Protestos do movimento Rebelião Contra a Extinção vão durar o mês todo

Protestos organizados pelo movimento Rebelião Contra a Extinção | Foto: Extinction Rebellion

Protestos organizados pelo movimento Rebelião Contra a Extinção | Foto: Extinction Rebellion

Tomando a frente das ações para conscientização da população em relação a emergência climática em que vivemos e a ameaça de extinção em massa já prevista e alertada pelos cientistas, a organização ambiental fechou áreas de Londres, na Inglaterra, na semana passada na tentativa de chamar a atenção para a urgência da questão e intimar os líderes políticos a agir e tomar posição.

Movidas pela seriedade e embasamento cientifico das manifestações uma série de empresas (Ecotricity, The Body Shop, entre outras) tem apoiado a organização ambiental Extinction Rebelion (Rebelião contra a Extinção, na tradução livre).

A Extinction Rebellion (XR, na sigla em inglês) fechou partes de Londres na última semana durante os protestos de conscientização realizados na cidade. A polícia executou 1.065 prisões. As manifestações começaram em 15 de abril e estão programados para continuar até dia 29. Os ativistas têm áreas-alvo como a Parliament Square, Marble Arch e Picadilly Circus.

Exigindo ações em relação ao clima

A organização, que se descreve como “uma rede apolítica internacional”, usa uma ação direta não-violenta para “persuadir os governos a agir sobre a situação do clima e a emergência ecológica” a que esgamos submetidos.

Eles tem três demandas, pedindo ao governo que “diga a verdade” declarando uma emergência climática e ecológica, trabalhando com outras instituições para comunicar a urgência da mudança.

O governo precisa agir agora para deter a perda de biodiversidade e reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa à estaca zero até 2025, e ir além da política, criando e sendo guiados pelas decisões de uma Assembléia de Cidadãos sobre justiça climática e ecológica.

Empresas líderes

Representantes de várias empresas de grande porte e líderes de setor escreveram para o jornal The Times, apoiando os protestos e dizendo que “indústrias e empresas inteiras” precisam ser redesenhadas

“Ao contrário do que se acredita, há apoio do setor empresarial para a agenda da Extinction Rebellion (XR)”, escreveram os líderes empresariais. “Os custos de vários milhões de libras que os protestos da Extinction Rebellion impuseram aos negócios são lamentáveis, assim como os inconvenientes para os londrinos. Mas os custos futuros impostos às nossas economias pela emergência climática serão muito maiores”.

“As pressões intensas pedem por mudanças, mas mesmo as empresas mais comprometidas precisarão de tempo para responder às demandas. Saudamos a notícia de que a Extinction Rebellion está desenvolvendo uma nova plataforma, a XR Business, para envolver líderes empresariais, investidores e consultores, no intuito de impulsionar as coisas, a ideia é convocar uma reunião de ativistas e especialistas da XR com líderes de negócios e influenciadores”.

Mudando a maneira como os negócios funcionam

A organização acrescentaram que a maioria das empresas “não foi projetada para o contexto em que estamos vivendo de emergência climática em desenvolvimento” e disse que há, portanto, uma necessidade urgente de “redesenhar indústrias e empresas inteiras, usando metas baseadas em ciência”.

Os líderes empresariais propuseram que as empresas fizessem uma declaração assumindo o compromisso de enfrentarmos a emergência climática e organizarmos uma sessão extraordinária em uma reunião de diretoria para considerar o caso de ação urgente, acrescentando: “Incentivaremos as equipes de gerência sênior das quais

Parlamento vota declaração de emergência climática e ambiental esta semana

Foto: The Independent/Reprodução

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Membros do parlamento votarão esta semana sobre a possibilidade de declarar emergência ambiental e climática após os protestos em massa sobre a inação política no enfrentamento da crise que tomaram conta das ruas de Londres nas últimas semanas.

O Partido Trabalhista forçará uma votação da Câmara dos Comuns (parlamento do Reino Unido) sobre o assunto, uma das principais demandas do movimento XR (Extinction Rebellion – Rebelião pela Extinção), cujos ativistas paralisaram partes da cidade em abril.

Jeremy Corbyn afirmar seu desejo de que outros países sigam o exemplo do parlamento do Reino Unido caso o bloco de países se torne a primeira nação do mundo a declarar uma emergência climática.

Foto: The Independent/Reprodução

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A ação foi apoiada pela ativista de 16 anos, Greta Thunberg, que foi indicada ao prêmio Nobel da paz por sua campanha para combater a mudança climática.

Os ativistas do grupo XR (Rebelião Contra a Extinção) estão pedindo ao governo para “dizer a verdade, declarando uma emergência climática e ecológica”, estabelecendo a necessidade de uma mudança urgente.

Corbyn elogiou “o ativismo climático inspirador que temos visto nas últimas semanas” e disse que foi um “massivo e necessário alerta para uma ação rápida e dramática”.

Como parte de seu protesto, o grupo que paralisou partes movimentadas do centro de Londres que foram ocupadas por ativistas, enquanto um pequeno grupo de ativistas do XR foi até a casa de Corbyn usando uma trava de bicicleta em uma cerca e, em seguida, colando-se a ela.

Foto: The Independent/Reprodução

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Corbyn disse: “Para os jovens, a emergência climática é a causa de sua geração. E nós, nas gerações mais velhas, devemos encarar isso seriamente. Temos que ter uma abordagem muito mais focada e séria em relação às mudanças climáticas e aos danos que estamos causando em nosso planeta”.

“Queremos um mundo para aqueles que são os países mais afetados e os menos culpados pelas mudanças climáticas e para os nossos jovens. Na quarta-feira, o parlamento do Reino Unido terá a chance de ser o primeiro no mundo a declarar uma emergência ambiental e climática, que, esperamos, desencadeie uma onda de ação de parlamentos e governos em todo o mundo ”.

O partido trabalhista luta para que o Reino Unido alcance emissões líquidas nulas antes de 2050, uma ambição que fica muito aquém do proposto pela Extinction Rebellion (XR) para um prazo de 2025.

A oposição apontou para números oficiais mostrando uma redução de 2% nas emissões no ano passado, sugerindo que um nível compatível com as emissões líquidas zero não seria alcançado até 2100.

A atitude do partido trabalhista foi elogiada por Thunberg, a adolescente sueca que provocou uma onda de protestos pelo combate à mudança climática em todo o mundo.

Ela disse: “Traz esperança ver um grande partido político europeu acordar e propor uma declaração de emergência climática nacional. É um importante primeiro passo porque envia um sinal claro de que estamos em crise e que as crises climáticas e ecológicas em curso devem ser a nossa prioridade. Não podemos resolver uma emergência sem tratá-la como uma emergência.

“Espero que os outros partidos políticos do Reino Unido se unam e aprovem juntos esta moção no Parlamento – e que os partidos políticos em outros países sigam o seu exemplo.”

O partido trabalhista vai usar uma moção de oposição para pressionar o parlamento a agir com urgência para evitar mais de 1,5% do aquecimento global, o que exige que as emissões mundiais caiam 45% em relação aos níveis de 2010 até 2030, atingindo o zero líquido antes de 2050.

A proposta exigirá metas para o lançamento em massa de para transporte e fornecimento de energia renovável e de baixo carbono, medidas de proteção ambiental adequadamente financiadas para reverter a tendência de declínio das espécies e planos para avançar para uma economia com desperdício zero.

Stella McCartney lança moda de tatuagens veganas no pescoço

A estilista vegana Stella McCartney marca presença na Paris Fashion Week | Foto: Instagram/Reprodução

A estilista vegana Stella McCartney marca presença na Paris Fashion Week | Foto: Instagram/Reprodução

A estilista vegana Stella McCartney reafirma seu compromisso com a moda sustentável, ecológica e livre de crueldade. Seu desfile na Paris Fashion Week deixou uma impressão positiva no mercado da moda. Não só os modelos da estilista desfilavam com botas de couro falso e casacos sem pele, como também exibiam tatuagens veganas.

Aplicadas pela influente maquiadora britânica Pat McGrath, as tatuagens temporárias – colocadas no pescoço, dedos e lóbulos das orelhas das modelos – revelavam mensagens veganas, como “dia da terra todos os dias”, “vegan”, “pele sem pêlo”e “regenerar “, McGrath disse à Vogue: “isso é simplesmente Stella”.

Ser simplesmente Stella significa buscar respostas sustentáveis para tudo relacionado à moda. Desde o início, sua marca própria, que inclusive carrega o seu nome, têm sido vegetariana. Mas com sua mais recente coleção de prêt-à-porter, a influente designer – e filha do ativista e Beatle Paul McCartney – realmente se superou, de acordo com a Vogue.

As roupas apresentadas incluíam peças feitas de viscose de origem sustentável – tiradas de florestas suecas certificadas – brincos de clipes de papel e colares de elástico.

“Stella McCartney é uma líder do setor, em se tratando de sustentabilidade, há anos”, declarou a principal revista de moda no dia do show. “Mas ela nunca antes colocou em primeiro plano suas iniciativas na pista como fez hoje.”