Moradores denunciam envenenamento de 10 animais em Linhares (ES)

Moradores do bairro Santa Cruz, em Linhares (ES), denunciam o envenenamento de pelo menos 10 animais encontrados mortos nas últimas semanas. Ao menos sete cachorros e três gatos teriam sido vítimas.

Um dos animais mortos foi a rottweiler Shakira, tutelada pelo comerciante Amilton Silva. “Minha esposa foi a primeira pessoa que encontrou ela ensanguentada, babando muito. Ela morreu nos braços da minha esposa. Está acontecendo uma onda de envenenamentos aqui no bairro, foram vários envenenados”, relata Silva ao G1.

Shakira morreu nos braços da tutora (Foto: Arquivo Pessoal/ Amilton Silva)

Com medo de que Thor, o outro cachorro da família, também seja envenenado, Silva passou a deixar o animal dentro de uma casinha.

A dona de casa Giliane Matos também presenciou a morte de animais tutelados por ela. Três cachorros que viviam com ela foram mortos. Agora, a tutora passou a impedir que os dois gatos da casa saiam para a rua para que não sejam mortos também.

“Eu fiquei muito triste e fiquei até uma semana sem me alimentar direito, porque eu gostava muito deles. Eu estou com medo e segurando meus gatos para eles não irem para rua”, contou.

Uma audiência pública foi realizada na noite de segunda-feira (22) para discutir uma forma de combater crimes contra animais registrados no município. A Polícia Civil não informou se está investigando os casos de envenenamento e disse que recebe denúncias através do telefone 181.

Coordenadora de uma ONG de proteção animal, Roziane Scandian defende a criação de uma diretoria de bem-estar animal para a criação de leis específicas e fomento de ações de combate aos maus-tratos. Segundo ela, há cerca de 4 mil animais em situação de rua em Linhares.


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Tatu paraplégico ganha rodinhas no ES

Por David Arioch

Bolinha ainda segue o tratamento intensivo no Cetas (Foto: Paulo Sena/Iema)

No Espírito Santo, Bolinha foi enviado há cinco meses para o Centro de Reabilitação e Triagem de Animais Silvestres (Cetas), situado no Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), depois de ser encontrado em uma rodovia.

O animal estava bastante debilitado e apresentando sinais de que não vivia na natureza, mas também não tinha sido atropelado. Bolinha na realidade estava anêmico e com sinais de maus-tratos. Além disso, a sua falta de mobilidade em decorrência de paraplegia era consequência de desnutrição e doenças.

Com o tempo, Bolinha começou a ganhar peso e a cada semana seu quadro evoluía, segundo informações do Cetas. Hoje, embora já esteja bem melhor, Bolinha ainda segue o tratamento intensivo e não é possível dizer se o animal poderá voltar a andar.

No entanto, se conseguir, ainda assim o tatu-galinha deverá continuar em cativeiro porque foi retirado muito cedo da natureza, o que significa que ele não sabe como se alimentar, se esconder e a lidar com as adversidades.

Voluntários denunciam envenenamento de cães abandonados em Ibatiba (ES)

Foto: Divulgação/Arca

Voluntários da Associação de Respeito e Cuidado aos Animais (Arca) denunciam casos de envenenamento de cães em situação de rua na cidade de Ibatiba, no Espirito Santo. Os episódios de maus-tratos estão sendo investigados pela prefeitura.

Até o momento, seis cachorros foram resgatados com sinais evidentes de envenenamento. Dois não resistiram e faleceram. Segundo a psicóloga e voluntária da Arca, Luana Érika, a todo momento chegam novas denúncias, mas, infelizmente, o grupo não tem efetivo para apurá-las.

A protetora acredita que alguém deliberadamente está envenenando alimentos e oferecendo aos cães. “Acreditamos que estão colocando veneno em comida, porque os cachorros que foram encontrados estão vomitando pão”, denuncia Luana Érika.

Os cãezinhos com suspeita de envenenamento foram resgatados e encaminhados para atendimento veterinário emergencial. O grupo Arca está pensando uma maneira de sensibilizar e conscientizar os moradores sobre a situação dos animais desabrigados.

A Prefeitura de Ibatiba informou em nota que está investigando o caso e busca alternativas e implantação de políticas públicas para frear o abandono de animais nas ruas do município. Luana orienta que denúncias podem ser encaminhadas para a Arca.

A psicóloga pede também que caso alguma pessoa encontre um animal com sinais de envenenamento, como vômito e boca espumando, tente administra carvão ativado com a ajuda de uma seringa, o mineral corta o evento do veneno.

A Arca depende de doações para ajudar os animais resgatados, para colaborar com o trabalho do grupo, basta entrar em contato através da página da associação no Facebook clicando aqui.

Incêndio no Parque Estadual de Vila Velha atinge 100 hectares e afeta a vida selvagem

Foram necessárias 30 horas para combater as chamas (Foto: Defesa Civil do Paraná)

Esta semana um incêndio atingiu a reserva ambiental que integra o Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. O fogo começou na terça-feira, mas o Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Polícia Ambiental precisaram de 30 horas para combater as chamas.

Ainda não se sabe a causa do incêndio que começou às margens da BR-376 e afetou uma área de 100 hectares, que equivale a 140 campos de futebol, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). A situação só não se agravou mais porque um rio separa a reserva do parque, impedindo que o fogo chegasse aos arenitos.

Em um comunicado, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), responsável pela administração do parque, explicou que não há como ignorar que um incêndio de grandes proporções afeta a vida selvagem dos animais que vivem na área.

A reserva ambiental do parque é o lar de animais como lobo-guará, bugio-ruivo, tamanduá-bandeira, jaguatirica, quati, gato-do-mato, cachorro-do-mato, irara, furão, cateto, veado e tatu, além de aves como pica-pau, águia-cinzenta, papagaio-de-peito-roxo, galito, caminheiro-grande e noivinha-de-rabo-preto.

Fundado em 1953, o Parque Estadual de Vila Velha, que soma mais de três mil hectares, é conhecido por suas imensas formações de arenito que parecem esculturas. O parque, que conta com trilhas e oferece passeios com guia, foi elevado a Patrimônio Histórico e Artístico Estadual em 1966.

Fonte: Vegazeta 

Tartaruga e lobo-marinho são devolvidos ao mar após passarem por tratamento

Lobo-marinho, como o que foi devolvido à natureza vêm do Uruguai e da Argentina — Foto: Divul/Nema

Um lobo-marinho e uma tartaruga foram devolvidos ao mar da praia de Cassino, em Rio Grande, Litoral Sul do estado, na última quarta-feira (16). O Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental (Nema) observa a presença de animais na região.

A tartaruga-verde havia sido encontrada no dia 17 de dezembro. Estava fraca e com o casco cheio de epibiontes (organismos que ficam grudados no animal). Já o lobo-marinho foi localizado no dia 29 de dezembro.

Segundo o Nema, os lobos vêm de colônias reprodutivas do Uruguai e da Argentina, para descansar nas águas do litoral gaúcho. Já as tartarugas são nativas do Brasil, e migram pelas praias para se reproduzir.

Em janeiro, já foram encontrados um lobo-marinho, 22 leões marinhos e 20 botos na região, segundo o núcleo.

Fonte: G1