Cachorro é adotado e vira ‘funcionário’ de empresa de transporte coletivo

Fubá, esse é o nome do funcionário mais amado do SMTCA (Serviço Municipal de Transportes Coletivos de Araras). O empregado de quatro patas é um cachorro sem raça definida de seis anos adotado pelos servidores da autarquia há mais de três.

Foto: Reprodução / Jornal Cidade

Por lá ele tem várias funções: motorista, fiscal de frota, segurança. Mas a oficial de “registro” no crachá é de segurança patrimonial. Só que a que mais ele se destaca, segundo seu patrão, é em tornar a rotina dos funcionários bem mais agradável.

“Ele é nosso mascote há mais de anos. Traz alegria para o ambiente, descontrai um pouco e a galera gosta muito. Trouxe até mais união para a nossa equipe”, comentou Élcio Rodrigues Júnior, presidente da autarquia.

O cão tem seu próprio cantinho no TCA, mas o que ele gosta mesmo é de ter acesso livre a todos os ambientes da empresa. E tem. As refeições são dadas pelos próprios funcionários por meio de um cronograma. O primeiro a chegar, deve alimentar e abastecer a água do Fubá. Além da alimentação, ele recebe vacina em dia, respeito e muito carinho.

Além de ser um funcionário indispensável para a autarquia, o cachorro também ocupa outras posições. Para Gisele Oliveira da Silva, chefe de limpeza de veículos do TCA, o Fubá é quase que um filho.

Foto: Reprodução / Jornal Cidade

“No começo, quando ele começou a frequentar a garagem, a gente alimentava ele no almoço e ele ia embora. Depois, comecei a vir a noite e trazer jantar para que ele não sentisse fome. A partir disso, ele foi ficando”, disse.

Ainda, de acordo com uma das muitas mães adotivas do cachorro, Fubá foi o responsável por mudar a rotina de trabalho do local, aliviando o dia a dia com seu amor. “Às vezes durante o expediente rola um ‘stress’ ou outro. Mas sempre que olhava, ele estava lá, com o rabinho balançando. O nosso Fubá é um anjo. Somos gratos a Deus por ter ele por perto”, finalizou ela.

Fonte: Jornal Cidade

Empresa é interditada e proibida de receber bois após despejar fezes de animais em rio

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) interditou a Minerva Foods, que atua em Abaetetuba, nordeste do Pará, após a empresa construir e usar, sem autorização, uma vala para despejar fezes e urinas de bois no rio Curuperê.

Moradores protestam contra a empresa Minerva Foods (Foto: Reprodução)

Uma decisão judicial também interditou parcialmente as atividades da empresa e a proibiu de receber bois na unidade do município paraense. De acordo com o juiz Raimundo Rodrigues Santana, da 5ª Vara da Fazenda Pública e Tutelas Coletivas, “será permitido somente o ingresso dos animais que já estejam às proximidades da empresa, até a data da intimação, a fim de evitar danos ao seu estado de saúde e eventuais consequências negativas de ordem sanitária”.

O magistrado permitiu também que entrem na empresa alimentos e remédios para os animais e autorizou a saída de animais que estejam em condições de embarque, com o intuito de garantir a sanidade e diminuir o número de animais nos pastos.

O descumprimento da decisão judicial acarreta em multa diária de R$ 30 mil.

A Minerva Foods também será notificada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade por descumprimento de condicionante de licença ambiental e por exercer atividade em desacordo com a licença de operação.

A Secretaria aguarda o resultado da análise da água para confirmação técnica de poluição. Se a hipótese for confirmada, a empresa poderá receber uma terceira multa ambiental. O valor máximo previsto em lei, para cada multa, é de aproximadamente R$ 5 milhões.

A Minerva Foods tem 15 dias para se manifestar, segundo a legislação. Por meio de nota, a empresa disse que não comenta casos jurídicos em andamento, mas afirmou que adota as melhores práticas na condução de suas atividades e atua em colaboração permanente com órgãos de controle ambiental e social.

O caso de despejo de excrementos de animais no rio foi denunciado por moradores da região. De acordo com eles, muitas pessoas estavam doentes e com dor do estômago. Na época, a empresa negou o despejo.

Empresa vegana desenvolve novo ingrediente cosmético feito apenas de água e folhas

Foto: Pixabay/asmallpea

Foto: Pixabay/asmallpea

O novo ativo, Celltice, descrito pela Renmatix, a empresa responsável por sua criação, como um nova e revolucionária descoberta no mercado de fórmulas de cosméticos “limpos”, tem sua composição livre de petróleo e feita de celulose e lignina.

O produto é descrito como possuidor de uma enorme variedade de benefícios em cuidados pessoais e cosméticos, pois funcionaria, como ativo e excipiente em formulações de cosméticos e produtos de cuidados com a pele.

“Historicamente, os cientistas não conseguiram até hoje extrair a celulose e a lignina na forma originalmente encontrada na natureza”, disse o CEO da Renmatix, Mike Hamilton, em um comunicado enviado ao Vegan News.

“[Eles, os cientistas] tem então recorrido ao uso de produtos químicos que alteraram materialmente suas composições e limitaram drasticamente as funções desses dois compostos orgânicos”.

“Sem o uso de quaisquer produtos químicos ou solventes, a Renmatix é capaz de liberar esses ingredientes da natureza para criar um material totalmente novo que oferece múltiplos benefícios funcionais”.

O premiado processo “Plantrose” da Renmatix para criar o Celltice usa apenas água, calor e pressão para liberar gentilmente o material de celulose e lignina de folhas de bordo vermelho (red maple, árvore nativa da América do Norte) de crescimento sustentável e não modificadas geneticamente.

Benefícios

A empresa afirma que um dos benefícios do ingrediente cosmético vegano é promover a saúde da pele, proporcionando uma aparência mais mate e saudável após um único uso.

Ele também possui alta capacidade de absorção de óleo que controla a formação de sebo, com redução de 45% na oleosidade após apenas 30 minutos de aplicação.

Mais benefícios para a pele incluem a capacidade de lidar com a aparência seca e escamosa, acelerando a renovação da pele e a esfoliação, com 66% de redução da pele seca após 30 minutos de aplicação.

Além dos benefícios do cuidado da pele, o produto pode proteger a pele contra o estresse ambiental, funcionando como um escudo anti-inflamatório e antioxidante para a pele quando submetidos a pressões ambientais.

Ele também pode permitir texturas delicadas, emulsionando eficientemente uma ampla variedade de ingredientes solúveis em óleo, incluindo óleos vegetais nutritivos, manteigas de sementes e filtros UV ativos.

“Celltice não é apenas uma alternativa baseada em vegetais para emulsionantes químicos e ativos”, disse Hamilton.

“Este produto de primeira linha do nosso processo “Plantrose” também fornece aos fabricantes um ingrediente multifuncional, de alto desempenho e custo-benefício, para ajudá-los a oferecer cosméticos superiores aos consumidores.”

O Celltice fará sua estreia no Dia dos Fornecedores da Sociedade de Cosméticos nos dias 7 e 8 de maio próximos, em Nova York.

Empresa que atua há 44 anos na venda de carne aposta num futuro vegano

Foto: Bobeldijk Food Group

A empresa holandesa esta investindo em carne vegana | Foto: Bobeldijk Food Group

Antes de 2015, a empresa Bobeldijk Food Group (Grupo de Alimentos Bobeldijk), com sede na Holanda, costumava usar outro nome: Bobeldijk Meat Company (Empresa de carnes Bobeldijk). Fundada em 1975, a marca começou no ramo de açougues. Mas uma recente mudança na empresa levou a marca a se concentrar na demanda crescente por carne sem-carne.

A empresa introduziu sua linha de carne vegetariana e vegana chamada Vegafit em 2008, com opções como rissóis sem carne, schnitzel, almôndegas e peixe empanado. Tudo é feito de soja ou proteína de trigo (também conhecida como seitan).

“Na Holanda, mais e mais pessoas estão se tornando flexitárias. Eles conscientemente não comem carne um ou dois dias por semana e, em seguida, optam por alternativas à base de vegetais”, explica a marca em seu site. “Com esses conceitos, fornecemos uma demanda cada vez maior por alternativas à carne à base de vegetais”, menciona o site.

Embora a empresa trabalhe com carne tradicional há 44 anos, ela está lentamente mudando seus negócios para se concentrar predominantemente em plantas, de acordo com o Vegan Strategist. Bobeldijk Food Group anunciou que deixaria de investir em carne e espaço de fábrica foi liberado para ajudar a crescer a divisão livre de carne.

O que faz um açougueiro se tornar vegano?

A clara de ovo – um ingrediente comum de ligação na carne vegetariana – foi substituído pela proteína da batata em alguns produtos, de acordo com um comunicado de imprensa de abril de 2018. Eventualmente, Bobeldijk Food Group pretende tornar-se totalmente vegano.

“Daqui a vinte anos, não haverá carne suficiente para alimentar mais ninguém. Então, precisaremos de algo mais ”, explicou Remko Vogelenzang, CEO da Bobeldijk Food Group, em uma visita em vídeo da fábrica em abril de 2018.

Foto: Bobeldijk Food Group

Foto: Bobeldijk Food Group

Especialistas preveem que a população mundial chegará a 10 bilhões até 2050. De acordo com um estudo publicado na revista Nature em outubro passado, a mudança para uma dieta baseada em vegetais não apenas ajudará a manter um sistema alimentar sustentável, mas também ajudará a combater a mudança climática.

“Uma das alternativas é obter proteína de fontes vegetais em vez de carne”, disse Vogelenzang. “Para que isso aconteça, a ideia aqui é que nós queremos enfocar totalmente a produção baseada em vegetais. E isso parece um pouco estranho para uma empresa que se originou em Deventer como um açougue”.

Fabricante de hambúrguer vegano pode valer mais de US$ 1 bilhão na bolsa

A Beyond Meat, fabricante de hambúrgueres veganos, deve estrear na bolsa de valores e espera atingir um valor de mercado de mais de US$ 1 bilhão. A empresa norte-americana prevê colocar em circulação 8,75 milhão de ações, custando entre US$ 19 e US$ 21 cada.

Foto: Divulgação/Beyond Meat

Se a empresa conseguir vender as ações pelo valor mais alto, ela valerá US$ 1,2 bilhão na oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). A expectativa de Beyond Meat é conseguir US$ 175 milhões em receita bruta.

A marca afirma ter decidido injetar recursos na bolsa para explorar a popularidade crescente do veganismo, reforçar sua área de pesquisa e desenvolvimento e expandir as instalações.

O cofundador da Microsoft, Bill Gates, e a multinacional norte-americana Tyson Foods estão entre os investidores da empresa. As informações são do portal G1.

Com a valorização bilionária que a companhia sofreu, ela passou a ser considerada uma “empresa unicórnio”, termo cunhado pelo investidor em venture capital Aileen Lee que é usado para se referir a startups de capital fechado que possuem um valor de mercado estimado em US$ 1 bilhão ou mais.

O nome “unicórnio” foi usado porque se trata de um animal mítico que representa raridade, assim como essas empresas, que alcançam um raro sucesso.

A Beyond Meat foi criada em 2009 pelo empresário Ethan Brown. Antes de fundar a companhia, ele trabalhava como desenvolver de células de combustível a hidrogênio.

A empresa fabrica hambúrgueres, salsichas e “iscas de frango”, sem ingredientes de origem animal. Os produtos são feitos para simular o gosto, a textura e a aparência da carne de boi, porco e frango.

Até a aparência “sangrenta” do hambúrguer de carne foi copiada. Para isso, foi usado suco de beterraba. A receita do hambúrguer vegetal conta ainda com proteína de ervilha, óleo de coco e amido de batata.

“Por que precisamos de animais para fabricar carne? Por que não podemos criá-la a partir de vegetais? Acontece que nós podemos, sim. E foi o que fizemos”, diz a empresa em seu site oficial.

O Beyond Burger, carro-chefe da Beyond Meat, tem enfrentado uma concorrência acirrada no mercado britânico, devido ao aumento de fornecedores de alimentos veganos. O produto, no entanto, tem feito sucesso e aqueceu o mercado norte-americano a ponto de postergar a estreia do hambúrguer em 350 lojas da rede de supermercados Tesco. O produto chegaria às prateleiras em agosto de 2018, mas a estreia foi adiada em três meses.

Uma pesquisa feita pela Vegan Society em 2016 concluiu que cerca de 540 mil pessoas são veganas no Reino Unido. Em 2006, eram 150 mil. Esse cenário tem colaborado para a expansão dos produtos veganos. A rede de supermercados Waitrose abriu uma área exclusiva para alimentos sem ingredientes de origem animal em mais de 130 lojas no último ano e a Iceland registrou um aumento de 10% em produtos veganos. No Brasil, o número de marcas que comercializam esses produtos também tem aumentado. A Beyond Meat, no entanto, ainda não planeja vir para o país.

Empresa explora cães em procedimento de clonagem na Coreia do Sul

Cachorros da raça ovcharka asiático estão sendo explorados por cientistas em Seul, na Coreia do Sul. Clonados, os animais recebem uma numeração, ao invés de um nome, após o nascimento, o que deixa claro que são tratados como meros objetos.

A cadela que dá à luz aos filhotes clonados é “uma mistura de raças”, segundo o pesquisador Jae Woong Wang, que trabalha com o cirurgião Hwang Woo-suk para criar os clones. Os dois atuam na Sooam Biotech Research, primeira empresa do mundo especializada em clonar cães. “Nós selecionamos as mães para que sejam dóceis e gentis”, explica Wang.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Assim como foi feito com a ovelha Dolly, há mais de 20 anos, a clonagem de cachorros acontece. Outra empresa responsável por esse serviço, que explora seres vivos e é alvo de críticas de ativistas, é a ViaGen Pets. Foi ela quem clonou uma cadela da cantora e atriz americana Barbra Streisand, que em 2018 revelou que as cadelas da raça coton de tulear, Miss Violet e Miss Scarlett, são clones de Samantha, cadela que morreu em 2017. A revelação gerou repúdio entre ONGs defensoras dos animais. A atriz foi apresentada à clonagem pelo bilionário norte-americano Barry Diller, fundador da rede de TV Fox, que contratou uma empresa para fazer três cópias de Shannon, um cachorro da raça jack russel terrier.

A empresa que clonou a cadela da atriz começou armazenando e preservando o DNA de vacas, porcos e cavalos. Com o tempo, adquiriu amostras genéticas da Genetic Savings, companhia que clonava gatos, e comprou os direitos de uso de tecnologias desenvolvidas pelos responsáveis pela clonagem da ovelha Dolly. No início, a empresa licenciava os serviços para os coreanos, mas em 2016 passou a oferecer os próprios serviços.

O procedimento de clonagem envolve dor e sofrimento. Para produzir um único clone, mais de dez embriões precisam ser implantados. A cadela explorada como “barriga de aluguel” é tratada com hormônios que podem ser perigosos. Além disso, muitos fetos são abortados, nascem mortos ou deformados.

Em 2005, quando um cachorro foi clonado pela primeira vez, mais de mil embriões foram implantados em mais de cem cadelas. “A história delas lembra a série O Conto da Aia”*, diz Jessica Pierce, expert em ética animal da Universidade do Colorado. “É uma versão canina.” Na série citada por Jessica, a humanidade se torna infértil e as poucas mulheres que conseguem engravidar são exploradas como máquinas reprodutoras pelo Estado.

A Sooam Biotech Research já clonou mais de mil cães, a US$ 100 mil cada. Wang admite que a “clonagem se tornou um negócio”, ignorando o fato de que seres vivos estão envolvidos nesta prática.

Profissional da empresa, o cirurgião Hwang Woo-suk foi tratado como herói nacional na Coreia do Sul quando, em 2004, ao atuar na Universidade Nacional de Seul, publicou um artigo no jornal Science afirmando que clonou, junto de sua equipe, um embrião humano. Em 2006, foi descoberto que a afirmação do médico era falsa e ele foi expulso da instituição por ter forjado provas, desviado dinheiro público e comprado óvulos de mulheres que trabalhavam em seu laboratório. Após pedir desculpas públicas, ele foi condenado a dois anos de prisão, mas a pena foi suspensa por um juiz. Após esse período, Hwang fundou a Sooam Research.

Inicialmente, ele clonava porcos e vacas. Em 2007, clonou Missy, cadela da namorada do bilionário americano John Sperling, fundador da Universidade de Phoenix. Depois disso, ele passou a oferecer serviços de clonagem de cães.

Ao ser questionado sobre a questão ética em relação à clonagem de cães, Hwang expõe sua defesa ao especismo e trata humanos como seres superiores aos animais e reduz, de forma antiética e desumana, os animais a coisas. “A ética da clonagem de animais e a ética da clonagem de humanos são duas coisas completamente diferentes”, diz. “Aqui na Sooam nós somos totalmente contra a clonagem humana. Mas acreditamos que a clonagem [animal] traz benefícios para a sociedade”, completa Hwang, que foi proibido pelo governo da Coreia do Sul de mexer com óvulos humanos.

Os benefícios aos quais o cirurgião se refere estão relacionados a um melhor entendimento do desenvolvimento celular em animais como forma de explorá-los para ajudar a tratar doenças humanas, tratando-os como objetos usados para beneficiar as pessoas e não como sujeitos de direito.

Yeonwoo Jeong, diretor de pesquisas da empresa, diz que a tecnologia evoluiu muito e que hoje basta implantar uma dezena de embriões, em três cadelas, para nascer um clone. Isso, no entanto, é contestado por muitos pesquisadores. “Eu não acredito que eles estejam conseguindo um [clone] a cada três [gestações]”, diz o especialista em clonagem Rudolf Jaenisch, do Whitehead Institute, em Boston. “A clonagem é ineficiente. Você perde muitos clones. Alguns morrem na gestação. E também há a epigenética anormal”, afirma, ao se referir ao conjunto de mudanças que o DNA de um animal sofre ao longo da vida.

“Quando você pega células de animais adultos e as insere num óvulo, você herda os erros genéticos daquele DNA velho. Isso não aconteceria com um embrião gerado naturalmente”, explica Jaenisch.

E se são necessárias três gestações para obter um clone, o que acontece com os fetos que não sobrevivem, questiona o especialista em bioética Hank Greely, da Universidade Stanford. “Eles nascem mortos ou deformados? Sentem dor?”, pergunta. Para ele, a clonagem é antiética porque causa mais sofrimento que a reprodução natural. Um dos motivos disso é o fato das cadelas receberem hormônios. “São os mesmos hormônios usados em humanos, nos tratamentos de fertilização in vitro”, diz CheMyong Jay Ko, diretor do laboratório de ciência reprodutiva da Universidade de Illinois. “Injetar esses hormônios não faz bem, especialmente se isso for feito repetidas vezes”, afirma.

Para combater a clonagem, ativistas lançaram uma campanha denominada #adoptdontclone (Adote, não clone, em tradução livre). “As pessoas que pagam US$ 100 mil para gerar um novo cachorro se esquecem de que há muitos cães com os quais ninguém se importa”, diz Vicki Katrinak, diretora da ONG Humane Society.

Bombeiros usam técnicas de rapel para salvar cachorro preso em telhado

O Corpo de Bombeiros de Jaú (SP) usou técnicas de rapel para salvar um cachorro que ficou preso no telhado de uma empresa no bairro Jardim Ferreira Dias.

Foto: Marcos Flores Santana/Divulgação

Um dos militares amarrou uma corda no corpo do animal e jogou como se fosse um rapel, para que o animal descesse aos poucos. Enquanto isso, outro bombeiro ficou embaixo e supervisionou a operação. O resgate foi realizado na última sexta-feira (29) e imagens da ação do Corpo de Bombeiros circularam pela internet.

O dono da mercearia na qual o animal ficou preso no telhado contou que estava trabalhando com os funcionários do local quando ouviram um barulho.

“Assustei. Na hora imaginei que pudesse ser algum assaltante, algo assim. Quando saímos para ver, nos deparamos com o cachorro preso lá em cima. Não dá para imaginar como ele conseguiu subir lá, porque é bem alto”, disse ao G1 Marcos Flores Santana.

Foto: Marcos Flores Santana/Divulgação

Segundo ele, antes de acionar o Corpo de Bombeiros, um dos funcionários da empresa tentou subir no telhado para resgatar o cachorro, mas ficou com medo de assustar o animal e ele acabar pulando do local onde estava, correndo o risco de ser machucar.

Após os militares realizarem o resgate, o comerciante descobriu que o cachorro tem tutor. O homem, que estava trabalhando, disse que não sabia que o cão havia fugido de casa.

OAB diz que empresa tem responsabilidade por ato de funcionário que agrediu gatos no RJ

O presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB do Rio de Janeiro, Reynaldo Velloso, afirmou que a empresa na qual trabalha o homem que espancou dois filhotes de gato em Petrópolis, no Rio de Janeiro, tem responsabilidade civil pelos atos do funcionário.

Foto: Reprodução/Whatsapp

“Existe uma súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) determinando que o empregador é responsável pelos atos dos seus empregados, quando os empregados agem de maneira culposa […] Querendo provocar o resultado final”, disse Velloso, que acredita que a empresa tem culpabilidade porque o funcionário estava uniformizado, durante o expediente e usando o carro da empresa enquanto agrediu os gatos tendo a intenção de provocar a morte deles.

Velloso se comprometeu a reunir outros advogados da comissão para discutir o caso. “Nem que seja para a empresa fazer uma indenização, ajudando as ONGs e abrigos. O que não pode acontecer é esse caso ser esquecido”, afirmou.

A juíza Rosana Navega discorda, porém, da opinião da OAB. Para ela, a empresa não é responsável pela agressão aos gatos. “As empresas já entraram em contato com a comissão de proteção da OAB, para viabilizar ajuda aos abrigos. É pouco! E elas não têm responsabilidade não! A súmula 341 do STF só se aplica aos crimes culposos. Se o cara mata esposa ou animais de uniforme, na hora do expediente, por maldade própria, fica excluída a culpa das empresas. A súmula do STF é clara! A menos que as empresas tenham mandado matar os gatos. Mas não é o caso! Sou totalmente contra resolver este caso só com acordo. Diz a súmula 341 do STF: “é presumida a culpa do patrão, por ato culposo do empregado ou preposto”. Gente, o ato foi doloso! O cara quis matar os gatos! Desculpem-me a sinceridade, mas por melhor que seja o acordo, este cara não pode ficar sem pena!”, disse a magistrada.

A empresa Serede, terceirizada que presta serviços para a Oi, companhia telefônica, afirmou, por meio de nota, que demitiu o funcionário e repudia atos de violência. Disse também que suas políticas de gestão e seus códigos de ética são explícitos em condenar tais atitudes e preveem medidas sancionadoras. A empresa alegou que vai acompanhar os desdobramentos do caso e “avaliar outras medidas que poderão ser adotadas para assegurar punição exemplar”.

Foto: Reprodução/Whatsapp

A Serede afirmou que “entrou em contato com a Comissão de Proteção e Defesa dos Animais (CPDA) da OAB-RJ e já definiu um encontro com representantes da entidade para tratar de possíveis medidas que possam ser adotadas para contribuir com a discussão em torno da defesa dos animais, como mobilizações internas para apoiar abrigos e campanhas de adoção de animais”.

Entenda o caso

Uma testemunha filmou o momento em que um homem de 43 anos agredia dois filhotes de gato que ele havia acabado de adotar. O crime aconteceu dentro do carro da Serede, no domingo (24) e o agressor foi autuado por maus-tratos a animais.

Após a divulgação das imagens, outros casos de violência contra animais relacionados ao homem foram descobertos. “Ele já fez isso outras vezes, as pessoas estão começando a denunciar. É um serial killer de filhotes felinos. Dessa vez, ele foi filmado e vai pagar por esse crime”, afirmou o protetor de animais Domingos Galante.

Os gatos foram abandonados pelo homem em um canteiro após a agressão.

Conversas de aplicativo para celular mostram o agressor negociando a adoção dos filhotes, que foram divulgados em um site. O casal que doou os animais prestou depoimento contra o homem na 105ª Delegacia de Polícia e também prestou depoimento contra o homem.

Foto: Reprodução/Whatsapp

“Ele combinou a adoção toda ontem (domingo), pegou os gatos às 16h30 e foi para a Rua Buenos Aires achando que era um local deserto, onde praticou a ‘sandice'”, explicou o protetor.

A Polícia Civil afirmou, por meio de nota enviada ao G1, que o homem “foi identificado como a pessoa que aparecia nas imagens que estavam sendo divulgadas” e que “ao final da investigação, confirmada a autoria, o procedimento será encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim)”.

A polícia não deu informações sobre o paradeiro dos filhotes e o estado de saúde deles. No entanto, Domingos disse que o agressor afirmou que um dos gatos morreu e foi jogado em um terreno baldio. O que sobreviveu teria sido deixado vivo no local das agressões, para onde Domingos foi, mas não obteve sucesso nas buscas.

Confira abaixo a nota na íntegra da Serede.

“A Oi e a Serede, sua prestadora de serviços, reiteram que o caso está sendo tratado na esfera criminal e que o agressor foi demitido sumariamente por justa causa. As empresas repudiam todo e qualquer ato de violência e suas políticas de gestão e seus códigos de ética são explícitos em condenar tal atitude e preveem medidas sancionadoras. A Oi acrescenta que entrou em contato com a Comissão de Proteção e Defesa dos Animais (CPDA) da OAB-RJ e já definiu um encontro com representantes da entidade para tratar de possíveis medidas que possam ser adotadas para contribuir com a discussão em torno da defesa dos animais, como mobilizações internas para apoiar abrigos e campanhas de adoção de animais. A companhia entende que é uma organização que tem responsabilidades e compromissos, entre eles a promoção de ações que contribuam para a evolução de temas de interesse da sociedade, como a causa dos animais”.

Empresa transforma caroço de abacate em talheres e canudos ecológicos

A empresa mexicana BioFase usa o caroço de abacate como matéria-prima para a fabricação de talheres e canudos. Alternativa sustentável, os produtos seguem uma tendência mundial que visa à proteção ao meio ambiente.

Foto: Biofase

Os produtos são feitos de matéria-prima ecológica em 60% e os outros 40% são formados por compostos orgânicos sintéticos. Os talheres e canudos são adequados para alimentos quentes e frios e são fortes o suficiente para não dobrar, não havendo nenhuma perda de qualidade em relação aos produtos tradicionais, feitos de plástico – matéria-prima poluente que chega ao mar devido ao descarte inadequado e à falta de reciclagem e se torna responsável pela morte de animais marinhos.

A principal matéria-prima da BioFase é um resíduo agroindustrial presente em abundância no Brasil, que é responsável por 50% do abacate consumido no mundo. O resultado são talheres e canudos com mais durabilidade que os convencionais. Isso porque, quando mantidos em local fresco e seco, os produtos são utilizáveis por até um ano. Após esse período, basta enterrá-los no solo. O processo de degradação é de apenas 240 dias.

Atualmente, a BioFase coleta sementes de abacate de outras empresas que trabalham processando o alimento para fazer guacamole e óleo.

A empresa promete ainda reduzir em até 60% o consumo de plástico à base de petróleo, sem que seja necessário trata-lo de maneira especial ou separá-lo para reciclagem.

A iniciativa da BioFase está presente também em outras empresas pelo mundo, que utilizam folhas de árvore para fabricar pratos, amido de inhame para criar canudos e até banana verde para produzir diversos tipos de recipientes ecológicos.

Empresa cria abrigo inteligente para proteger gatos abandonados do frio

Os animais em situação de rua sofrem bastante no frio, especialmente em regiões que nevam e são conhecidas por invernos rigorosos. Pensando especificamente nos gatinhos chineses, a empresa Baidu – famosa pelo buscador de mesmo nome e outras ferramentas de IA – decidiu criar um abrigo bastante interessante e único.

(Foto: Reprodução / Tecmundo / The Verge)

O abrigo oferece água e alimento e é automaticamente aberto quando o gatinho se aproxima da entrada. A Baidu desenvolveu uma inteligência artificial para verificar o animal em situação de rua e atestar se ele é um gato, só assim a porta é liberada. É um jeito de proteger os gatos do frio, ao mesmo tempo em que eles ficam longe dos cachorros.

Que ideia foi essa?

Um abrigo para animais que utiliza inteligência artificial não está exatamente entre os principais escopos da Baidu. A empresa disse que a ideia do abrigo inteligente partiu de um funcionário, Wan Xi, que encontrou um pequeno gato escondido em seu carro durante o inverno, e que a partir de então começou a simpatizar com os gatos abandonados.

Wan iniciou um projeto paralelo utilizando a IA da Baidu para criar o abrigo, até que a própria Baidu endossou a ideia e resolveu transformar o abrigo de gatos em realidade. É válido pontuar que a Baidu está localizada em Beijing, cidade que pode atingir temperaturas negativas extremas no inverno, deixando os animais bem vulneráveis.

Para se ter noção, somente 40% dos gatos em situação de rua sobrevivem ao inverno de Beijing, de acordo com informações da própria Baidu. Com tal contexto em mente, parece que o abrigo inteligente é de fato um bom uso da IA da empresa para proteger os animais do frio.

Além do scan na entrada do abrigo, as câmeras conseguem analisar o animal e verificar se ele está com alguma doença aparente. Todo o sistema é gerenciado por voluntários que se responsabilizam pela manutenção dos abrigos. Se as câmeras identificam um gato ferido ou doente, o voluntário mais próximo é acionado para ir ao abrigo.

O sistema criado pela Baidu pode identificar mais de 170 espécies de gatos e as câmeras são equipadas com visão noturna para identificar os animais até no escuro.

A inteligência artificial tem sido cada vez mais utilizada com animais para os mais variados fins, sendo que uma das maiores dificuldades é fazer os animais olharem para a câmera. Felizmente, no caso do abrigo em questão, os gatos são curiosos e verificam a porta bem próximos, permitindo que o sistema os analise e libere a entrada. Pelo menos em Beijing, nenhum gato vai passar frio no inverno.

Fonte: Tecmundo / The Verge