Veterinária usa Facebook para vender filhotes de canguru

Foto: Facebook

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Animais não são produtos para serem precificados são vidas sencientes, companheiros de planeta e qualquer tentativa de lucrar sobre eles, e afastá-los de seu habitat natural, tornando-os de animais selvagens em animais domésticos trará imensos danos e sofrimento a esses seres.

Uma criadora de animais americana enfrentou uma onda de revolta e criticas ferozes dos usuários da rede social por vender cangurus bebês no Facebook por 7100 dólares cada.

A mulher que se diz natural e residente do Texas (EUA), se descreve como uma “veterinária simples e exótica” no Facebook, vende também “zebras de qualidade, camelos e cangurus” online.

Foto: Facebook

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Seu último post provocou protestos violentos depois que a veterinária postou uma foto de seis filhotes de canguru, com um preço inicial de 7,1 mil dólares para cangurus do sexo feminino e 2800 dólares cangurus do sexo maculino.

Infelizmente não é considerado ilegal pela lei americana possuir um canguru no estado do Texas, mas os marsupiais não podem ser treinados em casa.

Eles podem crescer até dois metros de altura e pesar até 90 kg e requerem espaço adequado para se movimentar e correr.

Grupos que atuam em defesa dos direitos animais questionaram se a prática da veterinária era legal, alegando que os animais precisavam ser criados livres na natureza, de onde jamais deveriam ter saído.

“Estes animais indefesos jamais deveriam estar à venda, eles pertencem a natureza e não devem ser criados em cativeiro! Pobres filhotes de cangurus! Isso é absolutamente horrível! ”, escreveu um deles.

“Especialistas em animais devem estar envolvidos”, comentou outro.

Foto: Facebook

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“Eles não poderiam estar em estado selvagem agora, eles todos ainda tomam mamadeira infelizmente eles não se ajustariam em estado selvagem agora. Pelo menos na minha compreensão, mas devem ser soltos quando estiverem maiores, prontos e adaptados”, explicou um deles.

Desde então, a veterinária removeu a postagem do Facebook, mas ainda anuncia em seu site a venda dos animais selvagens, segundo informações do Daily Mail.

Animais selvagens nativos da Austrália sendo vendidos em redes sociais

Os animais nativos mais emblemáticos da Austrália estão sendo negociados por criadores americanos que os vendem como animais domésticos por milhares de dólares.

A repercussão do terrível comércio de animais nativos surgiu depois que os australianos ficaram chocados com um kookaburra chamado “Thunder” sendo vendido em uma gaiola em uma loja de animais em Virginia Beach por 1.200 dólares (cerca de 5 mil reais).

Infelizmente, Thunder é apenas a ponta do comércio crescente de animais nativos australianos nos EUA.

Uma pesquisa rápida em sites de animais domésticos nos EUA revela que cangurus, wallabies, planadores de açúcar e emas estão disponíveis – por um preço. Um criador divulgou online de seis cangurus albinos 45 mil dólares (cerca de 175 mil reais).

Jeff, que mora no estado de Nova York e cria emus, disse ao Daily Mail na quinta-feira (28) que entendia completamente a popularidade dos animais nativos da Austrália – especialmente os cangurus.

“Quem não gostaria de um?” ele disse.

“Eles são fofos e fofinhos quando são bebês – não há nada como ter um canguru, as pessoas enlouquecem quando o veem.”

Ele disse que viu uma pessoa passeando com seu canguru em uma loja dentro um carrinho de compras para o deleite de outros compradores.

Chris, que cria lorikeets, disse ao Daily Mail Austrália que ela estava confusa sobre o motivo pelo qual os australianos ficaram tão indignados ao saber que um kookaburra estava à venda, e alega que animais australianos nativos foram legalmente enviados para zoológicos nos Estados Unidos na década de 1970, e esses zoos passaram o excedente para os criadores – o que significa que não é ilegal para os criadores americanos venderem os animais.

De acordo com a lei australiana, os animais nativos não podem ser retirados do país, mas Chris disse que não acredita que “Thunder” tenha sido obtido ilegalmente, pois conhece seu criador – um homem idoso que está no mercado há décadas. A loja de animais também negou que o Thunder fosse contrabandeado para o país.

Anúncios em lojas de animais online mostram que os animais australianos estão à venda em todos os EUA, com preços que atingem mais de alguns milhares de dólares.

Casais de baby emus são vendidos online de 500 a 979 dólares (cerca de 2 a 4 mil reais), com um site oferecendo até mesmo o envio de aves nativas australianas para qualquer lugar dos EUA via avião.

O petauro-do-açúcar é outro animal faz sucesso entre os americanos, com os marsupiais sendo criados para uso doméstico por mais de uma década nos Estados Unidos. As informações são do Daily Mail.

O pet shop onde está “Thunder” disse em um comunicado postado em sua conta do Facebook que não há qualquer irregularidade da parte deles, mas explicaram com detalhes de onde o kookaburra veio.

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Manifestantes protestam contra comércio de animais em Belo Horizonte (MG)

Ativistas protestaram contra o comércio de animais e os maus-tratos, na manhã de domingo (19), na região central de Belo Horizonte (MG).

Inicialmente, o ato seria realizado na calçada em frente ao Mercado Central. Impedidos de executar esta ação devido a uma liminar na Justiça, os manifestantes caminharam da Avenida Amazonas, na porta do estabelecimento, até a Praça Sete.

(foto: Túlio Santos/EM/D.A PRESS)

“Pela vida, a favor dos animais”, gritavam os ativistas, que fizeram o ato em prol dos animais domésticos e silvestres e carregaram uma grande faixa com os dizeres “crueldade nunca mais”. As informações são do Estado de Minas.

“O objetivo é conscientizar a população para a crueldade envolvida no comércio de animais domésticos e silvestres. Tanto antes, quanto durante e depois desse comércio”, diz Adriana Araújo, coordenadora do Movimento Mineiro Pelos Direitos dos Animais. A entidade, segundo ela, recebe denúncias de maus-tratos.

Segundo ela, as condições impostas por traficantes aos animais são degradantes. Os domésticos, por sua vez, sofrem ao serem explorados para reprodução e venda. “No caso dos domésticos, as matrizes são mantidas em fundos de quintal até a exaustão, sendo exploradas até não darem conta mais de reproduzir”, afirma.

“Por si só o fato de serem colocados como objeto, como mercadoria e como produto já é suficiente para estarmos nas ruas”, acrescenta Adriana. O protesto foi acompanhado pela Polícia Militar.

Justiça determina que Vale recolha animais em Barão de Cocais (MG)

A Vale vai recolher animais domésticos e silvestres que ainda se encontram em áreas de risco, ou seja, nas zonas de autossalvamento (ZAS) e nas zonas de segurança secundária (ZSS) da barragem Sul Superior, localizada em Barão de Cocais, na região Central de Minas Gerais. A ação ocorre após o Ministério Público de Minas Gerais obter junto à Justiça mineira, nesta sexta-feira (17), liminar que determina o recolhimento dos animais.

Foto: Mauro Pimentel/AFP/Ilustrativa

A medida ocorre diante dos riscos de rompimento do talude norte de uma cava, na mina de Gongo Soco. Caso a estrutura continue a se movimentar, há risco iminente de rompimento da barragem previsto para ocorrer entre os dias 19 e 25 deste mês.

A ação do MPMG atende aos pedidos dos tutores dos animais. O interessado em ter o animal recolhido pela mineradora deve acionar a empresa por meio do telefone 0800 031 0831.

Além de recolher, a mineradora está obrigada a localizar e cuidar dos animais deixados nas áreas de risco, depois da retirada das pessoas de suas casas nas comunidades de Socorro, Tabuleiro e Piteiras, ocorrida em 8 de fevereiro. A decisão vem depois de pedido pedido de tutela provisória de urgência deferido pela Justiça, em 14 de fevereiro, no qual a mineradora está obrigada a executar plano de ação para proteção à fauna em Barão de Cocais.

O MPMG informou ainda que a empresa deve fornecer alimento, água e cuidados veterinários aos animais que aguardam resgate.

Por meio de nota, a Vale confirmou o acordo e informou que já recolheu 3.272 animais das áreas de risco. Segundo a mineradora, os animais estão em fazendas e haras alugados, clínicas veterinárias, granja e pet shops.

Relembre

A Defesa Civil alertou para uma movimentação do talude na cava da mina de Gongo Soco na última terça-feira (14). Desde então, o órgão tem monitorado a estrutura e alertou, na quarta (15), que a terra se movimentou, em 12 horas, de 4 para 5 milímetros no local. Por causa disso, o risco de rompimento da barragem aumentou.

As pessoas da ZAS foram evacuadas no dia 8 de fevereiro, após a sirene disparar por conta do risco de rompimento da barragem, que subiu de nível de classificação de risco para 2 – quando há risco de rompimento da estrutura.

Ao todo, 443 moradores deixaram seus lares e, desde então, têm ficado em hotéis, casas de parentes ou residências alugadas pela mineradora.

As sirenes voltaram a tocar no dia 22 de março, quando a barragem subiu do nível 2 para 3, classificação máxima, momento em que a barragem já está entrando em colapso.

A barragem

A barragem faz parte do complexo Mariana-Brucutu e está localizada a 100 km de Belo Horizonte, com acesso pela BR-381, no sentido Vitória. Tem altura de 83 metros e um reservatório com capacidade para 9.405.392 metros cúbicos.

Fonte: O Tempo

Projeto de lei pretende proibir venda de animais domésticos em Santos (SP)

Um projeto de lei de autoria do vereador e jornalista Benedito Furtado quer proibir a venda de animais domésticos na cidade de Santos, no litoral de São Paulo.

Além de proibir o comércio de animais domésticos, a proposta proíbe a concessão e renovação de alvará de licença, localização e funcionamento a estabelecimentos que realizem a venda de cachorros, gatos, pássaros e outros animais domésticos.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

O objetivo do projeto, segundo o vereador, é incentivar os moradores da cidade a adotarem animais e, assim, diminuir o abandono. As informações são do portal G1.

“Existe uma grande corrente da área de proteção ao bem estar dos animais que afirma que não se negocia amor, lealdade e carinho. Essa indústria de produção animal, como eu chamo esses criadouros, movimentam valores astronômicos, tudo para que, muitas vezes, os animais sejam abandonados na rua como se fossem lixo”, afirma Benedito.

O parlamentar revela que sempre quis propor um projeto que proibisse o comércio de animais domésticos, mas que foi incentivado, recentemente, após a Petz anunciar que não venderia mais filhotes de cães e gatos em suas lojas espalhadas pelo país, substituindo os espaços destinados à venda para instituições disponibilizarem animais para adoção.

“Os criadouros de animais estão sendo expostos e as pessoas estão se tornando mais conscientes em relação a seus animais, principalmente sobre os problemas que essas criações trazem, além dos custos do cuidado de um animal de raça. Quando a empresa decidiu parar de vender, eu decidi que era a hora certa de apresentar o projeto, que tem recebido um ótimo retorno”, considera o vereador.

Para ele, este é o momento de dar destaque também as ONGs de proteção animal, como a Coordenadoria de Defesa da Vida Animal de Santos (Codevida).

“Atualmente, existem cerca de 150 animais esperando por adoção na Codevida. É a hora de esses animais terem mais espaço para ganhar uma casa com pessoas que possam cuidar e dar amor”, diz.

O projeto do vereador foi apresentado na Câmara de Santos na quinta-feira (14) da última semana. Após passar pela Secretaria Legislativa, a proposta segue para análise na Secretaria de Assuntos Jurídicos da Câmara.