Gripe suína africana vai causar a morte mais de 200 milhões de porcos, diz estudo

Foto: VegNews

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Instituição financeira, Rabobank, estima que 200 milhões de suínos vão morrer este ano na China devido à epidemia da gripe suína africana (FSA), o total representa aproximadamente um terço da população de suínos do país.

O vírus apareceu pela primeira vez no país em agosto e se tornou uma epidemia em dezembro, espalhando-se para outras regiões, como Camboja e Vietnã.

Mês passado, enquanto o governo chinês declarou que a ASF estava sob controle, os animais da região continuam a morrer (ou sendo mortos por precaução), levantando preocupações de que a indústria de carne suína chinesa possa entrar em colapso.

“Não tenho certeza se podemos dizer que a epidemia está sob controle porque sabemos quão complexa é a doença”, disse à CNN Vincent Martin, representante da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

“Temos experiência em outros países onde levamos anos para controlar essas doenças” Segundo informações do VegNews, este ano, os preços da carne suína devem aumentar para níveis recordes na região, uma vez que a demanda supera a oferta, e a borbulhante guerra comercial com os EUA significa que as importações chinesas do produto animal seriam muito dispendiosas.

Como solução, várias empresas começaram a oferecer produtos alternativos, sem doenças ou crueldade contra os animais. O empreendedor David Yeung lançou o substituto de carne de porco vegana Omnipork em Hong Kong em junho de 2018 com a missão de reduzir a dependência da região de produtos derivados de porcos.

Ano passado, Yeung falou durante uma conferência em Cingapura sobre a catástrofe iminente que o aumento do consumo de carne causará, particularmente na Ásia – uma previsão sinistra do que está atualmente se concretizando na China.

A combinação de mudanças climáticas, insegurança alimentar e problemas de saúde pública significa que estamos em um momento muito crítico na história do planeta”, disse Yeung.

“Se não fizermos alguma coisa, vamos forçar os limites e ninguém sabe qual será o impacto disso. Se continuarmos a consumir da maneira que fazemos agora, a menos que algum milagre aconteça, nosso sistema alimentar e ecossistema estão fadados ao colapso”, conclui o empresário e ativista.

*Carne de porco à base de vegetais na China*

A nova marca Right Treat – criada pela cadeia de mercados vegetarianos Green Common, do fundador David Yeung – lançou este mês (maio) seu primeiro produto, a carne vegana Omnipork, em Hong Kong.

O empreendedor eco-consciente David Yeung – fundador da cadeia de supermercados vegetarianos Green Common, com sede em Hong Kong – desenvolveu a carne alternativa com a missão de desacelerar o crescente apetite da Ásia por carne de porco.

“A filosofia por trás do Right Treat é que acreditamos que é possível alcançar uma vitória de longo prazo entre o planeta, a humanidade e os animais”, disse Yeung à VegNews. “Não deve haver conflitos entre o prazer alimentar e o bem-estar pessoal. O consumo e o aproveitamento dessa geração não devem se tornar responsabilidade e sofrimento das gerações futuras e de outros seres”.

O Omnipork é feito com proteína de ervilha, soja não transgênica, cogumelos shiitake e arroz, e é 233% maior em cálcio e 53% maior em ferro do que carne de porco à base de animais. A nova carne vegana vai estrear em restaurantes selecionados – onde os chefs preparam pratos como bolinhos, carne de porco agridoce vegana e pratos de carne de porco assada – em Hong Kong a partir de junho, antes do lançamento do Green Common até o final deste ano.

Startup vegana se prepara para entrar no mercado de laticínios a base de vegetais

Foto: Livekindly

Foto: Livekindly

Impossible Foods – fabricante do sucesso de vendas, Impossible Burger, um hambúrguer vegano “que sangra”, que além de parecer, cozinhar ainda tem gosto de carne de origem animal – está pronta para enfrentar a indústria de laticínios.

No início deste mês, a empresa vegana levantou 300 milhões de dólares em uma rodada de financiamento repleta de estrelas. A arrecadação envolveu investimentos de várias celebridades, incluindo o rapper Jay-Z, o ator Ruby Rose, a tenista Serena Williams e a cantora Katy Perry.

A maior parte do dinheiro arrecadado irá para a expansão da linha de produtos de carne vegana da Impossible Foods e para a melhoria da receita do Impossible Burger 2.0; que a empresa admite que o hambúrguer é melhor que o original, mas a marca acredita que pode levá-lo ainda mais ao paladar da carne de origem animal.

Além da carne vegana, parte do financiamento também pode ser usada para criar uma variedade de produtos lácteos à base de vegetais ou cultivados em laboratório.

O diretor financeiro da Impossible Foods, David Lee, disse ao Food Navigator que “nossa plataforma de P & D é sobre descobertas fundamentais que vão além de apenas um produto, embora ainda não tenhamos divulgado um cronograma dos novos produtos que estão por vir”.

Ele continuou: “Temos uma plataforma completa de laticínios com nossas capacidades de P & D (pesquisa e desenvolvimento), mas nosso foco é comercializar nossos produtos alternativos a carne primeiro. Ainda não anunciamos o lançamento de nossos primeiros produtos lácteos, mas fique atento”.

A Food Navigator relata que não está claro qual caminho a marca vai tomar quando se trata de fazer queijo ou leite. No entanto, uma patente foi publicada em abril de 2015, indicando que a Impossible Foods usaria nozes e sementes para uma coleção de produtos lácteos (sem leite).

O boom do mercado de laticínios veganos

A Impossible Foods estaria se juntando a um mercado em franca expansão com leite vegano e produtos de queijo (livres de leite). À medida que mais e mais pessoas abandonam os laticínios – por motivos de bem-estar animal, ambientais e relacionados à saúde -, as alternativas à base de vegetais estão crescendo em popularidade em todo o mundo.

Nos EUA, 48% dos consumidores consideram o leite vegano uma compra básica. No Reino Unido, um estudo recente da Alpro revelou que metade dos consumidores de café regularmente optam pelo leite sem laticínios em um café. “Não estamos falando mais de uma oferta de nicho, baseada em vegetais, agora is produtos veganos atingiram com solidez o mainstream”, disse Abbie Hickman, chefe de marketing do café da Alpro UK.

O Papa John’s, Domino’s e Pizza Hut estão entre as principais cadeias de pizzas que adicionaram queijo vegano a seus cardápios em vários países nos últimos meses, provando que a demanda está subindo continuamente. No Reino Unido, o Papa John’s vendeu todo o estoque de queijo vegano nas primeiras 24 horas de disponibilidade.

Vaquinha resgatada conhece o amor após ser adotada por família

Carly Henry

Foto: Carly Henry

A vaquinha de apenas duas semanas estava doente e faminto quando foi resgatada. Confiscada durante uma investigação de negligência e maus-tratos contra animais, ela precisava de um novo lar.

Quando Carly Henry ouviu falar dela, ela achou que a vaquinha era perfeita. “Eu estava pronta para adotá-la”, Henry disse ao The Dodo. “Eu realmente queria a companhia de uma vaca! Eu ouvi pessoas dizerem que o amor de uma vaca é a melhor coisa que podemos experimentar”.

Henry dirige Carly’s Critter Camp, um santuário de animais próximo de Austin, Texas (EUA). Ela já salvou todos os tipos de animais que vivem hoje em sua fazenda, mas este bezerro do sexo feminino, sendo tão jovem, exigiria cuidados atenciosos e constantes.

Foto: Carly Henry

Foto: Carly Henry

A bebê vaca precisaria morar na casa de Carly ao lado do santuário, com os cães, gatos e o marido dela.

Então essa parte ia demandar um pouco de trabalho de convencimento. “O que é mais uma criatura de quatro patas em necessidade afinal, certo?”, conjecturou Carly.

“Eu disse ao meu marido: ‘Ei, olha só para esse bebê lind'”, disse Carly. “Mostrei a ele uma foto da vaquinha toda coberta com cobertores no lar temporário. Eu disse: “Eu realmente quero trazê-la para cá e dar mamadeira pra ela!”

Carly disse que o marido pensou sobre isso por um minuto, olhou para ela e respondeu: “Oh meu Deus, você é louca, mas tudo bem, vamos lá!”

Foto: Carly Henry

Foto: Carly Henry

Ela estava muito excitada e ansiosa. A diretora do santuário entrou em contato com o responsável pelo lar temporário que também ajudou no resgate da vaquinha e, em janeiro, fez todos os preparativos para a adoção.

Carly a chamou de Tulipa e, assim que chegou, o marido dela foi conquistado. “Ele a amava”, disse Carly. “Nós estávamos todos apaixonados em menos de 30 segundos. Ela estava nos beijando e amando com todo o seu coração. Logo percebemos que ela adorava que coçássemos e esfregássemos a parte de trás de suas orelhas.

Tulipa se deu bem com todos os outros animais da casa, se encaixando perfeitamente na família de Carly, e ela se sentiu em casa – tirando uma soneca nas camas dos cachorros.

Foto: Carly Henry

Foto: Carly Henry

“Desde o início, ela veio para dentro de casa, explorar, e ela escolheu dormir direito conosco em nosso quarto”, disse Carly.

Tulipa experimentou cada uma das camas de cachorro da casa, e muitas vezes ficou tão a vontade que se aconchegou no meio dos cães.

O marido de Carly estava bastante entretido com o ajuste instantâneo da vaquinha na vida doméstica da família. Ele gravou um vídeo de Tulipa sendo acariciada enquanto descansa em uma das camas e você pode ouvir o tom divertido em sua voz: “Apenas um bebê no nosso quarto”.

Foto: Carly Henry

Foto: Carly Henry

Como Tulipa amava as camas dos cães, Carly comprou para ela sua própria cama de cachorro, só que bem maior que as demais. “Levou um minuto e ela descobriu que era dela, e pendurou as patas da frente do lado da caminha”, disse Henry.

Com o passar dos meses, Carly continuou a dar mamadeira à Tulipa e a oferecer muito amor e carinho para a vaquinha órfã. Quando ela foi resgatada de sua primeira casa, Tulipa estava doente, com pneumonia – mas agora ela estava ficando cada vez mais forte a cada dia que passava. “Ela está crescendo”, disse Carly.

Agora a tutora está tirando a mamadeira dela, mas Tulipa ainda lembra quando é hora de comer. “Ela quer ser alimentada a cada poucas horas. Eu sei porque eu a ouço mugindo. Eu estou na agenda desta vaca“, disse divertidamente Carly.

Foto: Carly Henry

Foto: Carly Henry

Tulipa tornou-se a estrela social da fazenda. Ela fez amizade com todos os outros animais resgatados.

E Tulipa fica bastante animada quando grupos de crianças visitam o santuário.

“Ela é tão boa com as crianças”, disse Carly. “Eles amam tocá-la, abraçá-la. Algumas crianças até ajudaram a dar mamadeira quando ela era mais jovem, Tulipa é a coisa mais fofa de todas”.

Então, o que Carly pensa agora sobre o que as pessoas lhe disseram antes de adotar o Tulipa – que “o amor de uma vaca é a melhor coisa de todas”?

Foto: Carly Henry

Foto: Carly Henry

“Oh meu Deus, é verdade”, disse ela. Eu também a amo demais. Ela esta maior, ela esta muito mais saudável agora. Eu estava tão preocupado com ela quando ela chegou aqui pela primeira vez. Eu a amo mais do que as palavras podem dizer”.

E amor cura dos dois lados: humanos e animais.

Gêmeos bombam na web com veganismo acessível: ‘é possível ser pobre e vegano’

Simples e direto, tanto na comida quanto na ideia, que um perfil vegano conquistou milhares de adeptos e bomba na web. Criado pelos gêmeos Leonardo e Eduardo Santos, moradores da periferia de Campinas (SP), o ‘Vegano Periférico’ nasceu com a ideia de mostrar que deixar de consumir produtos de origem animal é uma escolha não apenas de quem tem mais recursos, mas de todos.

Foto: Victória Cócolo/ G1

Com 177 mil seguidores no Instagram, o perfil reúne receitas, fotos e relatos em prol do veganismo, de quem vive a escolha e compartilha a realidade financeira da maior parte da população, sem o glamour que tanto acompanha as redes sociais.

“Não é porque você é pobre que não pode escolher o que comer. Falar direto e reto, sem frases em inglês e mostrar uma alimentação barata: arroz, feijão, macarrão, frutas, legumes e verduras”, diz Leonardo.

“É possível ser pobre, periférico e vegano. A gente não está falando da boca para fora, não lemos em um livro. A gente vive isso no dia a dia”, emenda Eduardo.

Nem sempre veganos…

Aos 23 anos, os irmãos mostram engajamento na causa vegana, mas nem sempre foi assim. Criados no Parque Itajaí, bairro distante 25km da região central de Campinas, os gêmeos contam que vegetarianismo e veganismo eram conceitos muito distantes da realidade em que viviam.

A compaixão pelos animais entrou na vida de Eduardo em 2015, depois que um caminhão que transportava porcos tombou no trecho Oeste do Rodoanel. Foi a primeira vez que ele teve contato com o tratamento objetificado recebido pelos animais.

Foto: Reprodução/Instagram

“Perguntei para minha namorada qual era a diferença entre a nossa cadela e aqueles leitões. Concluímos que não havia nenhuma”, conta.

Apesar de também ter se comovido com o incidente, Leonardo aderiu ao estilo de vida apenas dois anos depois do irmão e da cunhada, em 2017.

“Na periferia a ideia é que você tem que trabalhar para não morrer de fome. Quando você faz escolhas no campo mais reflexivo, como ser vegano, escuta: Para de pensar nisso. Já enviou seu currículo?”, afirma Leonardo.

Motivados pela falta de representatividade no meio, também em 2017, os irmãos resolveram criar o perfil na tentativa de dialogar com as classes mais populares. “A ideia inicial foi mostrar que não é só a classe média que pode ser vegana”, explica Leonardo.

‘Vegano Periférico’

Quatrocentos reais cada um. Esse é o valor que Eduardo, que trabalha como atendente de um café, e Leonardo, auxiliar de cozinha em um restaurante, dizem gastar, em média, com as compras do mês. Isso inclui comida para café da manhã, almoço, jantar, produtos de limpeza e todo o resto que precisam.

Antes do veganismo, os irmãos eram ligados a uma dieta rica em industrializados e carnes. O consumo de alimentos mais naturais se tornou hábito depois. “Na periferia se tem a ideia de que consumir esses produtos é estar bem socialmente. Se sente alegria em comprar bolacha, iogurte, picanha. Isso precisa ser desconstruído”, conta Leonardo.

Foto: Victória Cócolo/ G1

O segredo para gastar pouco, explicam, é simplificar a rotina. Os gêmeos relatam que, se há recursos, adquirem o produto de desejo; se não, deixam de consumir.

“A gente tem uma noção errada sobre o que é comida. Às vezes a gente olha para o congelador e se não tiver nada, já corremos para o açougue”, exemplifica Eduardo.

Sem rostos

Sem mostrar quem são no Instagram, a dupla nada contra a corrente da ‘onda’ de digital influencers. Para eles, quando se carrega o nome de um movimento é necessário tomar cuidado com o ‘exibicionismo’.

“A gente vê que há uma glamourização nesse meio. Isso incomoda”, garante Eduardo.

“Queremos que as pessoas se identifiquem com o conteúdo, não que a página fique conhecida pelos gêmeos. Dessa forma, todos podem ser o ‘vegano periférico”, conclui Leonardo.

Fonte: G1

Mãe gambá é sacrificada após ser atingida por flecha, deixando filho órfão

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Um gambá do sexo feminino foi fechada à queima-roupa por um criminoso em um “ato bárbaro” que deixou o minúsculo animal órfão e para ser criado por humanos.

O marsupial nativo da Austrália foi encontrado trespassado por uma flecha, tão comprida quanto seu corpo, em uma propriedade na cidade de Humpty Doo, na Austrália.

“Às vezes é difícil não perder a fé nos seres humanos”, disse a ONG Wildlife Rescue Darwin, no Facebook.

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Foto: Wildlife Rescue Darwin

“Seu bebê agora será criado manualmente no Centro de Resgate e nós reportaremos ao departamento Parks and Wildlife para que eles investiguem o caso e punam os culpados”.

Como ela não poderia ter se mexido depois de atingida e a arma (arco e flecha) é de curto alcance, esperamos que a pessoa que fez esse ato bárbaro seja encontrada”, disse Darwin.

A equipe de resgate da vida selvagem disse que o animal ainda estava vivo ao ser encontrado, mas os veterinários foram forçados a colocá-la para dormir pois a flecha perfurou seu pulmão.

Raios-X mostraram o quão prejudicial a flecha era para o animal foi como ele viajou todo o caminho através de seu corpo.

O ato cruel foi relatado ao departamento de Parques e Territórios do Norte e Unidade de Vida Selvagem para investigação.

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Foto: Wildlife Rescue Darwin

Os comentários nas publicações sobre o fato nas redes sociais demonstravam horror e repúdio ao ato cruel e chocante perpetrado contra o animal.

As pessoas que comentavam ou estavam furiosos e revoltados com a pessoa que ferira o animal ou sentiam-se tristes e consternados por sua morte desnecessária.

Muitos até sentiram empatia pelos membros do grupo de animais selvagens que tiveram que testemunhar a crueldade em primeira mão e ver o animal morrer após a necessidade da morte induzida.

O bebê gambá agora segue sem mãe, órfão e será criado pelos funcionários e especialistas do centro da vida selvagem. Mais uma entre as tantas vítimas da maldade e irresponsabilidade humana,

Leonardo DiCaprio anuncia doação milionária para proteger o planeta e os animais

O ator Leonardo DiCaprio doará US $ 15,6 milhões para o financiamento de programas de proteção e conservação ambiental que visam combater as mudanças climáticas. A doação será feita por meio da fundação que leva seu nome e que atua na proteção do meio ambiente e de animais ameaçados de extinção.

Foto: United Nations

“Hoje estamos ampliando significativamente o nível dos nossos subsídios e nossas parcerias para resolver alguns dos problemas climáticos”, disse Leonardo DiCaprio.

De acordo com DiCaprio, “a mudança climática é uma realidade e está acontecendo agora. É o maior perigo que ameaça a humanidade. Nós não paramos de valorizar este planeta, assim como eu não paro de valorizar hoje à noite”.

Mais de 200 projetos em 50 países e cinco oceanos foram financiados pela Fundação Leonardo DiCaprio (LDF) de 1998 até hoje. São 132 organizações apoiadas pela entidade, que já fez doações no valor de US$ 59 milhões.

O ator se mobiliza contra a poluição causada pelo plástico, defende o fim das indústrias de óleo de palma na Indonésia, é contra o gasoduto Dakota – destinado a destruir terras indígenas -, e se comprometeu a lutar contra a extinção da vaquita, espécie que tem apenas 30 animais vivos.


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ONG pede a liberdade de ursos expostos em jaulas como atração turística em restaurante

Foto: Express.uk

Foto: Express.uk

A International Animal Rescue (IAR, na sigla em inglês) está pedindo que o proprietário do restaurante Ashtaraki Dzor, localizado perto da capital Yerevan, na Armênia que entregue os ursos imediatamente e uma petição exigindo a libertação dos animais já foi assinada por mais de 5 mil pessoas.

Os animais ficam presos em uma pequena gaiola estéril do lado de fora do restaurante no que parece ser usado como estacionamento do local. Vídeos e imagens comoventes mostram os ursos presos atrás das barras de metal.

Um visitante do restaurante descreveu a jaula como “imunda”, enquanto turistas também foram filmados zombando da situação triste em que se encontram os animais.

Alan Knight, diretor-executivo da IAR, disse: “A crueldade e a negligência com animais não são motivo de riso, são crime”.

“Estes ursos merecem ser tratados com dignidade e respeito, não como objetos de ridículo. E eles merecem a liberdade de viver e se comportar como ursos”.

“É nossa responsabilidade acabar com esse abuso e ir até as últimas consequências para resgatá-los, então poderemos podemos movê-los para o nosso centro de animais, onde serão tratados com compaixão e respeito”.

“Nossa equipe tem uma vasta experiência na reabilitação de ursos resgatados e dará a eles todo o tratamento e cuidado que precisam para se recuperar de seus anos miseráveis em cativeiro”

Um dos visitantes do restaurante acrescentou que o proprietário deveria estar “envergonhado” e pediu que os ursos fossem libertados.

Foto: Express.uk

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Eles disseram: “Os ursos estão enjaulados no canto do que é essencialmente um estacionamento. Eu os localizei pelo cheiro vindo de sua jaula imunda. Ninguém parece se importar com eles”.

“Estamos pedindo a todos que assinem e compartilhem a petição pois no texto do documento exigimos que o dono do restaurante faça a coisa certa e desista dos ursos”.

“O responsável por isso deveria ter vergonha de explorar esses pobres animais dessa maneira”.

“O mínimo a ser feito é aproveitar a oportunidade oferecida pela ONG e tomar a atitude bondosa e compassiva de libertar os ursos”.

Foto: Express.uk

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A IAR espera que sua petição pressione o dono do restaurante para que ele os deixem resgatar os ursos que estão em sofrimento e que caso estivessem livres viveriam nas montanhas em estado selvagem.

A entidade recebeu o apoio de celebridades que atuam pelos direitos animais, incluindo Ricky Gervais, Fearne Cotton, Peter Egan e Lucy Watson.

E a banda de heavy metal System of a Down, cujo vocalista Serj Tankian é armênio, também está apoiando a campanha.

Inglaterra vai sediar festival vegano para crianças em agosto

Por David Arioch

Vegan Kids Festival tem a missão de celebrar o veganismo das crianças e estimular novas amizades (Foto: Getty)

Entre os dias 9 e 11 de agosto, Gloucestershire, na Inglaterra, vai sediar o Vegan Kids Festival, evento vegano para crianças que oferece comida vegana, jogos, brincadeiras, apresentações musicais, aulas de culinária e oficinas de criatividade.

Segundo a idealizadora Dana Burton, o evento é uma forma de estimular as crianças a continuarem fazendo escolhas mais compassivas. “Meu objetivo é criar um mundo mini-vegano por dois dias, onde todos que comparecerem possam estar cercados por pessoas que pensam da mesma maneira”, informa Dana.

Ela acrescenta que acontece das crianças se sentirem sozinhas ou isoladas em diversas circunstâncias na escola, por exemplo, por serem veganas. E um evento como o Vegan Kids Festival serve para mostrar que elas não estão sozinhas, embora ainda não sejam maioria.

“Meus filhos escolheram ser veganos junto com o resto da família. Sinto-me orgulhosa quando vejo a compaixão deles pelos animais, mas também fico triste quando são deixados de fora em alguma atividade na escola”, destaca Dana Burton.

Apesar disso, o Vegan Kids Festival tem a missão de celebrar o veganismo das crianças e estimular novas amizades. “Esse evento é sobre as crianças; nossos agentes de mudança do futuro”, enfatiza.

Bebê elefante morre durante campanha pela sua liberdade

Por David Arioch

A iniciativa pela libertação de Jumbo partiu do projeto britânico de defesa dos direitos animais Moving Animals (Foto: DLD)

Um bebê elefante que era usado em apresentações para turistas no Zoológico de Phuket, na Tailândia, faleceu há menos de um mês durante campanha pela sua liberdade.

A iniciativa pela libertação de Jumbo partiu do projeto britânico de defesa dos direitos animais Moving Animals, que constatou que, além da exploração diária do jovem elefante como entretenimento, ele apresentava sinais de desnutrição e exaustão.

No mês passado, já visivelmente fraco, Jumbo foi encaminhado a um hospital veterinário na capital Krabi, onde faleceu três dias depois. “Esse é um fim terrível e trágico para uma vida dolorosamente curta como a de Jumbo”, declarou Amy Jones, do Moving Animals.

E acrescentou: “O zoológico não fez nada até receber críticas internacionais. Sob seus cuidados, esse filhote de elefante quebrou as duas patas traseiras e o zoológico só fez algo a respeito três dias depois. Não consigo imaginar o sofrimento dele nesse período.”

O diretor do zoológico, Pichai Sakunsorn, disse ao The Phuket News que ninguém quer perder algo que ame. “Fizemos o melhor que pudemos para protegê-lo”, alegou. Apesar da morte de Jumbo, as autoridades tailandesas declararam que o zoológico não violou nenhuma lei e que a direção pode adquirir outro animal para substituí-lo.

Segundo Amy, a história de Jumbo deveria servir como lição para que ninguém explore animais como meio de entretenimento ou exposição visando lucro.

Moving Animals disponibiliza e vídeos para ativistas e grupos

Amy Jones e Paul Healey criaram em 2018 o projeto Moving Animals, que fornece gratuitamente fotos e vídeos de conscientização sobre a exploração animal que podem ser utilizadas por ativistas de qualquer parte do mundo.

“Desde então temos testemunhado, documentado e arquivado práticas com animais nas indústrias ao redor do mundo”, informam.

Antes de iniciarem o projeto, eles trabalharam para a organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (PETA) no Reino Unido, realizando registros da realidade dos animais utilizados como bens de consumo e entretenimento.

“Nosso trabalho pretende destacar que a exploração animal mundial é um círculo obscuro de abusos, atrelado à oferta e demanda, ao dinheiro e a práticas não expostas”, justificam.

O Moving Animals também produz imagens para campanhas de organizações e grupos que necessitam de algum tipo de material específico.

“Fornecemos imagens gratuitas para ativistas e organizações, e também criamos o nosso próprio conteúdo. Ampliando a conscientização sobre o sofrimento dos animais, queremos incentivar as pessoas a se afastarem dessas práticas”, enfatizam.

No site do projeto é possível encontrar imagens já disponibilizadas em pelo menos 12 categorias, o que inclui entretenimento, indústrias de laticínios, ovos e carne, indústria da pesca, exploração de animais como meio de transporte e animais abandonados, entre outras.

Empresas líderes globais se unem para evitar a poluição por lixo plástico

Foto: Adobe

Foto: Adobe

Seis das maiores e principais empresas do mundo assumiram um comprimisso conjunto em evitar que 10 milhões de toneladas de resíduos plásticos globais poluam o meio ambiente, depois de assinarem um acordo como membros principais um novo centro de compartilhamento de ideias apelidado de “ReSource: Plastic”.

A Keurig, Dr. Pepper, McDonald’s, Procter & Gamble, Starbucks, Tetra Pak e a The Coca-Cola Company são as gigantes globais que se juntaram à ReSource – que foi lançada pela organização ambiental World Wide Fund for Nature (WWF).

A iniciativa visa ajudar as empresas a alinharem seus compromissos em relação à produção e poluição por plásticos em grande escala em prol de uma ação significativa e mensurável.

Uma questão complexa

“Enfrentar o problema do plástico em nossos oceanos, rios e terras é responsabilidade de todos – incluindo as empresas que usam grande parte do plástico no mundo hoje. É uma questão complexa, sem uma solução única para todos, e é por isso que estamos tão animados pela abordagem que o WWF está tomando com o programa ReSource”, disse Virginie Helias, vice-presidente e diretora de sustentabilidade da Procter & Gamble.

“A ReSource trará uma abordagem de sistemas de parceria com muitas partes interessadas – métricas comuns, melhores práticas, responsabilidade – que são extremamente necessárias para acelerar o progresso em soluções de longo prazo”.

Soluções ponderadas e escaláveis

A vice-presidente executiva do McDonald’s e chefe de Supply Chain (Cadeia de logística) e Sustentabilidade, Francesca DeBiase, disse que a empresa estava “orgulhosa” de se juntar à ReSource.

Ela acrescentou: “Esta parceria se alinha perfeitamente com a nossa ambição de usar a nossa projeção mundial para o bem e trabalhar com outras pessoas para desenvolver soluções pensadas e aplicáveis que terão um impacto significativo sobre o desafio da poluição por plástico”.

Entenda a poluição por micro plásticos (partículas de plástico)

Os micro plásticos estão tendo seu momento sob os holofotes, uma vez que o público está cada vez mais consciente de sua presença no ambiente ao nosso redor. Mas à medida que mais evidências de sua presença vêm à tona, fica mais claro que ainda não sabemos o quanto o problema é realmente grande ou nocivo. Uma enorme quantidade de pequenas partículas de plástico acaba no mar, mas pesquisas recentes também as encontraram em lagos e várzeas, e até mesmo na poluição do ar de grandes metrópoles.

Um novo artigo publicado na Nature Geoscience relata a descoberta de micro plásticos em uma região que deveria ser primitiva: as montanhas dos Pireneus franceses. Os pesquisadores estimaram que as partículas poderiam ter viajado cerca de 95 quilômetros de distância, mas sugerem que os micro plásticos poderiam viajar ainda mais longe com o vento – o que significa que até lugares relativamente intocados por humanos estão sendo poluídos por nossos plásticos.

O mistério do desparecimento do plástico

Todos os anos, milhões de toneladas de plástico são produzidas. Em 2016, esta quantidade foi estimada em cerca de 335 milhões de toneladas. Não temos ideia de onde a maior parte disso foi parar. Os montantes que são recuperados em usinas de reciclagem e aterros sanitários não correspondem ao que é realmente produzido. Alguns desses materiais permanecem em uso, às vezes por décadas, o que explica parte da discrepância. Estima-se que 10% deles acabam nos oceanos. Embora esses números ainda possam mudar com mais pesquisas, pois ainda há uma lacuna grande a ser preenchida com respostas.

Onde quer que o plástico esteja acabando sua jornada, sabemos que ele se desfaz com o tempo, se desintegrando em micropartículas com menos de 5 mm de tamanho, e algumas até quebrando em nano escala a menos de um micrômetro (o micrômetro é uma unidade frequentemente usada para mensurar bactérias e células – a cabeça do esperma humano tem cerca de 5 micrômetros de comprimento). O efeito que essas partículas terão em escala global à medida que continuam a se acumular não é nem remotamente entendido em sua totalidade.

A maior parte de se lidar com as conseqüências dessa questão é apenas entender onde todo esse plástico produzido acaba. Os Pirineus são o lugar ideal para avaliar até onde o material pode viajar, pois são escassamente povoados, de difícil acesso e sem atividade industrial ou agricultura em grande escala. Assim, por cinco meses, uma equipe de pesquisadores coletou amostras da estação meteorológica de Bernadouze, a 6 km da vila mais próxima. As amostras eram de “precipitação atmosférica” – qualquer coisa que caísse do céu, molhada ou seca, variando de poeira a chuva e neve.

O problema com os micro plásticos estando (potencialmente) em toda parte é que a contaminação se torne uma preocupação. Fibras plásticas de roupas, recipientes e equipamentos poderiam hipoteticamente entrar nas amostras colhidas. Para evitar isso, os pesquisadores tomaram precauções, como usar roupas de algodão enquanto se aproximavam dos dispositivos de coleta de amostras, aproximando-se delas “contra o vento” e armazenando tudo em vidro. Eles também coletaram e processaram amostras “em branco” retiradas de contêineres fechados deixados no campo para checar se os plásticos encontrados nas amostras reais haviam realmente chegado até a atmosfera.

Os plásticos estão voando com o vento

Micro plásticos foram encontrados em todas as amostras coletadas pelos pesquisadores – em média, 365 partículas por metro quadrado foram depositadas todos os dias. O tipo mais comum de plástico era o poliestireno, seguido pelo polietileno (o tipo de plástico usado em sacolas plásticas e embalagens descartáveis).

O número de partículas depositadas apresentou uma correlação forte com a velocidade do vento e mais partículas eram encontradas após ventos mais altos. A precipitação – tanto de vento quanto de neve – também estavam fortemente ligadas. Os pesquisadores analisaram as velocidades do vento e as direções que haviam sido registradas durante todo o estudo, e usaram isso para calcular a distância que partículas dos tamanhos que encontraram poderiam ter sido transportadas, estimando que os plásticos poderiam ter vindo de quase 100 quilômetros de distância.

Essa é uma “avaliação altamente simplificada”, observa a equipe – não leva em conta todas as diferentes variáveis atmosféricas que poderiam mudar os números. Com a evidência de que as partículas de poeira (que estão bem dentro da faixa dos tamanhos das partículas de plástico) podem viajar até 3.500 km, é possível que elas possam vir de uma distância ainda maior.

Uma pesquisa que analisa o tamanho das partículas de plástico que encontra mostra que há uma tendência das partículas ficarem mais finas ao longo do tempo. À medida que as partículas se tornam menores, aumenta sua capacidade de dispersão em toda parte. Os micro plásticos já foram encontrados em todos os lugares, desde a água potável até o ar da cidade, e há evidências de partículas de plástico no fígado de peixes, sugerindo que eles poderiam passar pelos sistemas dos órgãos. Tudo isso deixa claro que a minúsculo poeira de plástico invisível está se tornando onipresente em nosso planeta. Estamos apenas começando a entender quais serão os efeitos disso.