi um cervo de cauda branca. Rebeca usa um arco e flecha para caçar.

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Os animais que são mortos por ela são comidos ou são transformados em itens de decoração da casa ou roupas, já que Rebekah tenta aproveitar o máximo possível dos animais depois de suas caçadas.

Mas sua paixão pela caça não diminuiu, mesmo quando ela se tornou mãe em agosto de 2018 – sua filha agora tem nove meses – e seu nome é Isabella, e Rebekah tem caçado com ela desde que a criança nasceu.

Algumas pessoas desejaram-lhe coisas ruins em função de seu hobby, mas ela conta que aprendeu a ignorar os comentários.

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

Rebeca disse: “Eu fui criada em uma pequena cidade em Nova Jersey e meu pai me ensinou a caçar e pescar desde muito cedo”.

A caçadora diz que se sente grata ao pai por encorajá-la a caçar, dizendo: “Mesmo muito jovem eu já estava obcecada em caçar ao ar livre e levei isso ainda mais a sério que meus irmãos. Sou extremamente grata por ter um pai que achava que as meninas também poderiam caçar”.

“Quando criança, eu achava que a caça era apenas uma maneira de colocar comida na mesa; nós não comprávamos carne, sempre tínhamos carne de cervo para comer”.

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Ela continuou com sua linha de pensamento distorcida: “Eu amo tudo sobre caçar, mas sempre adorei estar ao ar livre. É um momento de paz, vejo tantas coisas na mata que os outros nunca conseguem ver”.

“Eu também estou fornecendo comida para mim e para a família. Por fim, o dinheiro da minha licença de caça vai para o financiamento da conservação”, defende-se ela.

A mãe caçadora, conta que já matou vários animais, incluindo veados e coelhos, diz que ela matou mais recentemente um peru.

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

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Ela explicou: “Você só pode caçar enquanto é dia, mas eu me levanto muito cedo, então estou na mata antes do amanhecer e os perus não me veem andando pela floresta”.

Rebekah fez questão de envolver sua filha no hobby e começou a levá-la para caçar desde muito cedo.

Eu recebo alguns comentários de ativistas anti-caça dizendo coisas como “como você tem coragem de submeter sua filha a um ritual de morte” e outras coisas como “como você pode ensinar a um bebê inocente coisas tão horríveis como caçar?”.

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

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‘Eu tento não deixar isso me incomodar; pode ser difícil às vezes, mas estranhos online não me conhecem, então realmente não podem me julgar.

E Rebekah admitiu que tem grandes esperanças para sua filha Isabella, que segundo a mãe, já ama o ar livre e se comporta bem nas caçadas.

Ela disse: “Espero que ela goste de caçar e pescar como eu; ela já adora o ar livre. No entanto, se ela optar por não caçar e pescar, vou respeitar sua decisão”.

Foto: MDW features/Rebekah Stephens

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Enquanto muitos pais se esforçam para ensinar aos filhos valores como compaixão, ética e amor universal. Outros os introduzem em um mundo de sangue e morte.

Todas as vidas tem valor, a morte de animais indefesos é um violência e um crime contra esses seres sencientes e únicos.

Como um usuário das redes sociais deixou registrado em um comentário para Rebekah: “como você se sentiria se você e sua filha fossem as presas a serem caçadas, perseguidas e mortas?”.

Assim se sentem os animais.

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