Estudante faz bolsas sustentáveis com sacos de ração e doa renda para a causa animal

O estudante de serviço social Wallace “Pala-Pala”, de 35 anos, reutiliza embalagens de ração para fabricar bolsas sustentáveis. O dinheiro arrecadado com a venda dos produtos é revertido em compras de remédios e alimentação para animais que vivem em situação de rua nas regiões de Bangu e Padre Miguel, no Rio de Janeiro.

Foto: Instagram / @wpalapala

Wallace integra um grupo que distribui sopa para pessoas em situação de rua e ração para animais abandonados. Manter o projeto, no entanto, começou a ficar difícil. Por isso, ele decidiu criar o “Sustentacão”, como é chamado o projeto de confecção de bolsas sustentáveis.

“Vendo os moradores de rua, percebi como seria importante levar alimento para os anjinhos de quatro patas que também estão em situação de rua”, explicou ao portal Razões Para Acreditar.

O projeto foi iniciado recentemente. Como já tinha conhecimento sobre costura, Wallace decidiu começar a fabricar as bolsas inicialmente para que a noiva dele as usasse no lugar das sacolas plásticas na hora de ir ao mercado, poupando o meio ambiente, já que as sacolas não costumam ter a destinação correta e acabam chegando à natureza, colocando a vida de animais silvestres em risco.

“Faço as bolsas na máquina industrial com os sacos de ração vazios e viés. As pessoas reagiram de maneira positiva e quem sabe essa ideia se espalhe e outras ONGs e projetos possam se sustentar assim também, ajudando os animais e o meio ambiente”, afirmou.

Wallace aceita doação de sacos de ração, linhas e até mesmo de mão de obra. “Toda ajuda é muito bem-vinda. Quem quiser doar saco de ração vazio é só falar que vamos buscar. Vai ajudar muito!”, disse.

As bolsas custam, em média, R$ 15 e podem ser compradas através do Instagram @wpalapala.


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Embalagens plásticas descartáveis de shampoo usadas em hotéis podem ser banidas por lei

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

Se aprovada, a lei entrará em vigor em 2023 para hotéis com 50 quartos ou mais. Os estabelecimentos de hospedagem com menos de 50 quartos teriam até 2024 para substituir totalmente os pequenos produtos de plástico.

Este não é um conceito totalmente novo na indústria hoteleira. No ano passado, o InterContinental Hotels Group e o Marriott International começaram a substituir os artigos de higiene pessoal de plástico de uso único por recipientes maiores que são presos na parede.

A Marriott implementou essas mudanças em até 450 propriedades sob sua administração e focou especificamente em propriedades que atendem viajantes de negócios.

O esforço para minimizar o uso de plásticos de uso único aumentou significativamente nos últimos anos no mundo todo.

Em 2014, o estado americano da Califórnia tornou-se o primeiro a promulgar uma proibição de sacolas plásticas em grandes lojas de varejo. O governo também impôs um encargo mínimo de dez centavos de dólar para sacolas de papel recicladas e sacolas plásticas reutilizáveis em locais específicos. Este ano, outro estado americano, Nova York seguiu o exemplo com um mandato estadual semelhante. Só nos EUA, vários condados e cidades menores adotaram legislação semelhante.

Canudos de plástico também receberam muita atenção dos legisladores. Em 2018, Seattle se tornou a primeira cidade dos EUA a proibir totalmente o uso de canudos de plástico.

A mudança cultural para longe do uso de produtos plásticos descartáveis chega em um momento importante. Estima-se que a América do Norte, definida como Bermudas, Canadá e Estados Unidos pelo Banco Mundial, tenha produzido cerca de 35 milhões de toneladas de resíduos plásticos em 2016, tornando-se o terceiro maior produtor mundial de resíduos plásticos naquele ano.

Produtos plásticos descartáveis acabam no oceano poluindo o planeta. A ONU estimam que até 80% do lixo flutuante é plástico, resultando em enormes prejuízos para a vida selvagem. Aproximadamente 1 milhão de aves marinhas e 100 mil animais marinhos morrem a cada ano devido à ingestão de plástico.

Ainda assim, eliminar os pequenos produtos de higiene pessoal de plástico dos hotéis será uma mudança cultural significativa para os consumidores que já estão acostumados a esperar esses serviços quando viajam. Muitos consumidores já esperam encontrar os mini artigos de higiene fornecidos pelos hotéis e até colecionam os itens depois de uma viagem.

No entanto, os benefícios dessa proibição parecem superar em muito qualquer inconveniente para o consumidor. De acordo com a revista Lodging, a rede de hotéis Marriott estima que uma única propriedade com cerca de 140 quartos reduz o consumo de plástico em 250 libras de plástico por ano – ou em 23 mil garrafas plásticas.

O autor do projeto, o deputado Ash Kalra, espera que seus colegas legisladores também vejam o impacto significativo que esse projeto de lei pode ter.

Kalra disse à CALmatters: “Espero que meus colegas vejam isso como uma lei de senso comum que mais uma vez nos coloca como líderes quando se trata de tentar reduzir nosso consumo de plástico e líderes em questões do meio ambiente”.

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Advogados e juristas do mundo todo se reúnem em conferência para discutir os direitos animais

Foto: The Vegan Society

Foto: The Vegan Society

A proposta do parlamento europeu de proibir o uso de rótulos como ‘hambúrguer’ e ‘salsicha’ de serem usados para descrever produtos vegetarianos e veganos é uma das questões que serão discutidas por especialistas legais em uma conferência pioneira de direitos animais e veganos na Itália.

As propostas, se aprovadas, significariam que produtos como hambúrgueres vegetarianos e veganos poderiam ser chamados de “discos” e salsichas de “tubos”.

À luz dessas questões e assuntos semelhantes, advogados e juristas veganos de todo o mundo se reunirão em uma conferência jurídica anual para discutir como influenciar a lei em benefício dos animais e do planeta. O evento é organizado pela Aliança Internacional dos Direitos Veganos (IVRA) e pela The Vegan Society, com a primeira fusão oficial para se tornar a Rede Internacional de Direitos da Sociedade, no dia 31 de maio.

O tema da Conferência da IVRA deste ano – que acontece na Universidade de Milão, Itália, de 31 de maio a 1 de junho – é como os direitos veganos podem ajudar a criar uma sociedade que respeite, em vez de explorar, os animais.

A Dra. Jeanette Rowley, fundadora da IVRA, falará em seu discurso de abertura sobre o uso da lei dentro do movimento vegano e criticará as recentes propostas da UE para proibir certas denominações de produtos veganos.

A Dra. Rowley disse: “O veganismo na lei interrompe a ideia de direitos exclusivos de proteção apenas para os seres humanos.

“Ele enfatiza nossa capacidade natural de ser responsável, zeloso e compassivo em resposta à vulnerabilidade, injustiça, opressão e sofrimento dos animais.

“Promover o veganismo na lei ajudará a trazer a mudança de paradigma de que precisamos para garantir que os animais recebam a proteção de que precisam e merecem.”

A fundadora da IVRA também dirige o serviço de direitos da Sociedade Vegana, que ajudou com casos como na ajuda a crianças em idade escolar, pacientes de hospitais e prisioneiros a terem acesso a comida vegana; garantir permissões para os alunos usarem materiais amigáveis aos veganos em suas avaliações; e conseguir que os trabalhadores tivessem acesso a uniformes amigáveis aos veganos. Este é o único serviço legal gratuito dessa natureza atualmente em execução.

Louise Davies, Chefe de Campanhas, Políticas e Pesquisas da The Vegan Society, disse: “Estamos muito felizes por estar assumindo o importante trabalho da IVRA. “Esperamos trabalhar com toda a nova Rede Internacional de Direitos para liderar na defesa de veganos vulneráveis e, por extensão, proteger e promover os direitos dos animais”.

Os participantes ouvirão especialistas veganos que viajam da Inglaterra, Escócia, Irlanda, Estados Unidos, Canadá, Itália, Portugal, Alemanha e França, e compartilharão suas experiências com lobby de vários governos e se envolverão em casos legais relacionados ao veganismo.

Os palestrantes da conferência também incluem Sandra Higgins da Go Vegan World, cuja campanha de cartazes “inumanos” foi aprovada pela Advertising Standards Authority e Mark Banahan, da The Vegan Society, falando sobre sua revolucionária campanha Catering for Everyone para opções veganas em cardápios do setor público.

Os detalhes da conferência podem ser encontrados nesta página e informações sobre a Rede Internacional de Direitos da Sociedade Vegana podem ser encontradas aqui.

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Mercearia substitui embalagem de plástico por folha de bananeira em SP

A Casa Santa Luzia, mercearia quase centenária localizada na cidade de São Paulo, decidiu trocar as embalagens plásticas por folhas de bananeira, optando por uma alternativa sustentável, que tem agradado os clientes.

A mercearia se inspirou em um supermercado tailandês que está testando a folha de bananeira como alternativa para o excesso de plástico usado para embalar alimentos. As informações são do portal Ciclo Vivo.

Foto: Agência Twist

“Resistente, impermeável e flexível, ela também é biodegradável, ou seja, pode ser usada na compostagem ou, se descartada, irá se decompor naturalmente, de forma muito mais rápida em relação ao plástico”, disse Ana Maria Lopes, diretora da Casa Santa Luzia.

Segundo ela, a iniciativa partiu dos funcionários do local. Foi então que a loja buscou um fornecedor e verificou a viabilidade de implantação das folhas e também a aceitação do público.

“Este fornecedor foi muito receptivo com a ideia e rapidamente nos enviou uma amostra e, na mesma semana, efetuamos a primeira compra”, afirmou Ana Maria. E a novidade foi muito bem aceita pelos clientes. “De imediato tivemos a aceitação do consumidor tornando possível manter o produto em linha”, completou Ana Maria.

Atualmente, um terço do lixo doméstico brasileiro é composto por embalagens que são usadas uma única vez, gerando um forte impacto no meio ambiente.

Além de proteger a natureza, a opção por embalagens sustentáveis, segundo a diretora da Casa Santa Luzia, também pode ser lucrativa. De acordo com Ana Maria, desde que a mercearia passou a usar a folha de bananeira para embalar os produtos, foi registrado um aumento nas vendas, o que, inclusive, levou a loja a cogitar uma expansão da alternativa ecológica. “Existe abertura e negociação com outros fornecedores para futura expansão de mix de produtos”, concluiu.

Não há como escapar da contaminação por microplásticos

Foto: Paula Funell

Foto: Paula Funell

Por Cathleen O’Grady*

Os microplásticos estão tendo seu momento sob os holofotes, uma vez que o público está cada vez mais consciente de sua presença no ambiente ao nosso redor. Mas à medida que mais evidências de sua presença vêm à tona, fica mais claro que ainda não sabemos o quanto o problema é realmente grande ou nocivo. Uma enorme quantidade de pequenas partículas de plástico acaba no mar, mas pesquisas recentes também as encontraram em lagos e várzeas, e até mesmo na poluição do ar de grandes metrópoles.

Um novo artigo publicado na Nature Geoscience relata a descoberta de microplásticos em uma região que deveria ser primitiva: as montanhas dos Pireneus franceses. Os pesquisadores estimaram que as partículas poderiam ter viajado cerca de 95 quilômetros de distância, mas sugerem que os microplásticos poderiam viajar ainda mais longe com o vento – o que significa que até lugares relativamente intocados por humanos estão sendo poluídos por nossos plásticos.

O mistério do desparecimento do plástico

Todos os anos, milhões de toneladas de plástico são produzidas. Em 2016, esta quantidade foi estimada em cerca de 335 milhões de toneladas. Não temos ideia de onde a maior parte disso foi parar. Os montantes que são recuperados em usinas de reciclagem e aterros sanitários não correspondem ao que é realmente produzido. Alguns desses materiais permanecem em uso, às vezes por décadas, o que explica parte da discrepância. Estima-se que 10% deles acabam nos oceanos. Embora esses números ainda possam mudar com mais pesquisas, pois ainda há uma lacuna grande a ser preenchida com respostas.

Onde quer que o plástico esteja acabando sua jornada, sabemos que ele se desfaz com o tempo, se desintegrando em micropartículas com menos de 5 mm de tamanho, e algumas até quebrando em nanoescala a menos de um micrômetro (o micrômetro é uma unidade freqüentemente usada para mensurar bactérias e células – a cabeça do esperma humano tem cerca de 5 micrômetros de comprimento). O efeito que essas partículas terão em escala global à medida que continuam a se acumular não é nem remotamente entendido em sua totalidade.

A maior parte de se lidar com as conseqüências dessa questão é apenas entender onde todo esse plástico produzido acaba. Os Pirineus são o lugar ideal para avaliar até onde o material pode viajar, pois são escassamente povoados, de difícil acesso e sem atividade industrial ou agricultura em grande escala. Assim, por cinco meses, uma equipe de pesquisadores coletou amostras da estação meteorológica de Bernadouze, a 6 km da vila mais próxima. As amostras eram de “precipitação atmosférica” – qualquer coisa que caísse do céu, molhada ou seca, variando de poeira a chuva e neve.

O problema com os microplásticos estando (potencialmente) em toda parte é que a contaminação se torne uma preocupação. Fibras plásticas de roupas, recipientes e equipamentos poderiam hipoteticamente entrar nas amostras colhidas. Para evitar isso, os pesquisadores tomaram precauções, como usar roupas de algodão enquanto se aproximavam dos dispositivos de coleta de amostras, aproximando-se delas “contra o vento” e armazenando tudo em vidro. Eles também coletaram e processaram amostras “em branco” retiradas de contêineres fechados deixados no campo para checar se os plásticos encontrados nas amostras reais haviam realmente chegado até a atmosfera.

Os plásticos estão voando com o vento

Microplásticos foram encontrados em todas as amostras coletadas pelos pesquisadores – em média, 365 partículas por metro quadrado foram depositadas todos os dias. O tipo mais comum de plástico era o poliestireno, seguido pelo polietileno (o tipo de plástico usado em sacolas plásticas e embalagens descartáveis).

O número de partículas depositadas apresentou uma correlação forte com a velocidade do vento e mais partículas eram encontradas após ventos mais altos. A precipitação – tanto de vento quanto de neve – também estavam fortemente ligadas. Os pesquisadores analisaram as velocidades do vento e as direções que haviam sido registradas durante todo o estudo, e usaram isso para calcular a distância que partículas dos tamanhos que encontraram poderiam ter sido transportadas, estimando que os plásticos poderiam ter vindo de quase 100 quilômetros de distância.

Essa é uma “avaliação altamente simplificada”, observa a equipe – não leva em conta todas as diferentes variáveis atmosféricas que poderiam mudar os números. Com a evidência de que as partículas de poeira (que estão bem dentro da faixa dos tamanhos das partículas de plástico) podem viajar até 3.500 km, é possível que elas possam vir de uma distância ainda maior.

Uma pesquisa que analisa o tamanho das partículas de plástico que encontra mostra que há uma tendência das partículas ficarem mais finas ao longo do tempo. À medida que as partículas se tornam menores, aumenta sua capacidade de dispersão em toda parte. Os microplásticos já foram encontrados em todos os lugares, desde a água potável até o ar da cidade, e há evidências de partículas de plástico no fígado de peixes, sugerindo que eles poderiam passar pelos sistemas dos órgãos. Tudo isso deixa claro que a minúsculo poeira de plástico invisível está se tornando onipresente em nosso planeta. Estamos apenas começando a entender quais serão os efeitos disso.

*Traduzido por Eliane Arakaki

Imagens mostram cisnes fazendo ninho com restos de lixo plástico

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Imagens desoladoras revelam a história de dois cisnes forçados a fazer seu ninho, destinado a chocar os ovos contendo seus filhos, de detritos descartados de forma irresponsável em um parque.

Embalagens amassadas, garrafas de plástico, canudos e outros itens jogados descuidadamente pelos visitantes no Drumpellier Country Park, em Lanarkshire na Escócia, foram usados pelas aves confusas para construir o refúgio onde vão esperar por seus filhotes.

As imagens fortes mostrando vários pedaços de plástico que cercam os pássaros comprovam de maneira inquestionável, a escala generalizada de lixo produzida pelo ser humano e seu impacto na vida selvagem.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

Um visitante disse: “É absolutamente repugnante. Os pobres cisnes. É tão embaraçoso que tenhamos este belo parque em Coatbridge e o privilégio de ter esses animais encantadores e admitir quão mal estamos cuidando de ambos”.

“Minha filha mora perto do Queen’s Park em Glasgow e há um casal de cisnes lá”.

“O ninho é intocado e não há nada como essa bagunça que podemos ver aqui. É inaceitável isso”.

Os dois cisnes foram vistos acrescentando detritos ao ninho, que fica no meio do parque, investigando e cutucando latas de bebidas vazias com seus bicos.

Os cisnes colocam até sete ovos no final de abril e início de maio, com o macho e a fêmea incubando e aquescendo o ninho.

Foto: SWNS

Foto: SWNS

O superintendente escocês da SPCA, Mike Flynn, disse: “Infelizmente, temos notado um aumento alarmante de ferimentos em animais causados devido ao lixo descartado incorretamente, todos são afetados, desde gatos e morcegos, até texugos e raposas”.

“Queremos lembrar a todos que eles podem ajudar a salvar a vida selvagem, eliminando adequadamente o seu lixo”.

Um porta-voz do Conselho de North Lanarkshire disse: “O lixo descartado é uma praga não só para os usuários do parque, mas também representa um risco para os animais que consideram o parque seu lar”.

“Temos tentado conscientizar a população pedindo a todos que usam o parque para descartar adequadamente qualquer lixo nas lixeiras de reciclagem fornecidas. Qualquer um que for pego jogando lixo vai levar multas severas”.

Triste constatar que sejam necessárias multas e vigilância da polícia para fazer com que as pessoas joguem o lixo no local correto e agora diante dessa imagem dos cines, percebe-se que nem mediante as sanções, as pessoas conseguem entender e diminuir seu impacto perante a vida selvagem.

Descarte de embalagens gera grande impacto no meio ambiente

Hoje, um terço do lixo doméstico é composto por embalagens. Cerca de 80% das embalagens são descartadas após usadas apenas uma vez! Como nem todas seguem para reciclagem, este volume ajuda a superlotar os aterros e lixões, exigindo novas áreas para depositarmos o lixo que geramos. Isso quando os resíduos seguem mesmo para o depósito de lixo…

(Foto: Pixabay)

Recentemente, foi descoberta uma enorme quantidade de lixo boiando no meio do oceano Pacífico – uma área igual a dois Estados Unidos. Esse grande depósito de entulho se formou com o lixo jogado por barcos, plataformas petrolíferas e vindos dos continentes, sendo reunido devido às correntes marítimas. Acredita-se que lá exista algo em torno de 100 milhões de toneladas de detritos .Uma boa quantidade é composta de embalagens e sacolas plásticas. Estima-se que resíduos plásticos provoquem anualmente a morte de mais de um milhão de aves e de outros 100 mil mamíferos marinhos (Fonte: Revista Istoé, edição 1997 – “A sopa de lixo no Pacífico”).

No Brasil, aproximadamente um quinto do lixo é composto por embalagens. São 25 mil toneladas de embalagens que vão parar, todos os dias, nos depósitos de lixo. Esse volume encheria mais de dois mil caminhões de lixo, que, colocados um atrás do outro, ocupariam quase 20 quilômetros de estrada.

Ou seja, as embalagens, quando consumidas de maneira exagerada e descartadas de maneira regular ou irregular – em lugar de serem encaminhadas para reciclagem – contribuem e muito para o esgotamento de aterros e lixões, dificultam a degradação de outros resíduos, são ingeridos por animais causando sua morte, poluem a paisagem, causam problemas na rede elétrica (sacolas que se prendem em fios de alta tensão), e muitos outros tipos de impactos ambientais menos visíveis ao consumidor final (o aumento do consumo aumenta a demanda pela produção de embalagens, o que consome mais recursos naturais e gera mais resíduos).

Todo esse impacto poderia ser diminuído ou eliminado, basicamente, por meio da redução do consumo desnecessário e correta separação e destinação do lixo: compramos somente aquilo que é necessário, reutilizamos o que for possível e mandamos para reciclagem materiais recicláveis e para a compostagem os resíduos orgânicos.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente