Investigação revela aves deformadas e aleijadas como resultado do crescimento artificial

Foto: Humane League UK

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A dor e s sofrimento infligidos a frangos criados em fazendas industriais, foram revelados após a divulgação de filmagens feitas em uma investigação secreta.

Vídeos feitos pouco antes da morte das aves mostram que as galinhas estão lutando para andar enquanto suas pernas se dobram e elas desmoronam sob seu peso enquanto batem as asas desesperadamente.

Criados para crescer mais rápido que o normal, eles muitas vezes se tornam coxos, sofrem problemas cardíacos e doenças de pele.

Outros vídeos mostram os animais apertados em gaiolas superlotadas com quase nenhum espaço para se mover, algumas delas pressionadas contra paredes e outros aparentemente em pé uns sobre os outros, enquanto ativistas disfarçados disseram ter encontrado também caixas cheias de cadáveres ou outros animais mortos deixados ali por horas, às vezes durante a noite toda.

As galinhas foram filmadas em fazendas operadas por dois dos maiores fornecedores do Reino Unido, a Hook 2 Sisters em Devon e a Moy Park em Lincoln, cujos clientes incluem cadeias gigantes de supermercados como Tesco, Aldi e Sainsbury.

Foto: Humane League UK

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Cenas “foram consistentes com a dor significativa que esses animais convivem”, disse Andrew Knight, professor de bem-estar animal e ética, e diretor fundador do centro de bem-estar animal da Universidade de Winchester.

Ele acrescentou que as imagens da Moy Park mostraram “frangos criados por sua carne com problemas sérios de mobilidade”.

“Uma filmagem de animais em colapso, sobrecarregados pelo seu próprio peso é descoberta praticamente toda semana”, disse o CEO da Open Cages, Connor Jackson, que divulgou os vídeos secretos.

Foto: Humane League UK

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Os animais pertencem a raças muito específicas chamadas Ross 308 e Ross 708, as raças de frango de crescimento rápido mais comuns, que segundo a Open Cages representam cerca de 70% de toda a produção de carne de frango na União Europeia.

As galinhas de crescimento rápido foram selecionadas artificialmente ao longo dos anos para que os frangos criados por sua carne crescessem de maneira não-natural, permitindo que os agricultores maximizassem os lucros.

As aves podem levar cerca de 35 dias para atingir o peso alvo para que sejam mortas 2-2,5 kg, enquanto no crescimento normal pode levar até 70 a 90 dias, segundo um relatório da Comissão Europeia de 2016.

Foto: Humane League UK

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O relatório disse que as taxas de crescimento de frango quadruplicaram em apenas 60 anos, com as aves demorando apenas 30 dias para alcançar o peso de 1,5 kg hoje – em comparação com os 120 dias da década de 1950.
“Se as pessoas crescessem tão rápido, uma criança de cinco anos pesaria 150 kg”, disse Jackson.

A taxa de crescimento extraordinariamente rápida das galinhas pode fazer com que seus corpos prematuros tenham dificuldades para lidar com o peso.

O relatório afirma que anormalidades nas pernas, doenças de pele e má estrutura óssea são comuns entre as galinhas de crescimento rápido, enquanto a causa mais comum de morte é a síndrome da morte súbita (SDS), que ocorre quando o frango não consegue absorver tanto oxigênio como seu corpo superdimensionado requer.

Foto: Humane League UK

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“Infelizmente, esta filmagem é um reflexo da criação industrial de frangos, onde a demanda por crescimento rápido – alcançando o maior rendimento de carne no menor tempo – continua a ser o foco principal”, disse a RSCPA em um comunicado. Knight, o veterinário, disse que as galinhas nas fazendas também estavam “muito apertadas em gaiolas lotadas” e incapazes de exercer comportamentos naturais.

“Nossas câmeras expuseram o sofrimento grosseiro presente nas fazendas de criação de aves social – condições severas e precárias, abuso e deformidades”, disse Palmer. “Muitas galinhas ‘de crescimento normal’ nem vêem o exterior. Não há maneira humana de cultivar frangos nessa escala atual. ”

Ela diz que a única maneira de impedir isso é que os consumidores escolham produtos veganos e que os governos parem de subsidiar a indústria e apoiem os agricultores em seu movimento em direção a um sistema alimentar baseado em vegetais.

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Campanha revela o sofrimento de animais explorados pela indústria do turismo

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Diversas fotos capturadas pelo mundo todo mostram imagens comoventes que expõem o sofrimento de animais selvagens em destinos turísticos em todo o sul da Ásia.

Fotografias mostram macacos, tigres e elefantes acorrentados em cativeiro e obrigados a se apresentar para turistas pagantes.

Tiradas pels fotojornalista Aaron Gekosi, essas imagens chocantes marcam o lançamento da campanha “Raise the Red Flag”(Levante a Bandeira Vermelha, na tradução livre), da organização Born Free’s.

Foto: Caters News Agency

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A campanha permitirá que os turistas relatem casos de sofrimento de animais em cativeiro em todo o mundo.

Em uma sequência, um orangotango pode ser visto olhando pelas grades de sua gaiola enquanto macacos vestidos de coletes andam de bicicleta.

Dr. Chris Draper, chefe do departamento de Bem-Estar Animal e Cativeiro da Born Free, disse: “O cativeiro nunca poderá recriar o ambiente complexo que os animais encontram na natureza. Muitos animais sofrem imensamente em cativeiro como resultado disso”.

Foto: Caters News Agency

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“Inúmeros animais selvagens são mantidos em situações de cativeiro para entretenimento humano – em espetáculos circenses com animais, como adereços fotográficos para turistas, encontros com animais, filmes e programas de TV, ou até como animais domésticos.

“Há dezenas de milhares de zoológicos em todo o mundo, mantendo milhões de animais selvagens em cativeiro. Todas essas atividades podem ter sérias implicações para o bem-estar animal e representam riscos reais tanto para a segurança quanto para a saúde pública e animal”.

Foto: Caters News Agency

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Muitas pessoas podem ter visto um animal selvagem em cativeiro em perigo. Eles podem ter visitado um zoológico, uma atração turística ou se deparado com o sofrimento de animais selvagens em cativeiro e se sentirem desconfortáveis ou preocupados com o que testemunharam.

Quando as pessoas se deparam com situações como essas, podem achar difícil ou desanimador falar, ou simplesmente não sabem com quem entrar em contato.

Foto: Caters News Agency

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“Nosso novo sistema da campanha Raise the Red Flag, que é apoiado pela British Airways Holidays, e liderado pelo mais novo patrocinador da Born Free, Mollie King, permitirá que apoiadores em todo o mundo relatem incidentes de sofrimento de animais selvagens, oferecendo conselhos sobre qual orgão procurar e que ação tomar depois de relatar suas preocupações? “

Mollie King acrescentou: “Estou realmente honrado por me juntar ao Born Free como patrono, todo o time lá faz um trabalho que vale a pena, tudo com o objetivo final de manter a vida selvagem onde ela pertence: na natureza”.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Há alguns anos, tive a sorte de poder me juntar a Born Free ao transferir ursos cativos da Geórgia em um santuário grego.

“Vendo o quão mal os ursos foram tratados antes de serem resgatados – alguns deles sendo forçados a ‘dançar’ em pedras quentes para entreter os turistas – me assustou muito, a viagem também me fez perceber que há muito trabalho a fazer para acabar com essas atividades horríveis.

Foto: Caters News Agency

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“Estou muito contente pela Born Free existir e fazer tudo o que pode para acabar com a exploração de animais selvagens. Estou animado com muitas coisas que planejamos para o meu patrocínio, em particular o lançamento do Raise the Red Flag”.

“Eu quero fazer tudo o que puder para ajudar a Born Free a lançar luz sobre a realidade do cativeiro de animais selvagens e Raise the Red Flag é um projeto tão importante para que todos possam fazer isso”.

Foto: Caters News Agency

Foto: Caters News Agency

Draper concluiu: “Infelizmente, não podemos ajudar todos os animais selvagens em cativeiro, mas, quando possível, podemos investigar, entrar em contato com os estabelecimentos, empresas de viagem ou autoridades envolvidas e destacar esse sofrimento para o resto do mundo”.

“Quando as pessoas nos informarem sobre o sofrimento dos animais selvagens através da campanha, nós os capacitaremos a agir e fazer tudo o que pudermos para ajudar o maior número de animais possível”.

Foto: Caters News Agency

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Gatinha em luto pela morte de tutor só consegue comer se tiver alguém ao seu lado

Foto: Michigan Cat Rescue

Foto: Michigan Cat Rescue

A gatinha Samara conheceu a beleza do amor e a tristeza da perda – não apenas uma vez, mas duas vezes já em sua vida.

Sua vida primeiro virou de cabeça para baixo em 2016, quando seu amado tutor morreu, e a família dele se desfez dela e a deixou em um abrigo lotado em Michigan, nos EUA.

“Não são muitos os resgates que recorrer a esse abrigo, então eles têm uma taxa de mortalidade muito alta”, disse Sasha Oza, diretora executiva da Michigan Cat Rescue, ao The Dodo. “Mas Nancy [Hutchinson], que é a presidente [da Michigan Cat Rescue], vai para lá sempre que pode e tira gatos dali o mais rápido que pode.”

Foto: Michigan Cat Rescue

Foto: Michigan Cat Rescue

Em uma visita casual, os olhos de Hutchinson pousaram em Samara.

“Ela tinha apenas oito meses e sua morte por indução já estava agendada”, disse Oza. “Então nós a pegamos e a trouxemos para o abrigo”.

Não demorou muito para que Samara encontrasse uma nova casa – e uma casa especial e maravilhosa que a acolheu com muito amor.

Foto: Michigan Cat Rescue

Foto: Michigan Cat Rescue

“Ela foi adotada por uma moça realmente maravilhosa chamada Joyce”, disse Oza. “Joyce tornou-se realmente um grande doadora e companheira de nós todos. Ela vinha aos nossos eventos, nos apoiava, estava sempre presente, ela era uma pessoa realmente maravilhosa ”.

“Ela amava de verdade aquele gata“, acrescentou Oza. “Eu guardei algumas fotos de sua página no Facebook, com legendas dizendo: ‘O amor da minha vida’”.

Mas há três semanas, a tragédia aconteceu novamente na vida de Samara.

Foto: Michigan Cat Rescue

Foto: Michigan Cat Rescue

“Joyce faleceu inesperadamente em sua casa”, disse Oza. “Então esta pobre gatinha teve dois de seus tutores morrendo”.

Devido à natureza inesperada da morte de Joyce, a polícia fez uma investigação em sua casa. Quando descobriram Samara, chamaram o controle de animais para buscá-la e levá-la ao abrigo. Felizmente, Hutchinson interveio e convenceu as autoridades a deixá-la levar Samara de volta ao abrigo que ela gerenciava.

“Nancy foi até lá para buscá-la, mas demorou cerca de 24 horas porque Samara estava escondida e aterrorizada”, disse Oza. “Nancy finalmente conseguiu, e nós a acolhemos por cerca de dois dias, e ela estava realmente muito retraída e triste.”

Foto: Michigan Cat Rescue

Foto: Michigan Cat Rescue

Samara se recusou a comer por dias, então ela foi levada ao veterinário – mas nada estava medicamente errado com ela.

“Fizemos exames de sangue completos, o médico a examinou e tudo estava bem com ela”, disse Oza. “Ela literalmente teve um coração partido e não estava comendo de tristeza”.

Oza decidiu levar Samara para casa e cuidar dela pessoalmente – e isso ajudou muito a gatinha.

Foto: Michigan Cat Rescue

Foto: Michigan Cat Rescue

“Ela realmente começou a comer, mas só quando estava sendo acariciada ou quando havia alguém ao seu lado”, disse Oza. “Você precisava estar com ela e sentar com ela enquanto ela comia. Então foi o que fizemos”.

Por fim, Samara começou a comer sozinha, mas ela não perdeu seu amor pela atenção que recebeu.

“Agora que ela saiu de sua concha, ela anseia por contato humano”, disse Oza. “Ela é muito doce e muito mansinha. Ela adora que esfreguem sua barriga – e os gatos geralmente são bem peculiares em relação à barriga deles – mas ela rola pra cima como um cachorro para ter sua barriga acariciada, e ela simplesmente fica deitada lá. Ela ama isso”.

Foto: Michigan Cat Rescue

Foto: Michigan Cat Rescue

Samara também adora brincar com seus brinquedos e perseguir seu próprio rabo – mas acima de tudo, ela anseia por carinho.

“Ela é tão feliz quanto poderia ser agora”, disse Oza. “Ela é uma gatinha muito doce e carente.”

“Talvez por causa do passado dela, Samara tenha se tornado mais ligada às pessoas porque ela está preocupada aqueles que ama deixando-a sozinha”, acrescentou Oza.

Foto: Michigan Cat Rescue

Foto: Michigan Cat Rescue

“Quando a vemos, ela está bem ao nosso lado. Ela quer estar conosco o tempo todo. Se não a acariciamos, ela vai dar um jeito de nos deixar saber que ela quer ser acariciada”

Agora que Samara está se sentindo melhor, ela está pronta para uma nova casa – mas Oza e a equipe do Michigan Cat Rescue querem ter certeza de encontrar a família certa.
“Ela viveu tantas tragédias em sua vida que só queremos que ela seja feliz daqui em diante”, disse Oza.

“Queremos encontrar alguém que lhe dê muita atenção porque ela realmente precisa disso. Ela definitivamente é um gatinho carente. Ela só quer estar com você”, concluiu ela.

Foto: Michigan Cat Rescue

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Galinhas escapam de caminhão que as levaria ao matadouro

O grupo de defesa dos direitos animais, Animal Justice Project (AJP), realizou recentemente uma extensa investigação secreta sobre as chamadas granjas de frangos “certificadas” como mantenedoras do “bem-estar animal” em seus processos de criação em Suffolk, na Inglaterra.

Durante esta investigação, que fazia parte da campanha The Foul Truth (“A Verdade Suja”, na tradução livre) da AJP, o grupo filmou o que descreveu como “níveis chocantes de abuso, negligência e assassinato”.

As imagens da investigação, que foram compartilhadas pelos jornais Daily Mail, Mirror, Independent e outras publicações regionais, mostraram um trabalhador urinando sobre aves moribundas, pássaros tendo seus pescoços quebrados e animais sendo jogados no chão entre outros abusos.

Angustiante

“Talvez a parte mais angustiante tenham sido as cenas de captura. O fato de que esses pássaros estavam supostamente sob a proteção da RSPCA não fazia diferença”, disse a fundadora da AJP, Claire Palmer, ao Plant Based News.

“Os trabalhadores pegaram muitos pássaros pelos pés antes de jogá-los nas caixas com tanta força que eles eram empurrados para da caixa por cima. Galinhas tiveram suas cabeças, pernas e asas presas, o que teria causado grande angústia e prováveis ferimentos graves.

“O estresse continuou enquanto os trabalhadores chutavam, xingavam e gritavam com as galinhas que lutavam desesperadamente para se erguerem e escapar dos engradados de plástico lotados. Tudo à vista de outros pássaros que estavam à espera de sua vez.”

Infrações

De acordo com Palmer, os trabalhadores desrespeitaram as diretrizes da RSPCA Assured e da Red Tractor, no que diz respeito aos níveis de ruído serem reduzidos ao mínimo.

Além disso, apenas alguns trabalhadores capturaram 4.750 galinhas em uma hora – uma velocidade que significa que o tratamento humano não é possível.

Dr. Andrew Knight, Professor de Bem-Estar Animal e Ética, e Diretor Fundador do Centro de Bem-Estar Animal, da Universidade de Winchester, assistiu às imagens.
Ele disse: “Estes abusos correm risco de lesões significativas, incluindo fraturas. Não há desculpa para esse tratamento desumano de animais”.

Conheça os sobreviventes

As galinhas Fleur, Basil e Rosie foram encontrados durante uma investigação da indústria de carne de frango, ao lado de uma estrada movimentada, que era uma rota comum para caminhões a caminho do matadouro.

Eles conseguiram escapar e salvar suas vidas no dia em que seriam mortos, mas agora, graças à AJP e a um fantástico santuário de animais, eles podem viver seus dias livres de estresse e cercados de amor e compaixão.

Mas esta semana a campanha tomou um rumo brilhante e positivo. Esta manhã foi revelado que existem três sobreviventes. Fleur, Basil e Rosie foram encontrados durante a investigação ao lado de uma estrada movimentada, que era uma rota comum para caminhões a caminho do matadouro.

Essas três galinhas são apenas bebês, mas sua condição quando foram encontradas e seu enorme tamanho (aditivos de crescimento) indicam que vieram de um galpão de criação intensivo.

Desde o seu resgate, eles estão se acostumando a uma vida livre de sofrimento. A AJP documentou a sua reabilitação e está agora a oferecer as aves para adoção. Todos os rendimentos irão para a organização para ajudar a realizar investigações mais vitais sobre a indústria agrícola.

Verdade suja

“Nossas descobertas revelaram a verdade repugnante sobre este setor. Seja criação em fábrica, criação livre ou orgânica, podemos garantir que ela tem 100% de chances de existir abuso garantidas”, disse Ayrton Cooper, do Campaigner para a AJP.

“Apesar de ter visto um abuso tão terrível nas fazendas durante esta investigação, estamos muito satisfeitos que existam três sobreviventes que puderam ser salvos”.

“Fleur, Basil e Rosie simbolizam uma indústria baseada na dor e no sofrimento, não importa onde você olhe. A resposta não é ‘bem-estar animal’ ou ‘criação orgânica’. Manipulação brutal e morte são padrão. A resposta efetiva é ser vegano”.

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Égua é sacrificada após agonizar por horas com fratura exposta em Teresina (PI)

Uma égua foi sacrificada após ser encontrada com fratura exposta nas quatro patas em Teresina, no Piauí. O animal agonizou por mais de 6 horas até receber atendimento veterinário.

“Não sabemos se foi acidente ou se ela caiu numa vala e quebrou as patas tentando sair. Isso aconteceu por volta de 3h da madrugada. O Corpo de Bombeiros veio às 8h e o Centro de Zoonoses depois das 9h. Foi muito tempo de espera. Todos ficamos tristes e comovidos com o sofrimento do animal”, disse o morador Alyson Jhones.

Foto: Pixabay/Ilustrativa

Jhones disse ainda que, antes de ser sacrificada, a égua foi “enforcada” com uma corda. “Não precisava disso. Ela já estava sofrendo por horas. Para quê passar aquela corda no pescoço do animal que não tinha mais força. Foi muito triste. Muitas pessoas se comoveram, choraram com aquela cena”, lamentou o Jhones. O tutor da égua não foi identificado.

O médico veterinário Marlon de Araújo Castelo Branco, do Centro de Centro de Controle de Zoonoses de Teresina, afirmou ao blog Bicharada, do portal Cidade Verde, que a égua foi sacrificada para que tivesse seu sofrimento interrompido.

“O animal estava em sofrimento. Em casos como o dela, com fratura exposta nas patas, a recomendação do Conselho de Medicina Veterinária é o sacrifício. Não é como um animal pequeno em que podemos fazer uma cirurgia. Não existe tratamento, por isso o sacrifício. A corda foi colocada para evitar que o animal se debatesse, pois estava sentindo muita dor. Foi aplicada uma pré-anestesia, anestesia geral e quando o animal já estava dormindo foi dada uma injeção letal de cloreto de potássio”, explicou o veterinário.

Em relação à demora pra prestar socorro à égua, o veterinário afirmou que o CCZ só presta atendimentos das 8h às 12h e das 14h às 17h30. “Não tem equipe de plantão. Se acontece algo de madrugada ou à noite, só podemos ir no horário de funcionamento”, disse.

Pedidos de resgate de animais de grande porte devem ser feitos ao CCZ através do telefone 86 3215 9143.


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Mamãe elefante arranca poste que eletrocutou seu bebê

Por Rafaela Damasceno

Um triste episódio aconteceu em Andhra, na Índia, nesta semana. Um bebê elefante de dois anos, acompanhado de sua mãe, e foi eletrocutado até a morte ao encostar em um cabo não isolado de um transformador. O poste ficava em uma terra agrícola próxima ao santuário da vida selvagem de Koundinya.

O transformador caído

Foto: The Hindu

Por horas, a mãe elefante tentou desesperadamente tirar o corpo de seu bebê do chão. Só recuou para a floresta quando muitas pessoas começaram a chegar ao local – entre eles curiosos, funcionários e agricultores.

O bebê recebeu um enterro na floresta, e os funcionários resolveram desligar os postes elétricos da região, com medo de que a mãe voltasse a rondar o local e acabasse se ferindo.

Ela realmente retornou, mas para se vingar daquilo que tirou a vida de seu bebê. Com toda a sua força, a elefante arrancou o poste do chão, quebrando os cabos do transformador. Ela também tentou arrancar outros postes da região, mas desistiu no meio do processo e deixou o local. Então seguiu para o lugar onde seu filhote foi enterrado, levantou o tronco para o céu e soltou um último lamento de dor.

Os elefantes são animais extremamente inteligentes. Sencientes e amorosos, sua sociedade é criada de maneira complexa e as fêmeas dedicam suas vidas a cuidar de seus filhotes, que amam e protegem com fervor. Quando um bebê elefante morre, todos do bando sofrem um período de luto e é comum que a mãe passe por um período de depressão.

Um oficial florestal, Madan Mohan Reddy, confirmou que o transformador foi arrancado pela mãe furiosa e angustiada. “Esse episódio prova que os elefantes, além de sábios, também amam sua família e seus filhos. Suas emoções são imensuráveis”, afirmou ele.


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Bezerro foge de matadouro e tem a garganta cortada em estacionamento ao ser pego

Foto: Bloomfield Police Department

Foto: Bloomfield Police Department

Imagens fortes flagram o momento em que funcionários de um matadouro perseguem, cercam e cortam a garganta de um filhote de vaca no estacionamento de loja de construção Connecticut nos Estados Unidos Home Depot. O bezerro tinha acabado de fugir do matadouro e corria pelo local assustado e sem rumo.

A filmagem foi feita pela câmera de uma viatura da polícia que seguia o animal em baixa velocidade e pretendia prender o filhote com uma corda após cercá-lo em um canto no estacionamento. No vídeo é possível ver os funcionários perseguindo a vaca jovem e matando-a para logo em seguida deixá-la se contorcendo no chão ao lado da loja em Bloomfield.



A perseguição sangrenta começou quando o bezerro escapou da loja de carnes e matadouro Saba, que mantém os animais no local, e atravessou a rua indo parar no estacionamento da Home Depot, segundo a NBC Connecticut.

O empregado do Saba, Badr Musaed, correu atrás do filhote com uma faca de 30 centímetros e foi acompanhado por Andy Morrison – um empreiteiro que trabalhava na construção da lanchonete, que por acaso tinha um arco e flecha, que disparou contra o animal, errando o alvo, conforme informações da NBC.

No vídeo, Musaed pode ser visto a vários metros de distância, cortando a garganta do filhote – para grande infelicidade dos policiais e outros espectadores, entre eles uma criança.

Depois, um policial pode ser ouvido dizendo a Musaed ele responderá pela maneira como o animal foi morto, de acordo com a NBC.

“Isso não é algo que pode ser feito”, diz o policial. “Vocês deveriam ter pego uma corda, levar o animal daqui, essa criança aqui viu você cortar a garganta da vaca.”

Embora contatado para dar uma declaração o trabalhador da Saba se recusou a comentar sobre o incidente.

Desrespeito e crueldade

Vacas, bois e bezerros são animais sencientes, com sua capacidade de amar, sofrer, criar vínculos e compreender o mundo ao se redor comprovada cientificamente pela Declaração de Cambridge em 2012.

Nada justifica a crueldade ou a morte a que são submetidos esses seres diariamente, seja por seu leite, por sua carne ou por sua pele.

Foto: Reedit/Reprodução

Foto: Reedit/Reprodução

O total desrespeito a esses animais assim como à todos os outros é uma consequência do especismo, crença que rege a sociedade e que vê os animais como seres inferiores, disponíveis para que o ser humano disponha de suas vidas como bem entender.

Belos, únicos, companheiros de planeta e iguais em direitos aos seres humanos, essas vidas indefesas tem sido vítimas da ganância e crueldade humanas por séculos. Explorados para entretenimento, trabalho, comida, remédios e uma imensidade de outros fins, eles seguem silenciosamente subjugados à vontade humana.

O episódio flagrado pelas câmeras policiais foi um exemplo que veio a público entre milhões de outros que permanecem nos cativeiros escuros de fazendas de criação, matadouros e tantos outros locais de morte e sofrimento de animais.

Lutando pela vida, tentando escapar da prisão em que vivia, esse bezerro apenas encontrou o destino que lhe estava reservado entre as paredes de um matadouro: a morte certa.

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Cachorro se recusa a deixar caixão de seu tutor no velório

Por Rafaela Damasceno

Um vídeo de um cachorro lamentando pela morte de seu guardião em Lima, no Peru, comoveu a internet. As imagens de cortar o coração mostram ele apoiado no caixão com as duas patas da frente, enquanto pessoas tentam afastá-lo sem sucesso.

Os parentes do falecido filmaram a cena e postaram nas redes sociais, onde o vídeo foi extremamente compartilhado e divulgado. Alguns comentários foram feitos, a maioria das pessoas lamentando a dor do cachorrinho.

O cachorro se apoiando no caixão do tutor

Foto: Print do vídeo

“Eles vivem toda alegria e toda tristeza com a gente… tão leal… tão triste”, comentou Carol Elizabeth Jaugueri Castillo. Outras pessoas postaram mensagens semelhantes, tocadas pelo luto.

Os animais são sencientes, amorosos, sensíveis e capazes de sentir a perda de seus companheiros queridos. Alguns casos famosos viraram livros e até mesmo filmes, mas incontáveis outros ocorrem todos os dias. Extremamente leais e companheiros, os animais podem demonstrar o verdadeiro amor como ninguém.


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Gatinha perde a pata após ter um rojão amarrado ao membro

Um gato foi encontrado à beira da morte, abandonado e sofrendo de fortes dores após um rojão ter sido amarrado à sua pata. O animal foi resgatado, passou por cirurgia, porém o membro teve que ser amputado.

A gatinha, que foi chamada Pickles pelas equipes de resgate, teve sua pata esquerda completamente destruída pela explosão do rojão, o crime ocorreu em Pittsburgh, Pensilvânia nos EUA, no início do mês.

Pickles sofreu quase duas semanas antes que alguém a socorresse e a levasse até o abrigo da cidade, o Humane Animal Rescue

O diretor médico do centro, Jamie Wilson, disse que quando a gata chegou quase já não havia mais quase nenhuma pata no corpo do animal: “O que restava da pata mal se segurava no corpo do animal, o osso dela estava exposto e ela estava severamente desidratada”.

“Eu tive que impedi-la de comer e beber rápido demais para que ela não passasse mal”, disse Wilson.

Foto: The Humane Center

Foto: The Humane Center

A gravidade do ferimento de Pickles e o tempo que ela passou sem tratamento depois da agressão fizeram com que os veterinários decidissem o melhor curso de ação fosse a amputação completa do membro.

Felizmente, o procedimento foi um sucesso. Pickles está agora a caminho da recuperação, e será colocada para adoção assim que ela estiver bem o suficiente para voltar pra casa.

Os amigos Kenny e Kellie, que encontraram Pickles e ajudaram a salvar sua vida, disseram: “Tivemos que ajudar. Ela ficou gravemente ferida e não pudemos deixar nenhum animal sofrer assim ou fingir que não vimos nada”.

“Nós nos sentimos tão aliviados, sabendo que ela está em boas mãos, e que nós desempenhamos um papel na salvação de sua vida”, disseram eles.

“Queríamos poder ajudar mais animais em necessidade.”

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Testes realizados em beagles aumentam no Reino Unido

Por Rafaela Damasceno

Os testes de laboratório realizados em cachorros aumentaram no Reino Unido. Os números chegaram a quase 5 mil só em 2019, um aumento de 16% em relação ao ano passado. Apesar dessa elevação, a maior parte dos testes ainda é realizada em outros animais, como camundongos e peixes. Ao todo, 3,52 milhões de procedimentos foram realizados no país em 2017.

Um beagle preso em uma gaiola

Imagem ilustrativa | Foto: Getty

Os beagles são os cachorros mais explorados nos testes. A maior parte dos procedimentos (71%) visava experimentar a segurança de produtos medicinais, odontológicos e veterinários.

Gatos, cachorros, macacos e cavalos são normalmente considerados espécies protegidas e compõe ao todo 1% dos testes no mundo. O número de gatos explorados diminuiu em 20%, mas o número de macacos cresceu 8%.

Em 2017, cerca de metade dos procedimentos foram experimentais, mas 1,72 milhões de animais foram explorados para estudos envolvendo criação de espécies geneticamente modificadas.

Todos os lugares que fazem testes em animais recebem uma licença para isso. A maior parte, 51%, foram realizados em universidades de medicina.

Desde 2014, os testes são classificados de acordo com a quantidade de sofrimento que causa. Há cinco categorias: sublimiar, sem recuperação, leve, moderada e grave.

Lindsay Marshall, cientista da Sociedade Humana Internacional, afirma que as pesquisas médicas da Grã-Bretanha são ultrapassadas e irracionais. Já a Dra. Frances Rawle, diretora do Conselho de Pesquisa Médica, acredita que os testes em animais ainda são essenciais para a pesquisa progressiva.

“Essas figuras compõem um sistema ultrapassado, cujos experimentos drogam, envenenam, mutilam e matam certos animais apenas porque sempre fizeram isso”, declara a consultora política da PETA, Julia Baines. Ela ainda chama atenção para o fato de que camundongos, ratos e peixes têm menos proteção do que cachorros e gatos, mesmo tendo a mesma capacidade de sentir dor.

“O governo do Reino Unido tem uma obrigação moral de proteger os animais e podem continuar promovendo a saúde humana trocando os testes em seres vivos pelas tecnologias atuais, como os chips que recriam órgãos”, completou.


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