Mais de 100 papagaios-do-mar são mortos por caçadores de troféu em cada viagem de caça à Islândia

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Caçadores de troféus britânicos estão migrando para a Islândia para atirar e matar papagaios-do-mar em viagens de caça – depois da matança os corpos das aves são trazidos de volta com seus assassinos para “enfeitar” suas casas.

As viagens de caça ao pacífico país nórdico estão sendo vendidas por 3.000 libras (cerca de 3.600 dólares) por pacote, apesar de os papagaios-do-mar terem sido classificados como uma espécie vulnerável pela IUCN no ano passado.

Em uma tentativa de chamar a atenção do público, a Campaign to Ban Trophy Hunting (Campanha para Proibir a Caça ao Troféu) publicou fotos dos caçadores posando com dezenas de seus troféus sem vida.

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

O grupo também fez um apelo a Theresa Villiers, a nova secretária do Meio Ambiente, para proibir a importação de papagaios-do-mar caçados, informa o jornal Metro.

O porta-voz da campanha, Eduardo Gonçalves, instou o governo a impor uma moratória “antes que seja tarde demais”.

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Ele acrescentou: “Os papagaios-do-mar são uma das aves mais amadas do mundo. As pessoas viajam milhares de quilômetros apenas para fotografá-las. Agora, parece que os caçadores de troféus estão viajando pelo mundo para matá-las também.

“Os cientistas dizem que estão em sérios apuros. As populações estão caindo, e muito menos aves estão chegando às costas da Grã-Bretanha. A última coisa que eles precisam é que os caçadores de troféus atirem neles em grande número apenas por diversão.”

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Gonçalves também pediu à Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas (CITES) que classifique os papagaios-do-mar como espécie protegida em sua conferência no próximo mês (espécie já esta classificada como vulnerável).

A população de papagaios-do-mar islandeses despencou de sete milhões para 5,4 milhões em uma década.

E a Fair Isle, nas Ilhas Shetlands, viu sua população de pássaros icônicos cair pela metade – de 20mil para 10 mil – nos últimos 30 anos.

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Foto: Campaign to Ban Trophy Hunting

Quase 600 mil papagaios-do-mar vivem no Reino Unido, representando aproximadamente um décimo da população mundial.

Sir Roger Gale, o presidente da Conservative Animal Welfare Foundation, criticou a caça aos papagaios, descrevendo-a como “abominável”.

Ele disse ao Telegraph: “Eu não acredito em caça de troféus para qualquer espécie. Eu não acho que haja qualquer desculpa para isso”.

“Acredito que há muito mais turismo a ser gerado pela preservação e conservação dessas belas e únicas aves do que por matar os papagaios-do-mar.”

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Caçadores de troféu posam para foto ao lado de urso polar morto

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Fotos de caçadores de troféus com os corpos de ursos polares mortos estão sendo usadas para anunciar excursões de caça que custam milhares de dólares, com “altas taxas de sucesso e boa qualidade de troféu” prometidas.

Em viagens de caça organizadas com o propósito de matar uma espécie específica para adicionar à sua “coleção”, os caçadores sedentos de sangue perseguem a enorme presa seu habitat natural, que se torna um alvo fácil.

Muitas vezes, os caçadores de troféus removem as partes do corpo do animal derrotado, às vezes transportando-os ilegalmente para o Reino Unido ou EUA para serem preservados e exibidos em suas casas.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Especialistas revelam que em torno de 5 mil animais foram mortos “por esporte” no círculo polar ártico nos últimos anos.

Desde 1995, houve 17 tentativas de importar “troféus” de ursos polares para o Reino Unido, relata o The Mirror.

Acredita-se que um aumento no número de empresas especializadas em caça que oferecem viagens para a região do Círculo Polar Ártico diretamente acima do Canadá para clientes no Reino Unido, nos EUA e na China tenha levado ao aumento da tendência preocupante.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Eduardo Gonçalves, fundador da Campanha de Proibição da Caça ao Troféu, disse ao The Mirror: “É bem sabido que os ursos polares estão em sério risco de extinção devido à mudança climática”.

“Se quisermos vê-los sobreviver, precisamos parar com esse massacre sem sentido.”

“O governo deve proibir imediatamente a importação de todos os troféus de caça”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Segundo informações do Daily Mail existem vários sites que oferecem a “oportunidade única” de caçar as criaturas majestosas.

Um operador de caça, que declara ter trabalhado com caça polar por 30 anos, explica que usa “sistemas de cotas” implantados pela população inuíte local para atender às necessidades de caça daqueles que estão dispostos a pagar.

O preço publicado para um americano matar um urso polar durante uma excursão de 12 dias é listado como £ 845 (cerca de 1000 dólares) – adicional ao preço da caça listada em £ 36.000 (cerca de 44 mil dólares).

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

O site anuncia a caça como sendo feita com “tendas de parede aquecidas e acampamentos avançados” e oferece um “guia de ursos polares inuit acompanhado de uma equipe de cães durante toda a caçada”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Um taxidermista para o “troféu” do cliente, no caso o urso assassinado, também é recomendado pelo site que escreve: ”o couro do ‘seu’ urso polar, assim como o crânio e osso de baculum serão enviados congelados para um recomendado taxidermista canadense para serem polidos e limpos adequadamente”.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Os ursos polares são classificados como “vulneráveis” pela World Wildlife Foundation, que acredita que existam entre 22 mil e 31 mil indivíduos da espécie restantes na natureza.

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Empresas usam tecnologia de reconhecimento facial para localizar cães perdidos

Uma empresa chinesa desenvolveu um aplicativo por meio do qual utiliza uma tecnologia de reconhecimento facial para localizar cachorros desaparecidos. O “Megvii” é um programa que encontra os cães através de imagens dos focinhos deles, previamente registradas.

Pixabay

O aplicativo consegue ter, segundo a startup, 95% de precisão no reconhecimento dos cachorros. Ainda de acordo com a empresa, já foram reunidas informações de mais de 15 mil animais. As informações são do portal TAB.

Além de criar o programa, a empresa também fez uma parceria com o governo para monitorar tutores que deixam os animais andar sem coleira em locais públicos, submetendo-os ao risco de acidentes. Na China, deixar animais soltos na rua é ilegal e pode ser punido com multa. Atualmente, mais de 91 milhões de cachorros e gatos vivem nas áreas urbanas do país.

A iniciativa da startup chinesa, no entanto, não é a única no campo do reconhecimento facial voltado para a localização de animais perdidos. Isso porque uma empresa norte-americana também já desenvolveu um aplicativo semelhante, chamado Finding Rover.

Reprodução / Portal TAB


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Empresas veganas de carne à base de vegetais contribuem para salvar o planeta

Foto: Impossible Foods

Foto: Impossible Foods

O sucesso sem precedentes de empresas veganas como a Impossible Foods e a Beyond Meat foram noticiados e comentados no mundo todo. Um artigo recente no Independent discute a rápida ascensão de mercado das alternativas à base de vegetais para a carne de origem animal, citando as duas companhias como exemplo e comprovando em números que as opções veganas se tornaram uma tendência sólida de mercado.

O texto diz ainda que com esse potencial cresce continuamento o movimento vegano “poderia impulsionar um rápido declínio em relação a contribuição da carne para a crise climática”.

O pesquisador de consumo sustentável Malte Rödl escreve no artigo, originalmente publicado no The Conversation, que “a carne vegana pode reduzir massivamente a pesada carga de emissões e o sofrimento dos animais causados pela agropecuária”.

A agricultura animal libera mais emissões que todo o transporte mundial combinado; a criação de animais para consumo humano é responsável por mais de 51% de todas as emissões mundiais de gases de efeito estufa, sendo sua principal emissão o metano animal, que é 25 a 100 vezes mais destrutivo que o CO2 em um período de 20 anos.

Com esta urgência ambiental, não há desculpa para os consumidores não experimentarem a imensa gama de produtos recém-disponíveis, que têm o mesmo gosto que carne de origem animal, mas sem seu impacto ambiental devastador. E de acordo com os dados acumulados, o público está fazendo exatamente isso – com o GrubHub afirmando que o veganismo é a principal tendência e o líder de pedidos no horário noturno nos EUA é o Impossible Burger.

Além disso, o CEO da Impossible, Pat Brown, falou à New Scientist na semana passada, argumentando que os governos deveriam introduzir impostos sobre carnes para encorajar os consumidores a ficarem atentos às suas compras e perceberem a importância de reduzir seu impacto nas mudanças climáticas.

Brown afirmou à publicação que seu objetivo é acabar com a produção mundial de carne bovina até 2035. Seu produto, o Impossible Burger, gera 87% menos emissões de gases do efeito estufa do que as produzidas a partir de vacas.

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Nova agência de recrutamento é especializada em empregos para veganos

Foto: Adobe

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Uma agência de recrutamento especializada em combinar pessoas e empregos veganos oferecidos por empresas alinhadas com seus valores – tratamento sustentável, vegano e ético para todos – foi lançada recentemente.

A Citizen Kind foi lançada por Emma Osborne, que tem mais de uma década de experiência no recrutamento e é vegana desde 2015.

Foto: Citizen Kind

Foto: Citizen Kind

Despertar

Quando Osborne percebeu que ela estava cansada de defender empresas cujos valores ela não compartilhava, a recrutadora tirou um ano sabático e viajou pelo mundo.

Ela montou seu negócio para que pudesse trabalhar de forma proativa para encontrar para os veganos candidatos o lugar certo dessa forma eles se antecipariam às necessidades do crescente movimento vegano, que conta restaurantes, sites de comércio eletrônico, empresas de investimento e uma instituição de caridade entre os clientes da Citizen Kind.

Desmistificando o veganismo

“Ser vegano ainda é considerado uma escolha extrema e difícil até agora, e por isso eu queria ajudar a normalizar e popularizar este estilo de vida compassivo, abrindo oportunidades em empresas veganas, sustentáveis e éticas para aqueles que conscientemente estão reduzindo seu impacto no planeta”, disse a fundadora da empresa Emma Osborne.

Foto: Citizen Kind

Foto: Citizen Kind

“Ao trazer amor e compaixão uns pelos outros, o planeta e os animais para o local de trabalho, você cria um ambiente onde ideias, colaboração e ação podem crescer”, disse Emma.

“Dessa forma, estou colocando minhas habilidades corporativas em uso para o bem daqueles que não podem falar por si mesmos, e trazendo consciência para a crise em questão. Eu não consigo pensar em um trabalho melhor para mim.”

Você pode descobrir mais sobre Citizen Kind aqui.

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Governo prepara pacote de medidas para facilitar licenciamento ambiental e criar ‘Cancún brasileira’

O governo de Jair Bolsonaro (PSL) está preparando um pacote de medidas que tem como objetivo incentivar investimentos no setor turístico. Dentre outras questões, o pacote pretende facilitar o licenciamento ambiental simplificado para empresas que queiram se instalar em “áreas especiais de interesse turístico” e criar a “Cancún brasileira”, área destinada ao turismo que seria implementada em Angra dos Reis (RJ), em uma área de proteção ambiental.

O pacote de medidas, denominado “A Hora do Turismo”, define benefícios tributários para empresas do ramo turístico que se estabelecerem nas chamadas “áreas especiais”. Foram estabelecidos descontos de até 50% no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e no Imposto de Importação para produtos sem similar no Brasil.

Jair Bolsonaro e Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

As medidas foram apresentadas pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, ao presidente Bolsonaro, que autorizou que estudos mais aprofundados sejam feitos. De acordo com o ministro, faltam ajustes, mas a intenção é editar uma medida provisória nas próximas semanas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Na “área especial”, as empresas vão receber descontos de 50% no ICMS, que é um imposto estadual, e no ISS, que é um tributo municipal. No entanto, para que essas áreas sejam criadas, estados e municípios terão que abrir mão de parte de sua arrecadação.

No plano, é apresentado também o licenciamento ambiental simplificado – com redução de etapas e de tempo de análise, e a permissão para que ele seja feito via procedimento eletrônico – como vantagem para as empresas que venham a se instalar em “áreas especiais”. O licenciamento seria regulado posteriormente pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo ICMBIO, segundo o Ministério do Turismo. Esse licenciamento facilitado preocupa defensores do meio ambiente e dos animais, que dependem da natureza para sobreviver, já que pode abrir brecha para impactos negativos nos ecossistemas.

A definição das “áreas especiais” será feita, de acordo com Antônio, em conjunto com os estados e municípios que decidirem aderir à proposta. Critérios rigorosos, a serem definidos, serão criados, garantiu o ministro. Qualquer região poderá se candidatar, a princípio. No entanto, questões como a proximidade com aeroportos, acesso a estradas duplicadas e atrativos naturais serão levados em consideração pelo governo na hora de definir a criação das áreas.

No caso de Angra dos Reis, onde Bolsonaro quer construir a “Cancún brasileira”, seriam necessários ajustes na legislação ambiental, de acordo com o ministro. Esses ajustes, porém, retirariam o status de proteção que a região detém atualmente e colocaria a fauna e a flora em risco eminente.

O ministro do Turismo planejava as medidas desde que assumiu o cargo. “Será uma iniciativa tripartite: União, Estados e municípios. E vai resolver diversos gargalos que temos hoje no setor”, afirmou Marcelo Álvaro Antônio.

O plano do ministro, no entanto, pode encontrar resistência. Isso porque o pacote de medidas vai contra o desejo da equipe econômica do governo, que pretende reduzir desonerações fiscais, e pode ser negada pelos estados e municípios, que devem encontrar dificuldades para abrir mão de receitas em período de crise.

De acordo com Antônio, o plano foi avaliado pelo Ministério da Economia, mas uma análise mais aprofundada ainda deve ser feita pela pasta e o pacote pode sofrer modificações. Procurado, o Ministério não se posicionou. No entanto, ao Estadão, uma fonte afirmou que a pasta tem grande dificuldade em apoiar iniciativas que resultem em queda de arrecadação.

Não foram feitos cálculos que demonstrem o tamanho da renúncia fiscal que o pacote acarretaria caso fosse executado.


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‘Adote uma Castração’: empresas custeiam cirurgia para animais abandonados

Para diminuir o número de animais submetidos a maus-tratos e ao abandono, uma empresária de Jundiaí, no interior de São Paulo, criou a campanha “Adote uma Castração”. O objetivo é encontrar empresas dispostas a custear castrações de animais abandonados.

Doze empresas da região e uma da capital já apoiaram a causa. O projeto será colocado em prática em julho.

Foto: Arquivo pessoal

“A expectativa é alcançar o número de 200 castrações até o fim da campanha”, disse a idealizadora ao portal G1.

Empresas interessadas em participar da campanha podem fazer inscrições gratuitas, até 7 de julho, na página oficial do projeto.

Para participar, a empresa tem que doar um pacote de ração ou algum objeto de utilidade para os animais, como cobertores e mantas. Cada empresa pode custear uma castração ou mais.

Com a adesão das primeiras empresas, a castração de 15 animais já foi agendada. “Estes animais aguardam em lares solidários até o momento da cirurgia, que será feita por uma clínica apoiadora da causa na cidade”, comentou a empresária.

Após a castração, os animais serão levados para uma feira de adoção em uma pet shop localizada  na Rua Barão de Teffé, 933, no Parque do Colégio, em Jundiaí. Não há, no entanto, data definida para o evento ainda.


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Orangotango grávida é fotografada em cima da última árvore que restou em pé na floresta

Foto: Press People

Foto: Press People

Uma orangotango do sexo feminino grávida, exausta e faminta se agarra a uma árvore solitária bem acima do que costumava ser uma floresta tropical intocada há milênios – até que tratores gigantes a invadiram e destruíram em dias.

Boon-Mee estava fraca e assustada demais para deixar o tronco de árvore onde procurara refúgio enquanto as máquinas destruíam sua casa na floresta em Bornéu, relata o jornal Sunday People.

Suas condições significavam que ela não conseguiria procurar alimentos – condenando a si mesma e seu bebê a uma morte agonizante.

Boon-Mee parecia condenada a compartilhar o destino de muitos orangotangos na Indonésia, onde as plantações de dendê estão destruindo os habitats tropicais dos primatas em Bornéu e Sumatra.

Foto: Press People

Foto: Press People

Centenas de macacos são abatidos todos os anos com armas e facões na busca por lucros que as empresas realizam ao destruir as florestas de dendê para extrair o óleo de palma.

Mas, na verdade, Boon-Mee teve sorte porque, no caso dela, os donos das plantações pertencem a um grupo de conservação e relataram seu caso a uma entidade beneficente International Animal Rescue.

Uma equipe do IAR – apoiada por oficiais florestais locais – saiu em seu resgate e passou horas lutando sobre árvores caídas, muitas vezes tendo que usar máscaras porque os tocos tinham sido incendiados e ainda estavam queimando.

Quando finalmente chegaram ao local, encontraram não apenas Boon-Mee, mas outros três orangotangos.

Charanya teve um bebê e estava procurando desesperadamente por comida. Kalaya estava semi-consciente e com os peitos cheios de leite, levando a equipe a pensar que ela tinha acabado de ter um bebê, que provavelmente morreu ou foi tirado dela para ser vendido como animal doméstico.

Enquanto isso, Boon-Mee estava sobrevivendo com suas últimas forças.

O oficial da IAR, Lis Key, disse: “É de cortar o coração ver o estado terrível desses animais, já que seu habitat é destruído pela indústria de dendê – eles ficam fracos pela fome.

“É um conforto mínimo que desta vez, em vez de persegui-los ou matá-los, como costumam fazer, a empresa fez a coisa certa e nos contatou”, disse Key.

Boon-Mee foi o mais complicado dos primatas a ser resgatado porque ela estava fraca demais para descer da árvore.

No final, os socorristas a tranquilizaram com um dardo e a pegaram em uma rede.

Os três adultos e o bebê foram levados para um refúgio da vida selvagem, onde Boon-Mee teve seu bebê protegida e tranquila. Ela passa bem e parto correu normalmente.

Todos os orangotangos tiveram a saúde restabelecida e depois foram liberados na selva em outra parte da floresta. Lis disse: “Apesar da condição em que estavam, eles realmente tiveram sorte em terem sido resgatados”.

“O pior é que existem centenas de orangotangos que não terão tanta sorte por causa das terríveis condições em que são forçados a tentar sobreviver”.

Especialistas temem que existam apenas 40 mil orangotangos na natureza – um número chocante se considerados que representam 20 mil a menos de apenas uma década atrás.

E o IAR avisa que o desmatamento para extração do óleo de palma é a causa número um de tantas mortes.

Foto: Press People

Foto: Press People

O óleo é usado em até metade de todos os alimentos processados, é cada vez mais usado como biocombustível e é um ingrediente-chave em itens como xampus e cosméticos.

Lis disse: “Há muitas alternativas para o óleo, mas nenhuma é tão barata”.

E os compradores muitas vezes não percebem o quanto isso é usado, porque podem ser citados nas embalagens e rótulos dos produtos como “óleo vegetal”.

Mas o plano da UE para introduzir novas regras de rotulagem começa a vigorar no próximo ano.

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Startup arrecada 16 milhões de dólares para desenvolver comida de cachorro livre de animais

Foto: VegNews/Reprodução

Foto: VegNews/Reprodução

A startup de biotecnologia Wild Earth, com sede na Califórnia, arrecadou 16 milhões de dólares em financiamento para desenvolver alimentos para cães livres de crueldade animal, feitos a partir de fungos ecologicamente corretos e renováveis – uma proteína completa contendo todos os 10 aminoácidos essenciais.

A rodada de investimentos incluiu um investimento no valor de 11 milhões de dólares da VegInvest, uma empresa de capital de risco que apoia empresas que estão em estágio inicial e que se esforçam para substituir o uso de animais no sistema alimentar e em outras indústrias.

Os investimentos atuais da VegInvest também incluem empresas veganas como a JUST e a Veggie Grill. “A Wild Earth e a VegInvest compartilham uma base de valores e apostas em inovação nesse esforço conjunto para alcançar um sistema alimentar que funcione melhor para as pessoas, para o planeta e para os animais”, disse o CEO da Wild Earth, Ryan Bethencourt.

“A experiência deles em ajudar as empresas que representam o “futuro alimentar” a chegar ao mercado vai aumentar nossa linha de tempo para a disponibilidade comercial de nossa ração com proteína fúngica”.

Semelhante às empresas de alimentos inovadores criando carne cultivada em laboratório para consumo humano, a Wild Earth está desenvolvendo alimentos ricos em proteínas. para animais domésticos que sejam mais saudáveis, melhores para o ambiente e mais humanos do que os produtos convencionais.

Ano passado, a startup recebeu 450 mil dólares em financiamento do empresário bilionário Peter Thiel – co-fundador da PayPal e um dos primeiros investidores do Facebook – valor que foi usado para expandir a distribuição de seus atuais produtos.

A Wild Earth espera e trabalha para que sua nova fórmula de ração seca para cães seca esteja disponível ainda este ano.

Empresas líderes globais se unem para evitar a poluição por lixo plástico

Foto: Adobe

Foto: Adobe

Seis das maiores e principais empresas do mundo assumiram um comprimisso conjunto em evitar que 10 milhões de toneladas de resíduos plásticos globais poluam o meio ambiente, depois de assinarem um acordo como membros principais um novo centro de compartilhamento de ideias apelidado de “ReSource: Plastic”.

A Keurig, Dr. Pepper, McDonald’s, Procter & Gamble, Starbucks, Tetra Pak e a The Coca-Cola Company são as gigantes globais que se juntaram à ReSource – que foi lançada pela organização ambiental World Wide Fund for Nature (WWF).

A iniciativa visa ajudar as empresas a alinharem seus compromissos em relação à produção e poluição por plásticos em grande escala em prol de uma ação significativa e mensurável.

Uma questão complexa

“Enfrentar o problema do plástico em nossos oceanos, rios e terras é responsabilidade de todos – incluindo as empresas que usam grande parte do plástico no mundo hoje. É uma questão complexa, sem uma solução única para todos, e é por isso que estamos tão animados pela abordagem que o WWF está tomando com o programa ReSource”, disse Virginie Helias, vice-presidente e diretora de sustentabilidade da Procter & Gamble.

“A ReSource trará uma abordagem de sistemas de parceria com muitas partes interessadas – métricas comuns, melhores práticas, responsabilidade – que são extremamente necessárias para acelerar o progresso em soluções de longo prazo”.

Soluções ponderadas e escaláveis

A vice-presidente executiva do McDonald’s e chefe de Supply Chain (Cadeia de logística) e Sustentabilidade, Francesca DeBiase, disse que a empresa estava “orgulhosa” de se juntar à ReSource.

Ela acrescentou: “Esta parceria se alinha perfeitamente com a nossa ambição de usar a nossa projeção mundial para o bem e trabalhar com outras pessoas para desenvolver soluções pensadas e aplicáveis que terão um impacto significativo sobre o desafio da poluição por plástico”.

Entenda a poluição por micro plásticos (partículas de plástico)

Os micro plásticos estão tendo seu momento sob os holofotes, uma vez que o público está cada vez mais consciente de sua presença no ambiente ao nosso redor. Mas à medida que mais evidências de sua presença vêm à tona, fica mais claro que ainda não sabemos o quanto o problema é realmente grande ou nocivo. Uma enorme quantidade de pequenas partículas de plástico acaba no mar, mas pesquisas recentes também as encontraram em lagos e várzeas, e até mesmo na poluição do ar de grandes metrópoles.

Um novo artigo publicado na Nature Geoscience relata a descoberta de micro plásticos em uma região que deveria ser primitiva: as montanhas dos Pireneus franceses. Os pesquisadores estimaram que as partículas poderiam ter viajado cerca de 95 quilômetros de distância, mas sugerem que os micro plásticos poderiam viajar ainda mais longe com o vento – o que significa que até lugares relativamente intocados por humanos estão sendo poluídos por nossos plásticos.

O mistério do desparecimento do plástico

Todos os anos, milhões de toneladas de plástico são produzidas. Em 2016, esta quantidade foi estimada em cerca de 335 milhões de toneladas. Não temos ideia de onde a maior parte disso foi parar. Os montantes que são recuperados em usinas de reciclagem e aterros sanitários não correspondem ao que é realmente produzido. Alguns desses materiais permanecem em uso, às vezes por décadas, o que explica parte da discrepância. Estima-se que 10% deles acabam nos oceanos. Embora esses números ainda possam mudar com mais pesquisas, pois ainda há uma lacuna grande a ser preenchida com respostas.

Onde quer que o plástico esteja acabando sua jornada, sabemos que ele se desfaz com o tempo, se desintegrando em micropartículas com menos de 5 mm de tamanho, e algumas até quebrando em nano escala a menos de um micrômetro (o micrômetro é uma unidade frequentemente usada para mensurar bactérias e células – a cabeça do esperma humano tem cerca de 5 micrômetros de comprimento). O efeito que essas partículas terão em escala global à medida que continuam a se acumular não é nem remotamente entendido em sua totalidade.

A maior parte de se lidar com as conseqüências dessa questão é apenas entender onde todo esse plástico produzido acaba. Os Pirineus são o lugar ideal para avaliar até onde o material pode viajar, pois são escassamente povoados, de difícil acesso e sem atividade industrial ou agricultura em grande escala. Assim, por cinco meses, uma equipe de pesquisadores coletou amostras da estação meteorológica de Bernadouze, a 6 km da vila mais próxima. As amostras eram de “precipitação atmosférica” – qualquer coisa que caísse do céu, molhada ou seca, variando de poeira a chuva e neve.

O problema com os micro plásticos estando (potencialmente) em toda parte é que a contaminação se torne uma preocupação. Fibras plásticas de roupas, recipientes e equipamentos poderiam hipoteticamente entrar nas amostras colhidas. Para evitar isso, os pesquisadores tomaram precauções, como usar roupas de algodão enquanto se aproximavam dos dispositivos de coleta de amostras, aproximando-se delas “contra o vento” e armazenando tudo em vidro. Eles também coletaram e processaram amostras “em branco” retiradas de contêineres fechados deixados no campo para checar se os plásticos encontrados nas amostras reais haviam realmente chegado até a atmosfera.

Os plásticos estão voando com o vento

Micro plásticos foram encontrados em todas as amostras coletadas pelos pesquisadores – em média, 365 partículas por metro quadrado foram depositadas todos os dias. O tipo mais comum de plástico era o poliestireno, seguido pelo polietileno (o tipo de plástico usado em sacolas plásticas e embalagens descartáveis).

O número de partículas depositadas apresentou uma correlação forte com a velocidade do vento e mais partículas eram encontradas após ventos mais altos. A precipitação – tanto de vento quanto de neve – também estavam fortemente ligadas. Os pesquisadores analisaram as velocidades do vento e as direções que haviam sido registradas durante todo o estudo, e usaram isso para calcular a distância que partículas dos tamanhos que encontraram poderiam ter sido transportadas, estimando que os plásticos poderiam ter vindo de quase 100 quilômetros de distância.

Essa é uma “avaliação altamente simplificada”, observa a equipe – não leva em conta todas as diferentes variáveis atmosféricas que poderiam mudar os números. Com a evidência de que as partículas de poeira (que estão bem dentro da faixa dos tamanhos das partículas de plástico) podem viajar até 3.500 km, é possível que elas possam vir de uma distância ainda maior.

Uma pesquisa que analisa o tamanho das partículas de plástico que encontra mostra que há uma tendência das partículas ficarem mais finas ao longo do tempo. À medida que as partículas se tornam menores, aumenta sua capacidade de dispersão em toda parte. Os micro plásticos já foram encontrados em todos os lugares, desde a água potável até o ar da cidade, e há evidências de partículas de plástico no fígado de peixes, sugerindo que eles poderiam passar pelos sistemas dos órgãos. Tudo isso deixa claro que a minúsculo poeira de plástico invisível está se tornando onipresente em nosso planeta. Estamos apenas começando a entender quais serão os efeitos disso.