Nova área de proteção ambiental aumenta preservação costeira na Paraíba

Uma nova Área de Proteção Ambiental (APA) aumentou para 10,7% a área de preservação costeira na Paraíba. Apenas 0,5% do local era protegido antes da criação da APA, que recebeu o nome de Naufrágio Queimado.

Foto: Braulio Santos

Maior área de proteção do estado, a APA se estende pelo litoral de João Pessoa e de Cabedelo, abrangendo uma área de cerca de 420 km², que protege desovas de tartarugas, recifes, peixes, crustáceos e outros animais, incluindo espécies ameaçadas de extinção, como tubarão-lixa, toninha e peixe-boi-marinho.

No local, há três embarcações naufragadas, conhecidas como Alice, Alvarenga e Queimado. Os navios são atualmente habitados por corais e outras espécies marinhas. As informações são da Agência Brasil.

“O projeto começou com bases científicas, monitoramento das espécies e do ambiente para identificar o diagnóstico de preservação e propor medidas que favoreçam a conservação da natureza”, disse Robson Capretz, coordenador de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

O projeto de criação da APA é de responsabilidade de professores e alunos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com financiamento da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.


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Livro Vermelho da Fauna traz dados de 1173 espécies brasileiras ameaçadas de extinção

Por David Arioch

Obra contou com a participação de 1270 cientistas que avaliaram 12.254 espécies da fauna brasileira (Imagens: ICMBio)

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) publicou recentemente o Livro Vermelho da Fauna, que traz dados de 1173 espécies brasileiras ameaçadas de extinção.

A obra nacional dividida em sete volumes é considerada o maior esforço já feito sobre o tema no mundo, e contou com a participação de 1270 cientistas que avaliaram 12.254 espécies, incluindo peixes e invertebrados aquáticos.

Segundo o Livro Vermelho, em comparação à edição anterior, houve um aumento de 716 espécies ameaçadas no Brasil, que foram divididas em criticamente em perigo (CR), em perigo (EM) e vulnerável (VU). Por outro lado, 170 espécies deixaram de constar na lista de ameaçadas.

A obra, que tem a finalidade de delinear as melhores estratégias de conservação, traz uma abordagem que apresenta o conjunto de circunstâncias que colocam as espécies em risco, e também quais são e onde estão as principais ameaças.

Na capa do Volume 1 aparece o sapinho-admirável-de-barriga-vermelha (Melanophryniscus admirabilis), anfíbio endêmico do Sul da Mata Atlântica que em 2014 quase foi declarado extinto pela degradação do seu habitat, às margens do rio Forqueta, em Arvorezinha (RS).

No entanto, um acordo entre pesquisadores, empreendedores e autoridades ambientais permitiu que uma central hidrelétrica que acabaria de vez com o habitat do sapinho não fosse instalada.

“Essa é uma história do quanto o conhecimento é essencial para a conservação da biodiversidade. É a base segura para um diálogo objetivo e transformador”, destaca o cientista Marcelo Marcelino de Oliveira, diretor de pesquisa, avaliação e monitoramento da biodiversidade do ICMBio.

“Temos centenas de espécies de vertebrados, para não mencionar as milhares de espécies de invertebrados, que se distribuem em áreas tão ou mais restritas do que essa, algumas endêmicas a uma única e minúscula lagoa que, pelos mais variados motivos, pode simplesmente deixar de existir e, assim apagar, de modo definitivo e irreversível, milhares de anos de história evolutiva de uma forma de vida única no planeta”, enfatiza Oliveira.

Os sete volumes do Livro Vermelho da Fauna estão disponíveis para download. Para baixá-los, clique aqui.

Governo dos EUA vai avaliar inclusão de girafas em lista de espécies ameaçadas

A US Fish and Wildlife Service, um departamento do governo dos Estados Unidos, atendeu a um pedido feito durante dois anos por ONGs ambientais e anunciou que irá revisar uma petição de 2017 para avaliar se as girafas devem ser incluídas na lista da Lei de Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos (Endangered Species Act).

Foto: Pixabay

“Consideramos que a petição para listar as girafas apresentou informação substancial quanto às ameaças potenciais associadas ao desenvolvimento, agricultura e mineração”, anunciou um porta-voz do departamento.

O processo de revisão deve durar cerca de 12 meses. O departamento realizará também consultas públicas. As informações são da revista Galileu.

Estimativas da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) indicam que a população de girafas diminuiu cerca de 40% de 1985 a 2016.

Adam Peyman, do Humane Society International, explica que os Estados Unidos não possui quase nenhuma restrição à importação de produtos originários da caça e da exploração de girafas. Caso a Lei de Espécies Ameaçadas começasse a proteger essa espécie, a importação seria dificultada.

De 2006 até 2015, foram importadas para os Estados Unidos, mortas ou vivas, 39.516 girafas. Fazem parte desse número 21.402 esculturas ósseas, aproximadamente 3 mil peles e 3,7 mil troféus de caça.

Ministério da Agricultura pede fim da lista de animais aquáticos ameaçados

O ministério da Agricultura (Mapa) pediu ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a suspensão da lista de espécies aquáticas ameaçadas de extinção. A pasta afirma que esse cadastro de animais em risco gerou “grande repercussão negativa no setor pesqueiro” e prejuízos econômicos.

A “Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção – Peixes e Invertebrados Aquáticos”, publicada em 2014, busca identificar espécies que estejam de alguma forma em risco e proíbe captura, transporte, armazenamento, guarda, manejo, beneficiamento e comercialização dos animais listados.

Reprodução/fihbase.org

Já na versão de 2018 há 410 espécies divididas em diferentes graus de risco: vulneráveis, em perigo e criticamente em perigo.

A lista foi feita a partir da avaliação de risco de extinção de 5.148 espécies, incluindo 100% dos peixes marinhos e continentais conhecidos em território brasileiro, coordenada pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). Dessas espécies, 475 (9%) foram classificadas como ameaçadas de extinção, dos quais 98 são peixes marinhos, 311, peixes continentais e 66, invertebrados aquáticos.

No documento de pedido de suspensão ao qual a Folha teve acesso, um dos alvos de crítica da Secretaria de Aquicultura e Pesca (SAP), parte do Mapa, é a utilização de metodologias da UICN (União Internacional para Conservação da Natureza) para a elaboração da lista de espécies ameaçadas.

A UICN é uma entidade internacional composta por governos, agências governamentais e ONGs, e responsável pela lista vermelha de espécies ameaçadas, relação respeitada e adotada internacionalmente.

“O Brasil deve se orientar pelos seus próprios critérios para definição e adoção das políticas públicas que afetarão a fauna e a todos os brasileiros e não por critérios de ONGs internacionais”, afirma o documento do Mapa que pede a suspensão da lista nacional.

O pedido, assinado por Jorge Seif Júnior, secretário de aquicultura e pesca, é considerado dentro do MMA (Ministério do Meio Ambiente) uma tentativa de reviver uma série de críticas antigas à lista de espécies ameaçadas, que há anos vem sofrendo pressão de organizações pesqueiras e já passou por duas suspensões devido a decisões judiciais. A portaria, contudo, voltou a vigorar no início de 2017.

A indústria pesqueira e o documento da SAP argumentam que a elaboração da lista não é responsabilidade exclusiva do MMA e que o Mapa e entidades do setor deveriam ser ouvidos.

Segundo membros e ex-servidores do MMA, o então Ministério da Pesca participou do processo, com presença em grupos de trabalho. Eles também afirmam que a lista tem um caráter científico de definição de grau de risco de extinção.

A nota técnica da SAP também critica o descarte de peixes ameaçados capturados incidentalmente e afirma que a lista contribui para o desperdício de alimentos. “Por fim, ressalta-se que somos favoráveis à conservação ambiental, porém, de forma sustentável econômica, social e biologicamente. Pois, entendemos que simplesmente preservar espécies marinhas sem pensar na abordagem ecossistêmica não traz efetividade nem ao recurso pesqueiro nem ao bem-estar humano dos que sobrevivem da atividade de pesca no país.”

Especialistas e membros atuais e ex-servidores do MMA ouvidos pela reportagem afirmam que as críticas não têm fundamentação técnica.

Segundo Fabio Motta, pesquisador do laboratório de ecologia e conservação marinha da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), as avaliações para criação da lista reúnem especialistas de todo o país para construir um panorama da situação das espécies a partir dos melhores dados disponíveis naquele momento.

A análise de risco de extinção de animais marinhos leva em consideração dados como declínio populacional da espécie ao longo do tempo e diminuição da distribuição geográfica pelo país, diz Motta.

“A lista é muito importante”, diz Anna Carolina Lobo, coordenadora do programa mata atlântica e marinho da WWF-Brasil. “Trata-se do principal documento oficial e único com os dados mais atuais do estado de saúde das populações de peixes e demais invertebrados.”

Um dos pontos limitantes nessa análise é a qualidade dos dados disponíveis. Segundo pesquisadores, há dados mais fiéis à realidade para apenas algumas espécies e algumas regiões do país, como estado de São Paulo, e, ao mesmo tempo, existe um vácuo de informações estatísticas oficiais.

“Um pano de fundo importante para essa história é que o Brasil parou de fazer o monitoramento dos estoques em 2008 e publicou seu último relatório sobre o tema em 2011”, diz Lobo.

Na opinião de Motta, a gestão pesqueira não vem sendo levada a sério. “A gestão abrange a produção, deve levar em conta a qualidade do pescado e a qualidade de vida dos pesquisadores artesanais. O problema de gestão não é resolvido atacando uma avaliação de espécies ameaçadas e aumentando o esforço de pesca para aumentar a produtividade.”

Ele afirma que a comunidade científica é sensível ao modo de vida de pescadores artesanais ao mesmo tempo em que busca garantir a proteção e uso sustentável de espécies aquáticas. Além disso, as regras para a possibilidade de exploração de espécies aquáticas têm sido ampliadas. A proibição de captura com base na lista de 2014 para peixes como o budião-azul e o pargo só entrou em vigor no passado, após adiamentos de vigência da norma.

O MMA, em portaria publicada em 2018, também citou a possibilidade de manejo sustentável para as espécies constantes na lista oficial, desde que o uso seja regulamentado e reconhecido como possível pela pasta, pelo Ibama e pelo ICMBio e por especialistas.

“A indústria pesqueira já está impactada, o desenvolvimento econômico também já está impactado, e não é por conta de medidas de salvaguarda ambientais, mas pela superexploração desenfreada. A situação de estoques de maior valor comercial ameaçados não é só aqui no Brasil, é no mundo inteiro”, diz Lobo.

Segundo a especialista, a lista não ameaça o desenvolvimento econômico. “Precisa dar um tempo para as populações de peixes. Passamos nos últimos anos por grandes crises dos principais estoques pesqueiros do país. A recuperação desses estoques é uma medida extremamente importante que pode ajudar a indústria pesqueira.”

A Folha pediu ao Mapa um posicionamento sobre a nota técnica enviada ao MMA, mas até a publicação dessa reportagem não teve resposta. O MMA também foi procurado, mas não respondeu.

Fonte: Folha de S. Paulo

Nota da Redação: suspender uma importante lista que expõe as espécies aquáticas ameaçadas de extinção é uma decisão preocupante que poderá condenar animais a serem completamente extintos. É irresponsável e anti-ético colocar a existência desses animais em risco, como se não bastasse serem vítimas da pesca, sofrerem pela morte por asfixia, sem terem o direito à vida resguardado.

leopardo

Espécies ameaçadas de extinção são vitais para a sobrevivência do ecossistema

A Índia apresentou seu sexto relatório nacional à Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica. O relatório foi misto: enquanto o país está a caminho de cumprir a maioria de suas metas nacionais de biodiversidade, a má notícia é que a lista de espécies de animais do país nas categorias criticamente ameaçada, ameaçada e vulnerável na Lista Vermelha tem aumentado ao longo dos anos.

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Foto: Getty Images

É claro que há um estresse severo na biodiversidade e nos habitats silvestres. O relatório afirma que a Índia está trabalhando na prevenção da extinção de espécies, desenvolvendo uma abordagem baseada em paisagem e paisagem marítima. Isso visa abordagens sistêmicas e holísticas para integrar as preocupações com a biodiversidade aos valores sociais e econômicos e às aspirações de desenvolvimento.

O estresse sobre a vida selvagem da Índia está aumentando a cada dia. Quase a cada dois dias, há relatos de casos de conflitos homem-animal, devido à crescente população humana e à urbanização. Com a mesma frequência, há relatos de mortes de animais ou de acidentes, porque os desenvolvedores de projetos não levam em conta corredores de animais enquanto constroem infraestrutura.

O crime contra a vida selvagem também está se tornando uma ameaça-chave devido ao aumento da demanda por produtos derivados de animais selvagens, que vão desde ossos de tigres e leopardos até escamas de pangolim e bile de ursos. A Índia registrou 460 mortes de leopardos em 2018, a maior taxa de mortalidade dentre as espécies de grandes gatos no país nos últimos quatro anos, informou a Sociedade de Proteção à Vida Selvagem da Índia em dezembro.

Como a perda de espécies altera os ecossistemas? A perda de espécies icônicas é uma tragédia com impacto amplo e profundo. A biodiversidade animal, vegetal e marinha mantém os ecossistemas funcionais. Ecossistemas saudáveis ​​nos permitem sobreviver, obter comida suficiente para comer e ganhar a vida.

Quando as espécies desaparecem ou caem em número, ecossistemas e pessoas – especialmente as mais pobres do mundo – sofrem. Um estudo recente publicado na revista Nature revela a extinção de espécies vegetais ou animais de mudanças ambientais extremas, que estamos testemunhando agora, aumenta o risco de um “efeito dominó de extinção” que poderia aniquilar toda a vida na Terra.

Infelizmente, como foi relatado por um documento no início deste ano, a Índia pode não atingir a meta internacional de identificar a vida selvagem e as áreas marinhas protegidas até 2020, tornando o desafio de conservar espécies muito mais difícil.

Aumenta o número de espécies ameaçadas na Índia

A Índia está a caminho de cumprir a maioria de suas metas nacionais de biodiversidade, mas o número de espécies do país presentes na lista internacional de espécies ameaçadas e criticamente ameaçadas vem aumentando ao longo dos anos, de acordo com o sexto relatório nacional (NR6) submetido à Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (CDB).

dois filhotes de rinoceronte. um deles, no centro da imagem levanta a sua pata para a câmera

Foto: Getty Images

O aumento do número de espécies na lista indica um severo dano na biodiversidade e nos habitats silvestres. No relatório de 2018, Segundo a análise dos relatórios ao longo dos anos, a Índia tem um total de 683 espécies de animais na União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) nas categorias criticamente ameaçada, ameaçada de extinção e vulnerável, em comparação com 646 espécies em 2014 quando o quinto relatório nacional foi submetido, e 413 nessas categorias em 2009, quando o quarto relatório nacional foi submetido.

O sexto relatório nacional, apresentado no sábado, 29, lista a fragmentação de habitat, superexploração de recursos, diminuição da diversidade genética, espécies exóticas invasoras, declínio da base de recursos florestais, mudança climática e desertificação, impacto de projetos de desenvolvimento urbano e impacto da poluição como ameaças à diversidade genética.

A boa notícia é que o Centro de Pesquisa Botânica da Índia e o Centro de Pesquisa Zoológica da Índia descobriram novas espécies nos últimos quatro anos.

Cerca de 3.655 espécies da flora e 1.693 espécies da fauna foram adicionadas de acordo com o relatório CBD 2018 desde 2014. O relatório também afirma que os ecossistemas marinhos da Índia abrigam quase 20.444 comunidades de espécies de fauna. Destas, 1.180 espécies estão ameaçadas e listadas para conservação imediata.

Segundo Kailash Chandra, diretor do Centro de Pesquisa Zoológica da Índia (ZSI), a razão para o aumento do número de espécies ameaçadas poderia ser porque o número de espécies avaliadas pela IUCN cresce a cada ano.

“Estamos fazendo novas descobertas e o número de avaliações de espécies feitas por eles está aumentando. Dito isto, o número de espécies ameaçadas pela perda de habitat também está aumentando. A Índia está entre os 17 mega-diversos países e grande parte do nosso país ainda está inexplorada ”, disse ele. A Índia tem mais de 100 mil espécies, de acordo com o ZSI.

As 12 metas nacionais de biodiversidade da Índia incluem a conscientização sobre a biodiversidade, a aplicação de políticas para documentação e conservação de recursos biológicos.

Algumas das espécies em extinção (aves e animais terrestres) em prioridade de conservação incluem o búfalo selvagem asiático, o leão asiático, o sangai, dugongo, golfinho-do-ganges, cervo da caxemira, rinocerontes indianos, corredor-do-godavari, tartarugas marinhas, leopardo-das-neves, cervo-do-pantanal e abutres.

Especialistas em meio ambiente estão irritados com o fato de a Índia não estar implementando as disposições de acesso e repartição de benefícios (ABS) da Lei Nacional de Biodiversidade em larga escala. A Índia tornou operacionais seus compromissos sob o Protocolo de Nagoya, incluindo o ABS na Lei de Biodiversidade.

O ABS se refere à maneira pela qual os recursos genéticos podem ser acessados ​​por empresas, pesquisadores e como os benefícios desses recursos podem ser compartilhados com as comunidades locais que conservam o recurso.

“Infelizmente, não há ênfase no compartilhamento dos benefícios dos recursos biológicos com as comunidades. Eu não acho que nenhuma comunidade tenha se beneficiado adequadamente desta cláusula,” disse Priyadarsanan Dharmarajan, membro sênior da Ashoka Trust para Pesquisa em Ecologia e Meio Ambiente (ATREE)

“As comunidades na Índia dependem de recursos biológicos. O governo precisa levar esta cláusula muito a sério porque a extração de recursos biológicos só aumentará ”, disse Dharmarajan.

O Supremo Tribunal de Uttarakhand recentemente ordenou uma empresa dirigida pelo guru de ioga Ramdev para compartilhar uma porcentagem de seus lucros com agricultores e comunidades locais sob a provisão de ABS. O relatório lista apenas alguns exemplos em que os benefícios foram compartilhados com as comunidades.

Em uma declaração à imprensa, o Ministério do Meio Ambiente disse no sábado que a Índia “investiu uma grande quantidade de biodiversidade direta ou indiretamente através de vários esquemas de desenvolvimento dos governos central e estadual, no valor de R70.000 crore (mais de 39 bilhões de reais) por ano contra exigência de quase R1.09 mil crore (60 bilhões de reais).”

Acrescentou que a Índia tem dois terços da quantidade de tigres selvagens no mundo. A população de leões subiu de 177 em 1968 para mais de 520 em 2015, e a de elefantes, de 12 mil em 1970 para 30 mil em 2015. O rinoceronte-indiano, que estava à beira da extinção durante o início do século 20, agora subiu para 2.400.

A Índia é parte da Convenção de Diversidade Biológica, cujos signatários têm de apresentar regularmente relatórios nacionais à Conferência das Partes (CoP). O objetivo do relatório nacional é fornecer informações sobre medidas tomadas internamente para conservar a biodiversidade.