Pesquisadores acreditam que orcas desaparecidas no Canadá estejam mortas

Por Rafaela Damasceno

Orcas desapareceram na Colúmbia Britânica, província ao sul do Canadá. O Centro de Pesquisa de Baleias, que tem sua sede nos Estados Unidos e costuma monitorar os animais, acredita que elas estão mortas. Pesquisadores descobriram que, no inverno passado, as baleias adultas da costa da região estavam doentes e machucadas.

Uma orca saltando no mar

Foto: Dave Ellifrit/Center for Whale Research

Uma das orcas desaparecidas, uma fêmea de 42 anos denominada J17, foi registrada pela última vez com a cabeça e o pescoço disformes em virtude da fome.

Um macho, K25, tinha 28 anos e deveria estar no auge de sua vida, segundo o Centro de Pesquisa de Baleias. Ele foi visto pela última vez em janeiro, desnutrido. Outro, L84, de 29 anos, desapareceu antes do verão começar.

Com os desaparecimentos e possíveis mortes, a população de orcas no Sul caiu para 73. As baleias estão listadas como ameaçadas de extinção no Canadá e lutam para encontrar comida, devido à escassez de salmão, um dos alimentos mais consumidos pelas orcas.

Segundo um estudo recente, a reprodução da espécie vem sendo prejudicada pela escassez de comida. Há um estresse nutricional causado pela pequena disponibilidade de salmão, o que acaba acarretando em problemas na gravidez.

Muitos produtos químicos também acabam contaminando as águas e sendo absorvidos pelo salmão, contaminando as baleias que se alimentam do peixe. Algo em torno de 85% desses produtos tóxicos é passado para os filhotes durante o período de amamentação, o que torna as baleias mais suscetíveis a doenças e diminui suas chances de sucesso reprodutivo.


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População mundial de abelhas está diminuindo

Por Rafaela Damasceno

Apesar de ainda estar longe da extinção, a população de abelhas está diminuindo rapidamente, caindo incríveis 89% entre 2007 e 2016. A queda é preocupante, principalmente considerando que elas desempenham um papel fundamental na polinização das plantas do mundo.

Uma abelha polinizando uma flor roxa

Foto: Daily Mail

Sem as abelhas, agricultores teriam dificuldade em produzir alimentos básicos, como frutas e legumes. Uma única colônia pode polinizar 300 milhões de plantas por dia.

A espécie está sob ameaça em todos os países do mundo, mas principalmente nos Estados Unidos. Apenas no inverno passado, cerca de 40% das colônias morreram no país.

A principal razão é a perda de habitat, seja para a agricultura ou devido a urbanização. Mudanças climáticas e fertilizantes também são grandes fatores, assim como vírus (as abelhas não possuem defesas naturais contra).

Se elas desaparecessem por completo da face da Terra, provavelmente haveria um aumento considerável na fome do mundo, além da perda permanente de alguns alimentos, como o mel, algumas nozes e feijões.

Os animais também sofreriam, sem as plantas polinizadas como fonte de alimento. Muitos medicamentos dependentes das plantas também não poderiam mais ser fabricados.

Algumas regiões estão se movendo para proteger os insetos. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos proibiu o uso de pesticidas ligados à exterminação das abelhas. A Europa adotou medidas semelhantes.

Star-ups também estão tomando atitudes para ajudar. A SeedLabs, por exemplo, na Califórnia, criou um alimento especial para as abelhas, com probióticos para impulsionar o sistema imunológico delas.

Segundo o Daily Mail, pessoas também podem ajudar plantando flores ricas em pólen e néctar, não atacar as abelhas quando se aproximarem e educar as outras pessoas sobre a importância delas.


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Hamburgueria causa revolta ao oferecer hambúrguer de papelão aos veganos

Por Rafaela Damasceno

Uma hamburgueria de Sorocaba (SP) gerou revolta ao postar em seu Facebook uma foto de um hambúrguer de papelão e oferecer aos veganos.

A foto da postagem do Facebook

Foto: Facebook

“Só assim para agradar”, disse a postagem. O estabelecimento ainda alegou possuir um hambúrguer vegano em seu cardápio, mas desabafou na rede social após um cliente ter pedido para que a chapa e todos os utensílios que tiveram contato com a carne fossem lavados antes que o hambúrguer vegetal fosse feito.

Depois dos protestos dos usuários da rede, o local apagou a postagem e publicou um esclarecimento direcionado ao público vegano, não menos desrespeitoso que o primeiro.

“Agora parem de nos encher e nos deixe comer cadáver, afinal estamos ultrapassados na evolução humana, e ainda somos o homem primitivo, em pensamento, em atitudes, em dinheiro. Os veganos são superiores em todos os aspectos, menos no cada um cuida da sua vida”, disse a hamburgueria na nova publicação.

O estabelecimento pediu desculpas, entretanto, para aqueles que não podem comer produtos de origem animal, seja por alergia ou intolerância. “Não foi a intenção em magoar”, explicou a nota.

Ignorando os protestos em suas publicações, o local ainda fez outra postagem, afirmando não atender veganos “sem caráter, que usam droga”, com muitos parceiros sexuais etc. Eles foram denominados pela hamburgueria como “escória da escória”.

Segundo o G1, o estabelecimento continuou com as publicações polêmicas, postando uma foto de um de seus hambúrgueres com a frase “a morte do boi é nossa alegria”.

A Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) lamentou o ocorrido, afirmando que os vegetarianos e veganos de Sorocaba podem saber quais estabelecimentos apoiam a causa, entrando em contato com a organização.


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Estudo descobre que uma dieta baseada em vegetais pode melhorar o tratamento do câncer

Por Rafaela Damasceno

Aderir ao veganismo pode prevenir o câncer, segundo cientistas, e também tornar mais eficaz os tratamentos de radioterapia e quimioterapia. Os resultados da pesquisa foram publicados pela revista científica Nature.

Uma tigela cheia de alimentos baseados em vegetais

Foto: iStockphoto

Os pesquisadores deram a cinco mulheres e um homem uma dieta livre de metionina – aminoácido que afeta o metabolismo e é encontrado em carnes, peixes e laticínios – por três semanas. No final do experimento, os níveis da metionina foram reduzidos em 83%.

“Essas descobertas fornecem evidências que a manipulação da dieta pode afetar o metabolismo das células tumorais”, afirmou o líder do estudo, o professor Jason Locasale, especialista em estudo do câncer. Quarenta anos atrás, um estudo afirmou que o câncer depende da metionina para existir e se propagar.

Alimentos com baixo teor de metionina incluem frutas, nozes, vegetais, grãos e feijões – ou seja, alimentos presentes em uma dieta baseada em vegetais.

“O ideal é que a base da alimentação seja de alimentos in natura, como frutas, legumes e verduras”, declarou Ana Adélia Hordonho, diretora da Asbran (Associação Brasileira de Nutrição), em entrevista a Uol. “Pelo menos 250 estudos epidemiológicos apontam que 35% das mortes por câncer podem ser prevenidas por modificações alimentares”.


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Gansos são pendurados pelas pernas têm as cabeças arrancadas em festival espanhol

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Um festival espanhol, no qual homens montados em cavalos se lançam em direção a gansos pendurados e depois arrancam suas cabeças enquanto crianças assistem a tudo, tem sido ferozmente criticado e classificado como um espetáculo bárbaro e cruel.

Imagens da cidade de Carpio de Tajo, perto de Toledo, no centro da Espanha, mostram os animais suspensos de cabeça para baixo ao longo de uma trilha de fios.

Homens montados em cavalos se aproximam e agarram seus pescoços, puxando suas cabeças, enquanto uma multidão aplaude o ato cruel.

No passado, gansos vivos foram usados e, embora os gansos já tenham sido mortos de antemão, ativistas disseram que ainda é um desperdício grotesco de vida.

Um vídeo da aldeia perto de Toledo mostra dezenas de pessoas desfrutando de um dia nas festividades com bandeiras cobrindo sacadas e balançando no ar.

Um grupo de homens amarra um ganso em uma corda pendurada sobre uma estrada antes que um homem a cavalo se aproxime e tente arrancar sua cabeça.

O primeiro homem arranca a cabeça com sucesso e a entrega rapidamente a outra pessoa que está carregando uma bolsa azul para colocar as partes do corpo dos animais.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Outros concorrentes não conseguem arrancar as cabeças de uma só vez, fazendo as multidões suspirarem.

Dezenas de crianças pequenas são vistas assistindo ao evento com algumas delas muito próximas das aves decapitadas.

Marta Esteban, da Animal Guardians, disse: “Isso começou como uma maneira de treinar os militares com cavalos e dar-lhes a habilidade de usar suas mãos quando montados em cavalos”.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Agora, quando se trata de festividades de santo padroeiro, eles competem para ver quantas cabeças cada um deles pode obter.

Este tipo de tradição ensina aos nossos filhos que, para fins de diversão, a exploração de outros seres é totalmente justificada, anulando completamente sua empatia e responsabilidade em relação a outras espécies.

“Não se trata apenas da morte absurda desses pobres gansos, mas também de uma visão violenta e destrutiva da vida”.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

“Então, estamos fazendo campanha e pedindo ao presidente desta região da Espanha para proibir isso por ser tão bárbaro”.

Carmen Ibarlucea, da ONG Tortura Não É Cultura, disse que dezenas de milhares de pessoas pediram às autoridades que acabem com o evento selvagem, e que mais se juntam a elas todos os anos.

“Em 2016, 80 mil pessoas pediram o fim desse espetáculo dantesco que ensina as crianças a usar a morte como meio de diversão”, disse ela.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

“Em 2017, foram entregues 135 mil assinaturas, mas as autoridades ainda não fazem nada.

“Às vezes parece que ainda vivemos na Idade Média, mas, de nossa parte, continuaremos trazendo esses espetáculos à luz, convidando à reflexão e exigindo o fim deles”.

Aqueles que se opõem à tradição cruel são convidados a enviar uma mensagem ao presidente da região de Castela-Mancha e pedir-lhe para acabar com a violência por meio do seu site.

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Encontrar nossa conexão com a comunidade e natureza é o único jeito de salvar os orangotangos

Por Leif Cocks*

Um orangotango dentro de uma casinha de madeira

Foto: The Orangutan Project

Há uma mudança significativa que nós, seres humanos, precisamos fazer se quisermos sustentar nossa vida neste planeta. Precisamos nos mover do antropocentrismo – que coloca os seres humanos e seus interesses como o foco central – para o biocentrismo, que nos coloca ao lado de todos os seres vivos.

Existem quatro princípios fundamentais que sustentam o biocentrismo:

  1. Humanos e todas as outras espécies são membros da comunidade da Terra.
  2. Todas as espécies são parte de um sistema independente.
  3. Todos os organismos vivos buscam seu próprio bem à sua própria maneira.
  4. Os seres humanos não são inerentemente superiores aos outros seres vivos.

Estamos todos conectados como seres vivos e, quando entendemos isso, as ações que tomamos para o futuro alteram a nossa percepção de nós mesmos como indivíduos, e nos focamos no bem maior de todos. Como parte dessas mudanças, nós imediatamente largamos a falsa separação de nos vermos como um paradigma de “eles e nós” e isso nos torna livres para enxergar a unidade de toda a vida.

A grande novidade é que, uma vez que abraçamos essa maneira de perceber e agir com o mundo, resultados paradoxais começam a fluir para a nossa vida. Isso é chamado ‘paradoxo altruísta’, onde, ao deixar nossa autocentrada existência habitual, recebemos tudo sem buscar. Além disso, uma vez que paramos de perseguir a felicidade e escolhemos trabalhar em benefício de todos, nos tornamos mais felizes. Isso significa que nos tornamos capazes de realizar um trabalho realmente bom, que é mais eficaz e, como resultado, experimentamos mais amor, alegria e paz interior.

Há outro aspecto essencial das pessoas altruístas que é importante esclarecer. Elas nunca sacrificam nada enquanto estão fazendo o bem. Sacrifício é uma palavra que implica em um custo por ser altruísta; entretanto, a verdade é o inverso. Muitas vezes me perguntam como abandonei a carne para me tornar vegano. Eu simplesmente respondo que não “abandonei” a carne porque não a desejo. Ao invés, simplesmente fiz uma transição para uma forma de comer que era mais significativa para mim e deixei a carne e outros produtos de origem animal para trás. Muito como um adulto que se divertiu com brinquedos em sua infância, não é difícil deixar esses brinquedos para trás e procurar novas atividades.

“Quando faço o bem, me sinto bem. Quando faço mal, me sinto mal. Essa é a minha religião” – Abraham Lincoln.

Igualmente, fazer o bem e ser bom é um grande benefício para a pessoa que pratica o bem. Isso é evidenciado por estudos científicos que esboçam benefícios físicos, mentais e emocionais, experimentados não apenas por aqueles que fazem o bem, mas que são essencialmente bons. Os benefícios incluem melhor saúde (mental e física), longevidade e sensação de bem-estar.

Essa não é uma ideia inovadora, mas é uma que possui grandes fundamentos entre todos os sistemas de crenças do mundo. Entender esse princípio é compreender a ideia de que o nosso interesse coletivo é fazer bem aos outros.

Sou constantemente abordado por pessoas preocupadas e compassivas após minhas palestras pelo mundo. Elas querem saber como e onde podem apoiar nossos esforços para proteger habitats nativos e os seres vivos que habitam esses ecossistemas. Além de recomendar que eles comecem a doar ou se voluntariem à causa imediatamente, eu também sugiro que eles se eduquem sobre os orangotangos, o trabalho que fazemos e o trabalho que apoiamos. Isso porque acredito em ações formadas a longo prazo.

Eu genuinamente acredito que se combinarmos nossos esforços pessoais e trabalharmos juntos para apoiar organizações eficazes, podemos fazer a diferença em um nível global.

Usamos essa abordagem no Projeto Orangotango, onde fazemos parceria com a maioria dos grupos de conservação que trabalham hoje na Indonésia, porque sabemos que este é o único jeito de garantir o futuro dos orangotangos – não apenas através do resgate, recuperação e reabilitação de orangotangos, mas também proteção e regeneração, educação, pesquisa, apoio à aplicação de lei e parcerias com as comunidades locais.

Nosso grande objetivo é legalmente proteger todos os ecossistemas intactos existentes e manter populações de subespécies sob nossa proteção permanente, para que elas sobrevivam indefinidamente.

Mas, na realidade, meu objetivo pessoal e a promessa que eu fiz é que todo orangotango um dia viverá selvagem e livre. Porque cada um deles é um ser e, assim como você e eu, têm direito de compartilhar nosso planeta.

*Leif Cocks é o fundador e presidente do Projeto Orangotango

Leia aqui a versão em inglês.

Ativista vegana resgata leitão que caiu de transporte a caminho do matadouro

Por Rafaela Damasceno

A vegana Lisa Buck avistou um caminhão de transporte cheio de porcos indo para o matadouro, em Norfolk, no estado americano da Virgínia. Sofrendo com a consciência de que aqueles animais iriam morrer, a mulher seguiu seu caminho sem saber que seus amigos, um tempo depois, a trariam um leitão.

A ativista segurando o leitão

Foto: PA Real Life

O pequeno porquinho caiu do caminhão e foi encontrado pelos amigos de Lisa, que sabiam que ela era a pessoa mais indicada para cuidar dele. Além de uma boa pessoa, ela é ativista e dona de uma empresa vegana (The Vegan Owl). O leitão ganhou o nome de Peggy e foi acolhido por Lisa e seu marido, que já possuíam vários outros animais resgatados.

“Eu acho que abriguei algo e torno de 200 aves ao longo dos anos”, contou Lisa, em entrevista ao Metro. “Duas delas nunca foram embora”, completou.

A ativista vegana legalizou sua permanência com o porquinho no Departamento de Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais (Defra, na sigla em inglês), então pôde apresentar Peggy aos seus cachorros. “Eu trouxe alguns cobertores comigo, empacotei-a e ela dormiu em meus braços em segundos. Eu me apaixonei por ela nesse momento”, declarou.

Lisa trabalhou para que a casa fosse perfeitamente habitável para Peggy, mas garantiu que não quer torná-la um animal doméstico para sempre. “Eu quero que ela se sinta confortável, fazendo o que seus instintos naturais a dizem para fazer”, disse. A ativista vegana argumentou que forçar um animal de fazenda a ser um animal doméstico vai contra a sua ética.

“Sempre haverá um lar aqui para a Peggy. Nós só queremos que ela viva sua vida naturalmente, sem sentir medo, como ela deve ter sentido naquele dia terrível em que foi para o matadouro”, concluiu.


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Fios de postes elétricos estão matando pássaros na Espanha

Por Rafaela Damasceno

As linhas de energia dos postes da Espanha matam milhares de pássaros por ano no país. O Promotor de Justiça definiu os números como “intoleráveis” e criticou a resposta passiva das autoridades ao problema.

Um pássaro morto em um poste de energia

Foto: GREFA

“É realmente um massacre”, disse Ernesto Álvarez, presidente do Grupo de Reabilitação da Fauna Indígena e seu Habitat (GREFA, na sigla em inglês), que lida frequentemente com a questão de monitorar os cabos de energia em todo o país.

O vice-presidente da Associação Espanhola de Agentes Ambientais e Florestais (Aeafma, na sigla em inglês), Esaú Escolar, concorda, e também diz que as autoridades não lidam com a questão de maneira correta – os proprietários dos cabos de energia quase nunca são multados e responsabilizados.

Uma missiva foi enviada para as autoridades regionais recentemente, elaborada pelo procurador do Departamento de Meio Ambiente e Urbanismo, Antonio Vercher. Um processo envolvendo o assunto foi aberto em 2017, mas depois de anos pedindo informações às autoridades, a conclusão foi que os oficiais não iniciaram nenhuma ação disciplinar competente para encontrar o porquê das mortes das aves nos cabos de energia.

O Promotor de Justiça afirmou que, para justificar a falta de ação, muitos disseram considerar as mortes como acidentes; outros alegam que as empresas de eletricidade concordaram em consertar os cabos com defeitos, o que impede as autoridades de tomar ações disciplinares.

De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente da Espanha, cerca de 33.000 aves de rapina morrem a cada ano no país por causa dos cabos elétricos. Um estudo da Fundação Amigos da Águia Imperial acredita que o número é ainda maior: algo em torno de 192.000 e 337.000.


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AAA Northeast, empresa de turismo dos Estados Unidos, corta parceria com SeaWorld

Por Rafaela Damasceno

AAA Northeast, empresa de turismo, anunciou que irá deixar de vender ingressos para o SeaWorld. A ação foi tomada sob influência de protestos organizados pela PETA e a Protest SeaWorld NY.

Duas baleias pulando do mar em uma atração do parque

Foto: Plant Based News

“Nenhum negócio decente deve querer estar ligado a um parque que cria golfinhos e os monta como se fossem pranchas de surf em shows estilo circo”, afirmou a vice-presidente da PETA, Tracy Reiman.

Ela ainda disse que a agência fez a coisa certa ao se desvincular do SeaWorld, e a PETA está incentivando outras empresas a fazerem o mesmo.

A AAA Northeast agora faz parte de uma lista crescente de empresas de turismo que pararam de vender ingressos para o SeaWorld – incluindo a AAA Arizona, AAA Washington e Virgin Holidays, assim como as companhias aéreas United, Alaska, Delta, JetBlue, Southwest, Spirit, Sunwing e WestJet.

Mudança

A organização PETA afirma que, na natureza, as orcas nadam cerca de 140 milhas (mais de 225 quilômetros) por dia, e os golfinhos-nariz-de-garrafa costumam nadar até 60 milhas (96,5 quilômetros). No SeaWorld, tudo o que podem fazer é nadar em círculos por um espaço pequeno, e 140 golfinhos são distribuídos em apenas 7 pequenos tanques.

No mês passado, dois ex-treinadores do parque denunciaram diversos casos de maus-tratos, inclusive o uso de drogas para acalmar os animais, o que causava úlceras em seus estômagos e outros ferimentos ocasionados por autoagressão.

Apesar de o SeaWorld negar todas as acusações, é fato que manter as orcas e golfinhos em espaços pequenos, forçar os animais a realizar truques e afastá-los da liberdade não é correto. Além de estressados e sob intensa pressão psicológica, eles ainda vivem assustados e depressivos.

As atitudes tomadas pelas empresas demonstram um avanço no pensamento do público, que enxerga cada vez mais os impactos da exploração animal e não compactua mais com a crueldade.


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Golfinho e tartaruga são encontrados mortos presos em redes de pesca

Foto: James Barnett/SWNS

Foto: James Barnett/SWNS

Imagens comoventes divulgadas recentemente mostram de um golfinho e uma foca mortos envoltos em redes de pesca descartada. As fotos foram usadas como parte de uma campanha de conscientização.

James Barnett, de 57 anos, é veterinário especializado em vida marinha e diz que a maior ameaça aos animais no mar são as redes de pesca descartadas, conhecidas como “redes fantasmas”.

Ele disse que, embora o plástico represente uma ameaça poderosa à vida marinha, ele vê animais envoltos em redes de fantasmas muito mais frequentemente do que vítimas da poluição por plásticos (seja por alimentação ou ferimentos provocados por resíduos plásticos).

Ele divulgou imagens de um golfinho que apareceu na costa da Cornualha em 2017, completamente envolto do focinho ao rabo em uma rede e uma foca encontrada em terra perto de Boscastle, também na Inglaterra enrolada em 35kg de redes em maio.

Na época, voluntários do grupo de resgate local, a British Divers Marine Life Rescue, disseram que pela situação em que foi encontrada era claro que a foca havia sofrido uma morte horrível.

Foto: James Barnett/SWNS

Foto: James Barnett/SWNS

Barnett disse: “É definitivamente o pior caso de emaranhamento de animais que já vi em minha carreira”.

“Focas são animais muito curiosos e eles investigam redes flutuando na água ou presas ao fundo do mar e podem se enroscar nelas”.

As redes fantasmas, as redes descartadas ou perdidas flutuando na água, são um grande problema para as focas e Barnett disse que vê casos sérios de enredamento a cada ano.

As marcas de corte encontradas nos corpos dos mamíferos marinhos são frequentemente sinais de que um animal ferido ficou emaranhado.

Ano passado, James realizou autópsias em quase 30 golfinhos, baleias e botos que foram encontrados presos nas praias e cerca de um quarto deles foram capturados, sem intenção, em redes de pesca.

Barnett disse: “Não encontramos muitas evidências de plástico em focas. Os maiores assassinos são provavelmente capturas acessórias e emaranhamento ”.

Ele tem tratado animais marinhos feridos desde o início dos anos 90 e trabalha no Cornish Seal Sanctuary em Gweek, Cornwall.

Ao longo dos anos, ele realizou centenas de exames post mortem em golfinhos, focas e outros animais encontrados mortos nas praias.

“Não sabemos quão grande é o problema de microplástico ainda. A quantidade de microplásticos espalhados pelo planeta é totalmente desconhecida ainda.

“Ainda não somos capazes de determinar o quanto isso está afetando a saúde dos animais. Acho que é algo que mais estudos nos próximos anos poderão dizer. ”

Ao longo de sua carreira, James realizou 225 autópsias em golfinhos, baleias e botos de 11 espécies diferentes, 78 focas e um tubarão-frade, o primeiro desse tipo no Reino Unido.

“É uma paixão”, disse ele. “Meu trabalho ajuda a destacar a questão das capturas acidentais, emaranhamento e poluição e poluição marinha. Isso torna minha vida mais real e significativa”.

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