Ativistas protestam contra a temporada de caça de perdiz

Por Rafaela Damasceno

A última segunda-feira (12) marcou o início da temporada de caça de perdiz, que atrai muitos turistas, principalmente na Inglaterra e Escócia. A temporada dura 16 semanas.

Um homem segurando um perdiz morto. Ao seu lado está um cachorro

Foto: Press Association

Este ano, o Partido Trabalhista está pedindo uma revisão do “esporte” sangrento, influenciado pelas alegações de que ele é a causa de muitos danos ao meio ambiente.

Durante a caça às perdizes, os animais são direcionados até um campo aberto, onde são mortos quando tentam sobrevoar os caçadores. Antes da temporada, é necessário preparar o local, o que normalmente é feito queimando os campos de urze – planta que cresce em formato de arbusto, muito comum na Escócia.

Ambientalistas e ativistas em defesa dos direitos animais argumentam que os tiroteios, que conduzem os animais para a morte, são cruéis e deveriam ser banidos. Eles ainda dizem que predadores naturais, como raposas e arminhos, são mortos para manter o número de perdizes. Os ativistas ainda demonstraram preocupação com o desaparecimento de diversas aves de rapina nos últimos meses.

Os defensores da caça alegam que a queima proposital da urze diminui os riscos de incêndio acidental, além de criar um habitat ideal. A Sociedade Real de Proteção aos Pássaros (RSPB, na sigla em inglês) discorda. Para a RSPB, a prática é perigosa para o meio ambiente porque destrói o habitat e mata diversas aves de rapina.

“A obsessão de perseguir um número cada vez maior de perdizes é um desastre para as pessoas e para a natureza”, afirmou Martin Harper, diretor de conservação da RSPB. “As aves estão sendo mortas e os habitats queimados, liberando toneladas de gás carbônico no ar”, concluiu.


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Escócia propõe projeto de lei para banir completamente a caça à raposa

Alison Johnstone, co-líder do Partido Verde Escocês, anunciou planos de propor um projeto de lei de autoria um membro da sigla que visa fechar “brechas” na legislação existente, que não conseguiu erradicar completamente a caça às raposas e ainda permite que um número ilimitado de lebres nativas e marrons a serem mortas em certas épocas do ano.

Uma consulta pública sobre o projeto de lei esta sendo lançada, buscando feedback sobre as medidas destinadas a proteger as três espécies e impedir que sejam mortas por esporte.

A consulta será realizada até meados de setembro.

No documento de consulta, Johnstone afirma: “Os mamíferos selvagens não pertencem a ninguém enquanto estão vivendo livremente, mas a legislação do Reino Unido há muito tempo sustenta que o bem-estar animal é um bem público e que os animais devem ser protegidos pelo interesse público.

“O objetivo do projeto de lei proposto é, portanto, melhorar a proteção de alguns mamíferos silvestres na Escócia, especificamente ao acabar com o uso de cães na caça de mamíferos selvagens e melhorar a proteção de certos mamíferos selvagens”.

O governo escocês delineou as intenções de reforçar as leis depois de encomendar uma revisão da Lei de Proteção aos Mamíferos Selvagens (relativa apenas à Escócia) de 2002, de Lord Bonomy, mas até agora não tomou medidas.

Johnstone disse: “As raposas e as lebres são espécies emblemáticas que são amplamente celebradas na cultura popular e valorizadas tanto pelos escoceses que vivem no campo como pelos que vivem nas cidades.

“Eles merecem nossa compaixão e respeito, mas são rotineiramente mortos em todo o país em grande número”.

As regras existentes proíbem o uso de matilhas de cães para caçar e capturar raposas, mas permitem o uso de cães ao liberar uma raposa em campo aberto.

O novo projeto de lei foi bem recebido pelos defensores do bem-estar animal, que disseram que poderia representar uma “mudança no jogo”.

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Hotel no Reino Unido oferece hospedagem livre de produtos de origem animal

O Reino Unido tem mirado no mercado de hospedagem específica para pessoas veganas. Depois de Londres inaugurar a primeira suíte vegana do mundo em janeiro, no Hilton’s London Bankside, agora a Escócia ganha um hotel totalmente vegano e que oferece uma hospedagem 100% livre de produtos com origem animal.

Foto: Reprodução/Portal B9

O Saorsa 1875 fica em Highland Perthshire, e será inaugurado já no próximo dia 15 de junho. O estabelecimento tem aparência medieval, e só trabalha com alimentos, bebidas, peças e produtos de limpeza que sejam ecológicos, à base de plantas e sem nenhum envolvimento com animais no processo de fabricação/produção.

A acomodação também se descreve como “luxo ético”, vinculando as origens góticas vitorianas às comodidades modernas contra os “tons neutros do norte da Europa” para proporcionar aos hóspedes uma pausa da vida agitada da cidade.

Além das refeições que são todas com base na culinária vegana e comandadas pelo chef Luca Sordi, todos os vinhos, drinques e demais bebidas também são veganos. Tudo é plantando pelo próprio hotel ou comprado de produtores de produtores locais.

O hotel possui 11 quartos, todos com mobiliário e decoração de estilo antigo e boêmio. Os interessados ​​podem encontrar mais detalhes para a estadia aqui.

 

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Fonte: B9

Hotel vegano será inaugurado na Escócia em junho

Por David Arioch

“Nós queríamos criar um espaço onde todos, veganos ou não, pudessem se reunir para celebrar a incrível inovação e diversidade que estamos vendo em todo o movimento (Foto: Divulgação/The Sun)

Em junho, a Escócia inaugura o hotel vegano Saorsa 1875, que vai funcionar em uma casa da era vitoriana, construída em 1875 em Pitlochry, Perthshire. O local está passando por algumas adaptações para ser inaugurado como uma hospedagem vegana.

“Nós queríamos criar um espaço onde todos, veganos ou não, pudessem se reunir para celebrar a incrível inovação e diversidade que estamos vendo em todo o movimento. Isso não é sobre sacrifício ou abstinência, é um ambiente onde os hóspedes podem experimentar incríveis comidas, bebidas e um design que não surgiu às custas dos animais”, diz a CEO e cofundadora da empresa vegana Saorsa, Sandra McLaren-Stewart.

Ela acrescenta que tudo, incluindo produtos de higiene pessoal e limpeza, é vegano. Outro diferencial é que as refeições e bebidas oferecidas aos hóspedes serão baseadas prioritariamente em ingredientes locais. Além disso, a energia utilizada no local é da Ecotricity, certificada pela Vegan Society, segundo o tabloide The Sun.

O hotel que é pet friendly (o que significa que animais domésticos são permitidos) tem a sua própria horta. O Saorsa também pretende oferecer atividades ao ar livre e oficinas de culinária.

Stanford Inn, um destino para veganos nos EUA

Nos Estados Unidos, o Stanford Inn é considerado o primeiro resort vegano do país. Situado na costa de Mendocino, na Califórnia, com uma paisagem privilegiada em que um grande jardim se encontra com o mar, o resort oferece spa, piscina, academia, ioga, tai chi, aulas de culinária, aulas de jardinagem e canoagem.

No Stanford Inn, todos os alimentos oferecidos pelo restaurante são orgânicos e de cultivo local ou regional. Além disso, o resort também é pet friendly e oferece passeios guiados, acupuntura e atividades sobre ervas chinesas e prática ayurvédica. Há também uma loja para quem quiser comprar livros e artigos produzidos artesanalmente.

Outro diferencial é que todas as suítes, revestidas em pinho e pau-brasil de reflorestamento, têm lareira a poucos metros da cama. Basicamente, o Stanford Inn é indicado para quem busca tranquilidade e o contato com a natureza, segundo a direção do resort.

A vista da Baía de Mendocino e da histórica fazenda que abriga a pousada são alguns atrativos que tornam o resort um dos preferidos e mais belos destinos da Califórnia. No TripAdvisor, o Stanford Inn é qualificado como excelente, com nota média de 4,5.

Mercado vegano será inaugurado em agosto em Edimburgo, na Escócia

Em agosto vai ser inaugurado em Edimburgo, na Escócia, um mercado vegano que promete oferecer tudo que um vegano precisa e um pouquinho mais.

(Foto: Getty Images)

Além de produtos considerados de consumo básico, incluindo verduras, frutas e legumes, o mercado também vai comercializar carnes, queijos e leites vegetais, além de lanches e outros tipos de mantimentos.

De acordo com o empreendedor Alasdair Corbett, a intenção é facilitar a vida dos veganos. A loja será na Easter Road em Leith. A escolha do nome, que deve ser divulgado em breve, está sendo feita via Facebook, segundo o Edinburgh Live.

Cerca de 50% da população de cidade na Escócia corta o consumo de carne

Livekindy/Reprodução

Livekindy/Reprodução

Quase metade dos moradores da cidade de Inverness, nas Terras Altas (Highlands) da Escócia, está se esforçando para reduzir o consumo de carne vermelha, revela uma nova pesquisa. A pesquisa foi realizada pela consultoria Quality Meat Scotland.

De acordo com os resultados, um número crescente de moradores de Inverness está preocupado com o bem-estar animal; 32% disseram que o tratamento de animais era uma razão para reduzir a carne, e 13% citaram o impacto ambiental da pecuária como motivo para reduzir o consumo de carne vermelha.

A preocupação não é levar os mercados em direção a outras proteínas animais, como ovos ou peixes. Em vez disso, eles disseram que tentam buscar opções veganas de proteína; 65% dos entrevistados disseram que estão incorporando carne vegana em suas dietas ao substituir a carne vermelha.

Infelizmente os moradores de Inverness dizem que ainda não querem que a indústria da carne desapareça completamente. De acordo com a pesquisa, 91% dos entrevistados disseram que ainda comem carne vermelha e valorizam a indústria de carne da região, que é reconhecida por seu compromisso com a agricultura sustentável e práticas de bem-estar animal.

Movimento Vegano da Escócia

E, apesar dos laços de Inverness com a herança da pecuária, a mudança espelha o movimento global em direção a uma dieta mais flexível e aumento do consumo de alimentos veganos.

Na Escócia, especificamente em Edimburgo, tornou-se um centro de opções veganas. A capital foi recentemente nomeada uma das três principais cidades do mundo para comida vegana, ostentando mais de 160 restaurantes veganos.

Glasgow ficou em décimo no ranking geral. Os chefs também têm veganizado os alimentos mais populares da região, como esses bolinhos de batata escoceses. Existem até opções de haggis (prato regional) veganos.

No ano passado, Edimburgo adotou a campanha de refeições Meatless Monday (Segunda-feira sem Carne) para todas as escolas primárias, removendo completamente a carne dos cardápios do almoço de segunda-feira e acrescentando opções totalmente veganas para os alunos.

“Incentivar a alimentação saudável é extremamente importante, por isso é fantástico que nossos alunos primários estejam sendo apresentados aos benefícios de comer menos carne em uma idade jovem”, disse em uma entrevista o conselheiro para crianças, educação e famílias, conselheiro Ian Perry.

“Ao participar do Meat Free de segunda-feira, as escolas também estão aumentando a conscientização sobre o impacto ambiental da produção pecuária, bem como os padrões cruéis em que alguns animais são criados”.

Cão preso a 200 metros de altura é salvo por helicóptero

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Um cão ficou preso em um precipício na borda de uma montanha, a 200m de altura no meio de uma tempestade de neve, por mais de 48 horas, na Escócia.

O animal foi resgatado com a ajuda da tripulação de um helicóptero da guarda costeira que estava em treinamento, quando avistou o animal desaparecido equilibrando-se precariamente na cordilheira de Cairngorms hoje.

A equipe que trabalha na base de Inverness ficou satisfeita com a oportunidade de colocar suas habilidades à prova e ajudar o cão em perigo.

Inicialmente a câmera térmica do helicóptero exibia uma imagem com um único ponto branco na montanha.

Mas à medida que a lente foi se aproximando ficou claro que a fonte de calor era um cão encolhido na borda de um penhasco vertical.

A filmagem então corta para uma cena onde um membro da equipe é guinchado para baixo na direção da montanha coberta de neve, onde ele pega o cachorro nos braços, e é puxado de volta para cima, balançando violentamente em meio a tempestade.

De volta ao escritório da guarda costeira, o cão visivelmente feliz, mas todo sujo, se aquece enquanto sacode a lama acumulada durante os dois dias em que ele passou isolado.

O capitão Simon Hammock, o copiloto Roger Sherriff, o operador do guincho Rob Glendinning e o especialista em salvamento nas alturas Mark Stevens estavam passando por um treinamento de inverno com outra especialista, Kate Willoughby, que veio da base de helicópteros da guarda costeira de Humberside em Stag Rocks, Cairngorms.

“Para testar suas habilidades, os dois especialistas em guinchos foram deixados em uma unidade próxima para realizar treinamento médico essencial na neve”, disse uma porta-voz da Agência Marítima e da Guarda Costeira ao Daily Mail.

A tripulação restante do helicóptero voou para fazer uma simulação de reabastecimento e, enquanto circulavam 1000 pés acima do lago Avon em Cairngorms, algumas nuvens próximas deles se dissiparam e eles viram o cão escolhido tentando se equilibrar de forma precária na borda.

A equipe então anotou a posição, voltou a recolher os dois especialistas no treinamento médico em terra e retornou ao cão em perigo.

Com o afastamento das nuvens, o tempo tinha felizmente, dado a eles a oportunidade ideal para usar o resto do tempo de treinamento resgatando o cachorro.

O animal estava aterrorizado e com frio, por isso foi levado para a base da equipe em Glenmore Lodge, e de lá ao veterinário em Strathspey.

“Desde então, soubemos que o cachorro está bem e já retornou a companhia de seu tutor.”

Partido verde tenta acabar com a caça de lebres da montanha

Atualmente, proprietários de terras na Escócia operam uma política de restrição voluntária sobre o número de lebres mortas, mas Alison Johnstone disse que isso é inadequado.

Ela pediu a licença para matar os animais, exigida nesta temporada, que vai de 1º de março a 31 de julho, seja estendida durante todo o ano.

De acordo com o Daily Mail, uma média de quase 26.000 lebres são mortas por temporada. Só em 2014, 37.681 animais foram assassinados.

“Precisamos acabar com a matança desta espécie nativa”, disse Johnstone.

“A restrição voluntária exigida pela agência de natureza do governo mostrou-se inadequada”.

Ela acrescentou: “Eu sugeri anteriormente que os ministros usassem seus poderes para introduzir uma ordem de conservação da natureza para proibir os abates. A Escócia é uma nação de amantes dos animais e o público ficará indignado com o fato de o governo continuar a arrastar os pés para acabar com a crueldade contra os animais”.

“Hoje marca o início de um período durante o qual as lebres são protegidas para que possam se reproduzir em paz”.

“Os ministros têm o poder de prolongar este período todo o ano, e eu mais uma vez insto-os a fazê-lo.”

Ela alegou que não há “nenhuma evidência científica” que os animais possam proteger a perdiz contra um vírus disseminado por carrapatos.

No ano passado, o primeiro-ministro Nicola Sturgeon alertou que abates em massa poderiam colocar em risco o status de conservação da espécie e que a legislação para proteger as lebres está entre as opções consideradas. As informações são do Daily Mail.

“O governo escocês acredita que o abate em larga escala de lebres de montanha que poderiam ameaçar seu status de conservação não pode ser justificado”, disse um porta-voz do governo escocês.

“Encomendamos um grupo independente para analisar a gestão atual, presidida pelo professor Alan Werrity, e este grupo considerará se é necessária uma regulamentação adicional do controle da lebre de montanha”.

“Esperamos que o grupo relate suas descobertas nesta primavera e considere todas as recomendações ou ações propostas.”

Escócia poderá erradicar suas emissões de carbono em até 30 anos

De acordo com um novo relatório, a Escócia poderá reduzir inteiramente suas emissões de carbono até o ano de 2045. O relatório “Um Clima de Possibilidade: Aproveitar os recursos naturais da Escócia para acabar com a mudança climática”, foi encomendado pela WWF Scotland e conduzido pela Vivid Economics, e estabelece caminhos para a Escócia diminuir sua pegada de carbono.

Foto: Pixabay

A Escócia tem uma oportunidade particularmente única para atingir este objetivo mais rapidamente do que outros países. A Suécia já definiu uma meta para erradicar sua pegada de carbono até 2045 e a Nova Zelândia, até 2050, e a ambição política da Escócia de se igualar a seus pares é mais forte do que em muitos outros lugares. A Secretaria do Departamento do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do país comprometeu-se a criar leis para reduzir as emissões assim que receber a confirmação do Comitê de Mudanças Climáticas do Reino Unido.

O novo relatório da Vivid Economics publicado pela WWF Scotland, portanto, serve para fornecer informações sobre o que significa a “pegada nula” para a Escócia, e afirma que existem várias opções para o país alcançar essa meta até 2050. Para reduzir inteiramente as emissões de carbono, de acordo com o relatório, serão necessárias mudanças profundas em todos os setores da economia escocesa. Isso exigirá o aumento dos esforços existentes nos setores de construção, fábricas e agricultura. Mas também há setores em que ações adicionais são possíveis e, portanto, necessárias.

Os sumidouros de carbono têm um papel crucial a desempenhar no equilíbrio das emissões remanescentes e podem mesmo levar o país para além da pegada nula, reduzindo as emissões de carbono -202% até 2050, com apoio político suficiente e uma abordagem estratégica. Segundo o relatório, se a Escócia implantasse todas as medidas conhecidas de redução de emissões em sua economia, emitiria cerca de 13 MtCO2e, milhões de toneladas de gases de efeito estufa, por ano em 2050. A compensação por essas emissões necessárias poderá ser feita por meio de várias técnicas de redução de gases do efeito estufa, e não apenas alcançar a pegada nula, mas atingir -31 MtCO2e de redução de gases de efeito estufa.

“Sabemos que a mudança climática é uma das maiores ameaças que as pessoas e a natureza enfrentam”, disse Gina Hanrahan, diretora de política da WWF Scotland. “Para evitar as consequências mais perigosas no país e no exterior, precisamos cortar urgentemente nossas emissões e aumentar rapidamente nossos sumidouros de carbono por meio do plantio de árvores, restaurando turfeiras e melhorando a saúde de nossos solos.”

“Nos dez anos que seguiram após a última Lei de Mudanças Climáticas, já reduzimos as emissões quase pela metade e fizemos um progresso verdadeiramente incrível no corte do carbono do nosso setor de energia. Ainda há muito a ser feito para garantir que todos na Escócia estejam colaborando para a redução de emissões, para que possamos respirar ar puro.”

“Este relatório deixa claro que existe um caminho possível para a Escócia atingir a pegada nula na década de 2040”, continuou Hanrahan. “Estamos carregados de vantagens naturais para atingir essa meta. De nosso abundante recurso de energia renovável, à nossa grande área de terra adequada para sumidouros de carbono, à nossa história de inovação e força de trabalho qualificada, este novo relatório mostra que podemos erradicar nossa pegada de carbono antes de outras nações do Reino Unido e estar entre os líderes globais nessa questão.”

Parlamento escocês apoia a proibição de colares de choque em animais domésticos

O governo da Escócia está sendo pressionado a proibir totalmente os colares de choque elétrico para animais domésticos.

Foto: Divulgação

A secretária de Meio Ambiente, Roseanna Cunningham, anunciou no ano passado que tomaria medidas para efetivamente banir prontamente o uso destes dispositivos e que a orientação já foi emitida sobre seu uso.

No entanto, o governo posteriormente esclareceu que o uso dos dispositivos, que os ativistas argumentam serem dolorosos e cruéis para os animais, não é proibido. As informações são do Daily Mail.

O MSP Maurice Golden, conservador, disse: “Mais de 20.000 pessoas assinaram minha petição para proibir esses dispositivos prejudiciais que causam tanto danos aos cães.

“É por isso que é extremamente decepcionante que o governo tenha falhado completamente em cumprir sua promessa de proibir essas coleiras”.

“Esta é uma questão que não pode ser deixada de lado, o governo deve agir com urgência e delinear os planos que permitirão que coleiras de choque elétrico sejam proibidas de uma vez por todas”.

O Sr. Golden organizou um evento no Parlamento Escocês na semana passada para os MSPs prometerem seu apoio a uma proibição definitiva.

O governo do Reino Unido anunciou planos em agosto para proibir coleiras eletrônicas de choque para animais domésticos e os aparelhos já são proibidos no País de Gales.

Rachel Casey, do Dogs Trust, disse: “Estamos desapontados que, apesar de anteriormente se comprometerem a proibir efetivamente o uso de dispositivos de treinamento eletrônicos e aversivos, um ano depois, o governo escocês emitiu apenas orientação sobre seu uso.

“Isso significa que os animais de estimação da Escócia não estão protegidos dos impactos negativos do uso dessas coleiras cruéis.”

Ela disse que mudanças poderiam ser feitas no comportamento de um cão através de reforço positivo sem a necessidade dos colares.

Maurice Golden assina o compromisso no parlamento escocês (DogsTrust / PA)

Lindsay Fyffe-Jardine, do Edinburgh Dog and Cat Home, disse: “Acreditamos firmemente que a proibição total do uso de coleiras de choque é o único resultado que garantirá que os cães sejam poupados do medo e da miséria que essas coleiras trazem”.

Um porta-voz do governo escocês disse: “Orientação emitida pelo governo escocês deixa claro que o uso inadequado de ferramentas eletrônicas de treinamento podem ser – dependendo das circunstâncias do caso – uma ofensa segundo a Lei de Saúde e Bem-Estar Animal (Escócia) de 2006, se o usuário sabia ou deveria saber que a ação causaria sofrimento desnecessário.

“Esperamos que esta orientação seja de benefício real e prático para os proprietários de cães na Escócia e para aqueles envolvidos na aplicação da lei no território”.

“O iniciativa da orientação e a redação dela em si, foi desenvolvida emparceira com o Kennel Club e várias organizações de bem-estar animal.

“Ficamos satisfeitos ao analisarmos a eficácia dessas orientações após 12 meses e, então, consideramos que melhorias ainda podem ser feitas. Assim, a crítica da orientação nesse estágio parece ser prematura, na melhor das hipóteses”.