Touradas voltam a ser realizadas em Maiorca, na Espanha

Por Rafaela Damasceno

As touradas voltarão a ser realizadas em Maiorca, na Espanha, após uma proibição da crueldade ter sido revogada pelo principal tribunal espanhol. Uma lei havia proibido a morte dos touros durante as lutas, mas o tribunal argumentou que essa era uma parte essencial das touradas, consideradas um esporte.

Um toureiro agradecendo a plateia

Foto: AFP

A próxima tourada será a primeira em Maiorca em dois anos, o que revoltou ativistas em defesa dos direitos animais. As lutas são horríveis, bárbaras e sangrentas, e os ativistas planejam protestar contra o evento.

“Estamos convencidos de que o fim das touradas está próximo e esse é o último suspiro de um espetáculo morto”, declarou Francisco Vasquez Neria, do grupo Anima Naturalis, à BBC.

Consideradas um esporte e entretenimento para algumas pessoas, as touradas são extremamente cruéis com os touros, que são assassinados de maneira brutal. Centenas são realizadas todos os anos na Espanha, mas o número está diminuindo. As Ilhas Canárias e a Catalunha tomaram medidas para banir a tradição.

Portugal, o sul da França e alguns países da América do Sul também são amantes das touradas.


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ONG’s francesas protestam contra tradição espanhola de colocar fogo no chifre de touros

Por Rafaela Damasceno

Várias ONG’s francesas em defesa dos direitos animais ficaram chocadas com um vídeo de um touro com o chifre em chamas. Desesperado e confuso, o animal quebrou uma cerca e caiu em um rio na Espanha, durante uma celebração de touradas.

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Segundo o prefeito da cidade de Sagunto, onde aconteceu o “toro embolado” (como é chamado a celebração), as autoridades levaram cerca de 9 horas para resgatar o touro, devido ao alto risco de machucá-lo. O prefeito, Darío Moreno, foi muito criticado por dizer que, no fim, a situação teve um bom resultado.

ONG’s francesas iniciaram uma campanha nas redes sociais, compartilhando o vídeo e pedindo pelo fim da prática com a #StopCorrida. Muitos usuários do twitter não deixaram de notar que algumas tradições das touradas também são praticadas no sudoeste da França.

Um touro com o chifre em chamas parado enquanto um homem agita os braços, provocando-o

Foto: Euronews

A Euronews tentou contatar o gabinete do prefeito de Sagunto para perguntar sobre o possível banimento das touradas, mas não obteve respostas.

No Brasil existem práticas parecidas de extrema crueldade contra os animais. A vaquejada, por exemplo, é uma prática cultural do Nordeste, onde dois homens montados a cavalo têm como objetivo derrubar um boi puxando-o pelo rabo. Há também os rodeios, onde um homem tem que permanecer por até 8 segundos em cima de um touro.

Ambas as atividades são extremamente abusivas e cruéis. Não é considerado o estresse a que os animais são submetidos, ou a humilhação e a dor. Disfarçados de tradição, cultura e esporte, os maus-tratos aos animais acontecem em todos os países e precisam acabar de uma vez por todas.


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Crianças aprendizes de toureiro matam 24 bezerros em quatro dias

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Uma escola de touradas que treina jovens para matar bezerros para entretenimento provocou uma onda enorme de indignação ao fazer adolescentes matarem 24 dos animais indefesos em apenas quatro dias.

O comediante Ricky Gervais se juntou ao coro de indignação e revolta depois que quatro bezerros foram massacrados por jovens como parte de seu “treinamento” de matador no mês passado, por uma entidade que alegava ser a “academia” das escolas de touradas.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Mas agora uma escola em Colmenar Viejo dobrou os números da prática cruel chegando a 24 bezerros indefesos mortos por seus estudantes em apenas quatro dias.

Imagens capturadas por ativistas de Animal Guardians e La Tortura No Es Cultura mostram que os toureiros são claramente adolescentes.

A praça de touros está quase vazia, mas as crianças estão entre os que assistem, com um menino filamando o massacre em seu tablet.

Algumas das crianças mais novas são depois apresentadas mostrando orgulhosamente orelhas arrancadas dos animais moribundos como um troféu de morte.

Marta Esteban, da Animal Guardians, disse que as idades exatas dos pretensos matadores não podiam ser determinadas, mas alguns jovens começam a treinar com apenas 14 anos.

Ela disse: “Eles geralmente começam a matar animais a partir dos 14 anos de idade e geralmente ficam em escolas de touradas até os 18 anos, embora alguns permaneçam até os 21 anos”.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

“Este evento viola o direito das crianças e adolescentes de viver em um ambiente livre de violência e é imperativo que algo seja feito a respeito”.

As lutas com bezerros, conhecidas em espanhol como “becerradas”, são consideradas “aulas práticas” pelas escolas de touradas.

Os bezerros costumam ser usados quando matadores inexperientes ou convidados destreinados entram na arena, porque são menos perigosos para os seres humanos.

No entanto, os bezerros sentem mais agudamente a agonia das espadas e das bandarilhas – os que os enfrentam são menos experientes e os golpes são menos prováveis de serem fatais, prolongando a tortura.

Agora, os ativistas estão lançando uma petição internacional para garantir que as lutas contra bezerros sejam proibidas no país.

Foto: Pen News

Foto: Pen News

Carmen Ibarlucea, presidente da La Tortura No Es Cultura, disse: “É inconcebível que esses atos de extrema violência contra os seres sencientes possam ser considerados uma forma de entretenimento”.

“Eles são uma atrocidade e devem ser banidos. Pedimos às pessoas que assinem a nossa petição e escrevam ao conselho da cidade de Colmenar Viejo pedindo o fim destes espetáculos”.

Milhares de touros mortos por ano

Considerada uma tradição na Espanha, em Portugal, no sul da França e em diversos países da América Latina, as touradas resultam na morte de 250 mil por ano, de acordo com informações da Humane Society International.

Segundo David Arioch, na tauromaquia, entretenimento para a plateia, “arte” para o toureiro e terror para o animal, a vítima recebe inúmeros golpes de arpão antes de amargar uma morte lenta e dolorosa diante de uma plateia que inclui crianças. Naturalmente, aqueles que são mais compassivos e que racionalizam as consequências para o touro, podem se perguntar: “O que ensinamos quando endossamos ou aplaudimos a morte de um animal colocado em uma arena contra a sua própria vontade?”

Em nenhuma tourada o animal demonstra qualquer tipo de satisfação ou prazer em estar diante de uma plateia, por vezes barulhenta, e de uma pessoa que, usando um traje que mascara a brutalidade da realidade, qualifica como arte o ato de provocar um animal para que ele reaja, e assim possa dizer que o “venceu” ou o matou porque foi “melhor que o seu adversário”, complementa Arioch.

“Não creio que o animal tenha o ardil de observar o ser humano como adversário ou rival. Essa racionalização é essencialmente humana. Ao animal, o interesse é apenas de se livrar da situação. É por isso que contra-ataca. A ele, a disputa é inexistente. Se demonstra fúria, acredito que não seja na realidade pelo homem por ser homem, mas pelo que o homem provoca e representa movido pela embófia, presunção”, diz o ativista vegano.

“Na tourada é muito comum o touro não reagir quando não há investidas do toureiro, e isto porque o touro não está na arena por opção, mas somente imposição. Os humanos, seja na arena ou na plateia, que são seus algozes, seja por um viés dissimulado ou não”, complementa ele.

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Burro explorado desmaia de exaustão na rua e é salvo por ativistas

Foto: El Refugio del Burrito

Foto: El Refugio del Burrito

Um burro explorado por um carroceiro desmaiou de exaustão nas ruas de Segorbe na Espanha. As pessoas que presenciaram a situação chamaram as autoridades e tiraram fotos da situação precária do animal.

Quando a polícia investigou a situação, descobriu que o explorador também tinha um cachorro. O cão também negligenciado foi imediatamente resgatado do tutor abusivo e levado para uma organização de resgate, mas infelizmente o burro não teve a mesma sorte.

Mas uma das pessoas que acompanhou o caso, sabia que o burro também merecia ser resgatado e ligou para o santuário e equipe de resgate El Refugio del Burrito (RDB).

Foto: El Refugio del Burrito

Foto: El Refugio del Burrito

“É frustrante que, embora ambos os animais estejam protegidos sob a mesma lei, e seja muito claro a ação necessária quando a vida de um animal está em risco, percebemos que as autoridades ainda hesitam nesses casos”, disse Veronica Sanchez, gerente nacional da RDB, em um comunicado. “Isto é negligência e omissão do dever.”

O caso havia sido relatado ao departamento local de bem-estar animal, mas acabou retido na burocracia. Ninguém percebeu que uma vida estava em jogo.

Foto: El Refugio del Burrito

Foto: El Refugio del Burrito

Então, apenas alguns dias depois do colapso do jumento, o RBD enviou um pedido urgente ao tribunal local e à polícia local. Mas ainda nada aconteceu.

Então os ativistas pelos direitos animais da RBD tentaram outra coisa: eles começaram uma campanha no Change.org (site de petições on-line). Em menos de 13 horas, mais de 12 mil pessoas assinaram a petição.

Essa campanha ajudou a pressionar o tribunal local a tomar medidas e, na manhã de 14 de março, equipes de resgate chegaram para o jumento. O explorador e ex-tutor se recusou a entregar o animal, apesar do burrinho estar obviamente sofrendo. Um exame veterinário posterior confirmaria que o burro precisava de tratamento para desnutrição severa, infecção do casco, múltiplas lesões de pele causadas pelo uso de cinturões inadequados, parasitas internos e externos e outras infecções.

Foto: El Refugio del Burrito

Foto: El Refugio del Burrito

Desta vez, a lei estava do lado do burro, e as autoridades retiraram o animal para salvá-lo.

Os salvadores chamaram o burro de Vida.

O burro foi imediatamente hidratado por via intravenosa. Ele teve seus cascos aparados e tratados. E Vida já está comendo bem, e já engordou um pouco.

Foto: El Refugio del Burrito

Foto: El Refugio del Burrito

“Vida está provisoriamente em um lar temporáro em Castellon, já que ele ainda não está apto para viajar”, disse Rosa Chaparro, gerente de comunicações e arrecadação de fundos para a RBD, ao The Dodo. “Assim que ele puder viajar, ele virá ao nosso santuário em Fuente de Piedra, Málaga.”

Foto: El Refugio del Burrito

Foto: El Refugio del Burrito

Em sua nova casa, ele se encontrará com mais de 300 jumentos abandonados e maltratados que encontraram novas vidas no santuário.

A vida está finalmente melhorando para Vida.

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Touros são perseguidos e torturados pelas ruas de cidade espanhola

Foto: Getty/EPA

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Uma pessoa foi perfurada pelo chifre de um touro e duas tiveram ferimentos na cabeça no primeiro dia do cruel festival de corrida de touros de Pamplona, na Espanha.

A primeira corrida de touros ocorreu domingo (7), após a explosão de um rojão, conhecido como “Chupinazo”, que abre o festival tradicionalmente.

Um homem foi colocado em uma maca e levado de ambulância logo em seguida à soltura e corrida dos touros pelas ruas estreitas do centro da cidade medieval até a praça de touros, o que durou dois minutos e 41 segundos, segundo informações do jornal Metro.

Foto: Getty/EPA

Foto: Getty/EPA

Cerca de um milhão de pessoas lotaram as ruas da cidade para as festividades bárbaras e cruéis, que duram nove dias.

Quando Jesus Garisoain, que é membro da banda de jazz da cidade, soltou o rojão de abertura das festividades, da varanda da prefeitura, ele se dirigiu a uma vasta multidão, declarando “Longa vida a San Fermin” – o santo homenageado pelo festival.

Os foliões imediatamente começaram a borrifar vinho uns nos outros, manchando as tradicionais roupas brancas usadas com um lenço vermelho, símbolo do festival.

Foto: Getty/EPA

Foto: Getty/EPA

Durante a primeira rodada de corridas, os seis touros, acompanhados de touros mais jovens, correram em bando durante a maior parte do percurso de 850 metros até a praça de touros da cidade.

Um dos animais, acuado e provocado pela multidão, tropeçou perto do final do caminho, causando pânico e pelo menos um ferimento por chifre quando assediado por alguns “corredores”.

A festa de San Fermin, dura nove dias, os touros são obrigados a correr pelas ruas da cidade todas as manhãs e mortos nas touradas à tarde, o festival sangrento atrai cerca de um milhão de visitantes anualmente.

Foto: Getty/EPA

Foto: Getty/EPA

O autor americano Ernest Hemingway imortalizou a festa em seu romance The Sun Also Rises.

Nos últimos anos, grupos de direitos animais tem protestado em defesa dos touros abusados e explorados.

Na véspera do festival, dezenas de ativistas semi-nus fizeram uma performance simulando touros mortos nas ruas de Pamplona para chamar a atenção para a crueldade animal realizada com o fútil objetivo do entretenimento humano.

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Touro se defende e chifra toureiro no ânus durante tourada

Um touro explorado para entretenimento nas cruéis touradas deixou um toureiro gravemente ferido, no domingo (26), após chifrá-lo no ânus. O caso aconteceu na arena Las Ventas, em Madri, na Espanha.

Foto: Reprodução / YouTube

Mesmo após ser ferido pelo touro, que apenas reagiu aos maus-tratos que sofreu como forma de se defender, o toureiro continuou participando da tourada e saiu caminhando até a enfermaria ao final.

Juan, de 26 anos, teve um ferimento de aproximadamente 25 cm no reto, com possível fratura de cóccix e do sacro, de acordo com informações do jornal Daily Mail.

“Foi uma sorte que o chifre atingiu o sacro e, em seguida, deslizou para cima, em vez de chegar ao estômago”, afirmou o médico Máximo García Leirado.

De acordo com os profissionais que prestaram socorro a Juan, o toureiro deve se recuperar totalmente, mas precisará passar um período descansando para impedir que infecções ocorram.

Confira o vídeo (imagens fortes):

Toureiro limpa as lágrimas de touro ferido antes de matá-lo

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Espetáculos de tortura e crueldade, as touradas espanholas são palco de sofrimento e assassinatos frios, onde os pobres touros indefesos são feridos e humilhados para que uma plateia ávida por sangue possa saciar seu gosto doente por diversão sádica.

Um matador espanhol limpou o sangue do rosto de um touro antes de matar o animal já gravemente ferido em um gesto descrito como “malicioso e perverso” por grupos de defesa dos direitos animais.

Alerta: imagens fortes.

Morante de la Puebla participava de um festival de touradas na praça Real Maestranza, na cidade de Sevilha, na região de Andaluzia, no sul da Espanha, quando ocorreu o incidente.

O homem, que tem 39 anos, é visto tirando um lenço do bolso com a mão encharcada de sangue para limpar o touro moribundo.

O animal é visto com quatro banderillas (espetos com fitas) espetadas saindo de suas costas antes da morte final acontecer.

Imagens do momento pungente foram compartilhadas no Twitter e visualizadas cerca de 2,3 milhões de vezes.

Os fãs de touradas – surpreendentemente eles existem – consideraram o gesto como um sinal de respeito pelo animal – mas pessoas que comentaram nas mídias sociais e grupos de defesa dos direitos animais criticaram severamente o incidente.

Foto: Daily Mail/Reprodução

Foto: Daily Mail/Reprodução

Silvia Barquero Nogales, líder do partido Partido Animalista que atua contra os maus-tratos de animais (PACMA) da Espanha, disse: ‘Somente uma mente maliciosa e perversa poderia torturar um animal até que o sangue escorra e então enxugar o rosto da vítima com um lenço.

“O matador está apenas disfarçando sua falta de empatia e crueldade com o animal. Abaixo as touradas agora!”

Enquanto isso, outros comentaram on-line chamando o matador de “sádico”, “psicopata” e “hipócrita”, quando ele matou o touro momentos depois.

No entanto, os defensores de touradas disseram que de la Puebla (o toureiro) estava mostrando respeito ao animal como outros matadores famosos fizeram no passado, como Jose Gomez Ortega.

Os animais têm a capacidade de produzir lágrimas para lubrificar os olhos, embora se acredite amplamente que apenas humanos produzem lágrimas emocionais.

Crueldade nas touradas

Em um argumento de defesa que mal se sustenta, os tradicionalistas dizem que as touradas são parte integrante da cultura e do patrimônio da Espanha – enquanto a opinião contrária, da maioria da população é que o espetáculo é cruel, degradante para os animais e deveria ser proibido.

É parte do procedimento brutal das touradas que o matador primeiro provoque o touro com sua capa e depois com espadas afiadas, que são fincadas e permanecem presas no animal para irritá-lo e causar-lhe dor.

Finalmente, o matador assassina o animal com uma espadada no pescoço para honrar sua bravura.

Algumas partes da Espanha baniram este ato final rotesco, mas não em Sevilha.

Os seguidores da rede social disseram que se sentiram “doentes” ao assistir ao incidente Morante de la Puebla, enquanto outros foram levados às lágrimas.

Urso pardo é encontrado após ser considerado extinto em Portugal

O Serviço Territorial de Meio Ambiente de Zamora anunciou, na quarta-feira (8), que o urso pardo, considerado extinto em Portugal, foi encontrado na Espanha.

Foto: Dreamstime

A descoberta veio após estragos serem registrados em várias colmeias na cidade de La Tejera. As autoridades chegaram a conclusão que um animal da espécie era o responsável.

“Dá-se a circunstância de ser a primeira vez, nos últimos dois séculos, em que a presença desta espécie no país vizinho é confirmada de maneira confiável”, revelam as autoridades espanholas. As informações são do portal Sol.

A Espanha decidiu, então, avisar Portugal sobre a presença do urso, devido à possibilidade do animal passar para o território português, algo que, de fato, acabou acontecendo.

O livro “Urso Pardo em Portugal – Crônica de uma Extinção” conta que o último animal da espécie a pisar no território português, segundo os registros, morreu em 1843. Já na Espanha, medidas foram adotadas após o urso pardo ficar ameaçado de extinção. Com isso, a situação foi revertida, os números de animais estabilizaram e a espécie não foi extinta.

Zoo de Barcelona não vai mais reproduzir animais que não estejam ameaçados de extinção

O Zoológico de Barcelona, na Espanha, irá se adequar a regras aprovadas na última sexta-feira (3) pela Câmara Municipal da capital catalã que visam transformar o estabelecimento no primeiro parque zoológico animalista da Europa. Com as novas normas, o zoo, inaugurado em 1892, não irá mais promover a reprodução de espécies que não estiverem ameaçadas de extinção e irá transferir para santuários os animais que se encontrarem em boas condições.

Atualmente, o zoológico mantém aproximadamente 2 mil animais de 300 espécies diferentes. As informações são do El País.

Um rinoceronte no zoológico de Barcelona. (FOTO: CARLES RIBAS)

Coordenador de uma iniciativa legislativa popular pela abolição das touradas na Catalunha, o ativista Leonardo Anselmi criou um projeto denominado Zoológicos pela Mudança. O objetivo é modificar o estatuto das instituições e atingir os critérios de reprodução de espécies. Até o momento, poucos locais adotaram o modelo, entre os que se tornaram adeptos estão o Ecoparque de Mendonza e de Buenos Aires, ambos na Argentina.

Com a aprovação do projeto na Espanha, as elefantes Susi, Yoyo e Bully serão levadas a um santuário que, segundo Alejandra Garcia, do Libera, já está definido. Elas viverão no Sul da França.

Os animais que não estiverem em condições de transferência para santuários, permanecerão no zoológico. A direção do estabelecimento terá três anos para conceber um projeto para cada espécie. A recuperação da fauna em diversas zonas é um dos objetivos desta nova fase do zoológico, que deverá elaborar um documento que terá que “especificar, entre outros aspectos, como a reprodução desses animais contribuirá com benefícios quantificáveis para a conservação e viabilidade da espécie e do habitat natural objeto de conservação em curto, médio e longo prazo, bem como as fases nas quais se realizará a reintrodução ou reforço de populações na natureza. Todos os projetos de espécie deverão conter a reintrodução ou o reforço populacional em alguma de suas fases”. Segundo as novas regras, se o documento não assegurar que as espécies serão liberadas em um determinado prazo, a reprodução não será autorizada.

Sobre a dificuldade de reintroduzir determinadas espécies na natureza, García afirmou: “se animais como os símios não podem viver na natureza, deixaremos de reproduzi-los mesmo que se encontrem em perigo de extinção. Não podemos permitir que haja indivíduos que estejam predestinados a viver mal em jaulas”.

As novas regras também proíbem que animais saudáveis sejam mortos por terem problemas de consanguinidade e acaba com o associacionismo que garantia a sobrevivência dos zoológicos nos moldes atuais. A Prefeitura de Barcelona se desliga das redes internacionais de zoológicos que faziam o intercâmbio de animais para defender a conservação das espécies e evitar consanguinidades.

Espectador morre ao participar de festival de touros na Espanha

As imagens flagram o momento em que um homem de 74 anos foi ferido mortalmente em um festival de touros na Espanha.

Explorados, intimidados e amedrontados os touros são provocados, ofendidos e muitas vezes machucados por uma platéia que se diverte covardemente às custas de seu sofrimento. Com bolas amarradas aos seus chifres (para evitar que os espectadores se machuquem) os animais correm pelas ruas em desespero.

Os que assistem a esse espetáculo de crueldade e se divertem com a dor de outro ser em agonia estão se expondo à riscos óbvios, visto que os touros são animais livres e selvagens, que podem acabar em tragédia.

O aposentado que foi ferido e morto estava participando do cruel e “tradicional” evento Toro Embolao em Vejer, em Cádiz (Espanha), quando o animal que corria em uma carreira desabalado pelas ruas, apavorado e ferido, com cerca de 400 kg de peso, o atacou.

O homem, apontado como como morador local, Juan José Varo, tentou fugir do animal escalando uma parede próxima, mas acabou caindo bem no caminho do touro.

Apesar das tentativas desesperadas de atrair o animal para outra direção, o touro atormentado voltou e atacou o aposentado duas vezes mais o que causou feridas fatais.

Foram mais alguns minutos até que o socorro médico pudesse chegar ao homem ferido enquanto demais espectadores tentavam afastar o touro desorientado da cena.

Os espectadores conseguiram puxar o homem ferido para trás de uma barreira e tirá-lo do caminho do touro, mas ele teve um pulmão perfurado e várias costelas e vértebras quebradas.

O homem foi levado para o hospital e internado na unidade de terapia intensiva, mas não se recuperou de seus múltiplos ferimentos.

Um porta-voz do conselho local disse que foi um acidente infeliz, já que o homem “assistia normalmente ao touro correr por trás das barreiras”.

Os touros explorados no festival têm “almofadas arredondadas” presas à ponta de seus chifres em uma tentativa de proteger os espectadores caso eles sejam atacados.

Foto: Vejerdelafrontera.com

Foto: Vejerdelafrontera.com

No entanto, o evento ainda está repleto de perigos tanto para touros como para humanos devido ao enorme tamanho e peso dos animais, sem falar que são selvagens e são provocados e cutucados pelos espectadores do hediondo espetáculo vendido como atração turística.

Paramédicos no local também tiveram que tratar uma mulher que desmaiou na cena do incidente e outro homem que foi ferido pelo mesmo touro. Ele levou sete pontos.

O festival é celebrado na cidade que fica no topo de uma colina desde 1976 e envolve a passagem e corrida de dois touros pelas ruas da cidade.

Foto: Vejerdelafrontera.com

Foto: Vejerdelafrontera.com

Infelizmente ele é assistido por milhares de pessoas e é considerado uma grande atração turística para Vejer, que alimenta a indústria da exploração animal.

Os festivais de corrida de touros são uma triste e vergonhosa parte da cultura popular espanhola, mas ativistas pelos direitos animais não se cansam de alertar que estes eventos são cruéis e lutam incansavelmente pela sua proibição.