Animais aparecem mortos e moradores suspeitam de envenenamento

Doze animais, sendo 11 gatos e um cachorro, foram encontrados mortos no condomínio Jardim Botânico, na região do Coxipó, em Cuiabá (MT). O caso foi denunciado à Polícia Civil, na segunda-feira (6), por moradores que suspeitam de envenenamento.

Foto: Jenifer Gonçalves/Arquivo pessoal

A ativista Jenifer Gonçalves conta que a morte de animais é comum no local. Ela reforça, porém, que antes os casos eram mais esporádicos e agora estão acontecendo de forma mais frequente.

“A semelhança entre os casos é que todos os animais são encontrados mortos no mesmo local ou próximo”, afirmou Jenifer ao G1.

O tutor do cachorro que morreu contou que o animal passou mal após ingerir algo que estava próximo ao meio-fio. Ele foi socorrido, mas não resistiu. Na clínica, foi comprovada a ingestão de substância tóxica.

“Não conseguimos comprovar que substância é essa, porque não há exames disponíveis no estado, mas diante das evidências e da forma como são encontrados, suspeitamos que estejam sendo envenenados”, explicou ela.

Os moradores afirmam que todos os animais encontrados mortos apresentam as mesmas características: baba na boca e corpo inchado. As regras do condomínio permitem que os moradores criem animais e que eles circulem pelo local.

Após os moradores efetivarem denúncia, a polícia informou que irá investigar o caso.

ONG denuncia envenenamento de animais à polícia em Crato (CE)

A Associação de Proteção à Vida (Aprov), em conjunto com moradores de Crato (CE), registrou um boletim de ocorrência para denunciar o envenenamento de animais no município. Foram pelos menos 11 envenenamentos.

(Foto: Pixabay / Imagem Ilustrativa)

Os casos são recorrentes, segundo Antônia Ferreira, representante da Aprov. “Isso é muito comum de acontecer em toda a cidade. Nos bairros Seminário, Vila Alta e Centro, acontece muito essa questão do envenenamento. É prática muito cruel, lembrando que é crime ambiental e dá cadeia”, pontua.

Os moradores afirmam que, após a abertura do boletim de ocorrência, há duas semanas, novos casos de envenenamento foram registrados. As informações são do Diário do Nordeste.

O presidente da Sociedade Protetora Ambiental no Ceará (SPA-CE), Márcio Sousa, incentiva a população a acionar a polícia caso tome conhecimento de casos de abandono, maus-tratos ou envenenamento de animais.

A pena para crimes contra animais é de até um ano de detenção, além de multa. A punição pode ser maior caso o animal morra.

“Quanto mais detalhada a denúncia, com evidências como fotos e vídeos, melhor a formalização da mesma”, destaca Márcio.

Gatos são encontrados mortos com sinais de envenenamento em Goiânia (GO)

Três gatos abandonados foram encontrados mortos com sinais de envenenamento em uma mesma quadra no Conjunto Vera Cruz, em Goiânia (GO), em um período de quatro dias. Dois foram encontrados no domingo (21) e outro na última quinta-feira.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

O bombeiro militar Jairo Alves Neves, que mora no bairro e cuida de animais abandonados, afirmou que os gatos foram encontrados com sinais de intoxicação. “Estavam com muita baba em volta da boca. Tem alguém envenenando eles”, afirmou ao G1.

Há muitos moradores na região que se incomodavam com os cerca de 20 gatos e seis cães abandonados que vivem no local, segundo o bombeiro. “Tem muitos moradores que se incomodam com a presença deles por causa do barulho e da bagunça que fazem. Os gatos entram nas casas, sobem em cima dos carros”, disse.

Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

Neves acredita que os próprios moradores da região abandonam os animais, principalmente os cachorros. “Quanto mais moradores novos no setor, mais gatos e cachorros abandonados aparecem por aqui. Não sei se é coincidência, mas acredito que não”, disse.

O bombeiro também encontrou dois cachorros abandonados com baba escorrendo pela boca, vômito e sem forças para ficar em pé. Levados ao veterinário, a suspeita de envenenamento foi confirmada. Como foram socorridos a tempo, eles sobreviveram.

O bombeiro acredita que os cães não morreram devido a um antitóxico que ele mesmo deu aos animais quando percebeu que eles estavam passando mal. Os gatos, no entanto, já foram encontrados mortos.

Mortes de gatos por suspeita de envenenamento são investigadas em MT

O Juizado Volante Ambiental (Juvam) está investigando as mortes de gatos por suspeita de envenenamento em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, em Mato Grosso. O caso foi denunciado ao órgão por moradores da cidade que encontraram gatos mortos em diferentes bairros.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Após gatos da rua onde vive o aposentado Raimundo de Jesus sumirem, cerca de cinco animais foram encontrados mortos em um bueiro.

“Comecei a sentir o cheiro e sabia que os animais tinham morrido. Quando fui ver eles estavam dentro do bueiro”, disse Raimundo ao G1.

Em Rondonópolis, 35 denúncias de maus-tratos a animais são registradas por mês.

Envenenar animais é crime previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (9605 de 1998). A pena para quem maltrata animais silvestres, domésticos ou exóticos é de detenção de três meses a um ano, além de multa. Caso o animal morra em decorrência dos maus-tratos, a pena pode aumentar de um sexto a um terço.

No entanto, como a infração é considerada de menor potencial ofensivo, não há pena de prisão e a punição é substituída, por exemplo, por prestação de serviços à comunidade.

Águia dourada pioneira é encontrada morta por envenenamento em reserva americana

Foto: National Park Service

Foto: National Park Service

A águia dourada pioneira retornou aos céus do parque nacional de Yellowstone no último outono e voou para o norte, para áreas onde os humanos caçavam. Alguns meses depois, retornou ao parque e foi encontrada no chão, morta.

Cientistas que realizaram uma necropsia na ave, que foi a primeira a ser marcada com um transmissor de rádio no parque, fizeram uma descoberta infeliz: ela havia sido envenenada por chumbo. Eles agora estão levantando questões preocupantes sobre a segurança dos parques nacionais dos EUA para a vida selvagem.

“Este pássaro tinha uma quantidade substancial de chumbo circulando em seu sistema sanguíneo de uma forma muito rápida”, disse Todd Katzner, biólogo de pesquisa da vida selvagem do US Geological Survey. “Você não consegue isso apenas respirando chumbo. Ele ingeriu alguma coisa certamente”.

A ave provavelmente teria comido fragmentos de munição de chumbo de cadáveres de outros animais deixados por caçadores. Além de prejudicar os animais matando-os de forma covarde, a caça ainda leva suas fatalidades mais além, causando envenenamento de outras espécies que não diretamente envolvidas em seus ciclos de morte.

O tópico polêmico envolvendo a munição de chumbo também se tornou um ponto de disputa na política interna do país. No início de 2017, um dia antes de o ex-presidente Barack Obama deixar o cargo, seu governo assinou uma ordem de eliminação gradual do uso de munição de chumbo e equipamento de pesca na maioria das terras federais administradas pelo Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA. A proibição foi anulada menos de dois meses depois pelo ex-secretário do Interior, Ryan Zinke.

É a terceira vez que uma águia acompanhada para pesquisa na região norte de Yellowstone morre de envenenamento por chumbo nos últimos oito anos.

“Sabemos que o envenenamento por chumbo é uma ameaça substancial às de aves de rapina em todo o mundo”, disse Katzner, pesquisador de biologia da vida selvagem do Serviço Geológico dos Estados Unidos. “E agora sabemos que a ameaça foi estendida às aves que estão em áreas protegidas, como Yellowstone”.

Mark Oliva, gerente de assuntos públicos da Fundação Nacional de Tiro Esportivo, disse que, diante dos parques eólicos e da perda de habitat, a munição de chumbo não é uma grande ameaça. “Caçadores também podem enterrar pilhas de tripas se tiverem medo de que isso seja uma ameaça ao meio ambiente”, disse ele de forma irônica.

Em Yellowstone, a população de águias douradas é estável e possui grandes números, particularmente nas regiões do norte do parque. Mas a reprodução é excepcionalmente pobre, disse Doug Smith, biólogo sênior de vida selvagem em Yellowstone ao The Guardian.

Em um estudo inédito no parque, Smith e um estudante de pós-graduação em Montana colocaram um transmissor de rádio em uma águia dourada em agosto e mais cinco no início de 2019 para descobrir o motivo.

Smith não sabe dizer se o envenenamento por chumbo a partir de munição de armas é uma ameaça geral para a população de águias douradas do Yellowstone ou a causa da baixa reprodução. O estudo ainda está em seus primeiros estágios. Mas o cientista queria que o público soubesse que uma espécie apreciada vivendo em uma área protegida como Yellowstone pode morrer em razão da atividade humana realizada fora dos limites do parque.

“O Yellowstone está tão protegido quanto pensávamos?”, conclui com esse questionamento o biólogo.

O Parque Nacional de Yellowstone foi designado como Reserva da biosfera, em 1976. Em 8 de Setembro de 1978 foi designado como Patrimônio Mundial, pela UNESCO.

Perícia particular conclui que animais foram envenenados em Mato Grosso

Um laboratório particular contratado pelo grupo de voluntários “Amamos Animais” concluiu que os animais encontrados mortos em Alta Floresta (MT) foram vítimas de envenenamento. Uma substância encontrada dentro de pacotes jogados nos quintais de casas e terrenos, analisada pela perícia, foi a responsável por matar os animais. Amostras de alguns animais já mortos também foram analisadas. Mais de 35 cães e gatos foram mortos.

Foto: Reprodução / Mato Grosso Ao Vivo

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda o resultado da perícia feita pelo laboratório da POLITEC. A Polícia Judiciária Municipal não conseguiu identificar o responsável pelo crime ainda. As informações são do portal Mato Grosso Ao Vivo.

Para Leir, do grupo Amamos Animais, seria possível chegar aos suspeitos mais rapidamente. “A polícia está trabalhando, o trabalho está sendo bem feito, porém não tem nenhuma pista”, disse. O autor do crime ficou conhecido como “Maníaco dos Pets”.

Devido às dívidas feitas para a realização da perícia, o grupo de proteção animal está arrecadando latinhas para vendê-las e comercializando adesivos para carros a R$ 5 com a frase “Eu freio para animais”, como forma de, também, conscientizar a população, além de levantar recursos financeiros.

Os voluntários também aderiram à campanha Abril Laranja, de combate aos maus-tratos a animais, e estão entregando lacinhos de cor laranja para a população para incentivá-los a proteger e respeitar os animais. Interessados em adquirir o lacinho, de forma gratuita, devem se dirigir ao Hotel Mato Grosso ou ao escritório Eliane Hammoud, na avenida Ludovico da Riva, 3690.

Gatos são encontrados mortos e tutora suspeita de envenenamento

Quatro gatos foram encontrados mortos no Bairro Jardim Valência, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá (MT). Segundo a tutora dos animais, que preferiu não se identificar, a suspeita é que os gatos tenham sido envenenados.

Foto: TVCA/Reprodução

Até a publicação desta reportagem, nenhum suspeito do crime havia sido identificado ou preso.

Os animais começaram a morrer na quarta-feira (3).

Segundo a tutora, ao chegar do trabalho ela notou um dos animais passando mal.

“Olhei dentro da minha casa e a gata estava se debatendo. No dia seguinte, levei até o veterinário e ela disse que foi envenenamento mesmo. Depois disso, os outros animais começaram a morrer também com os mesmos sintomas”, contou.

A pena para maus-tratos a animais é de três meses a um ano de prisão e multa. Em caso de morte do animal, a punição pode ser aumentada de um sexto a um terço.

Fonte: G1

Homem é denunciado por envenenamento de animais em Sinop (MT)

Um homem foi denunciado por envenenar e matar cachorros e gatos em Sinop, a 503 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso. Os crimes aconteceram no bairro Jardim Celeste e a denúncia foi feita por uma jovem.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

Um boletim de ocorrência foi registrado em uma delegacia na última segunda-feira (1º). Segundo a denúncia, uma onda de envenenamento de animais tem ocorrido na região há alguns meses.

Os últimos casos de envenenamento levaram cinco cachorros a morte. Outro cão também foi envenenado, mas conseguiu sobreviver. As informações são do portal G1.

De acordo com a denúncia, o homem matou um gato de um vizinho no último dia 29 e, no dia seguinte, envenenou um cachorro, que também não resistiu ao veneno e morreu.

Relatos indicam que o homem teria falado que não gosta de animais e comentado que matava cães e gatos a tiros em uma cidade onde morou.

O boletim de ocorrência não informa se o denunciado foi procurado para prestar depoimento. O caso será investigado pela polícia.

Dupla é detida pela morte de sete animais por envenenamento em MG

Mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Civil de Passos, em Minas Gerais, durante a Operação Patas Amigas, que tem o objetivo de frear a matança de animais no município, levaram um tenente da Polícia Militar e a mãe dele a serem detidos pela morte de sete animais, entre cães e gatos, por envenenamento com chumbinho. Outros quatro animais também foram envenenados, mas sobreviveram.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

A mãe do policial, encontrada na casa dela no bairro Novo Mundo, foi filmada praticando o crime e confessou ter matado os animais. No imóvel, foram encontradas duas armas de fogo sem registros e munições. Com isso, a mulher foi detida não só por maus-tratos a animais, mas também por posse ilegal de armas. As informações são do jornal Estado de Minas.

Ao mesmo tempo em que a mulher era detida, outro grupo de policiais se dirigia à casa do tenente, na rua Itaipu, no bairro Jardim Vila Rica. Porções de chumbinho foram encontradas no local. O uso do veneno é proibido por lei. Apesar disso, a Polícia Civil não prendeu o tenente sob a alegação de que o flagrante não poderia ocorrer já que seria necessário enviar o material apreendido para Belo Horizonte para que o Instituto de Criminalística o analisasse.

“A Polícia Civil verificou que nessas duas zonas quentes (os bairros do tenente e da mulher são vizinhos) foram envenenados 11 animais, quatro gatos e sete cães. Foram sete óbitos. Então, nós encaminhamos o material para necrópsia, na qual foi verificada a presença de chumbinho no vômito, nas fezes e no intestino dos animais”, explica o delegado Marcos Pimenta, responsável pelo caso.

A mãe do policial pagou fiança após ser levada para a delegacia e foi liberada.

Cadela é encontrada morta com sinais de envenenamento em MG

Uma cadela foi encontrada morta com sinais de envenenamento na cidade de Rio Paranaíba, em Minas Gerais. O animal estava em uma praça no bairro Universitário. Grávida, ela estava com o abdômen inchado, apresentava diarreia intensa, vômito com sangue e tinha dois filhotes abortados. O corpo foi encontrado no sábado (9).

Não é a primeira vez que um caso de envenenamento é registrado na região. O município viveu, em 2013, uma série de envenenamentos de animais, com 150 vítimas. Os casos foram investigados pela polícia, mas ninguém foi preso. As informações são do portal Triângulo Notícias.

(ADAMA/Rio Paranaíba)

A suspeita em relação à cadela recentemente encontrada morta é de que tenha sido dado chumbinho para ela – mesma substância usada em 2013. De acordo com o secretário da Associação dos Defensores e Amigos do Meio Ambiente de Rio Paranaíba (ADAMA), Marcelo Ribeiro Pereira, desta vez a polícia não foi acionada, já que as pessoas estão descrentes de que os responsáveis sejam punidos.

Ao encontrar um animal envenenado, a orientação é levá-lo imediatamente a uma clínica veterinária. Caso o estabelecimento esteja distante, é recomendado oferecer carvão ativado diluído em água para o animal com o auxílio de uma seringa. A substância absorve o veneno e diminui a absorção dele pelo organismo, além de proteger a mucosa gastrointestinal. O carvão ativado, no entanto, não substitui o veterinário, que precisa examinar o animal e medicá-lo.

Não é indicado provocar o vômito de um animal envenenado. Segundo Marcelo Ribeiro, se o veneno for cáustico, o animal pode sofrer queimaduras na boca, laringe e faringe, caso vomite, o que agravará o quadro de saúde. Dar leite, conforme é recomendado por pessoas sem conhecimento veterinário, também não é indicado e pode potencializar a ação do veneno, fazendo com que ele seja absorvido mais rapidamente.

Ainda de acordo com a ADAMA, é importante que o caso seja denunciado à polícia. A entidade recomenda que os tutores tentem evitar casos de envenenamento, impedindo que cachorros e gatos tenham acesso à rua sozinhos. Para proteger os gatos, é necessário colocar telas nos quintais ou janelas.

A Associação dos Defensores e Amigos do Meio Ambiente de Rio Paranaíba foi criada em 2013, tem uma diretoria composta por 11 pessoas e recebe a ajuda de moradores do município para conseguir arcar com os gastos dos animais resgatados. A entidade não tem abrigo e, por isso, conta com o apoio de pessoas que oferecem lar temporário aos cachorros e gatos salvos pelos voluntários e com o trabalho dos estudantes da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que auxiliam os animais durante o período de aula na faculdade.

O principal foco da ONG é o socorro a animais em situação de rua, especialmente cães, com medicação e cuidados a animais atropelados, envenenados e doentes. Na cidade, o abandono de cachorros, inclusive fêmeas grávidas e filhotes, é recorrente.

Para obter mais informações sobre a ONG, adotar um animal ou contribuir financeiramente basta enviar um e-mail para adama.rioparanaiba@gmail.com ou entrar em contato pelo telefone (34) 996839511.