Casal acolhe animais com necessidades especiais que de outra forma seriam mortos

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

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Um casal dedicado e sua equipe trabalham 24 horas por dia salvando cães “indesejáveis”, que por causa de suas particularidades como doenças, deformidades e membros sem movimento, são considerados “inadotáveis” e acabam sendo enviados para morte assistida.

Heather Hernandez, de 32 anos, cofundadora da Mutt Misfits, organização de adoção e resgate de animais domésticos, criada em 2017, decidiu colocar em prática um sonho antigo de ajudar animais em situações de risco que caso contrário não teriam outra oportunidade.

O grupo, formado pela família e amigos do casal que vive em Oklahoma (EUA) – é dirigido por Heather, seu marido John e sua amiga Mandy James. A organização tem como meta ajudar animais com doenças de alto risco, ferimentos graves ou em idade avançada que normalmente são negligenciados nos abrigos e tem poucas chances de irem para lares adotivos.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

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Em parceria com abrigos e com o público, a Mutt Misfits promove a posse responsável de animais, castração, esterilização e a adoção de cães e gatos com necessidades especiais.

Fotos comoventes mostram um filhote incrivelmente abatido à beira da inanição, outro cão com as quatro patas quebradas sendo abraçado por um voluntário, e um terceiro cão com úlceras tão severas nos olhos que os órgãos tiveram que ser removidos.

Outra foto mostra um cachorro com deformidade fácil chamado Toad, o animal tem duas orelhas direitas e uma boca extra com alguns dentes do lado direito da cabeça.
Todos esses cães e muitos outros poderiam ter sido encaminhados para um terrível e doloroso fim: a morte assistida. Mas a compaixão e a atitude decisiva mudou o destino destes e de muito outros animais.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

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A ONG se dedica integralmente a ajudar esses animais indesejados ou em situações de saúde, que levariam a morte, segundo as leis do país.

O objetivo do Mutt Misfits é “salvar o não-salvável”.

Heather, uma das fundadoras da Mutt Misfits, explicou como sua incrível organização passou do sonho à realidade.

Ela conta: “Há algum tempo, Mandy James e eu trabalhamos como resgatadores e coordenadores de acolhimento no abrigo municipal de Oklahoma City”.

“De tempos em tempos, nos víamos implorando para que as organizações transferissem para outros locais, em vez de matar, os animais seriamente doentes e feridos, mas nunca tivemos muita sorte”.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

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“Casos que requerem cuidados médicos mais importantes são obviamente muito caros e a maioria das organizações não tem fundos para cuidar de animais doentes”, conta ela.

“Foi assim que começamos a Mutts, junto com meu marido John, focando nos animais que os outros frequentemente negligenciam devido à falta de lares adotivos, custos elevados e ao fato de que a maioria das pessoas simplesmente não quer adotar animais com necessidades especiais”.

Heather conta que o abrigo municipal da cidade acolhe cerca de 25 mil animais por ano. A taxa de morte por indução está em cerca de 25%. “Nosso objetivo como organização – e como defensores dos direitos animais – é diminuir essa taxa, permitindo que os animais com necessidades especiais que requerem cuidados médicos mais caros, tenham a chance de receber atendimento através de nosso programa”, disse ela.

A fundadora da ONG explicou que devido as contas médicas altas, as doações para a organização são “sempre muito necessárias”.

Seu marido, John, estava inicialmente temeroso e ansioso sobre o volume de trabalho e responsabilidade que o trio estaria assumindo, mas agora ele se deleita com a carga de trabalho frenética.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

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Ele disse: “Quando Heather e Mandy me contaram sobre sua ideia de fundar nossa própria ONG, fiquei um pouco nervoso no começo. É muita responsabilidade e trabalho para assumir”.

“Todos nós já temos empregos em tempo integral, então isso parecia um pouco assustador, por que aceitar outro emprego em tempo integral pelo qual não podemos nem mesmo ser pagos?”, desabafa John.

John e Heather trabalham em período integral fora da ONG, além de manter e trabalhar na Mutt Misfits.

“Bem, como acontece na maioria das vezes, a mulher vence, então nos unimos e formamos o Mutt Misfits”, conta ele.

“Sou fã de música punk rock, então Heather e Mandy me ganharam ao me deixar escolher o nome e o logotipo com o tema Misfits”.
Já faz dois anos agora e até esse momento já salvamos mais de 300 cães doentes e feridos durante a nossa jornada.

John confessa que é uma quantidade imensa de trabalho, estresse e tempo consumido, e admite que talvez ele “perca um pouco de sanidade” de vez em quando. Mas a recompensa em salvar a vida desses animais supre qualquer coisa, segundo ele.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

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O custo de cada animal trazido para a Mutt Misfits’s raramente é inferior a algo em torno de 1.300 dólares, apesar do grande desconto que a organização, que não tem fins lucrativos, recebe.

Desde o início em 2017, mais de 300 animais foram trazidos para o programa.

Alguns dos animais são completamente curados e recuperam-se totalmente, voltando ao seu estado saudável e adotável, segundo casal.

Infelizmente, como é a natureza do seu trabalho, alguns não conseguem, então a ONG procura tutores responsáveis, que estejam dispostos a cuidar de um cão com necessidades adicionais.

“Infelizmente nem todos os nossos casos tem finais felizes”, acrescentou o presidente da Mutt Misfits.

“Devido às doenças graves, tempo sem tratamento e lesões extremas que eles sofreram, perdemos alguns amigos ao longo do caminho. Nós sempre fazemos o que podemos para ajudar”, lamenta ele.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

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“Quando corremos com um dos cães, Micky, para a emergência veterinária dissemos: faça o que for preciso. Não importa, se não tivermos dinheiro, vamos consegui-lo. Apenas salve-o”, conta John emocionado ao Daily Mail.

O casal conta que Micky havia sido acolhido em um abrigo com seus dois irmãos, os três em condições absolutamente horríveis.

“Fizemos com que ele começasse um plano médico para deixá-lo saudável, mas ele ficou muito doente e teve uma infecção muito forte devido à coceira, aos parasitas e a negligência”.

“Recentemente, depois de tê-lo sob nossos cuidados por dois dias, ele desmaiou. Micky ficou na UTI por 12 horas. Nós nos sentamos no chão e choramos com ele”.

“Esperamos até o último segundo. Mas seu organismo estava muito fraco. Ele faleceu nos braços de sua mãe adotiva no pronto-socorro. Perdas como essa são quase insuportáveis. Mas continuamos lutando pelos animais necessitados”.

Apesar do desgosto, às vezes a equipe consegue vencer as guerras mais improváveis contra a morte.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

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Heather continuou: “Alguns dos animais, por mais terríveis que pareçam no começo, acabam com finais de conto de fadas!”

“Fomos contatados por um abrigo a respeito do caso um cão tão doente em que eles consideraram a morte induzida imediatamente”.

“Mas o abrigo nos deu uma chance e vários meses e muitos milhares de dólares depois, Vincent é hoje um mastim gordo, feliz, caolho e orelhudo vivendo a melhor vida que já teve com seu novo melhor amigo”.

Heather conta que nunca perdeu de vista que criou a ONG exatamente ajudar os animais que são negligenciados em abrigos, especialmente aqueles que parecem “casos perdidos” e aqueles cujo cuidado parece caro demais e impossível de cura.

A fundadora da ONG admite que nem sempre é fácil, as vezes é confuso, dolorido, estressante mas sempre vale a pena mostrar aos animais negligenciados que eles são importantes também.

“Cuidar de animais com necessidades especiais normalmente exige muito mais trabalho do que os animais tradicionalmente adotáveis”, desabafa ela .

“Com mais trabalho, vem muito mais amor e carinho desses animais. A companhia de um cão pode mudar o mundo para um humano”.

Foto: Mediadrumimages/Mutt Misfits

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“Todos os cães podem ser ótimos animais de estimação, mas o amor e a lealdade que você recebe de um animal doméstico especial são diferentes de qualquer vínculo explicável que já senti antes”, acrescentou.

Todos os dias é um desafio diferente e uma nova recompensa também acrescentou Mandy James.

“Um dia normal para nós inclui cuidar dos nossos animais e dos que acolhemos e damos lar temporário”, explicou o cofundador.

“Heather e eu temos as necessidades especiais dos nossos próprios animais para lidar também, por isso às vezes é preciso um pouco mais de dedicação”.

“Uma das minhas, por exemplo, faz fisioterapia na natação e vai a um quiroprático, seus compromissos me deixam ocupado e preocupado”.

“Também nos importamos com os nossos patrocinadores, que vão tão longe quanto pedem as nossas necessidades”.

“Nós também estamos em comunicação constante com nossos parceiros de abrigo, nossa equipe de veterinários e nossos patrocinadores, garantindo que todos tenham tudo de que precisam para cuidar dos nossos bebês”.

“Assim, o dia-a-dia pode incluir muito tempo no telefone ou viagens para levar os filhotes para onde precisam ir, entregando suprimentos ou qualquer coisa para certificar-se de que tudo corra bem.”

Mutt Misfits é 100% composta de voluntários, o lar temporário oferecido não conta com funcionários remunerados, nem instalações de abrigo. Todas as doações vão para o cuidado dos animais.

Governo libera mais 31 agrotóxicos; 16 deles, “extremamente tóxicos”

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) liberou mais 31 agrotóxicos. Já são 152 pesticidas liberados em apenas 100 dias. A nova autorização aconteceu um dia após a ministra Tereza Cristina afirmar, diante da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento da Câmara, que “não existe liberação geral” de agrotóxicos no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Foto: Pixabay

A autorização do uso dos novos agrotóxicos foi publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira (10). Dentre os produtos, 16 são classificados como “extremamente tóxicos”. As informações são da revista Fórum.

O grau mais elevado de risco toxicológico entre os agrotóxicos é chamado de classe I. De todos os 152 liberados desde o início do mandato de Bolsonaro, 44 pertencem a essa classe, elaborada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão que foi responsabilizado pela ministra pelo número recorde de registros.

A liberação desses agrotóxicos altamente tóxicos contraria uma declaração dada pela ex-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que afirmou: “nós temos que mudar a legislação para que os produtos de baixa toxicidade tenham seu registro facilitado e possam chegar mais rápido ao mercado”.

Dos 152 agrotóxicos liberados até o momento, apenas 18 foram considerados pela Anvisa como “pouco tóxicos”.

Nota da Redação: a liberação desenfreada de agrotóxicos é bastante alarmante e deve ser vista com preocupação pela população. Isso porque os pesticidas envenenam a comida e o meio ambiente, destruindo a natureza e levando as pessoas ao adoecimento. Um governo sério e comprometido com as causas ambientais e sociais deve prezar pelo aumento da produção de alimentos orgânicos, não pela liberação de agrotóxicos.

Estudo aponta que consumo de carne aumenta os riscos de morte prematura

Foto: Vegnews/Reprodução

Foto: Vegnews/Reprodução

Comer carnes vermelhas e processadas, mesmo em pouca quantidade, pode aumentar o risco de morte prematura, de acordo com um novo estudo realizado pela Universidade de Saúde Loma Linda, na Califórnia (EUA).

O estudo avaliou as mortes de mais de 7 mil homens e mulheres todos adventistas do sétimo dia, nos Estados Unidos e no Canadá, durante um período de 11 anos. A análise incluía uma avaliação da alimentação dessas pessoas por um questionário de frequência alimentar e dados de mortalidade obtidos do National Death Index (Índice de Mortalidade Nacional, na tradução livre).

Os adventistas foram selecionados para o estudo em razão de sua população única: aproximadamente 50% são vegetarianos, e aqueles que consomem carne o fazem em níveis muito baixos, com 90% deles consumindo cerca de 60 gramas ou menos de carne vermelha por dia.

Isso permitiu aos pesquisadores investigar o efeito de baixos níveis de ingestão de carne vermelha e processada em comparação com a ingestão zero em um cenário amplo.

Quase 2.600 das mortes relatadas foram ocasionadas por doenças cardiovasculares, e mais de 1.800 foram mortes relacionadas ao surgimento de um câncer.

O estudo indicou que o consumo total de carne vermelha e processada estava comprovadamente associado aos riscos relativamente maiores de mortes por doenças cardiovasculares.

“Nossas descobertas dão um peso adicional à evidência já sugerida que comer carne vermelha e processada pode impactar negativamente na saúde e na expectativa de vida”, disse o co-autor do estudo Michael Orlich, médico PHD.

As novas descobertas dão suporte a um corpo significativo de pesquisas que afirmam os potenciais efeitos negativos do consumo de carnes vermelhas e/ou processadas.

Cachorro é arrastado por moto e corre risco de morte em em Jataí (GO)

Um cachorro que foi arrastado por uma moto em Jataí (GO) tem pouca chance de sobreviver, segundo o médico veterinário Pedro Campos, que está cuidando do animal. Além das escoriações e larvas que se alimentavam da pele necrosada, o cachorro foi diagnosticado com a doença do carrapato e cinomose.

Foto: Polícia Militar/Divulgação

O animal foi resgatado na última sexta-feira (15) após ser amarrado em uma moto e arrastado por um adolescente que recebeu R$ 3 para cometer o crime de maus-tratos. A cena foi vista por um motorista do caminhão de coleta de lixo da cidade, que acionou a Polícia Militar.

O adolescente e o tutor do cachorro, um homem de 32 anos que confessou ter participado do crime, foram levados a uma delegacia da Polícia Civil e liberados após registro do caso. As informações são do G1.

Inicialmente, havia uma suspeita de que o cão tivesse sido envenenado. No entanto, exames não confirmaram essa hipótese. Independentemente disso, o cachorro está em estado gravíssimo.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

“Ele foi diagnosticado com erliquiose e cinomose. Por causa das doenças ele está com crises convulsivas e tem que ficar em coma induzido para controlar as convulsões. Ele também não está conseguindo ficar nas quatro patas. Quando colocamos ele de pé, ele cai imediatamente”, explicou.

De acordo com o veterinário, o tamanho das larvas que estavam no animal indicam que ele estava sendo comido vivo há dias. Ele também foi diagnosticado com desnutrição e estava com sede quando chegou na clínica.

Após o tratamento médico ser iniciado, as larvas foram retiradas do corpo do cachorro, que ficou com feridas pelo corpo causadas por elas.

“Ele tem muitas feridas, lesões graves. Pelo jeito estava já com essas doenças há semanas”, completou.