Cachorra é encontrada com vida após ser enterrada

Por Rafaela Damasceno

Leialoha, uma valente cachorrinha, foi resgatada após sobreviver a momentos de terror. PAWS of Hawaii (PATAS do Havaí), organização de resgate de animais, foi informada sobre ela por uma pessoa anônima, que viu a cachorra ser enterrada por um homem na areia.

Leialoha enterrada apenas com sua cabeça de fora na areia

Foto: PAWS of Hawaii

Além de ser enterrada viva com apenas sua cabeça para fora, Leialoha tinha apenas 90% de sua pele quando foi resgatada. Ela tinha queimaduras de sol e cortes em sua pata esquerda da frente, que devem ter sido feitos por um facão enferrujado.

Após PAWS postar em seu Facebook as fotos chocantes da crueldade infligida a Leialoha, uma mulher se apaixonou pela cachorrinha e resolveu adotá-la. 

Leialoha, com a pele vermelha e coberta de areia, deitada em um cobertor depois de ter sido resgatada

Foto: PAWS of Hawaii

“Ela estava gravemente queimada, cheia de feridas e quase sem pele. Meu coração estava partido e eu sabia que ela precisava de nós para ajudá-la”, afirmou Amanda, a nova tutora de Leialoha. Segundo ela, a cachorrinha sangrou muito quando tomou seu primeiro banho e tinha medo de sair do canil, mesmo podendo conhecer sua casa nova.

Felizmente, agora Leialoha parece estar começando a se sentir mais confiante. “Ontem a noite, ela saiu para ver o que havia para o jantar enquanto tínhamos visitas e ficou em baixo da nossa mesa do café. Ela tem um longo caminho a percorrer, mas o pior já passou”, assegurou Amanda, certa de que o carinho e os cuidados começarão a dar resultado futuramente.

Leialoha, com a pele ainda vermelha, mas limpa. Ela está em sua nova casa

Leialoha em sua nova casa | Foto: PAWS of Hawaii 

A PAWS acredita que o homem que enterrou Leialoha é o responsável pelas suas feridas, mas ele infelizmente ainda não foi encontrado.


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Porquinho se despede da companheira que morreu forma mais comovente

Sientje e Spot ainda jovens | Foto: Rachel Vos

Sientje e Spot ainda jovens | Foto: Rachel Vos

Spot tinha apenas 8 meses de idade quando chegou em sua nova casa e conheceu o pequena porca Sientje. O porquinho era apenas um bebê – mas ele já havia encontrado sua alma gêmea.

Resgatado de uma família que o comprou como um animal doméstico por um capricho, o porquinho no início era assustado e arredio. Sua nova mãe, Rachel Vos de Aubel, que vive na Bélgica, viu a conexão entre os dois porquinhos imediatamente. O pequeno encontrou na outra porca o conforto e o apoio que tanto precisava.

Sientje e Spot comendo juntos | Foto: Rachel Vos

Sientje e Spot comendo juntos | Foto: Rachel Vos

Nos 13 anos seguintes, os porcos raramente saiam do lado um do outro. Quer pastando no campo ou deitados ao sol, onde quer que Sientje fosse, Spot seguia logo atrás da amiga e companheira.

E sua devoção permaneceu até o dia em que Sientje faleceu. Ela sofria de osteoartrite grave e a doença progrediu tanto que a porquinha precisou passar por morte induzida.

A decisão foi extremamente emocional – saber quanta dor Sientje estava sentindo, e que Spot logo estaria passando por muita dor também, quando se visse sem sua alma gêmea.

Spot e Sientje descansando juntos | Foto: Rachel Vos

Spot e Sientje descansando juntos | Foto: Rachel Vos

O dia finalmente chegou em outubro do ano passado. Depois que a família se despediu, Rachel envolveu Sientje em alguns cobertores e espalhou flores coloridas ao redor de seu corpo.

Quando Spot percebeu que ela tinha ido embora para sempre, ele não saia do lado dela.

Ele apenas ficou em cima de Sientje, descansando seu focinho em seu corpo e fechando os olhos como se sentisse a despedida. O porquinho começou a andar de um lado para o outro e acariciar o rosto da amiga falecida.

Spot e Sientje no quintal | Foto: Rachel Vos

Spot e Sientje no quintal | Foto: Rachel Vos

“No começo, ele não entendeu o que estava acontecendo”, disse Rachel. “Eu não conseguia parar de chorar. Eles estavam sempre juntos.

Nas semanas após a morte de Sientje, Spot ainda estava de luto.

“Quando ela não estava mais lá, demorou um pouco até que ele voltasse a ser o velho porquinho alegre de sempre”, disse a tutora. “Foi notavelmente difícil para ele.”

Spot se despedindo de sua amiga | Foto: Rachel Vos

Spot se despedindo de sua amiga | Foto: Rachel Vos

Esta é uma história muito comum entre os porcos. Sendo animais altamente emocionais, eles prosperam em interações sociais com outros – e formam laços profundos com a família, amigos e cuidadores humanos. E, como mostrado no caso de Spot, eles vão sentir falta de seus entes queridos por semanas e meses, se separados.

Spot em casa com dos cães da família | Foto: Rachel Vos

Spot em casa com dos cães da família | Foto: Rachel Vos

Devido à velhice de Spot e algumas condições médicas próprias, Rachel decidiu não introduzir um novo porco em sua vida agora – mas ele ainda ama ter a companhia dos cães e gatos da família.

Spot e sua mamãe Rachel | Foto: Rachel Vos

Spot e sua mamãe Rachel | Foto: Rachel Vos

“Ele esta muito idoso e frágil, por isso não queremos acrescentar nenhum estresse extra”, disse Rachel. “Os gatos vão direto para a cama dele e dormem lá em cima com o porquinho. Eles são certamente companheiros diferentes, mas ele está indo muito bem com a companhia dos novos amigos felinos”.

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Elefantes tocam e acariciam seu amigo morto com as trombas em sinal de luto

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Este é o momento tocante em que imagens flagram uma manada de elefantes em luto lamentando a perda de seu falecido amigo.

Durante a filmagem recém-divulgada, que foi capturada no Parque Nacional Serengeti, na Tanzânia (África), os elefantes caminham diretamente em direção a seu amigo em cenas que lembram uma “procissão fúnebre” antes de se reunir em torno do corpo imóvel do animal.

A manada de elefantes gentilmente toca o amigo, como se o chamasse ou tentasse despertá-lo. O animal morreu de causas desconhecidas, os demais membros do grupo descansam suas trombas no corpo do animal morto enquanto prestam sua última homenagem.

Durante a cena rara e extraordinária, os elefantes lideram uma marcha em direção ao seu amigo morto antes de parar perto de seu corpo.

O grupo circula em torno do corpo do elefante e olha para seu companheiro morto enquanto os abutres observam a cena de uma árvore próxima.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

À medida que mais elefantes continuam a se reunir ao redor da criatura morta, um é visto pressionando e passando a cabeça contra a pele do animal enquanto outro coloca sua tromba gentilmente sobre o corpo do animal.

Depois de levantar as trombas no ar e “saudar” seu amigo morto, a manada lentamente caminha até a borda do campo.

Enquanto os animais se afastam, um elefante permanece ao lado do animal morto e mantém sua tromba pressionada no corpo do animal.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Esta não é a primeira vez que elefantes foram filmados lamentando a perda de um ente querido.

No início deste mês, imagens de tirar o fôlego postadas no Twitter pelo guarda florestal indiano Serviço Exterior da Índia, Parveen Kaswan, mostraram uma manada de elefantes carregando o corpo de um filhote de elefante morto por uma estrada na Índia.

Luto e perda

De acordo com o Smithsonian Institution, o maior complexo de museus, educação e pesquisa do mundo, os elefantes costumam lamentar seus parentes mortos e são conhecidos por terem um grande interesse nos ossos de seus falecidos.

Se os elefantes choram ou não por seus entes queridos perdidos que faziam parte damanada é uma questão que os cientistas vêm tentando responder.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Como os animais vivem em grupos sólidos e têm uma longa expectativa de vida, eles formam fortes laços entre si. Quando alguém morre, é possível que o restante da manada tenha lamentado sua morte.

Em 2016, um vídeo de três diferentes famílias de elefantes visitando o corpo de uma matriarca morta e repetidamente cheirando e tocando o corpo foi compartilhado por um estudante de doutorado.

Ele sugeriu que os animais podem ter tido uma profunda ligação emocional com o corpo e poderiam estar sofrendo a dor da perda.

Foto: NewsFlare

Foto: NewsFlare

Outro vídeo deste ano mostra o momento comovente em que um bebê elefante tenta acordar sua mãe, que desmaiou e morreu depois de vagar por uma aldeia na Índia.

O pequeno elefante usava a tromba para acariciar a cabeça da mãe enquanto ela permanecia imóvel, o fato aconteceu em Odisha, no leste da Índia.

Vídeo: cão ferido agoniza na margem de rio e é resgatado por policiais

Um cachorro foi encontrado, no domingo (23), na margem do Rio Veado, em Guaçuí, na Região do Caparaó, no Espírito Santo. O animal estava ferido e agonizando. Dois jovens que passavam pelo local se depararam com a situação e acionaram a Polícia Militar, que enviou dois agentes ao local para resgatar o cão.

Um dos militares registrou parte do resgate em um vídeo (confira abaixo). Próximo a um bueiro de esgoto, o cachorro estava dentro da água, bastante debilitado. As informações são do portal Gazeta Online.

Foto: Reprodução / Portal Aqui Notícias

Um dos policiais que participou da ação foi mordido pelo animal que, assustado, reagiu para se defender. O homem tentava colocar o cão em cima de um pedaço de plástico para transportá-lo para fora do rio quando foi mordido. Apesar do incidente, os policiais insistiram e conseguiram resgatar o animal, que não tinha força para sair do local sozinho e chorava de dor.

“Ele estava com quase o corpo todo na água, em sinal de frio extremo, e agonizando. Conseguimos resgatar e colocamos em local seguro e mais aquecido. Aparentemente por alguma fratura ou intoxicação”, conta o soldado Junior Cindra Bueno.

Para que o cão recebesse os cuidados necessários, os policiais pediram ajuda para a ONG Amicão, que resgata animais abandonados em Guaçuí. De acordo com a voluntária da entidade Taynara Zanoni, o cachorro foi levado para uma clínica veterinária.

“Ele foi medicado, pois estava sentindo muita dor, para ser avaliado pelo veterinário. Possivelmente está fraturado. Depois, ele vai ficar na casa de alguma voluntária”, disse Zanoni.

Segundo a voluntária, a entidade realiza resgates de cachorros com frequência. No inverno, os membros da Amicão fabricam casinhas de papelão e distribuem para os animais abandonados da cidade.

A ONG está arrecadando recursos para arcar com os gastos do tratamento veterinário do cachorro. Interessados em colaborar podem solicitar dados bancários para os voluntários através do Facebook da Amicão.


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Toureiro perfurado por chifre de touro em arena diz que “tourada é assim mesmo”

Foto: EPA

Foto: EPA

Touradas são um dos exemplos mais cruéis e vexatórios de crueldade contra os animais. Transformar a dor, o sofrimento e a morte sob tortura de um animal, em espetáculo de divertimento público é um sinal do anestesiamento humano perante a vida a falta de compaixão que consome a sociedade.

Verdadeiras arenas de morte, onde são martirizados e torturados durante uma lenta e pérfida dança mortal, os touros são provocados, feridos, humilhados para ao final serem mortos inequivocamente.

Foto: EPA

Foto: EPA

As imagens fortes apresentadas no vídeo são testemunhas silenciosas da insensatez humana e suas consequências, elas flagram o momento em que um toureiro espanhol é ferido pelo touro que tentava matar durante uma apresentação cruel em Madri.

Roman Collado, de Valência (Espanha), foi jogado no chão e perfurado pelo chifre do touro de 1.200 kg na feira de San Isidro, na capital espanhola, no domingo último.

Um relatório médico mostrou que ele havia sofrido um ferimento de 12 polegadas (cerca de 30 cm) em sua coxa e danificou seus músculos, veias e artérias.

No entanto, o toureiro sobreviveu ao ataque e um tweet postado em sua conta disse: “A tourada é assim mesmo”.

As filmagens do evento mostram o touro atacando Collado em defesa própria, após toda a provocação e sofrimento que sofreu por longos momentos, na Praça de Touros de Las Ventas, uma praça de touros em Madri.

Segundo o jornal espanhol El Pais, o animal já tinha uma espada alojada no nariz naquela tourada.

Twitter/Atlatide4world

Twitter/Atlatide4world

Collado e o touro são vistos no vídeo em um breve impasse quando o toureiro, brandindo outra espada, segura uma capa vermelha antes que o touro acuado e ferido atacasse suas pernas.

O lutador foi suspenso ficando quase de cabeça para baixo quando o touro acertou-o com seus chifres antes dele finalmente cair no chão.

Duas outras pessoas imediatamente entram correndo na arena, usando suas próprias capas vermelhas para atrair o touro – chamado Santonero I – para longe do toureiro ferido.

Twitter/Atlatide4world

Twitter/Atlatide4world

Três homens vieram ao auxílio de Collado e carregaram para fora do local o homem ferido em a frente a uma platéia repleta de espectadores chocados.

De acordo com sua conta no Twitter, o toureiro teve duas operações desde o ataque no domingo último.

Uma das operações seria para tratar a trombose e restaurar o fluxo de sangue na perna de Collado.

A declaração disse que ele permanece em uma unidade de terapia intensiva e agradeceu aos amigos por suas “expressões de afeto”.

Twitter/Atlatide4world

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Os festivais de touradas continuam sendo defendidos como parte popular da cultura espanhola, mas os ativistas dos direitos animais e as pessoas de bom senso afirmam o quanto estes espetáculos de horror são cruéis e querem que eles sejam proibidos.

No início deste ano, um homem de 74 anos de idade foi ferido até a morte por um touro de 1.150 libras no tradicional evento Toro Embolao, em Vejer, Cádiz.

A vítima, identificada como residente local, Juan José Varo, tentou subir em um muro procurando segurança e escalando uma parede próxima, mas foi derrubada no caminho pelo touro desesperado.

Twitter/Atlatide4world

Twitter/Atlatide4world

Os touros são soltos pelas ruas da cidade nesses festivais e provocados pela multidão, ao animais correm assustados sem destino enquanto os expectadores gritam e atiram objetos neles.

Confusos e desesperados os pobres animais atacam tudo que veem pela frente, as verdadeiras vítimas desses ataques são os touros e não os seres humanos, que criaram por si mesmos essas formas de tortura que chamam de “entretenimento” e que terminam em perdas de ambos os lados, touros e pessoas.

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Justiça permite que pintinhos machos continuem a ser triturados vivos

A Justiça da Alemanha autorizou que a indústria permaneça matando milhões de pintinhos machos até que exista um método que permita diferenciar o sexo desses animais na produção de ovos em larga escala. Assim como ocorre no Brasil, o setor agropecuário alemão tritura esses animais vivos. A decisão judicial foi emitida nesta quinta-feira (13).

Foto: Pixabay

O caso foi julgado pela Corte Administrativa Federal, que analisou se seria possível continuar matando estas aves em conformidade com o primeiro artigo da lei sobre proteção animal do país, que considera que “ninguém tem o direito de infligir aos animais dores, sofrimentos, ou danos sem motivos razoáveis”. As informações são do portal O Tempo.

“A prática atual (de eliminar os pintos machos) se baseia em um motivo razoável até o surgimento, em um prazo próximo ‘a priori’, de métodos para determinar o sexo no ovo”, declarou a juíza Renate Philipp, sem levar em consideração que triturar pintinhos vivos, causando-lhes intensa dor, fere a lei de proteção animal alemã.

Para a Justiça, os interesses econômicos dos criadouros de galinhas exploradas para botar ovos são considerados prioridade. A indústria considera os pintinhos machos inúteis e caros demais para se reproduzirem e, por isso, mata 45 milhões deles por ano, de forma extremamente cruel.

Em 2013, o Ministério da Agricultura da região de Renânia do Norte-Westfália tentou proibir a matança de pintinhos, mas fracassou após criadouros acionaram a Justiça e ganharam jurisdições do estado regional e, agora, em nível federal.

Na Alemanha, o extermínio de pintinhos tem gerado polêmica. Entre as pessoas que são contrárias a essa prática cruel está a ministra da Agricultura, Julia Klöckner.

“Matar os animais depois de seu nascimento por causa de seu sexo não é possível”, disse a ministra ao jornal regional “Rheinische Post”. Segundo Klöckner, oito milhões de euros foram liberados para buscar alternativas a essa prática.
A Alemanha e a Holanda têm testado atualmente métodos de diferenciação de sexo no ovo, que permitem matar os machos antes da eclosão. No entanto, não há, ainda, como aplicá-los em larga escala.

Nota da Redação: o único caminho ético em relação a esse tema é o fim da exploração de galinhas e seus filhotes. Isso porque, além da crueldade relacionada aos pintinhos, a indústria condena, também, as galinhas a uma vida miserável. Tratadas como máquinas produtoras de ovos e não como seres vivos dignos de respeito, essas aves são exploradas a vida inteira e, muitas vezes, são mortas já exaustas e adoecidas. É comum que elas sejam mantidas em gaiolas minúsculas ou granjas superlotadas, sem espaço sequer para esticar as asas, e que tenham seus bicos cortados, sem anestesia, para evitar situações de mutilação causadas por estresse – inclusive no Brasil. Explorar galinhas, condenando-as ao sofrimento, e depois impedir o nascimento de pintinhos ou matá-los depois de nascidos, são práticas que devem ter fim em todo o mundo.

Foca tem a cabeça decepada ao ficar presa em redes de pesca descartadas no oceano

Imagens fortes e tristes revelam o sofrimento de uma foca que ficou presa em mais de 35 kg de lixo marinho. A situação crítica e fatal ocorreu na costa da Cornualha foi descrita como “um dos piores casos de enredamento já visto em qualquer parte do mundo”.

O mamífero foi encontrado com plástico e redes de pesca ao redor do pescoço. O grupo Resgate de Vida Marinha de Mergulhadores Britânicos (BDMLR) foi inicialmente acionado em 11 de maio, após a foca cinzenta ser avistada no mar perto de Boscastle, presa em uma enorme massa de lixo marinho e material descartado não biodegradável.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Apesar de uma busca realizada por toda região, o animal ferido e preso não foi encontrado. Mas na segunda-feira última (27) a mesma foca foi encontrada em terra ao longo da costa de Trebarwith Strand provavelmente trazida pela maré, tendo infelizmente morrido em consequência dos ferimentos.

Voluntários da BDMLR e da Associação contra Enredamentos Marinhos da Cornwall Wildlife Trust (CWTMSN) compareceram ao local para registrar e fotografar o corpo do animal em detalhes e remover o material de enredamento ao redor dele.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

No entanto, a equipe de resgate confessou que nada os havia preparado para a visão “angustiante” escondida sob a poluição marinha. O BDMLR afirmou que, quando o material em volta do pescoço foi gradualmente cortado e retirado, a escala de sofrimento que o animal passou foi precisamente revelada.

A coordenadora assistente do BDMLR na Cornualha do Norte, Michelle Robinson-Clement, disse: “Este animal sofreu uma morte lenta e torturante, não há dúvidas sobre isso.

“Este é um dos piores casos de enredamento que já vimos em qualquer parte do mundo devido à natureza extrema de seus ferimentos. “O material que foi retirado dele pesava 35 kg. “A foca não teria conseguido nadar ou mergulhar”.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Seu corpo foi recuperado pelos voluntários da CWTMSN no dia seguinte e levado para um exame post-mortem no Campus Cornwall da Universidade de Exeter em Penryn.

No exame, descobriu-se que a carga pesada causada pela rede presa ao animal havia criado uma ferida enorme que envolvia toda a região entre a cabeça e os ombros da foca. Isso causou tanto dano aos músculos do pescoço do pinípede que as vértebras e a traqueia estavam a mostra e fazendo com que ela não fosse capaz nem de levantar a própria cabeça.

No mínimo, a foca passara três semanas nesse sofrimento, o que a deixou faminta, fraca e exausta.

James Barnett, patologista do Cetacean Strandings Investigation Program que examinou a foca, disse: “Este é provavelmente o ferimento mais grave que vi em 27 anos de trabalho com focas e o nível de sofrimento que este animal deve ter passado é verdadeiramente espantoso”.

Imagem meramente ilustrativa | Pinterest

Imagem meramente ilustrativa | Pinterest

Niki Clear, Oficial de Conservação Marinha da Cornwall Wildlife Trust, disse: “Infelizmente, este é apenas uma das centenas de milhares de mamíferos marinhos que são mortos como resultado do emaranhamento em lixo no oceano a cada ano em todo o mundo. E este caso mostra quão impactante é uma visão dessas para aqueles de nós que lidam com isso regularmente”.

“No entanto, incidentes como este nos dão a oportunidade de chamar a atenção do público para a necessidade de ações urgentes sobre o estado de nossos oceanos e as atitudes que qualquer um pode tomar para ajudar a reduzir ou impedir que a poluição chegue ao meio ambiente e mate mais de nossa vida selvagem”.

“Embora seja um caso incrivelmente perturbador, precisamos contar a história desse animal para garantir que ele não tenha sofrido e morrido por nada, e que algo seja feito a respeito disso para salvar outros animais marinhos”.

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Cãozinho é encontrado com corpo coberto de piche em Barretos (SP)

Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Um cãozinho foi resgatado após ter seu corpo coberto de piche de asfalto na cidade de Barretos, no interior de São Paulo. O responsável pelo crime foi identificado como um homem de 49 anos que foi multado em R$ 3 mil por crime de maus-tratos contra animais. Durante seu depoimento à polícia, o acusado afirmou que tentava tratar um quadro de sarna do cachorro e não tinha intenção de maltratá-lo.

O cãozinho, agora carinhosamente chamado de Chocolate, foi resgatado pela protetora de animais Mirella Assef após a denúncia de um vizinho. Ele foi levado para uma clínica veterinária emergencialmente. Chocolate sentia tanta dor que para tomar banho para a retirada da substância tóxica ele precisou ser sedado com morfina para suportar o procedimento.

As luvas usadas para a retirada do piche da pele do cãozinho derreteram durante o procedimento. O momento foi registrado em um vídeo pela médica veterinária e enviada para a protetora. “O piche é um produto químico tão forte que chegou a derreter a luva durante o banho. Imagina isso na pele do cachorro?”, disse Mirella em entrevista ao G1.

Estima-se que o cãozinho tenha ficado com a substância no corpo por dois dias até ser resgatado. Além dos maus-tratos, Chocolate também não recebia alimento há muito tempo. Após ser sedado, o cãozinho vomitou ossos, pedaços de plástico e de alumínio usados em embalagens de quentinhas. Agora, Chocolate está internado sem previsão de alta.

O cãozinho ainda será submetido a exames e quando se recuperar será disponibilizado para adoção responsável. O suposto tutor do cão responderá pelo crime de maus-tratos contra animais e não poderá criar mais nenhum animal nos próximos cinco anos.

Vídeo revela como ficam os músculos de frangos obrigados a ingerir hormônios de super crescimento

Foto: CIWF

Foto: CIWF

De acordo com especialistas, o fenômeno origina-se na criação seletiva de aves alimentadas para crescer de forma tão antinaturalmente maciça e tão rapidamente, que mal conseguem suportar o seu próprio peso.

Um vídeo realizado por uma ONG que atua em prol do bem-estar animal revelou um fenômeno, na verdade é um distúrbio degenerativo, conhecido como “carne de espaguete”.

Descrita como um ‘fenômeno repugnante’, pela Compassion in World Farming (CIWF), a carne de espaguete é um distúrbio muscular que afeta as fibras do músculo do peito das aves expostas aos hormônios. Os feixes de fibras que compõem o tecido muscular do músculo peitoral se separam e se assemelham ao longo aparência fina e cilíndrica de fios de espaguete.

De acordo com a CIWF, essa questão se origina em função da ingestão compulsória de estimuladores químicos que fazem com que os músculos cresçam além do que as aves conseguem suportar, o que se revela uma fonte de sofrimento imenso para elas.

Bem estar animal

“Esse crescimento perigosamente rápido tem conseqüências desastrosas para o bem-estar dos animais: as galinhas frequentemente lutam para andar e podem sofrer de deformidades nas pernas, problemas respiratórios e ataques cardíacos”, diz o CIWF.

“Pior ainda, eles podem passar a ter dor crônica desde o momento em que têm apenas duas semanas de vida – dor associada a distúrbios musculares degenerativos”.

A carne de espaguete – muito parecida com a sua igualmente desagradável prima: a “estria branca” (depósitos de gordura nos músculos causados por hormônios de crescimento acelerado), é o resultado direto desses distúrbios musculares. E a má notícia para os consumidores de carne é que a carne resultante de frangos que sofrem desses distúrbios está associada a menos proteína e gordura”.

O vídeo da CIWF mostra o que chama de “fenômeno repugnante”

Campanha

A CIWF lançou uma petição condenando as empresas de alimentos por essa prática e afirmando que esses distúrbios musculares degenerativos e o sofrimento que eles causam aos animais – são inaceitáveis.

“Até o momento, as soluções abordaram a nutrição, o manejo da ração, o processamento pós-produção e a incorporação de carne degradada aos produtos processados. Em suma, o foco tem sido tratar os sintomas, em vez de tratar o problema por sua causa”.

Frangos e galinhas são seres sencientes, capazes de sofrer, sentir e compreender conforme já foi atestado cientificamente pela Declaração de Cambridge em 2012, assinada por especialistas de várias áreas do conhecimento científico do mundo todo.

Esses animais são nossos companheiros de planeta e não inferiores aos humanos. Nada justifica o sofrimento dessas aves privadas de sua liberdade, submetidas a condições desumanas, trancadas em gaiolas superlotadas, separadas de seus filhos e morrendo das formas mais hediondas.

Uma alimentação livre de produtos de origem animal além de evitar o sofrimento desses e de tantos outros seres indefesos, ainda ajuda na sobrevivência do planeta, tão ameaçada por nossos atos irresponsáveis e ambiciosos.

Gorilas demonstram luto por seus mortos, revela estudo

Foto: Dian Fossey Gorilla Fund International

Foto: Dian Fossey Gorilla Fund International

Gorilas selvagens da República Democrática do Congo e de Ruanda exibem uma variedade de comportamentos que demonstram sofrimento em relação a companheiros mortos, de acordo com um novo estudo publicado recentemente. Manifestações de carinho tais como como fazer carícias, cheirar e cutucar os mortos e, em um caso específico, até a tentativa de consolo próprio feita por um jovem gorila, sugere que esses primatas, como os humanos, choram por seus mortos.

“Os seres humanos já foram considerados únicos a terem o conceito de morte, mas um número crescente de observações de respostas animais a morte e mortos [membros do grupo] sugere o contrário”, informa um novo estudo fascinante publicado recentemente. De fato, insetos sociais, como formigas, removem e enterram seus mortos. Elefantes e primatas atendem silenciosamente e até se envolvem em comportamentos de cuidado dos recém-falecidos.

Menos se sabe, no entanto, sobre as várias maneiras pelas quais os animais reagem aos mortos com base em seu relacionamento anterior com o falecido, incluindo diferenças de sexo, idade, familiaridade ou posição social. O novo estudo, liderado por Amy Porter e Damien Caillaud, do Dian Fossey Gorilla Fund International, de Atlanta, foi um esforço conjunto para documentar e identificar respostas comportamentais únicas dos gorilas das montanhas, quando na presença de um indivíduo recentemente falecido. Pesquisadores da Universidade da Califórnia Davis, da Universidade de Uppsala, e do Instituto Congolês para a Conservação da Natureza, também ajudaram na pesquisa.

O novo estudo analisou as reações dos gorilas das montanhas em três situações distintas. O primeiro envolveu a morte de um gorila (Gorilla beringei beringei), de 35 anos, chamado Titus, no Parque Nacional dos Vulcões, em Ruanda, e o segundo envolveu a morte de uma gorila (fêmea) de 38 anos chamada Tuck, da mesma espécie e do mesmo parque. Em ambos os casos, os gorilas mortos foram assistidos (ajudados) por membros de seu grupo social. O terceiro caso, no entanto, envolveu o cadáver de um gorila de Grauer (Gorilla b. Graueri) que foi descoberto por membros de um grupo social diferente, embora da mesma espécie. Este terceiro gorila morreu no Parque Nacional Kahuzi-Biega na República Democrática do Congo (RDC).

Para o estudo, os pesquisadores documentaram os comportamentos dos gorilas por meio de observações de campo, fotos e vídeos. Em todos os casos, os gorilas haviam morrido apenas horas depois das observações. Os dois gorilas do Parque Nacional dos Vulcões provavelmente morreram devido à idade avançada.

Foto: Dian Fossey Gorilla Fund International

Foto: Dian Fossey Gorilla Fund International

Os pesquisadores estavam curiosos para ver como os gorilas reagiriam de acordo com suas diferentes posições sociais. Nos dois primeiros casos, os pesquisadores esperavam que os gorilas prestassem atenção aos cadáveres, mas eles não tinham certeza sobre o terceiro caso com o gorila macho, que não era do grupo.

Nos três casos, os animais geralmente sentavam-se ao lado do cadáver, descansando perto ou mesmo em contato com o corpo e tendo comportamentos de interação com o corpo, como lamber, cheirar, cutucar e aparar. Alguns gorilas também exibiam comportamentos beligerantes, como bater no peito, esmagar plantas e bater ou chutar o cadáver.

No caso dos dois gorilas-das-montanhas, aqueles que mantinham uma relação social próxima com os mortos passavam a maior parte do tempo em torno do cadáver, o que não surpreendeu os cientistas. Um jovem gorila do sexo masculino chamado Ihumure, por exemplo, ficou perto de Tito e permaneceu em contato íntimo com o corpo por dois dias, até mesmo dormindo no mesmo local. E em um momento particularmente doloroso, Segasira, o jovem filho de Tuck, arrumou o corpo da mãe e tentou se alimentar de seu seio, mesmo ele já tendo sido desmamado – um comportamento potencialmente indicativo de sofrimento.

Gorilas do sexo masculino e feminino, de todas as idades e classes sociais exibiram essas respostas comportamentais, mas os pesquisadores observaram uma “notável ausência” de fêmeas adultas no cadáver do gorila silverbacks (mais velhos) da espécie Grauer de fora do grupo. Em todos os casos, apenas as espécies de silverbacks e blackbacks (machos jovens) exibiram o comportamento beligerante em relação aos cadáveres.

“O comportamento mais surpreendente foi definitivamente o quão parecidas as respostas comportamentais foram em relação aos cadáveres de membros integrantes do grupo e um gorila não-membro presumivelmente desconhecido”, explicou Porter, que atualmente lida com uma péssima conexão de internet em um campo na República Democrática do Congo, em um email para o site Gizmodo.

“Na sociedade dos gorilas, as interações entre grupos ou entre um grupo e um silverback solitário – um concorrente em potencial – geralmente resultam em formas de evitar o indivíduo ou agressão com ou sem contato físico. Nos três casos, quase todos os membros do grupo sentaram-se em silêncio ao redor do cadáver e muitos gorilas cheiraram, lamberam e limparam o cadáver.

Esses comportamentos são inegavelmente sofisticados e complexos, mas alguns podem questionar se são verdadeiramente expressões de luto. Seguem opiniões de autores sobre essa possibilidade apontada no artigo:

Um dos tópicos mais controversos em torno da morte de animais é se eles sofrem a perda de um membro da família ou um membro do grupo aque são intimamente ligados. Entre os primatas, especialmente os grandes símios, há evidências convincentes de respostas comportamentais e psicológicas sofridas pelos animais diante da morte. Sabe-se que os chimpanzés compartilham circuitos [cerebrais] com seres humanos que são ativados durante estados emocionais, como o luto. No caso da morte do gorila da montanha Tuck, seu jovem filho, Segasira, tentou mamar em seu cadáver, apesar de já ter sido desmamado.

Esta foi, presumivelmente, uma demonstração de “necessidade de conforto”, que pode estimular a liberação de oxitocina, um hormônio que tem efeitos inibidores do estresse. Essa observação, e possivelmente a persistente proximidade do jovem gorila com o corpo de Titus, pode sugerir que os seres humanos não são únicos em sua capacidade de sofrer.

Em uma declaração para o site Gizmodo, Porter admitiu que é difícil discernir a vida emocional dos gorilas, e é tentador argumentar que, nos dois casos que envolviam os gorilas das montanhas, os animais que mais se envolveram com os cadáveres estavam sofrendo a perda de um companheiro próximo.

“No entanto, não temos como saber exatamente o que eles estavam experimentando”, disse Porter. “Muitos pesquisadores são rápidos em descontar o pesar como uma explicação para os comportamentos observados, alegando que é especulativo. Do meu ponto de vista, acho que temos muito a aprender sobre as maneiras como os animais se envolvem com o mundo, especialmente animais como os gorilas, que são incrivelmente inteligentes, pois tenho certeza de que eles experimentam emoções muito mais complexas do que costumamos considerar”, conclui o pesquisador.