Comissão da Flórida (EUA) incentiva população a matar iguanas

A Comissão de Conservação de Peixes e Animais Selvagens (FWC, na sigla em inglês) da Flórida, nos Estados Unidos, está incentivando a população a tomar a cruel iniciativa de matar iguanas como método de controle populacional da espécie, que está se multiplicando rapidamente.

(FOTO: PIXABAY)

A FWC argumenta que os animais são não nativos da região e estão ameaçando o ecossistema. A Comissão, no entanto, ignora e desrespeita o direito à vida das iguanas.

“Os donos de imóveis não precisam de autorização para matar iguanas em suas próprias propriedades, e o FWC encoraja os proprietários a matar iguanas verdes em sua própria propriedade sempre que possível”, disse a agência.

Além de incentivar a matança desses animais e de indicar 22 locais públicos onde há animais dessa espécie vivendo, para que sejam mortos, a Comissão não abordou maneiras de matar as iguanas, deixando que a população aja livremente, o que pode gerar inúmeros casos de maus-tratos não só para esses répteis, mas para outras espécies que vivam no mesmo local que eles. As informações são da revista Galileu.

A defesa da propriedade privada em detrimento da vida de animais sencientes foi usada como argumento para respaldar a crueldade incentivada pela agência. “Algumas iguanas verdes causam danos à infraestrutura escavando tocas que corroem e colapsam calçadas, fundações, paredões, bermas e margens de canais”, disse a comissão.

A organização internacional de defesa animal PETA se posicionou contra a medida. “Iguanas, como a maioria das espécies consideradas ‘invasivas’, foram retiradas de seus territórios nativos para o comércio exótico de animais de estimação, e, depois disso, são liberadas ou abandonadas para cuidar de si mesmas”, criticou.

De acordo com a PETA, ao invés de matar as iguanas, “as autoridades da Flórida deveriam proibir sua importação e posse como meio de diminuir a guerra contra esses animais, que agora estão apenas tentando sobreviver”.


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Ecossistema das Ilhas Galápagos ameaçado pela presença de aviões americanos

Foto: Mirror UK

Foto: Mirror UK

Ambientalistas condenaram de forma veemente a decisão do governo equatoriano de dar permissão aos militares dos EUA para pouso e decolagem de aviões no aeroporto das Ilhas Galápagos.

As aeronaves do exército americano poderão usar o Aeroporto San Cristobal, localizado no arquipélago, de acordo com o anuncio do governo equatoriano, como parte de um plano para “combater o narcotráfico”.

Segundo ele, dois aviões da força aérea norte-americana patrulham o Oceano Pacífico procurando e identificando atividades ilícitas de acordo com informações do The Independent.

Mas especialistas em biodiversidade e conservacionistas alertam que o aumento na atividade de aviação pode afetar seriamente o ecossistema das ilhas.

O professor Laleh Khalili, da Universidade de Londres, postou no Twitter: “Eles pavimentaram o paraíso e ergueram uma pista de pouso nele”.

Ativistas pediram ao governo mais informações sobre o escopo da cooperação. com os EUA, e sobre propostas adicionais para estender a pista em San Cristobal, em meio a temores de que tal construção poderia causar mais danos aos meio ambiente.

O arquipélago está situado a 800 km a oeste do Equador e foi considerado Patrimônio da Humanidade pela Unesco, famoso por sua variedade única de vida vegetal e animal.

As Ilhas Galápagos inspiraram o famoso livro de Charles Darwin sobre a evolução, A Origem das Espécies, depois de sua visita ao arquipélago na década de 1830. Eles limitam o número de turistas autorizados a visitar o local para tentar proteger seus habitats naturais e a biodiversidade .

Os animais nativos das ilhas incluem tartarugas gigantes, iguanas-de-crista-preta, pinguins e grandes arraias-manta oceânicas.

O ex-presidente do Equador, Rafael Correa, estava entre os que ficaram incomodados com a decisão, alertando no Twitter que as ilhas “não são um porta-aviões” para os EUA.

O deputado Carlos Viteri, da oposição, classificou o novo acordo como “inaceitável” e advertiu que ele deveria ser bloqueado “se quiser ceder uma polegada de território equatoriano”.

A constituição do Equador descreve o país como “território da paz” e proíbe a construção de bases militares estrangeiras para fins militares em qualquer lugar em seu território.

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Espécies de animais podem diminuir em 25% devido à ação humana, diz estudo

Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, concluíram que as espécies de animais podem sofrer uma redução de 25%, no próximo século, devido à ação humana. O estudo foi publicado na revista Nature Communications.

Foto: Pixabay

Com o aumento da população de seres humanos, áreas originalmente ocupadas por animais podem passar a ser usadas pelas pessoas – como já tem acontecido há bastante tempo. As informações são do portal All That’s Interesting.

A redução do habitat dos animais, segundo o estudo, pode levar muitos deles à extinção. Os mais pequenos, que ocupam menos espaço, terão mais chances de sobreviver, enquanto os grandes mamíferos e as aves serão, provavelmente, os mais afetados.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores estudaram a massa corporal, o tamanho da ninhada, o habitat, a dieta e a vida útil de mais de 15 mil mamíferos e aves. Depois, as informações obtidas foram cruzadas com o conteúdo da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas, da União Internacional para a Conservação da Natureza.

“De longe, a maior ameaça aos pássaros e mamíferos é a humanidade – com os habitats a serem destruídos devido ao nosso impacto no planeta, como desmatamento, caça, agricultura intensiva, urbanização e os efeitos do aquecimento global”, disse o autor do estudo, Rob Cooke.

O estudo concluiu ainda que as espécies com mais chances de sobrevivência são as que se alimentam de insetos, têm grandes ninhadas e suportam diferentes tipos de clima.

“O ‘encolher’ substancial de espécies que previmos poderia gerar impactos negativos adicionais para a sustentabilidade a longo prazo da ecologia e da evolução”, acrescentou Cooke.

Além da perda direta de espécies, se animais como o rinoceronte e o condor desaparecerem, outros também irão sofrer de maneira indireta. “Se os perdermos, outras espécies que dependem deles também podem ser extintas”, explicou o cientista.


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Dia Mundial do Meio Ambiente: aumento da devastação ambiental é alarmante

O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, foi criado em 1972 pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Na data, ONGs lançam, todos os anos, manifestos e medidas para alertar sobre a necessidade de preservação do meio ambiente. No mesmo dia é celebrado também O Dia da Ecologia.

(Foto: iStock.com / eppicphotography)

A exploração irresponsável e gananciosa dos recursos naturais tem causado devastação em todo o mundo. No Brasil, o cenário está se tornando cada vez mais preocupante. Dados indicaram que os primeiros 15 dias de maio foram os piores no mês em uma década, com 19 hectares de floresta amazônica sendo destruídos por hora, em média. O número é o dobro do que foi registrado no mesmo período em 2018.

Além disso, um estudo feito pela ONG Conservação Ambiental concluiu que o Brasil e os Estados Unidos lideram uma tendência mundial de retrocessos ambientais. De acordo com o levantamento, 85 atos legislativos foram promulgados no Brasil, entre 1900 e 2017, atingindo uma área de 114.856 quilômetros quadrados de floresta – o equivalente a praticamente metade do estado de São Paulo. Desses, 60 afetaram a Amazônia, região que perdeu mais de 90 mil quilômetros quadrados de proteção devido a mudanças legislativas.

O Brasil, ainda de acordo com o estudo, é responsável por 87% dos retrocessos em áreas protegidas da Amazônia, em um levantamento que abrange outros oito países amazônicos.

Ministra do Meio Ambiente entre 2010 e 2016, a bióloga e ambientalista Izabella Teixeira explica que retrocessos ambientais podem ter diversas origens. “Precisaríamos identificar caso a caso para saber. Mas há natureza técnica, política e econômica. Do ponto de vista político, isso remete a uma situação de fragilidade e de não priorização da política ambiental. É muito comum que interesses econômicos sejam preponderantes a interesses da biodiversidade, mas isso é só um contexto: vejo como algo muito grave”, disse Teixeira, em entrevista à BBC News Brasil.

(Foto: AP Photo/NOAA Pacific Islands Fisheries Science Center)

Para o geógrafo Carlos Minc, que foi ministro do Meio Ambiente entre 2008 e 2010 e atualmente é deputado estadual, o cenário, que ele considera assustador, “reflete a força da bancada ruralista e a cumplicidade de vários governos estaduais”.

O jurista, historiador e diplomata Rubens Ricupero, ministro do Meio Ambiente entre 1993 e 1994, reforça que “o atual governo vem contribuindo para agravar o quadro pela posição pessoal e o exemplo altamente negativo do próprio presidente da República”.

“O sistemático desmantelamento do sistema já precário do Ibama e do ICMBio estimula maiores violações dos espaços ainda protegidos e desencoraja a ação dos fiscais. Isso sem mencionar os numerosos projetos em tramitação no Congresso, que terão certamente impacto igualmente destruidor”, disse Ricupero à BBC.

O desmatamento, no entanto, não é o único problema que tem afetado o meio ambiente no mundo. A poluição, especialmente aquela causada pelo plástico, tem devastado ecossistemas e tirado a vida de animais, principalmente os marinhos. No oceano Pacífico, entre a costa do estado norte-americano da Califórnia e o Havaí, 80 mil toneladas de plástico compõe um “ilha de lixo” de 1,6 milhão de quilômetros quadrados. As consequências dessa quantidade extrema de plásticos nos oceanos, caso ações para reverter esse cenário não sejam executadas, são graves: segundo um estudo feito pelo Fórum Econômico Mundial de Davos em parceria com a fundação da navegadora Ellen MacArthur e a consultoria McKinsey, os oceanos terão mais plástico do que peixes até 2050. A pesquisa concluiu que a proporção de toneladas de plástico por toneladas de peixes era de uma para cinco em 2014, será de uma para três em 2025 e vai ultrapassar uma para uma em 2050.

(Foto: Pixource/Pixabay)

A poluição do ar também é considerada alarmante e será tema, inclusive, da conferência internacional do Dia Mundial do Meio Ambiente, sediada pela China e promovida pela Organização das Nações Unidas no quadro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima. O objetivo é incentivar governos, indústrias, comunidades e indivíduos a usar a energia renovável e as tecnologias verdes, bem como melhorar a qualidade do ar em todo o mundo, já que a poluição tem gerado cerca de 7 milhões de mortes humanas e afetado, também, os animais.

“A China será uma grande anfitriã global das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente em 2019. O país demonstrou liderança no combate à poluição do ar internamente e, agora, pode ajudar a estimular outras partes do mundo a agirem. A poluição do ar é um desafio global e urgente que afeta a todos. A China irá, agora, liderar o impulso e estimular a ação global para salvar milhões de vidas”, declarou Joyce Msuya, diretora-executiva interina da ONU Meio Ambiente, ao portal Nações Unidas Brasil.


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A perda de espécies, seja animal ou vegetal, pode mudar todo um ecossistema

Por David Arioch

Um retrato da perda de conexões (Arte: Sanctuary Asia)

Biodiversidade significa a variedade de vida vegetal e animal no mundo. Inclui genética, espécies e variedade de ecossistemas. Quando há uma rica diversidade de espécies, habitats e genética, os ecossistemas são mais saudáveis, mais produtivos e podem se adaptar melhor a desafios como a mudança climática.

Mais do que apenas variedade, a biodiversidade também é a maneira pela qual diferentes espécies, plantas e animais estão conectados e interagem. O mundo é feito de uma teia invisível que raramente reconhecemos. A perda de espécies, seja animal ou vegetal, pode mudar todo um ecossistema. Isso significa a perda de conexões.

As florestas são uma das mais importantes fontes de diversidade biológica que abrigam habitats diversos para plantas, animais e micro-organismos. Existem aproximadamente 60 mil espécies de árvores no mundo. As florestas protegem não apenas várias espécies, mas também atuam como filtros naturais que ajudam a purificar nossas fontes de água.

Elas também sequestram e armazenam carbono, limpando e resfriando o ar. Perder florestas significa perder novas fontes de água. Atualmente, as florestas naturais em todo o mundo diminuíram de 10,6 milhões de hectares na década de 1990 para 6,5 ​​milhões de hectares entre 2010 e 2015. A restauração de florestas ajuda a garantir água mais limpa e ar mais puro, além de manter habitats para uma grande variedade de espécies.

Por exemplo, os manguezais e outros tipos de vegetação costeira, como gramíneas marinhas e salinas, podem manter os pisos costeiros e reduzir o tamanho das ondas, diminuindo as chances ou o impacto das inundações. De fato, florestas reduzem os riscos e danos causados ​​por inundações, tempestades, tsunamis, avalanches, deslizamentos de terra e secas.

A expansão da aquicultura é uma das principais causas do desmatamento de manguezais. Em geral, o crescimento das comunidades, o aumento do desenvolvimento de infraestrutura, a poluição da água, o turismo descuidado e o aumento da acidez da água estão afetando a vegetação costeira, o que, em última análise, significa impactos mais fortes de desastres naturais.

A biodiversidade precisa fazer parte do modo como pensamos sobre a natureza, o bem-estar humano e a saúde. Precisa fazer parte de nossa perspectiva, nossas políticas e nossas leis.


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Mais ursos polares entram em cidades russas do Ártico a procura de alimento

Foto: The Telegraph/Reprodução

Foto: The Telegraph/Reprodução

Um funcionário do departamento de manutenção de transportes, chamado Ruslan Prikazchikov, estava chegando ao final de um turno noturno de trabalho na semana passada, quando olhou pela janela e viu um urso polar andando pela estrada, parando a cada poucos metros para dar uma olhada.

Mas ele não ficou muito preocupado. Como morou a vida toda em Amderma, uma cidade militar Russa antigamente usada como mineradora e de difícil acesso, que fica à beira do Oceano Ártico, a 1.200 milhas a nordeste de Moscou, o Sr. Prikazchikov viu mais de cem ursos polares de perto. Ele gravou um vídeo rápido em seu telefone, gritou pela janela para que o urso continuasse se movendo e colocou a chaleira no fogo para fazer seu chá.

“Eles estavam sempre aqui. Eles são os senhores aqui, então não estramos em conflito com eles, e eles não demonstram agressão contra nós ”.

O “czar do Ártico” sempre fez parte da vida em Amderma. Ele aparece nos contos populares de pastores de renas Nenets, e fotografias antigas mostram soldados soviéticos alimentando ursos polares com leite condensado bem ao alcance de suas afiadas garras de duas polegadas. Alguns moradores até admitiram ter caçado os animais durante a época de fome dos anos 90. Mas hoje isso não acontece mais.

Foto: The Telegraph/Reprodução

Foto: The Telegraph/Reprodução

Mas como o aumento das temperaturas tem derretido o gelo polar do mar, esses caçadores marinhos estão sendo cada vez mais forçados a avançar para a terra. O risco é o aumento do conflito com os humanos, que também estão chegando em grande número à medida que a Rússia desenvolve depósitos de petróleo e gás e expande suas capacidades militares no Ártico.

Em resposta, as cidades costeiras começaram a organizar “patrulhas de ursos polares” para espantar os intrusos com motos de neve e foguetes.

Quase todos os residentes de Amderma já viram um urso polar, mesmo o mais jovem deles, e muitos são surpreendentemente indiferentes quanto à presença dos enormes animais. Anastasia Popovich, agora com 15 anos, estava voltando para casa com amigos em maio de 2016, quando eles encontraram um filhote de urso que inicialmente confundiram com um enorme cão branco.

“O filhote todo branco virou-se e entendemos que não era um cachorro”, lembrou ela. “Vimos o filhote se virar para nós e congelamos de medo”.

Foto: The Telegraph/Reprodução

Foto: The Telegraph/Reprodução

As meninas tentaram se esconder em um prédio abandonado nas proximidades, mas não conseguiram abrir a porta, então correram para a cabine da guarda em um depósito de veículos.

“Depois disso, todos as redações dela sobre “como eu passei minhas férias” foram sobre ursos, em alguns deles ela até estava me gabando”, disse a mãe, Yelena Alyoshina, professora da escola local.

Seu pai, um membro da patrulha local dos ursos polares, teve um encontro ainda mais próximo, quando ficou cara a cara com um urso quando saia de sua cabana de pesca uma vez no ano anterior.

Felizmente, a criatura imediatamente correu de seus gritos. “Foi aterrorizante mas apenas porque foi uma surpresa. Eu apenas gritei”, disse Yury Popovich. “Se ele não gostasse de mim, ele poderia me bater com uma pata ou me agarrar”.

Urso polar ao fundo | Foto: The Telegraph/Reprodução

Urso polar ao fundo | Foto: The Telegraph/Reprodução

Oito ursos polares já entraram em Amderma neste ano, em comparação com os cinco que apareceram no ano passado, de acordo com Eduard Davletshin, chefe da patrulha da cidade. Ele cresceu em uma casa à beira-mar frequentada por ursos e às vezes tinha que ficar em casa ao chegar da escola porque um deles estava à espreita do lado de fora. Mas ele disse o número de ursos que apareceu em Amderma na última década aumentou.

“Eles costumavam ir para o gelo e caçar focas”, disse ele. “Agora não há gelo, eles não têm escolha. Eles vão caminhando ao longo da costa e a cidade está no caminho”.

Embora seja o maior predador terrestre do mundo, o urso polar na verdade prefere passar seu tempo no gelo marinho e é classificado como “urso-do-mar” ou “Ursus maritimus”. Chamado de “urso branco” em russo, ele se mistura quase perfeitamente ao gelo, pois se esgueira para cavar e cheirar buracos atrás de focas manchadas ou outra fonte de alimento, como mostrou a série Our Planet, de David Attenborough, no mês passado.

Os ursos costumam nadar mais de 100 milhas para chegar aos grandes blocos de gelo e podem passar quase toda a sua vida no mar. Isso está mudando, no entanto, com o aquecimento global.

Em fevereiro, a cidade militar de acesso restrito de Belushya Guba, que fica depois do Estreito de Kara, de Amderma, declarou estado de emergência após uma “invasão” de 52 ursos polares. Câmeras de vigilância pegaram um urso polar andando pelo corredor do apartamento de uma família.

“As emoções são indescritíveis, adrenalina, terror e a pergunta ‘o que fazer?’”, disse a funcionária dos correios Nadezhda Kireyeva ao The Telegraph na época.

Especialistas culpam a invasão dos ursos pela falta de gelo no mar e por um lixão aberto onde grupos de ursos foram vistos procurando por comida.

Os animais partiram quando o gelo do mar finalmente se formou na costa no final de fevereiro. Mas isso dificilmente pode-se contar com isso no futuro.

Este ano, o gelo do Ártico atingiu um novo recorde de baixa em abril, e um estudo previu que o Oceano Ártico se tornaria livre de gelo no verão nos próximos 20 anos.

Em Amderma, o chamado “gelo rápido” que fica firmemente aderido à costa vem se formando mais tarde e não cresce mais tão densamente como anteriormente, de acordo com o meteorologista Nelli Shuvalova, que mede o gelo na região duas vezes por dia desde 1981.

Este ano, a extensão máxima do gelo rápido foi de 10 quilômetros – alguns anos se estendeu até o horizonte a 26 quilômetros de distância – e sua espessura máxima foi de 60 centímetros.

“Isso é muito pouco”, disse Shuvalova. “O gelo esta fino demais para os ursos.”

“Temos uma situação catastrófica em relação ao gelo rápido”, disse Ilya Mordvintsev, especialista em ursos polares, enquanto visitava Amderma na semana passada. “Quando o gelo vem para o sul no inverno, o mesmo acontece com os ursos. Quando ele retrocede a maioria dos ursos, não volta para o gelo. ”

Esses retardatários tendem a se dirigir para o norte ao longo da costa em busca de gelo – o que significa que cidades como Amderma estão agora essencialmente localizadas em uma rota de ursos polares.

Amderma foi o lar de cerca de 20 mil pessoas antes de um regimento de aviões de combate se mudar em 1993. Hoje, a cidade conta com apenas 300 moradores, embora sua prefeitura espere impulsionar os rendimentos atraindo tropas russas, assim como cientistas e turistas.

De qualquer forma, os habitantes da cidade ainda estão determinados a ficar onde estão, e 25 crianças frequentam a escola da cidade – que fica ao lado de uma praia frequentada por ursos. Sempre que algum urso chega à cidade, a escola chama os pais para levar os filhos para casa mais cedo.

Outros assentamentos do Ártico estão crescendo rapidamente. Belushya Guba, com uma população de 2 mil pessoas, está desenvolvendo novas instalações militares, pista de pouso e porto, e há planos para minerar chumbo e zinco nas proximidades.

Em março, a gigante estatal de gás Gazprom iniciou suas operações em um novo campo de gás do Ártico, em Yamal, perto do terminal Sabetta, que transportou gás liquefeito para compradores no Reino Unido e de outros lugares. Moscou também reformulou várias bases militares do Ártico nos últimos anos.

No sábado, altos funcionários lançaram o maior quebra-gelo movido a energia nuclear do mundo, um dos nove prometidos pelo presidente do país em abril para manter os hidrocarbonetos fluindo para a Ásia ao longo de sua rota marítima no norte.

Tudo isso aumenta o risco de conflitos entre ursos e humanos, sendo que os animais podem se tornar violentos se estiverem doentes ou com fome – ou forem provocado por comportamento agressivo.

Um trabalhador de petróleo e gás foi morto por um urso polar em Franz Josef Land em 2016, e um meteorologista foi morto lá em 2011.

Enquanto os ursos polares podem pesar mais de 1.300 libras e correr a 40 km/h ou mais rápido, eles não são tipicamente agressivos em relação aos humanos e geralmente podem ser afugentados por ruídos altos e veículos em movimento.

“Para evitar casos de danos a pessoas e a morte de ursos polares como animais problemáticos, é melhor agir criando essas patrulhas que poderiam evitar tais situações de conflito”, disse Mordvintsev.

Os caçadores de Amderma iniciaram uma patrulha de ursos polares em 2017 com foguetes, balas de borracha e luzes organizada pelo governo regional e quadriciclo cedido pelo WWF. Devido a problemas de combustível, eles costumam montar seus próprios snowmobiles (veículos da nave).

Grupos semelhantes foram formados nas cidades vizinhas de Ust-Kara e Varnek. Outras medidas incluem um sistema de circuitos de câmeras instalados no ano passado em uma estação meteorológica em uma ilha próxima, que alertou cientistas para ficarem dentro de janelas protegidas com grades enquanto um urso polar circulava em fevereiro.

Durante sua visita na semana passada, o WWF e as autoridades regionais prometeram que os rádios de patrulha, combustível e telefones via satélite da Amderma fizessem upload de fotografias de ursos. Eles também tocaram os 40 melhores sucessos de dança para testar o sistema de alerta de alto-falantes, que os moradores reclamaram ser muito silencioso e pouco confiável.

Em uma reunião no salão do “palácio da cultura” construído pelos soviéticos, os funcionários do Mordvintsev e da WWF aconselharam os moradores locais a não fugirem de qualquer urso polar que pudessem ver, mas a se afastarem lentamente para não desencadear seu instinto predatório.

Se eles não tiverem algo para fazer barulho, eles devem fazer um som “sh” para imitar as próprias vocalizações de aviso dos ursos.

Na realidade, os moradores disseram que têm mais medo de raposas do Ártico, que podem ser agressivas e estar infectadas pela raiva. Frequentemente eles gostam de fotografar ursos polares que vêm e alguns até tiraram selfies com as criaturas.

A reunião terminou com um breve debate sobre se os cientistas deveriam tentar salvar os ursos polares.

“O urso polar é o topo da cadeia alimentar e um símbolo do Ártico”, disse Mordvintsev.

“Se não houvesse urso polar, o que faríamos aqui? Se não houvesse urso polar aqui, você estaria em paz?

A platéia começou a murmurar antes que uma mulher chegasse com uma resposta: “Seria chato!”

leopardo

Espécies ameaçadas de extinção são vitais para a sobrevivência do ecossistema

A Índia apresentou seu sexto relatório nacional à Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica. O relatório foi misto: enquanto o país está a caminho de cumprir a maioria de suas metas nacionais de biodiversidade, a má notícia é que a lista de espécies de animais do país nas categorias criticamente ameaçada, ameaçada e vulnerável na Lista Vermelha tem aumentado ao longo dos anos.

leopardo

Foto: Getty Images

É claro que há um estresse severo na biodiversidade e nos habitats silvestres. O relatório afirma que a Índia está trabalhando na prevenção da extinção de espécies, desenvolvendo uma abordagem baseada em paisagem e paisagem marítima. Isso visa abordagens sistêmicas e holísticas para integrar as preocupações com a biodiversidade aos valores sociais e econômicos e às aspirações de desenvolvimento.

O estresse sobre a vida selvagem da Índia está aumentando a cada dia. Quase a cada dois dias, há relatos de casos de conflitos homem-animal, devido à crescente população humana e à urbanização. Com a mesma frequência, há relatos de mortes de animais ou de acidentes, porque os desenvolvedores de projetos não levam em conta corredores de animais enquanto constroem infraestrutura.

O crime contra a vida selvagem também está se tornando uma ameaça-chave devido ao aumento da demanda por produtos derivados de animais selvagens, que vão desde ossos de tigres e leopardos até escamas de pangolim e bile de ursos. A Índia registrou 460 mortes de leopardos em 2018, a maior taxa de mortalidade dentre as espécies de grandes gatos no país nos últimos quatro anos, informou a Sociedade de Proteção à Vida Selvagem da Índia em dezembro.

Como a perda de espécies altera os ecossistemas? A perda de espécies icônicas é uma tragédia com impacto amplo e profundo. A biodiversidade animal, vegetal e marinha mantém os ecossistemas funcionais. Ecossistemas saudáveis ​​nos permitem sobreviver, obter comida suficiente para comer e ganhar a vida.

Quando as espécies desaparecem ou caem em número, ecossistemas e pessoas – especialmente as mais pobres do mundo – sofrem. Um estudo recente publicado na revista Nature revela a extinção de espécies vegetais ou animais de mudanças ambientais extremas, que estamos testemunhando agora, aumenta o risco de um “efeito dominó de extinção” que poderia aniquilar toda a vida na Terra.

Infelizmente, como foi relatado por um documento no início deste ano, a Índia pode não atingir a meta internacional de identificar a vida selvagem e as áreas marinhas protegidas até 2020, tornando o desafio de conservar espécies muito mais difícil.