ONG pede ajuda para cadela que sofreu mutilações ao ser brutalmente agredida

A Associação Protetora dos Animais de Teutônia (Apante), com sede em Teutônia (RS), resgatou a cadela Nina, de cerca de 3 anos, precisa de ajuda para que a entidade consiga arcar com os gastos do tratamento veterinário dela. A cadela foi brutalmente agredida e teve uma das patas e parte do rabo mutilados.

Foto: Reprodução / Jornal A Hora

O animal foi espancado por criminosos durante um furto a uma residência no bairro Canabarro. As informações são do Jornal A Hora.

A ONG afirmou que Nina tem se recuperado bem, recebe carinho no lar temporário e demonstra ter vontade de viver. “Ela retirou os pontos da perna na segunda-feira, restando apenas os do rabo”, comenta a voluntária Aline Taís Wiebusch.

A cadela ainda está tomando remédios e o tratamento dela já ultrapassou os R$ 3 mil. Inicialmente, os gastos chegaram a R$ 2,8 mil. No entanto, os voluntários já desembolsaram mais R$ 865 para pagar uma transfusão sanguínea, medicamentos e curativos.

Os criminosos agrediram Nina de forma brutal quando entraram numa casa, no dia 28 de junho, para furtar um forno elétrico e um micro-ondas. Apenas no dia seguinte, quando os tutores da cadela voltaram para casa, a agressão foi descoberta, o que fez com que Nina tenha sofrido por horas até ser socorrida.


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Gata é brutalmente espancada e agressor é multado em Presidente Prudente (SP)

Uma gata foi brutalmente espancada por um homem de 38 anos em Presidente Prudente (SP). Morador da Vila Líder, o agressor confessou o crime à Polícia Militar Ambiental e foi multado, nesta sexta-feira (31), em R$ 3 mil.

Foto: Divulgação

O animal foi agredido após entrar na residência do homem. As agressões foram registradas em um vídeo, no qual o homem aparece chutando e pisando, com violência, na gata. O caso foi registrado em uma delegacia de Polícia Civil e chegou ao conhecimento da PM Ambiental após uma denúncia.

Em um estabelecimento comercial, os policiais confrontaram o acusado. Ele alegou que estava com problemas com gatos que entram em sua casa, rasgam lixo, sobem no forro do imóvel, defecam no quintal e comem alimentos. O agressor disse ainda que, depois que a gata apareceu na garagem da residência dele, ele ficou nervoso e a agrediu.

Após a conversa com o agressor, os policiais aplicaram um auto de infração ambiental, com multa de R$ 3 mil, conforme informações divulgadas pelo G1. No âmbito penal, o homem incorreu em crime ambiental.

A gata foi resgatada por uma vizinha, que a encaminhou para uma clínica veterinária. Ela foi diagnosticada com hemorragia, mas está se recuperando bem, apesar de estar psicologicamente fragilizada. O animal já tem adoção garantida após a alta médica.

Crime previsto em lei

O advogado Lucas França Bressanin, presidente da Comissão de Defesa e Proteção Animal da 29ª Subseção da OAB de Presidente Prudente, lembrou que os animais são protegidos pela Constituição Federal e pelo artigo 32 da lei 9605/98, que estabelece  pena de detenção de três meses a um ano e multa para casos de maus-tratos, “sendo que, se o animal vier a óbito a pena é aumentada de um sexto a um terço”.

Bressanin orienta a população a juntar provas e efetuar uma denúncia após tomar conhecimento de crimes cometidos contra animais. “Quando alguém se deparar com um crime de maus-tratos é importante que junte provas acerca dos fatos, como fotos, filmagens, testemunhas, laudo técnico veterinário, etc., acionando imediatamente a polícia militar ou ambiental no local dos fatos e registrando a ocorrência na polícia civil”, disse. “Cabe destacar neste caso que a polícia militar tem a autonomia para aplicar multa aos autores de crimes de maus-tratos, isso independente de condenação judicial, desta maneira, exija essa conduta ao condutor da ocorrência”, completou.

No momento da denúncia, o advogado orienta ainda a dar preferência, sempre que possível, à polícia ambiental, que, segundo ele, “está absolutamente mais capacitada para lidar com esses casos se comparado aos militares comuns”.

“Posterior o registro da ocorrência a polícia civil irá apurar os fatos, determinar diligências investigativas se necessário, ouvir todas as partes e especificar a autoria, sendo que, havendo identificação da autoria e conclusão das investigações, o procedimento será encaminhado para o Ministério Público, que poderá ou não denunciar o autor pelo crime, por isso é de suma importância nos atentarmos às provas”, reforçou.

Bressanin lamentou, porém, que a maior parte dos casos de maus-tratos não seja punida de forma exemplar. “Infelizmente, por ser uma lei branda, apenas em casos excepcionais e que somam-se inúmeros crimes haverá a privação da liberdade do criminoso. Na verdade, na grande maioria dos casos são aplicadas penas alternativas, como multa, prestação de serviços à comunidade e outras”, afirmou.

Diante disso, o advogado sugeriu que as penas comumente aplicadas, de pagamento de cestas básicas para entidades determinadas pelo juízo, sejam substituídas por “prestação de serviço à comunidade e entrega de valores destinados a entidades de defesa/proteção animal”.

Repúdio

Após tomar conhecimento do caso, a Prefeitura de Presidente Prudente divulgou nota de repúdio. A administração municipal afirmou que técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente estiveram na Vila Líder na sexta-eira (31), com a Polícia Militar Ambiental, para acompanhar o fato. De acordo com a prefeitura, a gata “passa bem e, ao que tudo indica, irá se recuperar da agressão sofrida”.

“O Governo de Presidente Prudente e a Secretaria de Meio Ambiente irão acompanhar as investigações e trabalhar para que sejam tomadas as medidas legais de punição conforme determina a lei. Vale lembrar que atentar contra a vida de animais, de forma brutal e cruel, é inadmissível”, disse.

“Cabe aqui reafirmar o compromisso do Governo de Presidente Prudente de fortalecer campanhas de conscientização sobre maus-tratos e de proteção aos animais. As denúncias de maus-tratos aos animais podem e devem ser feitas pelo número 156”, recomendou.


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Cadela comunitária morre após ser agredida a pauladas em Manaus (AM)

Uma cadela comunitária morreu na terça-feira (23) após ter sido espancada no bairro Cidade de Deus, na Zona Norte do município de Manaus, no Amazonas. Pretinha, como era conhecida, foi brutalmente agredida a pauladas por um morador do bairro. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

O caso foi denunciado pelo Grupo de Protetores dos Animais e pela Comissão da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Amazonas (OAB-AM) e é investigado pela Polícia Civil. As informações são do portal G1.

Foto: Pixabay / Ilustrativa

A OAB-AM informou que o Grupo Protetores dos Animais de Manaus recebeu no último sábado (20), por meio das redes sociais, uma denúncia de que um animal havia sido espancado e estava gravemente ferido. Membros do grupo foram até o local e encontrou a cadela, que estava bastante debilitada. A maior parte dos golpes de madeira foi dada na região da cabeça do animal.

“Um amigo nosso que é membro do grupo foi até lá e encontrou a cadela. Ela estava muito mal e havia sido muito agredida. No momento, ele nos informou sobre a situação e pedimos para que ele a levasse para uma clínica”, disse Marinete Moura, fundadora do Grupo de Protetores dos Animais.

Levada para uma clínica veterinária, Pretinha apresentava muita dor decorrente de um trauma na cabeça e tinha uma fratura no membro posterior direito.

Apesar de ter recebido todos os cuidados necessários, pouco mais de 50 horas após a internação, a cadela morreu. Um exame de necrópsia indicou que Pretinha sofreu traumatismo craniano grave com perda de conteúdo cefálico, fratura do fêmur direito e edema pulmonar.

“Ela tinha apenas 7kgs e foi agredida com uma ‘perna manca’. Não conseguimos imaginar como uma pessoa pode fazer uma coisa dessas. Buscamos primeiro a saúde dela mas, infelizmente, ela morreu e buscamos tomar as providências para que outros animais não sofram esta maldade. Vamos fazer justiça pela Pretinha”, finalizou Moura.

Depois que a cadela morreu, o Grupo Protetores dos Animais de Manaus e a Comissão da OAB-AM registraram o caso na Delegacia Especializa em Crimes contra Animais e o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema).

“Eu vi o caso nas redes sociais e nos solidarizamos em ajudar o Grupo, com a Comissão Especializada em Proteção aos Animais (CEPA), da OAB. Decidimos levar o caso adiante e registramos o Boletim de Ocorrência na Dema, para que a investigação seja feita”, disse o advogado Carlos de Campos Neto.

Segundo a delegada titular da Dema, Carla Biaggi, o caso passou a ser investigado na terça-feira (23). “Vamos juntar todas as provas que trouxeram e ouvir as testemunhas para identificarmos o suspeito. Depois disso, vamos reunir todos os elementos e encaminhar para a vara do meio ambiente. Lá, o caso deve ser processado e julgado”, explicou.

A delegada informou que o agressor pode ser condenado a detenção de três meses a um ano e pagamento de multa. Devido à morte da cadela, a pena pode sofrer aumento. No entanto, por se tratar de um crime de menor potencial ofensivo, a condenação não costuma levar o criminoso à prisão, com substituição da pena, por exemplo, por prestação de serviços à comunidade.

De acordo com Biaggi, 171 casos de maus-tratos a animais foram efetuados na delegacia em 2018. Neste ano, em menos de quatro meses, já foram 119 casos, segundo dados registrados até a terça-feira (23).

“Podem nos procurar aqui na delegacia, para investigarmos. Preservamos as pessoas que não desejam aparecer. Isto é preciso para que tenhamos todas as informações necessárias para investigar estes crimes”, finalizou a delegada.