Oito baleias são encontradas mortas em apenas dois meses no Oceano Atlântico
Por Rafaela Damasceno
Ambientalistas canadenses estão preocupados com a sobrevivência das baleias-francas do Oceano Atlântico Norte, que já constituíram uma numerosa espécie na costa leste dos Estados Unidos e do Canadá.

Foto: Getty Images
Em junho deste ano, seis baleias morreram, seguidas de mais duas em julho – para uma espécie que atualmente é constituída por 400 animais ao todo, as mortes são devastadoras.
A taxa de mortalidade aumentou consideravelmente nos últimos tempos, fator atribuído aos barcos e equipamentos de pesca, que causam grande parte das mortes.
As baleias-francas normalmente se alimentam de Calanus finmarchicus, uma espécie de copépode (crustáceo) presente em abundância no Golfo do Maine. Mas as mudanças climáticas estão reduzindo sua quantidade, forçando as baleias a nadarem mais para o norte em busca de comida, segundo um artigo publicado na revista Oceanography. O Golfo de St. Lawrence, região para onde elas estão sendo obrigadas a se deslocar, possui uma enorme quantidade de barcos.
Em 2003, o governo canadense e a indústria naval negociaram um acordo para redirecionar as rotas dos barcos, desviando do caminho das baleias. Essa mudança reduziu o risco dos acidentes em até 90% e ajudou a população dos mamíferos a crescer de 350 a 500, entre 2000 e 2010. Infelizmente, as novas rotas parecem não estar mais conseguindo evitar os mamíferos.
As mortes recentes incluem uma fêmea de 40 anos que os especialistas monitoravam desde 1981. Ela deu à luz a oito filhotes em sua vida, dois dos quais tiveram seus próprios bebês. Os especialistas concluíram que a causa de sua morte foi o choque com um navio.
As necrópsias realizadas indicam que quatro, das oito baleias, morreram devido a traumatismos cranianos resultantes das colisões com navios. Outras duas morreram ao se emaranhar em equipamentos de pesca (como redes e fios).
Em resposta às mortes, as autoridades canadenses impuseram uma velocidade máxima de 10 nós (18,5 km) para as embarcações medindo 20 metros ou mais. Os que não cumprirem estão sujeitos a multas de até 25.000 dólares (quase 100.000 reais).
“Qualquer perda de uma baleia-franca é prejudicial para a população. É uma espécie em extinção”, lamentou a bióloga Stephanie Ratelle, em entrevista à CBC.
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