Conheça os benefícios únicos de se conviver com um gatinho

Foto: Rover

Foto: Rover

No dia 8 de agosto é celebrado o Dia Internacional do Gato. Tudo começou em 2002 por uma iniciativa do International Fund for Animal Welfare (Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, na tradução livre) e outros grupos de direitos animais que se uniram para celebrar o animal doméstico mais popular em todo o mundo.

Além de serem peludos, belíssimos e independentes, os gatos também fazem bem para nossa saúde, informação essa, já comprovada cientificamente. Tanto é verdade que, apenas ao assistir vídeos de gatos online você já começa a sentir-se feliz e encantado.

Foto: Rover

Foto: Rover

Estudos mostraram que apenas assistir vídeos de gatos na internet pode aumentar a energia de uma pessoa e criar emoções positivas em seu cérebro.

Em homenagem ao Dia Internacional do Gato, aqui estão alguns benefícios de saúde cientificamente comprovados de ter um companheiro de vida felino:

1 – Os gatos têm um impacto positivo na sua saúde mental:

Se você ainda não tem motivos suficientes para abraçar seu gato, aqui está outro. Um estudo de 600 pessoas onde cerca de metade tinha problemas de saúde mental, 87% dos tutores de gatos admitiram ter um impacto positivo no seu bem-estar. Outros 76% também revelaram que eles acham mais fácil enfrentar o estresse diário, graças aos gatos.

Foto: Pet Healthy

Foto: Pet Healthy

2 – A presença de gatos na casa pode ajudar crianças com autismo a se conectar com o mundo:

Pesquisadores da Universidade do Missouri descobriram que a interação social de crianças com autismo melhorou drasticamente quando em torno de animais domésticos. No estudo, cerca de metade das famílias que participaram tinham gatos, com pais relatando fortes laços de apego entre eles e seus filhos.

Iris Grace, que tem autismo, e sua gata Thula | Foto: Bored Panda/Reprodução

Iris Grace, que tem autismo, e sua gata Thula | Foto: Bored Panda/Reprodução

3 – O ronronar dos gatos ajuda a curar ossos, tendões e músculos:

Se você é um amante de gatos, você sabe que o ronronar do seu felino é um dos sons mais reconfortantes do mundo, pois geralmente significa que seu gato está feliz e confortável. O som também tem sido associado há muito tempo a uma capacidade de cura terapêutica em ossos e músculos humanos.

Um estudo de 2006 conduzido pela Fauna Communications, descobriu que a frequência do ronronar de um gato é entre 25 e 140 Hz. Isto cobre as mesmas frequências que são terapêuticas para o crescimento ósseo e cura de fraturas, alívio da dor, redução do inchaço, cicatrização de feridas, crescimento e reparo muscular, reparo do tendão e mobilidade das articulações.

4 – Gatos significam menos alergias:

Um estudo realizado em cães e gatos revelou que o contato com esses animais no primeiro ano de vida pode fortalecer o sistema imunológico dos bebês, particularmente contra doenças respiratórias.

Foto: Bored Panda/Reprodução

Foto: Bored Panda/Reprodução

Isso pode resultar em uma melhor defesa contra a doença na infância, concluíram os pesquisadores. Outro estudo descobriu que o limpeza obsessiva e isolamento nem sempre são a melhor escolha; as crianças expostas a alérgenos de gatos estão em melhor situação em relação aos seus sistemas de defesa.

Crianças em ambientes urbanos com maior exposição a alérgenos e bactérias desenvolveram uma melhor sensibilização às alergias e respostas mais fortes de seus sistemas imunológicos.

5 – Os gatos podem diminuir o risco de doença cardíaca:

Um estudo de 10 anos de mais de 4 mil americanos realizado por pesquisadores do Instituto Stroke da Universidade de Minnesota em Minneapolis descobriu que ter um gato pode reduzir seus níveis de estresse, o que por sua vez terá um efeito secundário sobre o risco de doença cardiovascular. Possuir um gato pode diminuir o risco de várias doenças cardíacas, incluindo derrame, em cerca de 30%.

Foto: AKIMASA HARADA/GETTY IMAGES

Foto: AKIMASA HARADA/GETTY IMAGES

Depois de tudo isso já não resta mais dúvidas de como esses seres peludos e encantadores podem fazer a diferença em nossas vidas. O amor, a dedicação, a felicidade e o privilégio de se conviver com um animal doméstico são incomparáveis.

Há lições que somente os animais podem nos ensinar, não perca a oportunidade de amar e estar com seu companheiro de quatro patas o máximo possível. E se você ainda não desfruta dessa alegria, há muitos gatinhos a espera de um lar e uma família nos abrigos e ONGs de proteção animal.

Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

Homem cria “cadeira de rodas flutuante” para salvar a vida de peixinho-dourado

Foto: Caters

Foto: Caters

Muitas pessoas preferem a companhia animais fofinhos e peludos, mas não todos, há também aqueles que amam os animais domésticos que vivem a água, como os peixinhos-dourados.

Embora seus tutores não possam realmente acariciá-los como a um cão ou um gato, isso não significa que eles não amem seus minúsculos companheiros. Tomemos por exemplo, o estilista de 32 anos Henry Kim, da Coréia do Sul, que tem um amor inegável pelo seu peixinho-dourado.

O homem de bom coração e apaixonado por peixes garante que nenhum animal é deixado para trás quando se trata de cuidado e atenção, seja marinho ou terrestre. Então, depois de perder alguns deles para uma doença, Henry inventou uma “cadeira de rodas flutuante” que salvou a vida de seu amado peixe.

Foto: Caters

Foto: Caters

Infelizmente, peixinhos-dourados são conhecidos por serem comumente afetados pela doença da bexiga natatória. Esta doença perturba sua capacidade de regular adequadamente o ar que entra e sai da bexiga natatória, fazendo com que os peixes nadem de lado ou de cabeça para baixo.

“A desordem da bexiga pode ser causada por muitas razões, como comer demais ou por nadar em águas impuras. Eu normalmente a encontro em peixes que vem da Tailândia ou da China para a Coréia ”, disse Henry.

Foto: Caters

Foto: Caters

Para ajudar o peixe, Henry teve uma ideia brilhante. Ele decidiu criar um dispositivo minúsculo que faz com que o peixe permaneça em uma posição correta enquanto estiver debaixo d’água.

Depois de passar inúmeras horas on-line procurando idéias e pesquisando maneiras de resolver o problema, Henry inventou algo que ele chama de “cadeira de rodas flutuante” – um dispositivo de flutuação feito de plástico que permite que os peixes afetados nadem normalmente.

Foto: Caters

Foto: Caters

“Peixes com esse problema só vivem alguns meses, mas graças a esse dispositivo, um dos meus peixes viveu até os cinco meses de idade. Minha cadeira de rodas “flutuável” os ajuda a se manter à tona e ter uma vida mais longa ”, disse Henry.

Henry Kim | Foto: Caters

Henry Kim | Foto: Caters

Assista ao vídeo do peixe dourado aproveitando a invenção de Henry abaixo:

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Gato e ratinha descobrem um ao outro e se tornam os melhores amigos

Foto: MacKenzie Allmon

Foto: MacKenzie Allmon

MacKenzie Allmon da cidade de North Little Rock, no estado do Arkansas (EUA), é uma verdadeira amante dos animais – ela ama tanto gatos como cães, e como orgulhosa cuidadora de quatro ratinhos domésticos, ela é também uma ardosa amante de ratos.

Allmon diz que seus animais são tudo para ela. Mas ela mal sabia o quanto alguns de seus bichinhos se amariam, entre eles mesmos, até que um dia ela encontrou seu gato Jagger no mais inesperado dos lugares.

Foto: MacKenzie Allmon

Foto: MacKenzie Allmon

Jagger entrou na vida de Allmon um ano atrás, quando ele era apenas um pequenino gatinho. Na verdade, ele nasceu na garagem de Allmon.

“No nosso antigo bairro havia um mercado de pulgas por perto e as pessoas costumavam dar filhotes lá – mas no final do dia, se eles ainda tivessem algum sobrando, eles simplesmente os deixavam por ali mesmo[soltos], o que fazia com que nosso bairro fosse preenchido gatos selvagens “, disse Allmon ao The Dodo.

Foto: MacKenzie Allmon

Foto: MacKenzie Allmon

Um desses gatos em situação de rua era manso – e um pouco arredondado demais ao redor da cintura. “Nós a levamos e a gata, que estava grávida, acabou tendo seus gatinhos em nossa garagem”, disse Allmon.

Allmon e sua família encontraram lares e adotantes para a gata mãe e todos os seus gatinhos – com exceção de um gatinho com quem Allmon sentia uma ligação particularmente forte. “Eu simplesmente não podia desistir dele”, disse ela.

Foto: MacKenzie Allmon

Foto: MacKenzie Allmon

Oito meses depois, Allmon veio buscar alguns ratos domésticos frutos de resgate. Então ela pegou mais um par deles. Ela criou um habitat grande e protegido para seus quatro novos membros peludos da família, Willow, Jasmine, Eevee e Sadie – mas ela não sabia exatamente como Jagger reagiria aos novos moradores da casa.

“Desde que Jagger era pequeno ele ama outros animais, especialmente cachorros”, disse Allmon. “Mas quando eu peguei meus ratos, eu não sabia o que esperar, pois a rivalidade entre gatos e ratos é bem conhecida”.

Foto: MacKenzie Allmon

Foto: MacKenzie Allmon

Então, um dia, Willow conseguiu escapar do habitat dos ratos.

Allmon olhou por toda a casa e descobriu algo adorável.

“Eu encontrei ela e Jagger aconchegando-se em um caixote”, disse Allmon.

E isso não foi um acaso de uma só vez.

“Desde então, eles têm sido inseparáveis”, disse Allmon. “Eles seguem um ao outro pela casa e adoram brincar um com o outro”.

Jasmine, Eevee e Sadie também fizeram amizade com Jagger.

Mas Willow ainda ocupa um lugar especial no coração do gato.

“Eu definitivamente diria que Willow é a sua favorita”, disse Allmon. “Ela é quem começou tudo, o que saiu de sua casinha e começou a trocar carinhos com ele. Eles inegavelmente se amam”, conclui a tutora orgulhosa.

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Cachorra abandonada que corria de medo de tudo e de todos finalmente aprende a confiar

Foto: Jillian

Foto: Jillian

Jillian estava deixando o lixo em frente a sua casa, na rua em que mora, uma noite durante a semana, como sempre faz, quando notou alguém se escondendo na escuridão.

Dois olhos brilhantes na escuridão corresponderam ao seu olhar, e ela podia apenas ver o contorno de um cachorro agachado no jardim da frente. Ela sabia que aproximar-se do animal perdido muito rapidamente poderia assustar o cão tímido de vez, então Jillian tomou o maior cuidado com seus movimentos.

“Ela fugiu quando me ouviu chegando perto”, disse Jillian, que pediu para não incluir seu sobrenome, contou ao The Dodo, “mas quando eu falei com ela, ela parou e ouviu”.

Foto: Jillian

Foto: Jillian

No dia seguinte, o cachorro (que na verdade era uma menina) voltou, ainda que cautelosamente e mantendo distância. Quando Jillian voltou sua atenção para a cachorrinha, mais uma vez ela correu – mas não foi tão longe como da primeira vez.

Foi quando Jillian percebeu que a cachorra assustada queria alguma coisa; ela simplesmente não sabia como perguntar o que era.

“Quando me virei para voltar para dentro, percebi que ela estava me seguindo a distância”, disse Jillian. “Foi quando eu percebi que poderia fazê-la confiar em mim. Peguei uma tigela com água e comida para cachorro e deixei no canto do meu quintal antes de caminhar até uma distância segura para ela”.

Foto: Jillian

Foto: Jillian

O animal faminto comeu com gratidão a comida e continuou a seguir Jillian, ainda se certificando de manter uma boa distância.

Quando Jillian viu a cachorrinha em sua vizinhança novamente no dia seguinte, ela bolou um plano com a ajuda do marido.

“Conseguimos mais comida para cães e deixamos um rastro para ela seguir de volta ao nosso quintal, onde a alimentei novamente”, disse ela. “Desta vez, sentei-me perto da comida. Eu esperava que ela fugisse depois que ela comeu, mas em vez disso ela ficou ao meu lado e até começou a me cheirar”, conta Jillian emocionada.

“Quando me levantei, ela me seguiu até o meu quintal e sentou-se ao meu lado”, acrescentou Jillian. “Eu nunca tive um cachorro em situação de rua se aproximando de mim assim. Ela estava apenas esperando que alguém lhe desse uma chance”.

Jillian soube então que a cachorrinha deveria ser parte de sua família, e ela a chamou de Luna.

“Nós decidimos mantê-la porque não poderíamos nos afastar dela mais”, disse ela. “Eu também sempre amei mistura de pit bull que deixou ela linda, então me apaixonei por Luna imediatamente e para sempre”.

Faz apenas uma semana que ela esta conosco, mas Luna se adaptou perfeitamente bem a sua nova vida de cão doméstico e está ansiosamente mostrando à mãe que está pronta para aprender muitas coisas.

“Luna parece ser muito inteligente”, disse Jillian. “Ela aprendeu seu nome em um dia e já está respondendo a alguns comandos básicos, embora estivesse claro que ninguém lhes havia ensinado antes”.

Luna ainda tem um pequeno caminho a percorrer antes de se acomodar completamente, mas sua nova mãe está feliz em levar as coisas devagar.

“Ela ainda está um pouco assustada, especialmente com barulhos altos, como portas fechando, mas ela é a mais doce das criaturas”, disse Jillian. “Ela gosta de correr com a gente no quintal e se aconchegar conosco na cama e nos dar beijos quando nos sentamos”.

“Ela só quer mostrar o quanto esta grata, mal sabe ela que quem mais ganhou eu”, conclui emocionada a mais nova tutora.

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Porquinho e galinha se tornam amigos inseparáveis

Cottontail Cottage Animal Sanctuary

Foto: Cottontail Cottage Animal Sanctuary

Arnold tem apenas 7 anos de idade. Como como acontece com muitos porcos domésticos, ele passou por diversas mudanças e circunstancias difíceis em sua vida.

“Arnold teve três casas anteriores além da que ele mora atualmente”, disse Jenny Nichols, diretora executiva do Cottontail Cottage Animal Sanctuary, no Maine (EUA) ao The Dodo.

Foto: Cottontail Cottage Animal Sanctuary

Foto: Cottontail Cottage Animal Sanctuary

Porcos domésticos geralmente acabam desabrigados ou negligenciados quando as pessoas percebem que são animais muito inteligentes que exigem tempo, atenção e dedicação.

Felizmente, no caso de Arnold, houve algo em sua vida que se tornou uma fonte de conforto constante – pelo menos na memória recente.

Esta é Sammie, a galinha melhor amiga de Arnold.

Foto: Cottontail Cottage Animal Sanctuary

Foto: Cottontail Cottage Animal Sanctuary

Arnold e Sammie se conheceram e tornaram-se inseparáveis na casa atual ode vivem.

Como Arnold não consegue enxergar muito bem, Sammie ajuda a fazê-lo sentir-se calmo. Observar Sammie em pé sobre as costas de Arnold não é apenas adorável – é uma maneira de o casal de amigos se sentir conectado.

Mais uma vez, porém, Arnold está sendo abandonado por sua atual família. Foi assim que Nichols se envolveu com a dupla de amigos.

Foto: Cottontail Cottage Animal Sanctuary

Foto: Cottontail Cottage Animal Sanctuary

“Fomos questionados por seus tutores se eles poderiam entregá-los aqui para nós”, explicou Nichols. “Nós dissemos sim, mas o celeiro tem que ser construído primeiro”.

A amizade entre espécies fez Nichols se apaixonar instantaneamente pelos futuros moradores do santuário.

Determinada a manter o par unido, Nichols começou uma campanha para construir o celeiro o mais rápido possível para que os dois amigos pudessem desfrutar de alguma estabilidade e tivessem a oportunidade de viver sua amizade sem medo de se separarem.

Foto: Cottontail Cottage Animal Sanctuary

Foto: Cottontail Cottage Animal Sanctuary

É difícil saber se Arnold percebe que há algo novo chegando no horizonte para ele e sua amiga – mas ele certamente parece estar sorrindo de novo.

Em um verdadeiro trabalho de amor e dedicação, as pessoas no santuário estão correndo para levantar os fundos necessários para construir o celeiro em apenas dois meses.

“Arnold e Sammie precisam vir para”, disse Nichols. “Eles se amam”, completou ela.

Japão recebe pressão internacional para fechar os mercados internos de marfim

Mercado japonês representa uma das maiores demandas de marfim do mundo | Foto: WAN

Mercado japonês representa uma das maiores demandas de marfim do mundo | Foto: WAN

A ONG World Wildlife Fund (WWF, na sigla em inglês) solicitou na quinta-feira última (9), que o governo do Japão conduzisse uma revisão do sistema legal que governa seu mercado doméstico de marfim.

Ryuji (Ron) Tsutsui, CEO da WWF Japão, fez o pedido ao apresentar as conclusões de um estudo sobre os sistemas legais nas principais jurisdições do país ao diretor-geral do departamento de conservação da natureza no ministério do meio ambiente.

“A análise jurídica detalha as falhas atuais na regulação do mercado de marfim do Japão e recomenda que fechar o mercado e definir isenções legais muito estreitas é a única abordagem para o governo do país cumprir integralmente suas obrigações de estrutura sob a CITES”, Scott Martin, O sócio-gerente da Global Rights Compliance e principal autor do relatório disse em um comunicado.

Com uma necessidade urgente de combater a crise da caça de elefantes e o comércio de marfim, a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES) acordou na última Conferência das Nações Participantes em 2016 o apelo total e incondicional ao encerramento urgente de quaisquer mercados que estejam contribuindo para a caça ou comércio de marfim.

Após o recente fechamento do mercado interno de marfim da China, que até recentemente era o maior centro de demanda mundial de marfim, o Japão está sob crescente pressão para fazer sua parte. A 18ª Conferência das Nações da CITES será realizada ainda este ano.

O Japão continua sendo um dos maiores mercados de marfim do mundo e abriga uma indústria de fabricação de marfim ativa, apesar de ter diminuído nos últimos anos. O país também possui estoques significativos de presas inteiras e pedaços de marfim em propriedade privada e é o único país sob CITES que se beneficiou duas vezes da importação comercial de marfim puro (bruto) totalizando 90 toneladas através de duas “vendas únicas” realizadas em 1999 e 2008.

O governo japonês sustenta que seu mercado não contribui para a “caça” nem para o “comércio” de marfim. No entanto, as pesquisas da ONG TRAFFIC (focada no combate ao tráfico da vida selvagem) realizadas em 2017 e 2018 contestaram isso, revelando sua contribuição ao comércio cruel ao permitir a exportação do material para a China.

O governo japonês ampliou certos aspectos do controle interno, incluindo um anúncio recente sobre a severidade dos requisitos para o registro de presas inteiras de marfim para a comercialização a partir de julho de 2019.

No entanto, muitas das questões críticas permanecem sem solução. O sistema legal ainda carece de controle sobre vastos estoques privados e uma regulação efetiva e exequível sobre o comércio de marfim que não as presas inteiras (ou seja, peças cortadas e marfim trabalhado).

“É esperado que o Japão aumente suas ações rapidamente e em escala para garantir que esforços globais realizados até aqui não sejam prejudicados pela falta de reconhecimento do significado de seu papel e responsabilidade como pais”, disse Ryuji (Ron) Tsutsui, CEO da WWF Japan.

Homem resgata canguru órfão com intenção de mantê-lo como animal doméstico

Foto: Amaroo Wildlife Shelter

Foto: Amaroo Wildlife Shelter

Um canguru órfão foi resgatado no meio da noite de uma rua movimentada em Melbourne na Austrália depois que um homem, que queria mantê-lo como animal doméstico, ligou para um hospital veterinário em busca de orientações sobre o leite que deveria comprar para alimentá-lo.

Nicola Rae, uma voluntária do Amaroo Wildlife Shelter, disse que o homem, supostamente sob a influência de drogas, ligou na noite da terça-feira última (30), para perguntar sobre que leite poderia ser comprado em uma loja de conveniência para alimentar a canguru bebê de quatro quilos, agora chamada de Mia.

Segundo informações do Daily Mail, a mãe de Mia foi morta em um acidente de trânsito em algum lugar perto da fronteira de New South Wales e Victoria, mas o motorista do caminhão parou para tirá-la da bolsa da mãe.

O amigo do motorista, que mantinha Mia envolta em um casaco para aquecê-la, foi quem chamou os especialistas em vida selvagem.

Foto: Amaroo Wildlife Shelter

Foto: Amaroo Wildlife Shelter

Rae disse que teve que convencer o interlocutor de que Mia só poderia ser criada por profissionais especializados e treinados em animais selvagem e que o leite destinado a humanos poderia fazer muito mal ao animal, correndo o risco de deixá-la doente.

Cuidadores de vida selvagem têm leite especialmente formulado para cada espécie.

“Eventualmente, eu consegui convencer este homem a me deixar vir buscar o bebê canguru”, disse Rae em um post no Facebook.

Selma, uma das veterinárias do Amaroo Wildlife Shelter, acompanhou Rae até uma “área muito perigosa e de má fama de Melbourne” tarde da noite para pegar Mia.

“As pessoas que estavam com Mia em seu poder eram rudes, mas gentis o suficiente para protegê-la e a tinham envolvido em um casaco de frio, que o homem que a segurava estava orgulhosamente me contando”, Rae descreveu sua experiência.

“A pessoa que a tinha nos braços estava mais preocupada em não conseguir tirar fotos com o canguru, pois ela estava tão assustada que se enrolava e escondia na manga do casaco”.

Cancy e Mia | Foto: Amaroo Wildlife Shelter

Cancy e Mia | Foto: Amaroo Wildlife Shelter

Rae explicou à pessoa que estava com o animal que a exposição ao estresse pode matar animais selvagns e tirar fotos não era uma boa idéia para um animal assustado que passou por um trauma severo como perder a mãe e passar por um acidente.

Eles prometeram que mandariam fotos de Mia para ele mais tarde e levaram o canguru para o Centro de Proteção à Vida Selvagem Amaroo.

Já no abrigo, Mia foi colocada na companhia com Clancy, um canguru do sexo masculino da mesma espécie que ela, e os dois estão se dando bem.

Cancy e Mia | Foto: Amaroo Wildlife Shelter

Cancy e Mia | Foto: Amaroo Wildlife Shelter

“Leah fez um trabalho maravilhoso ao criá-lo [Clancy] até aqui, mas tem tantos outros pequenos precisando de ajuda que fazia sentido que ele viesse morar com Mia, já que eles têm a mesma idade e ela estava sozinha.”

Animais selvagens não devem ser mantidos como animais domésticos, eles tem necessidades especiais, que os diferenciam de cães e gatos e não conseguem se adaptar à vida em cativeiro.

Tanto em zoológicos como em residências a pratica de retirar animais selvagens de seus habitats naturais é condenável e causa danos severos a esses seres inocentes que muitas acabam morrendo em decorrência de tal violência.

Criadores vendem animais selvagens como domésticos

Os animais nativos mais emblemáticos da Austrália estão sendo negociados por criadores americanos que os vendem como animais domésticos por milhares de dólares.

A repercussão do terrível comércio de animais nativos surgiu depois que os australianos ficaram chocados com um kookaburra chamado “Thunder” sendo vendido em uma gaiola em uma loja de animais em Virginia Beach por 1.200 dólares (cerca de 5 mil reais).

Infelizmente, Thunder é apenas a ponta do comércio crescente de animais nativos australianos nos EUA.

Uma pesquisa rápida em sites de animais domésticos nos EUA revela que cangurus, wallabies, planadores de açúcar e emas estão disponíveis – por um preço. Um criador divulgou online de seis cangurus albinos 45 mil dólares (cerca de 175 mil reais).

Jeff, que mora no estado de Nova York e cria emus, disse ao Daily Mail na quinta-feira (28) que entendia completamente a popularidade dos animais nativos da Austrália – especialmente os cangurus.

“Quem não gostaria de um?” ele disse.

“Eles são fofos e fofinhos quando são bebês – não há nada como ter um canguru, as pessoas enlouquecem quando o veem.”

Ele disse que viu uma pessoa passeando com seu canguru em uma loja dentro um carrinho de compras para o deleite de outros compradores.

Chris, que cria lorikeets, disse ao Daily Mail Australia que ela estava confusa sobre o motivo pelo qual os australianos ficaram tão indignados ao saber que um kookaburra estava à venda, e alega que animais australianos nativos foram legalmente enviados para zoológicos nos Estados Unidos na década de 1970, e esses zoos passaram o excedente para os criadores – o que significa que não é ilegal para os criadores americanos venderem os animais.

De acordo com a lei australiana, os animais nativos não podem ser retirados do país, mas Chris disse que não acredita que “Thunder” tenha sido obtido ilegalmente, pois conhece seu criador – um homem idoso que está no mercado há décadas. A loja de animais também negou que o Thunder fosse contrabandeado para o país.

Anúncios em lojas de animais online mostram que os animais australianos estão à venda em todos os EUA, com preços que atingem mais de alguns milhares de dólares.

Casais de baby emus são vendidos online de 500 a 979 dólares (cerca de 2 a 4 mil reais), com um site oferecendo até mesmo o envio de aves nativas australianas para qualquer lugar dos EUA via avião.

O petauro-do-açúcar é outro animal faz sucesso entre os americanos, com os marsupiais sendo criados para uso doméstico por mais de uma década nos Estados Unidos. As informações são do Daily Mail.

O pet shop onde está “Thunder” disse em um comunicado postado em sua conta do Facebook que não há qualquer irregularidade da parte deles, mas explicaram com detalhes de onde o kookaburra veio.