Cafeteria se torna vegana após proprietária ter assistido o documentário Dominion

Foto: Dominion

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A proprietária do High Note em Idaho (EUA) diz que vai vender todos os produtos de origem animal que tem em seu estoque e, a partir de então, só servirá “comida vegana excelente e de boa qualidade que todos possam desfrutar”

O estabelecimento que é uma cafeteria e também serve refeições está pronta para se tornar completamente vegano depois que sua dona assistiu ao documentário Dominion.

Dominion, dirigido por Chris Delforce e lançado há pouco mais de um ano, usa imagens de câmeras escondidas em fazendas-fábricas e matadouros para mostrar os horrores da criação de animais em escala industrial.

Maria, a gerente geral do café High Note, em Boise, revelou que estava “aterrorizada” com a mudança repentina e impactante de seu negócio – mas não estava disposta a apoiar o sofrimento dos animais por mais tempo.

Café vegano

“Quaisquer produtos de carne que tenhamos agora serão os últimos vendidos, a menos que encontre uma maneira melhor de se produzir carne, com oa carne cultivada em laboratório”, disse Maria em um comunicado. “Vou tornar o High Note Cafe um estabelecimento completamente vegano nas próximas semanas”.

“Eu prometo ainda servir comida excelente que todos possam desfrutar. Se der certo, ótimo, se não der certo e me custar o meu sustento, então que assim seja. Eu não posso mais ir adiante sabendo que tenho apoiado grande sofrimento e práticas indesculpáveis pela indústria de carne, ovos e laticínios.

“Estou apavorada, mas sei que estou fazendo a coisa certa, e a coisa certa nem sempre é lucrativa ou segura”.

Retorno positivo

O anúncio foi recebido com muitas respostas positivas, como um comentário postado nas mídias sociais da empresa dizendo: “Precisamos de pessoas mais corajosas e compassivas como você! Obrigado. Aquece o meu coração quando as pessoas realmente se importam além de seus lucros e paladar. Você é o futuro que precisamos. Desejo a você muito amor e sucesso”.

Outro acrescentou: “Sua decisão de avançar com uma abordagem mais compassiva é exatamente o que Chris Delforce tinha em mente quando criou o documentário Dominion. Muito obrigado”.

Mesmo aqueles que não são veganos aderiram, com um entrevistado dizendo: “Eu sou um comedor de carne, mas eu amo o High Note o suficiente para que eu ame e respeite essa decisão e continue a visitá-lo”.

Dominion

O longa-metragem que causou toda esse impacto em Maria e mudou não só sua vida como seu negócio, é um documentário que mostra como os animais são usados e abusados na Austrália, além de contar com filmagens exclusivas de matadouros e fazendas.

O documentário mostra as proporções catastróficas da realidade cruel vivida por animais de criação, do início da vida até a morte terrível – história essa que é escondida das população. Ele acompanha desde a situação em uma escala mais ampla, até chegar em casos individuais, bem específicos.

É um diferencial em Dominion o tipo de filmagem: câmera na mão, escondida, e os drones – muitas das técnicas nunca antes vistas. Esta é uma maneira de mostrar que tudo aquilo que está lá dentro, de fato, não deve sair de lá – e por isso a filmagem é feita de maneira clandestina.

O filme chamou a atenção do público ao anunciar uma série de celebridades veganas entre seus narradores, incluindo Joaquin Phoenix, Rooney Mara, Sia, Sadie Sink e Kat Von D.

O documentário estreou no Reino Unido com uma exibição no centro de Londres, organizada pela Plant Based News e pela Surge Activism. ”Foi um enorme privilégio trabalhar com a equipe da Dominion para ajudar a levar este filme aos espectadores no Reino Unido”, disse o co-fundador da Plant Based News, Robbie Lockie.

“Embora seja doloroso testemunhar o sofrimento documentado, acreditamos que Dominion tem o potencial de abrir corações e mentes em todo o mundo. Ajudar a colocá-lo na frente de um público é exatamente quem somos como ativistas”.

“Eu acho que tem potencial para causar um grande impacto. O problema é fazer as pessoas sentarem e assistirem. Se conseguirmos que eles assistam, o impacto é inegável, inquestionável”, finaliza o diretor de Dominion, Chris Delforce.

Dois jovens chineses lutam pela proteção dos elefantes

Foto: VCG Photo/Reprodução

Foto: VCG Photo/Reprodução

Dois jovens chineses abraçaram a missão de proteger os elefantes. Um deles é Zhang Chaodao, diretor de Black Elephant, um documentário de 9 minutos que revela o treinamento e tratamento desumanos que sofrem elefantes na Tailândia. Zhang conta que nunca vai esquecer a visão e os sons que experimentou durante um encontro no país.

“De repente, o elefante não queria mais obedecer”, disse ele. “O mahout (treinador de elefantes) novamente usou seu ankus (ferramenta de metal em forma de gancho) para dominá-lo. Então ouvimos o som da pele do animal sendo dilacerada pelo instrumento de tortura. Nesse momento o elefante subitamente começou a enlouquecer. Ele fazia um som que nunca poderíamos imaginar em nossas vidas.”

Segundo Zhang a Tailândia é o destino turístico mais procurado pelo povo chinês. “Muitos chineses vão para lá todos os anos, e em suas listas de atrações, a primeira coisa é montar elefantes ou assistir a um show de elefantes. Gostaria que mais chineses soubessem o que acontece de verdade com esses animais”, diz ele

O documentário produzido por Zhang já foi assistido online milhões de vezes desde seu lançamento em 2017. Ele pede aos turistas que parem de montar e assistir a shows com elefantes, em vez disso, se quiserem realmente ver esses animais que vão a santuários. É preciso conscientização para fazer viagens com mais responsabilidade.

“Como consumidor, você muda o que compra, tem o poder da escolha, com essa mudança, você também muda o sistema pouco a pouco”, disse ele.

Em 2017, três agências de viagens chinesas anunciaram que deixariam de vender pacotes de passeio de elefante e shows com performances desses animais.

Enquanto Zhang exorta os consumidores chineses a usar seu poder para aumentar o bem-estar dos elefantes, Huang Hongxiang, outro jovem chinês, colocou sua vida em grande perigo, indo disfarçado para a África na intenção de expor os traficantes de marfim.

Foto: VCG Photo/Reprodução

Foto: VCG Photo/Reprodução

Huang Hongxiang, é ativista pela proteção da vida selvagem, ele se envolveu em uma investigação secreta para expor o crime de tráfico que tem levado a morte centenas de elefantes. “Muitas vezes eu uso uma câmera escondida, e se certas pessoas me encontrassem com isso, eu estaria em sérios problemas”

Huang foi destaque no documentário de 2016 The Ivory Game. Ele fingiu ser um comprador de marfim chinês e enganou um comerciante de Uganda, levando-o direto para uma armadilha policial.

“Quando a polícia apareceu, eu era a pessoa mais próxima desse criminoso. Então, quem sabe o que poderia acontecer? Quem sabe se ele tinha uma arma ou uma faca, ou o que ele poderia fazer”, disse ele.

Foto: VCG Photo/Reprodução

Foto: VCG Photo/Reprodução

O documentário trouxe muita exposição a Huang, o que significa que ele nunca mais vai poder se disfarçar, muitos sabem quem ele é. Mas o ativista disse que há uma razão para ter ido a público.

Huang disse: “Há um milhão de pessoas na China que poderiam fazer o mesmo que eu. Mas por que até agora relativamente poucos chineses fazem esse tipo de coisa ou assumem um papel em defesa da vida selvagem? Por que quando você vai visitar uma ONG internacional de conservação da vida selvagem você vê muitos brancos e negros, alguns sul-americanos, mas você não vê muitos chineses?”.

A China proibiu todo o comércio de marfim e atividades ligadas a utilização do material no final de 2017. O ato foi saudado como um passo gigantesco para salvar os elefantes da extinção.

Huang e Zhang compartilham a mesma missão e mandam a mesma mensagem: Proteja os elefantes e deixe-os viver livremente.

Alimentação vegana salva a vida de jovem obesa, cardíaca e hipertensa

Brittany antes e depois de virar vegana | Foto: Forks Over Knives/Reprodução

Brittany antes e depois de virar vegana | Foto: Forks Over Knives/Reprodução

Enquanto crescia, Brittany Jaroudi sempre teve medo de que seus pais morressem. Ela conta que viu sua mãe enfrentar um câncer três vezes diferentes. Seu pai teve um ataque cardíaco tão violento que o levou à cirurgia de bypass (aparelho cardíaco) triplo e, posteriormente, colocação stents e um desfibrilador.

Seu pai tem diabetes e insuficiência cardíaca congestiva. Naquele tempo ela acompanhava o pai nas consultas para receber injeções nos olhos (diabetes) e sua mãe na quimioterapia. Brittany confessa que foi uma época difícil ver sua família tão doente.

Criada na dieta típica americana

Durante sua infância, adolescência e início da idade adulta, ela seguiu o mesmo estilo de vida de seus pais, comendo de acordo com a dieta padrão americana. “Comíamos comida e muita carne, laticínios e óleo”, conta ela.

Sua luta contra o peso começou quando ela tinha apenas 8 anos e, já aos 20, seus hábitos alimentares realmente pesaram na balança, literalmente. Ela pesava 85 kg e tinha um metro e meio de altura, seu IMC (índice de massa corpórea) estava claramente na faixa de obesidade.

Foi quando o médico a diagnosticou com pressão alta e receitou dois medicamentos diferentes para pressão arterial. Ela já tinha colesterol alto. Sua ansiedade explodiu, e sua freqüência cardíaca estava péssima. Seu nível de PCR-as (proteína C-reativa de alta sensibilidade, um marcador de inflamação e risco de doença cardiovascular) estava extremamente alto e ela reclamava de dores no peito o tempo todo. “Eu pensei, esta não pode ser minha vida aos 25 anos de idade”, conta ela.

Do fundo do poço aos recordes nas alturas

Ela começou então a pesquisar maneiras de sair da crise de saúde em que se encontrava. Foi quando deu de cara com o documentário Forks Over Knives (Garfos sobre Facas, na tradução livre) e tudo fez sentido. Brittany viu o que seu futuro seria se ela permanecesse no caminho atual: doença cardíaca, doença auto-imune, diabetes e talvez até câncer. Depois de assistir ao documentário, ela imediatamente mudou sua alimentação para uma dieta vegana.

“Eu me livrei de todos os laticínios, carne e alimentos processados que tínhamos em casa. Fui comprar alimentos veganos puros: grãos, frutas, vegetais e legumes”, conta ela.

Desde aquele dia, há três anos, ela perdeu 27 quilos. Não tem mais colesterol alto nem pressão alta, sua frequência cardíaca em repouso é de 60 bpms; e seu hs-CRP (proteína reativa) retornou à faixa normal!

“Eu não consigo dizer o suficiente sobre o quão incrível eu me sinto e como sou grata por ter encontrado este estilo de vida ainda jovem”, declara ela.

Segundo Brittany, o documentário Forks Over Knives tem todo o crédito pela sua mudança. Seu novo estilo de vida a transformou em todos os sentidos. Atualmente, ela ajuda a administrar um grupo de Meetup (encontros semanais) para toda sua comunidade, sobre veganismo.

“A paixão da minha vida agora é educar os outros sobre como se alimentar, como ter uma dieta saudável e salvar o máximo de pessoas possível de doenças causadas por seu estilo de vida”, declara ela.

Nunca é tarde – ou cedo demais – para se tornar saudável adotando uma alimentação vegana. Além de ajudar o planeta, os animais, e a natureza, o maior beneficiado é o proproo individuo que ganhará em bem estar e longevidade.

Premiado documentário sobre pecuarista que se torna vegetariano vai ser exibido no Parlamento Europeu

Um dia, Wilde decidiu mudar a sua vida e a das vacas que viviam em sua propriedade (Foto: Divulgação)

Premiado este mês no BAFTA, na Inglaterra, o documentário de curta-metragem “73 Cows”, que conta a história do ex-pecuarista britânico Jay Wilde, que se tornou um vegetariano ético, vai ser exibido no Parlamento Europeu, em Bruxelas, em março. O comunicado foi feito pelo diretor Alex Lockwood.

O filme conta a história de Jay Wilde, um fazendeiro que atuava no ramo de produção de leite e carne. Um dia, incomodado com a ideia de ter que enviar suas vacas para o matadouro, já que esse é o destino comum quando cai a produção de leite, Wilde decidiu mudar a sua vida e a das vacas que viviam em sua propriedade.

Em vez de enviá-las para a morte, Jay Wilde, de Derbyshire, na Inglaterra, as levou para um santuário, iniciando uma nova jornada de respeito e compaixão pelos animais. No filme com duração de 15 minutos, Wilde rompe uma tradição familiar e passa a investir na produção orgânica de vegetais com o apoio da organização The Vegan Society.

Premiado documentário que mostra a vida de um leitão desde o nascimento é disponibilizado online

“A cada ano, cerca de 10 milhões de porcas e leitões são criados em confinamento só no Reino Unido e na União Europeia” (Foto: Divulgação)

O premiado documentário holandês de curta-metragem “M6NTHS”, de Eline Helena Schellekens, que conta a história de um leitão criado para consumo, está disponível online e gratuitamente para quem quiser assisti-lo até a semana que vem. Sem narração, o filme possui 12 minutos de duração.

A intenção de Eline em “M6NTHS” é se aproximar do ponto de vista do leitão, assim oferecendo uma perspectiva única e sensível sobre a vida dos animais que passam suas curtas vidas em confinamento até serem mortos e reduzidos a bacon e pedaços de carne.

No ano passado, o filme foi premiado no Panda Awards, conhecido como o “Oscar” dos filmes sobre a vida selvagem. “A cada ano, cerca de 10 milhões de porcas e leitões são criados em confinamento só no Reino Unido e na União Europeia”, lamenta Eline Schellekens.

Documentário vegano será lançado internacionalmente essa semana

O documentário vegano “The End of Meat” será lançado mundialmente essa semana.

Imagem: Instagram

Depois de estreias altamente bem-sucedidas em Nova York e Los Angeles, o documentário inovador que prevê um futuro em que o consumo de carne pertence ao passado estará disponível internacionalmente em 25 de janeiro.

“The End of Meat” foi apresentado para uma platéia de 250 pessoas no Angelika Film Center, em Nova York no final de agosto do ano passado. De acordo com o organizador do evento, o filme atraiu grande interesse e as pessoas continuaram a entrar em contato para comprar ingressos, apesar das apresentações terem esgotado.

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Em 30 de agosto, o filme fez sua estréia na costa oeste em Los Angeles, com celebridades veganas de alto perfil como Moby e Tony Kanal, baixista da banda americana de rock No Doubt, presentes.

“Até agora, o filme foi muito bem recebido internacionalmente e as pessoas parecem apreciar a nova perspectiva de um mundo pós-carne e as seus enormes benefícios”, Pierschel disse ao Live Kindly.

“The End of Meat” imagina um mundo onde comer animais é coisa do passado. Através de entrevistas com inovadores do movimento de comida vegana alemã, líderes e ícones do movimento de santuários , e outros, Pierschel mostra como e por que mais pessoas mais do que nunca estão escolhendo se abster de produtos de origem animal.

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De acordo com um relatório divulgado pela empresa global de pesquisa de vendas Nielsen, as vendas de alimentos veganos chegaram a US $ 3,3 bilhões em 2017, representando o início de uma mudança mundial nos hábitos alimentares. Outra pesquisa mostra que o país natal de Pierschel, a Alemanha, liderou o caminho para o lançamento de novos produtos veganos entre julho de 2017 e junho de 2018, especialmente notável em um país famoso por seus pratos pesados .

Você pode pré-encomendar “The End of Meat” on-line . Nos EUA, Canadá, Alemanha, Áustria e Suíça, o filme está disponível em diversas plataformas de streaming, incluindo iTunes, Vimeo e Amazon Prime.

Filme sobre pecuarista que se torna vegetariano é indicado ao prêmio BAFTA

Em vez de enviar os animais para a morte, Wilde os levou para um santuário (Foto: Reprodução)

O filme “73 Cows”, de Alex Lockwood, que conta a história do ex-pecuarista britânico Jay Wilde, que se tornou um vegetariano ético, foi indicado ao prêmio BAFTA 2019 na categoria curta-metragem. Wilde atuava no ramo de produção de leite e carne até que um dia, incomodado com a ideia de ter que enviar suas vacas para o matadouro, já que esse é o destino comum quando cai a produção de leite, ele decidiu mudar a sua vida e a das vacas que viviam em sua propriedade.

Em vez de enviá-las para a morte, Jay Wilde, de Derbyshire, na Inglaterra, as levou para um santuário, iniciando uma nova jornada de respeito e compaixão pelos animais. No filme com duração de 15 minutos, Wilde rompe uma tradição familiar e passa a investir na produção orgânica de vegetais com o apoio da organização Vegan Society. A cerimônia do BAFTA vai ser no dia 10 de fevereiro no Royal Albert Hall em Londres.