Golfinho com feridas nas nadadeiras é encontrado morto em Macaé (RJ)

Um golfinho foi encontrado morto em Macaé, no interior do Rio de Janeiro. O corpo foi localizado no domingo (4) na Praia da Barra.

Foto: Yasmin Manhães/arquivo pessoal

Pessoas que passavam pelo local encontraram o animal marinho e entraram em contato com o CTA – Serviço de Meio Ambiente. A empresa encaminhou o corpo para o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos de Araruama. O animal será submetido à necrópsia.

Yasmin Manhães foi uma das pessoas que encontrou o animal. Segundo ela, o golfinho tinha ferimentos nas nadadeiras. As informações são do portal G1.

A empresa afirmou que, após a necrópsia, será possível determinar se os ferimentos foram ocasionados antes ou depois da morte e descobrir se eles são resultados de predação e decomposição do corpo.

A causa da morte do animal ainda não foi divulgada pelo CTA.


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Centenas de voluntários ajudam a salvar baleias encalhadas na Flórida

Por Rafaela Damasceno

Cinco baleias-piloto encalharam em uma praia da Flórida e foram resgatadas graças ao esforço de especialistas, da guarda costeira e de centenas de banhistas que se ofereceram para ajudar.

As autoridades foram avisadas na manhã de segunda-feira (29) através de um telefonema de um banhista preocupado, que avistou as baleias se debatendo nas águas rasas e respirando com certa dificuldade.

Foi então que biólogos marinhos, veterinários e a guarda costeira entraram em ação para proteger os mamíferos dos possíveis danos causados pelo sol.

Com a maré se afastando e o sol cada vez mais alto no céu, o resgate precisava ser feito rapidamente. Os biólogos determinaram que as baleias eram fortes e saudáveis para resistir ao encalhe e conseguir voltar ao mar, então os voluntários se uniram na difícil tarefa de levantá-las e colocá-las em cima de lonas, para que pudessem transportá-las.

Várias baleias nadando juntas

Imagem ilustrativa | Foto: BBC

“Foi um trabalho pesado”, disse Thomas Nuhfer, um estudante que ajudou a carregar uma das baleias. “Mas foi muito bom ver pessoas que nem ao menos se conheciam trabalhando juntas para ajudar”.

No meio da tarde, todas as cinco baleias foram levadas com sucesso para fora da água, para que fossem transportadas em barcos até a parte mais funda do mar. Mas duas delas, as menores, foram levadas até especialistas para receber tratamento médico.

Um “encalhe em massa”, como é chamado o fenômeno do encalhe de mais de um grupo inteiro de baleias de uma vez, é muito raro e só aconteceu na região cerca de dez vezes desde 1990, segundo o Aquário Marinho de Cleawater. Os cientistas ainda não sabem ao certo o que levou as baleias a nadarem até as águas mais rasas.

Mike Walsh, professor de biologia marinha da Universidade da Flórida, explicou ao Tampa Bay Times que normalmente os grupos de baleias são liderados por um indivíduo que escolhe para onde migrar. As baleias-piloto costumam nadar em águas profundas, em grupos, e dificilmente seguem em direção à costa.

Mike acredita que algo está errado com as baleias menores, que passarão por alguns exames antes de retornarem ao mar. Apesar de tudo, elas se mostraram fortes em todo o momento do resgate. “O encalhe é novo para elas, que não sabem que isso é ruim. Mas o processo pode ser estressante”, esclareceu.

Jess Powell, bióloga que passou todo o tempo do resgate com as baleias, disse que os cientistas irão monitorar o movimento dos mamíferos nos próximos dias para impedir que eles retornem à praia.

“Tudo aconteceu conforme o planejado hoje. Agora só esperamos que elas encontrem o caminho para casa”, concluiu ela.


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Baleia de sete metros é encontrada morta em praia no litoral de São Paulo

Uma baleia de sete metros de comprimento foi encontrada morta, já em estágio avançado de decomposição, na praia de Guaratuba, em Bertioga, no litoral do estado de São Paulo. O estado do corpo impediu que a espécie fosse determinada. O animal foi encontrado na terça-feira (23) e examinado por uma equipe do Instituto Gremar.

Foto: Divulgação/Gremar

Pesquisadores do Instituto, que monitora a costa da região, explicaram que a baleia era uma fêmea adulta. Eles suspeitam que o animal era uma jubarte, mas não conseguiram definir de maneira certeira a espécie.

Com o apoio do Departamento de Operações Ambientais (DOE) da Prefeitura de Bertioga, que fez a remoção do corpo, os pesquisadores do Gremar coletaram amostras de gordura, músculo e pele da baleia para realização de um exame genético. As informações são do G1.

A presença de baleias-jubarte no litoral de São Paulo é comum entre julho e novembro. Isso porque, segundo o Gremar, esse é o período em que esses animais migram da Antártida para águas tropicais do litoral brasileiro. A migração ocorre para que as baleias possam se reproduzir. Elas se concentram principalmente na Bahia.

O trabalho do Instituto, que engloba o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) da Bacia de Santos, é realizado na orla da região por determinação da autoridade ambiental federal como condição para exploração de petróleo do pré-sal.

Foto: Divulgação/Gremar


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Dezenas de baleias são encontradas mortas na Islândia

Por Rafaela Damasceno

Mais de 60 baleias-piloto foram encontradas mortas e encalhadas nas praias de Longufjorur, no oeste da Islândia. Elas foram fotografadas pelo comandante do helicóptero, David Schwarzhans, em uma região deserta e praticamente inacessível, pouco visitada pelas pessoas.

Várias baleias encalhadas e praticamente enterradas na areia

Foto: David Schwarzhans

Não se sabe ao certo o porquê de tantos mamíferos terem encalhado, nem quando aconteceu exatamente.

“Estávamos voando para o norte sobre a praia quando vimos. Nós não tínhamos certeza se eram baleias, focas ou golfinhos. Contamos cerca de 60, mas deviam ter mais porque havia barbatanas saindo da areia”, contou à BBC. “Foi trágico e chocante. Eram muitas”.

Algumas baleias acabaram enterradas, provavelmente por causa do vento forte, que deve ter empurrado a areia até cobrí-las.

Edda Elisabeth Magnusdottir, bióloga marinha especialista em baleias, disse à Iceland Monitor que as baleias-piloto tendem a ficar desorientadas quando entram em águas mais rasas. Ela também explicou que essa espécie normalmente nada em grupos compactos, e por isso muitas acabam encalhando de uma vez só.

Casos semelhantes aconteceram anteriormente. Em novembro de 2018, cerca de 145 baleias-piloto encalharam em uma ilha na Nova Zelândia. Foi impossível salvá-las e todas morreram.

Dezenas de baleias encalham e retornam ao mar com ajuda de banhistas

Por Rafaela Damasceno

Uma multidão de voluntários – entre eles famílias inteiras, crianças e turistas – se juntou para uma operação improvisada na Ilha de St. Simon, nos Estados Unidos, para salvar cerca de 30 baleias. Os mamíferos encalharam na região da Geórgia e três delas morreram, mas o restante retornou ao mar com segurança, segundo o Departamento de Recursos Naturais da Geórgia (DNR).

Uma baleia cinzenta espreita sobre a água

Imagem ilustrativa | Foto: Portal dos Animais

O biólogo especialista em baleias da DNR, Clay George, disse que os animais foram mortos depois que foi constatado que não conseguiriam voltar ao mar. “O encalhe é uma ocorrência natural, e a única coisa que podemos fazer é continuar empurrando para o mar”, afirmou.

Os mamíferos foram avistados no dia seguinte em uma corrente marítima perto do porto. Rick Lavender, porta-voz da DNR, disse que os ambientalistas da Fundação Nacional dos Mamíferos Marinhos seguiram as baleias em um barco para garantir que estavam seguras e permaneceram no mar. Um helicóptero também foi designado para sobrevoar a costa à procura de mais baleias encalhadas, mas nenhuma foi encontrada.

A operação de resgate foi filmada por um morador local e postada no Facebook. O vídeo mostra pessoas de todas as idades se movendo para ajudar a empurrar. “É tão triste”, disse o autor do vídeo, Dixie McCoy, em um ponto da gravação. “Elas vão morrer se não eles não conseguirem ajudar”.

Mas os banhistas não desistiram. Um a um, os banhistas jogaram água sobre os animais – alguns dos quais gritavam de desespero – e empurraram, arrastaram e rolaram as baleias para as águas mais profundas.

Além dos banhistas, pessoas do Centro de Tartarugas Marinhas da Geórgia, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica e da DNR também ajudaram no resgate.

George, o biólogo, disse que as baleias provavelmente ficaram confusas por algum motivo, já que normalmente nadam em uma região há 100 milhas da costa (quase 170 quilômetros).

Mudanças climáticas

O número de baleias encalhadas é o maior em 20 anos e intrigou especialistas, que buscam uma resposta. Até agora, a explicação mais provável é que as mudanças climáticas que causaram o aquecimento dos oceanos podem estar contribuindo para isso.

Os especialistas acreditam que a quantidade de baleias aumentou, mas a comida diminuiu. Uma corrente de água morna começou a se formar no nordeste do Oceano Pacífico em 2013, destruindo consideravelmente a cadeia alimentar oceânica. Além disso, o gelo do mar recua com o clima quente, forçando as baleias a nadarem mais para o norte em busca de comida.

Depois, quando iniciam a migração para o sul, o caminho é ainda mais longo e a gordura não é suficiente para sustentá-las durante a jornada (as baleias não comem quando estão migrando para o sul).

Elas acabam morrendo, muitas vezes, e encalhando nas praias. Em outros casos, as mudanças ocorrendo no mar podem confundi-las, o que as faz nadar em direção a lugares que não costumam ir.

Frances Gulland, membro da Comissão de Mamíferos Marinhos, demonstra preocupação com as mudanças e os motivos dos encalhes. “As pessoas precisam acordar para o fato de que todos os lugares são impactados pelas mudanças climáticas”.


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Mudanças no gelo do mar ocasionam a morte de baleias cinzentas

Por Rafaela Damasceno

As baleias cinzentas estão morrendo o dobro que o usual em seu período de migração. Aparentemente desnutridas, 18 apareceram mortas na Costa de Washington, nos Estados Unidos, e 57 na Costa Oeste, desde que começaram sua migração do México até o Alasca.

Uma baleia encalhada na areia de uma praia

Foto: Star2

O número de baleias encalhadas é o maior em 20 anos e intrigou especialistas, que buscam uma resposta. Até agora, a explicação mais provável é que as mudanças climáticas que causaram o aquecimento dos oceanos podem estar contribuindo para as mortes.

As baleias cinzentas realizam uma das maiores migrações entre os mamíferos, totalizando mais de 16 mil quilômetros em alguns casos. Desde o final dos anos 90, quando uma proibição entrou em vigor para proibir a caça das baleias cinzentas, a população da espécie cresceu de 20 mil para quase 30 mil animais.

Os especialistas acreditam que a quantidade de baleias aumentou, mas a comida diminuiu. Uma corrente de água morna começou a se formar no nordeste do Oceano Pacífico em 2013, destruindo consideravelmente a cadeia alimentar oceânica. Além disso, o gelo do mar recua com o clima quente, forçando as baleias a nadarem mais para o norte em busca de comida.

Depois, quando iniciam a migração para o sul, o caminho é ainda mais longo e a gordura não é suficiente para sustentá-las durante a jornada (as baleias não comem quando estão migrando para o sul).

Frances Gulland, membro da Comissão de Mamíferos Marinhos, demonstra preocupação com as mudanças e os motivos dos encalhes. “As pessoas precisam acordar para o fato de que todos os lugares são impactados pelas mudanças climáticas”.

As baleias cinzentas foram retiradas da lista federal de espécies ameaçadas em 1994. Elas são protegidas da caça desde 1949 pela Comissão Internacional da Baleia. Simples e simpáticas, elas são geralmente vistas na época de migração nadando próximas da costa, onde escolhem as lagoas Baja para dar à luz.

Atualmente, elas são a prova dos problemas causados pelo aquecimento global e do quanto isso afeta as formas de vida da Terra.


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Encalhe em massa de baleias na América do Norte atinge recorde em 2019

O encalhe em massa de baleias-cinzentas na América do Norte atingiu um recorde em 2019. A última vez em que uma situação semelhante ocorreu, segundo o ecologista da NOAA, Elliott Hazen, foi há duas décadas, durante um El Niño particularmente forte.

“Nós simplesmente não temos tantos exemplos de mortes de baleias-cinzentas como essas no passado. Agora estamos em uma situação parecida, já que em 2015 também houve um forte El Niño”, afirmou Hazen.

Baleia-cinzenta encalhada em praia da Califórnia, nos EUA (FOTO: ACADEMY OF SCIENCES/ NOAA)

Desde janeiro deste ano, cerca de 70 baleias-cinzentas apareceram mortas em praias da América do Norte, segundo dados da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA). Diante da situação, o governo dos Estados Unidos anunciou que iniciará uma investigação para entender o episódio, classificado como um Evento de Mortalidade Unusual (UME). As informações são da revista Galileu.

Uma das situações que podem explicar os encalhes é o El Niño. O fenômeno natural é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico e ocorre em intervalos médios de quatro anos, geralmente no mês de dezembro. Como o fenômeno registrado em 1999 teve efeitos que duraram 20 anos, os desdobramentos do El Niño de 2015 podem estar sendo sentidos nos ecossistemas apenas agora.

O fenômeno natural, porém, não é o único problema. Segundo Hazen, o aquecimento global também tem afetado as baleias. “Estamos vendo um recorde de nível baixo no mar gelado do Ártico, onde as baleias-cinzentas se alimentam, e há ainda derretimento extremo e precoce do gelo do mar”, explicou.

As mudanças nos padrões de derretimento estão mudando a forma de destruição dos alimentos nos ecossistemas da região, de acordo com o ecologista. “No caso das baleias-cinzentas, a maioria dos encalhes foram de baleias desnutridas, o que sugere falta de alimento, especialmente no Ártico”, disse.

Shawn Johnson, diretor veterinário do Centro de Mamíferos Marinhos da Califórnia, relatou ao site IFLScience casos de desnutrição de baleias que tem buscado comida na baía de São Francisco, onde passam cada vez mais tempo – o que é considerado anormal e as coloca em risco, devido aos navios que circulam pelo local e podem atingi-las.


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Após ser privada da liberdade por 8 anos, baleia morre no Sea World

Baleia-piloto Fredi em cativeiro | Foto: Sea World

Baleia-piloto Fredi em cativeiro | Foto: Sea World

A baleia-piloto que foi resgatada e realocada em um parque do SeaWorld após encalhar nas ilhas Florida Keys, no sudeste dos Estados Unidos oito anos atrás, morreu no último final de semana.

Responsáveis pelo SeaWorld Orlando publicaram no blog do parque a informação de que a baleia classifica como NOAA 301, mais conhecida como Fredi, morreu no sábado após uma longa luta contra uma doença infecciosa.

Fredi era parte de um encalhe coletivo de 23 baleias-piloto em 2011 perto de Cudjoe Key, na Flórida. Treze dessas baleias morreram.

Oito baleias, incluindo Fredi, foram inicialmente salvas e resgatadas após o incidente. Fredi foi considerada incapaz de ser libertada de volta à vida selvagem devido à sua pouca idade, então acabou sendo transferida para o Sea World Orlando.

Duas das oito baleias resgatadas foram tratadas e devolvidas à natureza.

“A baleia-piloto, NOAA 301, tinha problemas de saúde desde que foi resgatada”, escreveu o Sea World em seu blog.

“Através de um exame físico e amostras de outros exames de diagnóstico, os veterinários descobriram que ela tinham uma infecção. Apesar dos cuidados recebidos, a sua saúde e qualidade de vida continuaram a diminuir acentuadamente.

O resgate das baleias encalhadas nas ilhas Keys em 2011 levou dois meses para ser concluído

O jornal Orlando Sentinel relata que Fredi foi a segunda baleia morta no parque de Orlando este ano. Kayla, uma orca de 30 anos, morreu de causas desconhecidas em janeiro.

Fredi com outras baleias em cativeiro | Foto: Sea World

Fredi com outras baleias em cativeiro | Foto: Sea World

O SeaWorld tem passado por uma crescente e detalha investigação de ativistas pelos direitos animais nos últimos anos, em parte devido à divulgação do documentário “Blackfish”, que conta a história de uma orca que matou seu treinador no parque temático.

Já é do conhecimento público, graças a essas e outras iniciativas, que manter golfinhos e baleias em cativeiro é prejudicial para esses animais inteligentes.

O Sea World vem tendo quedas contínuas na audiência dos shows, são anos de queda nas vendas de ingressos depois que o documentário “Blackfish” foi lançado, de acordo com o Orlando Sentinel.

Em 2018, o Sea World pagou 5 milhões de dólares em multas para liquidar um S.E.C. processo alegando que a empresa enganou os acionistas sobre o impacto que o “Blackfish” teria em no desempenho financeiro do parque, de acordo com o New York Times.

Golfinho ferido encalha após afogamento e é resgatado no litoral de SP

Um golfinho-pintado foi encontrado encalhado na praia da Enseada, em Guarujá, no litoral de São Paulo, na tarde do último domingo (31).

Foto: Divulgação/Instituto Gremar

Uma equipe do Instituto Gremar esteve no local. Durante 3 horas, os profissionais permaneceram na praia, aplicando medicamentos emergenciais e tentando estabilizar o animal para soltura. As informações são do portal G1.

“Mesmo após esse atendimento ele não conseguia voltar [para o mar]. Notamos que ele ainda estava bastante debilitado, então o levamos para tratamento. O animal ainda é jovem”, diz a bióloga Andrea Maranho, coordenadora de projetos do Instituto.

De acordo com Maranho, o golfinho estava machucado, provavelmente por ter ficado preso em uma rede de pesca. No entanto, segundo ela, o agravante foi o animal ter se afogado e aspirado água. A profissional disse ainda que o golfinho encalhou por volta das 13 horas no Canto da Tortura e que banhistas tentaram devolvê-lo ao mar, mas sem sucesso.

Foto: Divulgação/Instituto Gremar

Devido à situação, o golfinho foi levado para o Centro de Reabilitação e Triagem de Animais Marinhos (Cetas) da cidade, onde seguirá em tratamento.

Segundo a bióloga, os profissionais estão submetendo o golfinho a uma série de exames para avaliar o quadro de saúde dele e as condições de seu pulmão. Tratamentos de suporte também foram providenciados.

Aquecimento dos mares causa encalhe de tartarugas marinhas na Nova Inglaterra


O número de tartarugas de água quente encalhadas nas praias de Cape Cod, em Massachusetts (USA) aumentou drasticamente na última década, de acordo com o Wellfleet Bay Wildlife Sanctuary da Mass Audubon.

Somente este ano, os voluntários resgataram 829 encalhadas na areia – cerca de metade delas morreram.
Acredita-se que Cape Cod tenha um dos maiores strandings anuais de tartarugas do mundo. Há encalhes ocasionais na Flórida, no Texas e até o norte da baía de Chesapeake.

Alguns especialistas acham que o número de tartarugas encalhadas na Nova Inglaterra é uma mudança climática com uma reviravolta: a projeção de Cape Cod no Atlântico ajuda a aprisionar tartarugas puxadas para lá pelo aquecimento das águas, mas as enfraquecem quando o oceano esfria.

A maioria das tartarugas resgatadas sofre de comprometimento do sistema imunológico e pneumonia devido à hipotermia. Expostos a água fria por períodos prolongados, tornam-se letárgicos e não conseguem se mexer ou comer. Os que sobrevivem levam meses para se recuperar.

“Quando esses caras chegam aqui, parecem que estão mortos, especialmente em dezembro”, disse Adam Kennedy, biólogo do hospital de tartarugas marinhas New England Aquarium, em Quincy, Massachusetts.

Na última década, muitas tartarugas se deslocaram mais para o norte, do Golfo do México para as águas quentes do Golfo do Maine, para se alimentar de caranguejos, mexilhões e camarões.

Um artigo publicado no jornal PLOS ONE, em janeiro, concluiu que havia mais encalhes de tartarugas do Kemp ameaçadas de extinção em anos com temperaturas mais quentes na superfície do mar.

“Isso é particularmente alarmante, considerando que o Golfo do Maine está previsto para continuar a aquecer rapidamente nas próximas décadas”, escreveram os autores, observando que as águas do Golfo estão esquentando mais rápido do que a maioria dos oceanos do mundo.

O pesquisador projetou até 2.349 encalhes de tartarugas de kemp – as menores tartarugas marinhas do mundo – até 2031.

Outros cientistas argumentam que a mudança climática, por si só, não pode explicar os crescentes encalhes de tartarugas na Nova Inglaterra.

Eles dizem que o pico é um sinal de que as populações de tartarugas marinhas se saíram melhor na última década devido a maiores proteções.

“Acredito que a prevalência de encalhes no Nordeste provavelmente resulta do simples fato de que há mais tartarugas devido à recuperação da população e ao sucesso dos esforços de conservação nas praias de nidificação”, disse Jeffrey Seminoff, líder do Programa de Avaliação e Ecologia de Tartarugas Marinhas no Serviço Nacional de Pesca Marinha da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional.

É amplamente aceito que o Cape Cod, que se estende por 75 milhas para o oceano e fica muito à esquerda em Orleans por 35 milhas – efetivamente serve como uma barreira para as tartarugas.

As tartarugas sentem a necessidade de se mover para o sul, já que as águas esfriam, mas muitas vezes são incapazes de sair da baía de Cape Cod.

“Eles sabem que precisam sair, mas o Cabo é como uma armadilha”, disse Bob Prescott, diretor do Wellfleet Bay Wildlife Sanctuary e co-autor do artigo do PLOS ONE.

“Este é o nosso pior pesadelo. Há muitas tartarugas atordoadas nas praias“, disse Prescott.

“Existem marés onde você encontra 30, 40, 50 tartarugas.”

Voluntários que resgatam os animais os levam em caixas de papelão para o hospital de tartarugas em Quincy.

Depois de uma avaliação de saúde e tratamento, as tartarugas são gradualmente transferidas para quartos mais quentes para trazer a temperatura do corpo.

Em seguida, eles são introduzidos em tanques de água salgada e alimentados com a ajuda de arenque e lula.

“É para isso que estamos aqui, para liberar esses caras”, disse Kennedy, o biólogo.

“Você gasta muito tempo com eles, mas, no fim das contas, cada um desses caras que voltam para o oceano ajuda a população.”