Usina de energia solar em forma de panda quer ajudar a combater as mudanças climáticas

Por David Arioch

Divulgação

Inaugurada na China há dois anos, uma usina de energia solar tem atraído bastante atenção desde então. O motivo é que, juntos, os painéis solares têm a forma de um gigante urso panda.

A iniciativa é da China Merchants New Energy Groups, considerada uma das maiores operadoras de energia limpa do país, segundo a Business Insider.

Fundada em uma propriedade de 248 hectares, a usina da CMNE, que quer ajudar a combater as mudanças climáticas, pretende produzir 3,2 bilhões de quilowatts-hora de energia solar ao longo de 25 anos.

A meta é contribuir para reduzir a utilização de milhões de toneladas de carvão, além de promover redução nas emissões de carbono de 2,74 milhões de toneladas.

Idealizado por Ada Li Yan-tung, o projeto também é apontado como uma forma de atrair os mais jovens e inspirá-los a se envolverem em questões sobre as mudanças climáticas.

Canoa solar ajuda comunidades a navegar sem gasolina pela Amazônia

Que a gasolina não é lá muito amiga do meio ambiente eu imagino que você já saiba. Agora resta descobrir alternativas para não ficar queimando combustível fóssil por aí. Quem sabe uma canoa movida a energia solar, por exemplo?

Foto: Divulgação Kara Solar

Ela existe, se chama Tapiatpia e está ajudando comunidades indígenas a navegar pela Amazônia. A canoa percorre 67 km pelos rios Capahuari e Pastaza, no Equador, ajudando na locomoção de cerca de mil pessoas que vivem em nove assentamentos.

Segundo a BBC, este seria o primeiro sistema fluvial comunitário solar a existir nesta parte da Amazônia. A canoa, feita em fibra de vidro, utiliza 32 painéis solares em seu teto e se inspira no desenho de embarcações usadas por indígenas que vivem no norte do país.

Em funcionamento há apenas um ano, o sistema ainda se encontra em uma etapa inicial. Se der certo, pode ser expandido para outras áreas da Amazônia, oferecendo uma alternativa de transporte sustentável para comunidades que antes viviam quase isoladas.

O projeto, conhecido como Kara Solar, foi desenvolvido pelo americano Oliver Utne, que conviveu com a comunidade beneficiada pela iniciativa durante anos. Antes, o transporte entre as aldeias achuar era realizado majoritariamente por barcos movidos a gasolina e diesel.

Foto: Divulgação Kara Solar

Porém, além de os combustíveis serem mais caros na região, pois chegam de avião, eles também contaminam a água a afugentam os animais. Por outro lado, a construção de estradas promoveria o desmatamento e afetaria a biodiversidade do entorno.

“Harmonizamos conhecimentos anscestrais indígenas com tencologia moderna em busca de uma solução real para nossa casa em comum, o planeta terra.”

O projeto foi uma iniciativa da Asociación Latinoamericana para el Desarrollo Alternativo (ALDEA) em conjunto com a Nacionalidad Achuar del Ecuador (NAE). Todas as decisões relativas aos horários, rotas e ao ponto central de embarque foram tomadas pela comunidade com o auxílio da organização Plan Junto.

Fonte: Hypeness